Assessor de Lula discorda de nota do PT

Brasília - Coletiva do presidente interino do Partido dos Trabalhadores, Marco Aurélio Garcia. Foto: Fabio Pozzebom/ABr

A Folha de São Paulo não considerou importante incluir na sua edição eletrônica, o artigo de Eliane Cantanhêde, em página A10 da edição impressa de São Paulo, com declarações de Marco Aurélio Garcia sobre o Oriente-Médio e a nota do PT.

O assessor internacional da Presidência, Marco Aúrelio Garcia, discordou ontem da nota do PT sobre a guerra no Oriente Médio, informa o artigo. Para Marco Aurélio Garcia “o texto cometeu uma omissão: a de não ter reiterado a orientação histórica do partido em defesa do Estado de Israel”.

Para o assessor de Lula, a nota do PT comporta também “uma adjetivação inadequada” quando evoca as práticas nazistas.

Vale lembrar que a posição do governo brasileiro em favor da moderação, a trégua e a paz foi considerada positiva até pelo ministro de Assunto Sociais de Israel, Issac Herzog, que recusou a tentativa de amalgama que a Folha tentou fazer entre a nota do PT e a posição do governo Lula (ver Gotas). O ministro israelense declarou a Folha: “Temos muito respeito pelo Brasil e excelentes relações com o seu governo e consideramos bem-vinda qualquer iniciativa para contribuir com a paz na região. Parte dos esforços do Brasil e da comunidade internacional em geral poderia ser o fortalecimento do processo que já começamos com os palestinos moderados da Autoridade Nacional Palestina e o presidente Mahmoud Abbas, para melhorar a economia da Cisjordânia. Espero que em algum ponto esse esforço também possa se estender a Gaza, com forças moderadas que reconhecem Israel e estão dispostas a continuar o processo de paz.” (FSP 9/1/2008)

A clara manifestação do assessor do presidente Lula contribui para reafirmar a maneira séria e responsável com a qual o governo e Itamaraty agem para contribuir ao estabelecimento das condições de um cessar-fogo e negociações de paz. LF

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5 COMENTÁRIOS PARA "Assessor de Lula discorda de nota do PT":

Comentado por Vera em 10/01/2009 - 13:26h:

Nada demais. O PT, como partido político da base do governo, tem o direito de escrever o que bem quiser. E o governo tem a lucidez de zelar por suas responsabilidades internacionais.

Comentado por José Rocha em 10/01/2009 - 13:53h:

Cara Vera, não vejo a coisa “beeem” assim.
O PT não é mais um na base do governo, é o partido do presidente da República. Em segundo lugar, notas com posições assentadas, aprovadas em encontros e congressos do partido,tudo bem. Agora, qualificativos como o que foi utilizado, não deliberados em parte alguma, é outra história.
Minha simpatia política é toda pelos palestinos neste confronto com a máquina de guerra israelense, mas estes dois povos estão “condenados” a conviver, a não ser que algum deles fosse capaz de eliminar o outro fisicamente, o que, graças a Deus, não está entre as possibilidades.
Um maior cuidado por parte de dirigentes do PT não têm a ver com o partido ser ou não base do governo Lula, mas com ser coerente com toda a trajetória do partido num assunto tão delicado como este.

Comentado por Marcelo Fernandes em 10/01/2009 - 23:34h:

Como membro do governo, Marco Aurélio Garcia está correto.Como partido político de esquerda e socialista a nota é correta.Basta ver nas manifestações de ruas e ou outras, qual é o posicionamento dos membros militantes do partido.Aliás, a nota é distribuida e elogiada pelo seus termos.

Comentado por E. Marcondes em 11/01/2009 - 13:35h:

O Assessor de Lula está coberto de razão.

Comentado por Fabio em 15/01/2009 - 22:37h:

A desinformação prejudica inteiramente a opinião daqueles que comentaram acima.
O partido fez afirmações completamente manipulativas, tentando deixar Israel com a “cara de vilão” quando na verdade é um país com grande poderio militar mas que constantemente está sobre ataques do Hammas que usa os palestinos como escudo.
A verdade é que Israel sempre teve a total capacidade de desaparecer com a vida na faixa de Gaza, mas esse, diferentemente das afirmações do PT, NÃO é e NUNCA foi o objetivo de Israel.
O sul de Israel vem sendo quase ininterruptamente bombardeado pelos Hamas há 7 anos e o Exército não tem respondido para evitar congelar os progressos nos acordos de paz realizados com a Autoridade Palestina (oposição do Hamas). Israel retirou-se da Faixa de Gaza há 3 anos num gesto de paz e os ataques pioraram, pois o Hamas ficou mais próximo da fronteira israelense. Após uma breve trégua utilizada pelo Hamas para se fortalecer e se armar, os ataques palestinos se intensificaram. Nestas circunstancias Israel iniciou o contra-ataque atual para evitar os lançamentos de mísseis. Qualquer país no mundo faria o mesmo para se defender, no entanto, todos condenam Israel com o termo “Nazistas” ou “Massacre” num claro jogo sujo e baixo de desinformação e manipulação.
Jamais o PT se manifestou contra o assassinato de 400 civis em apenas dois dias no Congo, nem com a “limpeza étinica” que vitimou mais de 100 mil pessoas em Darfur.
Afinal de contas, por que os israelenses são considerados “os vilões”?

 

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