Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI (Associação Brasileira de Imprensa). Vírgula pode ser uma pausa… ou não. Não, espere. Não espere.
Ela pode sumir com seu dinheiro. 23,4. 2,34.
Pode criar heróis.. Isso só, ele resolve. Isso só ele resolve.
Ela pode ser a solução. Vamos perder, nada foi resolvido. Vamos perder nada, foi resolvido.
A vírgula muda uma opinião. Não queremos saber. Não, queremos saber.
A vírgula pode condenar ou salvar. Não tenha clemência! Não, tenha clemência!
Uma vírgula muda tudo. ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.
Detalhes Adicionais: SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA. * Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER… * Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…
Um novo gadget aqui. Coloquei algumas músicas esperando que gostem. Se for o caso, continuarei a postar meu iphone musical uma vez por semana. Se não, colocarei novamente no meu bolso e sairei assoviando
A artista plástica Carmen Novo apresenta fotografias em preto e branco, instalação e vídeos na Galeria Quarta Parede, em São Paulo, desde ontem. Intitulado de O pequeno museu de mim e outras histórias, o projeto foi realizado durante sua participação na residência Écritures de Lumière, encerrada em março deste ano, com financiamento do Ministério da Cultura e da Comunicação e Mistério da Educação Nacional da França, país onde Carmen vive e trabalha desde 2003.
A mostra trazida para São Paulo é formada pelas fotografias do Pequeno museu de mim – a vida das coisas, uma instalação fotográfica intitulada de Para guardar nossas lembranças e retratos.
O pequeno museu… reúne narrativas e imagens de coisas importantes nas vidas das pessoas. É como se ela e o público se apropriassem dos significados afetivos que esses objetos adquirem ao se relacionar com seus proprietários. Para formar o “acervo”, Carmen convida (no presente, porque o projeto continua a crescer) voluntários a mostrarem algo que eles estimem e a contar o porquê desse valor. A artista, então, faz um ensaio fotográfico de cada peça e grava o depoimento, que entrará como voz em off nos pequenos filmes também presentes na exposição. O texto sobre esse trabalho é de Magda Ribeiro, mestranda em antropologia pela Universidade de São Paulo.
Para guardar nossas lembraças conta com pequenas latas metálicas onde estão pedaços de fotografias realizadas entre 2008 e 2009, algumas delas da região da floresta de Tronçais (Auvergne, França). É sobre essa região, um livro a ser publicado este ano que contará com fotos feitas artista.
Carmen também trouxe alguns retratos de crianças produzidos em 2009 e durante a residência Écritures de Lumière.
Esses trabalhos foram apresentados entre junho e julho numa individual de Carmen Novo na Orangerie do Château de la Louvière, em Montluçon; em maio, no CRDP (Centre Régional de Documentation Pédagogique d’Auvergne), em Clermont-Ferrand e devem fazer parte de uma exposição em comemoração ao ano da América Latina na França, no Centre Culturel La Pléiade, em Commentry.
O pianista francês Laurent Desforges teve uma participação especial durante o vernissage. Ele é integrante do grupo Embé Jass, que participa este ano do Festival de Jazz de Vienne, na França.
O pequeno museu e outras histórias – exposição de fotografias, instalação e vídeo de Carmen Novo.
Vernissage foi no dia 29 de julho.
Visitação dos dia 30 de julho ao 25 de agosto.
De segunda à quinta, das 14h às 18h; sábado, das 14h às 18h.
Local – Galeria Quarta Parede
Av Conselheiro Rodrigues Alves, 722
São Paulo, Brasil
É preciso união estável há 5 anos para deduzir gastos como dependente
O GLOBO
BRASÍLIA. Casais homossexuais poderão declarar o companheiro ou companheira como dependente do Imposto de Renda (IR), desde que cumpram os mesmos requisitos estabelecidos pela lei para os heterossexuais com união estável, como vida em comum por cinco anos. A Receita Federal poderá notificar o contribuinte para verificar a informação.
A novidade será publicada na edição de hoje no Diário Oficial da União por meio de um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O documento foi aprovado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A expectativa é de que a Receita venha a público hoje para informar a partir de quando esse tipo de declaração será aceita.
O parecer resulta de uma consulta feita por uma servidora pública que desejava incluir como dependente sua companheira, isenta no IR. A consulta da servidora abriu precedente para outros casais de mesmo sexo em situação semelhante.
Baseado no princípio da isonomia de tratamento, o parecer destaca que, como a legislação prevê a inclusão de companheiros heterossexuais de uniões estáveis como dependentes no IR, o mesmo deve ser garantido aos parceiros homoafetivos.
“O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes”, diz o documento. “A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual.” O Brasil não reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça — e agora o Executivo — tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal dado aos casais heterossexuais.
No mês passado, a AdvocaciaGeral da União reconheceu que a união homossexual estável dá direito ao recebimento de benefícios previdenciários para trabalhadores do setor privado.
O Superior Tribunal de Justiça, em 2008, foi favorável à inclusão de um companheiro de mesmo sexo no plano de saúde do parceiro.
E, em abril deste ano, manteve a adoção de uma criança por um casal homossexual.
O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, tem aparecido de forma tímida no material de campanha do ex-governador Aécio Neves e do governador Antonio Anastasia, seus aliados tucanos em Minas Gerais.
A reportagem pediu cartazes, adesivos e santinhos em quatro comitês da campanha de Anastasia em Belo Horizonte. Em três deles, nada existia com a foto de Serra.
No último deles, só após pedido específico de algo com o candidato presidencial, foram entregues adesivos com o rosto de Serra -acompanhado apenas dos nomes dos tucanos mineiros.
Além do “Serra solitário”, único material obtido com a imagem do candidato, foram pegos outros dez modelos diferentes da campanha de Anastasia. Apenas cinco deles tinham Serra, mas só o nome dele nos cantos e em tamanho reduzido.
Os materiais mais populares nas ruas de BH são os adesivos só com Anastasia, candidato à reeleição, ou dele acompanhado apenas de Aécio e Itamar Franco (PPS), candidatos ao Senado.
DILMA
A situação contrasta com a farta exposição de Dilma Rousseff (PT) no material de campanha de Hélio Costa (PMDB) ao governo mineiro.
No comitê do peemedebista, a reportagem obteve seis tipos de impressos, todos com referências a Dilma -quatro deles com a imagem da petista acompanhada de seus aliados mineiros. Há ainda distribuição de material produzido pela campanha nacional do PT.
Anteontem, em visita a BH, Serra disse não considerar “grave” sua menor exposição. “É uma coisa que se corrige com enorme facilidade”, disse. Ele disse ver “pleno empenho” de Aécio em sua campanha presidencial.
A campanha de Aécio e Anastasia informou que produz até 20% do material sem Serra para atender aos partidos da coligação que não apoiam o tucano para presidente, como PR, PDT e PSB.
Em 20 anos, o Brasil reduziu as mortes infantis (até um ano) em 54% graças a programas de vacinação e saneamento, entre outros fatores. Redução de mortes de bebês de até 1 mês foi de 36%.
Os dados são do Ministério da Saúde e apontam mudança no perfil da mortalidade infantil no país. Em 1990, bebês com até 28 dias respondiam por 49% do total da mortalidade de crianças com até um ano de idade. Em 2008, a participação saltou para 68% (alta de 39%).
O título e o texto acima são do blog, tirados do conteúdo da matérias da Folha de hoje sobre o tema. Foi necessário substituir aqui, a manchete de capa da Folha sobre o assunto, que poderia induzir ao erro afirmando “Em 20 anos, sobe 39% proporção de mortes neonatais”. Uma leitura rápida faz a pessoa entender que as mortes infantis subiram, quando é o contrário o que a matéria explica. Elas caíram, é muito. Como o objetivo do jornalismo é informar clara e diretamente, procurando não gerar engano com a informação transmitida, me pareceu mais adequado ignorar a manchete da capa da Folha e manter, na reprodução do artigo a seguir, os títulos escolhidos pelo jornal para o caderno Cotidiano. LF
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Redução de mortes de bebês de até 1 mês é mais lenta
Em 18 anos, queda é de 36% no país, ante 54% do total de bebês com até 1 ano
Avanço em áreas como vacinação e nutrição não tem paralelo em itens como nº de UTIs para recém-nascidos
CLÁUDIA COLLUCCI – FOLHA SP
DE SÃO PAULO
A mortalidade infantil, em queda nas últimas décadas, mudou de perfil no país.
Cada vez mais, as mortes de recém-nascidos (com até 28 dias de vida) são maioria nas estatísticas de óbitos entre crianças de até um ano, já que só caíram 36%, ante 54% de redução nas mortes dos bebês em geral.
Isso acontece porque, se por um lado, o Brasil teve bons avanços em áreas como saneamento básico e vacinação, beneficiando a todos os bebês, por outro a melhora não é tão grande em cuidados para recém-nascidos.
São vários os problemas, desde a má qualidade das consultas de pré-natal e da assistência ao parto, até a falta de UTI neonatal e de estrutura para a gestante e para o bebê de alto risco.
Segundo o próprio Ministério da Saúde, 70% das mortes de recém-nascidos ocorrem por causas evitáveis.
Entre 1990 e 2008, quando a mortalidade infantil total caiu 54% (de 95.476 para 43.601 bebês por ano), o percentual de recém-nascidos no número total passou de 49% para 68%.
ATENÇÃO À MÃE
Uma recente pesquisa do Ministério da Saúde e das universidades de Brasília (UnB) e de São Paulo (USP) concluiu que as falhas na atenção à gestante contribuíram para um aumento de risco de 28% na mortalidade fetal ou neonatal -em razão de fatores como a hipertensão.
“Se você tem uma mãe hipertensa, diabética, ela deve ser bem controlada. Se não tiver bom pré-natal, entra em trabalho de parto prematuro e aí começam os problemas”, diz a pediatra Maria Fernanda de Almeida, coordenadora do Programa de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria.
A falta de leitos de UTI neonatal e de equipes especializadas é outro importante entrave. Várias regiões do país convivem com unidades superlotadas, que oferecem mais riscos de infecções.
Em Natal (RN), por exemplo, a UTI neonatal da maternidade Januário Cicco tem capacidade para dez crianças, mas abriga 18, segundo o diretor Kleber Morais.
Em São Paulo, inquérito do Ministério Público apura pelos menos 30 mortes de crianças desde 2007 em razão da falta de leitos ou de superlotação nas UTIs.
Hospitais de cidades como Jales, Araçatuba, Catanduva, Fernandópolis e São José do Rio Preto convivem com superlotação das unidades e, para não omitir socorro, pegam equipamentos emprestados do Samu e até dos bombeiros ou transformam salas comuns em UTIs.
ANÁLISE
Após 20 anos de queda, país tende a diminuir mortes com menos rapidez HÉLIO SCHWARTSMAN
ARTICULISTA DA FOLHA
Um bom jeito de conhecer um país é olhar para a forma como morrem suas crianças.
A mortalidade infantil é um indicador complexo. Ao contabilizar o número de bebês que morrem antes de completar um ano de vida e informar o período do óbito, o índice revela várias características econômicas, sociais e sanitárias do país.
Assim, os chamados Estados fracassados (cuja infraestrutura foi aniquilada por guerras e catástrofes naturais ou políticas) costumam apresentar taxas superiores a cem mortes por mil nascimentos com vida.
É o caso de Serra Leoa (160), Afeganistão (157) e Angola (132) -indicadores apenas um pouco melhores do que a taxa de 200 por mil estimada para a Idade Média, época em que não havia vacinas nem antibióticos.
Quando os índices são altos assim, é possível obter avanços significativos com iniciativas simples e que atinjam grandes fatias da população, como oferecer água tratada, além de campanhas de vacinação e pelo aleitamento materno exclusivo.
Países que fazem a “lição de casa” conseguem reduzir drasticamente suas mortes. O Brasil, por exemplo, baixou sua taxa de 49,4 por mil em 1990 para 19,0 por mil em 2008: uma queda de 61,5% em pouco menos de 20 anos.
Vale observar que a disparidade entre as regiões é grande. Enquanto a média do Nordeste ainda é superior a 30 por mil, a do Sudeste já está nas imediações dos 15 por mil. Isso significa que ainda há bastante espaço para ações no atacado.
À medida, porém, que a situação melhora, fica mais difícil avançar com rapidez. É nessa encruzilhada que o país -em especial os Estados mais ricos- se encontra agora. Uma evidência disso está na evolução das mortes neonatais, que já representam 65% do total. Quanto mais desenvolvido um país, maior o peso desses óbitos na mortalidade infantil.
Ao contrário das mortes mais tardias, que têm como causas principais diarreias e infecções respiratórias, nas neonatais predominam causas como anomalias congênitas, cujo tratamento depende de ações altamente individualizadas, não raro levadas a cabo por especialistas em ambiente de Unidades de Terapia Intensiva.
Avançar para baixo dos 10 por mil (limite a partir do qual a taxa é considerada civilizada) tende a ficar cada vez mais difícil e caro.
O Rio e Minas foram eleitos pelos candidatos Dilma Rousseff e José Serra como o principal campo de batalha das eleições. Ambos têm privilegiado agendas nesses estados. Dilma lidera no Rio e em Minas (conforme pesquisa interna do PSDB). Mas Serra aposta no desempenho de seu vice, Indio da Costa (RJ), e no exgovernador Aécio Neves (MG) para virar. Dilma investe nos candidatos ao governo, o senador Hélio Costa (MG) e o governador Sérgio Cabral (RJ), para chegar a uma vitória equivalente à do presidente Lula em 2006.
Serra pede socorro a Aécio
A candidata petista, Dilma Rousseff, passou à frente do tucano José Serra em Minas Gerais. As pesquisas internas do PSDB também confirmam que o partido tem barreiras a vencer nas eleições para o governo estadual. Além das viagens do candidato às cidades mineiras, desde ontem o site oficial da candidatura José Serra exibe discurso feito pelo ex-governador Aécio Neves, em abril, manifestando seu apoio à candidatura Serra.
“Quem é Aécio, é Serra”, diz o mineiro. Exibindo confiança, o presidente estadual do PSDB, Narcio Rodrigues, diz: “O Márcio Lacerda (prefeito de BH) foi dos 4% à vitória; o Eduardo Azeredo começou com 11% e venceu; o Anastasia está saindo de 18%”.
Leia a integra da coluna Panorama Político, no jornal O GLOBO
* “Berezina” tornou-se uma palavra usada na língua francesa como sinónimo de catástrofe. Faz referência a Batalha de Berezina entre a França e o Império Russo, na qual o exército de Napoleão Bonaparte sofreu pesadas perdas (cerca de 36.000 homens) na sua retirada da Rússia. NDLF
Brasil chega a PIB per capita de US$ 10 mil em 2010. E agora?
Economia ultrapassa média da renda per capita mundial e pode chegar até US$ 20 mil até o fim desta década
Klinger Portella, iG São Paulo | 29/07/2010 05:00
Demorou cinco séculos, mas a economia brasileira está próxima de alcançar a marca de US$ 10 mil de renda per capita, segundo projeções de economistas e dados oficiais tabulados pelo iG. Com a expectativa de apresentar o maior crescimento das últimas duas décadas e meia, o Brasil deve se colocar acima da média mundial do PIB per capita – resultado da divisão entre as riquezas produzidas por um país e sua população.
Ao atingir o novo padrão de renda, uma classe média emergente começa a mudar o perfil da economia brasileira, com o setor de serviços ocupando mais espaço, em detrimento da indústria, segundo dizem economistas. Essa mudança estrutural deve acelerar o ritmo de expansão econômica, a exemplo do que aconteceu com países desenvolvidos, como Estados Unidos e Japão, décadas atrás.
Estimativas da LCA Consultores mostram que, em 2020, o PIB per capita deve dobrar, atingindo a casa dos US$ 22,7 mil. Os Estados Unidos, que bateram os US$ 10 mil per capita em 1978, dobraram a renda exatamente dez anos mais tarde, enquanto o Japão precisou de apenas quatro anos para o PIB per capita saltar de US$ 10,8 mil em 1984 para US$ 23,9 mil em 1988.
Foto: Arte iG – PIB per capita pelo mundo
Depois de alcançar um PIB per capita de R$ 16.414 – o equivalente a US$ 8.220 no fim do ano passado – o Brasil deve atingir PIB per capita de quase R$ 17,5 mil, que, dividido pela cotação do dólar esperado para o fim do ano, chegará aos US$ 10 mil nos próximos meses. A expectativa é de que essa mudança de patamar ocorra até o fim do ano, ou no início de 2011.
O Brasil deve encerrar 2010 com um PIB projetado de R$ 3,22 trilhões (o 8º maior do mundo) e uma população por volta de 193,3 milhões de habitantes (a 5ª maior do mundo). A Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda projeta crescimento da renda per capita em 5,5% neste ano, o maior desde 1985.
Com uma população com renda média superior a US$ 10 mil anuais, o setor de serviços ganha mais peso no desenho econômico brasileiro, já que as famílias passam a ter mais opções de gastos com consumo de produtos e serviços mais sofisticados. Pesquisa realizada pela financeira do banco francês BNP Paribas mostrou que os gastos da classe C com vestuário são duas vezes maiores que os da classe D e E, enquanto as despesas com pagamento de prestações chegam a ser três vezes maiores entre uma classe e outra.
“Quando as pessoas têm uma renda baixa, usam pouco serviço. Conforme a renda aumenta, a participação do serviço aumenta na cesta de consumo”, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.
Dados da Pesquisa de Orçamento Familiar (POF), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que as despesas de consumo das famílias brasileiras chegaram à média mensal de R$ 2.134,77. Os gastos com habitação lideram a lista, com 35,9% do total, seguidos por alimentação (19,8%) e transporte (19,6%).
O consumo das famílias, que respondeu por 4,1% do PIB em 2009, está em franca ascensão. Segundo a LCA, neste ano, as famílias consumirão 6,4% do PIB – algo em torno de R$ 230 bilhões. Para 2020, os números devem chegar a R$ 467 bilhões (praticamente o PIB da África do Sul em 2009).
O impacto disso é claro: o Brasil tem hoje mais de 70 milhões de usuários de internet, movimentando R$ 10,6 bilhões em comércio eletrônico. São mais de 53 milhões de televisores, 23 milhões de máquinas de lavar, 2,5 milhões de veículos novos emplacados por ano e 175 milhões de telefones celulares.
Embora apresente um número vistoso, o PIB per capita brasileiro pode não captar a desigualdade na distribuição da renda, já que o resultado é a divisão da riqueza produzida pelo número de habitantes. O Estado de São Paulo, por exemplo, tinha, em 2008, PIB per capita de R$ 22,6 mil (US$ 9,67 mil), enquanto, no Piauí, a renda era de R$ 4,6 mil (US$ 1,96 mil) – equivalente ao PIB per capita da Mauritânia.
Distribuição de renda
Na avaliação dos economistas consultados pelo iG, o Brasil concilia um período de crescimento econômico com melhor distribuição de renda – algo difícil de ser observado. “A expansão desta década de 2000 tem feito com que a pobreza caia e, com isso, há uma mudança no perfil da distribuição de renda”, diz Jorge Abrahão de Castro, diretor de Estudos e Políticas Sociais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Estudo realizado pelo próprio Ipea mostra que, em 30 anos, a transferência de renda saltou de 8% para 20% de participação no rendimento familiar do brasileiro. “Muito se fala do Bolsa Família, mas a maior transferência que se faz no Brasil é para aposentados e pensionistas, com mais de 15% do PIB”, diz Bráulio Borges, da LCA.
Outro ponto importante destacado pelos economistas é o aumento real do salário mínimo, que ampliou o poder de compra das famílias. “É um ciclo virtuoso: a melhoria da renda dos mais pobres aumenta o consumo e isso tem um efeito multiplicador no espaço econômico, principalmente, no mercado interno”, afirma Castro.
Segundo o diretor do Ipea, para não desperdiçar a chance de dobrar a renda nos próximos dez anos, é necessária uma elevação nos gastos com investimento, para que a demanda possa ser suprida pela oferta. Além disso, possíveis choques no exterior podem afetar o bom andamento da economia brasileira.
O economista-chefe da LCA diz que, se o País mantiver o tripé meta de inflação, cambio flutuante e austeridade fiscal, dificilmente um choque externo poderá abalar de forma relevante o crescimento econômico do Brasil.
Para Bráulio Borges, no entanto, a educação é o grande gargalo do País nos próximos anos, já que a mudança do quadro de desigualdade social é uma coisa “que levaria décadas”. “As políticas de transferências evitam uma piora da situação, mas, para mudar de forma crucial, somente o investimento na qualidade da educação”, afirma.
PIB per capita
Confira a evolução do indicador brasileiro nos últimos 100 anos, com projeções até 2020 (em US$ mil)
Número de profissionais contratados com esta faixa de remuneração na cidade aumentou 29,8%
Gisele Tamamar – JT
Após se desligar do antigo emprego no final do ano passado, a gerente de produto, Raquel Ortega Dias, de 29 anos, começou a se preparar para a recolocação no mercado de trabalho. Com a ajuda de uma empresa especializada, elaborou seu currículo, se preparou para entrevistas e se manteve atualizada. Resultado: um emprego com um salário 25% maior conquistado em abril na BD – Becton, Dickinson and Company, empresa da área de saúde.
Raquel faz parte do grupo de 14.879 trabalhadores da cidade de São Paulo que conseguiram um emprego com remuneração acima de dez salários mínimos, ou seja, mais de R$ 5,1 mil. O número corresponde a quase 100 empregos por dia, segundo dados de janeiro a maio do Ministério do Trabalho e Emprego.
Esse total também é 29,8% maior que as contratações feitas no mesmo período do ano passado, quando foram admitidas 11.461 pessoas com esse nível de salário. No entanto, o número não atingiu o patamar alcançado em 2008, quando ocorreram 18.363 admissões. Em termos de representatividade, os trabalhadores com melhores remunerações correspondem a 1,75% do total de contratados de janeiro a maio de 2010 ante 1,68% em 2009 e 2,53% em 2008.
Entre as carreiras mais requisitadas ganham destaque as funções ligadas às áreas comercial, administrativa/financeira e engenharia.
Na avaliação do headhunter e sócio proprietário da Steer Recursos Humanos, Ivan Wiit, a baixa de 2009 é reflexo da crise financeira mundial, que deixou os empresários inseguros em relação ao futuro da economia. As ações do governo, como redução do Imposto de Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e linha branca para incentivar o consumo ajudaram no aquecimento da economia e consequente aumento do número de vagas de emprego.
Em razão do bom momento do País, a expectativa é de mais trabalhadores com melhores salários. “Se existe demanda por profissionais, mas não há pessoal disponível, a empresa terá que pagar mais para atrair os melhores profissionais para preencher as vagas”, destaca Wiit.
Quem está de olho em um salário melhor deve investir na educação. Além de fluência em pelo menos dois idiomas, como inglês e espanhol. Como nem todo mundo tem recursos para pagar uma pós-graduação, a gerente de Planejamento de Carreira da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Melina Graf, recomenda o investimento em cursos de aperfeiçoamento para acompanhar a expansão do mercado. Um profissional da área de tecnologia da informação, por exemplo, deve buscar cursos de atualização de novas ferramentas e certificações.
Novo empréstimo de R$ 2 bilhões eleva para 4% a participação da estatal petroleira na carteira de crédito da instituição Financeira
Fernando Nakagawa BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
Com o novo empréstimo de R$ 2 bilhões, a Petrobrás dispara na posição de principal devedor da Caixa: a estatal já tem cerca de 4% de toda a carteira de crédito do banco. Nos concorrentes, a posição do maior devedor é bem menor, em torno de 1%. O vice-presidente de controle e risco da Caixa, Marcos Vasconcelos, rechaça a preocupação com a concentração com a justificativa de que a Petrobrás tem baixo risco.
O dirigente afirma também que a operação não afeta a capacidade da Caixa de oferecer crédito para outros clientes, como micro e pequenas empresas, já que o banco tem fôlego para até R$ 110 bilhões em novos financiamentos.
De acordo com o último balanço da Caixa, o maior devedor tinha em 31 de março dívida de R$ 3,6 bilhões ou 2,64% de todos os financiamentos.
Somados os R$ 2 bilhões do novo crédito, o porcentual salta para perto de 4%. O nível é muito superior ao observado na concorrência. No Itaú, o maior devedor tinha na mesma data dívida de R$ 1,69 bilhão ou 1% da carteira. No Bradesco, o maior cliente concentrava R$ 2,38 bilhões ou 1,1%. No balanço do também estatal Banco do Brasil não há informação quanto ao maior devedor.
“A concentração (do maior devedor) está em um patamar considerado normal”, afirmou Marcos Vasconcelos. Apesar de não demonstrar preocupação, o dirigente argumenta que a Petrobrás é uma empresa de baixíssimo risco e a concentração pode cair rapidamente. “Se o mercado de capitais estiver bom, grandes empresas tomam recursos em outros segmentos e liquidam os empréstimos, o que faz com que a concentração caia”, diz.
O presidente da Austin Rating, Erivelton Rodrigues, avalia como muito elevado o peso do maior devedor da Caixa. “Não é comum ter 4%. Mas é necessário observar que a Petrobrás é uma empresa de risco baixo e não tem problemas financeiros em seu histórico”, diz.
Operação comercial. Vasconcelos rebate as críticas de que a operação de empréstimo da Petrobrás seria inadequada por envolver dois entes federais. Na visão de críticos, o empréstimo é questionável porque, ao envolver duas instituições controladas pelo governo federal, pode mascarar eventuais interesses ou condições que não seriam reproduzidas no mercado.
O vice-presidente da Caixa rechaça a tese ao afirmar que a operação foi fechada sob condições comerciais adequadas, já que o crédito com grande empresa tem baixo risco e conta com um juro avaliado como razoável. “A ponderação entre a margem de lucro e risco é positiva porque o risco perto de zero compensa a margem que é mais estreita se comparado aos empréstimos no varejo”, cita.
A concessão do novo empréstimo à Petrobrás é encarada pela direção da Caixa como uma operação alinhada com o plano de abocanhar uma fatia maior do segmento de grandes empresas. Segundo Vasconcelos, o banco tem recursos suficientes para entrar com mais força nesse setor sem prejudicar clientes menores.
“Não há nenhum tipo de concorrência entre clientes para tomar crédito com os recursos disponíveis. Atualmente, temos folga entre R$ 100 bilhões e R$ 110 bilhões para novos empréstimos”, disse o vice-presidente.
Ele também esclarece que empréstimos como o concedido à Petrobrás usam os chamados recursos livres, aqueles que não têm destinação específica e podem ser repassados para qualquer tipo de financiamento e cliente.
É uma situação distinta do dinheiro disponível para, por exemplo, o financiamento da habitação ou saneamento básico – operações que contam com recursos que vêm de uma fonte específica e só podem ser usados para esses fins.
Sem concentração
MARCOS VASCONCELOS VICE-PRESIDENTE DA CAIXA
“A concentração está num patamar considerado normal. A Petrobrás é uma empresa de baixíssimo risco.”
“Se o mercado de capitais estiver bom, grandes empresas liquidam os empréstimos, o que faz com a concentração caia.”
Contas públicas: Resultado fiscal no mês foi de apenas R$ 2 bi, o mais baixo para este mês desde 2003
Ruy Baron/Valor Altamir Lopes: “Neste ano os investimentos se elevaram em decorrência de decisão do governo”
Fernando Travaglini, de Brasília – VALOR
Mesmo com a elevação das receitas, fruto da atividade econômica mais forte na comparação com o ano passado, as despesas cresceram ainda mais nos últimos meses, em boa medida por conta das eleições federais e estaduais, que costumam provocar antecipação de gastos por exigência eleitoral. Como resultado, o superávit de junho, de R$ 2,059 bilhões, foi o mais baixo para meses de junho desde 2003, quando foi de R$ 1,686 bilhão. No mesmo mês do ano passado, o superávit havia sido de R$ 3,376 bilhões. Em 2008, quando a atividade mostrava o mesmo grau de aquecimento, foi de R$ 10,332 bilhões.
O governo central (União, Banco Central e Previdência) registrou superávit de R$ 746 milhões em junho, quase 10 vezes menos do que em igual mês de 2008 (R$ 7,067 bilhões). Já os governos regionais contribuíram com R$ 1,7 bilhão, o pior resultado desde junho de 2006 (R$ 1,472 bilhão), também ano eleitoral. O conceito primário leva em conta o movimento de caixa do setor público, desconsiderando despesas com juros.
Olhando os dados acumulados no primeiro semestre fica ainda mais claro a influência do pleito nos gastos da máquina estatal. O resultado primário de janeiro a junho soma R$ 40,1 bilhões, 14% superior ao mesmo período de 2009, quando as receitas ainda estavam deprimidas pela crise, mas 50% menor quando comparado com 2008. Nos 12 meses encerrados em junho, o superávit primário ficou em R$ 69,368 bilhões, ou 2,07% do Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com Altamir Lopes, chefe do Departamento Econômico do Banco Central, há, de fato, influência das eleições no gasto público. Ele pondera, no entanto, que houve nos últimos anos mudanças em relação ao comportamento dos governantes por conta de travas legais definidas pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). “Num passado não muito distante havia elevação de gastos correntes durante as eleições. A partir da LRF, esse quadro muda dramaticamente. A correlação, que era muito forte, se reduz de forma expressiva.”
Os gastos são maiores em eleições, mas há uma “melhoria na qualidade” desses dispêndios, pois o resultado fiscal do setor público tem sido influenciado por um aumento dos investimentos, e em menor escala por gastos correntes. “Houve, neste ano, revisão de algumas carreiras e ajuste do salário mínimo, mas o aumento expressivo foi do investimento, de quase 72% no acumulado do ano quando comparado com 2009″.
Até por conta disso, a comparação com os dados de 2008 fica prejudicada. “Em 2008 a arrecadação foi muito forte, mas os investimentos não eram tão expressivos. Neste ano ainda não se tem um padrão de arrecadação tão forte quanto 2008, mas os investimentos se elevaram em decorrência de decisão do governo”, disse.
Segundo análise da LCA Consultores, a abertura de gastos e receitas do governo central mostra que boa parte da elevação das despesas entre janeiro e junho deste ano esteve concentrada na rubrica “Outras Despesas de Custeio e Capital”, na qual se inserem os gastos com investimento federal e outras despesas discricionárias e de caráter mais temporário. Enquanto o conjunto das despesas subiu 12,5% nessa mesma comparação, a alta real desta rubrica foi de 25,8%. Sem ela, a alta real das despesas do governo central se reduz a 8,4%.
Para o restante do ano, a expectativa da autoridade monetária é de aumento da arrecadação e de acomodação dos gastos, em função de travas legais impostas pelo período eleitoral. Por conta disso, Lopes acredita que a meta “cheia” para o superávit primário, de 3,3% do PIB, deva ser cumprida neste ano. O governo federal deve contribuir com 2,15% do PIB, os governos regionais com 0,95% e as estatais federais com 0,2% do PIB.
Os gastos do setor público com o pagamento de juros nominais foi de R$ 15,68 bilhões em junho. No acumulado do primeiro semestre, os juros somaram R$ 91,3 bilhões, ou 5,38% do PIB. Em 12 meses terminados em junho, os juros nominais foram de R$ 181,5 bilhões, cerca de 5,43% do PIB estimado. Como resultado, as contas consolidadas registraram déficit nominal de R$ 13,6 bilhões em junho e R$ 51,2 bilhões no ano (3,02% do PIB).
Dívida líquida do setor público fica estável em 41,4% do PIB
Valor
A dívida líquida total do setor público subiu em junho para R$ 1,385 trilhão, o equivalente a 41,4% do Produto Interno Bruto (PIB). No mês anterior, estava em R$ 1,371 trilhão, mesmo nível em comparação com o PIB, segundo dados do Banco Central (BC). O governo federal responde pela maior parte do montante (R$ 1,002 trilhão), seguido por Estados (R$ 361,834 bilhões) e municípios (R$ 59,366 bilhões).
O resultado veio acima da expectativa divulgada pela autoridade monetária, que estimava a dívida em 41,2% do PIB. O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, comentou que sua projeção para junho, de 41% do PIB, acabou frustrada por conta da variação cambial, que ficou abaixo do projetado por ele. Quando o real se valoriza, é pior para a dívida. Lopes lembra que a cada 1% de variação no preço do câmbio, há um impacto imediato de 0,11 ponto percentual na relação dívida versus PIB, para cima (quando há valorização do real) ou para baixo (o dólar americano melhora).
A relação dívida/PIB também interrompeu uma sequência de duas queda consecutivas, tendo passado para 41,8% do PIB em abril e para 41,4% em maio, mas continua com trajetória positiva. “A dívida líquida do setor público se comportou dentro das expectativas, ficando estável em 41,4% do PIB nos meses de maio e junho”, diz José Francisco de Lima Gonçalves, economista-chefe do Banco Fator.
O BC estima que a dívida líquida do setor público deve se manter no mesmo patamar neste mês, em 41,4% do PIB, segundo Altamir Lopes. A projeção considera a taxa de câmbio em R$ 1,77. Para o ano, o BC mantém a expectativa de 39,6% do PIB em dezembro.
Já a dívida bruta do governo geral (União, Previdência, Estados e municípios), contabilização que exclui os ativos, cresceu para R$ 2,01 trilhões em junho, o equivalente a 60,1% do PIB. No mês passado, estava em R$ 1,991 trilhão, também 60,1% do PIB. A autoridade monetária prevê que a dívida bruta do governo geral ficará em 60% do PIB em julho, caindo para 59% no fim do ano.
Os créditos junto ao BNDES atingiram R$ 212,217 bilhões em junho, mantendo o mesmo patamar de 6,3% do PIB registrado em maio. Em dezembro de 2008, antes portanto dos empréstimos realizados no pós-crise, a dívida do banco estatal estava em R$ 35,454 bilhões, ou 1,2% do PIB. (FT)
Eu vi o escasso tempo de malabarismos juvenis
A estalar a seiva acidentada da tarde,
A aurora pura entrelaçada ao meu próprio sono
Nos instantes precários de um segredo vago.
Na oblíqua solidez dos corpos
Abre-se a rosa inicial sem nome, turva e casta,
Impura como a brisa imaculada dos sonhos, da voz,
Em uma espécie de chamado.
Eu vi o estrondo de uma gloriosa infância,
A alegria que em mim eram crianças cintilantes,
Na tarde volúvel, onde o mar, em silêncio maior,
Faz dos corpos uma presença errante.
Devo amar calado o triunfo crepuscular da juventude,
Seus beijos ao mar e sua oferenda de mistérios,
Na rosa oblíqua de um chamado puro,
Na vastidão precária dos instantes.
Eu vi tudo isso e amei, sendo eu mesmo uma oferenda eclusa
Aos mistérios juvenis, que desafiam os segredos do mar.
Endereço: r. Bela Cintra, 465, Consolação, centro, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3107-7444. Leia mais no roteiro
As informações estão atualizadas até a data acima. Sugerimos contatar o local para confirmar as informações
Nina Loscalzo – FOLHA SP
Jefferson Coppola/Folhapress
Cozinha proposta pela chef Mara Salles, no Tordesilhas (foto), acolhe técnicas e sabores dos mais diversos cantos do Brasil.
Delicada e genuína, a cozinha proposta pela chef Mara Salles, 57, no Tordesilhas, acolhe técnicas e sabores dos mais diversos cantos do Brasil. Pesquisadora ferrenha das receitas e dos ingredientes nacionais, ela percorre o país em busca de inspiração para suas criações.
O resultado é percebido em pratos como o robalo com molho de moqueca servido com caruru, farofa de dendê e acaçá, e o filhote ao molho de hortaliças acompanhado de purê de banana-da-terra.
Recentemente, outras composições, como a carne-seca desfiada com quibebe e os pastéis de queijo de coalho, foram incluídas no cardápio em comemoração aos 20 anos da casa, que, pelo segundo ano consecutivo, foi eleita a melhor de cozinha brasileira pelo júri, além de ficar entre as seis melhores na pesquisa Datafolha de 2010.
Entre João Alves e Marcelo Déda, indianos e americanos acertaram no segundo
APARÊNCIA É FUNDAMENTAL
O estudo “Parecendo um Vencedor: Aparência do Candidato e Sucesso Eleitoral em Novas Democracias” ainda não saiu na revista “World Politics”, da universidade Princeton, mas uma versão já foi postada pelo MIT e ecoou no “Washington Post”. Em suma, cientistas políticos mostraram alguns pares de fotos de candidatos de Brasil e México a eleitores de Índia e EUA e perguntaram “qual seria o melhor para eleger”.
Em 75% das respostas, indianos e americanos acertaram o vencedor brasileiro. Em 68%, o mexicano.
Prefeitos não respeitam aliança com PMDB; campanha de Serra tenta conter divergências
Gerson Camarotti – O GLOBO
BRASÍLIA. A coordenação de campanha do tucano José Serra está agindo para apagar um incêndio em Pernambuco e tentar fortalecer a candidatura presidencial do PSDB no estado.
Aliados do senador Jarbas Vasconcelos (PMDB-PE), que disputa o governo do estado, estão contrariados com a adesão de prefeitos tucanos à reeleição do governador Eduardo Campos (PSB-PE) e culpam o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE).
Em maio, Jarbas só aceitou sair candidato para dar palanque a Serra em Pernambuco, segundo maior colégio eleitoral do Nordeste, com 6,2 milhões de eleitores. Há duas semanas, Jarbas chegou a viajar para São Paulo para um encontro reservado com Serra, no qual pediu ajuda financeira para a campanha. A conversa não teria sido produtiva, mas, segundo fontes, o presidenciável tucano atendeu o pedido.
Outros “bombeiros” entraram em campo, e assessores de Jarbas garantiam ontem que a relação com Serra está boa. O esforço é para tentar reverter a crise da aliança PSDB/PMDB no estado.
Na pesquisa Datafolha registrada fim de semana, Dilma Rousseff (PT) aparece em Pernambuco com 46% das intenções de voto, e Serra, com 36%.
Na disputa estadual, Eduardo Campos seria reeleito com 59%, contra 28% de Jarbas. Ontem, a coluna “Panorama Político”, do GLOBO, revelou que dos 17 prefeitos tucanos em Pernambuco, 14 apoiam Eduardo Campos.
Aliados reclamam que Guerra quase não aparece nos eventos de Jarbas. Ele minimiza e diz que não apenas prefeitos do PSDB, mas também do PMDB e do DEM, abriram dissidência.
— Não posso estar mais presente na campanha de Jarbas porque não estou presente nem na minha. Estão querendo arrumar um culpado para a situação em Pernambuco. E como sempre tive relação com (Miguel) Arraes (do PSB) e Eduardo, querem me transformar no culpado — disse Guerra
Panorama Político – O GLOBO
O presidente do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), reage aos setores da oposição em seu estado que pretendem atribuir aos tucanos locais as dificuldades enfrentadas pela candidatura Jarbas Vasconcelos (PMDB). “Não dá para passar para o PSDB as dificuldades que a campanha da oposição enfrenta em Pernambuco e em todo o Nordeste”, disse Guerra. Seus aliados reconhecem que 16 dos 19 prefeitos do partido apoiam a reeleição do governador Eduardo Campos. Mas explicam: 1. A origem do PSDB local é o PSB de Miguel Arraes; 2. O DEM tem 19 prefeitos e seis apoiam Eduardo Campos; e, 3. O PMDB tem 11 prefeitos e apenas cinco estão com Jarbas Vasconcelos.
Painel da Folha
Foco Não é de hoje que o comando do PSDB se queixa dos “demos” no RN. Mas causou irritação recentes entrevistas de Rosalba Ciarlini (DEM) em que ela fala do seu “candidato” sem dizer o nome de José Serra.
Bombeiro Coordenador da campanha de Serra, Sérgio Guerra (PSDB-PE) tentará levar o candidato a Pernambuco ainda nesta semana. A intenção é tentar aplacar a fuga de prefeitos e deputados tucanos que trocaram Jarbas Vasconcelos (PMDB) por Eduardo Campos (PSB), palanque de Dilma.
Cenário Pesquisa Ibope ao governo do Espírito Santo, encomendada pela federação das indústrias capixaba, aponta Renato Casagrande (PSB) com 51%, contra 18% do tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. O governo Paulo Hartung (PMDB), que apoia Casagrande, alcança aprovação de 81%.
* “Berezina” tornou-se uma palavra usada na língua francesa como sinónimo de catástrofe. Faz referência a Batalha de Berezina entre a França e o Império Russo, na qual o exército de Napoleão Bonaparte sofreu pesadas perdas (cerca de 36.000 homens) na sua retirada da Rússia. NDLF
Governo usa MP para fazer 15 importantes mudanças tributárias
Luciana Otoni, de Brasília – VALOR
A Receita Federal publicou ontem a Medida Provisória 497, que estabelece 15 mudanças relevantes de caráter tributário. As alterações abrangem isenção para a compra de material para a reforma e construção de estádios de futebol, estímulo para empresa exportadora, eliminação do redutor do Imposto de Importação de autopeças e a transferência para o fisco federal da responsabilidade de fiscalização da contribuição previdenciária dos servidores públicos.
A MP também estabelece novos critérios de operacionalização de alfândegas, além de mudança na cobrança do Imposto de Renda de ganhos de capital e alteração para efeito de cobrança de tributos da cadeia de combustíveis, automóveis, bebidas e fármacos.
Em termos de comércio exterior, a Receita Federal amplia o regime aduaneiro de drawback e passa a autorizar as empresas exportadoras a adquirirem no mercado interno matérias-primas e insumos com suspensão de PIS/Pasep, IPI e Cofins. A obrigatoriedade é que os insumos sejam usados na industrialização de produtos destinados à exportação. O impacto tributário da medida dependerá de adesão.
No segmento automotivo, fica estabelecido que o redutor de 40% em vigor para o Imposto de Importação na compra de autopeças será reduzido para 30% em 30 de outubro deste ano. Passa a 20% em 30 de abril de 2011, sendo eliminado a partir de 1º de maio do próximo ano.
A mudança, que deverá ter repercussão no preço dos automóveis, renderá R$ 756 milhões ao governo neste ano, sendo que em 2011 o ganho sobe para R$ 907 milhões. A Receita explicou que a eliminação do redutor foi adotada para estimular o desenvolvimento da cadeia de fabricação de autopeças. No entanto, o setor avalia uma lista de exceção a essa medida, da qual poderão fazer parte algumas peças sobre as quais não há interesse de fabricação no país.
No mercado de capitais, a receita alterou o conceito de operações de “day trade”, a partir do qual é calculada a cobrança de 20% de Imposto de Renda sobre os ganhos de capital. Na nova sistemática, o fisco passa a considerar como “day trade” as operações de compra e venda de ativos financeiros em um mesmo dia, em uma mesma corretora ou distribuidora.
Ao restringir o conceito do “day trade”, o fisco argumentou que a forma anterior de avaliação das operações entre mais de uma corretora ou distribuidora dificultava o controle. “Na prática, era difícil chegar a essa tributação”, justificou o subsecretário de Tributação e Contencioso, Sandro Serpa.
Com o objetivo de agilizar a reforma e construção de estádios com vistas à Copa do Mundo de 2014, o governo definiu os incentivos para as construtoras. As empresas que tiverem aprovados projetos de restauração e edificação de estádios no Ministério dos Esportes poderão adquirir, no mercado interno, material, bens em geral e serviços com suspensão de PIS/Pasep, Cofins e IPI. Nos casos de importação desses itens, a construtora não recolherá Imposto de Importação, Cofins-Importação e IPI-Importação. As micro e pequenas empresas não poderão se beneficiar da medida. Segundo Serpa, o incentivo acarretará renúncia tributária de R$ 35 milhões neste ano, e de R$ 350 milhões até 2014.
A Receita aproveitou a MP para fazer uma revisão integral da legislação aduaneira. A partir disso, fará novas exigências técnicas para os agentes que administram recintos alfandegários em portos, aeroportos e portos secos. Entre essas medidas, os aeroportos e portos que fazem movimentação, armazenamento e despacho aduaneiro terão que dispor de vigilância eletrônica e sistemas para que o fisco federal possa fazer o controle remoto da fiscalização aduaneira. Portos, aeroportos e portos secos terão prazo de dois anos para adequação às medidas.
A fim de coibir sonegação, o fisco federal também está apertando o cerco nos segmentos de combustíveis, venda de automóveis, bebidas, fármacos e pneus. Nesses segmentos, a Receita passa a equiparar atacadistas e produtores para fins de cobrança do PIS/Pasep e Cofins. “A medida desestimula a prática de elisão tributária”, justificou Serpa.
O governo também incluiu na MP 497 a determinação que transfere do Ministério do Planejamento para a Receita Federal a obrigação de fiscalizar, cobrar e controlar a arrecadação da contribuição dos funcionários públicos para o regime de Previdência Social do servidor público. Essa contribuição é de 11% sobre o salário e abrange cerca de 937 mil servidores, entre ativos e inativos.
Os dados do regime dos servidores não são divulgados pelo governo e a estimativa de arrecadação não foi apresentada ontem pela Receita. A informação que se tem é divulgada pelo Ministério da Previdência, que informou que, no ano passado, o déficit desse regime ficou em R$ 47 bilhões, ultrapassando pela primeira vez o resultado negativo do regime geral de Previdência. A fiscalização da Receita Federal aos órgãos responsáveis pelo desconto e transferência dos recursos ao Tesouro começa neste semestre.
Vista aérea do porto e de parte da cidade de Santos
Juliana Ennes, do Rio – VALOR
O ministro dos Portos, Pedro Brito, defendeu ontem a redução dos custos logísticos no país para que os investimentos produtivos possam crescer. Atualmente, os custos logísticos do país chegam a 15% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo o ministro, o que acaba travando o crescimento. A pasta de Brito elaborou o Plano Nacional de Dragagem (PND). Um de seus objetivos é reduzir os custos logísticos para até 10% do PIB, liberando parte desses recursos para novos investimentos.
“Os EUA, que estão longe de ser um exemplo no setor de logística, como a Bélgica ou a Alemanha, gastam em torno de 8% com logística”, disse o ministro. Com esse quadro, o Brasil figura, segundo estudo do Banco Mundial, no 41º lugar em funcionalidade portuária, após saltar 20 posições desde 2007. Mas o ministro espera que o país continue melhorando, com o PND.
Ele esteve no Rio de Janeiro para assinar o início das obras de dragagem do Porto de Itaguaí. Com isso, a expectativa é de que a cidade passe a competir com o porto de Santos, acredita Brito.
A dragagem deixará o porto com capacidade para receber navios com 0,5 metro a mais do que o porto de Santos, quando passar dos seus atuais 14 metros para 17,5 metros de profundidade.
A obra faz parte do PND, que vai receber R$ 1,6 bilhão do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e visa aumentar a segurança, pontualidade na entrega da carga e reduzir a demora para embarcar e desembarcar. Ela vai receber também R$ 1 bilhão do PAC 2, parte do total de R$ 3,78 bilhões destinados a obras gerais.
O PND abrange, por enquanto, 16 obras em portos de diferentes Estados. Os portos de Recife, Angra dos Reis e de Rio Grande são os únicos cujas obras já foram finalizadas, além da primeira fase o porto de Itaguaí.
As obras já começaram nos portos do Rio de Janeiro, Santos, Natal, Aratu e Salvador, além dos portos de Cabedelo, São Francisco do Sul e Itajaí. As obras no porto de Vitória estão para começar, assim como nos de Fortaleza. Ainda falta lançar a licitação para a realização da dragagem dos portos de Suape e Paranaguá.
No entanto, o porto de Santos, único com plano diretor desenhado até o momento, deverá triplicar de capacidade nos próximos 15 anos. Isso faz com que, segundo o ministro, haja necessidade de se modificar o seu entorno, já que não há estrutura para que o total de 15 mil caminhões que passam diariamente pelo local seja triplicado.
Com isso, há possibilidade que o Porto de Santos venha a receber um túnel, tanto para tráfego de caminhões como de trens. “O objetivo do túnel é vencer a Serra do Mar”, disse o ministro. Ele espera que, dentro dos próximos 12 meses, sejam desenhados também os planos diretores dos portos do Rio e de Itaguaí.
Projeção para 2014 considera expansão da economia, projetos para Copa e Olimpíada e exploração do pré-sal
Consumo de aço per capita no país, no entanto, segue longe do verificado em países como os EUA e a China
JANAINA LAGE – FOLHA SP
DO RIO
Levantamento realizado pelo BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) afirma que a produção nacional de aço bruto alcançará patamar recorde de 43,1 milhões de toneladas em 2014, uma expansão de 63% em relação ao desempenho de 2009.
A performance do setor será puxada pelo maior ritmo de expansão da economia e pelo crescimento da demanda de aço para exploração do pré-sal e para os projetos da Copa e da Olimpíada.
Nos cálculos do BNDES, o pré-sal, a Copa e a Olimpíada vão criar uma demanda adicional de aço de 7,8 milhões de toneladas. Apesar disso, Fernando Puga, um dos autores do estudo, diz que não há risco de gargalo no setor.
O estudo considera um ritmo de expansão da economia a partir de 2011 da ordem de 5% a 5,5% ao ano. Uma expansão mais acelerada da economia pode resultar, no entanto, em redirecionamento das exportações para o mercado interno.
Parte da produção de aço consiste em produtos semi-acabados, destinados à exportação, e, em geral, menos rentáveis do que a venda de laminados no mercado interno, segundo o banco. Os projetos para exportação podem ser redirecionados para o mercado interno com investimentos em laminação.
O banco calcula que o saldo da produção que pode ser destinada à exportação fique em 9,7 milhões de toneladas em 2014 -o que seria uma volta ao nível de 2008.
As contas do banco incluem a entrada em operação da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) e da Vallourec & Sumitomo no segundo semestre. Além disso, o banco contabilizou a entrada em operação da Companhia Siderúrgica do Pecém, no Ceará, e a expansão da produção da usina de João Monlevade, em Minas Gerais, entre outros projetos.
PROJEÇÕES
Até 2013, os principais projetos mapeados pelo BNDES representam investimentos de US$ 27,7 bilhões (ou R$ 51 bilhões). A utilização da capacidade do setor passará de 66,6% em 2009 para 82,1% em 2014, abaixo da média entre 2002 a 2008.
Segundo o presidente do Conselho Diretor do Instituto Aço Brasil, André Johannpeter, no pior momento da crise econômica mundial o setor operou com 50% da capacidade e 6 dos 14 altos fornos desligados.
As projeções de investimento e produção do instituto para 2016 são ainda mais otimistas: estima que será possível produzir 77 milhões de toneladas de aço, com investimentos de US$ 40 bilhões (R$ 73,6 bilhões).
O consumo de aço per capita no país ainda está longe do verificado em países como os EUA e a China. O Instituto Aço Brasil prevê que o consumo per capita alcance em 2010 o patamar de 129,3 kg/ habitante. No ano passado, o consumo nos EUA foi de 186,9 kg/habitante. Na China, a 405,2 kg/habitante.
O aumento do consumo é apontado como um dos desafios do setor, ao lado da necessidade de mecanismos para maior acesso ao mercado internacional e ao risco de desindustrialização do país, em razão da concorrência com importados, principalmente da China.
Ritmo intenso das obras do PAC em ano de sucessão presidencial garante expansão recorde para o período e total investido chega a R$ 20,6 bilhões
Adriana Fernandes, Fabio Graner / BRASÍLIA – O Estado de S.Paulo
No ano da sucessão presidencial, os investimentos do governo federal no primeiro semestre cresceram 72% e alcançaram R$ 20,6 bilhões. A marca, segundo o secretário do Tesouro Nacional, Arno Augustin, é recorde para o período e foi obtida principalmente pelo ritmo intenso das obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que tiveram alta de 85% e representaram quase a metade de todos os investimentos federais.
Apesar da alta dos gastos de capital e também das outras despesas, que juntas subiram 18,2%, o Governo Central (Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central), impulsionado pela retomada da arrecadação, encerrou o semestre com superávit primário (economia para o pagamento de juros) de R$ 24,8 bilhões, resultado 34% acima do esforço fiscal realizado no mesmo período do ano passado.
Além dos investimentos efetivamente feitos e pagos no primeiro semestre, o governo também elevou significativamente (58,5%) o volume de empenhos de obras públicas. O empenho é a primeira etapa do processo de investimento público, uma espécie de formalização da intenção de investir, o que reforça a expectativa de um grande volume de investimentos públicos no resto do ano. Com os empenhos realizados, o governo pode executar as obras nos meses que antecedem ao pleito de 3 de outubro.
O secretário Arno Augustin rebateu as críticas de que o ano eleitoral é que está impulsionando o aumento das despesas com investimentos: “Em ano de eleições, a tendência é justamente de um gasto menor devido às restrições da lei eleitoral”, disse. “O que acontece é que as obras do PAC estão ganhando uma maturação maior.” Ele destacou que o volume de investimentos pagos no primeiro semestre é recorde para o período e reflete a maturação dos projetos.
Os dados do Tesouro Nacional mostram que não são apenas os investimentos que estão subindo. Os chamados gastos de custeio da máquina pública, que envolvem desde despesas corriqueiras com papel até pagamento do bolsa-família, cresceram 22,4% no semestre. Os gastos com pessoal tiveram alta de 8,4% nessa comparação, mas, de acordo com Augustin, tiveram redução de 4,5% em comparação com o tamanho da economia.
No total, as despesas do governo somaram R$ 305,09 bilhões, com alta de 18,2% ante os gastos do período de janeiro a junho de 2009. No primeiro semestre do ano passado, a expansão das despesas foi maior: 17,2%.
No lado das receitas, por sua vez, o crescimento foi de 16,9%, totalizando R$ 399,08 bilhões. Apesar do ritmo de alta mais lento do que os gastos, o comportamento da arrecadação neste ano é bem diferente do que se via no primeiro semestre de 2009, quando recuou 1% em relação a igual período do ano anterior.
As transferências de recursos federais para Estados e Municípios crescem em ritmo bem mais lento este ano: 6,9%. Com isso, a receita líquida do Governo Central, que é a que importa para o cálculo do resultado primário, teve alta de 19,2%. Dessa forma, o esforço fiscal do Governo Central nos seis meses iniciais atingiu 1,46% do Produto Interno Bruto (PIB), ante 1,24% do PIB de janeiro a junho de 2009.
A meta fiscal que a equipe econômica persegue inclui Estados, Municípios e todas as empresas estatais. Essa meta é de 3,3% do PIB. Augustin diz que o governo trabalha para cumprir a meta cheia, sem usar abatimento, que podem reduzir a meta em até 0,9 ponto porcentual do PIB.
Ritmo de eleições
72 % foi o crescimento do investimento do governo federal no 1º semestre
• SENADOR CRITICA O “PREÇO ABUSIVO” DOS PEDÁGIOS NO ESTADO
• CANDIDATO QUER DEFINIR MORUMBI COMO ESTÁDIO DA COPA
• “TEM DE TER AVALIAÇÃO”, AFIRMA PETISTA SOBRE EDUCAÇÃO
Mocyr Lopes/Folhapress
Senador Aloizio Mercadante na sabatina feita no Teatro Folha
FOLHA SP
O candidato do PT ao governo de São Paulo, senador Aloizio Mercadante, concentrou-se em duas estratégias, ontem, ao participar de sabatina promovida pela Folha e pelo UOL.
Primeiro, vinculou seu nome aos projetos do governo federal e ao presidente Lula, de quem disse ter uma trajetória indissociável. Em outra frente, atacou as gestões do PSDB, e acusou o partido de tirar vantagem da máquina pública. “Essa estrutura é muito forte. É muito difícil se contrapor a isso.”
O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, será sabatinado hoje, a partir das 11h.
O senador Aloizio Mercadante foi sabatinado no Teatro Folha, ontem, pelos jornalistas Fernando Canzian, repórter especial da Folha, Denise Chiarato, editora de Cotidiano, Mônica Bergamo, colunista do jornal, e Irineu Machado, editor-executivo do UOL Notícias. Na plateia do candidato, estavam o presidente do PT de São Paulo, Edinho Silva, e o senador Eduardo Suplicy (PT). Os candidatos ao Senado da aliança, Marta Suplicy (PT) e Netinho de Paula (PC do B) não foram ao evento.
Mercadante minimizou rumores de que a relação com Marta estaria trazendo problemas para a campanha: “Ela foi uma grande prefeita. São Paulo vai eleger pela primeira vez um mulher e um negro para o Senado”.
Hegemonia do PSDB
A oligarquia mais longa da história política recente é a do PSDB em São Paulo. Mas as pessoas estão muito insatisfeitas. São Paulo demorou muito tempo para confiar que o Lula seria um grande presidente. O Brasil demorou. A estratégia do medo sempre foi muito presente. E, no entanto, hoje, o Brasil aplaude o governo Lula. Por isso estou muito motivado.
Pedágios
Existe uma cláusula de equilíbrio econômico financeiro nos contratos. Nós podemos prorrogar um contrato reduzindo as tarifas. E, a médio prazo, instalar o sistema de pagamento pelo quilômetro efetivamente rodado. O pedágio ajuda a manter, ajuda. Mas não com preço abusivo. Eles criaram um pedágio a cada 40 dias.
Copa
A primeira coisa que eu vou fazer quando vencer essa eleição é sair do muro. Não dá para governar em cima do muro sempre. Eu definiria o mais razoável, e o mais razoável é o Morumbi. Se a iniciativa privada quiser fazer um outro estádio, o Piritubão, ótimo. Se estiver pronto a gente pode analisar.
Aprovação automática
Vai ter avaliação no meu governo. O ser humano precisa de desafio. Tem que ter avaliação. Não é para reprovar, mas para quando tiver deficiência, você corrigir e implantar uma política verdadeira de reforço escolar.
Professores
Tem que começar pela carreira, pela valorização profissional, e pelo salário. Nós temos um dos piores salários do país. E vou dar um laptop para cada professor. Vou colocá-los no século 21.
Banco estadual
Sou favorável a criar uma agência de desenvolvimento, que faça interlocução com o BNDES, com o Banco Mundial, e ajude a ter linhas próprias de financiamento para projetos estruturantes. Não necessariamente será um banco de investimento. Mas como banco de fomento.
Interiorização
É preciso dar incentivo fiscal para a vocação econômica da região, fonte de financiamento público e projetos estruturantes. E criar um Conselho de Desenvolvimento Econômico Social, o mesmo que o Lula criou, em cada região administrativa.
Segurança
Vamos aumentar a jornada de trabalho da PM. Prefiro pagar mais para o policial trabalhar fardado, aumentando o efetivo. Na Polícia Civil, investir na inteligência.
Drogas
Nós precisamos, dentro do SUS, de um sistema de tratamento de quimiodependentes. E temos que articular política educacional, de saúde pública e de assistência social para enfrentar a droga.
Trem-bala
O PSDB é contra mas é um grande projeto. São R$ 30 bilhões de investimento no período de cinco, seis anos. Isso vai transformar a economia. Vai dar um transporte seguro, barato, e que vai interiorizar o desenvolvimento.
Dossiê em 2006
Não tive nenhum envolvimento, tanto que o Ministério Público disse que não existia nenhum indício de participação do Mercadante. O Supremo, por unanimidade, arquivou e anulou qualquer menção ao meu nome.
Irrevogável
Eu falei o que estava sentindo. “Gente, vou anunciar a minha renúncia e não volto à liderança.” Era o que achava que tinha que fazer. E não fiz pelo projeto que representamos e a minha relação com o presidente Lula. Meu sentimento era menor do que a tarefa que tínhamos pela frente.
Infiéis
No PPS, no DEM e no PSC tem prefeito conosco. Por que tem tanta dissidência do lado de lá nos apoiando? Porque as pessoas querem mudar São Paulo. Elas olham o governo Lula e falam: “Nós queremos essa experiência exitosa do Brasil em sintonia com São Paulo”.
Habitação
Há áreas ociosas no centro de São Paulo. Se gerar moradia no Centro, vou reduzir a necessidade de mobilidade. Por que o Minha Casa, Minha Vida não chega lá? É muito mais inteligente usar a infraestrutura que está desperdiçada.
Marta Suplicy
Quem faz o jingle é o publicitário, não o candidato. Vou me dedicar muito à eleição da Marta ao Senado. Ela foi uma ministra eficiente e uma prefeita que deixou marcas que o tempo não vai apagar, como o Bilhete Único.
O estreitamento do discurso do PSDB e do DEM, que tem falado para um eleitorado mais radical – numa aposta de que esse segmento tem o poder de propagar pânico e aumentar a rejeição à candidata Dilma Rousseff (PT) – pode ter um grande impacto na eleição proporcional não apenas do ex-PFL, mas no próprio partido do candidato José Serra. Os dois partidos são aliados e o discurso de ambos atinge o mesmo eleitor. Embora juntos nas eleições presidenciais com a dupla José Serra (PSDB)/Indio da Costa (DEM), na base, a disputa de candidatos às eleições proporcionais pode resultar numa carnificina. Antropofagia pura.
No Estado de São Paulo, o PMDB de Orestes Quércia, fora do poder federal e estadual, perdeu completamente a força e tem poucos parlamentares. O PSDB paulista, que elegeu todos os governadores do Estado desde 1998, tem um grande peso no partido nacional. A aliança do PSDB com o prefeito Gilberto Kassab (DEM) e com o PMDB de Quércia , num quadro de polarização com o PT, remete os aliados a uma situação em que um tira votos do outro – e dificilmente conseguem suprimi-los da oposição local. Afinal, eles disputam o mesmo eleitor, com o mesmo discurso. Não existem indícios de que Serra tenha uma superioridade tão grande de votos no Estado sobre Dilma que permita à aliança que o apoia crescer sobre seus adversários em São Paulo. Somente nessa hipótese o PSDB cresceria sobre inimigos e deixaria de perder para os amigos.
Kassab, para consolidar uma liderança sobre seu próprio partido, distritalizou o Estado e tem investido pessoalmente em candidatos fiéis a ele. A eleição da bancada kassabista pode tirar cadeiras do PSDB paulista na Câmara e, assim, fortalecer a liderança do prefeito de São Paulo no partido nacional. Afinal, a bancada paulista do DEM pode crescer no momento em que o partido perde votos e cadeiras no Nordeste, uma região em que o eleitorado tende massivamente à candidatura petista à Presidência. De outro lado, a aliança com o PMDB pode ter o poder de estancar a sangria do partido no Estado. A legenda de Quércia fez uma bancada de apenas três deputados em 2006 – um deles o deputado Michel Temer, candidato a vice na chapa encabeçada pela ex-ministra Dilma Rousseff.
A queda do DEM na região Nordeste já foi significativa em 2006, mas será nestas eleições que o partido de Jorge Bornhausen sofrerá o impacto da morte de Antonio Carlos Magalhães (BA) no quarto colégio eleitoral do país. Em 2006, com ACM, o PFL fez 19 dos 39 deputados baianos. Será muito difícil repetir essa façanha. De outro lado, o PSDB, como aliado, não consegue avançar sobre os votos perdidos do ex-PFL. Os tucanos no Estado sempre fizeram oposição a ACM e nessas eleições estão na contramão da onda anticarlista. Não terão como se valer da decadência pefelista no Estado.
Em Minas, segundo maior colégio eleitoral, as enormes alianças eleitorais articuladas por Aécio Neves nas eleições passadas resultaram numa estrondosa reeleição para o governo, mas também numa pulverização da bancada. O PT, com menos aliados na disputa estadual, fez 9 deputados federais em 53; o PSDB obteve 7. O PMDB fez os mesmos 7 e o PFL, 6. Nas eleições de 2002, Aécio foi consagrado eleitoralmente para um primeiro mandato de governador, mas fez apenas 8 federais, enquanto o PT fez 11.
A dificuldade de expandir bancada federal não beneficia automaticamente o PT de Dilma. Nos pleitos anteriores, o que se observou foi um crescimento de pequenos partidos, puxados por fortes candidatos ao governo do Estado ou por candidaturas alternativas a presidente da República.
A candidatura de Marina Silva (PV) está num patamar nada desprezível de 10% das intenções de voto. Em faixas de escolaridade mais alta, chega a 19%, segundo o último Datafolha. O PV pode se beneficiar da candidatura de Marina e aumentar a sua bancada de 13 deputados, eleitos em 2006. O PSB tem candidaturas fortes ao governo e grande identificação com Lula na região Nordeste e pode ainda se beneficiar disso. Os dois partidos podem incorporar votos antipetistas que perdem espaço no PSDB quando Serra radicaliza o discurso à direita.
O PT terá chances de crescer um pouco mais – essa era uma tendência contínua do partido, interrompida em 2006, no episódio mensalão. Essa está longe, contudo, de ser uma solução ótima para o quadro partidário. Os maiores partidos brasileiros, exceto o PT, perderam massa orgânica ao longo desse último período democrático. Os pequenos que crescem não têm grande correspondência com setores sociais nem uma unidade interna. A dinâmica de governo e a guinada ao centro, por sua vez, excluiu do PT – como de resto, de todo o quadro partidário – setores sociais mais à esquerda, hoje subrepresentados em partidos pequenos, que não conseguiram arregimentar todas essas dissidências petistas.
O quadro partidário que saiu da reforma partidária de 1979, com o fim do bipartidarismo da ditadura por conveniência dos próprios militares, não está apenas em crise. Está em profundo questionamento. A representatividade das atuais legendas está cada vez menor. Hoje, existem militâncias da sociedade civil que conseguem muito mais organicidade do que os partidos políticos de existência institucional, tanto à direita como à esquerda.
Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras
Face ao cenário desfavorável neste ano nas pesquisas, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, disse que busca inspiração na trajetória política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que perdeu três eleições presidenciais (1989, 1994 e 1998). Esta é a segunda vez que Mercadante disputa o governo paulista.
O PSDB comanda o Estado desde 1995, quando elegeu Mário Covas. “Entre vice e governador, ele (Alckmin) já ficou 12 anos no governo. Já fez o que deveria. Está na hora de mudar”, afirmou o candidato petista durante sabatina da “Folha de S.Paulo” na capital paulista.
Ao ser questionado sobre os motivos que levaram a população paulista a eleger os tucanos nas últimas eleições, Mercadante reconheceu que o PT não foi capaz de convencer os eleitores e lembrou que o PSDB tem uma estrutura muito forte no interior . “Agora, na hora que começarem os debates, eu vou crescer.”
Durante o evento, o candidato centralizou suas críticas ao PSDB com ataques à gestão tucana nas áreas de educação, transportes e segurança pública.
Ele também repetiu algumas promessas de campanha, como acabar com a progressão continuada, na qual os alunos não são reprovados, revisar os preços de pedágios nas estradas estaduais e separar os presos por nível de periculosidade, além de fazer um monitoramento eletrônico dos condenados para assegurar penas alternativas. O candidato não quis se comprometer a promover um reajuste imediato nos salários dos professores. “É um processo. Tem muito dinheiro em caixa, mas vamos analisar.”
A enorme vantagem de Geraldo Alckmin (PSDB), não alarmou o comando de campanha do PT. Pelo Datafolha, Alckmin tem 49% das intenções de voto ante 16% de Mercadante. A análise interna é que a campanha para governador, senador e deputado federal ainda não começou de fato e as pesquisas refletem a lembrança de disputas anteriores. Segundo petista ouvido pelo Valor, essa regra vale inclusive para a campanha ao Senado, onde Marta Suplicy (PT) lidera com folga a disputa.
A expectativa é de que as campanhas estaduais, incluindo as disputas proporcionais, só comecem de fato a partir do horário eleitoral gratuito, em agosto. Para um petista que busca novo mandato na Câmara, a única eleição que já mobiliza as atenções da população brasileira é a presidencial, já que os três principais candidatos – Dilma Rousseff (PT), José Serra (PSDB) e Marina Silva (PV) – estão participando de encontros com entidades empresariais, movimentos sociais e dando entrevistas a rádios, televisões e sites de notícias.
Os petistas querem reforçar a “fadiga de material”, a mesma estrategia que deu certo em 2002 na campanha ao governo baiano. Na época, Jaques Wagner explorou as falhas dos sucessivos governos do DEM no Estado para interromper uma longa gestão carlista na Bahia.
Mercadante também espera beneficiar-se do crescimento dos demais candidatos, o que poderia forçar um segundo turno. Celso Russomano (PP) está com 11% das intenções de voto. Por abordar temas específicos como o Código de Defesa do Consumidor, seu eleitorado é mais específico, o que cria um desafio para os dois principais candidatos ao governo local. Já Paulo Skaff (PSB) está bem atrás, com apenas 1%. “Ele ainda não encontrou seu nicho eleitoral”, admitiu um aliado.
Confira seleção de trechos da sabatina realizada em parceria entre UOL e Folha
Por Leandro Rodrigues – UOL
Quarta-feira, 28 de julho de 2010
Na manhã desta quarta-feira, o candidato do PT ao governo de São Paulo, Aloizio Mercadante, participou de sua primeira sabatina, promovida pelo portal UOL e pelo jornal Folha de S.Paulo. Durante duas horas, o petista respondeu aos questionamentos dos jornalistas Irineu Machado, Fernando Canzian, Mônica Bergamo e Denise Chiarato, além de perguntas da plateia e de internautas.
Entre os temas abordados estão transporte, pedágio, segurança, educação e Copa de 2014. Confira seleção dos principais tópicos da sabatina e as principais frases de Mercadante:
Transporte
“Em 16 anos de PSDB, as pessoas perderam 1 ano e meio no trânsito em São Paulo”, disse o candidato.
“Há um abuso nas tarifas [...] Existe uma cláusula de equilíbrio econômico e financeiro que permite alterar o contrato”, ao criticar o custo abusivo dos pedágio e defender a implementação de pagamento pelo quilômetro efetivamente rodado.
“Esse país precisa pensar grande [...] Para se fazer o trem entre Madri e Barcelona não foi diferente”, sobre o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV), que ligará São Paulo ao Rio de Janeiro.
“Eu quero ir além, quero implementar o Bilhete Único Metropolitano”, ao propor a expansão do projeto em vigor na cidade São Paulo, de autoria de Marta Suplicy, que concede aos usuários de transporte público o benefício de pagar uma tarifa integrada, acumulando quatro viagens no período de três horas.
“Não vai ser só trem-bala, não. Tenho planos para construir linhas entre Ribeirão Preto e Campinas”, ao elencar o transporte ferroviário como fundamental para o Estado.
Educação
“Estamos muito longe de ter uma educação de mínima qualidade”, ao criticar o que chamou de “privatização da qualidade de ensino em São Paulo” disse.
“Comigo, vai ter diálogo e parceria, ao invés de ‘borrachada’ e cassetete”, sobre o tratamento do governo tucano às negociações salariais dos professores estaduais e defendeu a criação de planos de carreira para o setor.
“Imediatamente nós vamos acabar com a aprovação automática [...] Escola que exige, o aluno dá mais. Você tem que ter avaliação; não para reprovar, mas, quando identificar deficiência, tem de corrigir” sobre o sistema de aprovação automática aplicado pelo PSDB em São Paulo.
“Você, na Folha, fica cinco anos sem receber reajuste?”, dispara para jornalista que indaga sobre o aumento salarial dos professores e defende que o Estado financie notebooks aos profissionais.
Copa de 2014 em SP
“Primeira coisa que eu vou fazer, se for eleito, vai ser sair do muro”, alfinetou em referência à postura do atual governo em relação à presença do estádio do Morumbi na Copa.
“Futebol é uma coisa fundamental na cultura do paulista. Eu quero só lembrar que Tóquio ficou fora da Copa [do Japão e Coreia] por causa da mesma indefinição que existe aqui”, disse.
Desenvolvimento
“Eu vou defender a reforma, mas, até lá, eu não vou ficar vendo as empresas saírem de São Paulo. Vou dar as mesmas condições para elas”, sobre a reforma fiscal.
“Eles sempre subestimaram a resposta do Brasil [...] Sou favorável a criar uma agência de desenvolvimento” comentando a privatização da Nossa Caixa e do Banespa pelo governo tucano.
Segurança
“A Febem foi uma das maiores tragédias de São Paulo. Falta política de atendimento”, sobre o sistema de recuperação de jovens infratores e propõe o aumento da utilização de penas alternativas e o envio de criminosos de alta periculosidade para prisões de segurança máxima e a disponibilização de boletins de ocorrência na internet com mapeamento da violenta em cada bairro e região.
Soltas
“A oligarquia mais longa da história política recente do Brasil é o PSDB em São Paulo”, sobre os 16 anos de permanência do PSDB no poder em São Paulo.
“Não dá para comparar meu governo com o do Alckmin, pois nunca fui governador. Mas posso comparar o do Lula com o do FHC”, disse.
“Você já viu a foto do FHC em santinho de algum candidato?”, sobre o desejo de aproximação dos candidatos ao Governo Lula.
“Por que tem tanta dissidência do lado de lá nos apoiando?”, sobre aliados do DEM, PPS e PMDB que, segundo Mercadante, “esperam por mudanças em São Paulo”.
“Nossa militância é teimosa e vai quebrar mais um tabu, elegendo Marta Suplicy e Netinho de Paula como a primeira mulher e o primeiro negro senadores por São Paulo”, sobre o apoio à sua coligação.
Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister. Leia mais em Wikipedia.org http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Favre