ABCD Maior e Diário do Grande ABC entrevistam Marta
Marta: ‘Dilma conhece o Brasil, é sensível e não fala só de PAC’
Por: Walter Venturini - ABCD Maior

Marta Suplicy deve ser candidata nas eleições de 2010; o cargo não está definido. Foto: Amanda Perobelli
Ex-prefeita da Capital diz que Região ainda sofre bastante por não ter autonomia em relação ao Estado
A ex-ministra do Turismo Marta Suplicy é talvez a mais ardorosa defensora da eventual candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, à Presidência da República. Semanas atrás, organizou em sua casa um encontro da ministra com um grupo de mulheres com projeção nacional. Marta garante que Dilma conseguiu seduzir toda a plateia com suas propostas e, principalmente, pela sensibilidade feminina que expôs no bate-papo informal que ganhou as páginas dos jornais de todo o País. Nesta entrevista exclusiva ao ABCD MAIOR, Marta fala sobre a reunião, as eleições e a Região. Veja abaixo os principais trechos da entrevista.
ABCD MAIOR – Qual a razão de sua visita ao ABCD?
MARTA SUPLICY – Estou “campanhando”. Não pessoalmente, porque a única decisão que tenho, de que vou ser candidata, mas o cargo ainda não está estabelecido. Mas estou levando o nome da Dilma pela importância da continuação de um projeto de tudo que Lula conseguiu fazer nesses oito anos e que temos de preservar. O nome da Dilma é o que vai permitir a manutenção da expansão, do aumento do salário mínimo. Permitirá também o aumento do emprego, porque no próprio ABCD, se a gente for lembrar na época do Fernando Henrique Cardoso, tínhamos três cidades do ABCD de desempregados, isto é, se somássemos todos os desempregados. Agora temos duas. Ainda tem muita gente desempregada, mas em um governo que se preocupou em gerar emprego. São 10 milhões de empregos novos no Brasil todo, com carteira assinada e tudo o mais. Acreditamos também no (papel positivo) Bolsa Família, as conquistas do crédito para todas as classes sociais. Não adianta os partidos de oposição (protestarem), a gente sabe que eles acham horrível, que eles criticam, que acham esmola.
ABCD – É o confronto de dois projetos, que a atual crise internacional atualizou?
MARTA – Acho que não só atualizou, mas mostrou como cada partido lida com a crise. O que fez o Lula com a crise? Aumentou recursos para o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), que é infraestrutura e gera emprego para mão-de-obra com pouca qualificação. Aumentou o número de usuários do Bolsa Família e também o valor do Bolsa Família. Por que? Porque são pessoas que não vão colocar o dinheiro no banco. Vão comprar comida e um tênis novo para a criança. Isso é a economia girando e o emprego mantido. Lula diminuiu o IPI (Imposto sobre Produção Industrial), para os veículos. Para cá teve uma repercussão muito boa, mas também para o Brasil todo. Reduziu o IPI para a linha branca (geladeiras, fogões e máquinas de lavar) e agora o (programa) Minha Casa, Minha Vida. São ações muito concretas, que permitiram que a economia mantivesse o giro. Ao mesmo tempo, vemos o que o governo do Estado de São Paulo fez. Contingenciou (reteve os recursos) todos os projetos sociais. Em relação aos carros, só agora reduziu o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviço). Demorou! Só deu resposta por causa da pressão. Fico perguntando: onde estão os investimentos da Nossa Caixa, os investimentos do governo de São Paulo? São Paulo é o Estado mais rico do Brasil. O que poderia estar fazendo? Na Educação você só vê esse vexame que nós paulistas temos de enfrentar, de estarmos em uma posição horrorosa no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Na Saúde, só vemos escândalos, de falta de atendimento. O Transporte, não vou nem falar. São 16 anos de tucanato em São Paulo. O metrô começou, no final dos anos 1960, junto com o da Cidade do México, que hoje tem uma rede com 240 quilômetros, enquanto o de São Paulo tem apenas 60. E isso foi construído antes de os tucanos entrarem.
ABCD – Inclusive o metrô não chegou até agora no ABCD. O prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, está defendendo a vinda do metrô para a Região.
MARTA – É uma atitude muito importante que o prefeito assuma a liderança nisso. Porque o governo do Estado precisa ter a percepção da importância que é o Consórcio Intermunicipal.
ABCD – Entre 2001 e 2004, a senhora governou a cidade de São Paulo e trabalhou com o então prefeito de Santo André, Celso Daniel (PT), que foi o idealizador do Consórcio Intermunicipal. Como a senhora vê essa experiência de integrar as sete cidades?
MARTA – Sempre disse que o Consórcio Intermunicipal foi uma coisa pioneira. A Região deve isso, ao menos, a ele. Aqui teve um prejuízo grande com falta de autonomia e de recursos alocados pelo governo do Estado, que sempre foi muito centralizador em relação ao ABCD. Isso acabou diminuindo a importância que o Consórcio poderia vir a ter. Fiquei muito triste quando soube sobre o recurso que enviei à Região, quando era ministra, em 2007, R$ 400 mil para fazer um projeto para o turismo para o ABCD. Por não fazerem o projeto, deixaram de receber os R$ 2 milhões que estavam liberados.
ABCD – Como avalia a reunião de mulheres que a senhora organizou semanas atrás com a ministra Dilma Rousseff, para começar a conversar a proposta de a ministra disputar no ano que vem a Presidência da República?
MARTA – Ela convenceu as mulheres. Quando se tem a possibilidade de um contato com a Dilma percebe-se uma mulher com preocupações que nós mulheres temos, que são diferentes das dos homens. Não somos melhores nem piores. Somos diferentes e pagamos um preço muito alto por isso que foi de termos ficado alijadas do poder. Nos mantivemos centenas de anos cuidando de crianças, de doentes, dos idosos, com a capacidade de “costura” que uma mulher tem dentro de casa, de articular, de conversar, de ser a intermediária, características muito femininas. Mas nos custaram um preço, que foi ficar dentro de casa. Quando fomos para a rua, tivemos de mudar um pouco o jeito. Mas a maioria tem isso ainda porque ainda sobrou muita coisa nas costas da mulher. Essa delicadeza e sensibilidade, a Dilma tem. Ela cativou muito pela competência e conhece muito o Brasil. Ao mesmo tempo, elas perceberam que pode ser uma pessoa muito sensível. Isso no jornal, não aparece. Aparece ela falando do PAC.
ABCD – Seu nome é apontado como um dos prováveis para disputar o governo do Estado. Agora surge a proposta de lançar o nome do ex-ministro e deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). Como a senhora vê essa chegada do Ciro em São Paulo?
MARTA – Não temos de começar a discutir nomes, mas partidos. Nesse sentido, o PSB, em especial, em São Paulo, apoia o Serra. Aqui no ABCD, o (William) Dib apoia o Serra com tudo, não tem subterfúgio. Então, você põe o Ciro, que é uma pessoa interessante, como candidato, mas como é que faz com o partido? Fora que o PT tem candidatos muito bons. Não descarto, mas acho que temos de considerar a força que o PT tem no Estado e, mais que tudo, os partidos. Como é que fica o PSB? Fazemos o que com o Dib e os outros que apoiam o Serra?
Marta Suplicy ‘light’, mas ainda Marta
Beto Silva do Diário do Grande ABC
A ex-ministra e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy vive uma fase tranquila. Em suas próprias palavras, está num momento “light”. Mas esse período “à vontade”, “leve”, “sem tensão”, não evita que mantenha sua característica de frases polêmicas e de críticas aos adversários. Ela ainda é Marta.Os principais alvos da petista são o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), virtual candidato tucano à presidência em 2010, e o prefeito paulistano, Gilberto Kassab (DEM), adversário na corrida pelo Paço da Capital no ano passado. Sobre Serra e PSDB, é taxativa: “São maus administradores.” Quando analisa a gestão do democrata, é categórica: “Não faz nenhum enfrentamento.” Em campanha declarada em prol da candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), à sucessão do presidente Lula, Marta afirma que tentará um cargo eletivo no ano que vem, mas ainda não decidiu se ao Senado ou à Câmara Federal. Ao mesmo tempo, diz não estar “nem aí” para sua candidatura.”Não tenho de ter preocupação em ser conhecida”, observa a famosa petista. Entretanto, ao contrário de Marta, Dilma precisa expor sua imagem ao eleitorado brasileiro. Essa é uma das missões da ex-prefeita, que terá o papel de disseminar “a fibra da nossa candidata”.
Em entrevista exclusiva ao Diário, Marta Suplicy fala também dos desafios do País para os próximos anos, nos acordos políticos para garantir a continuidade do PT no governo federal e da receita para que seu partido conquiste pela primeira vez na história o comando do Palácio dos Bandeirantes em 2010.
DIÁRIO – Já decidiu se disputará a eleição do ano que vem?
MARTA SUPLICY – Vou disputar, só não sei para qual cargo: senadora ou deputada federal. Para o governo do Estado apoio o (deputado federal Antônio) Palocci (PT-SP). Vai depender da conjuntura, do partido e da candidatura majoritária (à presidência), que é a que estou mais interessada, pois a prioridade é a Dilma. Acho que nunca tive isso na vida, ter a oportunidade de escolher.
DIÁRIO – Mas essa indefinição é melhor ou pior?
MARTA – Não penso assim. Na verdade estou me sentindo tão light. Estou me dedicando a fazer a campanha da Dilma no Interior (de São Paulo). Tem certas coisas que uma mulher expõe melhor do que os homens. Estou me sentindo confortável em fazer isso. A maioria aos companheiros partidários falam mais em conjuntura econômica, projetos estruturantes, eu falo em continuação do projeto Lula por meio de uma mulher diferente como a Dilma. O presidente sabe que teve uma questão peculiar, de entender que é uma mulher com perfil totalmente diferente que pode fazer a diferença no Brasil de hoje. Ela tem uma história, lutou contra a ditadura, tem uma vida pessoal interessante, uma mulher que tem posição de luta, é de esquerda. E ao mesmo tempo é completamente diferente dele, porque é mulher, tem outra formação, outra cultura, outro preparo. Está preparada para o futuro, para o século 21. Porque daqui a 30 anos não estaremos mais trabalhamos do jeito que a gente trabalha. A Dilma tem a competência de vislumbrar esse novo rumo.
DIÁRIO – A sra. parece estar mais à vontade trabalhando em bastidores do que na linha de frente, como executora…
MARTA – Estou mais à vontade, não estou tensa. Não sou candidata, não estou sob pressão. Estou leve, não tenho greve para resolver, não tenho de solucionar o trânsito, não estou respondendo por um cargo. Estou do jeito que sou. Espero que isso dure até março, porque depois vai haver dedicação maior à política.
DIÁRIO – Como ‘vender” Dilma à população no pleito?
MARTA – Qualquer candidato teria o problema de comparação com Lula, que tem uma popularidade enorme. E é o mesmo problema que a oposição enfrenta. Se ela apoia o Lula, o eleitor vai dizer: ‘por que é que vou votar num grupo que apoia o Lula? Vou votar no candidato dele”. Se não apoia o Lula, não ganha a eleição. A posição da oposição é muito difícil. Uma mulher como a Dilma tem espertezas. Quando saiu do hospital e foi indagada sobre a peruca (a ministra passa por tratamento de um câncer linfático), ela disse: ‘uma peruquinha básica!”. Essa é a fibra da nossa candidata que tem de ser mostrada. Meu papel é disseminar isso. Tenho de mostrar outra Dilma que o Brasil pode ter como presidente, que é fantástica. Temos de chegar com uma competência dessas, mas com a sensibilidade para sofrimento, para dor, e a Dilma tem isso.
DIÁRIO – Esse esforço pessoal para eleger Dilma presidente pode atrapalhar sua candidatura?
MARTA – Não estou nem aí com a minha candidatura (risos). Não tenho de ter preocupação de ser conhecida. Tenho de decidir a que cargo concorrerei. A partir daí, vou para televisão e quem vota em mim vota e quem não vota, não vota. Mas se for ma governadora é diferente.
DIÁRIO – Para o governo do estado, o Lula já falou em Palocci, agora Zé Dirceu fala em apoiar o deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE). O PT está sem rumo nesse momento?
MARTA – Não. Temos de aguardar o Palocci ser uma questão concreta. Depois temos de aguardar a posição pessoal dele e acatar a mudança de conjuntura. A candidatura do Ciro apareceu do nada. A gente está falando de um nome e esquecemos do partido PSB, que em São Paulo apoia o Serra. Como teremos candidato nessas condições? Se conseguir que o PSB seja enquadrado por uma candidatura da Dilma, agregando outras forças, acho que o PT pode até considerar. Mas me parece distante.
DIÁRIO – O que tem de ser feIto para ganhar o governo do Estado?
MARTA – Uma coisa que o Ciro faria bem (risos). Desconstruir o mito de bom gestor do PSDB, que é muito mau administrador. Se formos ver o transporte, não evoluiu do jeito que poderia. Na Habitação, com o poderio econômico do Estado não houve avanço. Em menos de dois anos o Serra teve três secretários de Educação. No desenvolvimento da indústria, não houve nenhuma ação contundente para incentivar a permanência o setor produtivo no Estado. O Rodoanel, uma bela proposta, só saiu do papel quando o governo federal entrou com recursos. Em São Paulo tem de fazer as melhorias.
DIÁRIO – Divulgar cargos e salários na internet tem de fazer?
MARTA – Não sou contra isso. Acho que saber quanto as pessoas ganham é um serviço público. No Senado seria melhor ainda.
DIÁRIO – O PMDB pode ser o grande fiel da balança, tanto na eleição de âmbito federal quanto a estadual?
MARTA – Pode. O peso do PMDB é fundamental. Temos de mantê-lo como aliado nacional. Já em São Paulo, é ruim não termos o PMDB. Aqui o PT é mais fechado e essa permanência de poder do PSDB, aliada à Prefeitura paulistana, coloca mais dificuldade ainda para termos esse partido conosco.
DIÁRIO – Qual sua análise do governo Kassab?
MARTA – Na primeira gestão Serra-Kassab (prefeito e vice da Capital, 2007- 2008), poderia ter organizado muita coisa, principalmente na área de transporte. E quando vejo o nada que foi feito e o trânsito que o cidadão enfrenta, fico muito triste. Fizemos corredor de ônibus, chegamos ao bilhete único e agora regredimos. Não há gestão, o trânsito não flui, a CET não conversa com a SP Trans e não há controle. É uma incompetência muito grande, porque há recurso. É um governo que não faz enfrentamento. Quando se faz corredor de ônibus, existe dificuldade. O comércio reclama, causa transtorno. E aí, para eles, é melhor não fazer.
DIÁRIO – E sobre a atual situação do Senado, que apresenta uma polêmica atrás da outra?
MARTA – Acho muito triste, porque vai criando um desapontamento da população em relação à instituição. Que é muito mais grave se fosse contra as pessoas. Hoje vemos os cidadãos desiludidos com a política, sentido-se impotentes, com raiva. As ações de transparência ajudam a diminuir os erros. A rotatividade de cargos importantes, como diretor-geral por exemplo, já evitaria a formação de relações escusas. Com mudanças podemos ter esperança de um Senado melhor.
DIÁRIO – A sra. teme a candidatura de Dilma fracasse e o adversário assuma Brasília?
MARTA – Tenho a percepção que o Brasil pode ir para trás se isso ocorrer. Se analisar o que o Serra discursa, é sempre a mesma coisa: vamos melhorar o que já existe. Como ele não fala. As diferenças de atuação do PT e do PSDB diante da crise também têm de ser mostrada. O Lula manteve os investimento do PAC, aumentou o número de beneficiados e o valor do bolsa-família, tirou o IPI dos carros e da linha branca de eletrodomésticos, aumentou a massa salarial por meio do aumento do salário mínimo e agora lançou o programa Minha Casa Minha Vida. O que o PSDB fez? Contingenciou o social e disse que continuou a aplicação dos recursos do Metrô. A redução do ICMS que lhe competia só ocorreu há pouco tempo. Foram duas propostas para enfrentar a crise muito claras.
5 COMENTÁRIOS PARA "ABCD Maior e Diário do Grande ABC entrevistam Marta":
É verdade que a Marta usa umas palavras difíceis, mas é claro que o problema não é esse. Ela analisa tudo perfeitamente,tem propostas, mas é um espírito tão voltado para o futuro que muita gente não acompanha. Aí vem a mídia e cria a maior celeuma com ela por causa de coisas que não têm nada a ver com a vida do povo… questões de costumes, de modo de ser e ver determinadas questões. Inventam um monte de coisas, supervalorizam outras e tiram o foco do é principal.
Espero que ela defina com muita calma e bastante pé-no-chão sua candidatura, pois o PT e São Paulo precisam dela com mandato e esse gás que ela tem.
EM 1998. A CANDIDATURA MARTA CRESCIA E O PIG=FOLHA DE SAO PAULO…. A COLOCAVA EM quarto lugar nas pesquisas= era uma INVERDADE POR APENAS 29.000 VOTOS O BOCA DE SAPO= COVAS FOI AO SEGUNDO TURNO E SEREELEGEU COM APOIO DA MAQUINA ESTADUAL E DO PIG**** AVANTE MARTA*
NOTA COVAS DISPUTOU COM MARTA PARA IR AO SEGUNDO TURNO..QUASE QUE DEU*******29 000 VOTOS.. EU ME LEMBRO E VC???!!
Caros amigos bom dia.
Penso a senhora marta tem razão quando se refere ao municipio do grande abc.Por toda a sua importância não só no senário estadual mais a nivel nacional.assim deveriamos ter um sistema de transporte mais adequaldo e principalmente um sistema de saneamente básico mais eficaz.Pricipalmente na áreas de mananciais.Com um olhar melhor dosi municipios Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires.
O Silvio Santos só fala abobrinha, mas repete pelo menos umas cinco vezes, tudo que fala. A Marta faz análises perfeitas, usa argumentos imbatíveis, mas fala muito rápido, muda logo de assunto, dá um pouco a impressão de não ter paciência com a burrice das pessoas e ficocom a impresão que o que ela diz, não fica muito na cabeça das pessoas. É uma pena: o que o SS fala, ninguém esquece mais, já o que a Marta fala…
Ela diz que o PSDB contingenciou o social, como se todo mundo soubesse o que quer dizer isso.
Eu me lembro que na eleição ela repetiu muitas vezes que a internet grátis era perfeitamente factível.
Certamente ela achava que todo mundo sabia o que era factível.