Un di felice, eterea
Placido Domingo e Teresa Stratas cantam o dueto de Alfredo e Violeta do primeiro ato da Traviata de Verdi.
Longa metragem dirigida pelo Franco Zefferelli.
Orquestra dirigida por James Levine
- Luis Favre
Placido Domingo e Teresa Stratas cantam o dueto de Alfredo e Violeta do primeiro ato da Traviata de Verdi.
Longa metragem dirigida pelo Franco Zefferelli.
Orquestra dirigida por James Levine
Luis Favre or Luiz Favre is the nom-de-guerre of Felipe Belisario Wermus (born 1949 Buenos Aires, Argentina). He was, as a young man, an Argentine union militant and member of Politica Obrera. Later he moved to France and became a leading member of the Internationalist Communist Organisation (OCI), a Trotskyist party in France, working especially in its international department. He moved to live in Brazil and is now a member of the PT.He is known to a broader public as the second husband of Marta Suplicy, ex-mayor of São Paulo and now a PT minister. Leia mais em Wikipedia.org http://en.wikipedia.org/wiki/Luis_Favre
Impeachment em Januária/MG pode acabar em pizza
O forno está ligado. Pode acabar em pizza nesta segunda-feira (05/05) o processo de impeachment do prefeito de Januária, Sílvio Joaquim de Aguiar (PMDB). O município de 65 mil habitantes fica na região Norte de Minas, distante 603 quilômetros de Belo Horizonte e é conhecido como um dos mais corruptos do Brasil. Nos últimos três anos e meio, a cidade já teve seis prefeitos.
Sílvio Aguiar é candidato à reeleição e foi denunciado à Câmara de Vereadores por uma militante de uma organização não-governamental de combate à corrupção. Ele é acusado de tentar usar um faxineiro do Hospital Municipal de Januária como “laranja” para o recebimento de R$ 1.190,00 em diárias. Ao receber a quantia, o faxineiro deveria repassá-la a uma das amantes do prefeito, que é sua colega de trabalho no único hospital da cidade. Tudo em conluio com o ex-secretário municipal de Saúde, Ademir “Paraguai” Batista de Oliveira, candidato a vereador acusado de lotar a área de saúde com cabos eleitorais selecionados através de processo seletivo fraudulento para que possam trabalhar em sua campanha.
Sem ouvir sequer uma testemunha ou colher qualquer prova capaz de desmentir ou confirmar o fato, o presidente da Comissão Processante criada pela Câmara Municipal, vereador Weber “Bibi” Abreu (Partido Progressista), se apressou em enterrar de vez o assunto. Correndo o risco de se transformar no mais novo pizzaiolo do Legislativo januarense, o parecer de Bibi, pelo arquivamento do caso, será votado na reunião extraordinária que a Câmara realiza nesta segunda-feira, a partir das 20 horas. O parecer pelo arquivamento contou ainda com a assinatura de outro integrante da CP, o vereador Mário Silvério Viana, o “Nego Viana”, do PSDB. O relator, vereador José do Patrocínio Magalhães Almeida, o “Zezé da Copasa”, do PT, foi voto vencido. Seu parecer é pelo prosseguimento dos trabalhos da CP. “Nessas horas, tenho vergonha de ser vereador”, afirmou Zezé da Copasa, que não esconde sua indignação com o que considera uma “traição” de Bibi.
Segunda-feira passada (28/04) Weber Abreu chegou a retirar o seu parecer. Cedendo à pressão de manifestantes que portavam cartazes e faixas pedindo o prosseguimento dos trabalhos da CP, o vereador Bibi chegou a afirmar da tribuna da Câmara que havia revisto sua posição e endossaria o parecer de Zezé da Copasa, favorável ao prosseguimento dos trabalhos. A reunião terminou por volta das duas horas da madrugada de terça-feira e 44 pessoas assinaram o livro de presença à reunião. Menos de seis horas depois Weber Abreu tornou a mudar de posição e manteve seu parecer pelo arquivamento do processo.
Bibi nega que tenha recebido qualquer vantagem indevida para patrocinar o sepultamento do processo que poderia levar à cassação do prefeito. Diz apenas que tem rivalidade com o atual presidente da Câmara Municipal, vereador Antônio Carneiro da Cunha, o “Tonheira”, do PSDB, e não gostaria de vê-lo substituindo a Sílvio Aguiar. Bibi não nega, porém, que negociou com o prefeito o atendimento de várias de suas reivindicações “que estavam paradas na Prefeitura desde dezembro”. Desde que a CP foi criada, o assédio a Bibi, Nego Viana e outros vereadores foi intenso. Nego Viana, que também assina o pedido de arquivamento do processo tem vários parentes trabalhando como contratados na Prefeitura de Januária, cuja permanência no emprego depende da benevolência do prefeito.
Abreu conta que recentemente esteve na residência do prefeito, para colher a assinatura dele em alguns documentos. Durante a conversa, percebeu que o prefeito estava muito preocupado com a denúncia. “Ele está cortando prego. Está com medo desse negócio de um tanto que ninguém é capaz de imaginar”, afirmou o vereador. Bibi disse que prefeito tentou conduzir a conversa para “uma solução rápida do problema” e sentiu que o prefeito pretendia lhe oferecer alguma coisa em troca da tal “solução rápida” do processo. A conversa, entretanto, não foi concluída, em razão da repentina chega do vereador Weber Oliveira, na presença de quem Silvio Aguiar teria passado a desconversar.
Segundo o vereador, Sílvio Aguiar também afirmou durante a conversa que o superintendente geral da Prefeitura, advogado Vandeth Mendes Júnior, estava preparando um documento “prá poder cancelar o negócio e resolver o problema de uma vez por todas”. Que documento era esse, o vereador não soube dizer.
A organização não-governamental de combate à corrupção denominada Associação dos Amigos de Januária (Asajan), está convidando presidentes de entidades de classe, empresários, dirigentes de associações e moradores em geral a comparecerem à reunião da Câmara Municipal nesta segunda-feira, para acompanhar de perto como votam seus representantes.
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Fábio Oliva
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