“É mole, mas sobe” como diria o Macaco Simão

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macaconao.gif“No cenário com Serra como nome do partido, o tucano subiu de 38% para 41%, enquanto Ciro caiu de 20% para 15%.” Para a Folha SP este resultado da pesquisa Datafolha justifica como manchete de capa: “Serra amplia vantagem para 2010 (…)”

É verdade que a margem de erro é de 2 pontos para mais ou para menos e Serra teve 3 pontos a mais que na pesquisa anterior.

O que é curioso é que a Folha não considera 3 pontos a menos em pesquisa Datafolha -com iguais margens de erro de 2 pontos-, como queda e sim como estabilidade. Veja por exemplo na pesquisa sobre Kassab, há dois dias: “O prefeito fechou a eleição com 59% de aprovação à sua gestão e 15% de rejeição. Chegou agora a 56% e 17%, respectivamente. Nos dois casos, há uma variação dentro da margem de erro de dois pontos percentuais para cima ou para baixo.”(Kassab encerra 1º mandato com 56% de aprovação, segundo Datafolha)

Ou seja se Kassab passa de 59% pra 56%, ele não caiu, para a Folha está igual. Já se Serra fica com 3 a mais, segundo a Folha ele sobe e não ficou igual.

Mas a Folha poderá argumentar que na medida em que Ciro caiu 5 pontos em relação ao levantamento anterior, Serra ampliou sua vantagem. Em relação a Ciro, o que a manchete não diz. Já em relação a Dilma, por exemplo, Serra não ampliou nada e até diminuiu  sua vantagem (“No cenário 1, Serra subiu de 38% para 41%, enquanto Ciro caiu de 20% para 15%. Heloísa Helena manteve seus 14%, e Dilma subiu de 3% para 8%.” Folha SP, hoje).

Vá entender a lógica do tratamento dos números que a Folha faz!

Seguramente os leitores deste blog têm uma explicação para esta “curiosidade”.

E os leitores da Folha?

LF

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8 COMENTÁRIOS PARA "“É mole, mas sobe” como diria o Macaco Simão":

Comentado por rafael j em 08/12/2008 - 11:54h:

Em março Serra estava com 38%, Ciro e Dilma somavam 23% e HH aparecia com 14%.

em novembro Serra aparece com 41%, Ciro e Dilma somam os mesmos 23% e HH agarrada nos 14%.

levando em consideração a diferença de OITO meses entre uma pesquisa e outra, e a margem de erro, ja da para imaginar que o que cresceu em relaçaão ao governador paulista foi a bajulação. Qualquer outra interpretação nem Serra acredita.

Na realidade o que mereceria destaque é o crescimento de Dilma sobre os votos de Ciro, o que demonstra o fortalecimento do nome petista dentro do bloco governista.

Comentado por rafael j em 08/12/2008 - 12:10h:

A dois anos das eleições essa pesquisa não mereceria sequer destaque, quem sabe uma notinha de ”curiosidade” no canto da página.

É um caso claro de noticia onde o seu uso vale mais que o fato em sí. Nisso a Folha é mestra.

Comentado por antonio carlos em 08/12/2008 - 12:14h:

A FOLHA SEMPRE INFLOU O SERRA….SEU CANDIDATO*

Comentado por antonio carlos em 08/12/2008 - 12:21h:

ENTAO QUER DIZER QUE A MINISTRA DILMA….
SOBE!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
MAE DO PAC….SE DESLANCHAR JA VIU…..
2010*

Comentado por Edivaldo D em 08/12/2008 - 13:04h:

Pesquisa eleitoral há 2 anos do pleito?! Palhaçada, simplesmente. Quem os donos da Folha pensam que estão enganando? Estão promovendo o Serra, a cada 6 meses lançam uma pesquisa dessas, é um esforço patético de construir uma candidatura travestida de jornalismo.

Comentado por Julio Cesar em 08/12/2008 - 14:13h:

Na minha opinião, a informação abaixo, citada sem qualquer destaque pela última pesquisa sobre a preferência presidencial, encomendada pela Folha de São Paulo, revela algo que não aparece nem como dado, nem nos comentários dos analistas: a enorme indefinição do eleitor frente ao conjunto de candidatos lançados pela mídia. Note que Serra aparece com apenas 6% na espontânea. Todos os citados espontaneamente somam 17%, enquanto que Lula, sozinho, atinge 25% da respostas espontâneas. Ou seja, Lula tem um eleitorado confessado espontaneamente mais que suficiente para decidir uma eleição. Some-se a isso os 70% de avaliação do seu governo e podemos projetar uma especulação instigante, para dizer o mínimo. Qual seria a tendência natural desses eleitores espontâneos de Lula: migrarem para a oposição a um governo que é avaliado como ótimo e bom por 70% da população e cujo líder tem quase que o dobro das preferências sobre a soma de todos os demais citados, votando em José Serra, um dos principais comandantes dessa oposição? Votarão no candidato indicado por FHC, que deixou o governo com uma das piores avaliações da história recente do país? Ou tenderão a seguir a orientação do líder de um governo cujo apoio popular não encontra precedentes na história do Brasil. Caberia, no mínimo a análise de algum “especialista” você não acha?

Comentado por Renan em 08/12/2008 - 16:44h:

O que está no fim da reportagem e merece destaque é que Serra em 2000 estava com 6% das intenções de voto e fechou em 2002 com 39%. Ele era ministro de quem estava no poder. Agora é a vez de Dilma, está entre 6 e 12% e é ministra de quem está no poder, a grande diferença é que ela não terá que disputar com Lula, mas terá o apoio dele. Alguém duvida de que em a partir de 2011, nossa presidente será Dilma Roussef??

Comentado por rique em 09/12/2008 - 01:26h:

A munição do PIG ,está acabando, e a que sobra é velha…

 

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