Governo Serra: pedágios mais caros a partir de julho. Aumento é o dobro da inflação

Pedágios vão subir 11,5% em média, em 1º de julho

É o maior reajuste desde 2004; contratos das estradas concedidas à iniciativa privada variam pelo IGP-M, mais que o dobro da inflação

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Daniel Gonzales – O Estado de São Paulo

Os pedágios em rodovias concedidas à iniciativa privada em São Paulo vão subir praticamente o dobro da inflação anual em 1º de julho. As tarifas de 91 praças das 13 empresas concessionárias de 41 estradas vão aumentar, em média, 11,52%, segundo a Agência Reguladora de Transportes do Estado (Artesp). Será o maior reajuste dos pedágios desde 2004.

O aumento corresponde a um cálculo com base na variação acumulada do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) entre junho de 2007 e este mês. A última variação que faltava para a composição do reajuste, a de maio, foi fechada anteontem: ficou em 1,61%.

No ano passado, o reajuste dos pedágios foi de 4,39%. Em 2005, ficou em 9,07% e, em 2004, o aumento foi de 7,04%. Apenas em 2006 houve variação negativa do índice e os pedágios baixaram em 0,32%.

TABELA

Ainda não está pronta a tabela com os valores exatos das novas tarifas, que só deve sair daqui a 15 dias e vem sendo calculada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Por enquanto, é possível fazer, apenas, projeções (mais informações nesta página). Por causa do arredondamento dos centavos, os reajustes de cada pedágio podem ser maiores ou menores do que o índice proposto. As tarifas variam apenas de 10 em 10 centavos.

O porcentual de aumento, segundo o coordenador técnico da Associação Nacional do Transporte de Cargas, Neuto dos Reis, é aplicado sobre uma tarifa quilométrica. Ela é diferente para as estradas que fazem parte de sistemas (como o Anchieta-Imigrantes) e para as que têm pistas duplas ou simples. “Para se chegar ao valor de cada pedágio, multiplica-se essa tarifa pela extensão, em quilômetros, do chamado trecho de cobertura de pedágio (TCP), que é diferente ao se considerar cada praça de pedágio, de cada rodovia.”

No caso de uma rodovia que foi duplicada ou estendida, por exemplo, o TCP será maior e, conseqüentemente, o pedágio pode subir mais que os 11,52%. Nas estradas em que o pedágio é cobrado em apenas um sentido, o total obtido é multiplicado por dois. “Estimo que o aumento nos fretes das cargas, que vai acabar chegando ao consumidor, ficará em torno de 3% diante desse aumento dos pedágios”, prevê Reis.

Os contratos de concessão das rodovias, segundo a Artesp, prevêem reajuste dos pedágios pelo IGP-M. Quando as concessões foram assinadas, o índice costumava ser inferior a outros indexadores de inflação, como o IPCA ou INPC. Mas, com o tempo, acabou ultrapassando os demais.

Assim, os pedágios sempre sobem mais que a inflação medida pelo IPCA, que no mesmo período foi de 5,29%, levando-se em conta a projeção desse índice para o mês de maio.

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2 COMENTÁRIOS PARA "Governo Serra: pedágios mais caros a partir de julho. Aumento é o dobro da inflação":

Comentado por Rozalvo em 31/05/2008 - 12:42h:

Favre me saltou aos olhos que justamente no box 13 estava sinal vermelho para passagem do pedágio. Não acredito que no 13 do PT ninguem passa!!!!!!!!!!

Comentado por Balanço de Maio - Blog do Favre em 02/06/2008 - 07:26h:

[...] não indicava que se tratava das estradas com pedágio do Estado de São Paulo, por isso coloquei Governo Serra: pedágios mais caros a partir de julho. Aumento é o dobro da inflação e não “Pedágios vão subir 11,5% em média, em 1º de julho”, como foi publicado no [...]

 

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