Por trás da desinformação, a mão do gato


A mão de Andrea Matarazzo na foto mostra a exposição a Gilberto Kassab. Kassab e Alckmin juntos contra o PT.
E a mídia?
Na coluna CONFIDENCIAL da revista ISTOÉ da semana retrasada (edição 1999) apareceu uma notícia sobre suposta investigação do promotor Silvio Marques do MP do Estado de São Paulo. A “informação” publicada visava, por quem a “plantou” na revista, atacar com insinuações a ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy. Da mesma maneira em que, no mesmo fim de semana, a Época, o JN e a Folha também informavam com fotos de Marta Suplicy sobre supostas irregularidades em relação a FINATEC.
Também com a ISTOÉ aconteceu o que aconteceu com as outras mídias. A informação era em parte truncada, boa parte errada e com falta de equilíbrio. (sobre a FINATEC ver aqui no blog Sem lícitação, governo Alckmin pagou R$417 milhões para fundações só entre 2001 e 2004 (resposta a Clóvis Rossi) - O Globo: Kassab mudou de tom -Kassab usa Folha para atacar PT – Finatec diz que negociou mais um contrato em SP – Ombudsman disse que Folha usa dois pesos – A manigância de Kassab – Matarazzo ficou exposta -Kassab agora culpa seu próprio secretário por contratar a FINATEC – Insinuação da mídia contra o PT silencia contrato de Kassab com Fundação de Brasília – Tucanos em “guerra suja”, agora querem atingir Marta).
Mesmo tratando de questões diferentes, aparece um denominador comum. No caso da FINATEC, a Folha em particular, nada dizia no domingo dia 24/2/2008, sobre o contrato da fundação com a prefeitura dirigida por Gilberto Kassab, do qual a Folha tinha conhecimento. Na nota da ISTOÉ atribuía-se à administração anterior contratos de emergência na questão do lixo, sendo que os contratos de emergência eram da administração Serra-Kassab.
A seguir reproduzo a nota da ISTOÉ da semana anterior, a resposta do Diretor técnico da LIMPURB (2002-2004) e a nota sobre o mesmo tema da ISTOÉ que saiu hoje. O leitor julgará. LF
CONFIDENCIAL ISTOÉ – edição 1999
Por HUGO STUDART
Marta e o lixo
Há um esqueleto no armário da ministra do Turismo Marta Suplicy, provável candidata do PT à Prefeitura paulistana. O promotor Silvio Marques investiga o empresário Fernando Simões, do Grupo Simões, pelos contratos com a Prefeitura para a coleta de lixo. Houve um contrato emergencial, sem licitação, na gestão de Marta. Seria por 12 meses; receberia R$ 16 milhões. O promotor viu fortes indícios do que chama de “emergência fraudulenta”. Simões prorrogou o contrato nove vezes e ganhou 16 vezes o valor original.
CARTA DE DIRETOR DA LIMPURB – 27/02/2008
IstoÉ errou, ao publicar nota, na última edição, apontando haver “um esqueleto no armário da ministra do Turismo Marta Suplicy”. A revista fez referência a um contrato emergencial, sem licitação, que teria sido firmado na gestão dela na Prefeitura de São Paulo. Esclareço que a empresa Julio Simões, do Grupo Julio Simões, foi contratada em 14 de abril de 2002 junto com mais oito empresas, mediante licitação pública na modalidade de CONCORRÊNCIA PÚBLICA nº. 012/SSO/01 (Processo Administrativo nº. 2001-0.147.308-3), para a realização, dentre outros serviços, o de coleta de lixo, cujo prazo de validade expirou para a coleta de lixo em 14 de outubro de 2004 (com a assinatura dos contratos de Concessão) e para os outros serviços de limpeza em 12 de abril de 2005. Foi na administração Serra/Kassab que foram firmados, pelo menos cinco contratações por emergência com a empresa Julio Simões, do Grupo Julio Simões, e que começaram em 13 de abril de 2005 e foram sucessivamente realizados até o final de 2006. Como se vê, o esqueleto é de outro armário.
Fabio Pierdomenico – Diretor Técnico do Departamento Municipal de Limpeza Urbana de São Paulo – LIMPURB de novembro de 2002 a dezembro de 2004
CONFIDENCIAL – ISTOÉ edição 2000
O empresário Fernando Simões, investigado pelo MP paulista por causa do contrato de coleta de lixo que ganhou da ex-prefeita Marta Suplicy, é mesmo articulado. O promotor Silvio Marques descobriu que ele também ganhou oito contratos sem licitação dos sucessores José Serra e Gilberto Kassab.
“A mentira é uma verdade que se esqueceu de acontecer”.
Mario Quintana
Lixo mesmo é essa imprensa mentirosa, manipuladora e inescrupulosa que goteja sobre nós o chorume malcheiroso de sua ética profissional em decomposição.