JUSTIÇA

Argentina condena militar da ditadura a prisão perpétua

ARIEL PALACIOS – Agencia Estado

BUENOS AIRES – A Justiça argentina condenou hoje à prisão perpétua os responsáveis pelo “Massacre de Fátima”, denominação da maior matança da última ditadura militar argentina. Receberam a condenação o ex-diretor de Inteligência da Superintendência da Polícia Federal, delegado-geral Juan Carlos Lapuyole (um dos torturadores ligados ao Ministro do Interior da época, o general Albano Harguindeguy) e o delegado Carlos Enrique Gallone.O terceiro réu, o delegado Miguel Timarchi, foi absolvido.

O massacre consistiu na explosão com dinamite que matou 30 civis na madrugada do dia 20 de agosto de 1976 em um descampado em Fátima, distrito do município de Pilar, na Grande Buenos Aires.Os prisioneiros, 20 homens e 10 mulheres, foram levados de suas celas, na sede da Polícia Federal em Buenos Aires, até o descampado com os olhos cobertos por fita adesiva. Com as mãos amarradas nas costas foram colocados em cima de uma carga de dinamite e explodidos. O impacto provocou uma cratera de um metro de profundidade. Os restos mortais de apenas 16 pessoas puderam ser identificados.

La Masacre de Fátima es uno de los más crueles y aberrantes hechos cometidos por el gobierno militar.

El terrible genocidio ocurrió entre el 19 y el 20 agosto de 1976.

Al día de hoy se sabe que 30 personas que estaban detenidas ilegalmente en la Superintendencia de Seguridad de la Policía Federal -conocida como Coordinación-, fueron trasladadas en esa fecha hasta el kilómetro 62 de la ruta 8, en Fátima, Partido de Pilar. Allí se les disparó con un arma de fuego en la cabeza, y luego se hizo detonar un artefacto explosivo que esparció los cadáveres en un radio de treinta metros.Las víctimas identificadas en ése momento o al poco tiempo fueron: Inés Nocetti, Ramón Lorenzo Vélez, Angel Osvaldo Leiva, Alberto Evaristo Comas y Conrado Alzogaray. Con posterioridad gracias al trabajo del Equipo Argentino de Antropología Forense fueron identificados hasta la fecha: Susana Elena Pedrini de Bronzel, José Daniel Bronzel, Selma Julia Ocampo, Haydeé Rosa Cirullo de Carnaghi, Carmen Carnaghi, Norma Susana. Fontini, Jorge Daniel Argente, Horacio Oscar García Gastelú, Juan Carlos Vera, Carlos Raúl Pargas y Ricardo José Herrera Carrizo.

La identidad de los 14 restantes aún no fue determinada.

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