Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora
TCM vê falhas em contrato de R$ 108 mi feito pela prefeitura
Tribunal de Contas do Município aponta irregularidades em contrato de serviço de ressonância magnética que não funciona
Serviço foi contratado há dois anos e três meses na gestão Serra, mas até agora Kassab não construiu setor para o equipamento funcionar

CONRADO CORSALETTE – FOLHA DE SÃO PAULO
DA REPORTAGEM LOCAL
A Prefeitura de São Paulo assinou em março de 2006 contrato para a instalação de um aparelho de ressonância magnética, o primeiro da rede municipal, no hospital de Campo Limpo, na zona sul. Pelo acordo, isso deveria ocorrer até o início de 2007. O aparelho, porém, ainda está num depósito: a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) não fez as obras necessárias para instalá-lo.
O caso serviu de base para que o TCM (Tribunal de Contas do Município) considerasse irregular o contrato da prefeitura com a empresa, a Amplus.
O contrato prevê o pagamento de cerca de R$ 108 milhões por serviços de diagnóstico por imagem (ressonância, tomografia, raio-X, ultra-som, entre outros) em hospitais e postos de saúde da rede municipal, por 36 meses. Além dos equipamentos, a contratada precisa fornecer funcionários.
Dois anos e três meses após o início do contrato, assinado na época em que José Serra (PSDB) era prefeito, a Secretaria Municipal da Saúde trabalha com um novo prazo para que o aparelho funcione em Campo Limpo: 30 de setembro. As obras para adequar o hospital, que devem custar cerca de R$ 500 mil, não começaram.
O exame de ressonância magnética é um dos mais eficazes no diagnóstico de doenças, principalmente as do sistema nervoso. Por mês, cerca de 6.500 pacientes atendidos na rede municipal precisam realizá-lo. Como nenhum hospital da prefeitura tem o equipamento, eles são encaminhados para a rede estadual ou para outras unidades conveniadas ao Sistema Único de Saúde.
A secretaria afirma que a Amplus também realiza tais exames em seus laboratórios para atender à demanda -cerca de 850 dos 6.500 mensais.
A pasta sustenta que não há prejuízos à população pela não-instalação. A empresa, que comprou o equipamento por cerca de US$ 130 mil (cerca de R$ 208 mil), diz que ele está guardado de forma adequada.
Outras irregularidades
O TCM apontou outras irregularidades. A primeira delas é a forma pela qual a empresa foi escolhida. Por maioria, os conselheiros consideraram que o pregão, em que os empresários dão lances para ver quem cobra menos, não deveria ter sido usado num contrato de valor tão grande, superior a R$ 100 milhões. Em casos assim, avaliaram, é necessário uma concorrência pública, processo mais complexo de licitação.
Em auditorias feitas de janeiro a fevereiro do ano passado, os técnicos do tribunal constataram que não havia distinção entre os serviços prestados por funcionários da prefeitura e pelos contratados da empresa para atuar nos hospitais e nos postos de saúde. O manual de procedimentos, previsto em contrato, não existia.
A informatização do sistema, que permitiria a um médico de um hospital consultar, por exemplo, o resultado de uma tomografia feita por um paciente em outra unidade, estava apenas parcialmente em funcionamento na época.
O tribunal ainda considerou brandas demais as penalidades previstas em contrato, sugerindo que a empresa poderia estar sendo beneficiada no acordo.
Depois da sessão do dia 11 deste mês, em que as irregularidades foram apontadas, o tribunal decidiu realizar novas auditorias no contrato. A decisão final do órgão deve ser divulgada nas próximas semanas.
5 COMENTÁRIOS PARA "Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora":
Esta empresa tercerizadora amplus esta enganando a todos recebe milhoes do governo e não presta um cerviço de qualiadade, Sr deputados. precisa de uma CPI a metade do dinheiro repassado para a emp. AMPLUS esta sendo usada nas campanha politica do kassab e serra
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[...] rede municipal é encaminhado para hospitais geridos pelo Estado.Ver também sobre o mesmo assunto Prefeitura SP mostra descaso com a saúde e joga dinheiro fora Tags: contratos, DEM, diagnóstico, Hospitais, Kassab, laboratórios, Municipais, Prefeitura SP, [...]
Bom dia SR.
O que a prefeitura não fiscaliza.
Prefeitura contrata (AMPLUS)amplus contrata outra empresa prestadora de serviço que contrata “tec.raio-x ,tec.tc,tec.RN,medicos etc. detalhe não REGISTRA nenhum dos profissionais.
E paga 7 reais a hora para um tec.raio-x .E o prefeito ainda defende tudo isso não entendo o porquê?????
Obs.: O hosp. campo limpo é um deles e ainda tem 3salas de raio-x para atender toda a demanda interna e externa “É fácil construir um Hospital colocar mais de 40 médicos é querer que o setor de conta? SOCORRO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
PARA NÃO DEIXAR A ELITE SEM ÁGUA SABESP FAZ ATÉ “GAMBIARRA”
20/06/2008 – 09h02
Sabesp faz “gambiarra” para que obra não deixe o Jardim Paulista sem água
ARTUR RODRIGUES
RIVALDO GOMES
do Agora
A tubulação azul segue pela calçada, sobe em cima de muros, rodeia placas de sinalização, dependura-se nos semáforos e atravessa garagens lotadas de carrões importados no Jardim Paulista, na zona oeste de São Paulo.
A “gambiarra”, que desagradou a donos e clientes de estabelecimentos luxuosos na área, foi o jeito encontrado pela Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) para trocar a rede subterrânea de água de 16 ruas do bairro sem interromper o abastecimento.
Com isso, o fluxo de água no subsolo foi transferido para a tubulação aérea. “Isso aqui virou um favelão. Está parecendo a “Portelinha’”, reclamou a veterinária Michèle Sandrault, 39 anos. Segundo ela, além de tornar a vizinhança feia, a ação causa interrupções no fornecimento de água, o que prejudica seu serviço. “Na sexta-feira, tive de cancelar os banhos em animais. Algumas clientes ficaram furiosas”, disse.
As interrupções no abastecimento, segundo a Sabesp, têm pequena duração e devem-se a tarefas realizadas alternadamente em várias ruas.