28/06/2007 - 13:06h Turismo e franquia na pauta dos Estados Unidos

Representante do governo americano se reúne com ministros brasileiros e participa da feira da ABF. O governo dos Estados Unidos quer elevar a posição do Brasil no ranking de países que mais enviam turistas a seu território. O objetivo é fazer com que o País volte aos níveis de 1997, quando era o quinto colocado, com cerca de 940 mil turistas. Quando? “Amanhã”, brinca a sub-secretária de Comércio dos Estados Unidos para serviços e turismo, Ana Guevara. “Estamos trabalhando para isso”.

No ano passado, o número de brasileiros que desembarcaram nos EUA cresceu 8%, para cerca de 500 mil, deixando o País na décima colocação. A queda no fluxo de turistas – não só brasileiros – foi motivada, segundo Ana, pelos atentados terroristas de 11 de setembro de 2001, que levaram o país a adotar medidas mais rigorosas de segurança e para emissão de vistos. “O governo dos Estados Unidos tem plena consciência disso e tem trabalhado com os Departamentos de Estado, de Comércio e de Segurança para melhorar a situação.”

Os EUA fizeram uma relação dos países com maior dificuldade em obter vistos. Escolheu o Brasil para adotar procedimentos que tornam mais ágeis as emissões de vistos. Desde 2006, foi reduzido de 100 para 60 dias o tempo de espera para a entrevista com a autoridade norte-americana, que faz parte do procedimento. “Para a renovação o tempo é de apenas dois dias. Conseguimos elevar o número de procedimentos de 100 para 300 por dia.”

O consulado norte-americano em São Paulo quase dobrou o número de vistos emitidos diariamente. “De 800 vistos por dia chegamos em alguns casos a 1.400″, diz Ana. Alguns programas especiais foram adotados para facilitar e agilizar a emissão do visto. Um deles foi uma parceria com a Câmara Americana de Comércio (Amcham) que, em caso de vistos corporativos, ajuda o interessado na parte administrativa, como no preenchimento de formulários, e na checagem de dados, por exemplo.

Em visita ao Brasil até 5 de julho, Ana discutirá temas que dizem respeito a áreas do Diálogo Comercial Brasil-EUA, iniciado em junho de 2006 pelo então ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, e o secretário de Comércio dos EUA, Carlos Gutierrez.

Ontem, a portas fechadas, reuniu-se com representantes de companhias aéreas dos Estados Unidos que já operam ou têm interesse em operar no País – cujos nomes não foram divulgados – e com a ministra do Turismo, Marta Suplicy.

Segundo Ana, o objetivo da reunião foi verificar se há interesse das empresas em aumentar o número de vôos para o Brasil (principalmente Nordeste e Brasília). O único empecilho jurídico existente hoje para o aumento é, segundo Ana, o acordo bilateral entre Brasil e EUA, que, entre outras coisas, estabelece que para cada vôo que entra no País tendo como origem os Estados Unidos, um deve fazer o caminho inverso. “São necessárias outras considerações por parte das empresas aéreas para saber se essas rotas fazem sentido em termos de negócio”.

Segundo Ana, nova reunião será realizada nos Estados Unidos entre as empresas e os departamentos de Estado e de Turismo do país para discutir se existe interesse de conversar com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre uma flexibilização no acordo ou mesmo a adoção de novo pacto.

Hoje, operam no Brasil quatro companhias: American Air Lines, Delta, United e Continental, em um total de 105 freqüências semanais ao Brasil.

Franquias

Ana veio ao Brasil chefiando delegação de nove franquias norte-americanas, para participar da ABF Franchising Expo 2007, que acontece até sábado, em São Paulo. “No Diálogo Comercial estamos procurando meios de facilitar a entrada de franquias brasileiras nos Estados Unidos e de franquias americanas no Brasil”, diz.

Durante a feira, juntamente com o ministro Miguel Jorge, do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Ana participará da cerimônia de assinatura de um memorando de entendimento entre as entidades representativas dos dois países.

Fundos de investimentos

Segundo Ana, em setembro ela volta ao Brasil junto com 30 representantes dos maiores fundos de pensão dos Estados Unidos. “Eles passarão uma semana aprendendo sobre oportunidades de investimento em capital de risco e private equity.” kicker: Ana Guevara tem expectativa de ampliar número de operadoras e de vôos entre os dois países e de atrair mais turistas brasileiros (Gazeta Mercantil/Caderno C – Pág. 8)(Valéria Serpa Leite)

28/06/2007 - 13:01h Aberto Festival de Turismo de Foz do Iguaçu

Com 1.200 inscritos contra 800 no ano passado, foi aberto na noite desta quarta-feira (27/06) o 2o Festival de Turismo de Foz do Iguaçu. A expectativa dos organizadores é que 1.500 pessoas visitem os estandes nos três dias de realização da feira. Durante a festa de lançamento, realizada no Hotel Bourbon Cataratas, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, anunciou que ainda este ano está prevista a liberação de R$43 milhões para o Paraná: “De 2003 a 2007 foram investidos R$55 milhões”, comparou ela. Segundo Marta, dessa verba anterior, 90% foi destinado a Foz do Iguaçu.

A ministra informou que, por ano, de 800 mil a 1 milhão de pessoas visitam as cataratas: “Passa por Foz o equivalente à população de Guarulhos. Digo Guarulhos porque é a segunda cidade paulista mais populosa”, exclamou Marta, que sobrevôou o Parque Nacional do Iguaçu por uma hora na tarde de hoje. “Dá orglho de ser brasileira quando vemos belezas naturais como esta. O turismo do século 21 é o ecológico e nós mal começamos a trabalhá-lo”, comentou.
Marta Suplicy destacou que está sendo estudada junto com a Japan Airlines e a Korean Airlines a operação de vôos da Ásia direto para Foz do Iguaçu: “Queremos aproveitar as comemorações pelos 100 anos de imigração japonesa, em Maringá e Rolândia, e trazer ainda mais asiáticos para cá”. De acordo com a ministra, houve um aumento de 75% de turistas japoneses no Brasil nos últimos anos e, por isso, deverá ser mantido o Escritório de Promoção Turística do Mercosul no Japão. “Com base em pesquisas realizadas pelo MTur, no imaginário do japonês quando se fala em turismo estão belezas naturais, pássaros, música e futebol, tudo isso nós temos”, complementou.

A ministra, que estava ao lado de representantes dos setores público e privado, além de autoridades do trade turístico, falou ainda sobre a importância do mercado chinês para o Brasil: “Haverá 50 milhões de turistas chineses em 2020 e 100 milhões em 2050, precisamos urgentemente de um escritório de turismo nesse país”, lembrou Marta, que disse já estar negociando com a Argentina uma parceria nesse sentido.

Os Estados Unidos também não ficaram de fora do discurso da ministra sobre as oportunidades para o mercado turístico brasileiro: “Depois da Argentina e antes de Portugal, os EUA são o segundo país que mais enviam turistas para o Brasil. Quarenta e três milhões de americanos falam espanhol. Caribe e México são os destinos preferidos, mas a partir do ano que vem para um americano entrar nas ilhas caribenhas será preciso passaporte, antes bastava a identidade. Ele já vai estar documentado. Basta vir.”

Dos 65 roteiros prioritários anunciados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010, seis cidades do Paraná serão contempladas: Curitiba, Ponta Grossa, Foz do Iguaçu, Paranaguá, Morretes e Guaraqueçaba.

Após o lançamento do Festival, foram realizadas palestras com Paulo Gaudenzi, ex-secretário de Turismo da Bahia, sobre o processo de regionalização do turismo integrado, e com Raimundo Peres, diretor de Marketing da Secretaria de Turismo de Foz do Iguaçu, sobre estratégias de marketing para o processo de regionalização do turismo da região sul. A abertura oficial da exposição acontece amanhã (28/06) às 14h.

Fonte Mercado & Eventos

27/06/2007 - 21:20h Jornal do Turismo entrevista Marta Suplicy

As últimas declarações da ministra do Turismo, Marta Suplicy, que ganharam grande repercussão são provas irrefutáveis de que a imprensa peca ao tentar cristalizar uma frase, isolando-a de um contexto mais abrangente. Ou seja, em nome de interesses políticos, ofuscou-se a grandiosidade do trabalho do Ministério do Turismo junto ao trade e, principalmente, ao povo brasileiro.

O Plano Nacional de Turismo (PNT) está dando continuidade à gestão anterior de Walfrido dos Mares Guia e aponta para um futuro de desenvolvimento econômico no País, através do turismo. Nesta entrevista ao jornalista Cláudio Magnavita, Marta disse ao que veio, como ministra, estrategista, ex-prefeita de São Paulo e mulher.

Cláudio Magnavita – Ministra, a sua gestão tem recebido o apoio das principais entidades representativas do setor turístico brasileiro. Como foi descobrir esse mundo mágico do turismo? Como tem sido sua experiência como ministra?

Marta Suplicy – O apoio de todo o trade turístico ao PNT foi uma descoberta. Revelou a força que o turismo tem – apesar de não termos a mesma pujança de outros países. Afinal, já competimos com a indústria automobilística.

CM – O lançamento do PNT contou com oito governadores de Estado, de deputados, senadores e do próprio presidente da República. Isso é um grande ato, para uma atividade que até então era praticamente desconhecida do grande público…

MS – Aos poucos, tenho percebido que o turismo é a área que mais gera emprego rapidamente. E isso vai desde as pessoas mais qualificadas até as mais humildes. Para o jovem, por exemplo, há muito campo, e com mobilidade social: ele começa a trabalhar num restaurante e, depois de 20 anos atuando nesse segmento, pode, qualificado, abrir um empreendimento próprio. A idéia do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 é a da inclusão social. Por isso chamamos de uma “Viagem de inclusão”. Há 40 meses consecutivos o consumo aumenta no Brasil. Temos hoje uma venda espetacular de celulares. Três milhões de pessoas já tem o aparelho. Isso tudo sem contar o aumento de brasileiros que estão comprando automóveis. Nosso povo está consumindo, sim. Quem nunca teve acesso a um avião está se locomovendo nele. Esse mercado é novo para o turismo: muitas dessas pessoas nunca pensaram que poderiam usufruir do turismo com a sua família; conhecer uma bela praia do Nordeste; Ouro Preto; Brasília; mergulhar em Bonito; conhecer a Chapada dos Veadeiros ou o Pantanal. É uma coisa que ainda não deslanchou, porque o pessoal está ainda partindo para os bens de consumo. Mas na hora que o brasileiro perceber que vamos ter pacotes de R$ 500 a R$ 600, com pagamentos mensais de R$50, é pé na estrada e no avião.

CM – O crédito consignado pode beneficiar o público da terceira idade, que é fundamental para o desenvolvimento do turismo?

MS – Estamos falando de um público que pode consumir um pouco mais. O estudante, a classe média e o aposentado são públicos potenciais. Começamos pelo aposentado, porque ele construiu este País. Deve ter mais direitos entre todos nós. Através do crédito consignado, a agência de viagem faz o pacote que não onera em nada para o cidadão: o dinheiro do crédito vai direto para a operadora. Conseguimos isso através de uma portaria rápida do ministro da Previdência, o (Luis) Marinho. Ou seja, o dinheiro sai direto do INSS para a conta da operadora. Então, não há problemas de não recebimento por parte da operadora. A Caixa Econômica e Banco do Brasil, com juros abaixo de 1%, também permitiram a baixa do valor do pacote. Agora, as agências estão todas muito envolvidas em fazer um negócio diferenciado para o aposentado de 60, 70 e 80 anos.

CM -As pessoas podem viajar inclusive nos períodos de baixa estação?

MS – Com o projeto, ajuda-se o aposentado a viajar em pacotes mais acessíveis. O hotel do empreendedor permanece em atividade, e cheio, durante todo o ano. Isso alguns países já fazem de forma mais contundente que nós. Na Espanha, por exemplo, há quatro meses de grande estação. Depois, quando os hotéis ficavam vazios, as pessoas eram despedidas porque não tinham como manter toda a estrutura. O governo espanhol fez a conta, no sentido de avaliar se era mais proveitoso pagar seguros-desemprego para essas pessoas ou avalizar pacotes subsidiados para que o povo pudesse viajar em época de baixa estação, e manter os empregos. Eles resolveram que era mais barato. No Brasil, acreditamos no crédito consignado para aposentados na baixa estação, de sete a oito dias, em roteiros rodoviários ou aéreos – baratos ou um pouco mais caros, (respectivamente). Isso gerará um impacto muito bom para a economia. Num outro dia você me perguntou “onde começa essa história com os aposentados”? O Ministério quer participar da capacitação e do treinamento junto às agências, que também estarão recebendo pessoas que nunca entraram lá, e que podem ficar desconfiadas por serem agências muito elegantes. Mas é para entrar mesmo, porque ali estarão profissionais treinados que os atenderão com todo o carinho e respeito, mostrando os melhores pacotes para o idoso. Para treinar e organizar os pacotes, começamos com o Estado de São Paulo, que mais envia viajantes no Brasil e tem o maior número de aposentados. Brasília será o nosso segundo foco porque queremos que a região Centro-Oeste se torne um centro de viagens, que o Brasil se expanda também naquela direção. Todos irão viajar, prioritariamente, para o Nordeste: lugar onde mais se precisa de renda e emprego. Distribuição de renda, diminuição de desigualdades regionais e empregabilidade são as principais orientações do presidente Lula para o turismo – principalmente para o Nordeste. Estive em Cabrália e Porto Seguro – no evento da tocha olímpica dos Jogos Pan-Americanos -, e o pessoal estava preocupado com a baixa freqüência. Isso é muito ruim para um lugar tão bonito, em que o idoso poderia ir. É um privilégio desfrutar daquela praia agradável e da nossa gastronomia. Isso tudo agora será mais acessível.

CM – Gostaria de falar da responsabilidade de estar num ministério criado por iniciativa pessoal do presidente Lula, e de a senhora ter sucedido o Walfrido dos Mares Guia. O sucesso de uma gestão está na equipe, parcialmente preservada, somada ao que a senhora trouxe de novos talentos para o Ministério?

MS – O ministro Walfrido foi uma sorte. Entrou num Ministério novo, chamando, com muita sensibilidade, as pessoas que trabalhavam na área. Foi através dos secretários de turismo dos governos, dos municípios e de todo trade, que se criou o Conselho Nacional de Turismo (CNT), com mais de 60 cadeiras representativas: todos pensando num plano para 2003-2007. Esse plano resultou num planejamento de marketing muito importante para o turismo. Agora, que estou entrando nesse setor, vejo como os países que têm o turismo desenvolvido trabalham. Eles não brincam em serviço: gastam fortunas em marketing. Dubai, que há quatro anos recebia menos de dois milhões de visitantes, hoje passou o Brasil. Tem uma propaganda gigantesca, linhas aéreas. O retorno do investimento em turismo é muito lucrativo e fabuloso. É uma atividade muito rápida: se o Produto Interno Bruto cresce a 3%, o turismo vai a 5, 6%. Se tem 4%, o turismo chega a 7, 8%. É uma área que requer investimento. Essa pesquisa encomendada pelo Mares Guia, possibilitando criar um novo Plano para 2007-2010, tornará o Ministério ainda mais profissional. Não temos ‘achômetro’, mas, sim, pesquisas. Por exemplo, no exterior, temos o Plano Aquarela, que revela os países em que mais devemos investir em propaganda. Argentinos, americanos, portugueses, italianos e alemães são os que mais visitam o Brasil. Vamos investir nosso plano de marketing na Argentina, nos Estados Unidos, em Portugal (com menos força) – já que de lá vêm 400 mil turistas. Temos um teto. Vamos manter nossas relações: agora, a TAP está realizando cinco vôos novos entre Lisboa e Brasília. Cinco para o Galeão, e outros três para São Paulo – totalizando quase 60 vôos de freqüência. É um ótimo mercado. Vamos agora para os ingleses e alemães, onde nunca investimos.

CM – A então prefeita de São Paulo, que introduziu o Eduardo Sanovicz na administração do Anhembi Eventos, agora o vê, com seu trabalho refletido em âmbito nacional, no Ministério. Conte-me um pouco dessa história.

MS – O Eduardo Sanovicz foi muito bom para o Anhembi. Colocou-o de pé, reformou-o em grande parte, e o fez sair do vermelho, gerando lucro. Ele foi convidado pelo Mares Guia para assumir a Embratur. Reorganizou toda a empresa de uma forma muito experiente. A Jeanine (Pires, atual presidente da Embratur) é um dos tesouros que ficaram. Tem muita experiência, é jovem e dinâmica. Fiquei contente de o Mares Guia não a ter levado, já que ela é de turismo, e ficou no Ministério. Nossa atual equipe não pode se esquecer do mercado interno. Se temos cinco milhões de pessoas que vêm visitar o Brasil – queremos aumentar -, temos também 50 milhões de brasileiros que viajam por aqui. Essa é a força da hotelaria e do turismo interno, que gera empregos e divisas. Isso atrai também pessoas de fora, que podem usufruir de uma rede hoteleira consolidada.

CM – O Márcio Favilla, que era o secretário Executivo do Ministério, pediu para lhe falar sobre a Secretaria Executiva e a própria estrutura do Ministério. Ele teve uma conversa de quase três horas com a senhora, e saiu do seu gabinete encantado com a sensação de que o trabalho teria continuidade. Essa é uma marca da Marta Suplicy, da época em que era apresentadora de TV – de não pré-conceitualizar, antes de tomar uma decisão correta?

MS – Temos de ter a humildade de saber que estamos entrando numa área que não entendemos. O Mares Guia escolheu as pessoas mais indicadas: o Sanovicz, que estava no Anhembi, o (Milton) Zuanazzi, que também é um homem do turismo. Chamou todo o trade e disse: “vamos trabalhar juntos”. Eu também chamei as pessoas corretas para conversar. O próprio ex-ministro também me pôs muito a par dos acontecimentos. A partir disso, você começa a ler, estudar e ouvir mais atentamente. Como ex-prefeita de São Paulo, tive a sensação de como o turismo teve um impacto. Tivemos aqui a Octad, maior evento da ONU. Foi difícil conseguir: a ONU tem exigências de segurança e espaço para realizar o seu evento, que são o “top do top”. Conseguir trazer esse tipo de evento para São Paulo e realizá-lo de forma exitosa foi importante para nós.

CM – É interessante o apartidarismo do setor turístico. A senhora esteve agora há pouco reunida com o prefeito de SP, o Gilberto Kassab…

MS – Como ministra, não tenho problemas com os organismos que tenho de trabalhar. A cidade de São Paulo tem mais números de eventos e recebe e emite mais turistas no Brasil. Na área de lazer, o Rio é mais significativo. Mas, se somarmos lazer e bussines em SP, essa cidade realmente ‘chama’ mais visitantes. A prefeitura é o coração disso tudo. Propomos a ele transformar o Campo de Marte num novo Anhembi, em comparação à Feira de Milão. Vamos investir no Anhembi também. Ele ficou encantado com a idéia de uma rodoviária na Zona Leste. O turismo que essa região tem simpatia é o de um dia, como o de visitações à Aparecida do Norte, por exemplo.

CM – A cidade de São Paulo é metropolitana. Tem uma dimensão geográfica estrondosa. Só que a política pau-istana se manifesta de maneira muito pequena. O que falta para mudar a cabeça dessas pessoas, no sentido de se pensar a cidade como ela realmente merece?

MS – As pessoas que moram em São Paulo têm consciência da importância da cidade. Quem está aqui pensa sempre a partir de uma perspectiva de metrópole cosmopolita. Nada aqui é pequeno. Conseguimos exercer impacto quando fizemos um bilhete único ou um CEU. Governar São Paulo é um desafio gigantesco. Voltar para cá é uma emoção boa. Agora o palácio do Anhangabaú é um orgulho. Vieram um pouco as lembranças difíceis de se lembrar: as decisões difíceis da prefeitura.

CM – Gostaria de mergulhar agora na sua experiência de mãe, mulher, gestora, no momento em que o turismo está sob gestão feminina no Senado, na Câmara, na Embratur, no Ministério e agora, que a Organização Mundial do Turismo terá a mulher no centro do debate de sua reunião.

MS – É uma coincidência feliz. O século 21 é o das mulheres. Podemos ter uma presidente na Argentina. No Chile, temos a Michele Bachellet. A Angela Merkel está fazendo um trabalho extraordinário na Alemanha. As mulheres aos poucos estão chegando lá. O Brasil é um país com muitos paradoxos nesse sentido, e eu estou feliz com o Ministério do Turismo.

CM – O seu nome poderia ser o escolhido para comandar o Brasil?

MS- Ainda é muito cedo para falar sobre isso e e eu estou feliz com o Ministério do Turismo.

CM – Recentemente, a imprensa congelou uma frase da senhora, utilizando-se politicamente de um tema, ofuscando o teor do próprio PNT. As entidades do setor se solidarizaram, pedindo que os jornais voltassem seus holofotes para o Plano. Como a senhora avalia esse episódio?

MS – A frase foi no sentido de que as pessoas não desistissem de viajar. É realmente como um parto: todos sofrem no aeroporto, mas depois tem a alegria imensa de viajar. Infelizmente a frase se transformou em tudo o que não quis dizer. Fiquei triste porque foi um dia de muita importância para o Ministério do Turismo. Mas o Plano para 2007-2010 acabou sendo pouco falado. É uma “Viagem de Inclusão”, para criar mais de 1 milhão e 700 mil empregos, com metas de divisas para o Brasil. Serão 65 regiões a serem consideradas como modelos de nosso desenvolvimento turístico. Temos muito mais que 65 – mas não temos recursos para investir em mais que isso, num primeiro momento. Depois, vêm os planos de agregar os estudantes, o trabalhador e o aposentado, para que possam conhecer o Brasil. O estudante só vê o País pelos livros ou pela TV. O presidente falou que Villa-Lobos ganhou de seu pai uma biblioteca grandiosa, mas ele preferiu vendê-la para percorrer o Brasil. Estendeu a viagem, influenciando enormemente a sua vida e composição musical. O estudante que viaja tem a janela aberta para o mundo. É um vivenciamento que muda a cabeça das pessoas.

CM – Alguns jornais foram refratários a uma agenda positiva. O trade se mobilizou para divulgar seu apoio a senhora, através de um comunicado público. O que a senhora sentiu ao perceber essa manifestação pública de apoio, em diferentes entidades do turismo?

MS – Senti que sou do mesmo time. Foi uma união, com uma solidariedade muito grande, de pessoas que estão na mesma equipe, dispostas a fazer com que o Ministério do Turismo cresça junto com o Brasil, levando o nome do nosso País a um patamar tão belo quanto sua beleza.

Cláudio Magnavita / JT

27/06/2007 - 21:04h Palocci, depois da tempestade


Por Anselmo Massad [27/6/2007] Revista Fórum

Durante todo o primeiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o principal e mais constante tema de críticas por parte da Fórum foi a política econômica adotada pelo governo federal durante o primeiro mandato do petista. Longe de estar isolada na análise, a defesa de ações voltadas a um crescimento econômico mais intenso era o centro das cobranças direcionadas ao então ministro da Fazenda Antonio Palocci.

Depois de sua queda da pasta econômica do governo federal em meio à crise política de 2005/2006 e da eleição, Palocci compilou sua versão da passagem pelo poder no livro Sobre formigas e cigarras (editora Objetiva), nas livrarias desde março.

Por alegação de dificuldades de agenda, a entrevista solicitada foi sendo adiada a partir de então, até que o agora deputado federal propôs respostas por e-mail. Fórum aceitou condicionando a publicação à consistência das respostas às 14 perguntas, o que de fato ocorreu. Confira a íntegra.

FÓRUM – No livro, o senhor usa a expressão “tiro de canhão” de dentro do governo para definir as declarações da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em entrevista a O Estado de S.Paulo na qual ela qualificou como “rudimentar” a proposta de déficit nominal zero. A impressão, na leitura do livro, é de que se trata da única demonstração de ressentimento com a postura de algum membro do primeiro escalão do governo. Essa impressão é correta?

ANTONIO PALOCCI – Não, definitivamente. A ministra Dilma utilizou a palavra “rudimentar” naquela oportunidade porque o ministro Paulo Bernardo havia apresentado um estudo muito preliminar sobre perspectivas fiscais. Quando usou a palavra “rudimentar” a entrevista pareceu agressiva. Mas para quem conhece a ministra Dilma sabe que ela, muitas vezes, utiliza palavras fortes como instrumento de debate e não como agressão. De minha parte a polêmica nunca foi motivo de ressentimento. Nem nesse caso, nem em tantos outros. Seria ingenuidade pensar que faríamos uma política econômica de duro ajuste sem debates. Isso nunca me passou pela cabeça. Por isso sempre lidei com compreensão nas polêmicas com o PT ou no caso do debate com a ministra Dilma. Mas o fato é que naquele momento a entrevista provocou uma grande polêmica, na medida em que vivíamos uma crise política de grandes proporções. Foi isso que procurei caracterizar no livro. Mas ressentimento não, de nenhuma forma.

FÓRUM – Além desse caso, o senhor se ressente de outras personalidades do governo ou do partido em algum momento de sua passagem pela Esplanada dos Ministérios?

PALOCCI – No livro eu procurei demonstrar – e não sei se consegui – que considerava natural a reação do PT à política econômica. Afinal, um partido criado no movimento social e sindical, chegar ao governo e ter que, como obrigação primeira, debelar uma grave crise econômica é, de fato, uma tarefa ingrata. Por isso sempre compreendi as razões do PT ou de membros do governo. Mas ao mesmo tempo tinha absoluta convicção de que, se não enfrentássemos a crise econômica com rigor, o primeiro governo do presidente Lula iria desandar com a certeza da volta da inflação. O que ajudou foi o fato de que Lula tinha total clareza disso. Nossa aposta, mesmo nos momentos de maior pressão, que não foram poucos, era que os resultados iriam compensar o esforço e o capital político empreendido naquele momento. Ou seja, se após o esforço, viesse crescimento, geração de empregos, recursos para os programas sociais e inflação baixa, com melhora da renda, então as duras medidas se justificariam no tempo. E felizmente os resultados estão aí, mostrando que o governo acertou ao apostar num ajuste do tamanho que era necessário. As eleições de 2006 mostraram que o povo compreendeu isso perfeitamente, mais do que muitos imaginavam. Agora é hora de colher os frutos, pois o Brasil está diante de uma oportunidade econômica e social extraordinária.

FÓRUM – Setores do PT acusaram-no de encampar teses neoliberais. Como o senhor reagiu a essas acusações? Em outras palavras, sua atuação na Fazenda foi contraditória com seu histórico de militância?

PALOCCI – Desde aquele período e até hoje tenho conversado pacientemente com esses colegas do PT. Principalmente porque acredito que suas críticas são fruto de boa-fé e não de agressões gratuitas. Um aspecto fundamental que diferenciou nossa gestão econômica das chamadas práticas neoliberais foi que, desde o início, trabalhamos na construção de um processo de recuperação econômica inclusivo. Já em 2003, no meio da crise, começamos a elaborar os instrumentos iniciais de inclusão, como a facilitação da bancarização das pessoas pobres, eliminando taxas nas contas simplificadas, com o crédito consignado, que permitiu aos trabalhadores acesso a taxas de juros menores que a metade do que pagavam antes e a construção da unificação dos programas de transferência de renda no Bolsa Família. Quem quiser chamar isso de neoliberal que o faça. Mas o tempo tem mostrado uma profunda transformação social do Brasil a partir da combinação da estabilidade econômica e das políticas de inclusão. Considero que a política econômica socialmente justa é aquela que chega à mesa do trabalhador. No passado o Brasil já cresceu a taxas elevadas piorando a distribuição de renda. Para ser mais claro, no passado o Brasil cresceu financiado pela concentração de renda dada pela inflação. O processo de crescimento atual é qualitativamente diferente. Ele ocorre com inflação baixa, com aumento da renda e com melhor distribuição da renda na sociedade.
Leia a entrevista na integra aqui

27/06/2007 - 20:46h PREFEITURA DE SÃO PAULO FAZ CONTRATO DE EMERGÊNCIA POR VALOR MAIOR

por vereador Donato (PT)

Em Março deste ano, as empresas que forneciam leite em pó para o Programa Leve Leite, pediram para a Prefeitura reajuste nos contratos firmados em 2006 de R$ 5,88 o quilo para R$ 7,67 devido o aumento do produto. A Prefeitura julgou abusivo o pedido das empresas e por não chegar a nenhum acordo, os contratos foram suspensos após o prazo legal de negociação.

Hoje, para correr atrás do prejuízo, a Prefeitura está elaborando um contrato emergencial com a empresa Nestlé para fornecer leite em pó para as crianças a R$ 8,52. Valor esse, mais caro do que se tivesse negociado com as Empresas contratadas por licitação há quatro meses atrás, o que teria deixado de prejudicar mais de 1 milhão crianças e por tanto tempo.

O Prefeito Kassab têm divulgado informações imprecisas e contraditórias quanto ao fornecimento do leite. O impasse caracteriza a grande quantidade de improvisos na tentativa de manobrar o problema de distribuição do Leve Leite.

27/06/2007 - 19:27h Young Americans Are Leaning Left, New Poll Finds

Published: June 27, 2007

Young Americans are more likely than the general public to favor a government-run universal health care insurance system, an open-door policy on immigration and the legalization of gay marriage, according to a New York Times/CBS News/MTV poll. The poll also found that they are more likely to say the war in Iraq is heading to a successful conclusion.

The poll offers a snapshot of a group whose energy and idealism have always been as alluring to politicians as its scattered focus and shifting interests have been frustrating. It found that substantially more Americans ages 17 to 29 than four years ago are paying attention to the presidential race. But they appeared to be really familiar with only two of the candidates, Senators Barack Obama and Hillary Rodham Clinton, both Democrats.

They have continued a long-term drift away from the Republican Party. And although they are just as worried as the general population about the outlook for the country and think their generation is likely to be worse off than that of their parents, they retain a belief that their votes can make a difference, the poll found.

More than half of Americans ages 17 to 29 — 54 percent — say they intend to vote for a Democrat for president in 2008. They share with the public at large a negative view of President Bush, who has a 28 percent approval rating with this group, and of the Republican Party. They hold a markedly more positive view of Democrats than they do of Republicans. More…

27/06/2007 - 19:20h Plan to Send Immigrants Home Is Defeated

By JULIE HIRSCHFELD DAVIS, Associated Press Writer
12:52 PM PDT, June 27, 2007

WASHINGTON — The Senate on Wednesday killed a Republican proposal to require all adult illegal immigrants to return home temporarily in order to qualify for permanent lawful status in this country.

Also defeated was a Democratic bid to restrict legal status to those who have been in the United States for four years.

The vote was 53-45 to table an amendment by Sen. Kay Bailey Hutchison, R-Texas, to require that illegal immigrants go home within two years in order to qualify for a renewable Z visa to live and work lawfully in the United States.

The bill, which could grant lawful status to as many as 12 million illegal immigrants, requires only heads of household seeking permanent legal residency to return home to apply for green cards. More…

27/06/2007 - 14:56h Jornalista Carlos Brickman critica Alexandre Garcia

Uma coisa é uma coisa…

Tanto Marta Suplicy quanto Guido Mantega falaram besteira sobre o apagão aéreo. Foram duramente – e merecidamente – criticados pela imprensa. As críticas se referiram não apenas às bobagens que disseram, mas à ligeireza com que analisaram um problema da maior seriedade. Até aí, tudo bem.

…outra coisa é outra coisa

Mas o comentário de Alexandre Garcia, na Globo, sobre a frase de Marta Suplicy, tem os mesmos defeitos das palavras da ministra: analisa os fatos com ligeireza e trata sem cuidado um problema da maior gravidade. Garcia comparou o drama dos passageiros retidos nos aeroportos aos campos de concentração nazistas, e a frase da ministra à “O Trabalho Liberta”, estampada na entrada de Auschwitz. Marta deve ter muitos defeitos, mas não é nazista – e, na luta pelos direitos humanos e contra o fascismo, é uma aliada confiável do campo democrático. Tentar de qualquer maneira ligá-la ao nazismo é uma baixaria inaceitável. Leia a integra da coluna do jornalista Carlos Brickman aqui

27/06/2007 - 13:54h A pegadinha dos pedágios desmascarada

do Jornal da Tarde, hoje:

Pedágios ficarão até 26% mais caros

As praças nas rodovias do Estado tiveram aumento anunciado de 4,39%, mas por conta da fórmula de reajuste, os preços ficarão bem mais salgados em vários casos

“O motorista que trafega pelas estradas do Estado de São Paulo terá de desembolsar até 26,31% a mais nos preços dos pedágios a partir de 1º de julho. Esse é o porcentual de aumento da praça de São Roque, na Rodovia Raposo Tavares, que passará dos atuais R$ 3,80 para R$ 4,80. O pedágio mais caro do Estado, o do complexo Anchieta-Imigrantes no sentido São Paulo-Litoral, subirá de 14,60 para 15,40, uma alta de 5,5%”.

Leia a matéria completa do JT clicando aqui.

Comentário: além de caros e de se multiplicarem sem parar, os pedágios agora embutem essa “pegadinha”, que nada mais é do que um truque das concessionárias de “incorporar” trechos novos construídos – e que não passam de obrigações contratuais. Ou seja, quanto mais eles cumprirem determinados itens desses contratos “fabulosos”, mais o bolso dos motoristas será chamado a pagar a conta. Leia o Blog de João Antonio aqui

27/06/2007 - 11:44h TV Digital: Emissoras insistem em bloquear gravação de programas, filmes e jogos

Terra Magazine
Quarta, 27 de junho de 2007, 08h07

Felipe Corazza Barreto

Marcello Casal Jr. /Agência Brasil

Hélio Costa, ministro das Comunicações,
é contra o bloqueio às gravações

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão volta a cobrar que o governo torne obrigatório um bloqueio à reprodução do conteúdo exibido na TV Digital e alega que, sem isso, contratos com produtores podem ficar inviáveis. O ministro Hélio Costa, das Comunicações, se declara contra a restrição.

Esse é um dos argumentos em que a Abert (Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão) se baseia para cobrar a obrigatoriedade de um sistema de trava à reprodução de programas no projeto de lançamento da TV Digital no país.

Um dos argumentos da Abert é que TV Digital sem bloqueio à gravação de programas pode inviabilizar contratos com produtores de conteúdo. “Às vezes tem pessoas que querem entregar um programa para você, mas querem algum pré-requisito de segurança”, diz Ronald Barbosa, assessor técnico da Associação.

O bloqueio proposto é por meio do sistema DRM (Digital Right Management). O dispositivo, a ser instalado nos aparelhos receptores, pode até permitir uma gravação de determinados programas, mas impede que a cópia seja feita em série. Segundo a Abert, é um duro e necessário golpe na pirataria dos sinais da TV Digital.

A idéia do bloqueio já foi descartada pelo governo na reunião mais recente do Comitê de Desenvolvimento da TV Digital, no dia 28 de maio. As emissoras recorreram e esperam reverter a decisão no próximo encontro de deliberação do Comitê, marcado para essa semana, mas ainda sem dia certo, segundo o próprio Ministério.

A assessoria de comunicação do Ministério informou que o ministro é totalmente contra o bloqueio. Ainda de acordo com o MC, qualquer recurso apresentado deve ser levado em conta, mas Hélio Costa mantém sua posição de que as leis anti-pirataria do país são suficientes para coibir a prática em relação aos programas da TV Digital, sem a necessidade de bloqueio. Leia a entrevista de Ronald Barbosa da Abert aqui

26/06/2007 - 19:05h Pesquisa mostra Lula melhor no povo e Internet iguala radio no sudeste

Entrelinhas

Blog de Luiz Antonio Magalhães

A pedidos, o craque Jorge Rodini, diretor do instituto de pesquisas Engrácia Garcia, analisa para este blog o resultado do levantamento feito pelo instituto Sensus para a Confederação Nacional dos Transportes sobre o cenário político nacional. Confira a seguir a interpretação de Rodini para os números do Sensus:

Uma análise objetiva nas entrelinhas da mais recente pesquisa CNT/Sensus revela:

O governo Lula é melhor avaliado pelos homens, pelos nordestinos, pelos menos escolarizados, dentro de uma certa homogeneidade nas diversas faixas etárias. Para quem recebe mais de 20 salários mínimos, Lula tem uma avalição negativa. Os eleitores da região Sudeste são os que pior avaliam o presidente.

Do total, 64,0% dos brasileiros aprovam o governo Lula, porém no Sul este percentual é de apenas 52,7%. Entre os de renda acima de 20 SM, Lula é reprovado – obtém 65,9% de desaprovação. Os eleitores do Sul e Sudeste consideram a política econômica inadequada, com percentuais parecidos.
Mesmo entre os nordestinos, a violência é considerada fora do controle do governo ( 82,1%).

Internet em alta

Finalmente, para os blogueiros de plantão, uma excelente notícia. No Sudeste, a Internet já tem força como mídia quase equivalente ao rádio (11,6% dos residentes no Sudeste consideram-na como mídia preferida contra 14% do rádio).

Esta pesquisa mostra, no final das contas, um presidente muito sólido, respaldado por dados econômicos positivos, programas sociais abrangentes e com os inimigos de dentro de casa vigiados com vara curta. No presidente Lulaflon, por enquanto, nada cola.

(Para conhecer mais sobre o Engrácia Garcia, visite o site do instituto)

26/06/2007 - 18:59h PROJETO PREVÊ BANDA LARGA EM TODAS AS ESCOLAS PÚBLICAS

O ex-coordenador do NAE (Núcleo de Assuntos Estratégicos) e membro da comissão interministerial de inclusão digital, Oswaldo Oliva Neto, disse em entrevista ao Conversa Afiada nesta terça-feira, dia 26, que em cinco anos todas as escolas públicas devem ter internet banda larga (aguarde o áudio).

Oliva Neto disse os investimentos virão por meio de empresas público-privadas. “Hoje, mais de três mil municípios não têm acesso à internet e menos de 300 municípios possuem banda larga superior a dois megas”, disse Oliva Neta.

Para Oliva Neto, é preciso aumentar o acesso à banda larga no Brasil. “Há três, quatro anos atrás, se nós estivéssemos falando de 128 k, nós estaríamos satisfeitos. Hoje, dois megas já é insuficiente”, disse Oliva Neto.

Oliva Neto não está mais no NAE e não pode mais responder por projetos desse Núcleo. Mas foi ele quem ajudou a elaborar esse projeto de expansão da banda larga. O Presidente Lula o convidou para, mesmo fora do NAE, integrar o grupo interministerial de inclusão digital como pessoa física.

Leia os principais pontos da entrevista com Oswaldo Oliva Neto:

Para Oliva Neto, o Brasil caminha para a sociedade do século 21, que é a sociedade do conhecimento. Para isso, diz ele, o país precisa da internet.

No entanto, a internet não foi contemplada no conceito de universalização quando foi feita a privatização das telecomunicações. Oliva Neto disse que, por erro do Ministério das Comunicações na época da privatização, foi definido uma única tecnologia para o acesso a internet, o telefone fixo.

Esse problema tem que ser resolvido, senão a sociedade ficará fora da sociedade do conhecimento por dificuldade de comunicação. E as empresas privadas não levam essa infra-estrutura para todo o território nacional porque não há retorno econômico.

O projeto do Núcleo de Assuntos Estratégicos, na época em que Oliva Neto comandava o órgão, era formar uma empresa público-privada para assumir a responsabilidade. Essa empresa público-privada instalaria na sede de cada município uma entrada de wimax.

Mas ainda não há uma decisão do Governo Federal sobre isso. A Casa Civil coordena estudos para isso.

A Brasil vai usar banda larga em programas de educação desenvolvidos pelo Ministério de Educação.

Um desses projetos de educação é a Universidade Aberta do Brasil, de reciclagem dos professores, que oferece graduação ou pós-graduação à distância. Esse projeto de estudo à distância necessita da internet de banda larga.

A inclusão digital das escolas públicas deve ser uma “prestação de serviços”. Ou seja, o Estado faria, por meio da Anatel, licitações para que o prestador de serviço disponibilize laboratórios e conexões de internet para as cerca de 150 mil escolas públicas.

Fonte Conversa Afiada de Paulo Henrique Amorim

26/06/2007 - 17:25h Heathrow’s problems result from a flawed concept

This article from Financial Times is about Heathrow airport. The conclusion maybe helps Brazilian’s also. Reading before giving an opinion.

The mistake is a failure to recognise that a different approach is needed to activities that cannot be commercial but need to be distanced from day-to- day political control. There was too much haste in following up on successful early privatisations, in a perhaps justified belief that almost any organisational structure would be better than the British conception of nationalised industry.

And so the activities for which that different model is required would veer from crisis to crisis. This week, Heathrow is infuriating its passengers; before that, Channel 4 was broadcasting racist abuse and ripping off its viewers on premium-rate phone lines. Before that the problem was Railtrack, before that Yorkshire Water. These activities are not and never will be normal businesses, which is why privatising Channel 4 would be a mistake and the acquisition of BAA by Ferrovial was inappropriate.

The solution is a differentiated financing and governance structure for these hybrid corporations: a structure that emphasises that their prime accountability is to customers not shareholders. Among the financial, legal and political minds penned every day between the cattle rails at Heathrow security, there is more than enough expertise to work out the fine print. Full article By John Kay

26/06/2007 - 17:17h Internautas são mais sociáveis e politizados, diz estudo

Pesquisa derruba mitos de isolamento social dos usuários de internet

Efe

BARCELONA, Espanha – Um estudo promovido por uma universidade da Catalunha, na Espanha, desconstrói alguns dos clichês atribuídos aos internautas, ao assegurar que os usuários da internet são mais sociáveis, mais ativos, estão mais envolvidos na vida política e têm mais amigos que o resto da população.

O sociólogo Manuel Castells e a reitora da Universidade Aberta da Catalunha, Imma Tubella, dirigiram a pesquisa, intitulada “Projeto Internet Catalunha”, que se desenvolveu ao longo dos últimos seis anos através de 15 mil entrevistas presenciais e mais de 40 mil pela web.

O estudo, do qual participaram mais de 40 pesquisadores, constata que a internet, ao contrário do que freqüentemente se pensa, não só não estimula o isolamento dos usuários como aumenta sua sociabilidade.

“Os usuários da internet são mais sociáveis, mais ativos, têm relações de amizade e familiares de alta intensidade e são também mais participativos na sociedade. A internet aumenta a sociabilidade. As relações presenciais e virtuais se reforçam reciprocamente”, assegura Castells. Fonte Agencia Estado

26/06/2007 - 16:34h CNT-Sensus: Em qual Partido você votaria?

No caso de adoção do sistema de votação em Lista Fechada do Partido Político ao invés do Candidato, em qual Partido o Sr(a) votaria?

01. PC do B

02. PDT

03. PFL / DEM

04. PL / PR

05. PMDB

06. PP

07. PPS

08. PSB

09. PSDB

10. PSOL

11. PT

12. PTB

13. PV

LISTA FECHADA

Partido de preferência

JUN 07

%

Válido

%

26/06/2007 - 16:28h Crise aérea na pesquisa CNT-Sensus

‘CRISE AÉREA’

Conhecimento

ABR 07

%

JUN 07

%

O Sr(a) tem acompanhado, ou ouviu falar, na ‘Crise do Setor Aéreo’ no País, com atrasos e suspensão de vôos desde o último trimestre do ano passado:

 

1. Sim, tem acompanhado

 

2. Sim, ouviu falar

 

3. Não, não tem acompanhado / não ouviu falar

‘CRISE AÉREA’

Governo – solução a curto prazo

JUN 07

%

Válido

%

Na sua opinião, o Governo Brasileiro tem ou não tem condições de resolver a ‘Crise do Setor Aéreo’ no País em curto prazo?

1. Tem condições de resolver a curto prazo

2. Não tem condições de resolver a curto prazo

CONTROLE AÉREO NO BRASIL

Deveria ser

JUN 07

%

Válido

%

Na sua opinião, o Controle Aéreo no Brasil deveria ser:

1. Civil

2. Militar

CRISE AÉREA’

Atrasos em vôos

JUN 07

%

Válido

%

O Sr(a) já foi prejudicado ou conhece alguém que tenha sido prejudicado por atrasos em vôos no País?
1. Sim, foi prejudicado pessoalmente
2. Sim, conhece quem foi prejudicado
3. Não foi / não conhece quem foi prejudicado

26/06/2007 - 16:22h TV: outro dado da CNT-Sensus

Em momentos em que esta em discussão a questão dos indicativos de faixa etária nos programas de TV e da campanha das emissoras contra o que elas denominam a censura do governo, vale a pena ver este dado da pesquisa CNT-Sensus.

O Sr(a) é a favor ou contra a censura prévia a programas de TV:

1. A favor

2. Contra

PROGRAMAS DE TV

Censura Prévia

FEV 05

%

JUN 07

%

26/06/2007 - 16:17h Mídia: Um dado da pesquisa CNT-Sensus

Qual é o tipo de mídia que o Sr(a) mais utiliza, ou prefere:

1. Televisão

 

2. Rádio

 

3. Jornal

 

4. Revista

 

5. Internet

 

TIPO DE MÍDIA

Preferência

JUN 07

%

26/06/2007 - 14:24h Lula tem 64% de aprovação pessoal, aponta CNT/Sensus

IG Último Segundo

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 64% da população brasileira, por seu desempenho pessoal. A informação é da 89ª Pesquisa CNT/Sensus, divulgada nesta terça-feira, em Brasília. A avaliação positiva do governo ficou em 47,5% e a negativa em 14%.

Conversa Afiada: Vavá e apagão aérea não atingem Lula

A rejeição do desempenho pessoal do presidente Lula é de 29,8% dos entrevistados.

A crise aérea e o indiciamento do irmão do presidente Lula, não afetaram a avaliação positiva do governo, que registrou o segundo melhor índice desde o escândalo do mensalão em maio de 2005. O valor, no entanto, ainda fica dentro da margem de erro que é de 3 pontos percentuais. Em abril de 2007, último levantamento do Instituto de Pesquisa, 49,5% dos entrevistados consideravam o governo positivo.

O bom desempenho pessoal, segundo o diretor presidente do Instituto Sensus, Ricardo Guedes, aponta que “há um cenário de estabilidade positivo para o presidente, embora haja denúncias e conturbação no cenário político”.

Questionado sobre a confiança na economia brasileira, 47% dos entrevistados consideraram que a política econômica de governo tem sido conduzida de forma adequada, enquanto 40,6% entendem ser inadequada. A aprovação da política econômica aumentou 11,5 pontos percentuais em relação ao levantamento de agosto de 2006.

Crise aérea

Apesar de não ter afetado a popularidade do presidente Lula, a crise aérea é conhecida por 77,9% dos entrevistados. Desse universo, 58,8% entendem que o governo tem condições de resolver os problemas nos aeroportos no curto prazo. Enquanto 35,5% acreditam que o governo nao conseguirá solucionar o problema em breve.

A desmilitarização do setor aéreo, uma das principais reivindicações dos controladores de vôo é aprovada por 43,8%, enquanto 42,2% acham que o controle deveria se manter com os militares.

O caso Vavá, irmão do presidente Lula indiciado por tráfico de influência e exploração de prestígio, é conhecido por 74,1% dos entrevistados. Desses, 70,7% consideram que a descoberta do esquema de corrupção envolvendo o irmão do presidente é negativo para o governo; 75,1% das pessoas ouvidas no levantamento avaliam que as denúncias contra Vavá são verdadeiras e 52,2% acham que o presidente Lula tinha conhecimento prévio do suposto tráfico de influência de seu irmão. O indiciamento de Vavá no caso é aprovado por 76,9% das pessoas que responderam à pesquisa, enquanto 14,6% avaliam que o indiciamento não foi correto.

Violência

Questionados sobre o aumento nos índices de violência e criminalidade 76,1% dos entrevistados, afirmaram que a questão está fora de controle, enquanto 18,7% apontam que está razoavelmente controlada e 3,7%, bastante controlada pelas autoridades. A forma de violência que mais ameaça os brasileiros, segundo a CNT/Sensus é o assalto em casa ou na rua, com 38,4%, seguido do tráfico de drogas, com 31,7% e do estupro, com 9,0%.

Reforma Política

Considerada prioridade no Congresso Nacional, a reforma política é desconhecida por 51,5% dos entrevistados e 46,8% têm acompanhado a discussão do tema ou já ouviram falar nele. Entre os que conhecem a questão, 50.5% aprovam a fidelidade partidária, 75,2 são contra financiamento público de campanhas eleitorais e 74,0% condenam a adoção de lista fechada. De acordo com a CNT, “a reforma política da forma como está apresentada pelo Congresso, deve ser repensada e rediscutida para se chegar a consenso entre o que pensam os congressistas e a maioria da população brasileira”. Para 59,1% dos entrevistados, a alteração na legislação eleitoral não será votada este ano.

Aquecimento global

A pesquisa CNT/Sensus buscou avaliar ainda qual é o nível de percepção da população brasileira em relação ao meio ambiente e ao aquecimento global. 70,5 dos que responderam às perguntas avaliam que a população em geral é a principal responsável pelos problemas ambientais e 25,8% acham que os governos é que devem cuidar dessa tarefa. No que diz respeito à preservação da floresta amazônica, 54,5% acham que a tarefa ser responsabilidade exclusiva do Brasil e 39,8% argumentam que organismos internacionais deveriam forçar os demais países a preservar o bioma. A política de combustíveis renováveis, entre os quais o biodiesel é aprovada por 82,7% dos entrevistados e considerada negativa para o país por 8.,0% das pessoas.

A 89ª Pesquisa CNT/Sensus entrevistou 2 mil pessoas, entre os dias 18 e 22 deste mês de junho, em 136 municípios de 24 Estados, nas cinco regiões do País.

Veja a íntegra da pesquisa

26/06/2007 - 13:05h A Varsovie, la communauté juive renaît soixante ans après la Shoah


Reconstitution par ordinateur d’une rue typique du XIXe siècle d’un quartier juif en Pologne. Cette image sera montrée dans le musée d’histoire des juifs polonais qui devrait ouvrir en 2009.

Célia Chauffour pour Le Monde

Plus de soixante ans après la Shoah, la Pologne posera, mardi 26 juin, la première pierre du musée d’histoire des juifs polonais. Lancés en grande pompe, en présence du président polonais Lech Kaczynski et de son homologue israélien Shimon Perès, les travaux devraient s’achever en 2009. Voulu comme un centre culturel interactif, retraçant l’histoire et la culture millénaires des juifs de Pologne, depuis leur arrivée d’Espagne et de France jusqu’aux avatars du régime communiste, le musée s’érigera au coeur de l’ancien ghetto juif délimité en 1940 par les nazis.

Première ville juive d’Europe avant l’Holocauste, Varsovie comptait alors 350 000 juifs. Ils ne seraient plus que 3 000 aujourd’hui. Ténue, disparate, discrète voire invisible, la communauté juive de la capitale polonaise se hisse progressivement hors de son carcan historique. En mouvement, elle multiplie les signes d’un renouveau.

Quartier de Wilanow, au sud de la capitale. Un agent de sécurité monte la garde à l’entrée d’un pavillon. Inutile de chercher un symbole distinctif ou une étoile de David : depuis son ouverture en juillet, l’unique synagogue libérale de Varsovie joue la discrétion. Il s’agit plus d’une salle de prière, installée au premier étage de la maison du Polonais Seweryn Aszkenazy, aujourd’hui émigré aux Etats-Unis et initiateur en 1999 de l’association juive progressiste Beit Warszawa, en contre-pied du judaïsme orthodoxe jusqu’alors prédominant dans la capitale polonaise. La nouvelle synagogue, l’une des trois que compte Varsovie, attire surtout des jeunes actifs. “30 ans en moyenne”, s’enorgueillit le New-Yorkais Burt Schuman, “premier rabbin libéral à plein temps en Pologne depuis la Shoah”.

Venue ce vendredi soir au shabbat, Jozefina Jezowska, 25 ans, est l’un des visages de la jeunesse juive varsovienne. Mariée en novembre selon le rite juif, elle “remercie dieu” d’avoir créé Internet qui lui a permis de commander son contrat de mariage juif, le ketubah, et les 80 kippas pour ses invités : “c’était introuvable à Varsovie”.

Pour Janek Spiewak, 20 ans, l’identité juive passe plus par la culture que le culte. Visage d’ange et boucles châtain, il pianote sur son Macintosh dans un café branché de la capitale. Fils d’un député libéral, l’un des rares politiques à revendiquer ouvertement ses origines juives en Pologne, il vient d’inaugurer le local de son union de jeunesse étudiante juive polonaise, ZOOM, créée en mai avec une bande de copains. Sur les 130 adhérents, la plupart sont des laïcs, “seuls trois sont orthodoxes”, mais tous ont un dénominateur commun : la conscience que “l’avenir de notre communauté dépend de ce que nous faisons aujourd’hui”.

Dans son bureau de la rue Galczynskiego, Konstanty Gebert, intellectuel juif incontournable de Varsovie, directeur de la revue Midrasz, ne tergiverse pas : “Oui, nous pouvons parler de renouveau. Même si ce qui se passe à Varsovie est objectivement très limité, cela reste immensément plus grand que rien.” Il a lui-même grandi “avec le sentiment que nous étions les derniers juifs de Pologne”. Sa fierté ? L’école primaire et le collège juifs du quartier Wola qui comptent 300 élèves : “Il y a vingt ans, c’était impensable.” La maternelle a ouvert ses portes en 1988, un an avant la chute du communisme, l’école en 1993. A l’automne, un lycée juif devrait même ouvrir ses portes à Varsovie rive droite, dans le quartier Praga. Mais la communauté juive, celle qui connaît et assume son identité juive, reste numériquement faible. “Notre problème principal aujourd’hui, ce n’est pas l’antisémitisme, tance M. Gebert, mais la démographie.” Suite…

26/06/2007 - 11:57h O crime de defender a Constituição

Por Pedro Estevam Serrano
(…)
Nossos órgãos noticiosos confundiram com o crime de alguns vândalos a justa manifestação da juventude universitária paulistana em favor de nossa Constituição, quero crer que sem propósito de fazê-lo.

2 — É de se estranhar a inação dos órgãos de apuração com relação a eventuais prejuízos ao patrimônio, a legalidade e à moralidade administrativa por parte da iniciativa inconstitucional do Governo Estadual. Injusto que apenas o delito de alguns estudantes seja objeto de apuração. Também, e principalmente, a conduta de nossas autoridades estaduais devem ser apuradas.

O Ministério Público Estadual, nosso Tribunal de Contas e nossa polícia civil não podem se furtar a este dever. A corda não deve, mais uma vez em nossas plagas, estourar apenas do lado mais fraco.

Por atos menos impactantes, prefeitos municipais de todos os partidos são cotidianamente investigados, como se verifica em qualquer noticiário. Nada justifica a omissão dos órgãos de apuração.

A mesma diligência demonstrada pela polícia na apuração da conduta de alguns vândalos desafortunadamente presentes no movimento universitário deve ser utilizada na apuração dos atos governamentais inconstitucionais que originaram toda a baderna institucional e física.

Defender política e juridicamente os valores de nossa Constituição face a atos governamentais que a agridam é um dever de todo cidadão que quer curar de nossas liberdades.

Aprendamos com esses moços o valor do protesto e o desserviço da apatia. Afinal, para esta participação lutamos pela democracia.

Está é a conclusão do artigo de Pedro Estevam Serrano para Última Instância sobre as questões jurídicas, políticas e democráticas da luta dos estudantes paulistas. Leia a integra aqui

26/06/2007 - 10:11h Os barcos de fogo

do Blog de Tereza Cruvinel

Pensando bem, este aí é um bom título para um romance.

Mas por ora, estamos escrevendo apenas um relato de viagem, a ida a Estância, com o governador Marcelo Déda, ver os folguedos juninos da cidade. O prefeito Ivan Leite nos leva a ver a quadrilha e me conta a origem dos barcos de fogo: o primeiro foi feito por um certo Chico Surdo, no início do século. A moda pegou e de lá para cá virou tradição, a criatividade só aumento. Vamos para o estádio, ou coisa que o valha, um grande espaço público onde milhares novamente dançam. Reencontro Alceu Valença, que nesta noite canta em Estância, ele e outros grupos. Numa outra parte desta grande áera acontecem as estripulias pirotécnicas deste povo que ama o fogo e seu brilho.Aqui a roda política está bem eclética: Déda, do PT, o prefeito Iva Leite, que é do PSDB, e o deputado e ex-governador Albanco Franco, também do PSDB. Mas são civilizados, estão ali para confraternizar com o povo.

(…)

Uma jóia barroca no sertão

Antes de Estância, fóramos a São Cristóvão, antiga capital, cidade colonial cheia de charme, com igrejas e prédios setecentistas razoavelmente conservadas, a sombra da história cortando as ruas. O barroco lembra o de Minas mas tem algo que o diferencia das edificações do ciclo do ouro. Algo nas torres, na cantonaria. Mas estão lá, sob o telhado, a eira, a beira e a tribeira. Discutimos muito isso, eu e Raimundo Costa, sem chegar a uma conclusão. Decidimos estabelecer – até que um historiador da arte nos corrija (alô, Virgílio Costa, preciso de seus préstimos!) – que a sutil diferença deve-se ao fato de serem aqueles prédios mais do final dos 1600 do que dos anos setecentistas.

D. Pedro II esteve lá, no final do reinado. Desembarcou no rio Sergipe, num ancoradouro que hoje fica no centro de Aracaju. A Ponte do Imperador, é como chamam, mas na verdade é um pier com um portal em arco. Ali a prefeitura instalou, há dois anos, uma grande maquete da cidade ainda jovem, no início do século passado. Obra pequena, baratinha, um mimo. Mas mexe com a memória e com a auto-estima, diz Déda. As pessoas estão mesmo sempre por lá, buscando a casa que era da avó, coisas assim.

Mas volto a São Cristóvão, pouco badalada mas não menos importante no circuito nacional das cidades históricas. Lá está, bem preservado ainda, o sobrado onde D. Pedro dormiu. Esperando minha comitiva, fiquei na velha praça a pensar nas voltas do mundo. Um governante saía do Rio, pegava um navio, depois um barco menor, subia um rio, entrava então numa carruagem, se é não montava um cavalo. Era preciso subir 70 km de agreste para chegar à capital de um pequeno estado do Nordeste. Hoje, o presidente pega um avião e no espaço de uma semana, visita três continentes, como fez Lula há duas semanas. Bem, ele teve que cancelar Marrocos, mas teria ido. Foi apenas à India e à Alemanha.

O IPHAN está fazendo algum investimento em São Cristóvão mas há muito ainda a recuperar ou conservar, e falta pôr a cidade no mapa do turismo cultural.

Energia do crescimento

Há um boom do turismo em Sergipe. Grupos estrangeiros estão fazendo grandes investimentos em hotelaria na orla. Giacomo di Lauro, do grupo Wyndham Resorts, gerencia a implantação de um grande empreendimento, o Viva Resort, na Ponta do Saco, que dizem ser lindíssima. Não fui, não deu tempo. Diz-me ele que é imenso o potencial de atrair para ali o turismo de familias europeu. Bem, muito melhor que o turismo sexual que assola outras capitais do Nordeste.

Déda e seu secretário de Turismo, João Augusto Gama, apostam muito nesta inserção do estado nos roteiros internacionais. No plano doméstico, precisam vencer dois gargalos rodoviários. Com duas pontes, todo o litoral poderá ser percorrido de carro, a partir da Linha Verde, que vem da Bahia, chegando-se depois a Maceió. Hoje, é preciso pegar a BR-101, que passa pelo meio do estado, para se chegar depois a Aracaju. O governo briga para incluir estes recursos no PAC. Li certa vez um artigo de Delfim Netto onde ele dizia que Sergipe é o estado que mais cresce no Brasil. Segundo Déda, o Nordeste está crescendo mais que o Brasil, e Sergipe mais que o Nordeste. Soa estranho, mas é preciso ir lá para sentir a energia do crescimento. É tangível. Leia a integra do relato no Blog de Tereza Cruvinel

26/06/2007 - 10:02h Um novo rumo para reforma política

Artigo do deputado estadual Rui Falcão* publicado no Blog de Noblat

Ator e produto da luta contra a ditadura militar, o PT sempre se insurgiu contra as limitações do sistema político brasileiro, atuando para ampliar os espaços de participação política da população. Não será agora, quando se debate na Câmara dos Deputados a reforma política (na verdade, uma reforma eleitoral) que o PT, por meio de seus representantes no parlamento, adotará posições que representam um claro retrocesso em relação às conquistas do passado, para cujo êxito o empenho dos petistas teve papel decisivo.

Ao longo de sua história, o PT contribuiu para criar novos direitos para os trabalhadores, muitas vezes confrontando com limitações institucionais anacrônicas, já superadas pelos fatos da vida. Um exemplo: os militantes do PT fizeram greves para que o direito universal de greve fosse afinal reconhecido no País.

Logo no nascedouro, o PT criou regras internas democráticas, que contrastavam com a legislação partidária e eleitoral, surpreendendo a todos com seus “encontros” de militantes, que tomaram o lugar das convenções cartoriais dos outros partidos, nas quais um senador ou deputado vota quatro ou cinco vezes. O PT instituiu a composição proporcional das direções e, por último, a eleição direta de seus dirigentes, processo que no último pleito partidário, em plena crise, reuniu mais de 350 mil filiados votantes em todo o País. Leia a integra aqui

*Rui Falcão, 63 anos, jornalista e advogado, é deputado estadual pelo Partido dos Trabalhadores. Já foi deputado estadual, deputado federal, presidente do PT e secretário de governo na gestão Marta Suplicy.

26/06/2007 - 09:50h Quem é Gordon Brown?

Por Ian Davidson*
26/06/2007

Por fim, Gordon Brown está assumindo o cargo de primeiro-ministro do Reino Unido de Tony Blair, alcançando, assim, a ambição de toda a sua vida, como se por direito. Este é seu primeiro problema. Ele não foi eleito por ninguém – nem pelo Partido Trabalhista e nem pelos eleitores britânicos; simplesmente recebeu uma herança que há muito tempo imaginava ser seu direito.

Como, então, Brown adquirirá legitimidade como novo líder do Reino Unido? Uma coisa que está clara é que ele não conquistará legitimação se apenas oferecer mais daquilo que Blair tem nos servido nos últimos dez anos.

O segundo problema de Brown é reflexo do primeiro. Na condição de membro do alto escalão do governo, Brown, ao longo do seu mandato, compartilha a responsabilidade por tudo o que Blair fez. Comentaristas políticos às vezes alegam detectar diferenças importantes nas suas atitudes políticas latentes. Na prática, porém, Brown permaneceu nas sombras, habilmente gerindo a economia, mas se manteve calado e enigmático em torno de temas políticos vitais e aparentemente endossando tudo o que Blair fez.

Se Brown quiser conquistar legitimidade, precisará oferecer algo novo. Entretanto, ele só poderá fazer isso distinguindo-se do legado de Blair de formas claramente perceptíveis e, portanto, bem radicais. Esta será uma proeza difícil de executar.

Possivelmente a questão doméstica isolada mais importante que Brown enfrenta diz respeito à sua posição na balança entre o livre mercado e as exigências de política social.

O governo de Blair fez o Partido Trabalhista percorrer um longo caminho à direita das suas prioridades tradicionais de proteção aos desprivilegiados e, para justificar a mudança, ele mudou o nome do partido para “Novo Partido Trabalhista”.

Sob muitos aspectos, o apoio do governo Blair às políticas de livre mercado acabou se transformando em uma mudança produtiva e perspicaz. A economia do Reino Unido cresceu mais regularmente e mais velozmente do que tem feito por várias gerações, e a receita de impostos gerada por esse crescimento permitiu ao governo canalizar dinheiro para a Educação e para o Serviço Nacional de Saúde. Mas isso foi obtido a um preço, ou melhor, vários preços.

Primeiro, a desigualdade aumentou nos dois extremos da escala de renda. Na parte de baixo, a proporção da população com renda abaixo da linha de pobreza aumentou de 13% no começo do governo Blair para 20% agora. Esta situação é muito mais grave entre minorias étnicas. Além disso, apesar dos esforços do governo, a pobreza infantil também aumentou sob Blair.

Não se sabe se Brown entende que existe diferença entre ser amigo próximo dos EUA e entrar numa guerra ilegal e desastrosa para agradar George W. Bush

No topo, as rendas dos mega-ricos dispararam, com repercussões previsíveis, especialmente no mercado imobiliário. A preocupação pública em torno desta questão foi agravada por afirmações de que os ricos enriquecem mais pagando menos impostos.

Houve uma época em que se acreditava que Brown seria um entusiasta dos valores tradicionais do Partido Trabalhista. Era verdade? É verdade agora? O que ele dirá sobre a desigualdade? Leia mais no jornal Valor (para assinantes)

*Ian Davidson é consultor e colunista do Centro de Política Européia em Bruxelas e ex-colunista do “Financial Times”. Seu livro mais recente é “Voltaire in Exile” (Voltaire no Exílio). © Project Syndicate/Europe´s World, 2007. www.project-syndicate.org

25/06/2007 - 20:20h Buffett main course on Clinton’s menu

By James Politi and Francesco Guerrera in New York

Published: June 25 2007 22:04 |

A powerful collection of Wall Street bankers, private equity executives and hedge fund managers has organised a lucrative fundraising event for Hillary Clinton on Tuesday night, with Warren Buffett as the featured entertainment.

The event comes at a delicate moment in the relationship between Wall Street and Washington, with Congress mulling changes to the tax code that would significantly hit private equity and hedge fund managers.

It also illustrates the complex ties that exist between leading financiers and the presidential candidates. Even though Mr Buffett will be the main attraction on Tuesday night, he has not endorsed Ms Clinton, saying both she and Barack Obama, the Democratic senator from Illinois, would make excellent presidents.

John Mack, chairman and chief executive of Morgan Stanley and a longtime supporter of Republican candidates, is one of the organisers of Tuesday’s dinner, but was not expected to attend.

The event will take place in two parts. First, there will be an “intimate” dinner with Ms Clinton and Mr Buffett for about 50 guests paying $4,600 (€3,425, £2,300) each – the maximum allowed, people involved in the planning said. Later, more donors – a variety of smaller contributions – will flood into the Sheraton Hotel in Manhattan to hear speeches by the Democratic New York senator and the world’s second richest man. More…