Até que em fim. Grupo Folha põe Alstom e PSDB no seu lugar

 

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FOLHA DE SÃO PAULO

 

EDITORIAL JORNAL AGORA SP (grupo Folha)

Suspeitas no Metrô

Uma investigação internacional sobre corrupção grossa no Metrô está deixando os tucanos paulistas de orelha em pé. Na ponta supostamente pagadora da propina está a Alstom, gigante multinacional que fabrica material de transporte. Na outra estariam autoridades brasileiras.

As investigações começaram na França e na Suíça e abrangem o período de 1995 a 2003. Correspondem aos governos de Mário Covas, que morreu em 2001, e de Geraldo Alckmin.

Uma das informações que vazaram da investigação, publicada pelo jornal americano “The Wall Street Journal”, é a de que a Alstom teria molhado a mão de autoridades estaduais com US$ 6,8 milhões para obter contratos de US$ 45 milhões com o Metrô.

A papelada produzida por promotores estrangeiros chegou ao Brasil, no Ministério da Justiça. Já se sabe que um conselheiro do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo teve relações bastante amigáveis com as causas da Alstom.

Mas a largura do propinoduto, bem como o número e a filiação dos beneficiários, parece ser maior. Fala-se em US$ 13,5 milhões enviados a empresas de fachada para corromper autoridades brasileiras nas áreas de atuação da multinacional.

Não faz sentido, diante de tamanho cheiro de falcatrua, que o governador José Serra e o ex-governador Alckmin atribuam tudo a uma jogada política da oposição. Age mal a bancada dos deputados governistas na Assembléia Legislativa, ao enterrar qualquer tipo de apuração sobre o escândalo. É preciso que a verdade venha à tona, doa a quem doer, com direito a CPI e tudo o mais.

FOLHA DE SÃO PAULO

Editoriais

Fatos e suspeitas

Revelações em torno do caso Alstom exigem investigação rigorosa, que o PSDB bloqueia com arrogância e impavidez

É O KIT dos petistas em atuação. Assim reagiu o governador de São Paulo, José Serra, diante das reações que o caso Alstom começa a provocar no ambiente político. Não que seu partido, o PSDB, seja contrário a investigar as suspeitas de irregularidade nos contratos da multinacional francesa com o Metrô e a Eletropaulo.

Não, de jeito nenhum. Serra prontificou-se a cooperar com as investigações, “se mais informações aparecerem, porque até hoje não apareceram”.

Num raro exemplo de convergência na cúpula peessedebista, o ex-governador Geraldo Alckmin acompanhou os trilhos da argumentação de seu notório rival. “Você tem suspeitas. Qual é o fato? Eu acho que nós vivemos um período em que se quer confundir a opinião pública.”

Confunde-se a opinião pública, é certo. A confusão começa quando Alckmin dissocia “fatos” de “suspeitas”. Há vários fatos. E são esses fatos que despertam suspeitas a respeito das tão propaladas qualidades gerenciais e éticas do tucanato paulista.

Em maio deste ano, um órgão de imprensa insuspeito de petismo, “The Wall Street Journal”, publicou a notícia de que a Alstom gastou US$ 6,8 milhões em propinas para ganhar licitação com o Metrô de São Paulo.

Cerca de R$ 13 milhões foram repassados pela Alstom, segundo dados do Ministério Público da Suíça (tampouco um órgão conhecido por ter petistas infiltrados em seus gabinetes), a empresas de fachada, de modo a azeitar as engrenagens do sistema.

Uma das empresas, segundo as autoridades suíças, pertence a um colaborador próximo de Robson Marinho. Este foi coordenador da campanha eleitoral de Mário Covas e chefe da Casa Civil de 1995 a 1997, em seu primeiro mandato. Marinho é hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

O conselheiro admite ter tido suas despesas pagas pela Alstom quando viajou à França para assistir aos jogos da Copa do Mundo de 1998. Foi também, no âmbito do TCE, o único defensor da prorrogação, por dez anos, de um contrato do Metrô com a empresa, previsto para durar três anos apenas.

Eis alguns fatos suficientes para justificar a mais rigorosa investigação. O governador José Serra declarou seu interesse em empreendê-la. Terá provavelmente esquecido de avisar seu líder na Assembléia Legislativa, o deputado Barros Munhoz. A sólida base tucana rejeita a criação de uma CPI para o caso.

Sem dúvida, é o “kit PSDB” que está operando, com especial eficiência, numa Assembléia Legislativa desfibrada por longos anos de governismo. É também o “kit PSDB” que, com impavidez a toda prova, se vende para a opinião pública como exemplo de modernidade gerencial.

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5 COMENTÁRIOS PARA "Até que em fim. Grupo Folha põe Alstom e PSDB no seu lugar":

Comentado por Carlos Esteves em 06/06/2008 - 10:08h:

“As investigações começaram na França e na Suíça e abrangem o período de 1995 a 2003. Correspondem aos governos de Mário Covas, que morreu em 2001, e de Geraldo Alckmin.” Esta bomba vai estourar no colo daquele que quer porque quer ser candidato a prefeito pelo PSDB, contra a vontade dos serristas. Isto para mim explica a entrada da Folha e do Estadão no caso.

Comentado por rafael j em 06/06/2008 - 14:32h:

não basta apenas um editorial , se o próprio jornal não se dedica a investigar o caso e manter a opinião publica informada ponto a ponto como alias sempre fazem quando surge uma suspeita qualquer no plano federal. Para mim isso parece mais uma tentativa de limpar a imagem do jornal depois de tentas puchadas de orelha, assim a Falha de são paulo pode se abster de uma cobertura mais profunda.

tem que ficar de olho.

Comentado por Giovanna em 07/06/2008 - 16:46h:

Na verdade essa “palinha” da Folha é só um recado do SERRA pro XUXU! Esse é o estilo SERRA de fazer política, né ROSEANA? Dado o recado, duvido que Folha, Globo, Veja, Isto É, etc. cubram com vontade e honestidade o assunto! Não vamos fazer festa que o negócio não é bem limpar imagem não RAFA, eles não tão nem aí, é só mais um servicinho pro SERRA/KASSAB.

Comentado por JUNIOR em 18/01/2009 - 11:13h:

Bomba-relógio para SERRA /PSDB

O caso Alstom pode ser ‘pedra no sapato’ de JOSE SERRA/PSDB. Parte das investigações do MP mira o período que o tucano governa o Estado. Alguns PETISTAS ironizam o tucano, alegando que ele pode ser chamado de “JOSE SERRA ALSTOM”.
SERRA nega irregularidades e diz que deve haver apuração. Mas, ao mesmo tempo, se manifestou contra CPI do caso na Assembléia.

PQ SERA EM SERRA? PQ SERA EM TUCANOS ?

Comentado por Claudio Rocha em 18/02/2009 - 01:23h:

cartilha do sr. Jose Serra digo PSDB, arrasar para reconstruir ao seu jeito, rachar para enfraquecer e, principalmente, desvalorizar para “vender

 

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