Tadao Takahashi, pai da Internet no Brasil defende proposta de Marta
Tadao Takahashi foi quem planejou e conduziu a implantação da Internet no Brasil. Criador e coordenador-geral da Rede Nacional de Pesquisas, do Ministério da Ciência e Tecnologia. Foi membro fundador do Comitê Gestor Internet e, em segundo mandato, co-responsável pela formalização do NIG.BR (grupo que opera a internet brasileira). Foi o coordenador-geral do Programa Sociedade da Informação (1999-2003), da Presidência da República. É presentemente membro do Advisory Panel da Global Alliance on ICTs for Development (GAID) das Nações Unidas e consultor de vários projetos da Comissão Européia (X-CROSS, WINGS, etc.) envolvendo tecnologia, educação e sociedade.
Tadao não vota em São Paulo, mas considera que Marta está no caminho certo propondo internet sem fio, de graça, na cidade.
Respondendo aos detratores e, indiretamente, aos jornais que jogam “dúvidas”, em relação a consistência das propostas defendidas por Marta, Tadeo Takahashi elaborou um texto do qual reproduzo a parte final aqui. LF
Meios
Marta foi quem criou os telecentros em São Paulo
Como promover inclusão digital maciça da população paulistana até, digamos, o ano de 2015, em que as Metas do Milênio das Nações Unidas estarão sob intenso escrutínio em todos os países do mundo, inclusive no Brasil? Vale lembrar que, em 2015, as correntes previsões indicam um cenário bastante preciso: a Internet banda larga estará em todos os municípios brasileiros, mas o número de assinantes será talvez da ordem de 30 milhões, para uma população de 200 milhões; a TV Digital Terrestre estará em todos os municípios brasileiros, mas o canal de retorno, especialmente para interação intensa, será um desafio ainda por vencer; celulares 3G/4G/5G estarão amplamente disseminados, mas com preços de assinatura proibitivos para a maior parte da população; computadores e dispositivos de armazenamento, processamento e comunicação terão preços abaixo de US$ 100 para configurações que hoje custam acima de US$ 1000; e a população como um todo terá tido um aumento significativo de renda, mas as classes menos favorecidas continuarão vivendo com orçamentos no limite.
Uma resposta imediata (e limitada) é aumentar o número e a funcionalidade de telecentros, em que iniciativas do poder público e da sociedade civil se têm esmerado, no Brasil desde o final dos anos 90. A cidade de São Paulo tem poucos telecentros para a sua população, e efetivamente mais deles são necessários, bem como o aperfeiçoamento das instalações e serviços.
Aqui, a evolução tecnológica acrescenta um ingrediente extremamente útil: o da comunicação sem fio, especialmente utilizando tecnologias como WiFi/WiMax. Com o uso delas, é possível planejar-se a implantação de ilhas digitais de até 500 m de raio (na tecnologia WiFi N atual), a partir de estações que podem ser instaladas a baixo custo em telecentros, escolas, bibliotecas públicas, museus, praças públicas, associações de bairro, etc., de forma judiciosamente planejada para atingir segmentos específicos da população. As pessoas poderão ter acesso à Internet através de um notebook ou um computador desktop providos de interface (que custam hoje da ordem de R$ 50, e tendem a vir pré-instalados da fábrica em todos os equipamentos móveis de informática). A partir de 2010, deverão disseminar-se mais amplamente dispositivos multifuncionais, evoluídos dos aparelhos celulares atuais, que incorporarão interface WiFi para acesso à Internet nessas ilhas digitais.
Um número significativo de tais ilhas digitais, estrategicamente implantadas em locais públicos de grande afluência e movimento de pessoas (ex: proximidades de estações, ao longo das marginais, ao longo das grandes avenidas, etc.), bem como em entidades públicas (ex: escolas, centros de saúde, etc.) e comunitárias (ex: associações de bairro, salões paroquiais) em bairros menos favorecidos, poderá incrementar enormemente o acesso à Internet em toda a cidade. Se a uma iniciativa pioneira da Administração Pública como essa corresponder resposta similar do setor privado, o movimento rumo a inclusão digital maciça na cidade será irreversível.
Se parece tão simples e efetivo, porque iniciativas similares não existem em um sem-número de cidades no Brasil e no mundo? A resposta mais imediata é: isto custa. Não tanto a implantação, mas a manutenção do serviço e a expansão via parcerias com o setor privado. Aqui, o desafio é estratégico para a Administração Pública: uma iniciativa como esta precisa necessariamente estar subordinada a uma visão ampla do poder público acerca de todas as suas ações, e acerca de como envolver a população nas mesmas, porque se trata de promover duas “mini-revoluções”. A primeira “mini-revolução” é a de incremento decisivo da comunicação e interação entre a Administração e a população – disponibilizar acesso e não se organizar para responder à intensificação da comunicação é uma contradição básica que a população não perdoará. A segunda “mini-revolução” é a de mudança da relação das pessoas com os espaços públicos – disponibilizar acesso em “qualquer lugar” através de uma iniciativa pública significa convidar a população para ocupar o espaço urbano de outra forma, em que sair de casa de madrugada e voltar à meia-noite, após longa jornada de deslocamento, trabalho e estudo, não tenha como única “bóia de contato” um celular pré-pago e com tarifas extorsivas.
Posto que uma Administração aceite lançar-se a essas duas mini-revoluções, o custo de manutenção dos serviços será perfeitamente aceitável. Sem contar que o custo maior, o de conexão banda-larga à Internet, poderá ser negociado em grandes contratos de atacado, em escala bem maior do que somente para telecentros.
Tecnologias e Tendências
Há vários aspectos em que as principais tecnologias preconizadas para esta iniciativa merecem cuidadoso exame, adoção e acompanhamento. Em particular, a combinação WiFi/WiMax demanda várias considerações: por exemplo, raio de alcance (até 500 m para WiFi, dezenas de kilômetros para WiMax); atenuação de sinal em locais com barreiras (ex: muitos edifícios, morros, etc.); captura do sinal e intercepção da comunicação; interferência de outros serviços operando na mesma faixa de frequência (ex: telefonia remota, microondas, etc.). E há aspectos de carga operacional: por exemplo, a necessidade de aumento de velocidade na conexão à Internet nas ilhas digitais mais demandadas.
Mas a aposta é segura, posto que WiFi/WiMax são também a aposta das principais empresas globais em tecnologias e produtos para Internet. Por exemplo, a INTEL planeja fazer testes ainda este ano com dispositivos WiMax com alcance próximo de 100 km. Por outro lado, para cada problema técnico, há uma ação correspondente a se considerar: por exemplo, “boosters” para amplificação de sinal; criptografia para reforçar segurança; multiplos “switches” em uma mesma ilha para assegurar redundância e minimizar o impacto de falhas; etc. Por último, é evidente para os especialistas que os aspectos regulatórios dos chamados Serviços de Telefonia Fixa Comutada (STFC) e Serviços de Comunicação Multimedia (SCM) no Brasil terão de ser revistos em futuro próximo (embora provavelmente de forma não simultânea, por contingências do setor), para levar em conta o impacto de WiFi/WiMax – com isso, problemas de uso de frequências deverão ser solucionados de maneira cabal.
Iniciativas no Mundo
Berlim, Paris, Porto e outra cidades já estão no mesmo caminho proposto por Marta
É importante notar que há muitas iniciativas de inclusão digital e correlatos no mundo, com características variadas, objetivos igualmente variados, e resultados também variados. Vale a pena comentar rapidamente algumas delas.
Primeiramente, é importante notar que o modelo de telecentros é altamente disseminado no mundo desde a década de 90. Exemplos próximos ao Brasil são os do Perú e do Equador, nos quais o papel do poder público foi a princípio pequeno: no caso do Perú, as chamadas “cabinas públicas” foram basicamente da iniciativa privada, enquanto no Equador principiaram com ONGs. Em contraste, no Brasil os telecentros realmente decolaram a partir do início deste século, com considerável suporte público a iniciativa pioneiras da sociedade civil (como foi o caso da Prefeitura de São Paulo, do Governo do Estado de São Paulo, Governo da Bahia, etc.). No Brasil, chega-se hoje a algo como 17 mil telecentros no total (contabilizados pelo IBICT), enquanto LAN Houses proliferam, paradoxalmente junto às classes menos favorecidas. Obviamente, faltam telecentros de acesso gratuito, e nos telecentros faltam serviços úteis e interessantes para além do mero acesso Internet.
Uma outra vertente de inclusão digital na Administração Pública, no final dos anos 90, colocou foco na estruturação e disponibilização de serviços Web da própria administração, e de sua difusão via Internet. Exemplos mundiais de excelência, nessa linha, são os das prefeituras de Miraflores (na grande Lima/Perú), Cordoba (Argentina), com vários êmulos no Brasil, como em Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte. Em algumas cidades, como Filadelfia, a Administração se decidiu a verticalizar a implantação de infraestrutura física de redes. No Brasil, iniciativa nessa linha, mas limitada aos órgãos da Administração Pública, foi a de Porto Alegre, exemplo de excelência pouco seguido mundo afora. Um evidente desafio, no caso das cidades brasileiras, é a limitada inclusão digital da população, o que impede que esquemas realmente amplos de iniciativas como Orçamentação Participativa possam ser feitos via redes.
O que remete ao desafio de inclusão digital ampla. Em grandes cidades do mundo desenvolvido, o uso de tecnologia WiFi para criar “hot spots” tem sido predominantemente do setor privado, e em espaços de grande movimento, partindo da premissa de que em casa, na escola, etc., o cidadão tem seu próprio acesso. É tipicamente o caso da rede STARBUCKS, nos EUA e especialmente em Manhattan/New York. Já quando se miram os países em desenvolvimento, a iniciativa de adoção de WiFi/WiMax para inclusão digital maciça envolve, direta ou indiretamente, o poder público, sem o qual não se consegue escala. Aqui, os melhores exemplos vem da Índia, com a ressalva de que as condições de alta densidade demográfica prevalentes em praticamente todo o país tornam o desafio de massificação de inclusão digital especialmente interessante mas difícil, não em termos de tecnologias mas em termos de capacidade operacional. Finalmente, no Brasil, os melhores exemplos de inclusão digital maciça vem de cidades pequenas, e o caso de Piraí é provavelmente o mais conhecido, embora não em suas tecnicalidades: o objetivo inicial e plenamente atingido por Piraí foi o de verticalização de infraestrutura de redes (em vários “sabores”, incluindo PLC, via rede elétrica), o que não é o caso da maior parte das iniciativas (nem desta proposta para São Paulo, vale a pena frisar!). Outro exemplo recente e interessante, desta feita na cidade do Rio de Janeiro, é o do Orla Digital, que centralizou foco na praia de Copacabana e agora planeja estender-se por Ipanema e Leblon. É interessante observar que este projeto tem um foco específico e um escopo geográfico específico, coerente com a imagem e os interesses prioritários da Administração Pública estadual. Nisto, ele difere drasticamente da proposta para São Paulo, que coloca ênfase no morador paulistano, sem deixar de mirar o visitante.
Em Luxemburgo também funciona o sistema proposto por Marta para São Paulo

Perspectivas
Há uma possibilidade concreta de que esta proposta encontre contestação de diversos tipos, como por exemplo:
(i) telecentros vs. “hot spots”
A questão sequer se coloca, porque não se trata de ou, mas de e – um bom lugar para se implantar equipamentos para ancorar um “hot spot” é exatamente um telecentro. E uma equipe distribuída estrategicamente para dar suporte a uma malha de “hot spot” será bem montada se se valer dos recursos humanos e da base oferecida por um conjunto de telecentros.
(ii) competição com provedores Internet Banda Larga
Novamente, a questão sequer se coloca, porque a idéia é que as conexões banda-larga à Internet sejam contratadas a operadoras comerciais, em grandes contratos de atacado e não de varejo. Sem contar que o movimento inicial do poder público poderá ser emulado e ampliado em termos comerciais pelas operadoras.
(iii) esvaziamento de provedores de Acesso e Informações
Na realidade, é o contrário. Acordos com grandes provedores de conteúdos, tais como UOL e GLOBO.COM, serão necessários para se oferecer conteúdos apropriados a novos ingressantes na rede.
(iv) pobre não tem computador
Em 2007, no Brasil, mais computadores foram vendidos do que aparelhos televisores, especialmente devido às classes C e D. E vale registrar que os micro-notebooks sequer estavam se popularizando como estão hoje. E as projeções da indústria apontam para o Brasil como o terceiro ou quarto mercado mundial de computadores em 2010. Por outro lado, vale a pena notar que a Lei de Moore continua valendo, e veremos dispositivos de acesso à Internet com um quarto do preço atual em 2012. Por último, é interessante registrar que todo o Setor Público federal e a Indústria brasileira apostam no mercado doméstico e na criação de um círculo virtuoso de consumo de massa (de bens como computadores) para sustentar o crescimento do país. Seria estranho que somente a cidade de São Paulo fosse contra essa tendência.
(v) custos
É importante olhar os componentes de um “hot spot”, em termos de equipamentos, infraestrutura, serviços de instalação, custos de conexão Internet, custo de manutenção, etc., para se fazer as contas. O custo unitário mínimo poderá então ser aumentado, em função de necessidades de redundância, amplificação de alcance/sinal, velocidade de acesso banda-larga, etc. E o custo de conexão deverá ser modulado em função do número de enlaces, da velocidade piso/teto a ser contratada em cada caso, e das condições de cada região em que o enlace deverá ser implantado em São Paulo. Finalmente, é necessário fazer projeções para esses custos para uma janela de no mínimo quatro anos. Isto feito, será possível discutir custos. A menos disso, será amadorismo ou má-fé.
O Risco do Pioneirismo
Por último, é importante tecer comentários sobre os eventuais riscos de uma iniciativa como a aqui proposta, na escala que se propõe, e em caráter aparentemente pioneiro.
Primeiramente, vale reenfatizar que, do ponto de vista de tecnologias, não há nenhuma inovação a aguardar ou a testar. A tecnologia a ser implantada é sólida, disponível em produtos “off-the-shelf”, e largamente utilizada no Brasil.
Segundo, o plano de implantação prevê um rítmo compassado, principiando com uma fase inicial cuidadosamente planejada em 2009, e com acréscimos a cada ano. Além disso, a cada passo se poderá alterar a topologia concreta do conjunto de ilhas digitais, bem como a configuração específica de cada ilha, em função da demanda, condições de operação, etc.
Terceiro, a iniciativa de inclusão digital está estreitamente “amarrada” com propostas para outras áreas, tais como educação, segurança, etc., de tal sorte que não há risco de se criar um “elefante branco” que não terá uso ou fim.
Quarto, esta não é uma iniciativa isolada no país. O Governo Federal tem, via Ministério das Comunicações, uma iniciativa denominada Cidades Digitais, que aborda justamente esse desafio. O MEC pretende ter laboratórios de informática, conectados em banda larga, em todas as escolas públicas do país até 2010. E via ANATEL, em 2007 as concessionárias de serviços de telecomunicações se comprometeram a implantar “back-hauls” banda larga em todos os municípios do país, em vez dos PSTs (Postos de Serviços de Telecomunicações) preconizados originalmente no Plano de Metas.
Por último, vale a pena comentar acerca de possíveis riscos em ações pioneiras como várias que esta iniciativa poderá necessitar, ao longo de sua decolagem. Temos afinal, no frigir dos ovos, capacidade no setor público para conceber e implantar iniciativas de envergadura como esta no país, envolvendo tecnologias de ponta?
O exemplo básico que eu ofereço, para responder a essa questão, é exatamente o da implantação da Internet no Brasil. De 1988 a 1995, tal implantação ocorreu sob a coordenação do mesmo grupo que assina esta proposta, começando com uma Internet estritamente acadêmica, e desembocando em uma Internet aberta, com um Comitê Gestor multipartite, ao longo das administrações Sarney, Collor, Itamar e FHC, e adotando um modelo próprio que pinçava aspectos das iniciativas alemã, espanhola e americana. Em adição, o Comitê Gestor Internet brasileiro foi montado em 1995/96 segundo uma estrutura que antecendeu a da organização mundial, a ICANN, em pelo menos três anos. Por último, do ponto de vista técnico/operacional, o estado de São Paulo foi um dos grandes alicerces da implantação da Internet, através da ANSP/FAPESP; e tanto o estado como a prefeitura foram pioneiros (já nesta década) na concepção e implantação em escala de telecentros. Portanto, esta proposta nada mais faz do que continuar e honrar essa tradição de ousadia bem planejada e pioneirismo em uso social de tecnologias em que o Brasil tem perseverado.
Tadeo Takahashi
Tags: Anatel, celulares, computadores, Comunicações, Digital, houses, inclusão, Internet, internet grátis, internet sem fio, Marta Suplicy, Municipais, Prefeitura SP, Tadao Takahashi, tecnologia, telecentros, telecomunicações, telefonia, web, wifi, WiMax16 COMENTÁRIOS PARA "Tadao Takahashi, pai da Internet no Brasil defende proposta de Marta":
Mais importante que o acesso a internet é o acesso á informação pela internet.
Como é bom receber informação, como nesse texto do Tadao! Informação, artigo cada vez mais em falta no carbono dos jornalões.
Quem sabe uma cidade antenada possa no futuro ser mais imune as ”dúvidas” que oportunisticamente são difundidas.
Excelente e esclarecedor o artigo do Tadao Takahashi, o “pai da Internet” no Brasil.
Com seu ousado projeto de “internet livre” para a cidade de São Paulo, a Marta mais uma vez sai na frente de seus adversários, que representam o “velho modo” de fazer política nesta Cidade e País,e que surpreendidos pela inovadora idéia, partem imediatamente para a tentativa de desqualificação da proposta, na base do “achismo”, sem nenhuma fundamentação técnica.
Pela exposição do Tadao Takahashi, São Paulo tem tudo para ser a primeira grande CIDADE DIGITAL, não somente do Brasil, mas do Hemisfério Sul das Américas.
Essa proposta é fruto da capacidade de idealizar, vislumbrar e planejar o futuro que a Marta possui, sendo esses um dos seus grandes diferenciais em relação aos outros candidatos.
O OBSERVATÓRIO DE MIDIA publicou o 4º relatório sobre a cobertura da mídia paulistana sobre as eleições na capital.
Pelos resultados detectados, continua a parcialidade da mídia contra a candidata Marta/PT e o favorecimento da candidatura do demo Kassab.
O período analisado é de 13/09 a 19/09.
Vamos aos números:
Na última semana, somente o candidato Kassab teve a maioria das reportagens favoráveis, num total de 41,9% e desfavoráveis de 26,7%;
Das 24 reportagens sobre as últimas pesquisas eleitorais do Ibope e Datafolha 95,8% (!!!) foram favoráveis ao Kassab;
Das 24 reportagens sobre as últimas pesquisas eleitorais, 37,5% foram desfavoráveis a líder Marta(!!!), e 29,2% favoráveis;
Como se verifica, a grande mídia continua operando a pleno vapor a favor do candidato demo/tucano/Serrista Kassab,
e o TRE não tem nada a dizer?
[...] Paris, Berlim, Londres, Porto e inúmeras outras cidades fornecem acesso gratuito a internet sem fio, sem ter criado imposto especial para isto, de sorte que o argumento fica sem sustento. (ver aqui no blog Internet grátis na rua é a cara de Berlim; Cidade de Paris: Internet para todos; Cidade do Porto com Internet sem fios gratuita; Tadao Takahashi, pai da Internet no Brasil defende proposta de Marta). [...]
No Brasil quando se prioriza o pobre,é muito caro.Quando se prioriza os ricos(financiadores de campanha),é desenvolvimento.Mas isso está mudando,só depende de nós,não podemos retroceder.
Se depender de mim, a Marta vai ganhar. Eu estarei no interior mas faco questao de voltar a tempo para votar. Abraco e boa sorte pra vcs!
Aprovado desde ja!!
Nao se pode ficar à merce dos preconceitos de elitie dizendo que pobre nao tem computador, ou coisa do tipo!! So pra ilustrar, a primeira vez que vi uma tv 29″ e um aparelho dvd player na vida, foi em casa “de pobre”! E incrivel como isso ainda acontece hoje!
Penso que este projeto de wi fi, seja uma grande oportunidade para que toda a populaçao descubra novas possibilidades em internet publica!!!
PS: completando!!!
que inicie nos locais publicos, como bibliotecas, museus, prefeitura!!! Dai pra se “tomar o espaço que falta” é uma questao de pouquissimo tempo!!!
Abraço e sorte!!!
Marta de novo!!!
Favre, há pequenas cidades que já adotaram e você não cita.
São cidades brasielrias. Interessa muito mais que saber da Europa, saber que já está sendo implantado no Brasil.
Sei de Parintins e Ananideua
eu acho que é uma mentira porque wimax so vai estar com licenças leiloadas em sp no brasil em 2010.
A NOKIA E CLARO VÃO TRAZER CELULARES COM WIMAX EM 2009 OU 2010.
PODERIA QUEBRAR O MONOPOLIO DAS EMPRESAS DE INTERNET, QUE OFERECE SERVIÇO NUMA DETERMINADA REGIÃO DOMINA AQUELA REGIÃO(ESTADO), NÃO DEIXA OUTRA EMPRESA ENTRAR PARA OFERECER SERVIÇO DE INTENET BANDA LARGA.
A EMBRATEL OFERECE O SERVIÇO DE BANDA LARGA WIMAX MPE,EM CONJUNTO PACOTE DE TELEFONIA, SE CLIENTE É OBRIGADO A COMPRAR O PACOTE DE TELFONIA, SENDO JA PAGA POR UMA LINHA TELEFONE, MAS EMBRATEL NÃO FALA QUE NÃO ATENDE ALGUNS REGIÕES DO BRSIL OU SP.
A SRA MARTA VAI MONTAR UMA CIDADE DIGITAL EM SP,QUANDO ELA FOR ELEITA PREFEITA.
SERÁ QUE AINDAN TEM GENTE QUE ACREDITA EM PROMESSAS DE POLÍTICOS. POR FAVOR, EXISTEM CONTRATOS QUE NÃO PODEM SER QUEBRADOS ANTES DE 2015, CASO ISSO ACONTEÇA A MULTA É ALTÍSSIMA…MILHÕES DE DÓLARES.VOTAR EM PROMESSAS É COISA DO PASSADO E ESSES POLÍTICOS AINDA NÃO SE DERAM CONTA DE QUE O POVO DE SÃO PAULO NUNCA FOI DE EGOLIR PEIXE ESPINHENTO DUAS VEZES.A MARTA ESTÁ MAIS POR FORA DO QUE GATO EM TELHADO.ACORDA MARTA, ACORDA PT.SEUS DIAS DE GLÓRIA ESTÃO ACABANDO.
Boa Tarde
Necessito de conversar com o sr. Tadao ou sua Assessoria, para solicitar uma Palestra sobre TI no dia 19 de Maio em SP.
V.Sas. podem me indicar seu contato por telefone ou email?
Abraços
Carlos



Não me espanta nada a crítica do Kassab e do Alckmin à nova proposta da “Internet livre” da Marta para a cidade.
Afinal os políticos desses partidos,os demos e tucanos, votaram contra os projetos dos CEUS quando propostos pela Marta na Câmara Municipal, e hoje se apropriam dessa idéia, porque ela se mostrou viável e aprovada pelo povo.
Assim também votaram e eram contra o Vai e Volta Escolar e contra o Bilhete Único nos transportes; contra o material escolar e uniformes escolares gratuítos, sendo que hoje posam de donos dessas legítimas políticas públicas idealizadas e colocadas em práticas na primeira gestão da Marta/PT, em 2001/2004.
O problema de políticos conservadores como Kassab e Alckmin, é não acreditar em inovações, não ter criatividade e ousadia, porisso tentam desqualificar o novo, o inovador e criativo.
Bom para eles é a famosa “paz dos cemitérios”, onde não acontece nada e a burocracia comanda a administração, no ritmo e marasmo peculiar às gestões públicas dos governos demos e tucanos.