30/04/2008 - 23:44h Arte brasileira está ‘rumo à vanguarda mundial’

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BBC Brasil

Em sua edição online, a renomada revista alemã “Der Spiegel” diz que a arte brasileira está conquistando os mercados internacionais.

O artigo afirma que principalmente a arte produzida em São Paulo está sendo descoberta por colecionadores europeus e americanos e cita o sucesso da feira SP Arte como prova desse interesse.

O texto com a manchete “Arte do Brasil em rumo à vanguarda mundial” chega a dizer que o bairro da Barra Funda poderá ser o novo “Chelsea” brasileiro, em uma referência ao bairro nova-iorquino que abriga muitas galerias.

“Depois de ter sido subestimada por muito tempo, a arte brasileira está sendo finalmente descoberta”, afirma o artigo.

Os jornalistas Nicoele Buesing e Heiko Klaas dizem que cada vez mais pinturas e instalações de artistas brasileiros são compradas por galerias e museus na Europa e nos Estados Unidos.

Segundo eles, o Museu de Arte Moderna de Nova York (MOMA), o Centro de Arte Rainha Sofia em Madri e o museu Tate de Londres estão entre os compradores mais ávidos.

Tanto obras contemporâneas como clássicos do passado estão em alta demanda no mercado internacional, diz o texto, que cita artistas como Alfredo Volpi, Lyigia Clark, Helio Oiticica e Mira Schendel.

“Os preços das obras alcançam facilmente a casa dos US$ 100 mil, que são pagos até mesmo por pequenas pinturas a guache”, diz a “Spiegel“.

Milagre paulista

O meio artístico paulistano está passando por uma fase de muita euforia e sucesso, afirma a “Spiegel“, que chama o fato de “o milagre de São Paulo”.

O artigo aponta para o fato de que o número de galerias tem crescido na cidade, e que a feira Arte SP se tornou em poucos anos um evento de peso no cenário artístico nacional com cerca de onze mil visitantes.

Os autores citam a dona da Galeria Vermelho, Eliana Finkelstein, que diz que recebe a visita de “muitos curadores europeus e americanos”.

A revista “Der Spiegel” é a mais lida da Alemanha com mais de 1 milhão de exemplares, e o Spiegel Online é o portal de notícias mais popular do país.

30/04/2008 - 23:22h Um marco legal para a mídia

O advogado Pedro Serrano defende regras para evitar abusos de poder da grande mídia.

Verônica Couto – Revista ARede

L'image “http://www.arede.inf.br/images/stories/internas/arede35/entrevista_IMG_9722-b.jpg” ne peut être affichée car elle contient des erreurs.A Lei de Imprensa ficou caduca, e 22 de seus artigos foram suspensos, em fevereiro, por liminar do ministro Carlos Ayres Britto, do Supremo Tribunal Federal (STF). A remoção do “entulho autoritário” foi comemorada por jornalistas e ativistas dos direitos humanos. Mas há quem pergunte se é bom para a sociedade viver sem uma lei que regule a atividade da imprensa, ou da mídia, em geral. Para o advogado constitucionalista Pedro Serrano, o vácuo regulatório é ruim para o cidadão. Deve-se aproveitar o momento, diz ele, para debater um novo marco legal, que aumente a responsabilidade social da mídia. Em vez de uma Lei de Imprensa, o advogado propõe uma Lei de Garantia de Direito da Informação. De um lado, impedindo a censura prévia, por quaisquer meios; de outro, protegendo o cidadão de abusos praticados em quaisquer veículos — jornal, rádio, TV, internet.

Sem isso, destaca Pedro Serrano, não há, por exemplo, garantia de direito de resposta; e as indenizações por crimes de calúnia e difamação, em ações baseadas apenas nos Códigos Civil ou Penal, têm valores ínfimos, em comparação ao porte das empresas. Ele é a favor de multas pesadas, sem limites prévios, e de um papel de regulador ético da atividade para o Judiciário. E, de modo a assegurar um espírito realmente republicano à comunicação no Brasil, defende o fim da renovação automática das concessões de radiodifusão, prevista no próprio texto constitucional. “É mecanismo imperial e absurdo”, diz.

A decisão de Ayres Britto vale até o julgamento, pelo STF, do mérito da ação impetrada pelo PDT, que acusa a Lei de Imprensa de inconstitucionalidade — uma Argüição de Descumprimento de Preceito Fundamental. E há, também, na Câmara dos Deputados, desde 1992, um projeto de substitutivo da Lei de Imprensa (PL 3.232). Entre outras coisas, prevê multa indenizatória com base em critérios como tiragem, mas sem definição de teto.

(mais…)

30/04/2008 - 19:39h Nessun Dorma

Plácido Domingo na ária “Nessun Dorma” da Ópera Turandot de Puccini

30/04/2008 - 19:14h Estadão reconhece: “nunca antes neste País…”

Como o presidente sempre diz, ‘nunca antes neste País…’

Emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos e explicam popularidade de Lula

Da Redação do portal O Estado de São Paulo

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SÃO PAULO – O governo Lula atingiu nos três primeiros meses de 2008 a melhor avaliação positiva desde o início do primeiro mandato, em 2003. O motivo, segundo analistas, seria a seqüência de indicadores socioeconômicos positivos divulgados nos últimos meses. De fato, índices como emprego, renda, consumo, entre outros, vêm batendo recordes consecutivos, numa série de “nunca antes na história desse País” que não parece ter data para terminar. Confira alguns desses recordes:

EMPREGO

A economia brasileira abriu 204,9 mil novos empregos com carteira assinada em fevereiro, um resultado 38,5% superior ao saldo de fevereiro de 2007. Segundo os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho. O resultado do mês passado é o novo recorde da série histórica, iniciada em 1992, para os meses de fevereiro.

No primeiro bimestre do ano, estão acumuladas 347,9 mil novas vagas, um saldo 37% maior que o verificado no mesmo período do ano passado. As melhores marcas de geração de empregos formais, tanto em fevereiro quanto no bimestre, eram de 2006. Com as novas vagas abertas em fevereiro, o estoque de empregos formais da economia cresceu 0,7%, para 29,3 milhões de postos.

O Caged é um registro feito pelo Ministério do Trabalho com base nas informações mensais sobre contratações e demissões repassadas por todas as empresas que seguem as regras da Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT).

Todos os setores da economia tiveram resultados positivos em fevereiro, com destaque para os serviços, que criaram 74,4 mil vagas. A indústria, que abriu 46,8 mil, ficou em segundo lugar, seguida da construção civil, com 27,5 mil empregos. Entre os serviços, o segmento ligado ao ensino. O reinício do período letivo permitiu a criação de 31,5 mil empregos. São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul apresentaram os melhores desempenhos.

RENDA

Em 2007, 96% das 715 negociações salariais acompanhadas pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) asseguraram, no mínimo, a incorporação das perdas desde a data-base anterior. É o quarto ano consecutivo em que em mais de 70% das negociações analisadas houve reposição segundo a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Entre 2006 e 2007, a inflação média acumulada foi inferior de 3,9%. Das 715 negociações, apenas em 29 não houve reposição da inflação.

COMÉRCIO

Janeiro de 2008 foi o melhor para o comércio varejista em sete anos, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As vendas do varejo aumentaram 1,8% ante dezembro e 11,8% ante igual mês do ano passado, a maior variação para o primeiro mês do ano desde o início da série da pesquisa, em 2001. Todas as atividades pesquisadas mostraram crescimento nas vendas ante igual mês de 2007.

O maior impacto no resultado total foi dado por hiper e supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo. O grupo tem forte peso na pesquisa e teve expansão de 8,4% nessa base de comparação. A segunda principal influência veio de móveis e eletrodomésticos, que prosseguem mostrando fôlego surpreendente, com crescimento de 16%, uma forte aceleração sobre a alta de 12% de dezembro ante igual mês de 2007. Essas duas atividades responderam por 6,7 ponto porcentual, ou 57% do aumento total de 11,8% do varejo.

CONSUMIDOR

Impulsionado pelo bom momento da economia e aumento na intenção de compras para os próximos meses, o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) disparou em março, com alta de 3,5% ante fevereiro. Em janeiro, havia caído 0,4%. Segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV), responsável pelo estudo, a confiança do consumidor em março foi a maior da série histórica, iniciada em setembro de 2005.

ELEVADOR SOCIAL

Pesquisa O Observador Brasil 2008, feita pela financeira francesa Cetelem com o instituto de pesquisas Ipsos Public Affairs, revela que a classe C já é a maioria da população. No ano passado, 46% dos brasileiros pertenciam a essa camada social, ante 36% e 34% em 2006 e 2005, respectivamente. Ela também foi a única que aumentou de tamanho no último ano. De 2006 para 2007, quase 20 milhões de pessoas ingressaram nesse estrato social, um número cinco vezes maior que no período anterior. A classe C reúne hoje 86,2 milhões de brasileiros com renda média familiar de R$ 1.062.

A maior parte do contingente que engordou a classe C vem da base da pirâmide populacional, as classes D e E, perto de 12 milhões de pessoas. Outros 4,7 milhões vieram das camadas A/B, que perderam poder aquisitivo. O restante é proveniente do crescimento vegetativo da população.

Outro dado positivo da pesquisa foi o aumento da renda disponível das classes C e D/E nos dois últimos anos. Em 2005, faltavam R$ 17 para o consumidor da classe D/E pagar as contas no fim do mês. No ano passado, sobraram R$ 22.

Na classe C também houve ganho de renda. Em 2007, sobraram R$ 147, ante uma folga de R$ 122 em 2005. Já para a classe A/B a fôlego diminuiu de R$ 632 em 2005 para R$ 506 em 2007. A renda disponível é a que sobra após os gastos obrigatórios. A enquete mostra que o ritmo acelerado de consumo deve continuar este ano. Celular, computador, itens de decoração e a casa própria tiveram os maiores acréscimos na intenção de compra.

CRÉDITO

A despeito da preocupação do governo, o crédito continua em expansão. Em fevereiro, aumentou 1,1% ante janeiro e atingiu R$ 957,5 bilhões, equivalente a 34,9% do Produto Interno Bruto (PIB), maior marca desde maio de 1995. O Banco Central (BC) estima que chegue a 40% do PIB até o fim do ano.

INADIMPLÊNCIA

Outro motivo para a avaliação positiva é que a inadimplência continua baixa. Em fevereiro, 4,3% dos empréstimos apresentavam atraso superior a 90 dias. O porcentual é ligeiramente menor que o de janeiro, de 4,4%. No caso das pessoas físicas, a taxa de fevereiro manteve-se nos mesmos 7,1% de janeiro e ficou abaixo dos 7,3% de fevereiro de 2007.

DÓLAR BAIXO, BRASILEIROS VIAJAM MAIS

Os brasileiros gastaram como nunca em viagens internacionais nos últimos 12 meses. As despesas com viagens internacionais somaram US$ 8,925 bilhões, enquanto os gastos de estrangeiros no País foram de US$ 5,245 bilhões. Os dados se referem ao período entre março de 2007 e fevereiro de 2008 e são os maiores registrados para um período de 12 meses desde o início da série do Banco Central (BC), em 1947. Nem na época do “populismo cambial”, quando o dólar custava menos de R$ 1, a gastança internacional foi tão elevada. Dois fatores impulsionam as viagens ao exterior: o dólar barato e o aumento da renda do brasileiro.

PAÍS AGORA É CREDOR INTERNACIONAL

O Brasil fortaleceu sua condição de credor internacional, mesmo com a piora no quadro econômico internacional. Segundo dados divulgados pelo Banco Central (BC), o volume de reservas cambiais e outros ativos superava o da dívida externa em US$ 18,807 bilhões em fevereiro. Na prática, é como se o Brasil fosse credor do mundo nesse valor. Em janeiro, a posição credora era de US$ 6,983 bilhões. Os números de janeiro e fevereiro são preliminares. Em dezembro de 2007, o último dado fechado, a posição credora líquida estava em US$ 10,846 bilhões.

INDÚSTRIA

O faturamento da indústria de transformação – que reflete as vendas reais – cresceu 10,5% em janeiro ante o mesmo mês de 2007. É a maior taxa de expansão na comparação com o mesmo período mensal do ano anterior desde agosto de 2004. O conjunto dos indicadores industriais de janeiro, divulgado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), também é o melhor para meses de janeiro nos últimos três anos.

As montadoras vão investir US$ 4,9 bilhões no Brasil este ano, o maior montante já gasto pelo setor em um único ano. A maior parte será aplicada no aumento da capacidade produtiva, que passará dos atuais 3,5 milhões de veículos para 3,85 milhões. Em 2009, a capacidade anual chegará a 4 milhões de unidades, um acréscimo de 500 mil veículos em dois anos.

Juntando empresas de autopeças, o investimento chegará a US$ 20 bilhões até 2010. O triênio anterior que teve maior aporte dos dois segmentos foi de 1996 a 1998, quando foram inauguradas 13 novas fábricas, entre marcas que passaram a produzir localmente e filiais das empresas já instaladas no País. Naquele período, foram investidos US$ 11,7 bilhões.

O anúncio da soma dos investimentos e da nova capacidade produtiva ocorre num momento em que o setor registra sucessivos recordes de vendas e há filas de espera de até três meses para alguns automóveis e de nove meses para caminhões.

30/04/2008 - 18:25h Já a “maja” de Goya continua anônima

Ninguem sabe quem foi a modelo e nem porque Francisco Goya fez dois quadros, a maja vestida e a maja nua. A obra foi feita entre 1800 e 1803 e ambos quadros podem ser vistos no Museu do Prado, em Madri.

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30/04/2008 - 18:13h Os fuzilados de Goya saíram do anonimato

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Los héroes de Goya, ya no son anónimos

En un clima festivo por el bicentenario del levantamiento del pueblo de Madrid , un historiador descubre los nombres de los fusilados que protagonizan el cuadro de Goya

MADRID, (EFE).- Doscientos años después, los españoles rememoran el levantamiento popular del pueblo de Madrid, el dos de mayo de 1808, contra las tropas invasoras francesas. Ahora, los protagonistas de esta sublevación que determinó el futuro de España como nación ya no son héroes anónimos. Según publicó el diario español “El mundo”, un historiador identificó, a partir del cuadro de Goya, “El 3 de mayo en Madrid: los fusilamientos en la montaña del Príncipe Pío”, a los 29 hombres que forman parte del lienzo por sus nombres.

Aquellos sucesos de enorme trascendencia fueron sin embargo protagonizados apenas por unos cientos de madrileños de las clases más humildes que se enfrentaron a los franceses armados con palos, navajas, hachas, tijeras y aperos de labranza. La revuelta se desencadenó tras trascender a las calles de Madrid que los franceses pretendían sacar de España a los últimos miembros de la familia real española.

Las bien armadas y numerosas tropas de Napoleón sofocaron la rebelión en apenas unas horas, pero en los enfrentamientos y en los fusilamientos posteriores murieron 410 madrileños, entre ellos medio centenar de mujeres y una docena de niños.

Entonces no había fotógrafos de guerra, pero los fusilamientos del 3 de mayo en Madrid quedaron inmortalizados en todo su horror por una mano maestra, la del pintor Francisco de Goya, y pueden verse en el Museo del Prado en la colección permanente y ahora como parte de la muestra temporal “Goya en tiempos de guerra”. El pintor muestra, con enorme dramatismo y tensión, el momento en el que un pelotón de soldados franceses, de espaldas, apunta a un grupo de madrileños que van a morir en represalia por su sublevación del día anterior.

Luis Miguel Aparisi, es el historiador que acaba de publicar un libro, -El cementerio de la Florida, editado por el Instituto de Estudios Madrileños-, donde se recoge por primera vez los perfiles de todos los masacrados. Durante seis meses, Aparisi, miembro de la Sociedad Filantrópica de Milicianos Nacionales Veteranos -encargada del camposanto donde están enterrados los fusilados-, revisó 8.000 folios del Archivo de la Villa hasta determinar las nuevas identificaciones.

Una de las siluetas del cuadro de Goya fue identificada por la tonsura de su cabeza y el hábito que indica su condición de sacerdote. Se trata de Francisco Gallego Dávila, presbítero y sacristán del Real Convento de la Encarnación de Madrid.

También ha identificado otros 28 insurgentes madrileños. Se trata de albañiles, comerciantes, empleados de Hacienda y del Palacio que fueron fusilados en la madrugada del tres de mayo de 1808 en la montaña madrileña del Príncipe Pío. Gracias a este trabajo, doscientos años después se conocen sus identidades.

Este descubrimiento se da en un contexto de festejos que se extienden por toda España. La exposición “Madrid, 2 de mayo 1808-2008. Un pueblo, una nación” hace una recreación histórica de lo sucedido aquel día por las calles de la capital, en un recorrido cronológico que puede verse en el centro Arte Canal hasta el 28 de septiembre.

Además de la importancia de esa guerra por la afirmación constitucional de la nación en las Cortes de Cádiz en 1812, que marca también el comienzo de un itinerario en la asunción de derechos y libertades individuales, están las “enormes consecuencias” que tuvo en Hispanoamérica. Hasta 1810 toda Hispanoamérica vibró con un sentido patriótico español de rechazo al invasor y que distintos territorios americanos enviaron dinero y productos para ayudar a la guerra, además de los patriotas americanos que se enrolaron para combatir en España.

30/04/2008 - 16:59h Antes do esperado, o Brasil obtém grau de investimento

Standard & Poor’s eleva rating do Brasil para grau de investimento

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EPAMINODAS NETO
da Folha Online

A agência de classificação do risco Standard & Poor’s, uma das principais, anunciou nesta quarta-feira que elevou o rating soberano (nota de risco de crédito) do Brasil para grau de investimento, a melhor classificação para receber investimentos estrangeiros.

Com a decisão, o rating do Brasil em moeda estrangeira em longo prazo passou de BB+ para BBB-, nota que já está incluída no grupo classificado como grau de investimento.

O grau de investimento é a classificação dada pelas agências de rating a países com poucas chances de deixar de honrar suas dívidas.

Com a nota, o Brasil poderá receber recursos de grandes fundos internacionais que só têm autorização para investir em mercados que já conquistaram essa chancela de bom pagador.

A agência também elevou o rating do Brasil em moeda local de longo prazo de “BBB” para “BBB+”, enquanto o rating para moeda local de curto prazo foi ajustado de “B” para “A-3″. Já a perspectiva para o rating brasileiro foi colocada como “estável”. Na metodologia da S&P, isso significa que o rating deve ser mantido pelos próximos dois anos, com poucas chances de ser alterado.

Em seu comunicado, a S&P afirma ainda que a revisão do rating brasileiro reflete “a maturidade das instituições do Brasil e da política monetária” e “a melhoria das tendências de crescimento”. A S&P faz ressalvas em relação à dívida pública, que “permanece mais alta do que os outros com outros países BBB”.

Mesmo com essa ressalva, a agência pondera ainda que “um registro razoavelmente previsível de políticas pragmáticas de gestão fiscal e da dívida ameniza esse risco”.

A S&P não esquece da dívida externa, “que caiu dramaticamente”, diz. Em fevereiro, o governo brasileiro anunciou com estardalhaço que o país tinha se tornado “credor externo líquido”, isto é, que as reservas cambiais, somadas aos créditos privados no exterior, haviam superado o valor da dívida externa pública e privada.

O anúncio da S&P surpreendeu o mercado financeiro e mesmo integrantes do governo, que somente esperavam novidades para 2009 devido ao impacto, ainda desconhecido, da crise econômica americana sobre as economias emergentes.

No final de fevereiro, a presidente da agência de classificação de risco Standard & Poor’s no Brasil, Regina Nunes, havia dito que o Brasil estava no caminho certo para alcançar o grau de investimento, mas antes precisava melhorar os números da dívida interna, reformular a legislação tributária e investir em infra-estrutura.

Entenda

O rating é uma opinião sobre a capacidade de um país ou uma empresa saldar seus compromissos financeiros. A avaliação é feita por empresas especializadas, as agências de classificação de risco, que emitem notas, expressas na forma de letras e sinais aritméticos, que apontam para o maior ou menor risco de ocorrência de um “default”, isto é, de suspensão de pagamentos.

Para publicar uma nota de risco de crédito, os especialistas dessas agências avaliam além da situação financeira de um país, as condições do mercado mundial e a opinião de especialistas da iniciativa privada, fontes oficiais e acadêmicas.

O rating é sempre aplicado a títulos de dívida de algum emissor. Se uma empresa quer captar recursos no mercado e oferece papéis que rendem juros a investidores, a agência prepara o “rating” desses títulos para que os potenciais compradores avaliem os riscos.

As agências, portanto, classificam debêntures, “medium-term notes”, títulos de dívida conversível, mas não ações.

30/04/2008 - 10:01h Divisão tucana

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“São posições divergentes, ambas defensáveis, mas que, se concretizadas em duas candidaturas, nos deixa a todos “derrotados”. Estariam em palanques distintos dois candidatos que militam no mesmo espectro político e que têm como verdadeiro e único adversário a candidatura do PT.

Para quem advoga a tese de que “no segundo turno será diferente”, é preciso pôr o pé na realidade. Uma aliança no segundo turno, quando as feridas do embate ainda não estarão cicatrizadas, é no mínimo questionável.

Quem ganharia com essa cisão seria, justamente, nosso adversário comum. Ou alguém ainda tem dúvida de quem se beneficiaria com duas candidaturas saindo da mesma base? Estaremos ante uma situação de fragmentação partidária que poderá influir na perspectiva que é o anseio de todos nós: a reconquista do poder em 2010.”

Ricardo Montoro, artigo “Não vamos nos dispersar!”, TENDÊNCIAS/DEBATES da FOLHA

30/04/2008 - 09:36h Não se governa sem PMDB, e menos ainda com ele

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marta_serra.jpgVale a penar ler este editorial do jornal VALOR.

Sibilino, o editorial de fato toma partido em favor de Serra e contra Alckmin.

Seu argumento é um “mata Marta” para abrir o caminho ao retorno da coligação PSDB-PFL(DEM)-PMDB ao poder federal em 2010, com José Serra.

Invoca uma capacidade do PMDB a antecipar para que lado vão os eleitores, esquecendo que em 2002 a cúpula do PMDB ficou na campanha do PSDB e não na do Lula, que sairia vitorioso.

Vê no apoio do PMDB a Serra em São Paulo um pré-anuncio da reviravolta peembdebista e para tanto atribui ao ex-governador Quercia uma representatividade no PMDB nacional, que ainda precisaria ser provada.

E dá como resolvida a disputa interna no tucanato, com a simples aceitação do ultimato de Serra para Alckmin cair fora.

Por último parece ignorar o fator tempo; até 2010 muita água passará embaixo da ponte…

Editorial do jornal VALOR

De fato, como diz o deputado Michel Temer (PMDB-SP), “ninguém governa sem o PMDB”. Mas é igualmente verdadeiro dizer que, com o PMDB, ninguém governa. Essa federação de partidos estaduais, que consegue se manter como uma das maiores legendas do país sem ser diretamente uma alternativa de poder, já que não dispõe de lideranças nacionais competitivas para disputar a Presidência, tem desempenhado ao longo do tempo o papel de aliado fundamental de qualquer governo num cenário partidário pulverizado.

Como é na sua grande bancada que reside a sua força, e também na habilidade de seus líderes (ou na força bruta, dependendo do momento) de usá-la para distribuir poder a lideranças regionais guindadas ao cenário nacional, é fundamental para o PMDB antecipar-se aos movimentos dos eleitores e saber de que lado deve estar para continuar governo. A espetacular virada que o ex-governador Orestes Quércia, cacique do PMDB de São Paulo, deu no quadro eleitoral paulistano, foi, sem dúvida, uma antecipação de 2010. E se num primeiro momento parece apenas mirar o prefeito Gilberto Kassab (DEM), em detrimento do tucano Geraldo Alckmin, na verdade rearruma as forças políticas para as eleições presidenciais, favorecendo a candidatura do governador José Serra e trazendo o epicentro das negociações para o Estado mais rico da Federação, quando elas já haviam se expandido para além das “elites brancas” paulistas (na designação do ex-governador Cláudio Lembro) e ganhado as terras mineiras, atraídas pelas negociações entre o governador tucano Aécio Neves e o prefeito de Belo Horizonte, o petista Fernando Pimentel.

Apesar da rivalidade histórica entre Quércia, que fez o acordo municipal, e o presidente nacional do PMDB, Michel Temer, o acordo paulistano soa como uma articulação bem ensaiada e um golpe de mestre para recolocar o PMDB no centro do poder – e, pelo visto, o partido aposta que o governador Serra tem chances reais de eleger-se sucessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2010. O efeito visível do acordo DEM-PMDB é desestabilizar as pretensões do ex-governador Geraldo Alckmin (PSDB) de disputar as eleições para a prefeitura da capital, mesmo contra Kassab. Mas isso está longe de significar um rompimento entre PSDB e DEM – cuja aliança marcou sucessivos governos tucanos em São Paulo e os dois mandatos presidenciais do também tucano Fernando Henrique Cardoso. Se Alckmin recuar e aceitar o oferecimento de se candidatar a um terceiro mandato no Palácio dos Bandeirantes em 2010, numa eleição que teria Serra na cabeça de chapa como candidato a presidente, a petista Marta Suplicy, se for a candidata do PT à prefeitura da capital, teria contra si não apenas Kassab, mas uma poderosa coligação entre PSDB, PMDB e DEM. Uma derrota de Marta nas eleições municipais a inviabilizaria como candidata a presidente pela legenda do presidente Lula em 2010 – e ela é a liderança petista hoje mais visível nacionalmente e com mais chances de cumprir este papel.

A manobra quercista, portanto, está longe de ser antitucana. Tem o poder de colocar um pé do PMDB no governo Lula e outro num eventual futuro governo tucano. Mas, se a jogada política tem o poder de reafirmar a máxima de que “ninguém governa sem o PMDB”, pode também perpetuar o entendimento de que “ninguém governa com o PMDB”. Os governos pós-redemocratização, todos eles, sofreram graves crises de governabilidade. O PMDB esteve atrás de várias delas. Ao longo da história, o partido tem se firmado, eleição após eleição, como aquele que tem a posição mais consolidada – a sua bancada não sofre grandes variações, mesmo não possuindo candidatos com chances de chegar à Presidência. Em compensação, o fato de ser uma soma de interesses de caciques regionais, e o poder que dispõe no Congresso, torna-o uma legenda com votos negociáveis um a um, sem a garantia de sólido apoio a qualquer governante. É esse mesmo PMDB que, depois de fazer um difícil acordo com o presidente Lula e repetir o seu padrão de comportamento político no Legislativo – jamais unido, nunca fazendo uma negociação coletiva, sempre abrindo espaço para chantagens individuais -, prepara-se para cumprir o mesmo papel em 2011, com o novo governo – que, aposta, será de Serra. Lula teve grandes dificuldades com o partido. Serra, se eleito, vai repeti-las.

30/04/2008 - 08:49h Crise tucana: Kassabistas querem levar Alckmin a votação

Tucanos pró-prefeito cogitam submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com DEM

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CATIA SEABRA – FOLHA DE SÃO PAULO

DA REPORTAGEM LOCAL

Vereadores do PSDB ameaçam abalar o lançamento da candidatura do ex-governador Geraldo Alckmin à prefeitura na segunda que vem. Reunida ao longo de toda a tarde de ontem, a bancada do PSDB na Câmara Municipal discutiu a hipótese de submeter ao diretório municipal a proposta de manutenção da aliança com o DEM na cidade de São Paulo.

Endossada pelo secretário municipal de Esportes, Walter Feldman, a idéia é enfrentar, no voto, os defensores de candidatura própria à prefeitura. Não é só. O secretário municipal de Governo e ex-ministro Clóvis Carvalho questiona a versão de que a candidatura estará formalizada na segunda-feira. “Quem decide candidatura é a convenção”, alegou.

O diretório foi convocado para oficialização do nome de Alckmin. Mas, segundo o vereador Adolfo Quintas, participante da reunião, a maioria da bancada concorda com a estratégia de submeter a aliança com o DEM ao diretório. “Vamos defender a candidatura de Geraldo Alckmin ao governo do Estado”, disse.

A proposta não conta com o apoio pelo menos do vereador Tião Farias. Ligado a Alckmin, não participou da reunião.

Até por isso, a decisão foi adiada para hoje. “Vamos continuar conversando e tomar uma posição. Mas uma coisa é certa: não movemos um milímetro da defesa da candidatura única”, disse o líder do PSDB, Gilberto Natalini.

Também em resposta à convocação do diretório, Feldman disse que encaminhará à Executiva do PSDB um ofício para que responda à consulta apresentada pelos vereadores. No documento, a bancada cobrava manifestação do partido sobre a aliança com o DEM.

Sem uma resposta, avisa, apresentará a proposta ao diretório. “Vamos para a convenção. Pela primeira vez, o PSDB vai ter que cumprir seu estatuto e submeter aos delegados uma decisão que não foi construída num consenso”, disse Feldman, que lidera coleta de assinaturas pela aliança.

Lágrimas

Enquanto os kassabistas protestam, o comando municipal do PSDB já anuncia a fixação de regras que impeçam declarações de voto em favor do prefeito Gilberto Kassab (DEM).

Oficializada a candidatura no diretório, os tucanos estariam proibidos de manifestações de apoio a Kassab. Os alckmistas também evitariam ataques ao governador de São Paulo, José Serra, a quem atribuem a costura do acordo DEM-PMDB.

O presidente municipal do PSDB, José Henrique Reis Lobo, defendeu essa fórmula ontem num café da manhã com vereadores. No encontro, Lobo chorou ao descrever a pressão a que foi submetido para oficialização da candidatura. Ele já tinha chorado na véspera, durante reunião da Executiva Estadual. No encontro, os vereadores protestaram contra a decisão. “Estou trabalhando para evitar que se quebrem novos cristais e juntar os cacos dos que já se partiram”, disse Lobo, afirmando que a discussão sobre aliança “está superada”.

Em entrevista, Kassab disse que aposta na coligação. “Tenho certeza que vai prevalecer ainda o bom senso dos dirigentes do partido (PSDB).”

29/04/2008 - 23:01h Governo defende atração de turistas gays e combate ao preconceito

Gustavo Miranda/O Globo

O ministro Tarso Genro discursa durante o lançamento da Conferência GLS

Jailton de Carvalho – O Globo

BRASÍLIA – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, defendeu, nesta terça-feira, a implementação de ações que tornem o Brasil um país “gay friendly”, ou seja, mais atrativo ao turismo de homossexuais. Segundo a ministra, sem essa marca o Brasil está perdendo terreno até para países vizinhos como a Argentina, que vêm recebendo um número cada vez maior de turistas gays. Marta e o ministro da Justiça, Tarso Genro, participaram nesta terça do lançamento da 1ª Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais do país, que será realizada entre os dias 5 e 7 de junho, em Brasília. ( Leia também: Parada do Orgulho Gay de São Paulo ganha site com apoio da Embratur )

- Com a política gay friendly, que nós não temos, estamos perdendo (turistas) – disse Marta Suplicy, na solenidade de lançamento da Conferência no Ministério da Justiça.

A ministra não explicou quais são as ações que deveriam ser implementadas pelo governo. Mas disse que o Ministério do Turismo tem algumas iniciativas para tornar o Brasil acolhedor ao turismo gay. Uma delas seria o apoio do ministério às paradas gays de São Paulo, do Rio de Janeiro e de Salvador.

A ministra afirmou, no entanto, que o preconceito ainda é forte no país. Como exemplo citou o assassinato de 122 gays nos últimos 12 meses, período em que tramita na Câmara projeto que torna crime a discriminação contra homossexuais.

Tarso Genro disse que a conferência tem o apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e de todo o governo. Para o ministro, o combate ao preconceito é uma causa permanente da luta pelos direitos humanos e pela consolidação da democracia no país. Para mostrar o vínculo entre as duas questões, o ministro até citou o filme “O beijo da mulher aranha”, que fez sucesso na década de 80. Baseado num livro do escritor argentino Manuel Puig, o filme mostra o compartilhamento do drama de um militante político e um gay numa prisão, durante a ditadura militar.

- A conferência coloca na pauta o respeito radical pela condição humana e a rejeição à homofobia e à intolerância – disse o ministro.

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29/04/2008 - 20:14h Piauí: Quando parei de me preocupar com canalhas, por Caio Galhardo

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29/04/2008 - 19:51h Brasileiros vão registrar em livro e documentário marcha para lembrar Holocausto

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Auschwitz

Luisa Guedes, O Globo Online

RIO – A partir desta terça-feira, cerca de 10 mil pessoas vão repetir uma manifestação realizada há 20 anos para lembrar o Holocausto, cruzando a Polônia e seguindo para Israel na chamada Marcha da Vida. Dessa vez, a reconstituição da trilha de muitos judeus – na morte ou na terra prometida – será registrada em livro pelo publicitário Márcio Pitliuk e o fotógrafo Márcio Scavone, dois dos 400 brasileiros que embarcaram para a viagem por antigos campos de concentração e locais sagrados para o povo judeu. Parte do trabalho que será publicado no fim do ano poderá ser acompanhada no GLOBO ONLINE durante os oito dias de marcha.

O percurso da “morte à vida” também será registrado em documentário dirigido por Jéssica Sanders, indicada ao Oscar e vencedora do Sundance Festival. Idealizador do projeto, orçado em R$ 3 milhões, e único judeu na equipe de 20 pessoas que embarcou para a Polônia, Márcio Pitliuk, que será responsável pelos textos do livro, conta que ficou impressionado com a reação da equipe durante a preparação para o trabalho.

” Auschwitz é uma fábrica da morte. É um pesadelo que não tem tamanho. Achei que não ia conseguir voltar lá, mas vou ter que encarar agora “

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- Quando eu levei (à Polônia) o pessoal da equipe que não é judeu e não tem tanta vivência com o Holocausto, vi o choque deles ao descobrir o tamanho da coisa. A gente fala em três milhões de pessoas, mas parece um número qualquer. Quando chega num campo como o de Treblinka, onde 800 mil pessoas foram mortas em 10 meses, a pessoa se dá conta de que 800 mil pessoas é uma cidade grande – contou Pitliuk, ainda em São Paulo, onde vive, antes de enfrentar de novo o terror dos campos de concentração. – Auschwitz é uma fábrica da morte. É um pesadelo que não tem tamanho. Achei que não ia conseguir voltar lá, mas vou ter que encarar agora – acrescentou.

A excursão ao passado começa em Cracóvia, onde será realizada uma cerimônia que relembra o fim do Holocausto. Em seguida, os participantes refazem a caminhada de três quilômetros entre o campo de concentração de Auschwitz e Birkenau, campo de extermínio. A marcha passará ainda pelos campos de Treblinka e de Majdanek e pelo Gueto de Varsóvia. Da Polônia, o grupo segue para Israel.

A manifestação foi criada em 1988 por Abraham Hirshson, um sobrevivente do Holocausto. Seu objetivo era, principalmente, fazer com que jovens estudantes pudessem conhecer os locais do “shoah”, como é chamado em hebraico o assassinato de milhões de judeus pelo regime nazista. A marcha, que acontece todos os anos desde a primeira edição, é aberta a todos. Agora, a organização fica a cargo da ONG internacional March of the Living .

Estima-se que 20% dos participantes não sejam judeus. Entre os brasileiros, 200 são estudantes de escolas judaicas que receberam subsídios para a viagem. Os outros 200 são adultos que arcaram com os custos por conta própria.

29/04/2008 - 19:39h Gerando emprego e renda

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Entrada de divisas com turismo ultrapassa US$ 1,6 BI no primeiro trimestre

Brasília (28/04) – De acordo com dados divulgados hoje (28) pelo Banco Central (BC), US$ 518 milhões ingressaram na economia do país no último mês por meio do gasto de turistas estrangeiros. O valor, 19,44% superior aos US$ 434 milhões registrados em marco de 2007, rende ao mês o posto de melhor março de todos os tempos e o de segundo melhor mês de toda a série histórica, iniciada em 1969. Março fica atrás apenas de janeiro deste ano (US$ 595 milhões).

Com o último resultado, o acumulado do ano chega a US$ 1,608 bilhão – sendo esta a primeira vez em que a barreira de um bilhão e meio de dólares é ultrapassada logo no primeiro trimestre do ano.

O desempenho do trimestre é 20,72% maior que o mesmo período de 2007 (US$ 1,332 bilhão) e já se aproxima das receitas geradas em todo o ano de 2001 (quando os estrangeiros desembolsaram US$ 1,731 bilhão no Brasil) e também de 2002 (US$ 1,998 bilhão).

Para a ministra do Turismo, Marta Suplicy, o volume de recursos alcançados no primeiro trimestre deste ano demonstra a força da atividade turística: “Os dados confirmam a consistência do trabalho de promoção internacional do país, desenvolvido pela Embratur [Instituto Brasileiro de Turismo] junto aos esforços da iniciativa privada. Temos trabalhado para fazer do turismo um dos principais itens da nossa pauta de exportações. Na pauta de serviços, turismo figura no primeiro lugar da lista, com 24% das exportações”, avaliou.

A presidente da Embratur, Jeanine Pires, reforça que o turismo é um dos grandes setores indutores da economia nacional. “Se fizermos o exercício de comparar o setor com os principais bens exportados pelo Brasil, o turismo fica na quarta posição, à frente dos automóveis. Na pauta de serviços, é seguido por transportes [19,2%] e serviços prestados às empresas [12%].”

Recorde de 2007 – Números do BC divulgados em janeiro também atestaram que o ano passado foi o melhor da história do turismo brasileiro em relação ao ingresso de divisas por meio do gasto de turistas estrangeiros. O Brasil fechou o ano com US$ 4,953 bilhões recebidos com a atividade, valor que superou em 14,75% os US$ 4,316 bilhões registrados em 2006 – até então a melhor marca da série histórica.

Fonte Min Tur 

29/04/2008 - 18:06h Cresce o ingresso de divisas deixadas pelos turistas estrangeiros no Brasil

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A queda acentuada do dólar e o fato do Real estar muito valorizado tem como uma das suas conseqüências a queda no turismo em direção ao Brasil. Lógico, não?

Mas a melhora na oferta do turismo brasileiro faz que esta lógica se manifesta só parcialmente e a eventual queda no número global de turistas estrangeiros é compensada pelo aumento das suas despesas no país.

Isto explica o aumento de 20,7% no dinheiro que os turistas estrangeiros deixaram no primeiro trimestre deste ano em relação ao mesmo periodo de 2007.

No primeiro trimestre, esses estrangeiros deixaram US$ 1,608 bilhão no país. Uma boa notícia para setor do turismo e para o emprego e a renda nesse setor.

“As despesas continuam crescendo, mas as receitas crescem também”, diz o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, referindo-se às despesas feitas por turistas estrangeiros em viagem ao Brasil.

Para Lopes, o crescimento dos gastos desses visitantes estrangeiros reflete uma melhora na infra-estrutura do turismo no Brasil, já que, em tese, a forte valorização do real ocorrida nos últimos anos torna as viagens ao país mais caras.

Graças a esse movimento, o efeito que as despesas de turistas brasileiros no exterior têm sobre as contas externas é reduzido, pois é compensado, em parte, pela receita proporcionada pela chegada de viajantes estrangeiros no Brasil. LF

Fonte Folha de São Paulo

29/04/2008 - 17:22h Mais Dali

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Gaia, a mulher de Salvador Dali

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29/04/2008 - 16:57h Sarkozy: o mais impopular presidente da França desde De Gaulle

Par Julien Martin | Rue89

En chute libre dans les sondages, Nicolas Sarkozy est devenu lundi le président le plus impopulaire de la Ve République.

Nicolas Sarkozy vendredi à Monaco (Eric Gaillard/Reuters)

“Je m’imaginais bien que je ne passerais pas cinq ans à commenter des sondages excellents.” Nicolas Sarkozy avait vu juste. Mais sa prévision, confessée jeudi au cours de son interview télévisée, était encore en dessous de la réalité. Ce sont des sondages toujours plus bas qu’il a à affronter depuis plusieurs mois. Les plus bas de l’histoire du baromètre politique!

La dernière étude en date est même la plus catastrophique pour un président de la Ve République depuis la systématisation des sondages d’opinion. D’après le sondage BVA-Orange-L’Express publié ce lundi, 64% des personnes interrogées disent avoir une opinion négative du chef de l’Etat, contre 55% au mois de mars. Jusque-là, le record d’impopularité, depuis la création du baromètre BVA en 1981, était détenu par François Mitterrand en mars 1992. Quelques jours plus tard, le président socialiste congédiait sa très contestée chef du gouvernement, Edith Cresson.

La cote de popularité de Nicolas Sarkozy (DR)

A cette époque, l’impopularité du Premier ministre entraînait la chute dans les sondages du Président. Le premier faisait office de fusible, et le second remontait. Aujourd’hui, le schéma s’est inversé du fait de l’omniprésidence de Nicolas Sarkozy. François Fillon a longtemps résisté à la dégringolade du chef de l’Etat, avant de plonger à son tour au mois d’avril, avec 46% de mauvaises opinions, soit dix point de plus qu’au mois de mars.

Pour remonter dans l’estime des Français, le Premier ministre a opté pour le mea culpa. “J’assume ma part d’erreur”, s’est-il exclamé dans une interview accordée ce week-end au JDD. Pas sûr toutefois que la stratégie soit payante. Le Président a usé de la technique jeudi, reconnaissant sa “part de responsabilité” dans le mécontentement grandissant, ce qui n’a convaincu que 36% des Français, selon un autre sondage réalisé le lendemain.

Et la côte de Nicolas Sarkozy ne semble pas prête de repartir à la hausse. Son effondrement trouve sa source dans les principaux soutiens qui l’ont porté à l’Elysée: les sympathisants UMP (75% de bonnes opinions en avril, au lieu de 86% en mars), ainsi que les retraités (55% de mauvaises opinions en avril, alors qu’elles étaient de 45% le mois précédent). L’inquiétude liée aux tensions sociales -notamment le mouvement lycéen, soutenu par 65% des Français- semble donc avoir gagné toutes les couches de la population.

Les cotes de popularité des présidents de la Ve République (DR)

L’Etat de grâce n’aura été que de courte durée pour Nicolas Sarkozy. Les courbes de mauvaises et de bonnes opinions se sont croisées dès le mois de janvier, soit à peine huit mois après son élection. Visite de Kadhafi, rapport Attali, bouleversements conjugaux… Le Président de la “rupture” a décroché. François Mitterrand avait lui “tenu” deux ans après sa première élection, en 1981, puis un peu plus de trois ans après sa réélection en 1988. Quant à Jacques Chirac, il n’aura bénéficié de la bienveillance post-électorale qu’après sa réélection en 2002 -mais pendant deux ans-, le début de son premier mandat ayant été plombé d’entrée par l’opposition à la réforme des retraites initiée par Alain Juppé.

Une solution existe néanmoins à la chute de popularité du Président: la cohabitation. Mise à part l’élection ou la réélection, la seule et unique solution qui a fonctionné depuis 1981 est en effet l’installation d’un Premier ministre issu de l’opposition. Chirac sous Mitterrand en 1986, Balladur sous Mitterrand en 1993 et Jospin sous Chirac en 1997. Trois cohabitations durant la Ve République. Trois remontées dans l’opinion.

Nicolas Sarkozy s’en inspira-t-il? Le cas de figure n’apparaît que très peu probable, particulièrement avec l’instauration du quinquennat. Bien que les tensions entre les deux têtes de l’exécutif se fassent de plus en plus nombreuses, chacun loue publiquement les qualités de l’autre et souligne la complémentarité. Le Président n’entend pas même changer de Premier ministre dans l’immédiat, ni dissoudre l’Assemblée nationale. Au risque de devenir le chef de l’état de disgrâce.

29/04/2008 - 16:43h Medo

Mariza

29/04/2008 - 15:39h De serristas para alckministas: Lembranças

PAINEL – FOLHA DE SÃO PAULO

Arquivo.

Para ativar a memória dos covistas indignados diante do aliança Kassab-Quércia: em 1994, quando teve de encarar um segundo turno contra Francisco Rossi, o então candidato a governador Mário Covas pediu e obteve o apoio de Paulo Maluf.

29/04/2008 - 15:14h Turismo Sustentável & Infância

turismo_sexual.jpgO papel do MTur, por meio do Programa Turismo Sustentável & Infância, é o de agir na prevenção e enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nos equipamentos do turismo.

Somando as ações de 2006 e 2007, ao todo, foram sensibilizadas em todo o país, por meio de seminários e palestras, 57 mil pessoas da cadeia produtiva do turismo para agir contra a exploração, evitando que ocorram em suas dependências e denunciando casos para averiguação e devidas providências.

E o salto de qualidade que estamos dando à ação do MTur pode ser conferido na implantação do Projeto Piloto na cidade de Fortaleza, onde estão sendo qualificados 300 jovens em situação de vulnerabilidade social para inclusão no mercado de trabalho junto aos segmentos do turismo. Essa iniciativa faz parte de um convênio assinado entre o Ministério e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) e conta com 46 parceiros, entre governo, iniciativa privada, organizações internacionais e não-governamentais. O projeto em Fortaleza foi apresentado para representantes da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Após a implantação na capital cearense, o projeto deverá ser expandido a outras cidades brasileiras.

O MTur também tem apoiado projetos dos estados em campanhas de comunicação que advertem a população e turistas que exploração sexual de crianças e adolescentes é crime, estimulando denúncias pelo Disque 100. No Amazonas, por exemplo, o MTur atuou, durante a Festa de Parintins, maior manifestação cultural da localidade. Também houve ações em festas regionais: Caruaru (PE), Campina Grande (PB) e Parada Gay (SP). Mais um trabalho se desenvolveu durante os Jogos Pan-Americanos (RJ).

E, por fim, informo que foram aprovados 28 Convênios, no exercício de 2007, totalizando R$ 4,4 milhões de investimentos em materiais informativos e campanhas de sensibilização nos estados. Houve trabalhos em comunidades, ações públicas de sensibilização, atuando junto a escolas e famílias. Também há pesquisas que hoje estão em andamento para diagnosticar a extensão da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.

Assessoria de Imprensa do MTur

29/04/2008 - 13:24h Alckmin também queria Quercia

Monica Bergamo – Folha de São Paulo

Uai!
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“Mas ele queria o meu apoio político, uai!”, diz o ex-governador Orestes Quércia sobre o desejo de Geraldo Alckmin (PSDB-SP) de se caracterizar como “anti-Quércia” na sucessão municipal. O ex-governador vai além. Diz que Alckmin foi “o primeiro” que sugeriu que Quércia fosse candidato ao Senado apoiado por tucanos em 2010. Em vão. O ex-governador acabou fechando acordo com o prefeito Gilberto Kassab (DEM-SP).

AMNÉSIA
Quércia dá detalhes das conversas com Alckmin: “Eu estive no escritório dele, eu fui lá. E ele mandou o [deputado federal] José Aníbal [do grupo de Alckmin] falar comigo. Fiquei muito honrado”. Já com o governador José Serra (PSDB-SP), tido como um dos “padrinhos” do acordo Quércia-Kassab, o ex-governador diz que conversou. “Mas não me lembro direito sobre o quê”.

PALAVRAS, PALAVRAS
Já José Henrique Reis Lobo sai em defesa de Serra: “Ele não articulou esse acordo com o Quércia. Acreditar nisso é acreditar numa premissa absolutamente equivocada, a de que Serra não apóia Geraldo Alckmin. E ele viajou a Boston no ano passado comigo especialmente para encontrar o Geraldo e garantir que o apoiaria caso fosse candidato a prefeito”, diz Lobo. “Não tenho razão para duvidar da palavra dele.”

29/04/2008 - 13:18h Vírus comuns ligados ao câncer de pulmão

Broncoscopia; el dibujo muestra un broncoscopio insertado a través de la boca, la tráquea y el bronquio, hasta el pulmón; los ganglios linfáticos a lo largo de la tráquea y los bronquios, y el cáncer en un pulmón. El recuadro muestra al paciente acostado sobre una camilla mientras se le realiza la broncoscopia.

HPV e sarampo facilitariam a evolução da doença

Pesquisadores encontraram evidências que dois tipos comuns de vírus podem estar por trás de alguns casos de câncer de pulmão: o papiloma vírus humano (HPV), já conhecido como a causa do câncer cervical, e o vírus do sarampo. Os resultados, apresentados na Conferência Européia de Câncer de Pulmão, em Genebra, são preliminares. Embora o fumo seja a principal causa do câncer de pulmão, a descoberta pode levar a novas formas de tratamento e prevenção da doença.

Alguns tumores teriam origem viral

O trabalho foi conduzido, em parte, pelo pesquisador Samuel Ariad, do Centro Médico de Soroka, em Beer Sheva, Israel. Samuel e sua equipe analisaram tumores em 65 pacientes.

Eles encontraram proteínas do vírus do sarampo em cerca de metade das amostras coletadas.

Trata-se da primeira evidência que sugere uma ligação entre esse vírus e o câncer de pulmão. O pesquisador israelense já havia publicado estudos ligando o vírus do sarampo com um tipo de câncer linfático.

Por sua vez, a equipe de Arash Rezazadeh, da Universidade de Louisville, no Kentucky, EUA, analisou 23 casos de câncer de pulmão. Em cinco amostras foram encontrado traços genéticos do vírus HPV.

Apesar de os vírus serem associados com câncer de pulmão em pelo menos 20% dos casos, ainda não há evidências diretas que eles sejam a causa da doença. Mas segundo especialistas, a idéia de que vírus possam contribuir para alguns tipos de câncer é bastante plausível.

Há casos conhecidos. Além da ligação entre o HPV e o câncer cervical, infecções crônicas pelos vírus da hepatite B e C contribuem para o câncer do fígado. Já a bactéria Helicobacter pylori tem sido associada com o câncer de estômago.

Recentemente, pesquisadores descobriram seqüências de vírus no genoma das células de um dos mais agressivos tipos de câncer de pele, o chamado carcinoma de Merkel, embora ainda não esteja claro como ou se ele contribui para o surgimento da doença.

Acredita-se também que um vírus semelhante ao que causa câncer de mama em camundongos possa estar ligado ao surgimento do mesmo tipo de câncer em humanos.

— Temos razões suficientes para acreditar que existem alguns tumores com origem viral — salienta Denise Galloway, do Centro de Pesquisas para o Câncer Fred Hutchinson, em Seattle.

Os dois estudos, porém, deixam várias questões em aberto. O grupo de Ariad especula que o vírus do sarampo pode não estar na raiz do surgimento do câncer de pulmão, mas, de alguma forma, facilitaria a evolução da doença.

— O problema é que só temos especulações.

Não podemos injetar o vírus nas pessoas para um teste — diz Dusty Miller, do Centro de Pesquisas para o Câncer Fred Hutchinson.

— Por isso, estabelecer uma real ligação entre vírus e o câncer de pulmão pode levar anos.

Fonte O Globo

29/04/2008 - 12:30h Alckmin se lança candidato de um PSDB dividido

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Esperando o apoio de Serra 

(…)

Divisão
A manifestação pública de Alckmin aconteceu ao final de mais um dia tenso nos bastidores do partido, marcado até por bate-boca na Executiva Estadual. Mesmo à noite, após deixar um evento dos tucanos em apoio à aliança com o DEM, o secretário de Esportes da capital, Walter Feldman (PSDB), foi claro: “Estatutariamente, quem decide é a convenção. Para nós, a batalha continua”.
A candidatura de Alckmin na Executiva foi definida por unanimidade. “Está fechado. O Geraldo é o candidato da Executiva. Está mais do que evidente que é isso o que o partido deseja”, disse José Henrique Reis Lobo, presidente municipal da sigla, afirmando ter participado de 40 reuniões para a decisão.
No dia 5, Lobo apresentará ao diretório o nome de Alckmin como candidato da Executiva. Caberá ao diretório homologar o nome para submetê-lo à convenção. Quem quiser desafiar Alckmin deverá reunir 5% das assinaturas de filiados até 72 horas antes da convenção.
Apesar dos apelos de Lobo por um cessar-fogo, até mesmo contra Serra, a batalha continua. Ontem, os alckmistas reivindicaram a presença do candidato em oito das 18 inserções a que o partido tem direito em maio. O secretário de Comunicação, Raul Christiano, alegou que não há condições de produzir 40 diferentes programas até segunda-feira. Nova briga. (…)

do artigo da Folha de São Paulo: Alckmin abre campanha e diz esperar ajuda de Serra 

29/04/2008 - 10:35h O Pacto pelo Rio Grande e a fraude no Detran

Blog RS URGENTE

Lançado em 2006, o Pacto pelo Rio Grande nasceu com a promessa de construir “uma agenda mínima de ações/soluções voltadas para o enfrentamento da crise estrutural do Rio Grande do Sul”. Coordenado pelo deputado Cezar Busatto (PPS), atual chefe da Casa Civil do Governo Yeda Crusius (PSDB), o Pacto contratou uma equipe de 21 consultores, vários deles ligados à Pensant e a Fundae, empresa e fundação acusadas de envolvimento na fraude do Detran que lesou os cofres públicos em, pelo menos, R$ 40 milhões.Na noite desta segunda-feira, na CPI do Detran, a advogada Denise Nachtigall Luz, esposa de Ferdinando Fernandes (da Pensant), admitiu que também trabalhou como consultora do Pacto. E reclamou que até hoje não recebeu os honorários pelo serviço. Indagada pelo deputado Fabiano Pereira (PT) sobre quem a havia contratado, por quanto e para fazer o que, a advogada (também indiciada pela Polícia Federal) se deu conta de que tinha falado demais, gaguejou e calou-se.O deputado Paulo Azeredo (PDT) afirmou que dos 21 consultores que trabalharam no Pacto, pelo menos 8 deles já foram indiciados pela Polícia Federal na Operação Rodin. O principal resultado concreto do Pacto foi o lançamento de um livro, no dia 13 de novembro de 2006. Intitulado “Pacto – Compromisso de todos – Jogo da Verdade – Crise estrutural e governabilidade do Rio Grande”, o livro foi assinado por Cezar Busatto e pelo jornalista José Barrionuevo.

Na noite do lançamento, Barrionuevo deu o seguinte autógrafo para José Fernandes, dono da Pensant, também indiciado pela Polícia Federal: “Prezado José Fernandes, meu bruxo: este livro e o Pacto não existiriam sem o teu apoio e as tuas luzes. Vamos juntos nesta caminhada. Viva a Pensant!”. O atual chefe da Casa Civil do governo gaúcho também fez uma dedicatória especial ao dono da Pensant: “Caríssimo José Fernandes, o Pacto tem uma marca indelével da tua competência, sabedoria, compromisso público! Obrigado por tudo! Vamos continuar trabalhando juntos pelas boas causas! Forte abraço, Cezar Busatto”. O site da Fundae continha um rasgado elogio ao livro de José Barrionuevo e Cezar Busatto. Depois da Operação Rodin, o elogio foi apagado e, mais tarde, toda o site foi tirado do ar.

Algumas questões permanecem sem resposta neste episódio: Quem contratou a Pensant e a Fundae para trabalhar no Pacto? O que elas faziam exatamente? Quanto foi pago e quem pagou? Com a palavra o chefe da Casa Civil.

Marco Aurélio Weissheimer

29/04/2008 - 09:33h Metrô ignorou conselhos técnicos

Relatórios sugeriam escavações mais profundas, o que reduziria a possibilidade de desabamentos no local

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Eduardo Reina e Bruno Tavares – O Estado de São Paulo

A Companhia do Metrô desconsiderou recomendações técnicas que dariam mais segurança às escavações da Estação Pinheiros da Linha 4-Amarela. Por causa de problemas no solo na região, dois relatórios obtidos pelo Estado indicavam necessidade de obras mais profundas que as realizadas. Isso, porém, atrasaria a inauguração em seis meses e demandaria novos gastos, não só durante a obra como também após a abertura da estação, incluindo mais lances de escadas rolantes e maior uso de energia elétrica. A estação foi escavada a 30 metros de profundidade, quando o ideal, conforme especialistas, seria de 35 a 45 metros. Isso reduziria a possibilidade de desabamentos no local, como o ocorrido em 12 de janeiro de 2007, que deixou sete mortos.



O Metrô alega que a elaboração do projeto que poderia rebaixar a cota é de responsabilidade do Consórcio Via Amarela – formado pela OAS, Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão, Andrade Gutierrez e Alstom (leia texto ao lado). Segundo a companhia, a determinação final sobre a construção caberia aos empreiteiros.

“O projeto teve várias etapas e mudaram as cotas (a profundidade). Na última mudança, ela subiu, deixando a linha e a estação mais rasas”, explicou o engenheiro Roberto Kochen. Diretor do Departamento de Engenharia Civil do Instituto de Engenharia, ele participou entre 1993 e 2002 da elaboração dos projetos da Linha 4. Segundo ele, a tendência hoje no mundo é trabalhar com escavações mais profundas, que afetam menos a superfície – incluindo edificações e galerias de água e esgoto – e evitam problemas com surpresas geológicas. “A execução fica mais segura. Mas também amplia os gastos”, explica.

Em 2001, após reelaboração do projeto básico e da análise das seções geológicas do trajeto da Linha 4, feita pelas empresas Figueiredo Ferraz, Maubertec e Noronha, foram alterados não só o traçado como também o chamado greide – projeto em perfil longitudinal – da Estação Pinheiros. A modificação tomou como base a revisão dos estudos geológicos e geotécnicos feita pelo Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), contratado pelo Metrô em 1997. Engenheiros explicam que calcular o greide significa definir qual deve ser a profundidade da obra.

Num relatório feito pela Themag Engenharia em 21 de maio de 2005, sobre as condições geológicas do lote 2 e implicações para a escavação, Luiz Ferreira Vaz, responsável técnico, e Tarcísio Barreto Celestino, engenheiro responsável, ressaltaram que a avaliação do comportamento do maciço de rocha sob a Linha 4 e bibliografia especializada apontavam que as condições geológicas do lote 2 poderiam resultar em “colapsos da frente de escavação”.

Um parágrafo adiante, recomendavam que a escavação fosse mais profunda e indicavam “avaliação de métodos alternativos de escavação, mais adaptados às novas condições geológicas do lote 2, reveladas pelos estudos adicionais”.

“No caso da Linha 4-Amarela, uma profundidade ideal do ponto de vista da construção dos túneis e das estações poderia ter sido cerca de 35 a 45 metros abaixo da superfície”, explicou Nick Barton, autor de outro estudo. “Isso não removeria a possibilidade de encontrar argilas, mas teria reduzido bastante a freqüência de tal ocorrência. Em tal profundidade, a construção dos túneis e das estações seria a partir de cotas subterrâneas e as escadas rolantes teriam de ser maiores.’