Pilates: associação defende método tradicional

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Tatiana Clébicar – O Globo

RIO – Preocupada com a oferta desordenada de cursos Brasil afora, a Associação Brasileira de Pilates promove um curso de pilates tradicional para profissionais formados em Educação Física ou Fisioterapia. O objetivo é ensinar os 34 movimentos desenvolvidos pelo alemão Joseph Hubertus Pilates nas décadas de 20 e 30.

- Alguns professores agregam novos conhecimentos à técnica e a formação original se perde. Alterações em relação à respiração e à contração do abdômen e a fragmentação do método não traduzem as propostas de Pilates – diz o professor Hamilton Scherer, secretário geral da associação.

Segundo ele, a idéia do é que o indivíduo pudesse exercitar o corpo como um todo em 34 exercícios que trabalham todos os grupos musculares. A ordem dos movimentos obedece a uma seqüência determinada pelo criador do método.

- A aula é uma coreografia que não pode ser interrompida. Há uma sincronia que não pode ser quebrada para que o aluno beba água, por exemplo – completa ele, dizendo que no Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, bailarinos não podem ser instrutores. – É necessária uma formação em saúde. Especialmente porque o pilates é um exercício pesado. Não é nada suave.

  ” Alterações em relação à respiração e à contração do abdômen e a fragmentação do método não traduzem as propostas de Pilates “

A força vem do músculo transverso do abdômen. Scherer explica que apesar de a atividade ser pesada pode e deve ser praticada por pessoas com desvios posturais e dores lombares.

- O pilates aumenta a flexibilidade e tonifica a musculatura – enfatiza, lembrando que o método está baseados nos princípios da respiração, centralização, concentração, alongamento axial, coordenação e fluidez. – Muitos alunos asmáticos têm menos crises porque aprendem a tirar proveito de toda sua capacidade respiratória. Isso significa mais qualidade de vida.

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3 COMENTÁRIOS PARA "Pilates: associação defende método tradicional":

Comentado por GISELE BAPTISTA em 23/10/2008 - 15:35h:

NÃO CONCORDO COM A MONOPOLIZAÇÃO DO MÉTODO. O PRINCÍPIO/RAIZ DA TÉCNICA TEM QUE SER PRIORIZADO, MAS VARIAÇÕES SÃO PROPRIAS DE UMA EVOLUÇÃO. A COMPETENCIA E O COMPROMETIMENTO DO PROFISSIONAL ATUANTE É QUE DEVE SER ACOMPANHADO. O PRÓPRIO JOSEFH HUBERTUS PILATES DESENVOLVEU ESSE MÉTODO A PARTIR DE VIVÊNCIAS ESPORTIVAS E MÉDICAS SEM QUALQUER FORMAÇÃO ACADÊMICA. “SOMENTE EM VIVÊNCIA PRÁTICA.” O QUE ESCLARECE E JUSTIFICA MEU PONTO DE VISTA. ATT, BOA SORTE!

Comentado por Fabio em 09/04/2009 - 16:11h:

Concordo com a Gisele Baptista e completo dizendo que a única escola que não faz parte da Aliança Mundial de Pilates (Pilates Method Alliance-PMA) é a Pilates Studio, escola responsável por essa associação brasileira.
Acho irônico a própria matéria comentar que o Brasil está indo contra o resto do mundo ao não permitir que bailarinos sejam instrutores, uma vez que a técnica foi desenvolvida e aprimorada com e para bailarinos, que o próprio Pilates foi ginasta e artista de circo, e que a tão competente, cultuada e fundadora da Pilates Studio fora do Brasil, Romana Kryzanowska é bailarina e conheçeu o método através da dança, assim como a maioria dos elders (alunos que se certificaram diretamente com Joseph Pilates), como Ron Fletcher, Bruce King, Eve Gentry, entre outros. Fisioterapia é reabilitação e educação postural, educação física é esporte e condicionamento físico, dança é consciência corporal, educação do movimento e arte, e o pilates pode abranger tudo isso. A ´briga` vai contra todos os princípios propostos por Joseph Pilates. Quando todas as áreas se unirem sem preconceitos e com estudos perspicazes e investigadores, a vontade do criador do método de que o mundo todo pratique seus exercícios estará completa.

Comentado por Eduardo F Rosa em 28/09/2009 - 17:31h:

Fabio, como membro da ABP informo que a ABP não tem nenhuma relação com a Pilates Studio. A discussão quanto as modicaficações frente a metodologia original é pertinente e interminável. A questão é: A ABP valoriza os conhecimentos fornecidos por Joseph e os defende. Profisisonais que modificam o método e utilizam acessórios e evoluções que não foram trazidas por Joseph poderiam criar uma nova metodologia, com outro nome… A discussão é basicamente essa. Trabalhar como Joseph propôs ou inventar uma série de exercícios e inventar novos aparelhos!? Tem gente que modificou até os 6 princípios básicos do médoto. Não acredito que seja possível questionar a ABP por trabalhar com a metodlogia original sendo que, sem Joseph e a proposta em que trabalhamos, não existiria o método Pilates.
Fica a reflexão.
Sucesso a todos…

 

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