Veja o retrato do genocídio educacional da juventude de SP, após 14 anos de governos tucanos

Nenhuma escola de 8ª série e 3º ano do ensino médio teve média satisfatória em ciências e matemática

Apenas uma escola conseguiu “bom”em português na 8ª série

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Matemática não sai do básico na rede estadual

Jéssika Torrezan, Lívia Sampaio, Luciana Lazarini e Aline Mazzo do Agora

Nenhuma escola estadual da Grande SP ensina adequadamente ciências e matemática para os alunos da 8ª série do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio.

Em português, apenas a escola Maria da Conceição Moura Branco, em São Caetano do Sul, conseguiu ter a média adequada para a 8ª série. No 3º ano, só 30 de 1.311 escolas conseguiram esse nível em português –menos de 3%.

Segundo critérios da própria Secretaria de Estado da Educação, os alunos da rede pública prestes a fazer vestibular não conseguem resolver equações de 1º grau, exercícios sobre a inércia em uma colisão nem questões envolvendo juros simples.

É o que revela levantamento feito pelo Agora com base no Saresp (Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) de 2008, exame aplicado pelo governo José Serra (PSDB) para avaliar os alunos e cujas notas foram divulgadas no último dia 9.

Além de analisar o que e quanto está sendo aprendido, as notas influenciam no pagamento dos bônus para os professores. São quatro os níveis: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Nenhuma escola, em nenhuma disciplina, obteve nível avançado.

No resultado geral da prova, houve uma queda no desempenho em português e uma pequena melhora em matemática em relação a 2007.

Na 4ª série, que só têm português e matemática, a maioria das escolas fica no nível básico. Em língua portuguesa, nove estão abaixo do básico.

Analisando os dados da 6ª série, a maioria também fica no básico em todas as matérias, que é quando os alunos demonstram desenvolvimento parcial dos conteúdos. Em relação a matemática, apenas uma escola, Lúcia de Castro Bueno, em Taboão da Serra, conseguiu o nível adequado.

A situação na Grande SP piora na 8ª série do fundamental. Nenhuma escola chegou a adequado em matemática e ciências. Mesmo as primeiras colocadas ficaram no básico, assim como a maioria dos colégios. Em língua portuguesa, apenas a escola de São Caetano ficou no nível adequado.

O quadro é ainda mais grave no 3º ano do ensino médio, último antes do vestibular. Há mais escolas com abaixo do básico (o pior) que com básico.

No discurso de posse, no dia 13, o novo titular da Educação, o ex-ministro Paulo Renato Souza, disse que o ensino médio terá “especial atenção”. “É nesse nível onde observamos os maiores retrocessos nos últimos seis anos no plano nacional. A proporção de jovens de 15 a 17 anos fora da escola registrou até leve aumento.”

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Ensino médio é pior

Jéssika Torrezan do Agora

Além de não ter nenhuma escola classificada no nível adequado de matemática e ciências, o terceiro ano do ensino médio é a série da rede estadual da Grande SP que tem mais escolas classificadas no nível abaixo do básico.

No caso de ciências e matemática, o número de escolas que têm nota abaixo do básico supera as avaliadas no nível básico. Ciências tem 365 com nível básico, contra 946 abaixo do básico. Em matemática é ainda pior: 1.009 escolas estão abaixo do básico e 302 no nível básico.

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3 COMENTÁRIOS PARA "Veja o retrato do genocídio educacional da juventude de SP, após 14 anos de governos tucanos":

Comentado por Jeca Tatu em 20/04/2009 - 10:06h:

Favre, a coisa não está feia apenas no Estado, pois quando pegamos alunos de 5a. série e de 1o. do ensino médio, que vêm das escolas municipais, é de doer a alma. Muitos deles dizem que ficaram sem profeessores de algumas matérias, especialmente inglês, quase que o ano todo. Na primeira série doloegial não sabem que I é eu. A bem na verdade, muitos da própria escola também não sabem, e nos últimos quatro anos, os professores de inglês da tarde e da manhã, faltaram menos de dez faltas nesse período.

Comentado por augustinho em 21/04/2009 - 11:09h:

sr Favre, tenho encontrado dois ou tres casos de alunos da 8a. e da 1a serie chegados de fora (rondônia, Mg) e uma garota da 6a. serie. Todos convergiram ao
chegar e ao obter sua vaga e transferencia de suas origens. Perguntados disseram que acharam o nivel MUITO fraco ou ´facil´ aqui em SP. E que esperavam o contrario…
Precisa dizer mais alguma coisa?

Comentado por augustinho em 21/04/2009 - 11:09h:

sr Favre, tenho encontrado dois ou tres casos de alunos da 8a. e da 1a serie chegados de fora (rondônia, Mg) e uma garota da 6a. serie. Todos convergiram ao
chegar e ao obter sua vaga e transferencia de suas origens. Perguntados disseram que acharam o nivel MUITO fraco ou ´facil´ aqui em SP. E que esperavam o contrario…
Precisa dizer mais alguma coisa?

 

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