A decisão de vender Nossa Caixa deve ser discutida com transparência
Se a compra da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil foi um bom negocio para o principal banco estatal brasileiro, só a avaliação dos técnicos e responsáveis do Banco do Brasil e dos especialistas nesse tipo de aquisições é que podem responder. Os argumentos a favor, penetração no Estado de São Paulo e concentração bancaria, são em principio válidos. Se o preço pago é justo ou não, visto que o principal patrimônio da Nossa Caixa -os depósitos judiciais- devem ficar em bancos estatais por lei, resulta difícil de avaliar.
Alguns jornais tem questionado o governo estadual por não ter leiloado o banco, permitindo melhor preço graças ao jogo da concorrência. É possível, como também é possivel que o preço tivesse, ao contrario, sido menor. A Nossa Caixa acabou comprada com um “bonus”, ou deságio, superior em quase 40% ao preço da cotação das suas ações na bolsa.
Ninguém tem questionado o interesse do Banco do Brasil nessa compra e suas motivações comerciais e de posicionamento estratégico.
A mídia procura uma divergência entre o PT de São Paulo e o governo federal em relação ao benefício político que supostamente José Serra teria obtido em favor de sua candidatura a presidente em 2010. A mídia tem insistido no caráter político da decisão.
Não tenho visto ninguém questionando a compra feita pelo Banco do Brasil. O que se questiona é a venda da Nossa Caixa, ou seja a decisão política do governador Serra de vender este patrimônio do Estado de São Paulo. Qual é a justificativa do governador? Porque está venda seria positiva para o Estado? Curiosamente ninguém na mídia exige explicações do governador. Mas é um dever de transparência informar a opinião pública sobre esta decisão e debater na Assembléia legislativa sobre suas motivações.
Não é o presidente Lula que deve explicar porque o Banco do Brasil comprou uma instituição à venda, o Banco e o próprio presidente avaliam que é um bom negocio aproveitar esta venda para crescer em São Paulo e pesar nacional e internacionalmente.
Mas é sim o governador Serra quem tem a obrigação de justificar porque decidiu vender a Nossa Caixa. Os deputados, a mídia e a opinião pública merecem esclarecimentos sobre esta decisão.
Luis Favre
6 COMENTÁRIOS PARA "A decisão de vender Nossa Caixa deve ser discutida com transparência":
OBS: fiz o comentário acima em outro post
[...] pública sobre esta decisão e debater na Assembléia legislativa sobre suas motivações. LF A decisão de vender Nossa Caixa deve ser discutida com transparência Tags: , Folha, José Serra, Nossa Caixa, ombudsman [...]
Nossa Caixa S.A. Protestos Indevidos ou Lavagem de Dinheiro ?
Gostaria de contar meu enorme prejuizo que tive com a Nossa Caixa, tal vez possa me ajudar, meu nome é Pablo Ossipoff sou produtor cultural, moro em São Paulo há 27 anos, deixei a Argentina para trabalhar no Brasil. Fiz minha vida aqui, tenho duas filhas brasileiras.Por Arte de mágica, meu nome (pessoa física) e CPF, foram protestados, junto ao SERASA – Centralização de Serviços dos Bancos S.A. – por 135 vezes consecutivas como inadimplente em empréstimos efetuados desde fevereiro de 1994 até março de 1999 em 17 diferentes agências do interior de São Paulo do Banco Nossa Caixa S.A., em agencias que eu nunca pisei, como Espirito Santo do Pinhal, Araraquara, Mogi Mirim entre outras tantas, com valores totais superiores a R$ 1.700.000,00.Procurei o Gerente da Nossa Caixa na época para resolver esta situação, mas não teve solução e foi quando decidi processar judicialmente a instituição, por Reparação de Danos Morais, milagrosamente os protestos começaram a desaparecer e o gerente do Banco foi mandado embora, mais já era tarde, minha vida desmoronou. O Banco contra notificou meses após, alegando não encontrar procedimentos que pudessem ser considerados “Inidôneos” . No julgamento na primeira instancia da ação contra o Banco Nossa Caixa, um juiz apareceu para substituir o Juiz titular e a sentença – já era de se esperar – não foi baseada em nenhuma das provas documentais apresentadas, mas na alegação do Banco, que não tem provas suficientes para demostrar o desvio de dinheiro.Sem exageros porque apesar de a lei ser clara, foi necessária uma ação judicial para obrigar ao SERASA a comunicar por escrito que meu nome estava no cadastro de inadimplentes. Sobre as inúmeras movimentações em meu nome, ouvi do banco a palavra “sujeirinha” como explicação e nada mais. Minha situação esta muito abalada, depois de praticamente 10 anos de desgaste judicial e psicológico estou aguardando a sentencia da segunda instancia do processo.
Cordialmente
Pablo Ossipoff – CPF 046.072.708-73
Tel (11) 9692-8202
Banco Central do Brasil
Confirmação de recebimento de mensagem
Sua demanda foi registrada com sucesso em 27/12/2008, às 15:31:28, com o número 2008323588.
Mensagem:
Resposta da Ouvidouria do Banco Nossa Caixa S.A.
Prezado Senhor Pablo, Em atenção à sua reclamação registrada nesta Ouvidoria, constatamos que após pesquisas não constam restrições em seu nome de responsabilidade do Banco Nossa Caixa. Não temos condições de prestar maiores esclarecimentos sobre o fato, uma vez que está sendo tratado junto às esferas judiciais. Adicionalmente informamos que lamentamos imensamente os dissabores enfrentados pelo senhor em decorrência deste. Atenciosamente, OUVIDORIA Banco Nossa Caixa S.A. Fone: 0800-7706884
Minha Reclamação > Obrigado pelo seu e-mail, fico muito triste em saber sua resposta a minha reclamação logicamente se referem ao prejuiço de ter sido alvo destas inscrições indevidas e não assumidas pelo Banco Nossa Caixa, a justiça brasileira é muito lenta em resolver, logicamente que eu nunca teve o ressarcimento pelos danos sofridos, como também que meu nome figurou entre os anos de 1995 a 2000 no SERASA, por mais de cem e trinta e cinco vezes. Tal intuito foi àquela época cumprido, já que nunca fui devedor das importâncias, conforme as afirmações do Banco Nossa Caixa, em decorrência de pretensos empréstimos feitos em meu nome e não pagos na época. Quanto ao ressarcimento pelos danos sofridos, fato evidente e fartamente contemplado pela moderna jurisprudência quando da inclusão indevida de nome junto ao SERASA, meu caso continua sendo analisado pelo Poder Judiciário por nove anos, e até o momento nada há que se falar em improcedência da ação posto que em nosso país, a análise final e da qual se poderá dizer que houve improcedência é aquela dada pelos Tribunais Superiores, fato que até o momento não ocorreu. Deve ficar claro que a confiança que é depositada em nosso sistema judiciário não ficou abalada quando da sentença prolatada em primeiro grau, visto que naqueles anos a nossa doutrina e jurisprudência ainda não tinham firmado entendimento majoritário quando da inclusão indevida do nome no SERASA e muito menos qualificado e quantificado a questão de indenização de danos morais sofridos pelas vítimas. É ainda na intenção de esclarecer e elucidar que eu, afirmo que nunca teve contas bancárias nas cidades citadas pela Assessoria de Imprensa do Banco Nossa Caixa, tais como Araraquara, Catanduva e Espírito Santo do Pinhal, etc., acreditando que, ou houve algum engano na informação passada por aquele banco, ou que funcionários daquela Instituição tenham usado dolosamente meu nome e dados pessoais para abrirem contas fantasmas em cidades do interior de São Paulo, o que explicaria então a inclusão indevida de meu nome por tantas vezes nas instituições de serviço de proteção ao crédito. Ainda acredito no bom nome do Banco Nossa Caixa, e tem para si que se houve realmente abertura indevida de contas bancárias em meu nome, aquela Instituição bancária deva tomar as providências devidas ao caso em concreto sob o risco de ter de se ver processar criminalmente pelo delito de estelionato (artigo 171 do Código Penal Pátrio).
Lucro da Nossa Caixa dobra em 2008
Instituição financeira encerrou o exercício do último ano com um lucro líquido de R$ 646,5 milhões, valor 113% maior do que obtido em 2007
O Banco Nossa Caixa conseguiu dobrar o seu lucro no ano de 2008. Nessa última quinta-feira, 26, a instituição financeira divulgou um ganho líquido de R$ 646,5 milhões no último ano, o que representa um valor 113% maior do que o lucro registrado em 2007, quando o banco lucrou R$ 303,127 milhões.
O crescimento teria sido impulsionado por um aumento de 47,6% na carteira de crédito, o que rendeu ao banco um saldo de R$ 12,9 bilhões em 2008. Em 2007 o valor obtido com as operações da carteira de crédito somou o montante de R$ 8,7 bilhões.
A instituição encerrou o exercício de 2008 com um patrimônio líquido avaliado em R$ 3,2 bilhões – número 15% maior ao registrado ao final de 2007. No mês de novembro de 2008, a Nossa Caixa foi adquirida pelo Banco do Brasil em uma transação que movimentou a quantia total de R$ 5,386 bilhões.
Terá o PS competência para se re-unir?