Nassif da uma aula no Serra e mostra sua má fé com a substituição tributária

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Serra rebate críticas de Mantega sobre substituição tributária

O governador de São Paulo, José Serra, rebateu críticas feitas ontem pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. O ministro criticou o regime de substituição tributária aos produtos da linha branca, em vigor desde o início do mês.

Serra descartou que a medida eleve a carga tributária do setor e afirmou que a intenção do governo paulista é de apenas combater a sonegação do ICMS. “Quem calcula o imposto a ser retido pela indústria é o próprio setor, a partir de cálculos feitos por instituições, como a Fipe”, afirmou.

Segundo ele, o governo está aberto para a revisão das margens aplicadas na cobrança do imposto. “Se houver estudos comprovando problemas, as margens poderão ser revistas”. A crítica do ministro Mantega foi em linha a comentários de representantes do varejo. Segundo varejistas, a aplicação da substituição tributária a partir deste mês está reduzindo os impactos da redução nos preços dos produtos finais ocasionados pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para geladeiras, fogões e máquinas de lavar.
Comentário

O governador José Serra não pode ser considerado despreparado em finanças públicas. Pelo contrário, talvez seja a única matéria de gestão pública que seja de seu domínio. Sem o álibi da ignorância, ele mente. Ele sabe que a questão da substituição tributária não tem nada a ver com a alíquota. A questão é que obriga a empresa a pagar na frente, antes de efetuadas as vendas. Sem dinheiro das vendas, aumenta sua necessidade de capital de giro. E capital de giro tem um custo elevado.

Vamos a uma conta simples:

1. Uma empresa adquire R$ 1 milhão em estoques, que serão vendidos ao longo de 6 meses. Digamos que pague um ICMS de 15% e que sua margem bruta seja de 30%.

2. Incluindo a margem, o valor dos estoques será de R$ $1,428,571. Supondo que o giro médio seja de 6 meses, venderá $238,095.24 mensalmente.

3. Com as vendas, terá que pagar os estoques e o ICMS. Pelo sistema normal, teria que dispor de R$ 1 milhão para adquirir os estoques e pagar R$ 35,714,00 por mês de ICMS. Esse valor sairia do seu fluxo de vendas.

4. Pelo sistema de substituição tributária, além do R$ 1 milhão para os estoques, terá que dispor de mais R$ 150 mil, antes mesmo de começar a vender a mercadoria.

5. Ou seja, José Serra aumenta em 15% a necessidade de capital de giro das empresas, em um momento em que mais de 65% pequenas e médias empresas – segundo estudos do Sebrae de São Paulo – não conseguem acesso a crédito. E diz que nada mudou, porque a alíquota é a mesma.

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4 COMENTÁRIOS PARA "Nassif da uma aula no Serra e mostra sua má fé com a substituição tributária":

Comentado por Morais em 28/06/2009 - 20:16h:

Esse Serra acha que pode fazer tudo o que pensa e que o povo não está prestando atenção no seu desgoverno, porém ele ficara tonto com a resposta que será dada nas urnas em 2010.

Comentado por J. Matheus em 28/06/2009 - 23:55h:

Certo.
Mas e os nossos deputados, onde estão?
Calados, como sempre, e só interessados em luta interna e pequenos poderes?

Comentado por Roberto Locatelli em 29/06/2009 - 06:48h:

Isso é boicote às medidas do Governo Federal de combate à crise.

Comentado por JOEL PALMA em 13/07/2009 - 13:50h:

GALERA, OLHA MAIS ESTA DA ABRIL:

na newsletter da revista INFO, veio esta nota:

SERRA OFERECE BOLSAS UNIVERSITÁRIAS

http://info.abril.com.br/noticias/carreira/serra-oferece-bolsas-universitarias-10072009-32.shl

GENTE, ISTO É PROPAGANDA EXPLÍCITA !!!

eu quem pago os impostos e o Serra, que recebe salário meu
é quem dá as bolsas? PELAMORDEDEUS, pirou o BRASIL GERAL !!!

ah, tem um comentário meu lá…

 

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