G20, Brasil, Obama e a mídia

TODA MÍDIA – Nelson de Sá – Folha SP

MAIS PRÓXIMOS
Na manchete on-line do “China Daily”, “Líderes mundiais concordam em agir” de forma “mais próxima e coordenada” na crise, mas:
- Eles adiaram planos detalhados sobre a revisão do sistema financeiro e até um próximo encontro, na administração Obama.

OBAMA DIANTE DO G20

change.gov
 

Quanto a Obama, deu poucos sinais sobre a cúpula. Sábado pela manhã, no site de transição (acima), postou seu primeiro “Pronunciamento Semanal do Presidente Eleito” sobre o G20. Elogiou Bush por “iniciar o processo” e já passou para a cobrança do plano de estímulo que os democratas querem aprovar. Falando ao “60 Minutes” sexta, antes do G20, insistiu no pacote, que Bush rejeita.
As manchetes de Huffington Post e Politico, ontem, seguiram o “NYT” e destacaram que a marcação da nova cúpula para abril já pressiona Obama à ação.

ft.com
 

“FT” se mostrou simpático ao G20, mas ironizou o tamanho do grupo, comparado ao “Spruce Goose” de Howard Hughes

A MORTE DO G8
No dominical “Observer”, Larry Elliott escreveu que “Esta cúpula sinaliza o fim do clube exclusivo das nações ricas”. Sem Obama, foi como como “”Hamlet” sem o príncipe”, mas teve cinco “realizações”, sendo a maior delas que, “finalmente, soou o sino de morte para o G8″.

A MORTE DO G7
No “FT”, Clive Crook foi mais cético. Escreveu que, “para muitos, o encontro não importou pela simples razão de que o presidente eleito não estava lá”. Mas avaliou que “a coisa mais importante foi geopolítica” e que “seria bom se provasse ser a certidão de morte do velho G7″.

A ORDEM DAS CADEIRAS

washingtonpost.com
 

No “WP” (acima), destaque para os EUA, ladeados por Brasil e Japão, na cúpula de sábado. No “China Daily”, a foto on-line ressaltou o presidente Hu Jintao ao lado de George W. Bush, no jantar de sexta. Na home do espanhol “El País”, a foto posada de sábado, com o primeiro-ministro José Luis Zapatero logo atrás de Bush e Lula.
O “NYT”, ontem sobre o jantar, ironizou que “a verdadeira história foi a distribuição dos lugares à mesa”. Bush cercado por Lula e Hu “foi uma ilustração de como a crise refez a ordem econômica mundial”.

“BRAZILIANS, GO HOME”
Na “Newsweek”, “Conforme Brasil se torna ator mais poderoso, seus vizinhos se mostram vez mais agressivos”. Diz que a reação vem sobretudo de Bolívia, Paraguai etc. -e que, “ironicamente, Lula segue popular” nos mesmos. Mas sua “tolerância” está próxima do limite.

Leia a integra da coluna de Nelson de Sá na Folha de São Paulo

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2 COMENTÁRIOS PARA "G20, Brasil, Obama e a mídia":

Comentado por alex em 17/11/2008 - 12:38h:

CLOVIS ROSSI É UM ESCRAVO…
DIZ QUE NÃO ENTENDE NADA DE ECONOMIA. NO ENTANTO…

( apenas alguns trechos… de um post muito interessante)

Não tem lógica. Os bancos privados acumulam lucros trilionários e ninguém vê a cor do dinheiro. E quando têm crise, eles correm para a mídia para dizer que, se não forem salvos, a economia mundial irá desmoronar? Nada disso. Não engulo essa. Não consigo entender. Quer dizer, entendo muito bem. É negociata. É malandragem.

Tem mais: eu podia dizer aqui que o Clovis Rossi é um estúpido. Pensando bem, ele é um escravo. A Folha esfola o coitado. Você lê matérias imensas escritas por ele, na parte de economia, e o cara ainda é obrigado a redigir, diariamente, uma notinha editorial na página 2! Deus! Na notinha editorial, ele repete, idiotamente, que não entende nada de economia, e aí é escalado para cobrir encontros internacionais de… economia!

Nosso amigo Eduardo Guimarães está certo. A mídia está fazendo terrorismo econômico, e convencendo empresários a demitir e cortar investimentos. Mas vou dizer uma coisa. Esses empresários imbecis que acreditam na mídia vão se ferrar. Essa é a beleza da história…

A Folha, por exemplo, diz que foram cortados dezenas de milhares de postos de trabalho da indústria paulista. Mas não diz quantos foram contratados, para a gente verificar O SALDO. Nível de emprego a gente verifica no saldo, quantos saíram, quantos entraram…

Empresários entrevistados admitiram que as vendas não caíram. Cortam vagas porque vem perdendo “a confiança”. Ou seja, estão lendo demais a Folha. Tenho a impressão de que a melhor medida anti-crise para o Brasil seria o fechamento de alguns jornais. Depois da internet, os jornais brasileiros não tem mais nenhuma função prática que não fazer política partidária…

Uma das piores sequelas da ditadura foi ter fortalecido os jornais de direita e quebrado os com perfil mais progressista. Tivéssemos ainda um Última Hora, um Correio da Manhã, um Jornal do Brasil (o original, não a versão caduca e falida de hoje), haveria um equilíbrio mais saudável e mais divertido na imprensa.

FONTE: http://oleododiabo.blogspot.com/ (post: Ah, essas crises!)

Comentado por José Rocha em 17/11/2008 - 15:04h:

A “notinha” do Clóvis Rossi na edição de hoje, 17/11, na Folha é uma coisa escandalosa.

 

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