Serra criou em SP o adultério partidário sem culpa

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Blog de Josias

Reconheça-se: como no casamento, a união partidária já é dissolúvel na véspera. O PSDB é igual às outras legendas. Só que leva a fatalidade às últimas conseqüências.

Em 2002, Serra sufocou Tasso. Em 2006, foi sufocado por Alckmin. “Isso passa! Isso passa”, dizem sempre os tucanos do “deixa-disso”.

Bobagem. Dor de traição não passa. Fica enterrada na alma, sob camadas de cinismo. Como em certos casamentos, entre o desquite e a traição, recorre-se à segunda opção.

Súbito, a vítima de ontem torna-se o algoz de hoje. E, para o bom equilíbrio partidário, convém que a nova vítima aceite o seu papel.

Serra vai à crônica da eleição paulistana de 2006 no papel de marido violento: bateu, mas calado. E jamais disse a Alckmin: “Não chateia! Não amola!”

Agora, depois de eliminar, em 2008, o algoz de 2006, o governador flerta com 2010 de mãos dadas com o ‘demo’ Kassab, objeto da traição.

Serra ajudou a produzir algo que o PT vem tentando há anos, sem sucesso: uma derrota do PSDB em São Paulo, vitrine do tucanato.

De resto, o governador está na bica de proporcionar ao DEM um feito com o qual o ex-PFL sonha desde a sua fundação: uma vitória em São Paulo.

Nesta terça (8), decorridas menos de 48 horas da abertura das urnas, Serra saiu da toca (veja no vídeo no blog de Josias).

Para aplainar o terreno presidencial, Serra inventou um novo tipo de infidelidade política: o adultério partidário sem culpa.

Escrito por Josias de Souza

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3 COMENTÁRIOS PARA "Serra criou em SP o adultério partidário sem culpa":

Comentado por mariana em 09/10/2008 - 20:14h:

Primeiro quer dizer que Berzoine desmetiu o Estadão.
Por que sera que Mario Covas, nunca confiou em Serra?

Comentado por vanderlei oliveira em 09/10/2008 - 20:43h:

Antes o adultério partidário.Ele não carrega marcas tão fortes quanto o da convivência interpessoal.Ele está arraigado na raiz da política nacional.Ele não destrói princípios basilares da relação a dois.

Comentado por Diogo em 14/10/2008 - 14:30h:

Santa hipocrisia reinante em certas pessoas e partidos.
Antes de mencionar a vida privada do outros na campanha eleitoral deveria olhar para o próprio umbigo.

Se não fizeram nada demais em perguntar sobre a vida do Kassab… Vocês então poderiam falar sobre a relação (…)que mantiveram anos atráz?
Pense nisso.

 

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