“Gestão” Kassab diz NÃO ao plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida”

“quando vai começar o cadastramento do programa minha casa minha vida em são paulo? assina: João da Cruz

Este é um dos comentários reproduzidos aqui no blog, dentre as dezenas e dezenas que escreveram aqui sobre este assunto.

João não vai sorrir, quando souber da resposta de Kassab.

Prezado João, se depender da “gestão” Kassab a resposta é: nunca. São Paulo é contemplada pelo programa federal, mas os demo-tucanos por politicagem não querem implementar o programa aqui.

Ontem cobrei aqui, no blog, dos jornais por não irem atrás de Kassab para saber quando começariam as inscrições para o programa “Minha Casa, Minha Vida”. Hoje os jornais trazem um começo de resposta. Se depender de Kassab, São Paulo ficará fora do programa.

Os títulos dos artigos na Folha e no Estadão reproduzem o pretexto da “gestão” Kassab para dizer não ao plano habitacional do governo federal.

O melhor exemplo que se trata de pretexto é o caso do projeto da Nova Luz, aprovado rapidinho ontem pela base de Kassab na Câmara Municipal. Porque não prever que uma parte das desapropriações que serão realizadas, ou das que já foram realizadas, será utilizada para implementar “Minha Casa, Minha Vida”?

Porque não aproveitar o programa para começar a erradicar as favelas, como Marta Suplicy fez com a favela do gato, sem sequer existir esse programa então.

Porque, se kassab anunciou que vai demolir o São Vito, não substituí-lo por habitação popular ou para a classe média, implementando o programa.

Porque Rio de Janeiro, com a mesma concentração de São Paulo, pode implementar o programa contrariamente as afirmações em contrario dos kassabistas, e São Paulo não pode?

As entidades representativas dos movimentos por moradia, as ONG que trabalham com o assunto, os representantes da oposição, não deveriam ser ouvidos pelos jornais quando tratam da negativa da “gestão” demo-tucana à implementar o programa habitacional? Mais ainda que já foi noticiado pelos jornais que por “razões” políticas José Serra não quer o exito do “Minha Casa, Minha Vida” em São Paulo.

Este assunto deve ser pauta prioritária, tamanho é o déficit habitacional em São Paulo e profunda a aspiração por moradia. LF

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São Paulo não tem terrenos para o plano habitacional

Secretário diz que prefeitura prefere mais investimento em infraestrutura

 

Carolina Ruhman – O Estado SP

 

A Prefeitura de São Paulo não tem terrenos disponíveis para participar do programa habitacional do governo federal lançado na semana passada, batizado de “Minha Casa, Minha Vida”. Segundo o secretário de Habitação, Elton Santa Fé Zacarias, não falta interesse da prefeitura de participar do programa, mas o município não tem como entregar terrenos.”Essa é a grande dificuldade: não temos terrenos públicos disponíveis. Para ter esses terrenos, o município tem de desapropriar”, explicou o secretário, ressaltando que seria um processo demorado.Zacarias relatou que, durante reunião em Brasília, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, afirmou que o governo federal iria canalizar os recursos para o programa de construção de residências, deixando outros programas “meio de lado”. Entretanto, ele enfatizou que, para resolver o problema habitacional, a capital paulista precisa de mais investimentos em infraestrutura e saneamento. “O município de São Paulo gostaria de mais recursos para esses programas.”

“O foco do programa, que é construir casas, não se encaixa exatamente no que São Paulo precisa”, avaliou. Ele ressaltou que não interessa à prefeitura construir mais casas em zonas afastadas do centro, como foi o caso de Cidade Tiradentes, pois isso só eleva os custos de transporte para o município.

“As famílias moram em favelas centrais porque não querem morar na periferia. Elas querem estar perto do trabalho, da escola e do hospital”, explicou. “O Brasil não é São Paulo. Esse programa deve funcionar bem no Nordeste, no Centro-Oeste. São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília têm características muito peculiares.”

Para o secretário, o melhor ponto do programa federal para São Paulo é a facilitação do acesso ao financiamento da Caixa Econômica Federal (CEF). “A conta do Programa de Arrendamento Residencial da CEF não estava andando mais porque os limites eram muito baixos, a conta não fechava para o empreendedor. Com o aumento dos limites, isso deve melhorar”, avaliou.

O governo federal estimou que, da meta de 1 milhão de moradias, 176 mil devem ser construídas no Estado de São Paulo. Ontem, o secretário estadual de Habitação, Lair Krähenbühl, calculou que o Estado tem 20 mil moradias licitadas e prontas para serem construídas.

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Concessão da Nova Luz é aprovada na Câmara

Apenas 6 dias depois de receber projeto, vereadores passam texto em primeira votação

 

DIEGO ZANCHETTA – O Estado SP

 

Seis dias após receber o texto substitutivo para a concessão da Nova Luz, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou ontem, em primeira discussão, o projeto considerado a maior vitrine da segunda gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM). Num único dia, o texto passou por duas comissões e foi votado, no início da noite, após a realização de duas sessões extraordinárias. Por quatro horas, a bancada do PT tentou obstruir a votação, mas os governistas conseguiram 40 votos favoráveis, ante seis contrários.

A rapidez ocorreu após o governo costurar acordos com as principais lideranças do “centrão”. Como contrapartida, vereadores querem propor mudanças no projeto por meio de emendas. Os parlamentares também colocarão em pauta projetos pessoais. Até o final de abril, o governo quer votar em segunda e definitiva discussão a concessão de bairros, o Nova Luz, e o projeto de incentivos fiscais para os futuros concessionários. Vereadores do centrão devem agora aumentar a pressão por cargos, principalmente nas subprefeituras.

O líder de governo, José Police Neto (PSDB), disse que não existe acordo com a composição de cargos. “Os acordos de líderes são somente para a votação de projetos, com a possibilidade de apresentação de emendas.” Ele declarou que vai trabalhar para votar os projetos prioritários do governo. Às 20h04, porém, quando fazia o encaminhamento, o segundo secretário da mesa diretora, vereador Milton Leite (DEM), falou em cargos. “Eu conclamo a base de sustentação do prefeito Gilberto Kassab a votar a favor do projeto”, disse Leite. “Pode deixar, nem precisa pedir que vamos votar”, disse Dalton Silvano (PSDB), da plateia. Leite, da tribuna, disse: “Com os cargos que têm, vocês são obrigados.”

Leite disse que fez apenas uma indicação a Silvano. “Perguntei só se ele tinha cargos no governo, e, por isso, seria sua obrigação. Mas não sei se ele tem cargos.” Procurado, Silvano não foi localizado.

TENSÃO

A oposição tinha o objetivo de barrar o texto da Nova Luz. As sessões de ontem foram marcadas por embates entre governistas e petistas. Após uma obstrução do PT por volta das 19 horas, o vereador Carlos Apolinário (DEM) disse que o governo romperia com todos os acordos para a votação de projetos da oposição. Após a ameaça, os petistas ainda tentaram adiar a votação, por volta das 20 horas. “Ninguém sabe qual é a concepção urbanística. Ninguém sabe se vai ter garagem subterrânea, se terão habitações de interesse social, se vai ter lazer. É uma carta em branco ao concessionário”, disse o líder do PT, João Antonio.

MUDANÇAS

O novo texto da Nova Luz enviado por Kassab tem parecer que recomenda a exclusão do perímetro da Santa Ifigênia. Cerca de 750 imóveis serão desapropriados na intervenção, cuja previsão é receber R$ 2 bilhões de investimentos, com a criação de 25 mil empregos.

O texto anterior já havia sido votado em primeira discussão, com a concessão urbanística. Os projetos acabaram desmembrados e Kassab optou por mandar um novo projeto de revitalização do centro. Normalmente, um projeto do Executivo polêmico como a Nova Luz nunca vai à votação antes de dois meses de debates.

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9 COMENTÁRIOS PARA "“Gestão” Kassab diz NÃO ao plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida”":

Comentado por rafael j em 02/04/2009 - 14:34h:

“O foco do programa, que é construir casas, não se encaixa exatamente no que São Paulo precisa”

Essas são as palavras do secretário municipal de habitação de uma cidade cujo déficit habitacional ultrapassa um milhão de moradias.

SORRIA MEU BEM!
sorria de norvoso.

Comentado por rafael j em 02/04/2009 - 14:36h:

a saber, quantas dessas dezenas de pessoas que vieram aqui tirar dúvidas sobre o programa votaram no Kassab?
Acredito que várias delas.

Comentado por alex em 02/04/2009 - 14:53h:

TV BANDEIRANTES DIZ:
Kassab e Serra são os 2 novos Vampiros do Brasil

Vejam a matéria:
http://www.youtube.com/watch?v=xfc6pA_Q9ds

Comentado por Mara C.D. Cintra em 03/04/2009 - 13:20h:

É um absurdo São Paulo não ter participação neste programa minha casa minha vida.

E ai prefeito como fica?

Comentado por “Gestão” Kassab: um primeiro recuo sobre moradia popular na Nova Luz em 04/04/2009 - 09:52h:

[...] Os leitores do blog devem ter acompanhado o debate sobre o programa “Minha Casa, Minha Vida” que a “gestão” Kassab pretendia ignorar na cidade. Pretextando da inexistência de terrenos nas regiões centrais, começavam dizendo não para a implementação do plano. Ver As falácias de Kassab para dizer Não ao programa “Minha Casa, Minha Vida”; “Gestão” Kassab diz NÃO ao plano habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. [...]

Comentado por ose Nilton Vieira de aquino em 05/04/2009 - 06:03h:

É simplismente lamentável,porém já esperado, que a administração Kassab não iria ajudar no projeto do governo federal, por razões claras, primeiro porque o governo do demo-psdb nunca foi voltado para atender as necessidades do povo, e sim da elite paulistana.a sua vitória foi simplismente o resultado de um grande jogo de marketing, e claro contou com apoio do psdb, a sua baixa aprovação por parte da população de baixa renda só demonstra esse fato. alegar que São Paulo não tem terreno para ceder ao programa é simplismente inaceitável, o que não existe é vontade política de atender as necessidades dos mais pobres, isso sim é um jogo político sujo e covarde por parte dessa administração.

Comentado por Fabricio em 05/04/2009 - 15:51h:

Lamentável a atitude desses politicos que colocam seus partido na frente do povo.

Comentado por cicera em 15/04/2009 - 18:27h:

O PREFEITO ELEITO PELO POVO COMO PODE SER COMTRA AO PROGRAMA ELE TEM QUE SIEMPENHAR PARA CADA VEZ MAIS PARA COMSEGUIR TERRENOS PARA AS CONSTRUÇÕES AI SIM NÃO SER CONTRA.EI KASSAB.VEAI

Comentado por Paulo em 16/05/2009 - 10:26h:

Bem, o PT também é craque em colocar politicagem e ideologia à frente dos interesses públicos, isto não é mérito só do PSDB ou DEM, é um mal da política brasileira…

 

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