Caminhoneiros e empresas lamentam o ”Custo SP”
Empresários dizem que foram incentivados a comprar VUCs; motoristas não sabem o que fazer
Renato Machado – O Estado SP

O caminhoneiro Marcelo Zago já avisou seu ajudante que vai trabalhar normalmente na próxima semana. Mesmo vivendo as incertezas a respeito do futuro das regras para os Veículos Urbanos de Carga (VUCs), ele adianta que deixará seu celular ligado, à espera do chamado da empresa em que presta serviço. Se ligarem, trabalhará com seu pequeno caminhão, mesmo que a circulação esteja proibida na região do centro expandido, como prevê o Decreto 49.636. “Eu tenho prestações do caminhão para pagar e não posso ficar com ele parado. Vou arriscar tomar multas, mas tenho de honrar meus compromissos.”
Por causa do aquecimento da economia no início deste ano e da grande oferta de trabalho no setor de transporte de carga, Zago decidiu vender seu guincho e investir em um VUC. Rapidamente conseguiu se agregar a uma companhia e conseguia arcar com as prestações de R$ 2 mil de seu caminhão. Ele também contratou um ajudante, pagando R$ 30 por dia de trabalho.
Antes do rodízio de placas pares e ímpares, saía praticamente todos os dias de São Bernardo, onde mora, para realizar entregas na cidade de São Paulo. “O rodízio de placas já foi ruim, porque às vezes sou chamado para trabalhar e não posso rodar. E também não sou chamado em dias que estou liberado pelo rodízio”, diz.
Caso o decreto não seja revogado, Zago acha que perderá muito serviço, pois trabalha transportando material esportivo de alto valor agregado. “As empresas não vão abrir à noite para receber mercadoria. Vou ter de dividir minha rota com alguém ou até mesmo largar esse trabalho”, diz.
Assim como alguns trabalhadores autônomos, as grandes empresas também não sabem se poderão utilizar os VUCs na próxima semana e começam a procurar veículos menores para alugar e a reunir trabalhadores terceirizados para as entregas. “Tem algumas empresas que infelizmente vão arcar com as multas para não perderem os clientes”, diz o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de São Paulo (Setcesp), Francisco Pelúcio.
Ele acrescenta que grande parte das empresas enfrentará prejuízo, pois investiram em VUCs para compensar as restrições impostas aos grandes caminhões. A Braspress, por exemplo, comprou 36 unidades neste ano e, quando teve início o rodízio de placas pares e ímpares dos VUCs, precisou comprar outras 40 veículos de carga menores.
“A Prefeitura aumentou o tamanho permitido para que um caminhão seja VUC de 5,5 metros para 6,3 metros e incentivou a compra deles. Tudo indicava que esses seriam os veículos de carga para a cidade de São Paulo, a partir de agora. Mas quem investiu terá de reorganizar todo o sistema de logística”, diz o presidente da companhia, Urubatan Helou. Os empresários também estimam em 15% o aumento dos custos do transporte, por causa das restrições aos caminhões. “É o ‘Custo São Paulo’, como tem gente chamando. E isso infelizmente é repassado ao comércio”, diz Helou.
Tags: caminhões, Centro, empresas, entregas, Kassab, multas, Prefeitura SP, rodízio, Setcesp, Transporte, VUC3 COMENTÁRIOS PARA "Caminhoneiros e empresas lamentam o ”Custo SP”":
A vontade do povo é soberana, mas janeiro está chegando e com ele, as enchentes.
Se o trânsito está um cáos, imagine com as chuvas.
a segurança públia está nas mãos do PCC em São Paulo.
Quem sabe aí, a população se toque e perceba que se houve melhorias, foi pelo governo Lula e nao pelos belos olhos do K. ou do Serra.
Agora se o Lula nao colocar cartazes enormes, com gás neon se possível, para as obras do PAC, eu realmente nao vou entender.
Vá ser low profile assim na casa do chapéu.
Temos realmente que pensar em mudanças que sejam significativas, tanto para a população como para com os que ela trabalha. As medidas adotadas pela Prefeitura de São Paulo, em relação ao trânsto de veículos, em especial os chamados VUC’s, tem lá seus pontos positivos e negativos. O que precisa ser revisto é seu impacto para os produtos que terão seus valores corrigidos em prol desta benfeitoria e para os trabalhadores que dela necessitam para se sustentarem. Acredito que o reconhecimento de que os proprietários de veículos devem pagar seus impostos e demais compromissos com a renda vinda destes veículos, assim como os proprietários de empresas que investem neste mercado. A Prefeitura da maior cidade do país com certeza pensará em manter sua expansão, como vem sendo a mais e quatrocentos anos, percebendo que os valores pagos com os IPVA’s dos veículos adquiridos são insuficientes a boa administração publica. Abraços.
não consigo párar de pensar e achar muito irônico que a população ainda tenha problemas com a cidade de São Paulo. Pelo que entendi, para 60% tudo esta muito bom.Não tyemos problemas de transito, nem educação nem saude.
Oras, oras…custo São Paulo? Pq será? Acredito que a falta de planejamento e envolvimento da prefeiturea com politicas que verdadeiramente transforme essa cena atual, estará procando um caos de logistica e acessibilidade logo mais.
Mas como eu disse….esses reclamantes do custo São Paulo não entendem que 60% da cidade acha que tudo esta bom, uma maravilha…
MARTA GOVERNADORA 2010!