Nossa! quanto bla, bla, bla…
A frase não é, como você pensa, tirada do programa do PT. Ela foi pronunciada ontem por Alckmin para manifestar sua concordância com uma aspiração que Marta Suplicy começou a implementar em São Paulo durante sua administração: a descentralização e a participação popular.
Os organizadores do ato, onde Alckmin “incorporou” uma das realizações de Marta, prometem realizar uma campanha publicitária contra o “bla, bla, bla” de alguns candidatos.
Gilberto Dimenstein exulta de entusiasmo: “A campanha publicitária vai bater na tecla do fim da conversa fiada –ou seja, contra o blablablá. Os indicadores serão divulgados para que se popularizem meios de medir o desempenho do poder público. Nunca se fez nada parecido, em esfera local, no país. É reflexo do amadurecimento da democracia, do aprendizado da articulação comunitária e do cansaço com o caos paulistano –um caos que foi provocado pela conversa fiada dos políticos e, vamos reconhecer, baixa participação da comunidade.”
Precisamente, na cara dos representantes da ONG Nossa São Paulo e na frente da mídia, com a maior desenvoltura, o “gerentão” nos proporcionou um magnífico bla, bla, bla sobre os conselhos de representantes, as subprefeituras e a descentralização contra a qual seu partido lutou quando Marta era prefeita, que nunca implementou no governo estadual e que, no comando da prefeitura, procurou contornar, tanto na discussão da revisão do plano diretor, como passando por cima do conselho de representantes na saúde (para citar apenas dois exemplos).
Não teve nenhum jornalista que confrontasse o cinismo do autor da frase e que questionasse a contradição entre o bla, bla, bla é a prática do PSDB e do ex-governador. Ou seja a mídia continuará seu bla, bla, bla sobre a conversa fiada dos políticos e passará sob silêncio a desenvoltura do tucano.
De sorte que a combinação dois dois dará um interminável bla, bla, bla…
Luis Favre
Sem citar Kassab, Marta critica transporte e fala em ‘crise’
Em evento em SP, ex-ministra do Turismo cutuca atual prefeito, que aproveita para lembrar parceira com Serra
Andréia Sadi e Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br, e Carolina Freitas, da Agência Estado

SÃO PAULO - Os candidatos à Prefeitura de São Paulo Marta Suplicy, Gilberto Kassab e Geraldo Alckmin participaram nesta segunda-feira, 21, do evento Movimento Nossa São Paulo. Na cerimônia, os candidatos do PT, DEM e PSDB, respectivamente, apresentaram algumas propostas e aproveitaram para criticar ou elogiar outras gestões.Sem citar o nome do atual prefeito, a ex-ministra do Turismo fez duras críticas ao transporte público atual e disse que o setor em São Paulo passa por uma “crise”. “É preciso combater esta crise com soluções de curto, médio e longo prazo”.
Nos seus dez minutos de discurso, Marta aproveitou para comentar que, quando foi prefeita, gerenciou a cidade com menos recursos de que dispõe o prefeito. “Governei a cidade com R$ 9 bilhões no orçamento, e hoje o valor é de R$ 24 bilhões”, cutucou.
A candidata também criticou a estrutura de gestão da cidade e os empecilhos para o funcionamento dos conselhos de representantes e conselhos gestores. “Os conselhos estão muito impedidos de trabalhar”, afirmou. “Os transportes vivem uma situação de crise.” O atual prefeito Kassab mostrou-se incomodado, olhou para o lado oposto ao de Marta e coçou o queixo.
Indagada na entrevista, Marta apenas cobrou parceria tanto do presidente quanto do governador. “Espero que o governador Serra assim como o presidente Lula se tornem grandes parceiros se conseguirmos a eleição.”
Questionado sobre as menções, Geraldo Alckmin (PSDB), empatado com Marta na liderança nas pesquisas eleitorais, preferiu não polemizar. “Acho que não merece resposta”, disse aos jornalistas após o evento. Tucano como Serra, Alckmin disputa a atenção do partido com Kassab, que tem peessedebistas na equipe formada em grande parte pelo governador.
A petista prometeu revisar o Plano Diretor da cidade, recuperar a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), investir em Metrô e corredores de ônibus e intensificar as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal, nas favelas de Heliópolis e Paraisópolis.
Indiferença
Durante a fala de Kassab, Marta demonstrou indiferença. Olhou para cima, para o lado oposto ao dele e cochichou com o candidato do PSOL, Ivan Valente, sentado ao seu lado. “Tem sido muito gratificante ser prefeito de São Paulo”, disse Kassab. “Todos juntos podemos construir a cidade de nossos sonhos.” Kassab prometeu que, se reeleito, fará com que as crianças fiquem na escola em turno integral e construirá hospitais nas periferias da cidade.
Kassab também aproveitou para lembrar que seu governo é uma parceira “conjunta” com o governador de São Paulo, José Serra. “Kassab começou com Serra, é um plano conjunto”, disse a assessoria do democrata. Ele fez um balanço do seu governo e apontou suas metas para o próximo mandato, como na saúde e educação.
Ele causou embaraço em Alckmin ao elogiar a equipe da atual gestão - herdada de Serra, governador do Estado, e formada majoritariamente por tucanos. “Temos muito orgulho de nossa equipe”, disse Kassab. Alckmin, que olhava para a platéia, contraiu os lábios e virou-se para Kassab.
Apesar de negar, depois, a intenção de atacar Kassab, Alckmin rebateu em seu discurso: “A campanha precisa acontecer sem aparelhamento partidário ou fisiologismo da máquina pública”. O candidato do PSDB disse que quer ser prefeito porque acredita que o posto permite, de forma direta, melhorias na vida das pessoas.
Alckmin prometeu descentralizar o poder, fortalecendo as subprefeituras, diminuir as desigualdades e estimular a participação da população na Prefeitura. O tucano comentou a iniciativa do Movimento Nossa São Paulo e disse que ela servirá de exemplo para o Brasil, já que fará com que o candidato se comprometa com metas e com o debate de alto nível.
Movimento
O movimento, que reúne cerca de 500 organizações da sociedade civil em torno de propostas para o desenvolvimento justo e sustentável da cidade em áreas essenciais, encaminhou aos candidatos que pleiteiam a Prefeitura de São Paulo cadernos com 1.500 propostas para melhorar a qualidade de vida dos paulistanos. A intenção do movimento é que os candidatos incorporem as idéias a seus planos de governo. Depois de receberem as propostas, cada um teve dez minutos para discursar.
Participaram ainda do evento os candidatos Levy Fidélix (PRTB), Renato Reichmann (PMN, Edmilson Costa (PCB) e Soninha Francine (PPS). Paulo Maluf (PP), Ciro Moura (PTC) e Anaí Caproni (PCO) foram convidados, mas não compareceram.
(Com Reuters)
Tags: Alckmin, Dimenstein, Municipais, Nossa São Paulo, Prefeitura SP, PSDB, subprefeituras, Tucanos10 COMENTÁRIOS PARA "Nossa! quanto bla, bla, bla…":
Impressionante ver com que cara de pau deles…Kassab disse que irá colocar as crianças em periodo integral na escola.Opa, eu estava dormindo durante 3 anos e sonhei com um programa criado pelo Serra chamado SÃO PAULO É UMA ESCOLA? Um programa imposto para a rede municipal e que hj naufragou pois não houve planejamento adequado? as atividades de artes, como musica não poderiam ser realizadas no contra turno em várias escolas pois atrabalhava as aulas normais. E as ONGs? ganhavam 62 reais a hora aula e contratavam profissionais por 7,00 reais…perai, vc duvida?…pega o diario oficial de 2006 pra ver…e chorar de rir…Que tipo de profissional arte educador vc contrata com 7,00 reais? e este profissional sabendo que o repasse é 62,00, ele trabalha feliz? Não foi uma tremenda bobagem, tanto que esta acabando e até nos CEUs as mães ficam em lista de espera…
kASSAB MENTE, OU SIMPLESMENTE DESCONHECE O FRACASSO DA SUA GESTÃO…O QUE É BEM PIOR.
Caro Luis Favre, esses tucanos tem um grande problema: são muito esquecidos e não vale à pena nem mencionar certos nomes. Agora, gostaria que fosse comentado a quase PRIVATIZAÇÃO DA USP e perguntado ao candidato de nome complicado, o que ele achou da iniciativa do seu sucessor. Finalizando, porque não um debate no auditório da maior Universidade Pública do País (USP) com a participação de todos. É bom providenciar uma UTI móvel antes!!!
Miza, o que eu ia dizer você já disse, o Dimenstein é realmente um adorador dos tucanos.
Incrível,então ninguem pode elogiar outro Partido que não seja o PT, é isso???
Quanto radicalismo, quanta pretensão,quanta arrogância, quanto fanatismo…..
Entendi, só existe o PT e tudo o que PT fêz e fará é ótimo, acorda Moçada, existe vida também em Outros Partidosm aliás são todos Tão parecidos…..
ENQUANTO ISSO..
GLOBO CONTINUA TENTANDO QUEIMAR SANTIAGRAHA. E TENTANDO LIVRAR O SENADOR
HERÁCLITO.
O jornal Globo de hoje traz somente matérias que beneficiam Daniel Dantas. A começar pela coluna de Merval Pereira, que pinça trechos dos relatórios do juiz De Sanctis e de Protógenes.
Tática desonesta, porque são textos com centenas de páginas, a maioria das quais escrita com zelo técnico e competência profissional. De Sanctis é um dos maiores especialistas em crimes financeiros do país.
A admiração e o respeito que goza entre os magistrados ficou mais que provada quando mais de 400 colegas assinaram um documento em seu apoio, e realizaram um ato de desagravo.
A quem interessa desprestigiá-lo? Certamente não aos que lutam contra a corrupção. Se há um ou dois parágrafos mais subjetivos nos relatórios, inclusive com acento moralista, isso pode ser explicado pelo sentimento de estarem lutando contra forças poderosissimas, como aliás fica patente agora, com a mídia atacando as instituições que investigam Daniel Dantas.
Só há uma matéria no Globo sobre o caso hoje, no caderno de economia e, mais uma vez, batendo nas instituições, não nos criminosos. A matéria é requentada, fala da representação ou sei lá o quê que Protógenes teria registrado no Ministério Público para reclamar contra a falta de recursos e pessoal para tocar a operação Satiagraha.
A matéria é omissa porque não diz que o problema foi solucionado: a PF remanejou mais de 50 especialistas para cuidar exclusivamente deste caso. Qualquer falta de recursos, portanto, já teria sido resolvida.
Para o Globo, no entanto, o leitor não tem o direito de saber a verdade. A matéria ainda dedica grande espaço para a defesa do senador Heráclito Fortes.
Há um tom de chantagem no texto, com ameaças do senador contra o delegado Protógenes…
Caro Favre uso este espaço pra alertá-lo q na comunidade do Diogo Mainardi no Orkut vinculam estorias q possui contas segretas em Caymam. A orígem parece ser o Blog do Reinaldo Azevedo da Veja.
Espero estar sendo útil,
Abraços!
Estimado amigo. Trata-se de mais uma mentira caluniosa. Vinda do esgoto para atingir minha pessoa e também indiretamente minha companheira. Perante a ignomínia dos desonestos e dos canalhas, tenho orgulho de merecer o ódio dos sicofantes. Os metodos dos mercenários são o retrato de quem os sustenta, ambos se valem como representantes da escória.
Um abraço
Tony José, por favor, tudo, menos me chamar de “moçada”.
Da próxima vez é capaz de chamar a gente de galera.
Eu, da parte que me toca, detesto intimidades, mesmo virtuais.
O Alckmin, quando governador, vetou a criação de conselhos gestores nas unidades de saúde do Estado. Não só deixou de garantir a participação popular . Mais que isso, barrou qualquer forma de participação ou controle social. Além disso, nunca permitiu a regionalização do Orçamento e a realização de audiências públicas (a não ser aquelas realizadas pela TV CUltura ou de àmbito ultrareduzido(.
Rui Falcão

O Dimenstein é im baba ovo dos tucanos. Sepre foi. Uma griffe da tucanalha paulista. Não é a toa que só elogia o que vem do ninho deles. Um bobo completo.