Mulheres sem fronteiras
© Xulia Arandas
Mulheres sem fronteiras
Sérgio C. Andrade
(P2, Público, 24.05.2009)
Não terá sido ao acaso que a direcção dos Encontros da Imagem de Braga escolheu um mosteiro para cenário da principal exposição da edição deste ano da iniciativa, que decorre até final de Maio. O tema e as motivações da exposição colectiva Fronteiras do Género vão bem com a atmosfera de um antigo lugar de clausura. Esta dimensão e o seu oposto, de protesto (às vezes, pelo lado da ironia) e mesmo de combate social e político, compõem as imagens mais impressivas do conjunto de trabalhos das 22 mulheres fotógrafas, portuguesas e estrangeiras, que formam este núcleo dos Encontros.
Entramos na sala do milenar Mosteiro de Tibães, nos arredores de Braga, e somos recebidos por cinco produções das Guerrilla Girls, um colectivo feminista americano radical, que questiona desde o olhar de Hollywood sobre a mulher – um dos cartazes é um simulacro de poster de um filme intitulado The Birth of Feminism, protagonizado por Pamela Anderson, Halle Berry e Catherina Zeta-Jones e realizado por… Oliver Stone – até à sua representação no mundo das artes plásticas – outro cartaz pergunta por que é que a mulher tem de se despir para entrar na iconografia dos museus; outro ainda regista a evolução da percentagem de mulheres artistas na Bienal de Veneza, desde a primeira edição em 1895 (2,4 por cento) até cem anos depois (9 por cento)…
A mulher aprisionada surge logo a seguir, na série Burkas, de Xulia Aranda, que a figura enredada na sua própria condição feminina. O tema das burkas e da submissão da mulher ao estereótipo e à condição social de subalternidade nas sociedades dominadas pelo islão surge mais à frente, nos trabalhos de Susana Mendes da Silva e de Shirin Neshat.
Há, depois, a mulher-mãe nas diferentes poses que ela pode assumir perante a maternidade: desde a revolta e a violência sobre si própria no vídeo e na série de fotografias de Júlia Galán (que nestas retoma uma cena forte do filme de Tsai Ming-Liang O Sabor da Melancia) às poses das mães pós-parto nos trabalhos de Juliana Stein, que ora se apresentam como “documento”, ora como “monumento”, como escreve o crítico de arte brasileiro Artur Freitas, no texto do catálogo.
Solidão e fragilidade
Da figuração (e também desconstrução) do glamour, da moda, da publicidade e da mulher objecto sexual – “Odeio ser gorda, come-me por favor”, grita Ana-Perez Quiroga, no serviço de porcelana em que “serve” o seu corpo nu à mesa da refeição – falam as imagens de Ana Laura Aláez (o vídeo Make-up sequences), Mariana Nuñez, Cláudia Huidobro e Sophie Carlier. Até que em três instalações inesperadas – Point de vue, de Anna Malagrida, Terre annoncée, de Aurore de Sousa; e La mémoire: un voyageur du temps, de Marie-Elsa Niels – o feminino ganha também a dimensão da poesia, do sonho, da solidão, da fragilidade, da delicadeza. Respectivamente: um tríptico de janelas embaciadas pela humidade faz transparecer um exterior insondável; as mãos de uma mulher tornam-se véus para uma visão religiosa; pequenos cubos de gelo encerram flores e frutos entre o nascimento e a morte…
E há, ainda, EU, de Celeste Cerqueira, uma instalação de placas caneladas que representam os contornos dos países da União Europeia e sobre as quais é projectado um vídeo, numa montagem em que “a dinâmica social do sujeito/cidadão se encontra enredada por vezes nas ilusões vendáveis do poder político”, descreve a autora.
Para além de Fronteiras do Género, os Encontros da Imagem apresentam outros Olhares femininos em diferentes museus e galerias de Braga.
(a programação completa dos Encontros está aqui)
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Favre: Mulheres sem Fronteiras, me recorda a nossa luta na Diretoria de Ensino de Ensino de Araraquara para que a grande midia cobre do governo Serra a punição dos diretores de escola corruptos, supervisores de ensino desde de 2005 estamos lutando contra o O Poder Politico Local que insiste um abafar o esquema e a Secretaria da Educação a mesma postura, por favor esta Fronteira da Cegueira da situação de Corrupção em Araraquara tem que acabar.
Diretoria de Ensino de Araraquara – SP e existe uma cúpula de Poderosos Politicos da Região, com a ex dirigente Sandra Rossato e com a atual Maria Santana Gagliazzi para abafar este escândalo vergonhoso de desvios de verbas públicas das repassadas pela FDE/APM nestes ultimos dez anos ou seja tudo começou com Sandra Rossato, quando a Secretária da Educação era Rose Neubauer.
E sabe quem era a Supervisora de Ensino da Escola em que a diretora mais desviu recursos? A atual dirigente de Araraquara – Senhora Maria Santana, o que o Serra quer é acobertar o esquema, esta supervisora “Santana”, sabia do esquema de notas fiscais frias, apoiava e incentivava, mandava assim com Rossato, e depois disso como Prêmio por seu êxito ganhou o cargo de Dirigente Regional de Ensino.
A Diretora Carro Chefe do esquema se trata de Solange de Souza Brito da EE. Angelina Lia Rolfsen no Bairro Cecap, esta nota no jornal Tribuna Impressa de Araraquara foi Publicada em 2005 e só agora esses diretores estão respondendo, alguns outros foram “protegidos”, pelo atual governo, até quando a Imprensa vai continuar a alimentar a ditatura imposta na Educação Pública Paulista?
Pior cego é aquele que não quer ver…, as notas fiscais estão nas mãos do governador Serra, desde que assumiu o governo e nada vê.
Segue a noticia publicada em 2005 e aguardo sua resposta e manifestação pública contra a corrupção e a impunidade que impera na educaçãod este esta a lei do silêncio contra os corruptos tem muita gente “comprada” na imprensa e na justiça.
Gislaine P Almeida.
AUDITORIA VAI APURAR DENÚNCIA DE DESVIO EM ESCOLAS quinta-feira, 8 de dezembro de 2005 Auditoria vai apurar denúncia de desvio em escolas estaduais
Relatório da APM da escola Angelina Lia Rolfsen mostra valor diferente para nota fiscal supostamente emitida pela empresa Roberto Fernando Magrini – o valor subiu de R$ 75 para R$ 3.386,99
Karen Rodrigues – repórter da Tribuna
Carlos Corrêa – editor de Cidade
A Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE) vai enviar, nos próximos dias, auditores a Araraquara para averiguar denúncias de desvio de verbas públicas por escolas estaduais da cidade por meio das Associações de Pais e Mestres (APMs). A FDE não informou quando os auditores virão nem como a averiguação das supostas irregularidades será realizada.
A Fundação optou por investigar a situação na cidade depois de receber relatório do marido de uma diretora de escola apontando as irregularidades. A documentação inclui cópias de balancetes de prestação de contas das escolas e de notas fiscais, supostamente frias, usadas para comprovar gastos das APMs.
De acordo com os denunciantes que procuraram a reportagem da Tribuna, foram encaminhadas denúncias sobre as irregularidades na administração de escolas de Araraquara através de cartas enviadas à Procuradoria Geral de Justiça e ao secretário estadual de Educação, Gabriel Chalita. O conteúdo das cartas aponta quais as irregularidades ocorridas, assim como nomes de supostos envolvidos.
O esquema estaria funcionando há alguns anos em várias escolas estaduais da cidade. Os beneficiários seriam desde funcionários das secretarias escolares até diretores e supervisores de ensino. O esquema utilizaria notas frias para justificar gastos realizados pelas Associações de Pais e Mestres (APMs), que controlam o caixa das escolas.
Documentos obtidos com exclusividade pela Tribuna mostram que, em um dos casos, uma nota fiscal de prestação de serviços de limpeza à escola estadual Angelina Lia Rolfsen, do Cecap 2, teve o valor superfaturado em mais de 3.500%. O valor original da nota de nº 95, da empresa Rodrigo Fernando Magrini, subiu de R$ 75 para R$ 3.386,99 no relatório de prestação de contas apresentado pela APM da escola à Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE). O relatório altera também o motivo do pagamento que, segundo a nota original, refere-se a “comissões” enquanto na prestação de contas à FDE a APM faz referência a “serviços de limpeza”. (Compare reprodução acima)
A nota foi emitida em 31 de dezembro de 2004. A fraude consistiria em preencher a primeira via da nota, enviada à FDE junto com o balancete da escola, sem carbono e, depois, realizar o preenchimento das demais vias.
Em outra escola, a Lysanias de Oliveira Campos, da Vila Xavier, uma nota fiscal de nº 88, também da empresa Rodrigo Fernando Magrini, emitida em 3 de dezembro de 2004, teve o valor aumentado de R$ 120 para R$ 1.200 no relatório da APM à FDE. A discriminação dos serviços prestados, que na nota original refere-se novamente a “comissões”, mais uma vez surge na prestação de contas da escola modificado para “limpeza de salas de aula, diretoria, etc”.
O empresário Rodrigo Fernando Magrini disse que as notas emitidas às escolas estaduais integravam um talão desviado de sua empresa no ano passado. (Leia texto ao lado)
Outro indício de fraude é o fato de uma mesma empresa fornecer notas seqüenciais e com datas idênticas a várias escolas. No dia 29 de dezembro do ano passado, notas da empresa Roberto Fernando Magrini foram fornecidas a pelo 12 escolas. Juntas, as notas somam um valor de R$ 1.184,20.
Uma das notas, no valor de R$ 120 – da escola Narciso da Silva Cesar –, é relativa ao pagamento por serviços “de organização dos arquivos da secretaria”, as demais se referem a pagamento de “comissões”.