29/02/2008 - 17:25h A Era da Inocência, nas telas. Um retrato das trevas atuais

A “Era da Inocência”, de Denis Arcand, fecha a trilogia iniciada por Declínio do Império Americano. Um retrato que o diretor canadense denominou a idade das trevas, para falar do mundo de hoje.O crítico de cinema, Luiz Zanin Oricchio nos fala, no jornal O Estado de São Paulo, da pertinência do tema e da ironia do cineasta.

Ironia tempera visão terminal do mundo contemporâneo

Para Denys Arcand, a sociedade competitiva é incapaz de garantir o mínimo de felicidade e bem-estar às pessoas

Luiz Zanin Oricchio – O Estado de São Paulo

Como Denys Arcand é um mestre da ironia, deve estar rindo ao saber que seu L’Âge des Ténèbres recebeu no Brasil o polido (e mentiroso) título de A Era da Inocência. Não poderia ser mais enganoso, mesmo porque a época que Arcand retrata nada tem de inocente. Pelo contrário, é a era de um mundo que já viveu demais. Está gasto e esgotado pelo esforço (inútil) de conciliar contradições e interesses divergentes. É um mundo da balbúrdia, que perdeu viço e razão de ser.

Por isso, não espanta que o protagonista, Jean-Marc Leblanc (Marc Labrèche), busque refúgio na fantasia. Porque, no mundo real, pouco existe para ele. A mulher não se dá conta de sua existência, empenhada em bater recordes em seu negócio imobiliário. Seus filhos não o escutam porque estão interessados em seus próprios problemas e mantêm os ouvidos ocupados com iPods ou joguinhos eletrônicos. Os congestionamentos de trânsito são infernais e Leblanc chegou à conclusão de que seu emprego – assistente social para os desamparados de Montreal – é de uma perfeita inutilidade. Faz parte do mundo de Leblanc uma versão idiotizada do politicamente correto. Seu melhor amigo é negro mas não se pode dizer que ele “trabalha como um negro”. Leblanc enfrenta ainda uma ofensiva fascista contra o tabagismo. Numa das cenas hilárias, ele e colegas se escondem para fumar, como crianças no recreio, enquanto são perseguidos por uma patrulha antitabaco, com guardas armados e cães farejadores.

A ironia corta o tempo todo, e deixa pouca coisa em pé desse majestoso edifício das ilusões contemporâneas. Uma delas nos diz respeito de perto. Arcand não lança seu olhar corrosivo sobre um canto qualquer do mundo, sobre um país em dificuldades ou “em desenvolvimento”, como hoje pudicamente se diz. Ele monta seu ponto de observação em seu próprio país, a maravilha das maravilhas do Primeiro Mundo, objetivo a ser alcançado pelos pobres do planeta.

País rico, industrializado, de grande território, população administrável, alto índice de qualidade de vida – mas e daí?, o filme parece se perguntar. O que fizemos a respeito da nossa própria felicidade? Arcand deixa claro que o mercado como princípio e fim, a competição desenfreada, a luta de todos contra todos, o ethos acumulativo sem conseqüências – tudo isso está levando a um beco sem saída. Nem mesmo os atenuantes a essa vida louca escapam. Arcand retrata os homens tentando se isolar pelo sufoco de viverem sempre em multidão. Vê uma ridícula tentativa de volta a um medievo fake como passatempo de grã-finos, tão entediados como desesperados. Aliás, uma das personagens patéticas é a pobre coitada que se acredita princesa e assistiu a O Senhor dos Anéis 60 vezes “porque é a maior obra-prima da arte contemporânea”.

Sem saída, então? Nem tanto. Mas o espectador terá de esperar pelo final para ver e sentir o pequeno, porém belo, consolo que Leblanc poderá tirar desse inventário de desastres.

Serviço
A Era da Inocência (L’Âge des Ténèbres, Canadá/ 2006, 104 min.) – Comédia. Dir. Denys Arcand. 16 anos. Cotação: Ótimo

(SERVIÇO)Serviço A Era da Inocência (L’Âge des Ténèbres, Canadá/ 2006, 104 min.) – Comédia. Dir. Denys Arcand. 16 anos. Cotação: Ótimo

29/02/2008 - 14:47h Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi)

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Kassab e Alckmin contrataram fundações, mas Clóvis Rossi, da Folha, só vê PT

por José Américo*

Clovis Rossi, membro do conselho editorial da Folha de São Paulo, decidiu dar lições de moral em sua coluna publicada hoje (29/02/2008) sob o título “Crimes, pequenos ou grandes”.

Ele pretendeu enquadrar o vereador Antonio Donato, do PT, entre aqueles que praticam “pequenos crimes” pelo fato do vereador ter aceitado uma contribuição de 4 mil reais para a sua campanha eleitoral em 2004, de uma pequena empresa, que trabalhou para a FINATEC, fundação da Universidade de Brasília, em São Paulo. A empresa contribuiu com a campanha do vereador, mas estava legalmente habilitada a fazê-lo e a doação consta em sua prestação de contas na Justiça Eleitoral. Porém, como se trata de atingir o PT, não importa se a lei foi respeitada ou não. Para o jornalista, acabou prevalecendo a “alta moralidade” da suspeita, que parece ter substituído a da ética jornalística.

É a mesma “moral” que permitiu à Folha de São Paulo omitir em várias de suas matérias a informação de que a FINATEC mantinha contrato com diversos parceiros; o objetivo era sustentar a tese de que esta fundação só tinha contratos com governos do PT. Hoje (29/02/08), o jornal O Estado de São Paulo, com um certo atraso, pois o blog Leituras Favre já tinha publicado estas informações no final de semana passada, informa sobre a diversidade da atuação desta instituição. Na Folha, nem uma palavra. Silêncio total.

Para Clóvis Rossi, o que embasa a suspeita contra o PT é que “uma prefeitura como a de São Paulo, ou tem capacidade interna para criar modelos de gestão, ou é melhor fechar as portas (vale para todos os prefeitos).” Ou seja, para ele, independentemente de quem estiver à frente da prefeitura, se esta tiver que recorrer a uma fundação para criar modelos de gestão (no caso para estruturar o inovador sistema de subprefeituras, com descentralização administrativa), o melhor seria “fechar as portas”. Ignora-se assim a situação de fragilidade do serviço público, após anos de desmanche das administrações públicas, particularmente em São Paulo nas gestões anteriores à administração petista. Mas o mais curioso é que Clóvis Rossi parece ignorar o intenso processo de terceirização desenvolvido pelas gestões DEM-PSDB tanto no Governo do Estado como na Prefeitura de São Paulo. Será que ceder a terceiros a administração de hospitais públicos, como faz o governo estadual, e a prefeitura de São Paulo não exigiria uma medida drástica, do tipo “fechar as portas”, na visão peculiar do jornalista?

Mas, já que Clóvis Rossi decidiu meter a colher neste assunto, vamos estimular a sua perspicácia de guardião da moral e convidá-lo a fornecer aos seus leitores alguma explicação para o pouco interesse jornalístico demonstrado até agora em relação às fundações que trabalharam ou trabalham para outros governos que não os do PT. Como Clóvis Rossi trata de pequenos e grandes crimes, vamos falar de alguns que certamente se enquadram na categoria dos grandes.

Entre 2001 e 2004, o governador Geraldo Alckmin e o PSDB no governo estadual pagaram pouco mais de R$ 417 milhões de reais, sem licitação, para fundações (os gastos foram R$ 600 milhões no período, mas sem licitação “só” R$ 417.404.390, fonte SIGEO).

Dentre estas fundações e contratos encontramos o Instituto Sérgio Motta, a Fundação Mário Covas, a FUNDAP e a Fundação Pró-sangue/Hemocentro (aquela privatizada depois de vários escândalos). As vinculações entre estas fundações e o PSDB saltam à vista.

Dos R$ 417 milhões pagos, R$ 135 milhões foram para “serviço de elaboração de proposta estratégica para programa de governo”, “serviço de pesquisa para programa de governo” e “serviço de estudo para programa de governo”.Há de se convir que, após 10 anos no poder (hoje já são quase 16 anos), o fato de o governo estadual sob o controle tucano não contar com instrumentos próprios para estudos e pesquisas sobre “programa de governo”, seria um bom motivo para “fechar as portas”. Além do reconhecimento do fato de o PSDB não ter programa de governo, e da máquina administrativa do Estado não ter sido preparada para assumir esse trabalho, que precisou ser feito por fundações, muitas delas, ligadas ao PSDB –, tudo isso deixa claro que Clóvis Rossi têm uma indignação muito seletiva.

A administração Kassab contratou a mesma FINATEC contratada pela gestão anterior. O objeto do contrato (no valor de R$ 1,17 milhões) foi a “implementação de uma sistemática de produção e disseminação de informações na Coordenadoria do Observatório de Políticas Sociais” (talvez Clóvis Rossi nem sabia, pois a informação foi publicada pelo Estadão). Além da gestão Kassab, mais de 180 órgãos públicos e empresas privadas são ou já foram parceiros da mesma FINATEC. Se essa fundação pagou um valor excessivo para mobiliar o apartamento do reitor da UNB, isso não transforma em espúrios todos os contratos firmados com estas instituições. Só a análise de cada um deles, a natureza de seu objeto, a materialidade de sua realização e a legalidade dos mesmos, pode determinar a existência ou não de irregularidade ou de ilícito.

Não me parece que a “lógica” de Clóvis Rossi dê conta disto, nem a maneira por demais seletiva da própria cobertura da Folha.

* José Américo é jornalista, vereador e presidente do PT de São Paulo

29/02/2008 - 00:42h Obrigado, Gustavo

Fui jantar no restaurante argentino de São Paulo, Martin Fierro. Carne excelente, ambiente simples e descontraido. Um comensal-leitor do blog, Gustavo, comentou (Invenção coletiva, de René Magritte e Cavalleria rusticana) e deu uma contribuição linda para nós. Uma versão de Louis Amstrong, gravada na Alemanha, do conhecido tango Adios Muchachos. Era para o Intermezzo, mas não queria deixar até domingo para compartilhar. Valeu.

Enjoyed

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29/02/2008 - 00:29h Brasil ocupa o primeiro lugar dos mercados emergentes, para investimento estrangeiro

A notícia saiu também nos jornais brasileiros, porem não foi capa. A China ocupava o primeiro lugar e foi superada pelo Brasil, segundo grandes bancos internacionais. Para o Financial Times isto provocará grande impacto nos fundos de investimentos no mundo todo, levando a um crescimento ainda maior do fluxo de capitais para investir no país. Evidentemente é pouco perante a questão que ocupa o primeiro lugar na preocupação da mídia tupiniquim: o gasto de 8 reais com cartão para pagamento de uma tapioca. Mesmo o fato do desemprego estar no menor patamar desde 2002, ou o aumento do salário mínimo, perde qualquer importância ante o drama provocado pelo gasto desmedido da tapioca. É que nunca antes na história do Brasil a tapioca teve tanto destaque. Graças a Mino Carta, agora ela concorre com o tartufo, o que indiscutivelmente mostra que, apesar de tudo, avançamos. LF

Brazil moves to top of emerging market index

By Jonathan Wheatley in São Paulo – FINACIAL TIMES

Brazil has become the world’s biggest emerging market, displacing China, according to a key market index.

The South American country’s climb to the top of the index prepared by Morgan Stanley Capital International will have a big impact on fund managers around the world. Many investors benchmark their portfolios against the MSCI GEM index of global emerging markets.

That could lead to a flood of new money into Brazilian shares, according to Geoffrey Dennis, Latin American equity strategist at Citigroup in New York.

But he warned that investors risked getting carried away by euphoria. “It makes no sense with shares at this level to be complacent,” he said. “It’s inconceivable that you could have the US economy in recession and a world economy that ignores that. Our concern is that commodities will start to correct.”

Brazil overtook China as the biggest market on the MSCI index on February 20, rising to a weighting of 14.95 per cent, compared with 14.15 per cent for China.

The MSCI index measures shares available to investors rather than the total market capitalisation of all companies traded on exchanges. By that measure, China is far bigger than Brazil. The combined value of companies listed on the Shanghai and Shenzen exchanges was almost $3,900bn in January, compared with almost $1,300bn on the São Paulo stock exchange, or Bovespa.

Since emerging market equities peaked at the end of October, Chinese share prices have fallen by 28 per cent. Over the same period, Brazilian shares have gained 4.5 per cent.

Part of that relative swing was explained by a perception that Chinese shares were overvalued, Mr Dennis said. “Brazilian shares have been trading at 13 to 14 times earnings and Chinese ones at 30 to 40 times,” he said. “The frothy ones tend to do worse in a crisis.”

Investor sentiment has been particularly favourable to Brazil because, as a commodity exporter, it is perceived as being better protected from a global slowdown. But many observers warn that exposure is a risk.

28/02/2008 - 23:07h Cavalleria rusticana

Intermezzo da ópera Cavalleria rusticana, de Pietro Mascagni. Festival de Ravenna, 1996. Orquestra do Teatro Comunale di Bologna. Dirigida por Riccardo Muti.

28/02/2008 - 22:42h Invenção coletiva, de René Magritte

Esta pintura não é muito conhecida, mas René Magritte foi um dos mestres do surrealismo. Nascido na Bélgica (1898-1967), como Devaux, é hoje um dos pintores mais conhecidos do século XX. Suas pinturas combinam magia e realismo, numa subjetividade muito peculiar, entre sonho e devaneio.

28/02/2008 - 19:42h 1% dos norte-americanos adultos está preso

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Um estudo sobre o sistema carcerário norte-americano mostra que 1 de cada 100 adultos está hoje preso nos Estados-Unidos. É o maior número de presos e a maior percentagem de toda a história desse país. Mais apavorante ainda é que 1 de cada 36 hispânicos está preso e 1 de cada 15 negros também; chegando a um resultado mais assustador ainda: de cada 9 jovens negros entre 20 e 34anos, 1 está cumprindo pena de prisão. No total 1.6 milhões de adultos estão presos nas prisões norte-americanas. Leia a seguir o artigo, em inglês, do New York Times sobre o assunto.

By ADAM LIPTAK – The New York Times

For the first time in the nation’s history, more than one in 100 American adults is behind bars, according to a new report.

Nationwide, the prison population grew by 25,000 last year, bringing it to almost 1.6 million. Another 723,000 people are in local jails. The number of American adults is about 230 million, meaning that one in every 99.1 adults is behind bars.

Incarceration rates are even higher for some groups. One in 36 Hispanic adults is behind bars, based on Justice Department figures for 2006. One in 15 black adults is, too, as is one in nine black men between the ages of 20 and 34.

The report, from the Pew Center on the States, also found that only one in 355 white women between the ages of 35 and 39 are behind bars but that one in 100 black women are.

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28/02/2008 - 16:08h Astrônomos apontam indícios de nono planeta no Sistema Solar

da France Presse, em Tóquio – FSP

Cientistas de uma universidade japonesa declararam nesta quinta-feira (28) que estão convencidos de que existe um nono planeta, até agora desconhecido, que gravita nos confins do nosso Sistema Solar e que algum dia será descoberto, caso os astrônomos tenham os meios necessários.

Os pesquisadores da Universidade de Kobe, no oeste do Japão, baseiam suas afirmações em simulações informáticas.

Reprodução/Kobe University
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Concepção artísticas do que seria o “Planeta X”, apontado por pesquisadores japoneses como o nono do Sistema Solar

“Existe uma elevada probabilidade de que um planeta, do qual ignoramos a existência, com uma massa [equivalente] de 30% a 70% da Terra, na fronteira de nosso Sistema Solar”, explicaram os cientistas em um comunicado.

“Se forem realizadas investigações em grande escala, este misterioso planeta será o ‘Planeta X’, sem dúvida, descoberto daqui uns dez anos, no máximo”, dizem eles.

“Devido à temperatura muito baixa, sua superfície pode estar coberta de gelo, amoníaco congelado e metano”, explicou o professor Tadashi Mukai.

Os estudos da equipe da Universidade de Kobe, coordenados pelo professor Mukai e o cientista brasileiro Patryck Lykawka, serão publicados em abril no “Astronomical Journal”.

Substituição

Esta hipótese sobre a existência de um denominado “Planeta X” acontece depois que a comunidade científica decidiu, em 2006, excluir Plutão da lista de planetas de nosso Sistema Solar.

Plutão, corpo celeste descoberto em 1930 pelo astrônomo americano Clyde Tombaugh, foi rebaixado à categoria de “planeta anão”, pois já não corresponde à nova definição, mais restritiva, que em 2006 foi adotada pela União Astronômica Internacional.

Desde então, os oito planetas reconhecidos pela comunidade científica são: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

A equipe de Kobe destacou que mais de 1.100 corpos celestes foram encontrados no Sistema Solar desde meados dos anos 90.

“Mas seria a primeira vez que se descobre um corpo celeste desse tamanho, que é maior que Plutão”, concluiu Mukai.

28/02/2008 - 15:52h Bons ventos no turismo

Negócios & Cia

Flávia Oliveira – O GLOBO

Turistas voltam a viagens de avião


Quase metade dos brasileiros (47,5%) que planejam viajar pelo Brasil ou para o exterior nos próximos seis meses preferem fazê-lo de avião. O dado está no capítulo viagem da última edição do Índice de Confiança do Consumidor, o ICC, da Fundação Getulio Vargas. Na comparação com fevereiro de 2007, quando 35,9% dos turistas brasileiros simpatizavam com as viagens aéreas, o resultado melhorou quase um terço. O Ministério do Turismo vê nesse crescimento sinais da retomada da confiança do brasileiro no setor aéreo nacional.

28/02/2008 - 15:39h Guerras Tucanas

aecioserra.jpgA seguir um apanhado de vários artigos dos jornais sobre a guerra intestina no PSDB. Nos dois primeiros o conflito Aécio – Serra toma a forma da disputa sobre o leilão da CESP. A intenção do governador José Serra é entregar a CESP ao capital privado. Ele decidiu vender a CESP para fazer caixa e por considerar que o Estado não deve ser proprietário de uma empresa de eletricidade. Mas outras empresas do mesmo ramo, que são estatais, querem participar do leilão. Serra não deixa, ou seja a questão não parece ser só quem paga mais pela CESP, mas impor que ela vai parar em mãos privadas mesmo. Aécio viu uma oportunidade para mostrar que o objetivo de Serra é esse mesmo, impedir a livre concorrência e não vender ao melhor preço, só privatizar e ponto. Estranha a determinação de Serra, pois várias estatais estrangeiras já participaram em privatizações tucanas sem problema. a EDF (estatal francêsa) que comprou a Light; a Telefonica (Estatal espanhola) etc.

Reproduzo também, no final dos dois artigos que tratam da privatização da CESP, duas notas sobre atores da disputa tucana na prefeitura de São Paulo. Uma sobre Alckmin e Floriano Pesaro, publicada no Estadão e a outra, sobre Andrea Matarazzo, publicada na Folha.

Boa leitura e reflexão. LF

PRIVATIZAÇÃO

Aécio critica decisão de SP de vetar Cemig em leilão da Cesp

DA REPORTAGEM LOCAL FOLHA DE SÃO PAULO

O governador de Minas Gerais, Aécio Neves, criticou ontem a decisão do governo de São Paulo de impedir a participação da Cemig (Companhia Energética de Minas) no leilão da Cesp (Companhia Energética de São Paulo).
Chamando a restrição de equivocada, Aécio anunciou que, a exemplo do Paraná, o Estado de Minas questionará a proibição na Justiça.
“A Justiça é que irá decidir”, afirmou Aécio Neves à Rádio Bandeirantes.
Lembrando que o veto à participação das estatais de outros Estados nas privatizações de São Paulo foi fixado ainda no governo Mário Covas, Aécio usou o exemplo da Sabesp para chamar a medida de contraditória.
“A vedação a ela [Cemig] é um equívoco. E é algo também que deve ser visto de uma forma, talvez, contraditória. Há movimento grande na Sabesp, por exemplo, que é uma empresa estatal também de São Paulo na área de saneamento, de avançar em direção a outros Estados”, argumentou Aécio.
Dizendo que já manifestara interesse de a Cemig participar do consórcio para compra da Cesp numa conversa com o governador de São Paulo, o também tucano José Serra, Aécio criticou:
“Acho que mais do que esse rigor, essa visão protecionista, essa visão ideológica, de Estado pode, Estado não pode, se deve poder é eficiência. Se tem preço, se tem condições de gerir adequadamente a empresa, não deveria haver qualquer restrição”, afirmou Aécio.
O governador lembrou que a Cemig integra o consórcio controlador da Light.
Procurado pela Folha, o secretário da Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo Costa, disse, por intermédio da assessoria de imprensa, que não tem o que comentar sobre as críticas de Aécio.
Na semana passada, o secretário -que já trabalhou no governo Aécio- disse à Folha que essa era uma norma do governo Covas. “Se não, não seria privatização.”
(CATIA SEABRA)


Aécio critica veto à Cemig em leilão

Governador diz que restrição na venda da Cesp pode ir à Justiça

Raquel Massote, Wellington Bahnemann e Kelly Lima – OESP

O governador de Minas, Aécio Neves (PSDB), afirmou ontem em entrevista à Rádio Bandeirantes de São Paulo que o veto à participação da Cemig no leilão de privatização da Companhia Energética de São Paulo (Cesp) “é um equívoco” e que a questão poderá acabar sendo decidida pela Justiça. O leilão está previsto para 26 de março.

Aécio admite que a restrição à presença das estatais foi estabelecida no Programa Estadual de Desestatização (PED) do governo paulista, ainda sob a gestão de Mário Covas. “A participação de uma estatal com o know-how da Cemig, com capilaridade e a capacidade de gerir uma empresa de energia que tem a Cemig, a vedação a ela é um equívoco.”

Para o governador, a questão “vai realmente parar na Justiça em última instância”, já que também a Copel, do Paraná, pretende participar do leilão. “Se tem preço, se tem condições de gerir adequadamente a empresa e não tendo controle, não deveria haver qualquer restrição”, avaliou Aécio.

O tucano disse que já informou ao governador de São Paulo, José Serra (PSDB), que a concessionária mineira tem interesse não em ser controladora da Cesp, mas em participar da geradora com um grupo de sócios privados. “Fizemos isso em relação à Light, onde a Cemig participou do consórcio vitorioso com resultados absolutamente extraordinários.”

Não é a primeira vez que Minas questiona a restrição. O sócio do escritório Azevedo Sette Advogados Gustavo Eugenio Rocha, especialista em licitações e privatizações, lembrou que o governador Itamar Franco ingressou com uma ação direta de inconstitucionalidade (Adin) contra a Lei Estadual nº 9.361/96, que criou o PED em São Paulo e estabeleceu a reorganização no setor elétrico do Estado. “Hoje, essa Adin corre no Supremo Tribunal Federal”, disse o advogado.

Para o especialista, vários argumentos demonstram a inconstitucionalidade da lei que criou o PED. Segundo Rocha, a legislação paulista fere o artigo 37, inciso 21, da Constituição Federal, que determina condições de igualdade a todos os concorrentes de um processo de licitação. “A lei exorbita a competência estadual e legisla sobre um tema que não é de sua competência. As concessões no setor elétrico são federais e não estaduais”, acrescentou.

Rocha afirmou que, apesar de estatais, a figura jurídica de empresas como Cemig e Copel é de caráter privado e, ao impedi-las de participar do leilão da Cesp, o governo de São Paulo discrimina as empresas apenas porque são de outros Estados.

NA DISPUTA

O diretor Financeiro e de Relações com Investidores da Neoenergia, Erik Breyer, afirmou ontem que a empresa estuda a possibilidade de entrar com parceiros na disputa da Cesp. “Nosso interesse em entrar num negócio é como operador. Isso inviabiliza a participação no leilão da segunda usina da complexo do Rio Madeira. Mas nos permite disputar a Cesp e, possivelmente, a Brasiliana, controladora da Eletropaulo”, informou.

A empresa vai investir este ano R$ 1,8 bilhão – R$ 1,2 bilhão em distribuição e R$ 600 milhões em geração. “Estamos atentos a novos projetos de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCHs) e certamente vamos disputar futuros leilões”, disse Breyer.

Chris Mello – O Estado de São Paulo (28/2/2008)

Puxa e estica

alckminclarao.jpgAlckmin praticamente acertou a participação do PTB para indicar o nome de vice em sua chapa para Prefeitura. O mais cotado nome para o cargo é o de Campos Machado, visto que o senador Romeu Tuma é muito novo no partido.

A máscara

Gilberto Kassab nunca fez críticas explícitas a nenhum de seus adversários, portanto as recentes feitas a seu secretário Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social, Floriano Pesaro, estão sendo interpretadas como uma solicitação para que ele entregue seu cargo. Para refrescar: Pesaro era homem de confiança no Palácio dos Bandeirantes no governo Alckmin.

Monica Bergamo – Folha de São Paulo (27/2/2008)

ORIGEM

O tucano Andrea Matarazzo conversou com diplomatas italianos sobre a possibilidade de ser candidato ao Senado da Itália, na vaga reservada aos italianos que moram na América do Sul. Ele considera “difícil” participar da eleição -mas não descarta totalmente a idéia.

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JÁ ERA

A conversa com os diplomatas sinaliza que o PSDB de SP considera a candidatura de Geraldo Alckmin à prefeitura irreversível. É que Andrea era provável candidato a vice, pelo partido, caso Alckmin não concorresse e os tucanos fizessem aliança com Gilberto Kassab, do DEM, na cabeça de chapa.

28/02/2008 - 09:24h Indústria está até mais forte, provoca Schwartsman

Fernando Dantas – O Estado de São Paulo

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O Brasil não só não está passando por nenhuma desindustrialização, como todos os sinais apontam para uma tendência firme de fortalecimento da indústria. A análise é de Alexandre Schwartsman, economista-chefe do ABN Amro para a América Latina e ex-diretor do Banco Central (BC). Conhecido como defensor do câmbio flutuante e um dos mais contumazes críticos dos chamados “desenvolvimentistas”, Schwartsman provoca seus adversários: “Se está acontecendo desindustrialização, tem que avisar os empresários, porque eles não parecem convencidos, já que estão investindo”.

Ele nota, em primeiro lugar, que a produção industrial vem crescendo não só nos números de curto prazo, mas também como tendência de longo prazo. Na média de quatro anos até 2003, o ritmo foi de 2,6%, subindo para 4,9% na média de 2004 a 2007. “Se a desindustrialização é um processo de longo prazo, como defendem alguns, haja longo prazo, porque nos últimos anos a indústria só tem feito acelerar.”

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28/02/2008 - 09:16h Setor de calçados busca mercados e recupera ânimo

Exportações caem em volume, mas a receita cresce

Marianna Aragão – O Estado de São Paulo

Luis Vieira/IBTec

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Produção na fábrica modelo Couromoda

A indústria calçadista nacional está retomando o espaço perdido no mercado externo após chorar a desvalorização do dólar. Correu atrás de novos mercados e já mostra crescimento. Segundo a Abicalçados, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), mesmo com queda no volume exportado em 2007 – de 177 milhões de pares, ante 180,4 milhões em 2006 -, a receita cresceu 2,6%.

Em Franca, onde estão 760 indústrias, a exportação caiu 9,7% em quantidade, mas o preço médio do par exportado subiu 7,03%. Com isso, o número de trabalhadores cresceu 5% em 2007. “A política cambial é perversa, mas, com coragem e empreendedorismo, encontramos soluções”, diz o presidente do Sindicato da Indústria de Calçados de Franca (Sindifranca), Jorge Donadelli.

A maioria das fábricas abriu negócios em países com os quais tinha pouco contato, além de ampliar as linhas para o mercado interno.

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28/02/2008 - 09:06h Dólar a R$ 1,67 reabre debate sobre os efeitos do câmbio na economia

Moeda americana cai pelo 8.º dia seguido e já acumula perda de quase 6% em 2008

Leandro Modé e Vera Dantas – O Estado de São Paulo

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A forte queda do dólar nos últimos dias acirrou novamente o debate sobre os riscos da valorização do real para a economia brasileira. Ontem, a moeda americana perdeu 0,77% e fechou cotada por R$ 1,671, valor mais baixo desde 18 de maio de 1999. Foi a oitava queda seguida. Entre 15 de fevereiro e ontem, a desvalorização é de 4,73%. No ano, chega a 5,86%.

“O que está ocorrendo é muito grave”, disse o ex-ministro da Fazenda e professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luiz Carlos Bresser-Pereira. “A taxa de câmbio é o maior equívoco da economia brasileira hoje. É incompatível com o crescimento de longo prazo do País.”

O ex-presidente do Banco Central Gustavo Loyola discorda. “Costumamos atribuir as variações da taxa de câmbio a fatores domésticos, mas isso tem de mudar”, disse. “A desvalorização do dólar ocorre no mundo todo e não vejo o que o governo possa fazer no curto prazo para alterar essa tendência.”

A professora da FGV Eliana Cardoso vai pelo mesmo caminho. “Há muita especulação contra o dólar no mundo inteiro”, disse. “O Brasil é especialmente beneficiado porque vive um momento de euforia.” Entre os fatores que ela cita para explicar o otimismo estão o fim do temor de um apagão de energia elétrica já em 2008 e a proposta de reforma tributária do governo que, para ela, “faz sentido”.

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28/02/2008 - 08:53h Contas externas, tudo bem, mesmo?

Rolf Kuntz* – O Estado de São Paulo

Relaxem, têm dito analistas de comércio exterior. O aumento das importações, argumentam, reflete o crescimento econômico e a expansão dos investimentos. Há muita compra de máquinas e equipamentos e isso resultará em maior eficiência. A redução do superávit comercial é um fenômeno saudável, portanto, e não há motivo para preocupação. E ninguém deve perder o sono, acrescentam, por causa do déficit em conta corrente. O buraco, ainda pequeno, é coberto pelo investimento direto e a posição externa do País é sólida. Afinal, com reservas maiores que a dívida, onde pode estar o perigo? Toda essa conversa seria mais tranqüilizante, no entanto, se duas ou três luzinhas, nesse quadro, não piscassem como sinais de alerta.

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27/02/2008 - 22:48h Espanha: Socialistas com Zapatero podem obter majoría absoluta

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O socialista Zapatero (com Lula na foto) é favorito segundo pesquisa

Una encuesta da mayoría absoluta al PSOE

El sondeo, encargado por Telecinco, otorga a los socialistas entre 170 y 177 escaños

ELPAÍS.com – Madrid

Una encuesta realizada por la empresa Demométrica para Informativos Telecinco da hoy un 44,2% de los votos al PSOE, frente a un 38,6% al PP. Esto significa que los socialistas obtendrían ente 170 y 177 escaños, rozando la mayoría absoluta en el Congreso que se obtiene con 176. Zapatero se mantiene como líder mejor valorado, con una puntuación de 5,44.

El sondeo, que se ha realizado a través de 8.000 entrevistas telefónicas y que ofrece un margen de error de 1,2%, ha tenido lugar entre los días 19 y 26 de febrero, en días próximos al primer debate entre los dos principales candidatos, José Luís Rodríguez Zapatero y Mariano Rajoy.

La tercera fuerza política, Izquierda Unida, mantendría según esta encuesta cinco escaños, aunque con la posibilidad de obtener dos escaños más. Por su parte, Convergencia i Unió obtiene en este estudio 10 escaños, mientras que Esquerra Republicana entre tres y cuatro y el Partido Nacionalista Vasco, seis.

27/02/2008 - 22:30h Non Piangere Liu, por Franco Corelli

Turandot, de G. Puccini

27/02/2008 - 19:28h Porque Sarkozy deixo de ser popular

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Sarkozy e seu Primeiro Ministro, Fillon: a lógica do presidêncialismo francês foi invertida

O artigo a seguir aborda uma ponto essencial sobre a função presidencial na França. Deixando de lado às questões de índole privada, divorcio-Carla Bruni-casamento, com grande repercussão na mídia, a analise do editorialista do Le Monde vai a temas centrais. No sistema institucional francês, um presidencialismo temperado de parlamentarismo, o Primeiro-Ministro governa e o presidente arbitra e decide. Reinando com seus poderes, mas preservado do desgaste do governo e seu dia-a-dia. Sarkozy tentou inverter está lógica e hoje é ele que serve de anteparo ao seu Primeiro-Ministro. É o presidente que se desgasta e concentra contra ele a frustração da população perante os impasses econômicos e das promessas volatilizadas.

par Jérôme Jaffré – Le Monde

La vertigineuse baisse de popularité de Nicolas Sarkozy est d’autant plus préoccupante pour lui qu’elle touche non seulement ceux qui n’ont pas voté pour lui mais aussi une part croissante de l’électorat de droite et qu’elle s’accompagne d’une hausse concomitante de son premier ministre, François Fillon. C’est donc bien le président lui-même qui est en cause.

On a justement avancé comme cause de ce phénomène l’affichage excessif de la vie privée ou les relations trop visibles avec des amis milliardaires. Mais sa chute s’explique aussi par un grave désaccord avec l’opinion publique sur la conception même de la fonction présidentielle.

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27/02/2008 - 16:31h Colombo atravessou o Atlântico em 1950

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Replicas das caravelas de Colombo

Para 2% dos jovens de 17 anos entrevistados nos USA para um estudo , o navegante Cristovão Colombo descobriu América em 1950. Perto de um quarto deles não soube dizer quem foi Adolf Hitler, nem contra quem os Estados-Unidos combateram na Segunda Guerra Mundial.

A pesquisa foi feita nos Estados-Unidos, o artigo embaixo do site adncultura.com, de Argentina, a reproduziu, mas duvido que o mesmo estudo feito com jovens na Argentina ou no Brasil não mostrasse os mesmos resultados ou até piores.

O autor do estudo considerou inadmissível o nivel de conhecimento. Para ele “às escolas deveriam ensinar as grandes idéias, as polêmicas e os grandes acontecimentos que constituem o alicerce de nossa nação.”

Quem não assinaria embaixo desta exigência.

Em momentos em que os jornais nos informam que sociologia e filosofia ficam de fora do ensino médio no Estado de São Paulo e que a Prefeitura da capital fechou quatro bibliotecas, cabe à pergunta: é isto que queremos para o futuro dos jovens no Brasil e no mundo? LF

A seguir o artigo de adncultura.com

Encuesta entre jóvenes de 17 años en los Estados Unidos
Colón descubrió América en 1950

Esta es una de las respuestas dadas por los adolescentes entrevistados; muchos no saben quién fue Edipo Rey ni contra quién peleó su país durante la Segunda Guerra Mundial

WASHINGTON, (AFP) – ¿Quiénes son Edipo, el célebre personaje bíblico Job o Hitler? Un informe publicado ayer muestra la ignorancia de los estadounidenses de 17 año en lo que se refiere a historia, literatura y cultura general.

“Son demasiados los jóvenes de este país que carecen de los conocimientos básicos” se alarma Frederick Hess, del Instituto Americano de Empresa, un centro de investigación conservador que llevó a cabo una encuesta entre 1200 jóvenes.

Los encuestados debían responder 33 preguntas de cultura general. Cerca de un cuarto de estos jóvenes no supo contestar quién fue Adolf Hitler, mientras un 10% de ellos lo identificó como un fabricante de armas. Entre otros sorprendentes resultados, un 20% de los jóvenes no supo contra quién combatía Estados Unidos en la Segunda Guerra Mundial y más de un cuarto (26%) afirmó que Cristóbal Colón descubrió América luego del 1750, es decir, más de dos siglos y medio después de su travesía de 1492. Más inquietante fue la respuesta del 2% que aseguró que Colón cruzó el Océano Atlántico después de 1950.

“Esta situación es inaceptable. Las escuelas deberían enseñar las grandes ideas, las polémicas y los grandes acontecimientos que constituyen los cimientos de nuestra nación”, afirma el autor del informe. Menos de la mitad de los jóvenes estadounidenses sabe identificar el período dentro del cual estalló la Guerra de Secesión (1861-1865), mientras que los personajes bíblicos o mitológicos como Job o Edipo resultan desconocidos para más de la mitad de los encuestados.

En el campo de la literatura clásica americana, los resultados de la encuesta son aún más decepcionantes. La mitad de los estudiantes no identifica la novela de George Orwell “1984″ mientras que un cuarto ignora que “La Cabaña del Tío Tom” se inclina hacia la abolición de la esclavitud. Por otra parte, en lo que respecta a los buenos puntajes, ciertos acontecimientos como lo que sucedió en Pearl Harbor y quién pronunció el discurso “I have a dream” fueron reconocidos por más del 90% de los encuestados.

Leia aqui no blog

Ensino médio no Estado de São Paulo sem sociologia, nem filosofia

Ciência hoje, antes que seja tarde

Educação: Abaixo da média, São Paulo perde de Rondônia e Sergipe

Gestão Alckmin em questão: Para o MEC, São Paulo puxou notas para baixo

27/02/2008 - 15:44h Ausencias, absences, ausências

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Son imágenes de desaparecidos del fotógrafo Gustavo Germano, la exposición abrió ayer en el Centro Cultural Recoleta y puede visitarse hasta el domingo 30 de marzo próximo

Una muestra que exhibe fotografías vinculadas con personas desaparecidas durante la última dictadura militar fue inaugurada ayer con la presencia de la presidenta Cristina Fernández de Kirchner. “Ausencias” , que muestra el trabajo del fotógrafo argentino Gustavo Germano, abrió ayer en el Centro Cultural Recoleta y puede visitarse hasta el domingo 30 de marzo próximo.

“La Presidenta vino a esta muestra en especial porque está muy involucrada con el tema de derechos humanos, y es un gesto para todos aquellos que trabajamos para mantener la memoria viva”, dijo Germano, que reside actualmente en Barcelona, a LA NACION.

La exhibición parte de material fotográfico de álbumes familiares que muestra a 14 entrerrianos desaparecidos durante la dictadura iniciada en 1976.

30 años después

El fotógrafo regresó, 30 años después, junto con su cámara, familiares y amigos, a los mismos lugares donde fueron tomadas aquellas fotografías para, en idénticas situaciones, volver a capturar la escena y mostrar la “presencia de la ausencia” de quien supo estar en la primera foto. Uno de los casos representa el de su propia familia: en las fotos aparecen primero sus tres hermanos y, luego, sólo dos.

La Presidenta recorrió las primeras dos salas del Centro Cultural Recoleta, donde se presenta la muestra, junto con el ministro de Cultura de la ciudad, Hernán Lombardi, y Germano, quien les relataba la historia de cada foto y las anécdotas que recolectó en cada caso familiar que le tocó capturar con su cámara. La muestra se puede visitar de martes a viernes, de 14 a 21, y sábados, domingos y feriados, de 10 a 21.

“Todo está dicho en las fotos colgadas en las paredes. No hay nada más para añadir”, dijo Cristina Kirchner, mientras saludaba a Estela de Carlotto en el patio del Centro Cultural.

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27/02/2008 - 15:15h Como funciona o programa “Viaja mais, melhor idade”

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Alguns leitores do blog me encaminharam perguntas sobre o programa viaja mais. Carlos é um deles e perguntou “se o pacote pode ser utilizado pelo casal, onde ele seja aposentado com mais de 65 anos e a mulher, funcionária pública estadual, com 44 anos de idade. Aqui vai a resposta: Sim, o casal pode utilizar o programa para suas ferias.

Todos os vouchers e tíquetes são nominais e o pacote só incluirá acompanhantes caso o aposentado ou pensionista também fizer parte da viagem. Por isso, há exigência de toda a documentação na hora da compra do pacote turístico.

Saiba mais:

1. O que é o Viaja Mais Melhor Idade?

Um programa que visa estimular as viagens de pessoas com 60 anos ou mais, como forma de promover a inclusão social delas, proporcionando-lhes oportunidades de viajar e de usufruir dos benefícios da atividade turística. Por meio do programa Viaja Mais Melhor Idade, o Ministério do Turismo pretende: fortalecer o turismo interno regionalizado, garantindo maior estabilidade do setor de serviços; estimular a atividade turística nos períodos de baixa ocupação; proporcionar ao público-alvo melhor conhecimento do país; estimular a qualificação dos equipamentos e serviços turísticos; diversificar e qualificar a oferta turística; fomentar as viagens internas por meio da oferta de produtos de qualidade e acessíveis ao público; fortalecer o desenvolvimento econômico de pequenas e médias empresas, que prevalecem na atividade turística nacional.

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27/02/2008 - 12:48h Obama e Hillary: Nafta, saúde e Iraque no último debate, antes de voto crucial

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da Folha Online

Atualizado às 11h09

Os pré-candidatos democratas à Casa Branca Barack Obama e Hillary Clinton trocaram acusações sobre a saúde, a Guerra no Iraque e a economia –principalmente sobre o Nafta (Tratado Norte-Americano de Livre Comércio) no debate desta terça-feira.

Foi o debate final entre os dois rivais antes das prévias em Ohio, no Texas, em Rhode Island e em Vermont na semana que vem, quando um total de 370 delegados estarão em jogo.

Os dois pré-candidatos devem fazer campanha em Ohio nesta quarta-feira. Hillary terminará seu dia em Virgínia Ocidental, e Obama deve terminar os atos de campanha no Texas.

Ela precisa vencer nas prévias da próxima semana, depois de 11 derrotas consecutivas para Obama desde a Superterça –as principais prévias da corrida, realizadas em 5 de fevereiro.

Segundo contagem da Associated Press, Obama possui 1.372 delegados contra 1.264 de Hillary. Um total de 2.025 são necessários para assegurar a indicação do Partido Democrata.

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27/02/2008 - 12:22h Cresce exigência para não fechar bibliotecas em SP

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Kassab junto com Alckmin, o candidato tucano nada disse sobre o fechamento das bibliotecas decretadas pelo governo DEM-PSDB

Documento pede anulação de decreto de Kassab

Mais de três mil pessoas já haviam assinado, até o início da tarde de ontem, o abaixo-assinado dirigido ao prefeito Gilberto Kassab pedindo que ele revogue o decreto 49.172/2008, através do qual a gestão PSDB/DEM extinguiu quatro bibliotecas públicas municipais, na véspera do Carnaval.


Escritores, bibliotecários, educadores, editores e estudantes estão entre os signatários da petição on line, que pode ser acessada no seguinte endereço na internet: http://www.gopetition.com/onli ne/16989.html .


O Conselho Regional de Biblioteconomia de São Paulo planeja entregar o abaixo-assinado às autoridades da Prefeitura de São Paulo. A presidente do órgão, Regina Céli de Souza, protestou contra a medida de Kassab.


Em entrevista a jornais na semana passada ela lembrou que, pelas recomendações da Unesco, São Paulo deveria ter 120 bibliotecas (uma a cada 3,5 kms de área urbana), mas com o fechamento dos quatro equipamentos caiu para 51 (outras 26 funcionam nas unidades dos CEUs).


Alegando falta de demanda para as unidades, Kassab desativou uma biblioteca que ficava no Alto da Lapa (Cecília Meireles), duas na Vila Mariana (Zalina Rolim e Chácara Castelo) e a última no Tatuapé (Arnaldo de Magalhães Giácomo).


(Com informações do Blog do Galeno).

Leia neste blog

Kassab fecha quatro bibliotecas municipais

LETRAMORFOSES: Pra que tantas bibliotecas?

“Quando não existamos mais, nos farão justiça”

Prefeitura alega falta de demanda e decide fechar quatro bibliotecas em SP

27/02/2008 - 09:44h Cuidado com o bla, bla, bla

O Globo, Valor e Folha de São Paulo

EM ANO ELEITORAL, o DEM vai aproveitar o debate sobre a reforma tributária para bater na tecla da necessidade de redução de impostos, a principal bandeira do partido atualmente. (O Globo hoje, coluna Panorama Político, pag.2)

A teoria na prática…

O Democratas, partido que derrubou a CPMF e tem na redução da carga tributária e no abuso da cobrança de impostos pelo governo federal seu principal tema programático, quando no Executivo – o governo do Distrito Federal – comporta-se de forma semelhante e, como o exemplo de cima, também não dá muita explicação. O IPTU de 2008 foi calculado errado, o aumento máximo seria de 16,58% (a inflação não foi de 4,46%?) e os carnês chegaram aos moradores com quase 30% de reajuste. Foram corrigidos, mas duas semanas depois da data limite em que muitos iniciaram seus pagamentos com os preços exorbitantes. Um “engano” destas proporções e assim, em massa, para um partido que defende exatamente o contrário, é de deixar o consumidor desconfiado. (Rosângela Bittar é chefe da Redação, em Brasília do jornal VALOR. Escreve às quartas-feiras).

Kassab muda cálculo e dobra arrecadação com ITBI

Com uma mudança de referência no cálculo do ITBI (Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis), a Prefeitura de São Paulo aumentou em cerca de 100% sua arrecadação com o tributo. Em 2004 eram cerca de R$ 250 milhões; em 2007, foram mais de R$ 500 milhões. O imposto –que tem alíquota de 2%– antes incidia sobre o valor venal do imóvel calculado para o IPTU (Imposto Predial Sobre Território Urbano) ou sobre o valor de venda, prevalecendo o que fosse maior. (da Folha Online 13/2/2008)

No link você poderá saber como o prefeito DEM de Rio de Janeiro, César Maia, enfrenta a população em greve de IPTU: Dem…ais impostos

27/02/2008 - 09:12h O Globo: Kassab mudou de tom

Prefeitura de São Paulo vai cancelar contrato com fundação ligada à UnB

O GLOBO

SÃO PAULO. Acusado pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM) de ter errado ao contratar a Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), o secretário municipal de Assistência Social, Floriano Pesaro, disse ontem que vai rescindir o contrato com a fundação. A secretaria contratou a Finatec em dezembro passado, sem licitação, para a implantação de um sistema de monitoramento dos convênios na área social.

Segundo Pesaro, a Finatec não tem mais condição de prestar o serviço. A fundação, ligada à Universidade de Brasília (UnB), pagou móveis de luxo para o apartamento do reitor, Timothy Mulholland. Em São Paulo, é investigada pela prefeitura por suspeita de superfaturamento durante a gestão da ex-prefeita Marta Suplicy (PT), de 2001 a 2004. Ao lado de Pesaro, Kassab mudou de tom: — Houve um equívoco não só da secretaria mas da própria administração.

27/02/2008 - 09:00h Desculpas esfarrapadas de Sarkozy

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“Um presidente deve saber ficar calmo” foi uma frase destacada no último debate entre Sarkozy e Ségolène Royal antes do segundo turno das eleições que o levou à presidência. Este principio, enunciado pelo próprio Sarkozy, está bem ausente de sua prática no poder. Irritado com tudo e com todos, xingou um cidadão recentemente na feira de agricultura (veja o vídeo aqui no blog Sarkozy insulta um cidadão: “Pobre imbecil”). Posteriormente deu uma entrevista e recusou-se a manifestar qualquer arrependimento pelo incidente, mas seus assessores introduziram uma frase quando revisaram o material antes de sua publicação. O assunto deu nova dor-de-cabeça ao presidente francês. Veja o relato do jornal O Globo

Palácio enxerta palavras de arrependimento de presidente em texto de entrevista

O GLOBO

PARIS. Diretores do jornal francês “Le Parisien” asseguraram ontem que o Palácio do Eliseu enxertou uma frase que não estava na versão original de uma entrevista que o presidente francês, Nicolas Sarkozy, deu a leitores do jornal. A frase “teria sido melhor não responder”, uma desculpa do presidente por ter insultado um homem durante visita ao Salão da Agricultura, em Paris, não foi dita por Sarkozy no encontro, segundo “Le Parisien”, e nem fazia parte do texto com as falas do presidente, encaminhadas para o palácio, como praxe, para verificação.

— Garanto que esta frase de Sarkozy não foi pronunciada diante de nossos leitores — admitiu o diretor-adjunto da redação do jornal, Jean-Baptiste de Montvalon.

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