Petistas obstruem venda da Nossa Caixa

César Felício, de São Paulo – VALOR

A Assembléia Legislativa deverá votar hoje o projeto de lei que permite a absorção da Nossa Caixa pelo Banco do Brasil. A base de sustentação do governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi surpreendida pela disposição do PT de criar obstáculos para a aprovação da proposta, já que contava que o partido não iria se opor a um projeto do interesse de uma instituição financeira federal.

Coordenador da ação do partido contra o projeto, o deputado estadual Rui Falcão (PT) impediu a votação em plenário ainda ontem ao apresentar uma emenda convocando um referendo popular para tornar definitiva a incorporação do banco popular paulista. A votação foi transferida para hoje, já que o regimento interno obriga a publicação no Diário Oficial de todas as emendas.

Foi uma forma de ganhar tempo para que o Tribunal de Justiça examine um mandado de seguro com pedido liminar para que a tramitação do projeto seja interrompida. Ao impetrar o mandado ontem, Falcão alegou que a incorporação teria que ser feita por emenda constitucional, já que a Constituição do Estado cita nominalmente o banco como agente financeiro do tesouro estadual.

“O PT havia decidido não obstruir. Parece que mudou de idéia. Vou propor que as reuniões do colégio de líderes comecem a ser gravadas e registradas em atas”, ironizou o líder governista na Casa, deputado Barros Munhoz (PSDB). “Nunca existiu acordo”, rebateu Falcão.

O deputado petista levantou razões políticas para o partido se opor ao projeto. “O governador se desfaz do banco, engorda seu caixa de campanha e transfere todo o desgaste possível do fechamento de agências para o Banco do Brasil e para o governo federal. Meu dever é lutar até as últimas consequências para que este crime não se consuma”, afirmou, ao expor sua posição para deputados em reunião conjunta das comissões. Segundo Falcão, o Banco do Brasil não é um braço do governo federal, mas “uma sociedade anônima de direito privado”.

Apesar da resistência petista, somente a ação judicial poderá impedir a aprovação da proposta do governo Serra, que conta com o apoio de 71 dos 94 deputados estaduais. A aprovação na Assembléia Legislativa é o último passo legal para que o banco estadual seja absorvido pelo Banco do Brasil, em uma transação que proporcionará R$ 5,3 bilhões para que Serra possa tentar cumprir sua meta estadual de investimentos.

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6 COMENTÁRIOS PARA "Petistas obstruem venda da Nossa Caixa":

Comentado por Igor Leal Pena em 17/12/2008 - 12:57h:

Parabéns ao PT em tentar impedir a venda da Caixa Econômica. Apesar do Banco do Brasil ser o comprador.

Comentado por Vinícius em 17/12/2008 - 19:38h:

Votei em Rui Falcão para Deputado Estadual e me sinto bem representado: era esta postura que esperava do PT, o embate político.

Comentado por Lauro em 17/12/2008 - 20:33h:

Tem leitor que não sabe nem a diferença entre Caixa Economica e Banco Nossa Caixa… !!!!!!!!!!

Comentado por Tony José em 18/12/2008 - 08:13h:

Moçada,esperar o que dessa turma do PT, só marolas mesmo,a intenção não é impédir venda não, é só fazer marola, no fundo eles precisam apenas aparecer, não é???
Mas já tiveram 15 minutos de fama na TV Assembléia e devem criar juizo…..

Comentado por Pablo Ossipoff em 17/02/2009 - 07:57h:

Banco Central do Brasil
Confirmação de recebimento de mensagem

Sua demanda foi registrada com sucesso em 27/12/2008, às 15:31:28, com o número 2008323588.

Mensagem:

Resposta da Ouvidouria do Banco Nossa Caixa S.A.

Prezado Senhor Pablo, Em atenção à sua reclamação registrada nesta Ouvidoria, constatamos que após pesquisas não constam restrições em seu nome de responsabilidade do Banco Nossa Caixa. Não temos condições de prestar maiores esclarecimentos sobre o fato, uma vez que está sendo tratado junto às esferas judiciais. Adicionalmente informamos que lamentamos imensamente os dissabores enfrentados pelo senhor em decorrência deste. Atenciosamente, OUVIDORIA Banco Nossa Caixa S.A. Fone: 0800-7706884

Minha Reclamação > Obrigado pelo seu e-mail, fico muito triste em saber sua resposta a minha reclamação logicamente se referem ao prejuiço de ter sido alvo destas inscrições indevidas e não assumidas pelo Banco Nossa Caixa, a justiça brasileira é muito lenta em resolver, logicamente que eu nunca teve o ressarcimento pelos danos sofridos, como também que meu nome figurou entre os anos de 1995 a 2000 no SERASA, por mais de cem e trinta e cinco vezes. Tal intuito foi àquela época cumprido, já que nunca fui devedor das importâncias, conforme as afirmações do Banco Nossa Caixa, em decorrência de pretensos empréstimos feitos em meu nome e não pagos na época. Quanto ao ressarcimento pelos danos sofridos, fato evidente e fartamente contemplado pela moderna jurisprudência quando da inclusão indevida de nome junto ao SERASA, meu caso continua sendo analisado pelo Poder Judiciário por nove anos, e até o momento nada há que se falar em improcedência da ação posto que em nosso país, a análise final e da qual se poderá dizer que houve improcedência é aquela dada pelos Tribunais Superiores, fato que até o momento não ocorreu. Deve ficar claro que a confiança que é depositada em nosso sistema judiciário não ficou abalada quando da sentença prolatada em primeiro grau, visto que naqueles anos a nossa doutrina e jurisprudência ainda não tinham firmado entendimento majoritário quando da inclusão indevida do nome no SERASA e muito menos qualificado e quantificado a questão de indenização de danos morais sofridos pelas vítimas. É ainda na intenção de esclarecer e elucidar que eu, afirmo que nunca teve contas bancárias nas cidades citadas pela Assessoria de Imprensa do Banco Nossa Caixa, tais como Araraquara, Catanduva e Espírito Santo do Pinhal, etc., acreditando que, ou houve algum engano na informação passada por aquele banco, ou que funcionários daquela Instituição tenham usado dolosamente meu nome e dados pessoais para abrirem contas fantasmas em cidades do interior de São Paulo, o que explicaria então a inclusão indevida de meu nome por tantas vezes nas instituições de serviço de proteção ao crédito. Ainda acredito no bom nome do Banco Nossa Caixa, e tem para si que se houve realmente abertura indevida de contas bancárias em meu nome, aquela Instituição bancária deva tomar as providências devidas ao caso em concreto sob o risco de ter de se ver processar criminalmente pelo delito de estelionato (artigo 171 do Código Penal Pátrio).

Comentado por Pablo Ossipoff em 28/02/2009 - 02:46h:

Lucro da Nossa Caixa dobra em 2008

Instituição financeira encerrou o exercício do último ano com um lucro líquido de R$ 646,5 milhões, valor 113% maior do que obtido em 2007

O Banco Nossa Caixa conseguiu dobrar o seu lucro no ano de 2008. Nessa última quinta-feira, 26, a instituição financeira divulgou um ganho líquido de R$ 646,5 milhões no último ano, o que representa um valor 113% maior do que o lucro registrado em 2007, quando o banco lucrou R$ 303,127 milhões.

O crescimento teria sido impulsionado por um aumento de 47,6% na carteira de crédito, o que rendeu ao banco um saldo de R$ 12,9 bilhões em 2008. Em 2007 o valor obtido com as operações da carteira de crédito somou o montante de R$ 8,7 bilhões.

A instituição encerrou o exercício de 2008 com um patrimônio líquido avaliado em R$ 3,2 bilhões – número 15% maior ao registrado ao final de 2007. No mês de novembro de 2008, a Nossa Caixa foi adquirida pelo Banco do Brasil em uma transação que movimentou a quantia total de R$ 5,386 bilhões.

 

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