31/01/2009 - 22:16h Balanço

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Nos meses de dezembro e janeiro teve uma diminuição do número de leitores do blog, provavelmente devido as ferias. Na última semana a média diária voltou ao patamas de 6.500 a 7 mil leitores o que é um bom resultado para o histórico deste espaço.

Os leitores no Brasil neste período estão em 103 cidades. O maior número de leitores são de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Salvador, Brasília, Campinas, Porto Alegre, Curitiba, Recife e Fortaleza. mas o blog conta também com alguns leitores em Itajai, Corumba e Registro.

O maior número de comentários concerne as notícias sobre casa própria, leilão da Caixa e também muitos sobre licencia maternidade. Cresceram também os comentários sobre os vídeos e temas culturais em geral. Mesmo assim, provavelmente pela natureza deste blog, os comentários são poucos.

Alguns provocadores continuam a frequentar o espaço, e quando aparecem notas contrárias ao governador de São Paulo reaparecem alguns anônimos insultantes ou hostis a minha pessoa. São raros e evidentemente não são reproduzidos, pois não tem lugar aqui para escória.

As vezes deixo passar alguns comentários dos provocadores para indicar para os leitores que eles existem, que não conseguem argumentar com um mínimo de lógica e demostram má fé escancarada. Essa turma anti-pt não merece maior atenção, na minha opinião. Existem algumas pessoas que divergem e argumentam, discutem e contestam, criticam minhas posturas e o fazem defendendo argumentos e pontos de vista. Um exemplo tem sido o debate sobre a demissão do maestro Neschling da OSESP ou a questão da intervenção de Israel na Faixa de Gaza.

Este blog continuará vedado para comentários xenófobos, racistas, sexistas, antissemitas.

Entrando no seu segundo ano no IG, o blog já recebeu a visita de mais de 1.350.000 leitores desde fevereiro de 2008 até janeiro de 2009. Penso ser um bom auspicio para continuar meu trabalho alimentando este espaço.

Conto com a ajuda de todos para corrigir os erros, melhorar o conteúdo e desculpar minhas mancadas e erros de português.

Obrigado a vocês.

Luis Favre

31/01/2009 - 19:03h Thinking About You & Love Hurts

Thinking About You
Norah Jones

 

 

Love Hurts

Norah Jones com Keith Richards

31/01/2009 - 17:37h FHC: ”O risco para a Osesp seria maior sem a substituição”

Em entrevista, o presidente do conselho da fundação, Fernando Henrique Cardoso, defende demissão de Neschling

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João Luiz Sampaio – O Estado SP

 


O ex-presidente da República e presidente do conselho da Fundação Osesp Fernando Henrique Cardoso confirmou ontem o nome do maestro Yan Pascal Tortelier como novo regente titular da orquestra, substituindo John Neschling, demitido na semana passada. Seu contrato é de dois anos – em 2011, assume um novo diretor artístico, que será escolhido por uma comissão ainda a ser nomeada. Em sua primeira entrevista depois da demissão, creditada a declarações de Neschling publicadas em entrevista ao Estado, na qual questionava o processo de escolha de seu substituto e falava em articulações políticas para tirá-lo do cargo, FHC, acompanhado de outros membros do conselho (o banqueiro Pedro Moreira Salles e o editor Luiz Schwarcz) e do diretor-executivo da orquestra, Marcelo Lopes, foi categórico: “O risco para a orquestra seria maior sem a substituição do maestro.”

Como se chegou ao nome do maestro Yan Pascal Tortelier para assumir o posto de regente titular nas próximas duas temporadas?

Fernando Henrique Cardoso – Ele foi bem apreciado pelos críticos e pelos músicos quando esteve aqui trabalhando com a orquestra. Estamos em contato com consultores internacionais, que também têm uma boa impressão dele. E ele está entusiasmado, gostou muito daqui.

A fundação já chegou aos critérios que vão nortear a escolha do novo diretor artístico a partir de 2011?

FHC – Vamos criar uma comissão de seleção. Em março chega o Tortelier e os consultores estarão aqui também. Ainda não definimos o tamanho da comissão, mas certamente eles estarão representados, assim como o conselho e os músicos. Essa comissão terá um prazo para chegar a um nome. Vai convidar maestros a reger a orquestra e serem avaliados. Será um escolha feita com todo critério, o objetivo central é manter a qualidade do grupo e ampliá-la. Brasileiro ou não, será escolhido alguém capaz de fazer isso. E não será levada em conta apenas a questão artística, mas também a capacidade de organizar temporadas e de se relacionar dentro da orquestra.

Membros do conselho já falaram na possibilidade de não ter apenas uma pessoa como diretor artístico e regente titular, ao contrário do que ocorre hoje. Neschling tinha poder demais dentro da orquestra?

FHC – Havia uma concentração de poder e a tendência contemporânea é outra. Vamos discutir isso ainda, essa questão da governança, até mesmo revendo o papel do conselho. Isso não é de hoje, essa necessidade de reavaliação. Estamos abertos a muitas possibilidades, fomos buscar informações sobre os muito caminhos possíveis e vamos discuti-los. Agora, esse modelo unipessoal é cada vez mais raro no mundo todo.

Pedro Moreira Salles – Não foi por acaso que chamamos um consultor americano e outro europeu, com vasta experiência à frente de orquestras. Os dois lidaram com modelos diferentes e vão, com isso, nos ajudar na busca do melhor formato de governança, tendo em vista a institucionalização da orquestra. É esse o momento para isso, a segurança institucional da orquestra não pode depender unicamente de uma pessoa.

Em entrevista em dezembro, no entanto, Neschling diz temer pelo futuro da Osesp e afirma que o grupo se encontra em um momento de seu processo artístico em que substituições seriam nocivas.

FHC – Nós precipitamos a saída do maestro porque uma orquestra para funcionar precisa de harmonia. Ele quebrou essa harmonia e não só com o conselho, mas em todas as instâncias. Uma orquestra que, como ele diz, está em um momento delicado de sua trajetória, não pode ser sujeita a isso. O risco para a orquestra seria maior sem a substituição.

Salles – São 12 anos de trabalho, não três ou quatro, e de um trabalho bem-feito. Mas, agora, para se fortalecer, a Osesp precisa de outros maestros. Dizer que ela não sobrevive sem ele é dizer que o trabalho não foi bem-feito e que não existe uma orquestra mas, sim, um maestro. Se fosse do jeito que imaginávamos, a transição se daria depois de 14 anos de trabalho. Mas, do modo como aconteceu, era hora de tomar uma decisão ou a orquestra não conseguiria, até lá, garantir sua institucionalização.

Neschling afirma também que sua demissão foi motivada por pressões políticas do governo do Estado. Houve essa pressão?

FHC – Comunicamos oficialmente a decisão ao secretário de Cultura. Todos sabem de minha relação com o governador e, portanto, também liguei a ele para contar da decisão. É óbvio que prestamos contas ao governo e mantemos aberto o diálogo mas, como membros da fundação, é nossa função manter nossa independência. Se o governador fez pressão no início, nunca mais fez. Se houve qualquer movimento, fizemos uma barreira. A relação com o governo precisa ser harmoniosa e isso significa ouvir e ser ouvido, de acordo com as obrigações de cada um.

O contrato de gestão entre fundação e governo termina em 2011. Já está sendo discutido um novo contrato? Em que ele será diferente?

FHC – Sim, já há discussões, adiantadas, e queremos resolver isso logo para preservar a continuidade do projeto Osesp.

Marcelo Lopes – Não há grandes mudanças, o principal diz respeito ao aumento do número de concertos populares e de apresentações no interior.

Por que não se esperou a volta de Neschling ao Brasil para demiti-lo?

FHC – Porque a temporada começa em março e precisávamos logo de um regente. O desgaste foi recente e nos sobrou pouco tempo. Não queríamos contratar ninguém pelas costas, daí a decisão de comunicá-lo. E, bem, a entrevista dada por ele também foi nas férias… Mas ele não foi afastado por e-mail. Avisei por e-mail que o embaixador Rubens Barbosa (membro do conselho da Osesp) iria comunicar a ele por telefone a natureza do assunto importante que precisávamos tratar. Depois disso, mandei por correio a carta de demissão e, a pedido dele, uma cópia por e-mail. E, também, convenhamos que hoje em dia o e-mail é uma forma natural de correspondência.

Salles – Tudo foi feito para preservar a programação, para evitar interrupções na temporada, o que seria violento. Mas precisávamos agir, as relações estavam insustentáveis. E precisávamos da ajuda do regente da orquestra para abrir espaços na temporada de forma que maestros convidados viessem e regessem o grupo, sendo avaliados. É bom deixar claro que foi tudo para preservar a programação, para não interromper a temporada, o que seria violento.

Haverá mudanças na temporada?

FHC – Apenas ajustes por questão de agenda e um número maior de maestros convidados. Já chamamos Isaac Karabtchevsky e Fabio Meccheti e chamaremos outros. O comitê de busca precisa avaliar esses artistas. O Tortelier, de qualquer forma, regerá nove semanas em 2009, sendo oito de concertos e uma de gravações, que, aliás, serão todas mantidas, não há mudanças nos contratos com a BIS e Biscoito Fino.

Quando olhamos a temporada de 2009 há um número muito alto de concertos regidos por Neschling, são 14 ao todo. Os senhores estão sugerindo que ele bloqueou a temporada para atrapalhar a sucessão?

FHC – Isso ficou claro para nós. A tese dele é de que antes de 2013 seria impossível encontra um substituto.

Salles – E ele nos disse que só colaboraria se ficasse até 2013.

FHC – Para ele, a Osesp só funciona se ele tiver todo o poder.

31/01/2009 - 15:02h “Power broker”: dez anos depois, Brasil dá a volta por cima em Davos


Amorim condena novas barreiras

Crise aumenta risco protecionista e torna urgente a conclusão de Doha

Rolf Kuntz – O Estado de São Paulo

O chanceler Celso Amorim qualificou como “mau sinal” a inclusão de uma emenda contra a importação de ferro e aço no pacote fiscal enviado ao Congresso pelo presidente Barack Obama. Pela cláusula, não terá acesso aos benefícios fiscais anticrise quem realizar obras de infraestrutura com material importado. “Tudo isso é preocupante”, disse o ministro, “porque não há doença mais contagiosa que o protecionismo.”

Nenhum governo, argumentou Amorim, deve ter a ilusão de tomar uma medida protecionista sem provocar reações. Além disso, os países maiores devem ter liderança no combate às barreiras comerciais.

Ainda não se pode, no entanto, julgar a tendência da nova administração americana, ressalvou Amorim, porque a cláusula “buy American” (compre produtos americanos) foi introduzida por um parlamentar, na Câmara de Representantes. O projeto, com esse dispositivo, já foi aprovado na Câmara e ainda poderá ser revisto no Senado.

O presidente Barack Obama, lembrou Amorim, conversou por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no começo da semana, e mencionou a necessidade de concluir a Rodada Doha de negociações comerciais. “Acho que foi sincero”, disse o chanceler.

Em 16 de março, o presidente Lula irá a Nova York para um evento sobre biocombustíveis, promovido pelo Wall Street Journal. Há possibilidade, segundo ele, de um primeiro contato com Obama na visita, mas isso dependerá de um acerto.

Os dois temas – como evitar maior protecionismo e como retomar a Rodada Doha – serão discutidos hoje por negociadores de vários países, num hotel de Davos, em encontro coordenado pelo diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy. Trata-se de fato de um só assunto, porque, se as negociações não forem retomadas e concluídas, o risco de ações protecionistas será muito maior.

A União Europeia, observou Amorim, já anunciou a decisão de elevar a tarifa de importação de produtos lácteos. “É um péssimo sinal”, acrescentou. A crise internacional cria um ambiente propício ao fechamento das economias e à multiplicação de medidas prejudiciais ao comércio.

Esse risco torna mais urgente a reativação das negociações e o revigoramento dos compromissos contra o protecionismo. Não basta cuidar da superação da crise financeira, disse o ministro. Esse detalhe, segundo ele, não foi considerado na elaboração do programa do Fórum Mundial: muitas sessões foram dedicadas à crise das finanças e poucas ao comércio.

Se as negociações globais forem retomadas, acrescentou o ministro, o correto será partir dos pontos acordados até 2008 e consolidados no chamado pacote de julho. O valor desse pacote é muito grande, segundo Amorim. Não teria sentido, segundo ele, jogar fora todas essas conquistas e começar novamente do zero.

Dez anos depois, Brasil dá a volta por cima em Davos

Em 1999, o País enfrentava uma crise cambial e um novo surto de inflação

Depois de dez anos, a volta por cima: o Brasil pôde apresentar-se ontem, num almoço paralelo à reunião do Fórum Econômico Mundial, como “parte da solução, e não do problema”. Essas palavras foram ditas pelo executivo-chefe do Banco Itaú para a América Latina, Ricardo Villela Marino.

Como num jantar há dez anos, o governo brasileiro foi representado pelo ministro de Relações Exteriores. Em janeiro de 1999, no lugar de Celso Amorim, o chanceler era Luiz Felipe Lampreia. O real estava desvalorizado, o País enfrentava uma crise cambial e um novo surto de inflação parecia ameaçar as conquistas do ajuste implantado em 1994. A moeda brasileira, havia dito na véspera o secretário adjunto do Tesouro americano, Lawrence Summers, deixara de ser real para tornar-se virtual: real.com. A piada fez sucesso em Davos.

Desta vez, a crise começou nos Estados Unidos e manifestou-se pouco depois na Europa, sem poupar nem sequer os maiores bancos suíços. No Brasil, disse Villela Marino, não houve subprime nem excesso de risco nos empréstimos. Os padrões de segurança dos bancos brasileiros – relação entre capital e aplicações – excedem os padrões de Basileia, fixados pelo Banco de Compensações Internacionais (BIS).

O presidente da Petrobrás, Sérgio Gabrielli, participou do almoço. Também discursou, e começou comparando os fundamentos macroeconômicos do Brasil e dos Estados Unidos, para afirmar a maior solidez das condições brasileiras. Há dez anos, num jantar em ambiente de velório, um empresário brasileiro pediu ao então ministro da Economia da Argentina Domingo Cavallo a receita para salvar o Brasil.

Cavallo atendeu com visível prazer e dissertou longamente sobre como o governo argentino havia encontrado a receita do crescimento com estabilidade. Três anos depois, a paridade imaginária entre o peso e o dólar seria rompida, de forma desastrosa, e o Tesouro argentino daria um calote histórico.

Naquela noite, o desastre mais visível era o do Brasil, atingido pelas ondas de choque da crise russa. Lampreia aguentou os desatinos durante um bom tempo, mas acabou perdendo a paciência e, com a polidez possível, enquadrou Cavallo e os empresários brasileiros deslumbrados.

Ontem, o presidente da Petrobrás, além de comparar os fundamentos macroeconômicos de Brasil e Estados Unidos, ainda se permitiu comentar as prováveis dificuldades do presidente Barack Obama para atender às expectativas internacionais em relação às suas medidas. Depois, falou sobre os planos do Brasil no setor de energia e sobre a contribuição dos biocombustíveis para a preservação ambiental. O País, lembrou, deverá investir US$ 2,8 bilhões na produção de etanol e de biodiesel nos próximos cinco anos.

O chanceler Amorim começou comentando o título oficial do almoço, inscrito no programa do Fórum. Há 30 anos, disse o ministro, o título seria algo como “Brasil, país do futuro”, ou “Brasil, gigante adormecido”. Mas o evento, desta vez, foi rotulado como “Brazil, power broker”. Não há tradução direta: “power broker” é alguém influente, levado em conta em decisões importantes, capaz de modificar relações de poder. Em resumo, um ator relevante.

O Brasil, disse Amorim, poderá ser menos afetado que outros países pela crise porque iniciou um programa de investimentos antes do agravamento da situação, uma espécie de política anticíclica antecipada. Mencionou também como uma das vantagens o poder de consumo resultante das políticas sociais. Externamente, o país se tornou menos vulnerável, de acordo com o ministro, porque diversificou seus parceiros comerciais e depende menos dos Estados Unidos (cerca de 14% das das exportações brasileiras).

Mas a posição de power broker, afirmou o ministro, depende em grande parte do trabalho de integração sul-americana e tem sido exercido, por exemplo, na mediação em casos de conflito na região. Sobre a ausência do presidente brasileiro, uma explicação de mercado: “Há mais demanda de Lula do que oferta de Lula”. O presidente, argumentou, já esteve três vezes em Davos e neste ano decidiu participar do Fórum Social em Belém.

31/01/2009 - 14:30h Kassab aumenta IPTU até 70%

kassab_estadao.jpg“Carnê de IPTU pode ter reajuste de até 70%”. Quando li a notícia na Folha de São Paulo pensei que um vírus informático tinha infetado os computadores e provocado um descontrole do Carnê. Pirado, o carnê começou a engordar sem que ninguém soubesse.
Perguntei para meu botões, será que não foi decisão de ninguém. O carnê se auto-aumentou?
Depois lembrei que ontem o Estadão tinha informado que a prefeitura procedeu ao aumento de até 70% no IPTU de 25 mil domicílios. Para que fique claro dei o nome aos bois. O título acima é meu, o de baixo é da Folha. LF

 

 

 Carnê de IPTU pode ter reajuste de até 70%

Alta se deve à restrição na concessão de desconto no valor venal para cálculo do imposto; mudança deve afetar 25 mil imóveis

Donos de mais de um imóvel residencial só terão direito ao abatimento em uma das propriedades; notificações começam a vencer amanhã

DA REPORTAGEM LOCAL – FOLHA SP

A partir deste ano, donos de mais de um imóvel residencial na cidade só terão direito a desconto no valor venal para o cálculo do IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) para uma de suas propriedades.
Até o ano passado, todos os imóveis residenciais com valor venal entre R$ 61.240,11 e R$ 122.480,22 tinham direito a um abatimento de R$ 24.496,04 na base de cálculo.
Com a mudança, donos de mais de uma propriedade podem sofrer reajustes de até 70%. A alteração, no entanto, atinge apenas 25 mil dos 1,55 milhão de imóveis residenciais da cidade, cerca de 1,61%.
Outra diferença em relação ao ano passado foi o reajuste de 6% na base de cálculo do tributo, devido à inflação. Com isso, o valor de alguns imóveis ultrapassou a linha de isenção, que é de R$ 61.240,11 para imóveis residenciais e de R$ 24.496,04 para os não residenciais.
A restrição na concessão do abatimento já estava prevista desde 2005, quando entrou em vigor a lei nº 14.089/05, promulgada pelo então prefeito José Serra (PSDB).
Segundo Wilson José de Araújo, subsecretário da Receita Municipal, a determinação não foi posta em prática antes para aguardar o recadastramento de parte significativa dos imóveis. De acordo com a secretaria, ainda falta atualizar 20% dos cadastros.
As notificações começam a vencer a partir de amanhã. O pagamento do IPTU pode ser feito à vista, com 6% de desconto, ou parcelado em até dez vezes. Há a opção de débito em conta corrente, que deve ser feita após a primeira parcela ser quitada, entregando no banco a autorização que vem com o documento.
Quem comprou imóvel residencial depois de outubro, quando foi encerrado o cadastramento para a cobrança de IPTU deste ano, poderá recuperar o desconto, desde que esse imóvel seja o único que possua na cidade.

31/01/2009 - 13:00h Prefeitura apaga grafite em parede de imóvel particular

Obra havia sido feita a pedido do ‘Estado’ para comemorar os 455 anos de SP

Vitor Hugo Brandalise – O Estado SP

Mais um grafite da dupla de artistas osgemeos, os irmãos Otavio e Gustavo Pandolfo, foi apagado pela Prefeitura. Desta vez, a obra destruída ficava no Brás, na parede de uma loja de ferramentas, e foi criada a pedido do Estado para homenagear a cidade no dia de seu aniversário. “Autorizei o grafite porque acho que o trabalho embeleza minha loja e a protege dos pichadores”, diz um dos proprietários do estabelecimento, Márcio Moreira – que lança questionamento: “Quer dizer que não há liberdade para fazer arte nem na própria parede?”

Os jatos de tinta cinza que cobriram o desenho da dupla na terça-feira – uma representação estilizada de um grafiteiro, disposto a “colorir o cinza da cidade”- fazem parte de outro capítulo da luta dos artistas contra a empresa contratada pela administração municipal para apagar seus trabalhos. Nesse caso específico, ninguém ficou feliz. “Atiraram tinta cinza na parede, mesmo que minha fachada seja azul. Aí fica essa cor horrível, cinza com azul, algo que não autorizei. Ninguém pode dizer que isso fica mais bonito assim”, diz Moreira. A loja de ferramentas fica na esquina da Rua Mem de Sá com a Avenida Radial Leste. “O grafite dava um ar moderno. Agora, vou ter de pintar de azul novamente”, lamenta.

A Secretaria de Coordenação das Subprefeituras admite que a equipe responsável pela recuperação de fachadas da região da Mooca e do Brás apagou a obra por engano. O secretário de Coordenação das Subprefeituras, Andrea Matarazzo, segundo informou sua Assessoria de Imprensa, diz que vai “entrar em contato pessoalmente” com o proprietário da loja onde estava o grafite para “ver como isso pode ser reparado”. A Subprefeitura da Mooca ainda informou que, entre as equipes que percorrem as ruas em busca de pichações, há sempre um “agente especializado em pintura”, para “tentar evitar enganos”.

Os grafiteiros osgemeos já não se surpreendem ao ver suas obras cobertas de tinta cinza – somente na região do Brás e da Mooca, um dos primeiros redutos do grafite na cidade, já tiveram mais de 20 trabalhos apagados por agentes da Prefeitura. Em toda a cidade, eles contabilizam cerca de cem grafites apagados – nem todos, porém, tinham autorização para serem pintados.

O amparo legal para a Prefeitura disparar tinta cinza em edificações privadas é concedido pela Lei nº 14.451, de 2007, que institui o programa antipichação do Município. O texto da lei, porém, prevê que estão “excluídos do programa os grafites efetuados em imóveis particulares ou próprios municipais, autorizados pelo proprietário ou autoridade municipal competente”. Para evitar novos erros e “afinar os critérios entre o que é grafite e o que é pichação”, o secretário Andrea Matarazzo “já fez diversas reuniões com os grafiteiros, e vai continuar fazendo”, segundo sua assessoria.

O caso mais famoso de “engano” envolvendo o trabalho dos grafiteiros osgemeos aconteceu em junho do ano passado, quando foi apagado um mural de 680 metros no acesso da Avenida 23 de Maio ao Elevado Costa e Silva, o Minhocão. “Nos dois casos, estávamos autorizados: um pelo poder público, outro pelo dono da parede, e apagaram assim mesmo”, disse Otavio. “Achamos que essa situação vai se resolver, mas vai demorar quanto?”

31/01/2009 - 11:23h Cresce nº de estupros no Estado. Roubo seguido de morte teve aumento de 21% em 2008

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Cresce nº de estupros no Estado

Roubo seguido de morte teve aumento de 21% em 2008, segundo Secretaria da Segurança

Fernanda Aranda e Camilla Haddad – O Estado SP

O estupro está na lista dos três crimes que mais cresceram no Estado de São Paulo em 2008. Foram 3.387 casos ante 3.223 no ano anterior, um acréscimo de 5%. Os dados foram divulgados ontem pela Secretaria da Segurança Pública (SSP). A violência sexual só perde em aumento para o latrocínio – roubo seguido de morte -, crime que subiu 21% em igual período (veja mais no quadro ao lado).

Para o capitão e assistente militar da Coordenadoria de Assistência e Planejamento (CAP), Márcio da Silva, os estupros são mais difíceis de combater por serem comuns em residências. “É um crime que acontece em ambiente familiar e não depende tanto da segurança pública”, diz. O oficial observou que a Lei Maria da Penha fez com que as vítimas passassem a comunicar as agressões. “A lei estimulou as mulheres a denunciar.”

As pesquisas científicas sobre estupro endossam que os autores das agressões, no geral, conhecem as vítimas. E apesar da SSP não separar os registros por faixa etária nem por bairro, os estudos mostram que são as crianças o alvo preferencial deste tipo de criminoso.

No Hospital Pérola Byington, no centro de São Paulo – referência nacional para atendimento de violentados -, meninas entre 0 e 11 anos são maioria entre os atendidos. Um perfil realizado com 1.926 pacientes recebidos em 2007 mostrou que, antes de completar o 12º aniversário, elas respondem por 43% dos casos.

Levantamento semelhante feito pelo Ministério da Saúde com base em registros de atendimento em hospitais públicos de 27 municípios do País também constatou que a violência sexual é predominante entre os meninos e meninas que dão entrada nas unidades vítimas de maus-tratos. Em 2007, 4.309 prontuários foram analisados e a proporção de estupro foi de 43,7% dos casos. Na parcela acima de 10 anos, o índice chegou a 56,3%.

O capitão Silva justificou que, em comparação com outros anos, o crime de estupro vem caindo. Segundo ele, a taxa de queda em 1999 foi de 28,7% e de 3,2% em 2006.

LATROCÍNIO

Reportagem na quinta-feira mostrou, com exclusividade, que o latrocínio (roubo seguido de morte), crime hediondo, aumentou 64% na capital no ano passado, em relação a 2007. Para o delegado-geral adjunto da Polícia Civil, Paulo Bicudo, o crime, na maioria das vezes, ocorre porque a vítima esboça alguma tipo de reação. “No latrocínio não é intenção do bandido provocar a morte, é um roubo que não deu certo”, diz. Segundo o delegado, a arma no bandido está cada vez mais sofisticada por se tratar de peças automáticas que são disparadas com mais facilidade.

Ele diz que o porcentual de esclarecimento desses crimes cresceu 47,2% em 2008 em relação ao ano anterior. A polícia, que pede para as pessoas nunca reagirem ao assalto, não divulga os bairros com maior índice de latrocínio nem o perfil das vítimas. Em 2008, foram registradas 69 ocorrências desse tipo de crime na capital, ante 42 no ano anterior. No total, foram 69 ocorrências – em 2007, foram 42. Em todo o Estado, o número foi de 267 no ano passado e 218 em 2007.

Houve redução na ocorrência de outros crimes

Os dados divulgados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP) mostram que houve redução na soma dos outros crimes durante o comparativo com os anos de 2007 e 2008 por 100 mil habitantes.

A maior queda foi a de roubo de carros: 13,41%, seguido por lesão corporal com intenção, 12,5%. As tentativas de homicídio caíram 11,57% e lesão corporal sem intenção, 6,07%. Furtos de carros foram reduzidos em 7,52%, enquanto furto caiu 7,46%. Homicídio sem intenção caiu 10,05% e com intenção, 3,63%. Roubos a banco reduziram em 1,05% e roubo, 0,06%.

A SSP informou que a redução nos índices de criminalidade se deve ao trabalho conjunto das polícias civil e militar. Entre as atribuições para a queda a pasta destacou ainda o reforço do policiamento feito com a Ronda Ostensiva com Apoio de Motocicleta (Rocam) e também o policiamento de trânsito, realizado pelo 34.º Batalhão da Polícia Militar. Policiais ficam em viaturas nos cruzamentos considerados perigosos da cidade. Outros cruzamentos recebem a visita frequente de viaturas que fazem ronda de dia e de noite. Os endereços desses locais não são informados por questão estratégicas.

31/01/2009 - 10:31h ”Estamos no Bolsa-Família 2.0”

Economista defende efeito do benefício contra desigualdade e diz que seu aumento pode compensar contração do crédito

 

Wilson Tosta – O Estado SP

 

 

http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/bolsa_familia/imagens/bolsa_familia.gif

O economista Marcelo Néri, da Fundação Getúlio Vargas (FGV), afirma que a expansão do Bolsa-Família anunciada esta semana pelo governo federal poderá ajudar no combate à crise econômica entre os mais pobres. Para ele, ao expandir a distribuição de dinheiro em setores em que é mais alta a propensão para gastá-lo, a iniciativa, além de combater a pobreza, estimulará a economia, compensando em parte a redução do crédito. “Essa é uma medida adequada”, diz ele, por e-mail, de Washington. Néri destaca o efeito “direto e potente” do programa sobre a redução da desigualdade no País, mas reconhece que, nas pesquisas sobre o Bolsa-Família, a hipótese de que gere acomodação nos beneficiários não foi afastada.

Expandir o Bolsa-Família é uma escolha correta?

O que se pode dizer é que não existe programa de transferência de renda no Brasil mais bem focalizado que o Bolsa-Família e seus antecessores. Por exemplo, cada real gasto no Bolsa-Família tem 2,5 vezes mais chances de chegar ao pobre que cada real gasto com o reajuste do salário mínimo na Previdência. Além disso, agora o mundo está keynesiano, no sentido de que a falta de demanda agregada é o que tem de ser combatido. Essa opção implica não só combater a pobreza, mas destinar recursos para onde a propensão de gastar o dinheiro é mais alta. Ainda tem um bônus, você injeta moeda onde ela é mais escassa, gerando um efeito lubrificador na demanda, que compensa em parte o efeito da contração de crédito.

Foi correto o critério adotado, aumentar em R$ 17 o teto de renda per capita dos possíveis beneficiários?

Você está incluindo os mais pobres que não estavam no programa. Esses R$ 17 reais a mais levam os valores do critério muito próximos da nossa linha de miséria calculada pela FGV há anos (exceto que a nossa varia pelo custo de vida entre regiões R$ 142 em São Paulo, mas R$ 134 na média no Brasil). Logo, eu não poderia ser contra esse número cabalístico.

Não seria mais correto investir o dinheiro em ajudar quem já está no programa a não precisar mais dele?

O menor custo hoje para aliviar totalmente a pobreza no Brasil é de R$ 21,3 bilhões no ano. Isso é quanto custaria para completar a renda de cada brasileiro até a linha de R$ 134 reais/mês. Agora, transferências de renda têm forte efeito no curto prazo, é preciso de ações estruturais que aumentem a capacidade dos pobres gerarem sua própria renda a prazo mais longo. Mas talvez o que se queira agora seja um efeito de curto prazo em época de crise.

O Bolsa-Família não pode estimular a acomodação?

O programa pode levar à acomodação. Alguns estudos anteriores rejeitaram esse efeito no Brasil e no México. Nos nossos últimos estudos, estamos achando efeitos desse tipo. Ainda é prematuro afirmar, mas nós não conseguimos rejeitar a hipótese de que que há efeito-preguiça derivado do Bolsa-Família. Nossos resultados quantitativos estão em linha com relatos que escuto da população mais sofrida. Por exemplo, “se eu conseguir um emprego formal, eu sou excluído do programa, então eu não busco emprego formal”. Isso preocupa e precisamos de desenho mais arrojado para combater essa e outras limitações.

Quais são os efeitos do Bolsa-Família na redução da desigualdade?

No que tange a redução da desigualdade de renda o efeito é direto e potente. Cerca de 40% da inédita queda da desigualdade ocorrida a partir de 2001 se dá pelo efeito Bolsa-Família. Há impactos positivos sobre os beneficiários do programa, como aumento da matrícula de 3 pontos de porcentagem e na frequência escolar. Agora a extensão recente das condicionalidades educacionais até a faixa de 17 anos é promissora, pois só 74,5% destes estão na escola.

Se o programa tem resultados benéficos, a que atribuir as reações contrárias, a grita contra ele e contra sua ampliação?

Há uma grita interna, mas de natureza diferente daquela que houve contra os programas Fome Zero ou Primeiro Emprego, do qual participei desde a primeira hora. Esses programas caíram pois eram mal desenhados. Já o Bolsa-Familia foi criticado por alguns desde seu nascimento, mas hoje ainda não só se expande no Brasil, como em outras partes, inclusive nações desenvolvidas, vide o programa em Nova York. O programa nasceu forte e vai evoluindo ao longo do tempo. Estamos já no Bolsa-Família 2.0.

31/01/2009 - 09:13h Tarifa do metrô sobe para R$ 2,55

Reajuste é de 6,3% e passa a valer já a partir do dia 9

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Renato Machado – O Estado SP

A Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos anunciou ontem um reajuste nas tarifas do Metrô e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A partir do dia 9, o bilhete unitário para os dois sistemas passará de R$ 2,40 para R$ 2,55, um aumento de 6,3%. A Secretaria afirma que o aumento está abaixo da inflação medida pelo IPC da Fipe – índice usado para corrigir as tarifas públicas.

A pasta trabalha com um IPC de 6,6%. No entanto, esse índice não corresponde somente à inflação do ano passado. Ela acrescenta aos 6,16% registrados de janeiro a dezembro uma estimativa de 0,39%, que é a previsão do Banco Central para a inflação de janeiro.

O bilhete para o uso integrado entre ônibus e os trens do Metrô e da CPTM vai aumentar de R$ 3,65 para R$ 3,75. Além dos reajustes, a Secretaria apresentou ontem novas modalidades de tarifas. Os usuários poderão comprar o Cartão Fidelidade com direito a 8 ou 50 viagens, obtendo descontos.

O primeiro vai custar R$ 19,60 ou R$ 2,45 por viagem. O cartão de 50 vai custar R$ R$ 112,50 ou R$ 2,25 por viagem. Desde março de 2007, já existe o modelo com 20 viagens, que agora vai custar R$ 47. Também haverá reajuste para o cartão BLA – usados nos finais de semana -, que passará a custar R$ 21,50.

Os bilhetes integrados metrô-ônibus simples e ida e volta vão ser extintos a partir da data do reajuste. Os usuários que já o adquiriram têm até 8 de maio para utilizá-los.

Além disso, terá início no dia 9 de março a Tarifa do Madrugador, com um valor diferenciado para quem utilizar o Metrô entre 4h40 e 6 horas e os trens da CPTM entre 4 horas e 5h20. Nesses horários, os usuários terão um desconto de R$ 0,20 quando passarem nas catracas utilizando o bilhete único – a passagem custará R$ 2,35. Na integração com o ônibus, a tarifa será de R$ 3,60 – após o reajuste, o valor normal será de R$ 3,75.Não haverá o benefício para usuário de Vale Transporte e dos Cartões Fidelidade.

ÔNIBUS

A Secretaria também anunciou ontem reajustes nas tarifas de ônibus intermunicipais das regiões de São Paulo (7,45%), Campinas (9,18%) e da Baixada Santista (8,6%). Também haverá aumento nas linhas do Corredor Metropolitano ABD (São Mateus-Jabaquara) e as tarifas passarão de R$ 2,30 para R$ 2,55.

31/01/2009 - 09:05h Mínimo de R$ 465 põe R$ 21 bi na economia

Aumento real de 6,39% beneficia 42,1 milhões de trabalhadores

Jacqueline Farid – O Estado SP

O reajuste do salário mínimo para R$ 465, que entra em vigor amanhã, vai injetar R$ 21 bilhões na economia a partir de março, segundo cálculo do ministro do Trabalho e Emprego, Carlos Lupi. De acordo com ele, o mínimo já subiu 46,05% no governo Lula e o novo aumento vai ajudar a aquecer o mercado interno, mesmo com a crise.

O aumento real do mínimo será de 6,39%. Segundo Lupi, esse aumento vai beneficiar 42,1 milhões de trabalhadores. “Essa é uma forte fonte de aquecimento da economia do Brasil e do mercado interno”, disse durante entrevista na sede do Ministério do Trabalho no Rio.

Segundo Lupi, o cálculo de quanto será o efeito do aumento do mínimo no resultado do Produto Interno Bruto (PIB) de 2009 ainda não está fechado, mas ele estima que estará em torno de 0,1 ponto porcentual a 0,2 ponto porcentual.

O salário mínimo registrou um aumento real de 46,05% desde o início do governo Lula, em janeiro de 2003, até o último reajuste, anunciado ontem, segundo contabilizou Lupi. Os aumentos reais (descontando a inflação), ante ano anterior, foram de 0,53% em 2003, subindo para 2,18% em 2004; 7,19% em 2005; 13,89% em 2006; 4,96% em 2007; 3,78% em 2008 e, por fim, 6,39% em 2009.

O aumento divulgado ontem foi garantido por Medida Provisória (MP) assinada pelo presidente Lula, já que o Congresso ainda não aprovou o projeto de lei encaminhado pelo governo em 2007 e que define a política para o mínimo até 2023. “Faço um apelo ao Congresso para que aprove logo o projeto”, disse o ministro.

O projeto em tramitação no Legislativo prevê que o mínimo será reajustado pela variação do PIB do ano anterior, somada ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) acumulado em 12 meses, que foi exatamente a conta usada para o aumento definido para este ano.

SEGURO

Lupi disse que o ministério está estudando a criação de um seguro-emprego. “É um seguro focado no emprego, não no desemprego, que pretende garantir a empregabilidade”, afirmou.

O ministro não quis detalhar a iniciativa com o argumento de que a fase ainda é de estudos, mas adiantou que o seguro-desemprego permanece. Segundo ele, o seguro para o mercado de trabalho não pode focar apenas o desemprego no País.

30/01/2009 - 22:12h Manifestação contra os trabalhadores estrangeiros na Inglaterra

Miles de trabajadores británicos se manifiestan contra los trabajadores extranjeros

Miles de obreros británicos se manifiestan contra los trabajadores extranjeros


La protesta iniciada hace cuatro días en una refinería se extiende a todo el sector energético

PATRICIA TUBELLA | Londres – El País

La huelga puntual que arrancara hace cuatro días en una refinería de Lincolnshire contra el empleo de trabajadores extranjeros ha acabado extendiéndose por la geografía británica como una mancha que sugiere ciertos tintes xenófobos. Miles de empleados de diversas plantas energéticas en Inglaterra, Gales y Escocia salían este viernes a la calle para reclamar al Gobierno laborista la adopción de medidas proteccionistas que detengan la proliferación de contratos con compañías foráneas, un recurso que abarata los costes y suele traducirse en el empleo de mano de obra procedente sobre todo del este de Europa.

El núcleo de la protesta se centra en la promesa de Gordon Brown, al poco de asumir el cargo como primer ministro (junio 2007), asegurando que velaría por procurar “empleos británicos a los trabajadores británicos”. Ese falso y populista compromiso -el gobierno no puede frenar el libre tránsito de trabajadores entre los países de la Unión Europea- ha acabado volviéndose en su contra en un contexto de crisis económica cuyas estadísticas de desempleo ya rozan los dos millones de personas (6,1% de la población activa). Y el mensaje ultraproteccionista, de tremendo calado entre las clases más golpeadas por la recesión, es explotado ahora más que nunca por la ultraderecha del Partido Nacional Británico (BNP, en sus siglas inglesas), que presenta claros visos racistas.

El origen de las protestas

La mecha de las movilizaciones prendía en la refinería de Lindsey (nordeste de Inglaterra) a raíz del contrato para la construcción de una planta de desulfurización que la empresa Total ha suscrito con el grupo italiano IREM. La población de la zona alega que los más de quinientos trabajadores contratados por esta última firma son italianos y portugueses venidos expresamente para acometer el proyecto, excluyendo a la mano de obra local que empieza a engrosar las abultadas cifras de paro. Los sindicatos británicos aducen que ese gesto obedece a motivos de ahorro, mientras que la firma implicada esgrime la carencia de trabajadores cualificados entre la oferta local. Total ha garantizado que la operación no entrañará “despidos directos” en su factoría, pero los obreros desconfían de la promesa.

“La nuestra no es una manifestación contra los trabajadores extranjeros, sino contra las compañías que discriminan a los trabajadores británicos”, aseguraba Bobby Buird, dirigente del sindicato mayoritario, Unite, añadiendo que “reivindicar nuestro derecho al trabajo no es una lucha xenófoba”. Algunos medios británicos, encabezados por The Times, apuntaban sin embargo la presencia del elementos del BNP en la trastienda de las protesta y reorientando su lemas contra la mano de obra foránea.

“Permanezcan en casa”

Como medida de precaución, los responsables de Total recomendaban a los contratados extranjeros de su planta de Lindsey que permanecieran en sus viviendas, mientras un millar de trabajadores británicos se manifestaban pacíficamente y rodeados por un importante dispositivo de seguridad frente a la sede de la compañía reclamando al ejecutivo la protección de sus empleos. A esa consigna acabaron sumándose otros mil huelguistas en la proveedora de gas Milford Haven, al oeste de Gales, y centenares de empleados de seis grandes compañías energéticas escocesas, de una segunda refinería del nordeste de Inglaterra o de una estación eléctrica galesa, entre otros paros de ámbito más reducido. El comité de empresa de la planta nuclear de Sellafield (noroeste) también debatía el apoyo a los huelguistas.

El suministro energético en las islas británicas está por el momento garantizado, aunque la protesta amenaza la ya precaria estabilidad del gobierno de Gordon Brown, situado 12 puntos por debajo de la oposición conservadora en las últimas encuestas. “Entiendo la ansiedad de la gente sobre sus trabajos. Nuestra acción se dirige a garantizar que puedan retenerlos, a ayudar a quienes pierden su empleo para que encuentren otro y a alentar la formación de los jóvenes. Ese es el modo correcto de encarar el problema”, declaraba el primer ministro desde el Foro de Davos. Pero el hincapié que hizo Brown en la necesidad de evitar la tentación proteccionista difícilmente contribuirá a calmar los ánimos de unos huelguistas que han proclamado la globalización como su bestia negra.

30/01/2009 - 16:45h Foi Apenas um Sonho

Com Kate Winslet e Leonardo DiCaprio. Nos cinemas em São Paulo

30/01/2009 - 16:25h Ninho vazio

 Nos cinemas em São Paulo

29/01/2009 - 19:26h Edith Piaf

L’Hymne à l’amour

La Vie En Rose

29/01/2009 - 11:15h Governo amplia universo de beneficiários do Bolsa-Família

Renda per capita para inclusão no programa passa de R$ 120 para R$ 137

Lisandra Paraguassú – O Estado SP

O governo federal decidiu ontem aumentar o limite de renda das famílias que podem ser beneficiadas pelo programa Bolsa-Família. A partir de agora, para ser atendidas, as famílias precisam ter uma renda per capita máxima de R$ 137 mensais. Atualmente, essa renda é de R$ 120. No total, isso significa a inclusão de mais 1,8 milhão de famílias no programa. O Bolsa-Família foi recentemente atacado pelo ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, provocando tensão na Esplanada.

O aumento do limite foi anunciado um dia depois de o governo bloquear cerca de R$ 37 bilhões do Orçamento de 2009, por causa da expectativa de queda na arrecadação. Com base em estudos do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o governo concluiu que seria necessário ampliar o número de famílias atendidas para minorar os efeitos da crise econômica entre os mais pobres.

Atualmente, o programa atende 11,1 milhões de famílias. A previsão é de que, com o reajuste do teto de renda, esse número chegue a 12,9 milhões.

O reajuste do teto significa que famílias hoje não consideradas pobres o suficiente poderão ingressar no programa. No caso de uma família de quatro pessoas, por exemplo, o valor da renda mensal necessário para justificar a inclusão no cadastro será de R$ 548. O teto para que uma pessoa seja considerada extremamente pobre também muda, passando R$ 60 para R$ 68,5 – ou seja, renda de R$ 274 mensais para quatro pessoas.

Considerado o valor médio pago por família hoje, de R$ 85, o orçamento do programa poderá crescer em até R$ 1,8 bilhão por ano. No entanto, a maior probabilidade é de que essas novas famílias não sejam todas enquadradas como extremamente pobres, o que pode reduzir esse valor. Este ano, o orçamento do programa, de R$ 12 bilhões, já é 10% maior do que em 2008.

O Bolsa-Família paga para as famílias extremamente pobres um benefício fixo de R$ 62. Além disso, são pagos outros R$ 20 por criança entre 0 e 15 anos, em um limite de três por família, e mais R$ 30 por jovem de 16 e 17 anos, em um máximo de dois. Os valores dos benefícios, já reajustados em junho do ano passado, não serão aumentados agora.

29/01/2009 - 10:55h Lula assina artigo na ”Newsweek”

Rolf Kuntz – O Estado de SP

Chegou a hora da política e de os governos aumentarem o controle sobre os mercados “para deter a anarquia econômica”, afirma o presidente Luiz Inácio Lula da Silva num artigo publicado numa edição da revista americana ?Newsweek? preparada para a reunião do Fórum Econômico Mundial. O artigo de Lula é o único assinado por um chefe de Estado ou de governo, numa edição recheada de textos com nomes tão conhecidos quanto os do professor Joseph Stiglitz, ganhador do Prêmio Nobel de Economia, do presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, do diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Pascal Lamy, e do secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, entre outros.

“Os abusos e erros que vêm à luz são evidências de que o atual sistema de governança econômica internacional faliu”, segundo Lula. Ele defende a participação dos países em desenvolvimento na reorganização das finanças mundiais

28/01/2009 - 20:57h Yo no sé lo que me pasa

Cristina Hoyos no filme de Carlos Saura, Amor bruxo. Voz de Rocio Jurado, música de Manuel de Falla “não sei o que me acontece”

28/01/2009 - 20:35h Dança do fogo fátuo

Dança do fogo fátuo, do filme de Carlos Saura Amor bruxo. Coreografia de Antonio Gades, música de Manuel de Falla cantada por Rocio Jurado. Bailarinos Cristina Hoyos e Antonio Gades

28/01/2009 - 20:15h Amor Bruxo – Barenboim

Daniel Barenboim rege Amor bruxo de Manuel de Falla com a Orquestra Sinfônica de Chicago

28/01/2009 - 19:58h Dança do jogo do amor

Rocío Jurado canta a Dança do Jogo do Amor, do Amor Bruxo

28/01/2009 - 19:37h Amor bruxo

Coreografia de Antonio Gades, no filme El amor brujo de Carlos Saura

28/01/2009 - 12:53h Dia Internacional em memória das vitimas do Holocausto

Discurso do Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante solenidade do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto
São Paulo-SP, 27 de janeiro de 2009

 Foto Ricardo Stuckert / PR
Presidente Lula participa de cerimônia do Dia Internacional de Lembrança das Vítimas do Holocausto _(São Paulo, SP, 27/01/2009) _Foto: Ricardo Stuckert/PR

Meus amigos e minhas amigas,

Agradeço o convite para participar, pelo quarto ano consecutivo, do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto. Eu posso dizer que me sinto pessoalmente envolvido com a instituição desta data. Em agosto de 2004, recebi de uma comitiva do Congresso Judaico Mundial e de líderes comunitários brasileiros – certamente alguns deles estão aqui presentes – uma petição à ONU solicitando medidas mais concretas na luta contra o anti-semitismo. Assinei de imediato o documento, afinal, o Estado brasileiro foi co-patrocinador de diversas resoluções da ONU afirmando a importância de rememorar aquela tragédia. Mais tarde, eu soube que o Brasil foi o primeiro país a subscrever aquela petição. Soube também que ela serviu de base para consagrar 27 de janeiro como o Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto.
Hoje, como em todos os dias, devemos nos empenhar na luta da memória contra o esquecimento. É preciso manter viva a lembrança, para que nunca mais se repita o assassinato em massa, o genocídio como ideologia e a limpeza étnica como razão de Estado.
O regime nazista promoveu a mutilação espiritual, a humilhação moral, a ruína material e a eliminação física de milhões de homens, mulheres e crianças. Vitimou judeus, comunistas, homossexuais, negros, ciganos, testemunhas de Jeová e todos que considerou inferiores na raça, no credo e na cor. O holocausto marcou o auge da crueldade humana e configurou o maior episódio de violência e covardia de nossa história, um episódio que não deveria ter ocorrido e que não pode nunca mais voltar a ocorrer.
É certo que a intolerância e a xenofobia ainda não foram totalmente extintas. No entanto, em todo o mundo a sociedade vem dando importantes passos na superação dos preconceitos. Um grande exemplo acaba de se concretizar nos Estados Unidos. Lá, há poucas décadas, negros e brancos não tinham os mesmos direitos. E hoje, pela primeira vez, um negro é presidente dos Estados Unidos. O combate ao ódio e à discriminação já não é um grito isolado, mas integra o ideário das sociedades dos mais diferentes países.
Minhas amigas e meus amigos,
Ao participar deste evento, ano após ano, busco demonstrar o profundo respeito que eu e todo o governo nutrimos pelas comunidades que compõem a grande nação brasileira. Eu me orgulho de ser presidente de um país marcado pela diversidade, onde a tolerância garante o respeito mútuo a todos. Temos uma legislação clara e rigorosa no que se refere a todas as formas de intolerância. Somos uma das poucas democracias do mundo, talvez a única, em que a Constituição garante que para crime de racismo não deve existir nem fiança, nem prescrição.
O Brasil não aceita discriminação. Judeus e árabes, sejam religiosos ou não, convivem pacífica e harmoniosamente em nossas cidades, dividem espaços e compartilham a construção e o desenvolvimento do Brasil. Por isso, o conflito entre Israel e Palestina, no Oriente Médio, atinge os corações e as mentes de todos, e nos obriga a evitar que o ódio contamine o nosso país. Mais do que tudo, o Brasil pode se valer dessa convivência pacífica para colaborar para a construção da paz.
Minhas amigas e meus amigos,
A diplomacia brasileira tem uma larga tradição de atuar de forma conciliatória na solução de conflitos, e no que se refere aos povos israelense e palestino, nosso Estado vem ao longo de seis décadas ratificando as resoluções internacionais que têm por objetivo garantir a coexistência pacífica e segura de dois Estados soberanos. Esse tem sido o sentido de todas as nossas manifestações, pois só assim alcançaremos a paz naquela região. Eu tenho me esforçado pessoalmente para impedir que o ódio mútuo, acumulado ao longo de décadas, acabe sufocando ainda mais as alternativas de paz.
Como vocês sabem, recentemente determinei ao chanceler Celso Amorim que viajasse à região com o objetivo de apoiar os esforços para o cessar-fogo, o alívio da situação humanitária e o estabelecimento de uma paz reguladora. Na ocasião, a diplomacia brasileira reiterou às autoridades sírias, israelenses, palestinas, jordanianas e egípcias, a necessidade de se evitar mais mortes e sofrimento na população civil de ambos os lados.
Lembramos às partes envolvidas que há outros atores interessados em agir a favor de um entendimento, e a paz só tem a ganhar com a participação de países como o Brasil. Todos sabem que o Brasil não está interessado nos resultados políticos e nos dividendos econômicos que podem ser obtidos na região. Nosso interesse exclusivo é o de contribuir para a paz duradoura e definitiva na região.
O Brasil tem condições e credenciais para participar, junto com outros países, de iniciativas que conduzam a um consenso para superar a violência e a irracionalidade. Por isso mesmo, apoiamos a realização de uma conferência internacional em seguimento à reunião de Annapolis, ocorrida em novembro de 2007, como um passo importante para o restabelecimento da paz na região, com base no reconhecimento do direito de constituição do Estado palestino viável, e da existência de Israel em condições de segurança e de soberania. O Brasil não aceita a escalada da violência como solução para os conflitos.
Lamentamos profundamente a morte de civis, mulheres e crianças. Conclamamos o pronto estabelecimento das condições que permitam a plena retomada da assistência humanitária à população de Gaza e a tranquilidade para a população de Israel. Guardo uma profunda esperança na construção do diálogo e continuarei empenhado para que, o mais rápido possível, aquela região viva uma trégua consistente que seja prenúncio de uma paz duradoura.
Minhas amigas e meus amigos,
Que este Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto ajude a todos os homens e mulheres a se recordarem das iniquidades que tanto macularam a trajetória da Humanidade. Que ele fale à consciência coletiva sobre a necessidade de se reparar os danos sofridos no passado, de se interromper as injustiças do presente e de se evitar tragédias no futuro.
Espero, sobretudo, que este dia nos convide a olhar para as novas gerações, que não podem ser hostilizadas pelos erros cometidos por seus antepassados. Devemos garantir que as crianças e jovens se desenvolvam em um ambiente onde a desconfiança mútua seja substituída pelo preceito bíblico, quando diz: “Ama teu próximo como a ti mesmo”.
Shalom. Muito obrigado.

28/01/2009 - 12:15h Seade/Dieese: desemprego em 6 capitais cai para 12,7%

ANNE WARTH – Agencia Estado

SÃO PAULO – A taxa de desemprego no conjunto de seis regiões metropolitanas pesquisadas pela Fundação Seade e pelo Dieese caiu para 12,7% em dezembro, de 13% em novembro e 14,2% em dezembro de 2007. O contingente de desempregados nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, São Paulo e Distrito Federal foi estimado em 2,545 milhões de pessoas, 78 mil a menos que em novembro.

O rendimento médio real dos ocupados caiu 1,5% em novembro, ante outubro – último dado disponível – e passou a equivaler a R$ 1.166,00. O valor indica aumento de 1,6% ante novembro de 2007. A massa de rendimento dos ocupados caiu 1% em novembro, ante outubro e cresceu 6,1% ante novembro de 2007.

No ano de 2008, a taxa média de desemprego nessas seis regiões caiu para 14,1%, ante 15,5% em 2007. O contingente de desempregados foi estimado em 2,812 milhões de pessoas, na média dos 12 meses, 190 mil a menos que no ano de 2007. O rendimento médio real dos ocupados cresceu 2,8% no ano e passou a equivaler a R$ 1.171,00. A massa de rendimento real dos ocupados aumentou 7,7%, na média do ano.

28/01/2009 - 11:15h Carga tributária da União cai, a dos Estados e Municípios sobe

Com a crise, carga federal pode cair a 24,31% do PIB

 

Marcelo Rehder – O Estado SP

 


A crise financeira mundial pode ter levado a um recuo inédito na carga tributária representada pelos impostos e contribuições federais. Segundo estimativas do consultor na área fiscal Amir Khair, a arrecadação federal teria atingido 24,31% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que representa queda de 0,05 ponto porcentual em relação aos 24,36% em 2007.

O cálculo leva em conta uma expansão de 5,5% na soma de todas as riquezas produzidas no País, estimada em R$ 2,946 trilhões. Se isso se confirmar, será a primeira vez que a carga tributária da União diminui na série histórica iniciada em 2003, da Secretaria da Receita Federal.

“Houve uma degringolada na arrecadação”, disse o consultor, referindo-se à queda de 6,7% ocorrida nos dois últimos meses de 2008. Parte dessa retração, ele atribui às bondades fiscais promovidas pelo governo, mas o que teria pesado mesmo foi a desaceleração da atividade econômica, devido ao aprofundamento da crise internacional.

Para Khair, a queda na arrecadação reflete não apenas o efeito direto da desaceleração dos negócios, mas também o aumento da inadimplência das empresas. “Quando estão apertadas financeiramente, a primeira coisa que as empresas cortam é o pagamento de tributos”, diz o consultor. “Não existe dados estatísticos, mas todo mundo que trabalha na arrecadação sabe desse efeito.”

Apesar da queda prevista na esfera federal, Khair estima um aumento na carga tributária total, que inclui a arrecadação de Estados e municípios. Pelos seus cálculos, a carga teria atingido 35,15% do PIB, ante 34,79% em 2007. Para esse aumento, os Estados contribuiriam com 0,37 ponto porcentual e os municípios, com 0,04 ponto. Já a contribuição do governo federal, teria sido negativa, de 0,04 ponto. A soma não é exata, porque os números são arredondados.

O crescimento da arrecadação estadual se deve à substituição tributária que tem sido adotada cada vez mais pelos Estados em relação ao Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).Por este regime, os Estados passam a concentrar a cobrança do ICMS na saída da indústria, que reúne um número muito menor de empresas que o atacado e o varejo, o que facilita a fiscalização e diminui a sonegação de impostos.

De janeiro a novembro, o ICMS, principal fonte de arrecadação dos governos estaduais e maior tributo do País, cresceu 12,7% acima da inflação medida pelo IPCA, superando o crescimento ocorrido no conjunto das receitas da União no mesmo período (9,2%).

28/01/2009 - 10:06h Lider do DEM questiona Kassab

Clique na imagem para ampliar e ler o artigo do AGORA SP

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