Olha aí o novo cartão postal da Cidade


Os testes de iluminação da Ponte Estaiada Jornalista Octavio Frias de Oliveira,
que ligará a Marginal do Pinheiros à Av. Jornalista Roberto Marinho, Zona Sul, foram feitos ontem à noite.
A inauguração da obra está prevista para 10 de maio (foto José Patrício)

 

A Ponte Estaiada é o novo cartão postal de São Paulo. Nada como um dia depois de outro. A ponte da Marta era “um absurdo”, “desnecessaria”. Serra-Kassab chegaram a suspender a obra durante um ano tendo que pagar multa depois. As infâmias e ataques, também rejeitados pela justiça e, neste caso, até pela própria administração municipal, eram moeda corrente. Hoje o Jornal da Tarde a erige no novo cartão postal da cidade.

Ela destrona outra obra de Marta, a fonte de Ibirapuera. Outrora acusada de poder infectar o público e de atrapalhar o trânsito, a fonte já foi utilizada como fundo para os programas da rede Globo.

fonte_ibirapuera1.jpg

E para vocês?

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9 COMENTÁRIOS PARA "Olha aí o novo cartão postal da Cidade":

Comentado por rafael em 26/04/2008 - 00:44h:

Desculpe favre, mas a ponte para mim continua sendo faustosa e desnecessaria, um rio de margens tão proximas não demanda uma estrutura deste porte a ponte poderia perfeitamente ser feita da maneira tradicional por colunas de sustentação(como são todas as outras no rio pinheiros), sairia alguns milhoes mais barato, e levaria menos tempo para ser construido.

ai podem vir com o argumento ”mas a ponte não existe apenas por motivos praticos, é tambem um cartão postal isso demanda dinheiro mesmo”, OK, mas na minha opinião, uma cidade quando resolve se ”dar um presente”, é porque existe a demanda sentimental na cidade por uma especie de trofeu que possa expressar em forma de monumento uma conquista desta mesma cidade.

ironicamente esta para se inaugurar um ”monumento” justamente relacionado ao transito, area em que temos muito pouco a comemorar, gastando milhoes e milhoes, dinheiro que poderia ter agilizado as obras do metro, instalado farois inteligentes, construido corredores de onibus, e por ai vai.

mais ironico ainda ,agora se pretende remover favelas do entorno para não ”atrapalhar” a bela paisagem que esta obra paga com dinheiro publico gera aos motoristas de passagem (motoristas ja que andar a pé definitivamente não é atividade para a região da berrini).

não seria mais decente usar o dinheiro para a construção de moradias dignas a essas pessoas? dificil não se indignar ao passar pelo rio pinheiro e observar tamanho contraste, se ja ficamos incomodados com um predio como o da Daslu (empreendimento privado) ao lado de favelas e crianças abandonadas, que dira quando vemos um ”cartão postal”pago com dinheiro publico ao lado de um amontoado de barracos.

a fonte do ibirapuera é completamente diferente 1: foi feita com dinheiro privado do pão de açucar, ponto pra marta. 2: foi inalgurada no aniversario de 450 anos da cidade, ajudando a eternizar a data, algo absolutamente justificavel.

essa ponte estaiada se foi feita com o objetivo de melhorar o aspecto urbano da região, deveria ter contado com um fundo mantido pelas varias empresas daquela região para ajudar a custear a obra, ou um patrocinador, porque não a propria folha de são paulo?? , ja que a tal ponte será batizada com o nome do fundador do jornal?

não quero fazer o papel do chato, mais essa obra é uma sucessão de inversão de valores que dói. é o monumento em homenagem a nossa total falta de escrupulos e carencia de projetos de cidade.

foi o ponto baixo da gestão marta, que ainda cometeu o grave erro de batizar a av. aguas espraiadas de ”DOUTOR(??) roberto marinho” GRANDE HOMEM!!

Comentado por rafael em 26/04/2008 - 10:11h:

participaram da inalguração das luzes na ponte: Hege camargo, Ivete Sangalo, presidente da Phillips Paulo Zottolo, Nizan Guanaes publicitario.

so faltou a presença de joão Doria, ai sim o movimento Cansei estaria de time fechado! E LAIA

Comentado por Luis Favre em 26/04/2008 - 12:52h:

Rafael, permita-me discordar. Começarei pela sua sugestão “se essa ponte foi feita para melhorar o aspecto urbano da região, deveria ter contado com um fundo mantido pelas várias empresas daquela região para ajudar a custear a obra”. Pois é, a obra foi interiamente financiada pelas empresas da região com a compra dos titulos do CEPAC, sem um tostão do orçamento municipal.
Segundo, esse dinheiro só pode ser usado, por lei, na própria região da “operação urbana”sustentada pelo CEPAC.
Terceiro, no projeto original de Marta Suplicy a favela deixaria lugar a habitação popular, moradias financiadas com o mesmo fundo.
Quarto, a obra é necessária para melhorar o fluxo de veículos na marginal, permitindo a passagem direta para a zona sul. Ela será complementada com a prolongação da Av. Roberto Marinho, permitindo o acesso a Imigrantes e Anchieta, como alternativa a Av. bandeirantes.
Quinto, uma obra deve contemplar sim a beleza e o aprimoramento visual e não só a praticidade.
Sexto, quem escolhe o projeto é um júri de especialistas, arquitetos, urbanistas.

Espero contribuir com minha opinião a reflexão de todos sobre estas questões. LF

Comentado por rafael em 26/04/2008 - 19:46h:

Conheço o método do CEPAC Luis, foi o mesmo que possibilitou a construção dos túneis da rebouças e faria lima. Mas ainda que tenha sido utilizado nessa obra, no que consta (espero estar errado),30% do custo dela foi gasto com dinheiro do orçamento da prefeitura, de um total de 230 milhoes e não inteiramente financiada pelas empresas e empreendimentos da região; é um volume enorme de dinheiro que não compete com uma cidade cheia de ‘nós’ e demandas dos mais variados tipos .O recurso anual destinado pela Secretaria de Infra-Estrutura a investimentos no município soma apenas R$500 milhões na cidade inteira, é uma questão de prioridade.

Ainda que reconheça a boa engenharia gerada pela criação do CEPAC para se levantar dinheiro para novos invetimentos, a prioridade e relevancia do destino dos mesmos recursos é questionavel, primeiro porque no caso da Berrini, eu mesmo não vejo nenhum tipo de ação pela remoção das familias que vivem em pequenas favelas ali com a construçao de moradias dignas em outros lugares (o que deveria estar ocorrendo com o recurso do fundo), segundo porque, mesmo que o dinheiro só possa ser usado naquela região delimitada, soluçoes mais pertinentes poderiam ter sido pleiteadas, como contribuiçaõ para a construção de uma nova linha de metro da zona sul para a região central, essa sim é uma demanda urgente na cidade, muito maior que o pequeno alivio no transito que a tal ponte possa gerar.

Uma nova linha de metro (extensão da linha lilas, que hoje so vai ate o largo treze) em direção ao itaim ou ibirabuera se faz urgente principalmente para quem trabalha na região da berrini e tem de enfrentar um transito caotico, como tambem para quem trabalha na região central e mora em santo amaro, assim como ajudaria a desafogar a linha azul do metro e o trem da CPTM na marginal pinheiros, que hoje no horario de pico funcionam absolutamente lotados.
o dinheiro do CEPAC não poderia sozinho construir uma linha de metro , mas contribuiria muito, e corresponderia perfeitamente a exigencia das empresas pelo investimento em infraestrutura urbana na região, ja que o transito é hoje o maior tormento de quem trabalha em são paulo e demanda agilidade, o dinheiro vindo do CEPAC não pode servir para ”obras bonus”, sem nexo com demandas ja estabelecidas.

Quanto a beleza ,aprimoramento visual, concordo plenamente, no entanto ela se torna muito mais ‘beleza’ e ‘aprimorada’ quando aliada a funcionalidade simbolo da obra,urbanisticamente falando, dai vem a beleza de modernas estaçoes de metro, de belos centros culturais como o auditorio do ibirapuera ou o mercadão de são paulo, é dai que vem tambem a beleza maior dos CEUs, vem da função.

obrigado pela atenção.

Comentado por claudio em 27/04/2008 - 16:15h:

Caro rafael, pelo que sei a obra foi paga totalmente com recursos da operação urban agua espraiada, sobre as favelas o programa de obras da operação preve que a proxima obra e remoção das favelas com a construção de habitação popular, inclusive se faz necessário para continuar a aveninda até a imigrantes.

Comentado por alex severianni em 28/04/2008 - 18:49h:

Para mim isso prova que Marta tem que voltar a Prefeitura de Sampa!
Se tudo que ela fez de errado ontem é certo hoje, como não votar nela novamente?

Comentado por Residencial Vladimir Herzog, de frente para a praça, de costas para a televisão « apocalipse motorizado em 08/05/2008 - 17:53h:

[...] Estratégico. Além do Estilingão, a diretriz urbana aprovada durante a gestão municipal de Marta Suplicy previa também a construção de 8500 unidades  para substituir as favelas [...]

Comentado por André Pasqualini em 08/05/2008 - 20:17h:

Eu não acho essa ponte bonita, ela é só grande, um grande monstro de concreto, poderíamos dizer que é um monumento ao “Lego” gigante. Mas gosto é gosto e não se discute.

Trabalho na região da Berrini e passo todos os dias pela região. De carro ela só será util, de domingo ou a noite e mesmo assim vai fazer eu economizar uns 2 minutos (e não 45 que um secretário informou) tempo que eu perderia para acessar a Berrine e depois a ponte do morumbi.

Em dias normais e no horário de pico só vai servir para entupir de carros as ruas do Brooklin para que os motoristas da região da Berrini possam acessar a ponte. O pior que os motoristas vão pegar congestionamento logo no primeiro dia da ponte.

Vá as 18:00 da tarde para lá e veja como é a marginal sentido interlagos. Completamente parada desde a ponte Transamérica até a ponte do Morumbi.

As únicas pessoas que serão realmente beneficiadas são os motoristas que vão de carro do Morumbi até o Aeroporto.

Se a prefeitura usasse esse dinheiro para implantar um corredor de ônibus decente na Berrini, com esse dinheiro daria para fazer uma ligação desde o Ceagesp até a ponte do Morumbi. Hoje um ônibus leva 1 hora para percorrer o trajeto da Vila Olimpia até Globo. Ainda sobraria dinheiro para investir em construções dignas para o pessoal da Favela Jardim Edith e da outra favela que fica próxima do aeroporto.

Nada justifica essa obra e pode ter certeza que logo no primeiro congestionamento vou pegar minha bicicleta e ultrapassar uns 300 carros parados em cima da ponte com toda a segurança do mundo.

Se a Marta realmente ganhar, que ela pare de gastar dinheiro público para obras de carros, nem 30% da população tem carro e porque todos os políticos só sabem investir dinheiro neles? Chega, eu realmente CANSEI. (mas não sou do cansei)

Comentado por camila em 03/09/2008 - 14:31h:

esse saite e uma bobagem
eu qero uma coisa e vem outra

 

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