31/08/2008 - 20:07h Velho Tema II

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Vicente de Carvalho

Eu cantarei de amor tão fortemente
Com tal celeuma e com tamanhos brados
Que afinal teus ouvidos, dominados,
Hão de à força escutar quanto eu sustente.

Quero que meu amor se te apresente
- Não andrajoso e mendigando agrados,
Mas tal como é: risonho e sem cuidados,
Muito de altivo, um tanto de insolente.

Nem ele mais a desejar se atreve
Do que merece: eu te amo, e o meu desejo
Apenas cobra um bem que se me deve.

Clamo, e não gemo; avanço, e não rastejo;
E vou de olhos enxutos e alma leve
À galharda conquista do teu beijo.

 

 

Vicente Augusto de Carvalho, o “Poeta do Mar”, nasceu em Santos (SP), em 05/04/1866, lá falecendo no dia 22/04/1924. Poeta, contista, advogado, jornalista, político e magistrado, por motivos políticos mudou-se para a cidade de Franca (SP) e tornou-se fazendeiro. Em 1901, regressou a Santos, dedicando-se à advocacia. Mudou-se para São Paulo (SP), em 1907, onde foi nomeado juiz de direito. Em 1914, passou a ministro do Tribunal de Justiça do Estado. Foi grande artista do verso, da fase criadora do Parnasianismo. No fim da vida, cansou-se do jornalismo, mas continuou em contato com seus leitores através dos versos que publicava nas páginas da revista “A Cigarra”. Ocupou a Cadeira 29 da Academia Brasileira de Letras, tendo sido eleito em 1º de maio de 1909, na sucessão de Artur Azevedo.

OBRAS:

Ardentias (1885);
Relicário (1888);
Rosa, rosa de amor (1902);
Poemas e canções (1908);
Versos da mocidade (1909);
Verso e prosa (1909);
Páginas soltas (1911);
A voz dos sinos (1916);
Luizinha, contos (1924);
Discursos e obras políticas e jurídicas.

Poema extraído do livro “Poemas e canções”, Ed. Saraiva – São Paulo, 1965.

31/08/2008 - 18:10h Balanço de agosto

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Como sabem os leitores assíduos deste blog, ao final de cada mês faço um balanço prestando contas sobre a freqüentação, comentários, problemas etc.

No mês de julho o blog fechou o mês com uma média diária de 1.700 leitores. Pois bem, em agosto aumentou fortemente o número de leitores e tivemos em média 2.800 por dia.

O crescimento começou mais forte a partir do dia 11 de agosto e depois do dia 21 ele atingiu resultados surpreendentes para o histórico do blog. De 2.165 no dia 21, os leitores passaram a 4.004, quatro dias depois. A subida teve seu pico em 26 de agosto com 6.317 leitores.

A maioria dos leitores são de São Paulo, seguidos por leitores de Rio de Janeiro, que também cresceram muito, depois Belo Horizonte, Brasília, Curitiba, Goiânia, Porto Alegre, Campinas (SP), Recife, Fortaleza e Salvador. Esses são os mais numerosos, das mais de 200 cidades que contam com leitores deste blog. Tem leitores em Santo Antonio de Jesus, Ji-Paraná, Corumbá, Tefe, Itajai, Manhuaçu e Três Lagoas.

O blog conta com leitores em mais de 110 países além do Brasil. Portugal, Estados-Unidos, Espanha, Argentina, Inglaterra etc. Mas este último mês tenho postado pouca coisa em outro idioma que português, por isso penso que nesses países a maioria dos leitores são brasileiros ou que falam português ou talvez espanhol.

Desde 20 de fevereiro, data que começou o blog no portal IG, mais de 310 mil acessaram algum post aqui. O crescimento é constante, o que me reconforta e me deixa mais apreensivo de corresponder a altura das expectativas dos leitores do blog. Meu objetivo é compartilhar minhas leituras e opiniões, animando uma reflexão sobre a sociedade, o Brasil e os nossos rumos. No plano mais pessoal procuro compartilhar também meus gostos musicais, literários, de arte e de ciência. São os temas, junto com a política, a economia, as questões sociais, que mais me interessam ou me apaixonam. Uma vez por semana, aos domingos, o Intermezzo, na barra lateral vermelha à direita, apresenta um vídeo com música. Também vídeos do youtube são incluídos quase que diariamente com Ópera, concertos, jazz, música brasileira ou outras, trailers de cinema e dança.

O blog reproduz os comentários dos seus leitores, mas não aceita reproduzir conteúdo racista, anti-semita, xenófobo, homófobo etc. Insultos, xingamentos, ameaças ou babaquices são também rejeitados, bem que às vezes estes últimos com menos rigor.

Volto a pedir desculpas pelos erros de português e agradeço todos aqueles que me corrigem: demora, mas vou acabar melhorando.

Sou muito crítico da mídia, de jornalistas, de adversários políticos e meu blog, como Lula, tem lado. Aqui nada de falsa “objetividade” da minha parte. Tenho opinião que expresso nos meus post. Os demais artigos aqui reproduzidos são responsabilidade dos seus autores e as fontes são sempre indicadas.

Mas para a maioria dos que aqui critico tenho respeito e nunca procuro ofender. Se mesmo assim, ofendi pessoalmente alguém, peço desculpas. Não procuro atingir pessoas e sim defender ou combater idéias.

Vários blogs têm reproduzido material de aqui, como eu tenho reproduzido muitas coisas de outros blogs. Quero agradecer a cada um dos que contribuem assim a promover meu blog e me sinto honrado de ser assim convidados a casa deles, que na maioria dos casos não conheço, mas onde me sinto tão bem recebido.

A todos muito obrigado. A todos os que enviaram comentários um carinho muito especial, mesmo aos que não concordam comigo, pois contribuem a aprimorar este espaço.

Luis Favre

31/08/2008 - 17:48h Balanço da convenção democrata e do presente de McCain


Blog O Biscoito Fino e a Massa

1. A idéia de aceitar a candidatura no Mile High Stadium foi um gol de placa. Quando Barack anunciou que faria seu discurso num estádio de futebol, não faltou quem previsse um desastre, como brancos nas arquibancadas ou falhas técnicas. Mas o que ficará marcado será esta imagem:

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Há um detalhe que você só lerá aqui: o nome oficial é Invesco Stadium, construído em 2001 para substituir a casa anterior dos Denver Broncos, potência do futebol americano. Houve uma ovação estrondosa quando, na quarta-feira, Barack anunciou que a convenção se reuniria tomorrow at Mile High. Boa parte dos fãs de futebol americano se recusa a usar o nome corporativo do novo estádio e continua a chamá-lo pelo nome da casa antiga, Mile High. É simbólico e significativo. É um ato de resistência. É mais ou menos como continuar chamando de 2 de Julho o Aeroporto de Salvador. Ali, nessas duas palavrinhas, já se vê toda uma diferença com John Kerry que, em 2004, teve uma de suas maiores gafes quando errou o nome do Lambeau Field, em Green Bay, o templo mais legendário do futebol americano. O analfabetismo futebolístico de Kerry quase nos custou a vitória em Wisconsin. Com Barack, esse flanco está coberto.

2. O discurso de Hillary foi memorável. Concordo com o Rude Pundit: foi um discurso não-hipócrita. Sem fingir amizades que não existem, ela foi ao cerne: o programa de governo e as diferenças imensas, de política, de estilo e de caráter que existem entre Barack e John McCain. Deu um recado direto aos seus eleitores: entraram nesta jornada por aquilo que eu represento? Pois então votem em Barack Obama. Não forçou nem inventou. Foi pura substância. Classuda, coordenou um “pass” da delegação da Califórnia na votação, para que ela mesma pudesse — na certa cumprindo um acordo feito antes — convocar a confirmação de Obama por aclamação (parece que o blog da Folha não entendeu as situações em que se usa um “pass” numa convenção americana).

3. Confirmou-se em Denver o que o blog vem dizendo há meses: “Hillarites for McCain” é uma invenção sem qualquer base na realidade. Quinze dias atrás, antes da convenção e depois das primárias mais acirradas e disputadas da história, Barack já havia chegado a 83% de apoio entre os democratas. O teto histórico é 92% — sempre há defecções. Mas a Folha de São Paulo insiste em falar de eleitoras democratas órfãs de Hillary Clinton, insatisfeitas tanto com a indicação de Obama como com a não-escolha da senadora para vice sem apresentar qualquer indício ou prova de que essas eleitoras tenham existência estatisticamente significativa. A tal “classe trabalhadora” que supostamente “resiste” a Obama já lhe dava, antes da convenção, uma vantagem de 66 x 33 sobre McCain. No entanto, continuamos ouvindo nonsense sobre o “problema” de Obama com os “trabalhadores brancos”. Não se ouve uma palavra, claro, sobre o “problema” de McCain com os “trabalhadores negros”, eleitorado no qual ele perde por 90 x 10.

4. Big Dog deu um show. Bill Clinton é das figuras retoricamente mais hábeis da história da política. Sempre digo: xinguei os Clintons de 1992 a 2000, mas como faz diferença ouvir Clinton depois de 8 anos de Bush! Há uma antiga queixa de Bill — justificada, em parte — de que Barack quase nunca se refere aos anos de prosperidade da sua administração. É difícil para um candidato com mensagem tão centrada na mudança e no futuro fazer alusões a uma era dourada do passado. Mas desta vez, Obama fez questão de encher a bola do governo Clinton.A união do partido não é pró-forma. Os Clintons sabem que uma derrota de Barack não é de seu interesse.

5. A sabedoria tradicional manda que o candidato se exima de fazer ataques ao adversário no discurso da convenção. O normal é deixar esse papel para os outros oradores. Barack mais uma vez quebrou a tradição. Alinhavou sua história de vida e propostas de governo com aquela estratégia que os militares chamam de ataque defensivo: tomou cada uma das acusações feitas por McCain nas últimas semanas e rebateu-as uma por uma, mas sempre atacando, sem se enrolar em justificativas. Não foi o típico discurso positivo, inspirador de Obama. Foi porrada, com classe. Este não é um novo Michael Dukakis, mes amis. Podemos até perder, mas não será com um patinho feio que apanha calado.

6. Minha foto favorita da convenção é esta. Dois delegados de Illinois se abraçam, emocionados, no momento da confirmação histórica do primeiro negro candidato a presidente:

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7. E eis que John McCain, no dia do seu aniversário — a campanha manteve rigoroso silêncio sobre o fato de que ele completou ontem 72 anos — nos dá esse extraordinário presente: sua escolha da companheira de chapa. Situada uns 15 quilômetros à direita de Garrastazu Médici, Sarah Palin é governadora de um estado que tem menos gente que Betim; antes disso, foi prefeita de uma cidade de 8.000 habitantes; 30 dias atrás, perguntava-se o que um vice-presidente faz mesmo? Grande fã de armas, ela está envolvida até o pescoço num escândalo que deve aflorar nos próximos dias (dentro de umas duas semanas a Folha descobre): as tentativas de demitir seu ex-cunhado, Michael Wooten, policial do Alaska que está em batalha judicial — divórcio, guardas de filhos etc. — com a irmã de Palin. Depois que o chefe de Wooten se recusou a demiti-lo, Palin mandou embora o próprio chefe, desencadeando uma investigação legislativa sobre abuso de poder que pode estourar na véspera da eleição. Aqui e aqui você tem a cobertura do TPM, aqui a entrevista com o chefe demitido e aqui a reportagem do canal local sobre o escândalo. A escolha de McCain foi, evidentemente, uma tentativa de chegar às eleitoras de Hillary, insultando-as com a idéia de que uma mulher praticamente fascista, apoiadora de ninguém menos que Pat Buchanan em eleições anteriores, representaria seus anseios. A obviedade da manobra e o escândalo no Alaska têm tudo para fazer o tiro sair pela culatra.

PS: Já estamos em Memphis, na companhia do Imortal. Tudo bem por aqui. Estou acompanhando meio ansioso a trajetória do tal Gustav, que parece ter dado um giro bem na direção de New Orleans.

31/08/2008 - 15:22h Consciência política

http://linux.alfamaweb.com.br/sgw/banco_de_imagens/piodecimo/0703_pensando.bmp

“O candidato à Prefeitura de São Paulo Geraldo Alckmin (PSDB) aproveitou o domingo para fazer campanha nos bairros Grajaú e Varginha (zona sul de SP) acompanhado de seu vice Campos Machado (PTB), de deputados e de diversos candidatos a vereador. Alckmin visitou pizzarias, supermercado, cabeleireiros e, conversando com as pessoas, prometeu melhorias para a região.

Vanderlei Nogueira, morador há mais de 30 anos do Grajaú, pediu atenção para o posto de saúde do bairro. O candidato respondeu: “Vamos contratar 1.500 médicos para os postos de saúde da capital”. Após a passagem do tucano, Nogueira, no entanto, não se mostrou muito convencido. “Quem era o prefeito aqui? Não era o Serra? Do partido dele? Então a coisa não melhorou muito aqui”, reclamou Nogueira.” (Folha online)

31/08/2008 - 13:33h Shortbus nos cinemas em São Paulo

O final de Shortbus com Justin Bond e the hungry marching band em “In the end”

 

“In the end”


We all bear the scars
Yes, we all feign a laugh
We all sigh in the dark;
get cut off before we start.

And as the first act begins,
you realize they’re all waiting
for a fall, for a flaw,
for the end

There’s a path stained with tears
Could you talk to quiet my fears?
Could you pull me aside,
just to acknowledge that I tried?

And as your last breath begins,
contently take it in,
because we all get it in
the end

And as your last breath begins,
you find your demon’s your best friend.
And we all get it in
the end

We all get it in the end
Yes, we all get it in the end 

31/08/2008 - 10:02h O exótico

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VERISSIMO – O GLOBO

Agora que Barack Obama está confirmado como o indicado dos democratas à Presidência dos Estados Unidos e sua candidatura passou de hipótese a fato, muitos no seu partido devem estar se perguntando “o que foi que nós fizemos?” A hipótese de alguém como Obama ser o candidato era atraente, era de sonho. O fato irreversível da sua candidatura traz um choque de realidade. Obama como hipótese era um candidato diferente, mais diferente do que qualquer outro na história do partido e do país. Obama confirmado provoca especulações sobre a viabilidade política do sonho. Especula-se que ele talvez seja diferente demais.

Se Obama fosse negro de pai e mãe seu exotismo seria menor. Bem ou mal, os brancos americanos já têm uma longa experiência de convivência com negros, principalmente depois do fim do racismo oficial nos estados do Sul e da segregação nas escolas.

Mas ainda existe uma separação de fato, e o que quase não faz parte da experiência americana é a mestiçagem. Obama não é apenas diferente da maioria branca, é diferente da maioria dos negros do país — na verdade, com sua história multirracial e multinacional, é diferente da maioria da Humanidade.

Além de ser filho de um africano muçulmano e de uma americana branca, nasceu no Havaí, que no imaginário, e nos planos de viagem, do americano comum é o lugar mais exótico em que se pode estar sem sair dos Estados Unidos. E, não sendo um havaiano típico, até no Havaí ele é diferente.

O trabalho duro dos democratas agora é fazer o eleitorado distinguir o que Barack Obama tem de positivamente diferente do que ele tem de estranho.

Na convenção que indicou Barack já deu para perceber que grande parte da propaganda eleitoral democrata será dedicada a mostrar que os Obama são gente como a gente americana e não têm nada de exótico, ou não ao ponto de assustar. E que a novidade que ele representa é a de um jovem com outras idéias, em contraste com o velho McCain, e não a de um enigma que se aproxima da Presidência para fazer ninguém sabe bem o quê. Esta última alternativa é a que a propaganda dos republicanos enfatizará, numa campanha que — segundo comentaristas americanos — já é uma das mais sujas da história. Pode-se imaginar que até as eleições de novembro um lado insistirá que Barack Obama é normal e o outro que ele é um mistério de quem se pode esperar de tudo, até o sacrifício de galinhas no Gabinete Oval.

De qualquer jeito, agora começa o período em que as pessoas se concentram nas opções e nos contrastes e pensam melhor em quem vão votar. E em que o partido democrata descobre se fez uma boa escolha ou jogou fora uma eleição imperdível.

31/08/2008 - 09:53h Obama presidente seria um “new deal” com o mundo

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Coisas da Política – Um programa de esquerda

Mauro Santayana – JB

Como sempre fizeram os pretendentes democratas à Casa Branca, Barack Obama prometeu a retomada do sonho americano: o de combinar a liberdade com a igualdade. Dentro do espectro ideológico dos Estados Unidos, tratou-se de um discurso de esquerda, como foram os de Roosevelt e de Kennedy, de Carter e de Clinton. A grande diferença está na origem de classe: Obama tem a legitimidade biográfica para defender tais idéias, o que, no momento do voto lhe pode ser vantagem ou desvantagem. Mais do que a vitória de um mulato, filho de imigrante negro com mãe americana, o resultado eleitoral nos dirá se os Estados Unidos se encontram preparados para participar da comunidade internacional em pé de igualdade, sem a presunção imperial que herdaram da Grã-Bretanha. É disso, no fundo, que se trata: ao aceitar Obama, a sociedade americana aceitará “a new deal” com o mundo. Resta saber se isso realmente ocorrerá. Os conservadores norte-americanos têm a consciência de que não se trata de uma disputa entre o democrata e o republicano, entre o senador pelo Illinois, nascido em Honolulu, no Havaí, e o senador pelo Arizona, nascido na Zona do Canal do Panamá. Trata-se de escolha que toca profundamente as glândulas existenciais do povo americano. A vitória de Obama, se ela se der, corresponderá a uma mudança histórica significativa.

Embora ambos sejam, do ponto de vista jurídico, legítimos cidadãos norte-americanos, não deixa de ser emblemático que tenham nascido fora das fronteiras históricas da grande república. O fato faz lembrar outro império republicano, o de Roma, que teve, entre seus imperadores, alguns cidadãos nascidos fora da Itália, como foi o caso notável de Trajano, de perto de Sevilha, e Sétimo Severo, da África.

As promessas de Obama contrariam os interesses dos donos do poder econômico. A mais importante delas foi a de “fechar” os paraísos fiscais, essa nova e inalcançável entidade soberana do capitalismo, que paira sobre todos os estados nacionais, incluído o norte-americano. Quando Reagan abriu caminho a essas zonas francas do capital financeiro, legitimou a sonegação fiscal, autorizou o saqueio dos resultados do trabalho, incentivou o assalto de empresas tradicionais, e legalizou os expedientes contábeis conhecidos, pelos quais os executivos criaram balanços fictícios a fim de se concederem altas e sólidas gratificações. Esses paraísos fiscais não desviaram dinheiro dos estados nacionais, mediante a sonegação, mas foram responsáveis pelo endividamento, desemprego e redução salarial dos trabalhadores no mundo inteiro. Segundo o candidato democrata, essa prática foi a que mais contribuiu para a exclusão social no mundo.

Outra promessa foi a de reduzir a dependência do petróleo do Oriente Médio dentro de 10 anos – o que é mais difícil de se conseguir, a menos que se reduza consideravelmente o consumo de energia na sociedade norte-americana. Obama foi lacônico – e evasivo – no que concerne à política internacional. Não disse de forma concreta como pretende relacionar-se com os países latino-americanos, nem com o resto do mundo. Sua estratégia foi a de situar os problemas internos como prioritários em seu governo. É provável que deixe a Joe Biden, veterano na administração desses assuntos, a tarefa de expor as idéias democratas sobre o estado do mundo durante a campanha. Ele e seus conselheiros provavelmente optaram por essa postura discreta, a fim de não favorecer ambigüidades em tema dessa gravidade. Apesar disso, ficou claro que Obama assume o nacionalismo norte-americano de forma diferente daquela assumida pelos republicanos. Alguns trechos de seu discurso são claros contra a globalização da economia, quando ele nela identifica a exportação de empresas e empregos, com o resultado do empobrecimento das famílias de trabalhadores.

Não devemos esperar muito de Obama, se ele eleger-se. Mas é provável que ele consiga, como prometeu, retomar o sonho americano de prosperidade comum e de liberdade política, que Bush comprometeu com a irracionalidade de seu governo. Isso não deve reduzir os nossos cuidados. No mundo que se rearticula, com os desafios da nova configuração geopolítica, temos que cuidar prioritariamente de buscar a unidade regional, a fim de assegurar a soberania de cada um de nossos vizinhos da América do Sul, e com ela, a segurança continental.

31/08/2008 - 09:40h Saúde é maior preocupação para 3 em cada 4 paulistanos

Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, a seguir vêm educação, prioridade para 53%, e segurança, com 41%

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Carlos Marchi – O Estado de São Paulo

A saúde é a questão que mais preocupa o cidadão de São Paulo. Para 74% dos eleitores paulistanos é o tema que mais deve merecer atenção do futuro prefeito, informa pesquisa Ibope contratada pelo Estado e pela TV Globo. Esta preocupação majoritária é que tem influenciado os candidatos a dedicar grande espaço de seus programas na propaganda gratuita no rádio e na televisão ao setor. As demandas dos paulistanos estão concentradas em três áreas: além da saúde, a educação foi citada por 53% dos eleitores e a segurança, por 41%.

Outras questões que têm potencial relevância não estão, no momento, entre as grandes preocupações do cidadão paulistano. O desemprego, que sempre comanda as demandas em vésperas de eleição, foi mencionado por 31% dos entrevistados. O trânsito caótico de São Paulo apareceu como problema para apenas 23% dos cidadãos, enquanto o transporte coletivo foi citado por 25%. A pesquisa pediu aos entrevistados que citassem as três áreas que mais os preocupavam no momento.

Outros assuntos que costumam merecer importância na avaliação da população foram pouco citados. Habitação, por exemplo, surge como problema para apenas 9% dos paulistanos; calçamento de ruas e avenidas foi mencionado por 5%; o problema do menor abandonado mobiliza só 8% dos cidadãos; a limpeza pública está preocupando apenas 4% e o meio ambiente, que costuma atrair o interesse de parcelas significativas da população, foi mencionado por 6%.

O comportamento do eleitor carioca repete, com ligeiras mudanças, o pensamento paulistano. Para 77% dos cidadãos da capital fluminense a saúde também é o problema que mais preocupa, seguida pela segurança pública, citada por 54%, e a educação, mencionada por 51%. No Rio, o desemprego preocupa menos ainda – o problema foi citado por apenas 21%. O trânsito carioca, tão ou mais caótico que o de São Paulo, preocupa apenas 8% dos eleitores. O transporte coletivo foi lembrado por 11%.

Belo Horizonte atribuiu o mesmo valor à questão da saúde, citada por 77%. A segunda grande preocupação dos mineiros é a segurança, observada por 58%, e a educação é demandada por 51%. No Recife, 71% dos eleitores citaram a saúde como tema central da municipalidade, enquanto 61% optaram pela segurança pública e 45% mencionaram a educação.

O critério mais usado pelo eleitor paulistano para escolher o seu candidato a prefeito é olhar o passado do político, forma apontada por 34% dos entrevistados. O segundo critério é o conjunto de propostas, citado por 33%.

Mas 16% ficam atentos ao currículo do candidato, 5% votam por causa do partido político a que o candidato é filiado e 4% admitem que escolhem pela simpatia. Uma parcela de 2% opta por um nome mediante indicação de outras lideranças e 1% vota por indicação de parentes, amigos ou vizinhos.

No Rio, o passado do candidato é o mais importante para 35%, seguido pelas propostas de governo, examinadas por 27%, e o currículo do candidato, considerado por 12%. Em Belo Horizonte, o passado do candidato mereceu 29% das citações, seguido pelas propostas de governo, com 28%, e o currículo, citado por 17%. O apoio político de outras lideranças foi mencionado por 8%. No Recife, ao contrário, as propostas de governo foram citadas por 39% e o passado do candidato foi lembrado por 26%.

RAIO X

A pesquisa Ibope, feita entre os dias 25 e 28, ouviu 1.001 eleitores em São Paulo, 1.001 no Rio de Janeiro, 805 em Belo Horizonte e 805 em Pernambuco. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95% – ou seja, de cada 100 pesquisas, 95 terão resultados dentro da margem.

31/08/2008 - 08:20h Com maior aprovação, Lula é o melhor cabo eleitoral em SP

Pesquisa mostra que presidente tem hoje sua melhor avaliação na capital paulista

O petista participou ontem pela primeira vez de evento de campanha de Marta Suplicy e, em discurso, disse ter “lado” na eleição de SP

 

 

Eduardo Knapp/Folha Imagem
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REFORÇO Sob garoa, Lula participa de comício de Marta na zona leste de SP; estiveram no ato deputados, senadores e cabos eleitorais

FOLHA DE SÃO PAULO

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu popularidade recorde na cidade de São Paulo, 49%, e se mostra hoje um importante “cabo eleitoral” para sua candidata à prefeitura da cidade, Marta Suplicy (PT).

Entre os eleitores que aprovam seu governo, 52% dizem que pretendem votar na ex-prefeita, mostra pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira.

Ontem, Lula participou pela primeira vez de um evento de campanha de Marta, na zona leste, com desfile em carro aberto e discurso em palanque.

“Tem candidato do PSDB, do PFL [rebatizado de Democratas], de todos os partidos adversários usando fotografia minha como se eu os estivesse apoiando. Sou presidente de todos os brasileiros, mas numa campanha política é importante dizer que eu tenho lado, e o meu lado aqui em São Paulo é o da companheira Marta”, disse Lula aos presentes.

O governador paulista, José Serra (PSDB), também atingiu a maior popularidade de seu governo na cidade, iniciado em 2007: 39%, dez pontos percentuais abaixo da do presidente. Só um terço dos que aprovam a gestão tucana declaram voto em seu colega de partido na sucessão municipal, o ex-governador Geraldo Alckmin.


Pobres versus elite

No comício de ontem na zona leste, tanto Marta quanto Lula retomaram o discurso que opõe pobres e ricos, explorado pelo presidente em sua campanha eleitoral, há dois anos.

“Em São Paulo, temos projetos bem distintos: de um lado, Marta, Lula e o povo sofrido. De outro, partidos que trabalham para a elite”, disse a ex-prefeita, que, durante todo o seu discurso, listou promessas de parceria com o governo federal do petista caso seja eleita.

Lula entrou no clima e relembrou os principais temas de sua campanha. “Lembro de quando fui inaugurar o primeiro CEU [Centro Educacional Unificado] em Guaianases”, começou o presidente, citando o período em que Marta Suplicy ainda comandava a cidade.

“Aquela escola era tão extraordinária que falei para a Marta: algumas pessoas vão ficar com preconceito contra você, porque você está fazendo para o pobre escola melhor do algumas pagas que os ricos têm aqui em São Paulo. E não deu outra: o preconceito foi mortal”, completou Lula.

Marta se colou à imagem do presidente desde o primeiro momento. Lula gravou depoimento de apoio a ela, que foi exibido no primeiro programa eleitoral na TV. Além de participar do ato de ontem, o presidente deve voltar a São Paulo até a realização do primeiro turno, em 5 de outubro.
Grande parte do material da campanha petista em São Paulo faz menção a Lula, o que inclui o principal jingle, uma cópia escancarada da música que o presidente usou na sua campanha à reeleição, em 2006.

Transferência

De acordo com o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, os números indicam que neste momento Lula tende a influenciar mais o voto paulistano do que Serra. “Pode-se dizer que Lula tende a transferir mais votos, mas essa transferência não é automática, depende de outros fatores.”

A aprovação de Lula é maior entre os que têm o ensino fundamental (58%) e entre os com renda de até dois salários mínimos (52%), mesmo estrato em que Marta alcança seus maiores índices de intenção de voto.

Dos que dizem aprovar a gestão do petista, apenas 15% declaram que pretendem votar em Alckmin, mesmo índice dos que afirmam voto em Kassab.

A pesquisa Datafolha foi feita com 1.082 eleitores e tem margem de erro de três pontos percentuais, para mais ou para menos. Ela foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral com o número 02100108-SPPE. (ANA FLOR, CONRADO CORSALETTE E RANIER BRAGON)

31/08/2008 - 08:12h Serra tem sua melhor avaliação; só 32% de votos são de Alckmin

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39% dos moradores da cidade aprovam a gestão do tucano, de acordo com pesquisa Datafolha realizada na sexta-feira

 

 

Entre apoiadores da gestão tucana, 28% dizem que vão votar em Marta (PT) e 21%, em Kassab (DEM), que foi vice de Serra na prefeitura

 

FOLHA DE SÃO PAULO

O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), atingiu seu maior índice de popularidade entre os moradores da capital, com 39% de aprovação, segundo pesquisa Datafolha de sexta-feira. Porém não há transferência de votos ao candidato do PSDB, Geraldo Alckmin, na mesma proporção que ocorre do presidente Lula para a petista Marta Suplicy.

Enquanto mais da metade dos 49% que aprovam Lula declaram voto em Marta, apenas um terço dos que aprovam Serra dizem pretender votar em Alckmin.

Trata-se de um índice similar ao dos apoiadores da gestão tucana que se declaram eleitores de Marta (28%).

O prefeito Gilberto Kassab (DEM), que foi vice de Serra e disputa com Alckmin a preferência do governador, tem apenas 21% de votos entre os que consideram como boa ou ótima a gestão tucana no Estado.

O Datafolha mostrou que a gestão de Kassab também atingiu popularidade recorde: 44%. Mas os que aprovam o prefeito se dividem quanto à intenção de voto. Apenas 31% dizem que pretendem votar nele. Marta obtém 27% das intenções de voto dos eleitores que aprovam Kassab. Alckmin fica com 25%.

Segundo o diretor-geral do Datafolha, Mauro Paulino, é natural que o candidato que disputa a eleição no cargo consiga melhorar os índices de aprovação de sua gestão no processo eleitoral, já que tem espaço na TV para mostrar suas realizações.

30/08/2008 - 20:59h Ibope indica empate técnico entre Crivella e Eduardo Paes no Rio

http://www.alerj.rj.gov.br/fotos/futmulher_epaes_fv_24_09_07_new.jpghttp://oglobo.globo.com/fotos/2008/04/02/02_MVG_crivella.jpg

Eduardo Paes (PMDB) e Senador Marcelo Crivella (PRB)

 

 

Jornal da Globo – O Globo Online

RIO – A diferença entre os dois candidatos a prefeito do Rio com maior intenção de votos diminuiu e já indica um empate técnico, dentro da margem de erro, revela pesquisa Ibope para prefeito do Rio de Janeiro, encomendada pelo “Estado de S.Paulo” e pela Rede Globo, e divulgada nesta sexta-feira pelo “Jornal da Globo”. Eduardo Paes(PMDB/PTB/PP/PSL) cresceu sete pontos em relação ao levantamento anterior , alcançou 19% das intenções de voto e se aproximou do senador Marcelo Crivella (PRB/PR/PSDC/PRTB), que caiu de 28% para 24%, mas continua iderando a preferência do eleitor. Esta é a primeira pesquisa divulgada pelo Ibope após o início do horário eleitoral no rádio e na TV, em 19 de agosto. (Noblat comenta as pesquisas Ibope e Datafolha no Rio e em São Paulo)

Crivella tinha 23% na pesquisa de 18 de julho. Um mês depois, subia para 28%. E agora aparece com 24% das intenções de voto. Eduardo Paes, do PMDB, tinha 8%, subiu para 12% e agora chegou aos 19%. Considerando a margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais para mais ou para menos, Crivella e Paes estão tecnicamente empatados: Crivella pode ter entre 21% e 27% e Paes, entre 16% e 22%.
Num segundo turno Paes ultrapassaria Crivella

Num cenário de segundo turno, Marcelo Crivela teria 33% dos votos e Eduardo Paes 36%.Em outro cenário, Marcelo Crivella teria 36%, contra 32% de Jandira Feghali. Já num confronto entre Eduardo Paes e Jandira Feghali, o candidato do PMDB venceria por 39% a 26%.

Para Paes, melhora em pesquisa é sinal de que a população vê nele mais capacidade para resolver problemas do Rio.
Jandira e Gabeira oscilam um ponto

Jandira Feghali (PCdoB/PTN/PHS/PSB) tinha 14% na primeira pesquisa, foi para 11%. E agora oscilou para 10%. Fernando Gabeira (PV/PSDB/PPS) tinha 8% e caiu para 4%. E agora tem 5%. Solange Amaral (DEM/PTC/PMN) tinha 5%, oscilou para 6%. E agora novamente para 5%. Chico Alencar (PSOL/PSTU) tinha 4% nas duas primeiras pesquisas. Agora oscilou para 2%. Alessandro Molon, do PT, tinha 3%, foi a 1%. E agora tem 2%. Não sabem e não opinaram, 18% dos eleitores. Votos em branco e nulos somam 13%.

Os candidatos Filipe Pereira, do PSC, e Paulo Ramos, do PDT, tiveram 1% de intenção de votos, cada um. Os candidatos Antonio Carlos, do PCO, e Eduardo Serra, do PCB, não alcançaram 1%. O candidato Vinicius Cordeiro, do PT do B, não foi citado.

O Ibope ouviu 1.001 eleitores na cidade entre as últimas terça (26) e quinta (28). A pesquisa foi registrada na 228ª da Justiça Eleitoral com o número 24/08.

30/08/2008 - 20:53h Márcio Lacerda dispara nas corrida eleitoral de BH, mostra Ibope

http://tbn0.google.com/images?q=tbn:wSeDura2beKYyM:http://josiasdesouza.folha.blog.uol.com.br/images/AecioPimentelLacerda.jpgJornal da Globo – O Globo Online

RIO – O candidato do PSB à prefeitura de Belo Horizonte, Márcio Lacerda, disparou na preferência dos eleitores e atingiu 40% das intenções de votos, mostra pesquisa do Ibope, encomendada pelo jornal “O estado de São Paulo” e pela TV Globo, e divulgada pelo Jornal da Globo na noite desta sexta-feira. Ele tinha 8% das intenções de voto em julho. Foi para 9% na pesquisa de 15 de agosto e agora disparou, atingindo 40% das intenções. Lacerda é o candidato das duas maiores autoridades políticas de Belo Horizonte, o prefeito Fernando Pimentel (PT), e de Minas, o governador Aécio Neves (PSDB).

A deputada federal, Jô Moraes, do PC do B, tinha 17% em julho. Na primeira quinzena de agosto oscilou para 18% e agora está com 15%. O deputado federal Leonardo Quintão, do PMDB, tinha 14% em julho, caiu para 10% na primeira quinzena de agosto e na nova pesquisa se manteve estável. Sérgio Miranda, do PDT, começou com 3%. Oscilou para 2% e agora se manteve estável.Vanessa Portugal, do PSTU, tinha 4% em julho, oscilou para 5% na primeira quinzena de agosto e agora caiu para 1% das intenções. Gustavo Valadares, do DEM, tinha 2% das intenções em julho manteve-se estável na primeira quinzena de agosto. Agora, oscilou para 1%.

Na última pesquisa em Belo Horizonte, brancos e nulos somam 10%. Não sabem e não opinaram, 20%. Os candidatos André, do PT do B, Pepê, do PCO, e Jorge Periquito, do PRTB, tiveram menos de 1% das intenções.

Num eventual segundo turno, Marcio Lacerda teria 48% das intenções de voto contra 21% de Jô Moraes. Em outro cenário, o candidato do PSB teria 43% dos votos no segundo turno contra 17% de Leonardo Quintão.

O Ibope entrevistou 805 eleitores na capital mineira entre os dias 26 e 28 de agosto. A pesquisa, registrada na 26ª Zona Eleitoral com o número 59638/200, tem margem de erro de três pontos percentuais.

30/08/2008 - 17:42h Lula atinge popularidade recorde na cidade de São Paulo, diz Datafolha

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da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva atingiu índice de popularidade recorde na cidade de São Paulo –49%–, segundo pesquisa Datafolha (49% de ótimo e bom ndlf). O resultado faz de Lula o mais importante cabo eleitoral para a candidata petista à Prefeitura, Marta Suplicy.

Neste sábado, Lula participou de uma carreata e de um comício de apoio à candidatura de Marta. Ele criticou a disputa por sua imagem nas eleições e disse que, em São Paulo, tem “lado”: Marta Suplicy. “Eu sou presidente de todos os brasileiros, mas eu tenho lado, e em São Paulo estou do lado de Marta Suplicy para prefeita”, disse.

Pesquisa Datafolha publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra disponível para assinantes do UOL ou do jornal) aponta que Marta lidera a disputa pela Prefeitura com 39% das intenções de voto contra 24% de Geraldo Alckmin (PSDB) e 16% do atual prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição.

Considerando que a margem de erro da pesquisa é de três pontos percentuais para menos ou mais, o cenário é estável.

30/08/2008 - 17:28h Lula: “Eu tenho lado, e meu lado é Marta”

Lula critica uso de sua imagem por candidatos da oposição

Em comício de Marta Suplicy, presidente afirma que candidata petista à Prefeitura é ’seu lado em São Paulo’

Alexandre Inácio, da Agência Estado e Andréia Sadi, do estadao.com.br

 


Marta e Lula durante comício em São Miguel
José Luís Conceição/AE

Marta e Lula durante comício em São Miguel

SÃO PAULO - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou neste sábado, 30, durante comício que marcou sua primeira participação na campanha da candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, em São Miguel Paulista, na zona leste da capital, a utilização de sua imagem por candidatos de partidos de oposição. “Como presidente, eu não tenho que apoiar ninguém, mas numa campanha política só tenho um lado, que é o lado da Marta aqui em São Paulo”, declarou. Antes do comício, Lula participou de carreata em carro aberto por cerca de dois quilômetros das ruas do bairro, acompanhado da candidata petista, dos senadores Eduardo Suplicy e Aloísio Mercadante, ambos do PT-SP, dos deputados federais Luíza Erundina (PSB-SP), Aldo Rebelo (PCdoB-SP) e do presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT).Veja também:

linkLula participa de campanha ao lado de Marta Suplicy em SP

linkLula e Marta são ovacionados em carreata na zona leste de SP

linkAlckmin cai, Kassab sobe e reduz diferença para tucano

linkConfira o perfil dos candidatos à Prefeitura de São Paulo especial

Ao discursar para cerca de quatro mil pessoas, segundo a Polícia Militar, Lula ressaltou a força da mulher e disse que Marta foi vítima de preconceito quando prefeita de São Paulo, assim como Erundina quando esteve à frente da Prefeitura da capital. Segundo o Presidente, os quatro anos em que Marta ficou fora da Prefeitura foram importantes para a candidata ganhar sobriedade para o próximo mandato.

Lula confirmou a “parceria” com o governo federal que a candidata petista vem destacando em sua campanha, dizendo que vai haver maior afinidade entre a Presidência da República e a cidade de São Paulo se Marta Suplicy for eleita. Lula disse ainda que espera que o programa Farmácia Popular – que vende remédios mais baratos para a população de baixa renda – seja levado para todos os bairros da cidade. No comício, o presidente anunciou que irá assinar decreto na próxima semana estabelecendo a realização de exames oftalmológicos, dentários e de clínica geral em crianças nas escolas públicas de todo o País.

No comício, Marta ressaltou a importância dos CÉUs e lembrou que o primeiro inaugurado em seu mandato como prefeita foi na zona leste e teve presença de Lula. Além disso, Marta destacou que foi o governo de Lula que incluiu 51% da população na classe média. A candidata também fez críticas ao sistema de transportes da capital e disse que terá a parceria do presidente Lula para ampliar o metrô e estender a malha da zona leste.

30/08/2008 - 17:16h Lula é Marta de coração


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Fotos Cesar Ogata

30/08/2008 - 09:04h Marta na frente, Alckmin e Kassab brigam pelo 2° lugar

marta_kassab_alckmin.jpg

A nova rodada de pesquisas Ibope e Datafolha, com resultados diferentes para cada instituto, refletem algumas mudanças.

Embaixo a tabela mostra os resultados desde o começo da série em 3 de julho.

A liderança de Marta no primeiro turno permanece nos mesmos patamares das últimas pesquisas, com oscilação negativa de 2 pontos (a margem de erro é de 3 pontos para + ou para -).

Alckmin diminiu aparentemente o ritmo de sua queda e encontra-se numa franja de 20 a 25%. Kassab continua progredindo e adentrando na franja de 15 a 20%. Como ao mesmo tempo melhora, segundo o Datafolha, a aprovação de sua administração e diminui sua rejeição (26% é a rejeição de Kassab no Datafolha, antes era de 32%). Podemos considerar que a evolução nesta semana tem sido mais positiva para Kassab. Ou seja a disputa pelo segundo lugar vai acirrar a situação nos próximos dias.

As intenções de voto ao longo do último mês mostra um relativo equilíbrio entre o PT, de um lado, e o DEM-PSDB, do outro. Ambos blocos giram entorno de 40% de intenção de voto cada, o que reflete na simulação do último Datafolha sobre o segundo turno. Ou seja, tudo indica até aqui, que a eleição será muito disputada, voto a voto, no segundo turno.

Luis Favre

Datafolha Ibope Globo
Datafolha Globo
Ibope Globo Datafolha IBOPE Datafolha
Marta 38% 34% 36% 41% 41% 39%
39%
Alckmin 31% 31% 32% 26% 24% 22%
24%
Kassab 13% 10% 11% 8% 14% 12%
16%
Maluf 8% 9% 8% 9% 9% 9%
7%
2° turno
Marta 45% 43% 43% 47% 49% 50%
 46%
Alckmin 50% 47% 51% 42% 44% 39%
46%
2° turno
 Marta 55% 51% 52% 55% 55% 55%
49%
 Kassab 36% 35% 37% 30% 35% 32%
41%
campo 3 e 4 de julho 15-17 julho 23-24 julho 15 agosto 21-22 agosto 27-29 agosto 29 agosto

29/08/2008 - 20:26h Nina Simone – I Loves You Porgy

29/08/2008 - 20:10h Revelando posts nos blogs e sites do IG

Limpar o cache do navegador pode ser a solução para as atualizações “invisíveis” nos blogs

Redação do IG

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29/08/2008 - 20:03h Romance: finalistas do 50° Prêmio Jabuti 2008

 
 
   

1ª FASE – FINALISTAS

1 – O SOL SE PÕE EM SÃO PAULO
BERNARDO TEIXEIRA DE CARVALHO
COMPANHIA DAS LETRAS

2 – ANTONIO
BEATRIZ BRACHER
EDITORA 34

3 – O FILHO ETERNO
CRISTOVÃO TEZZA
EDITORA RECORD LTDA

4 – RAKUSHISHA
ADRIANA LISBOA
ROCCO

5 – ERA NO TEMPO DO REI
RUY CASTRO
OBJETIVA

6 – AS FLORES DO JARDIM DA NOSSA CASA
MARCO LACERDA
EDITORA TERCEIRO NOME LTDA.

7 – A CHAVE DE CASA
TATIANA SALEM LEVY
EDITORA RECORD LTDA

8 – A MURALHA DE ADRIANO
MENALTON BRAFF
BERTRAND BRASIL LTDA

9 – LONGE DE RAMIRO
CHICO MATTOSO
EDITORA 34

10 – CONTRAMÃO
HENRIQUE SCHNEIDER
BERTRAND BRASIL LTDA

Relatório da apuração realizada em 28 de agosto de 2008, sujeito à alteração por eventual impugnação referendada pela Comissão do prêmio e no caso previsto em IV – DA PREMIAÇÃO, item 10 do Regulamento do 50° Prêmio Jabuti 2008.

29/08/2008 - 19:45h Veja resultado de pesquisa Ibope em duas capitais e mais cinco cidades

Em Curitiba (PR), Richa tem 70% e Gleisi, 16%.
Na cidade de Natal (RN), Micarla de Sousa tem 50%.

Do G1, em São Paulo

O Ibope realizou pesquisas sobre a disputa eleitoral em duas capitais – Curitiba (PR) e Natal (RN) – e mais seis cidades: Umuarama (PR), Piracicaba (SP), Franca (SP), Guarujá (SP) e Campos (RJ). Os levantamentos foram divulgados nesta sexta-feira (29) pelas afiliadas da TV Globo.

Paraná

Em Curitiba, o Ibope aponta que Beto Richa (PSDB) oscilou negativamente dois pontos percentuais e registrou 70%. A candidata do PT, Gleisi Hoffmann, oscilou positivamente 3 pontos percentuais e foi a 16%. Fábio Camargo (PTB) oscilou de 4% para 2%. Reitor Moreira (PMDB), que não havia atingido 1% na pesquisa anterior, aparece agora com 2%. Bruno Meirinho (PSOL) tem 1%. Lauro Rodrigues (PTdoB), Ricardo Gomyde (PCdoB) e Maurício Furtado (PV) não atingiram 1% das intenções. Saiba mais sobre a pesquisa.

Em Umuarama, a pesquisa mostra que o candidato do PDT à Prefeitura de Umuarama (PR), Moacir da Morena, tem 49% das intenções de voto. O atual prefeito Dr. Luiz Renato (PT), que tenta reeleição, tem 16% e está tecnicamente empatado com Pozzobom (PV), que tem 11%. Saiba mais sobre a pesquisa.

Rio Grande do Norte

Em Natal, Micarla de Sousa (PV) aparece com 50% das intenções de voto e Fátima (PT) com 25%. Segundo o instituto, Miguel Mossoró (PTC) soma 5%, enquanto Joanilson Rego (PSDC) e Wober Júnior (PPS) têm 2% cada um. Dário Barbosa (PSTU), Pedro Quithé (PSL) e Sandro Pimentel (PSOL) somam 1% cada um deles. Saiba mais sobre a pesquisa.

São Paulo

Em Piracicaba, o atual prefeito e candidato à reeleição, Barjas Negri (PSDB), tem 77% das intenções de voto. Gustavo Herrmann (PSB) aparece com 3% das intenções, enquanto Boldrin (PT) e Dr. João Pauli (PV) têm 2% cada um. Adelmo Lindo (PC do B) e Marina Madeira (PCO) aparecem com 1% cada. André Tietz (PSOL) não alcançou 1%. Saiba mais sobre a pesquisa.

Na cidade de Franca, o Ibope aponta o atual prefeito e candidato à reeleição, Sidnei Rocha (PSDB), com 57% das intenções de voto. Gilson Pelizaro (PT) aparece com 21% das preferências, enquanto Cristiano Rodrigues (PV) tem 2%. Jorginho (PSOL) e Tito (PCB) somam 1% cada um. Saiba mais sobre a pesquisa.

Em Guarujá, o atual prefeito e candidato à reeleição, Farid Madi (PDT), subiu seis pontos percentuais em relação ao levantamento anterior e registrou 46%. A professora Antonieta (PMDB) subiu cinco pontos percentuais, passando de 19% para 24%. Pirani (PRP) oscilou de 5% para 4%. O mesmo ocorreu com Paulo Piasenti (PSDB), que tinha 5% e agora tem 4%. Duino (PSC) oscilou de 4% para 1%. Alexandre Silva (PSOL), que tinha 1% no levantamento anterior, não atingiu 1% das intenções de voto. Saiba mais sobre a pesquisa.

Rio de Janeiro

Em Campos (RJ), o instituto mostra empate técnico entre Rosinha Garotinho (PMDB) e Arnaldo Vianna (PDT). Rosinha tem 37% das preferências, contra 36% de Vianna. Paulo Feijó (PSDB) soma 4% e Professora Odete (PC do B), 2%. Marcelo Vivório (PRTB) e Vanderson Gama (PCB) não alcançaram 1%. Saiba mais sobre a pesquisa.

29/08/2008 - 18:34h Auto-retratos

Inspirado pela minha conterrânea Cristina Civale, fui procurar o olhar de alguns artistas sobre eles mesmo. Muitos pintores, escultores, fotógrafos e escritores mostraram como se enxergavam, ora para descobrirem eles mesmos como eram, ou para “guiar” nosso olhar sobre eles. Tamara de Lempick dizia que todas suas pinturas eram auto-retratos e Frida Kahlo retratava sua alma, para se apropriar de suas angustias.
Aqui vão alguns desses auto-retratos.

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 Van Gogh

 

 

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Leonardo Da Vinci

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Rembrandt

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Goya

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Man Ray

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Frida Kahlo

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Andy Warhol

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Tamara Lempicka
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Egon Schiele

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Pablo Picasso

29/08/2008 - 13:26h Metrô linha 5: exemplo de planejamento tucano

metro_linha5.jpg

“É uma linha que vai do fim do mundo e, de repente, opa, termina a meio caminho”, nas palavras do pintor Manoel Nunes da Silva, 54. A frase resume bem os 8,4 km da linha 5 do metrô.

A linha 5 foi inaugurada em 2002.

Ou seja dos pouco mais de 10 Km que os tucanos construíram de metrô em 14 anos a frente do Estado, uma parte importante foi a linha 5.

Ela vai de Capão Redondo a Largo 13. Até pouco tempo atrás ela não funcionava nem sábados e domingos, nem feriados. Durante 6 anos foi assim. Poucos passageiros para justificar um funcionamento no week-end.

Mesmo durante a semana são poucos passageiros, porque a linha não conecta com nada. Ela é deficitária e esta quase sempre vazia, enquanto as outras estão superlotadas.

Uma reportagem de Globo online resumia bem a situação e vale a pena ler de novo:

“Plataformas vazias na maior parte do dia, assentos livres, ar condicionado à disposição dos poucos passageiros. Para a maioria dos usuários das linhas vermelha, azul e verde do Metrô de São Paulo esse é o cenário dos sonhos.

Para os passageiros da Linha Lilás (Largo Treze – Capão Redondo) essa é a realidade diária. Cinco anos depois de sua inauguração, o número de usuários está muito aquém do que se esperava. São transportados 90 mil pessoas por dia, 60 mil a menos do que a expectativa inicial. Só para comparação, a linha Jabaquara-Tucuruvi transporta 1,3 milhão de usuários todos os dias. Especialistas em transporte dizem que o trecho é deficitário. O Metrô diz que espera movimento de 350 mil até 2010 .

Isolado dos demais ramais, a Linha lilás – ou 5 – é uma espécie de ‘trecho-fantasma’ quando comparado com os demais. O ramal tem apenas seis estações (Largo Treze, Santo Amaro, Giovanni Gronchi, Vila das Belezas, Campo Limpo e Capão Redondo). De uma ponta a outra, são 8,4 quilômetros percorridos em 12 minutos de viagem. Nos horários de pico, pela manhã e à tarde, o máximo do desconforto é ficar em pé durante esse tempo. Nada de empurra-empurra, solavancos ou pisões no pé nos vagões. Na maior parte do dia, as plataformas ficam às moscas. Por conta da subutilização, os trens, menores e mais compactos do que os dos ramais superlotados, demoram mais, de 6 a 8 minutos. São apenas oito carros com seis vagões cada operando no ramal. O investimento ali não foi baixo: foram gastos US$ 642 milhões, o equivalente a R$ 1,2 bilhão.

Se a região é carente de transporte, por que o Metrô não pegou na região? De acordo especialistas em transporte, o principal fator que explica a subutilização da linha é a falta de ligação direta com outros ramais de trem ou metrô, que têm acesso à região central de São Paulo. A Linha 5 tem ligação apenas com a Estação Santo Amaro da CPTM (linha C), que é muito longe do centro. Além disso, beirando os trilhos do metrô estão os terminais Capelinha, João Dias e Santo Amaro. Os três têm dezenas de opções de ônibus direto para o centro.

- É um absurdo achar que os passageiros que utilizam a Linha 5 vão ficar fazendo uma série de baldeações. Eles preferem tomar os ônibus, que vão cheios, mas vão direto ao centro pelos corredores, o que economiza tempo – explica o consultor em transportes Getúlio Hanashiro, ex-secretário estadual e municipal dos transportes.

Para chegar à região central, partindo do Capão Redondo, por exemplo, é necessário fazer baldeação na estação Santo Amaro, pegar o trem até Presidente Altino, fazer outra baldeação e seguir até a Luz. O tempo estimado da viagem é de 1h20m. De ônibus, do Terminal Capelinha até o Terminal Bandeira, por exemplo, o tempo de viagem é de 45 minutos.

- O valor arrecadado com a tarifa não paga nem o custo operacional da linha. O grande interesse da população da região do Capão Redondo e Campo Limpo é chegar mais rápido ao centro – diz Getúlio Hanashiro.

- Pego sempre a Linha 5 nos horários de pico. Às vezes vou em pé, mas aqui não tem aquela loucura como na Sé. Lá, no horário de pico, não dá nem para entrar no trem – diz o encanador Marcos Miguel, que mora em Embu, mas utiliza o metrô para chegar a Santo Amaro.

Depois que a Linha 5 passou a ter integração com a EMTU nas estações Capão Redondo e Campo Limpo aumentou um pouco o número de usuários vindos dos municípios de Embu, Embu-Guaçu, Itapecerica da Serra, Taboão da Serra. Mas o encanador Marcos Miguel é um dos poucos que prefere o ramal aos corredores de ônibus que levam até os terminais mais próximos do centro de São Paulo.

A economia no bolso é outro motivo que leva os usuários a preferirem os ônibus na região.

- O ônibus vai lotado, mas a gente chega mais rápido no trabalho. Além disso, eu tomo dois ônibus e pago uma passagem só. De metrô, além de levar mais tempo, custa R$ 1,20 a mais, pois eu teria que tomar um ônibus e um metrô, depois trem, e de novo metrô para chegar até o trabalho – disse Maria José Pereira da Silva, moradora do Capão Redondo.” (Globo Online 9/7/2007)

Evidentemente que nenhum estudo justificava priorizar tamanho investimento público, com esse traçado. O metrô, construído com a participação da empresa Alstom (aquela que é investigada por própina ao metrô tucano de São Paulo) é lindo e a região é muito carente em transporte público.

Mas o que justificou essa escolha foi a prioridade… eleitoral. A região é uma das mais povoadas de São Paulo e a obra podia ser realizada e entregue em tempo relativamente curto. De sorte que os interesses eleitorais do PSDB prevaleceram sobre qualquer estudo e acabaram impondo esse resultado.

Agora José Serra anuncia a expansão da linha 5, que ainda não começou, com um trajeto que poderá dar sentido à linha 5. A proposta de expansão que Marta defende, sugere que seja incorporado a esse plano de expansão o prolongamento da linha até MBoi Mirim.

LF

29/08/2008 - 10:47h Não foi um negocio da China

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Metrô de São Paulo: pouca extensão, superlotação e tarifa cara

 

 

O metrô de Shanghai é o mais recente no mundo e o que cresceu mais rapidamente. Após inaugurar sua primeira linha só em 1995, no eixo norte-sul a partir da estação Central em direção a periferia sul, no fim de 2007 a rede atingiu um total de 227 Km com 161 estações e 8 linhas.

A rede do metrô de Shanghai deverá atingir 510 km em 2012, dos quais 400 km serão postos em funcionamento antes da Expo de 2010.

COMPARAÇÃO

O metrô de São Paulo começou a ser construído no começo do anos 70. Hoje ele tem 62 km de extensão. Quando Shanghai começou seu metrô, em São Paulo os tucanos já tinham assumido o governo estadual e também o governo federal. Após 14 anos no comando do Estado, os últimos 4 comandando também a prefeitura de São Paulo e 8 anos no governo federal, os tucanos construíram um pouco mais de 10 km de metrô em 14 anos, menos de 1 km de metrô por ano.

Como se vê, ter os tucanos governando São Paulo todos estes anos não foi um negócio da China.

Com a proximidade das eleições municipais começaram a proclamar, adoidados, que não tem metrô em São Paulo por culpa… da Marta

LF


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COM 12,8 MILHÕES DE USUÁRIOS, A LIGAÇÃO ENTRE LESTE E OESTE DA CAPITAL SUPERA LINHAS DE CIDADES COMO HONG KONG

A linha 3-vermelha do Metrô, que no ano passado transportou 283 milhões de pessoas, tem o maior número de passageiros por quilômetro entre os principais representantes desse tipo de transporte do mundo. Isso traduz para números os empurrões e apertos enfrentados pelo usuário dos horários de pico.
Os dados e a afirmativa são da própria companhia. No ano passado, foram 12,8 milhões de passageiros/km por ano. A linha 3 tem 22 km de extensão e liga Itaquera (zona leste) à Barra Funda (oeste).
“É a linha mais densa do mundo”, diz Milton Gioia, chefe de operações do Metrô. A companhia alegou acordo de confidencialidade entre os integrantes da CoMET (Community of Metros) -que reúne empresas de outros países-, para não revelar números de outra cidades. A CoMET também foi procurada, mas se negou a passar os dados.
Na medição da malha inteira, o Metrô de São Paulo é o terceiro mais denso, com 10 milhões de passageiros/km. Tóquio tem 11,5 milhões e Hong Kong,10,4 milhões.
“Espero 30 minutos, uma hora para o trem esvaziar”, diz a ajudante de cozinha Nádia Nascimento Brandão, 20 anos, sentada na plataforma da estação Barra Funda.
A integração com a Companhia de Trens Metropolitanos na Barra Funda e no Brás, em 2000, foi o que alçou a linha 3 à condição atual, avalia Gioia. Em dois anos (1999 a 2001) o número de passageiros/ano cresceu 27,5 milhões.
O sentimento de superlotação também se deve ao “movimento pendular” na linha: a maioria dos usuários viaja em um único sentido no mesmo horário -leste-oeste de manhã e o inverso à tarde. ” De manhã são 74,5 mil passageiros por hora que saem do leste para o oeste”, diz Gioia. Na linha 1-azul, “mais equilibrada”, a concentração é em dois sentidos: norte-centro/sul-centro de manhã e centro-norte/ centro-sul à tarde. Para aliviar a situação, o Metrô aposta na redução do intervalo entre trens, de 101 segundos para 85 segundos, prevista para ocorrer em dois anos e meio. (Vitor Sorano 29/01/2008).

 

 

Metrô de SP: mais caro que o de 9 países

Com salário mínimo, argentino paga 1.079 bilhetes, enquanto paulistano consegue comprar 172 passagens

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Camilla Rigi – O Estado de São Paulo

Andar de metrô em São Paulo ou no Rio não é apenas uma questão de opção ou de estar perto de uma estação, mas principalmente de ter condições financeiras. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) relacionou o salário mínimo de 15 cidades – seis brasileiras e nove no exterior – e o poder de compra de um bilhete, e o resultado não foi animador para paulistanos e cariocas.

Em São Paulo, o usuário paga R$ 2,40 por bilhete. Com salário mínimo (nacional) de R$ 415, ele conseguiria adquirir 172 passagens por mês. No Rio, onde a passagem custa R$ 2,60 e o salário mínimo estadual é de R$ 447,25, seria possível fazer o mesmo número de viagens. Já na capital argentina, Buenos Aires, a realidade é bem diferente. O trabalhador que recebe um mínimo equivalente a R$ 539,59 tem outro poder de compra: 1.079 bilhetes, com valor unitário de R$ 0,50.

“Tínhamos uma suspeita de que o metrô era mais caro nessas duas cidades, mas nos surpreendeu elas estarem no topo da lista”, disse o coordenador da pesquisa, Carlos Tadeu de Oliveira. A comparação é feita com as cidades de Belo Horizonte, Brasília, Fortaleza, Recife, Cidade do México, Londres, Madri, Nova York, Paris, Santiago, Tóquio e Toronto. “Quando convertemos as tarifas para reais, Londres tem o preço mais alto (R$ 24, 17), porém o salário mínimo deles também é superior (R$ 4.700)”, explicou Oliveira. O londrino poderia comprar 194 bilhetes.

Na Cidade do México, andar de metrô custa R$ 0,33. Considerando que a renda mínima lá é de R$ 188,15, o poder de compra é de 570 passagens. Entre as capitais brasileiras, a mais barata é Fortaleza, onde o bilhete custa R$ 1 e o salário regional é de R$ 420.

Além da comparação financeira, a pesquisa traz outro dado para análise: a extensão da malha metroviária nessas capitais. E, de novo, os brasileiros perdem. Em Tóquio, onde há 304 km de metrô, o usuário consegue comprar 339 passagens com o seu salário mínimo de R$ 1.758,22. São Paulo oferece menor possibilidade de deslocamento, com 61,3 km de linhas, e ainda um valor de passagem que pesa mais no bolso do que para os japoneses.

“Temos de mudar as prioridades da sociedade. Quando ela quis saúde, o governo deu de graça. Com educação, a mesma coisa. Por que o transporte não pode ter mais subsídios, como em outros países?”, considerou o coordenador do Centro de Estudos em Finanças da Fundação Getulio Vargas, William Eid.

Para o ex-diretor do Institute for Transportation and Development Policy e presidente do Instituto de Energia e Meio Ambiente, Eric Amaral Ferreira, o preço do metrô em São Paulo e no Rio é absurdo. “Além de ser caro, é ruim. Na sexta-feira passada, peguei um trem na zona leste e fiquei parado dentro do túnel por mais de 20 minutos”, contou. Ele questiona por que o Metrô não publica sua contabilidade para que todos os cidadãos possam saber quais os gastos da empresa.

Além da operacionalidade, Ferreira lembra o martírio que se tornou pegar um metrô no horário de pico. “Não concordo com a tarifa, mas, se ela for mais baixa, o número de passageiros vai aumentar. E o sistema não vai agüentar.” Diariamente o metrô paulistano transporta mais de 3 milhões de passageiros. O de Nova York, que tem 369 quilômetros de trilhos, leva mais de 6 milhões por dia.

POLÍTICA TARIFARIA

O diretor de Operações Financeiras do Metrô de São Paulo, Nelson de Medeiros, explica que o Estado subsidia apenas as gratuidades do sistema. São 320 mil idosos, 22 mil desempregados e 260 mil portadores de necessidades especiais que não pagam. “A empresa sobrevive com o que arrecada com os passageiros. A tarifa não é mais baixa, nem mais alta. É a ideal para cobrir nossos custos”, afirmou.

Segundo Medeiros, o reajustes são previstos em lei. “A última vez que a tarifa aumentou (em janeiro) foi abaixo de todos os indicadores econômicos.” O diretor lembrou que o metrô oferece opções para os usuários que só utilizam esse meio de transporte. “A tarifa do cartão fidelidade (R$ 2,10) já significa uma boa economia.” Para ter esse benefício, o usuário tem de comprar pelo menos 20 bilhetes e não pode utilizá-los na integração com os ônibus. (O Estado de São Paulo 14/05/2008).

29/08/2008 - 10:16h Metrô falhou na fiscalização

Laudo final afirma que ruína podia ser evitada

Para IC, consórcio deveria ter parado obra e faltou fiscalização do Metrô

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Eduardo Reina e Bruno Tavares – O Estado de São Paulo

Apesar de confirmar parte das conclusões feitas por técnicos do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), o laudo oficial sobre o acidente na futura Estação Pinheiros do Metrô deixa algumas lacunas ao apontar quais fatores desencadearam a tragédia, que deixou sete mortos em janeiro de 2007. O documento de 193 páginas, assinado por oito peritos do Núcleo de Engenharia do Instituto de Criminalística (IC) de São Paulo, chegou ontem ao promotor de Justiça Arnaldo Hossepian Júnior, um dos encarregados pelo inquérito criminal. Mostra que a tragédia poderia ter sido evitada se a obra tivesse sido paralisada quando foi constatada instabilidade no solo, um dia antes do desabamento, e que o Metrô falhou na fiscalização.

link Confira especial sobre o acidenteespecial

O documento do IC aponta falhas no gerenciamento da obra e problemas de comunicação entre o Via Amarela, o Metrô, os assistentes técnicos e os projetistas da Linha 4-Amarela, mas é menos enfático do que o apresentado pelo IPT, que apresentou 11 fatores para o colapso. É o laudo do IC que balizará as ações do Ministério Público na Justiça. A análise oficial não responsabiliza nenhum técnico ou envolvido na obra pelo colapso.

Na avaliação dos peritos, a falta de sintonia entre as partes envolvidas na obra provocou uma “falsa sensação de segurança”. O IC acredita ainda que tanto o consórcio quanto técnicos e projetistas demoraram ou foram incapazes de identificar as intercorrências surgidas durante a construção – o que pode caracterizar imprudência. Já o Metrô não exerceu de maneira satisfatória seu papel de fiscal da obra – o que pode caracterizar negligência.

Os peritos do IC destacaram ainda alguns dos fatores principais que levaram ao desabamento: a desconformidade no gerenciamento de risco, na instrumentação e no monitoramento da obra, a saturação do solo e a alteração da seqüência executiva da construção. Entretanto, observaram que “não havia risco iminente” de queda do túnel. “Os valores da instrumentação (equipamentos que medem o recalque no solo) estavam dentro de patamares registrados em outras ocasiões.” Isso levou os responsáveis pela obra a crer que não haveria indícios de que era preciso acionar o plano de emergência ou mesmo paralisar os trabalhos.

Foram relacionadas algumas recomendações, principalmente a revisão dos arranjos contratuais (turn-key ou chave na mão, numa tradução livre), auditorias e de controle. Nas considerações finais, os peritos do IC afirmam que o Consórcio Via Amarela deveria ter paralisado a obra até a colocação de tirantes (parafusos gigantes) nas paredes do túnel. No dia anterior à tragédia, engenheiros e assistentes haviam decidido instalar 340 pinos, a fim de conter o recalque (rebaixamento natural) da estrutura. Enquanto parte dos operários trabalhava nisso, a outra prosseguia no trabalho de escavação, até mesmo com a utilização de explosivos.

Os operários do Via Amarela chegaram a furar as paredes para a instalação dos tirantes. Como eles nunca foram colocados, diz o IPT, esse vazio piorou a qualidade do maciço rochoso, considerado instável e complexo do ponto de vista geológico. Na época do acidente, o presidente do Metrô, Luiz Carlos Frayze David, disse que o consórcio trabalhava na colocação dos pinos quando os trabalhadores tiveram de evacuar o canteiro de obras às pressas. Nesse ponto, o IC também exime o Via Amarela de responsabilidade. Diz que, pela cronometragem do acidente, o consórcio teria até oito minutos para acionar o plano de emergência, o que seria impossível de ser feito.

DENÚNCIA

A hipótese da existência de um maciço de 15 mil toneladas, que teria deslizado, atingido o teto do túnel e provocado o desabamento, levantada pelo especialista norueguês Nick Barton, contratado pelo Via Amarela, foi descartada pelo IC. O colapso teve origem, diz o laudo, na lateral vizinha ao prédio da Editora Abril e não na calota do túnel, conforme dizia o relatório apresentado pelo Via Amarela em março. Os peritos do IC também chamaram a atenção para o modelo geológico utilizado no projeto – “simples demais” para a complexidade do solo.

“Fiz apenas uma leitura preliminar e, pelo que pude ver, o laudo confirma boa parte das nossas convicções”, disse o promotor Hossepian Júnior. “Vou analisar a necessidade de esclarecimentos pontuais e da oitiva de outras testemunhas”, ponderou. Hossepian Júnior voltou a dizer que denunciará à Justiça funcionários do Via Amarela e do Metrô. “Nesse caso, a responsabilidade recai tanto sobre quem executava a obra quanto sobre os responsáveis por fiscalizá-la”, afirmou. No dia 9 de junho, o promotor disse ao Estado que deveria denunciar por homicídio culposo (sem intenção) os responsáveis pelo poço de escavações. Antes de começar a elaborar a denúncia, ele ainda deve aguardar o relatório final da Polícia Civil.

29/08/2008 - 10:03h Desde 2003 houve redução de 40% na taxa da pobreza e ate 2011 investimentos iguais a cinco vezes o PAC

Musculatura para 2010

De olho na sucessão presidencial, Lula prega otimismo para uma platéia de políticos, sindicalistas e empresários: “Estamos caminhando em terra fértil, semeando um novo tempo de investimento”

 

Daniel Pereira Correio Braziliense

 

cardo Stuckert/PR
Lula: esforço para manter o “círculo virtuoso de crescimento com inclusão social e redução das desigualdades”

Um dia depois de enviar ao Congresso uma proposta de Orçamento da União que prevê crescimento menor em 2009, de 4,5%, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reforçou a aposta no desempenho da economia como trunfo eleitoral neste ano e em 2010. Foi durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, idealizada a fim de cavar espaço na mídia para a divulgação do “momento histórico vivido pelo país”. Na platéia estavam ministros, parlamentares, empresários e sindicalistas. Ouviram que, entre 2008 e 2011, serão investidos, com dinheiro público e privado, R$ 2,36 trilhões no Brasil.

O valor eqüivale a cerca de cinco vezes os recursos prometidos no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Além disso, segundo o presidente, seria mais do que suficiente para manter o “círculo virtuoso de crescimento com inclusão social e redução das desigualdades”, espécie de mantra ou slogan da gestão atual. “O crescimento que está acontecendo no Brasil não é, como diria um bom economista, um vôo de galinha. É, na verdade, o de uma águia que descobriu que pode voar muito mais alto do que estava acostumada a voar”, disse Lula.

“Hoje, podemos dizer que o Brasil logrou atravessar o deserto da estagnação econômica que, durante 25 anos, exauriu nossas melhores energias e frustrou os sonhos de toda uma geração. Agora, estamos caminhando em terra fértil. Semeando um novo tempo de investimento e trabalho e colhendo uma nova era de esperanças e de oportunidade”, acrescentou. O discurso otimista foi precedido da apresentação de uma centena de dados sobre o país. Primeiro a falar, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Luciano Coutinho, discorreu sobre os investimentos.

Ressaltou, por exemplo, que os recursos para construção residencial eram de R$ 80,6 bilhões em 2004. Para 2008 e 2010, estão previstos, respectivamente, R$ 119,2 bilhões e R$ 146,7 bilhões. “Em um ano de crise internacional, as decisões de investimento no Brasil nem tremeram”, disse Coutinho, arrancando um dos raros aplausos em quase três horas de solenidade. Depois dele, também falaram o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, que repetiu números sobre a empresa, e o economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas.

Combinação
Coube a Néri colocar pitadas sociais no bolo econômico. Ele disse que houve redução de 40% na taxa da pobreza desde 2003. E acrescentou que a queda na desigualdade, registrada nos últimos sete anos, seria resultado de uma combinação de fatores, como recordes na concessão de crédito e na formalização do emprego, além da recuperação da renda do trabalhador. “O recorde de carteira de trabalho assinada é uma aposta muito clara no futuro”, afirmou Néri.

O presidente decidiu realizar uma grande reunião para vender otimismo depois de chegar à conclusão de que o governo divulga mal suas realizações. Para a cerimônia de ontem, convidou empresários como Jorge Gerdau, Eike Batista e Roger Agnelli (da Vale), a “nata do PIB”, como se disse no Planalto. Para dar ares institucionais à empreitada, também convidou os presidentes da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), e do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN), o ex-presidente e senador Fernando Collor de Mello (PTB-AL), além de líderes de partidos governistas e da oposição. Caciques do DEM e do PSDB não foram ao Planalto.

“Os números apresentados não são do governo, mas do país. Quem assumir o Brasil encontrará essa realidade”, declarou o ministro de Relações Institucionais, José Múcio Monteiro. A ausência dos oposicionistas não foi o único motivo de lamentação. Nos bastidores, auxiliares de Lula mostravam desapontamento com o discurso do presidente. Lido no teleprompter, o texto teria ficado sem a cara e o jeito da estrela da cerimônia. “Faltou um pouquinho mais de Lula”, declarou um assessor.


O número

Entre 2008 e 2011, serão investidos, com dinheiro público e privado, R$ 2,36 trilhões no país