La Traviata

Ammami Alfredo e Final do filme sobre
”La Traviata”
de G. Verdi

Teresa Stratas
Plácido Domingo
Cornell MacNeil

Direcor:
Franco Zeffirelli

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4 COMENTÁRIOS PARA "La Traviata":

Comentado por rafael j em 22/10/2008 - 22:08h:

como que eu faço para eleger uma prefeita em uma grande cidade?

como que se faz para um povo inteiro acordar de uma mentira?

Comentado por Sylvia Manzano em 23/10/2008 - 02:15h:

Fiquei pensando, Rafael, onde foi que a Marta errou, onde foi que a campanha da Marta errou e cheguei na mesma conclusão que tinha chegado da outra vez que ela perdeu.
Eu ficava extasiada vendo a propaganda, as crianças dando cambalhota numa grama verde, mergulhando numa piscina azul turquesa e não compreendia como as pessoas não votavam nela.
Ficava tão na cara que ela era melhor, mais competente, mais humana, mais criativa e sobretudo, mais feliz que o outro candidato.
Quando fui na inauguração da Galeria Olido e vi toda a população lotando o lugar, sem crachá, sem nada e olha, que era uma população da Avenida São João e tudo correndo às mil maravilhas, quando vi o Mercado Municipal com todos aqueles restaurantes no mezanino, a fonte do Ibirapuera, os túneis, tudo ficando pronto, os corredores, os pontos de ônibus, nunca antes imaginados, iluminados, com bancos pras pessoas sentarem, cobertura.
Dos CEUS nem vou falar porque sou capaz até de chorar, como chorei no primeiro que conheci.
Quando conheci o Projeto Boracéia com sua capelinha azul e seu canil para os cãezinhos dos moradores de rua, quando vi a Favela do Gato, transformada no Parque do Gato com todas aquelas cores e plantas, quando vi a mostra de cinema da gestão dela, a São Paulo Fashion Week, tudo que ela tinha pensado para o mundo fashion, quando via as praças com pista de skate, quando via minha faxineira chegando feliz em minha casa, pois já não precisava subir toda a Teodoro Sampaio a pé, depois do bilhete único, quando via as ruas pavimentadas, a última festa de aniversário, o 25 de janeiro, o réveillon na Paulista, a Parada Gay, que se transformou na maior do mundo, quando vi finalmente as sub-prefeituras realmente funcionando – anos e anos se falou nisso naquela prefeitura – a mudança para a sede nova, a Praça da Sé, o Parque D. Pedro, o Pátio do Colégio, quando ia nas sessões de psicodrama do Centro Cultural São Paulo.
Tivemos aqui em São Paulo uma reunião com sei lá quantos prefeitos da Europa e outras tantas coisas que certamente estou esquecendo, aí, eu compreendi porque ela perdeu a eleição para o outro candidato: era bom demais pra ser verdade.

A gente não ia agüentar ainda mais.

A gente não ia agüentar o CEU Saúde.

A revolução que ela prometia pra zona leste.

A Rede CÉUS.

Não é fácil a gente perder o medo de ser feliz.

O PT exige muito da gente.

Afinal, vivemos tanto tempo com tão pouco, a gente ia levando, o marido bebe, bate na gente de vez em quando, mas a gente vai relevando, no dia seguinte chuta o cachorro e tudo fica por isso mesmo.

Do outro lado do rio, a ternura há muito tempo não aparece, a burocracia invade todos os cantos das casas, por mais cantos elas tenham, a vida quase não tem sentido, mas a gente vai levando, a gente acaba se acostumando, amanhã ganha um anel de brilhante e tudo fica por isso mesmo.

Pra que mudar meu Deus?

Não tá bom do jeito que tá?

Então deixa o Kassab aí, gente.

Ele não fez o Cidade Limpa?

Então, deixa o Kassab aí, gente.

Na inaguração da Galeria Olido, existia uma instalação chamada AURORA, que embora eu tenha esquecido exatamente como, dava a impressão de uma aurora mesmo, aquele momento em que o dia nasce e eu pensei: é realmente a aurora de um novo tempo.

Há quatro anos era bom demais pra ser verdade, estaremos preparados hoje pra ser felizes?

Pra mim a questão é esssa: a FELICIDADE ou deixa como está pra ver como é que fica.

Daremos o salto de qualidade ou não?

Qualquer seja o resultado das eleições de domingo, a vontade do povo é soberana, isso não dá pra negar e nem reclamar.

Mas por mais que a noite seja escura a aurora sempre vai chegar.

E se a gente quiser, se a gente realmente estiver disponível para a felicidade, ela pode chegar já.

Porque outra coisa também não dá pra negar: mas que se move (a terra), se move.

Comentado por Ana Paula em 23/10/2008 - 08:00h:

Onde foi que a Marta errou? É que (1) contra a realidade é impossível brigar, e a realidade é que Marta já partiu de uma taxa de rejeição maior que a taxa de aceitação. Agora, rejeição e intenção de voto estão mais ou menos empatados. Isso é um dado da realidade em SP. O que fazer? Entender as razões dessa elevada rejeição (preconceito, antipatia, antipetismo, etc.) Analisar se é possível reduzir essa rejeição; se não for, escolher outro candidato do PT, ainda que menos conhecido, mas certamente menos rejeitado. Ou então, o PT aliar-se com nome de outro partido e pôr a Marta de vice (aí, ela não vai querer, né?). (2) Desconstruir o Kassab e o Alckmin durante todo o primeiro turno, que foi perdido no ataque ao Alckmin e não ao Kassab. Tudo o que a campanha tentou fazer no segundo turno de desmontar a imagem fabricada do Kassab já devia ter sido feito desde o primeiro turno (ou será que só a campanha da Marta levava a sério o Alckmin, sem dinheiro, sem discurso, sem carisma?). (3) Não cometer o erro fatal daquele anúncio perguntando se o Kassab é casado, etc. Será que ninguém previu que o Serra e a mídia, que não são idiotas, não iam perder a oportunidade para inverter a jogada contra a Marta?

Comentado por rafael j em 23/10/2008 - 11:12h:

Bom a Sylvia, ja amiga, respondi por e-mail.

Quanto ao comentário da Ana, só discordo da ideia de mudar de candidato.

Trocar a Marta?? Como assim? Se 30% rejeita então 70% conhece e não rejeita, ja é o sulficiente para ganhar uma eleição majoritaria.

Marta não é um político tradicional que coloca uma fantasia para se exibir em público. Se 30% rejeita uma coisa que é real, talvez não seja um número tão grande. O desafio era desconstruir preconceitos.

No começo da campanha Kassab tinha rejeição nesse patamar, o grande erro foi ter deixado que ele, com o maior tempo de tv, pudesse refazer sua imagem livremente sem obstaculos por parte dos adversários. Kassab por não ser favorito foi esquecido pelos adversários. Grande erro, solidificaram uma mentira, qualquer personagem criado nos escritorios de uma agencia publicitária é mais palatável que um candidato real, carregado de vícios e virtudes.

O pior de tudo é que isso nao foi uma falha, foi uma estrategia! Deixar Kassab correr solto para passar alckmin na linha de chegada era estratégia. Deixar livre o candidato que detém a máquina municipal na mão, detém a maior arrecadação de campanha, e detém o maior espaço de mídia era uma estrategia do pessoal do Santana.

Esse sopro de inteligência jamais será perdoado.

Acharam que a estratégia de não se falar nos adversários, que foi brilhantemente usada na reeleição do Lula, caberia para uma candidata que exatamente deveria evitar uma reeleição, e não provoca-la.

Vai entender.

 

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