O demo Kassab não está nem aí para o CEU

CEUs têm rachaduras e falta de livros

Robson Ventura/Folha Imagem
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CEU Formosa, ainda inacabado e já com infiltrações

Lívia Sampaio do Agora

Os CEUs (Centros Educacionais Unificados) são escolões incrustados na periferia que oferecem atividades aos alunos e à comunidade. As unidades, porém, sofrem com dois grandes problemas: a pressa das inaugurações do ano passado resultou em complexos incompletos, e, com verba baixa para manutenção, fica difícil manter a conservação dos primeiros CEUs. Algumas unidades apresentam rachaduras, infiltrações e precisam de pintura.

Foi o que constatou o Vigilante Agora, que, ao longo das duas últimas semanas, visitou 20 dos 45 CEUs – um deles, o Jaguaré (zona oeste de SP), que já deveria estar pronto, está em obras e sem aulas.

Dez complexos visitados foram inaugurados durante a gestão de Marta Suplicy (PT), que implantou o projeto, e outros dez foram feitos pelo prefeito Gilberto Kassab (DEM).

O texto de apresentação dos escolões no site da prefeitura diz que “todos os CEUs são equipados com quadra poliesportiva, teatro, playground, piscinas, biblioteca, telecentro e espaços para oficinas, ateliês e reuniões”. Não é verdade. A maratona de obras em 2008, ano eleitoral, teve como resultado unidades incompletas. Além disso, dois CEUs novos, Formosa (2009) e Três Pontes (2008), já têm infiltrações.

Nos escolões mais recentes, falta inclusive o básico: em cinco unidades, não há livros didáticos para os alunos. Também foram encontrados telecentros sem internet, teatros e quadras que ainda não ficaram prontos ou sequer começaram a ser construídos e bibliotecas quase sem livros ou vazias. No CEU Uirapuru (zona oeste), com um trecho ainda em obras, a construção da piscina não começou porque parte do terreno está embargada.

Sem livros didáticos nem máquina de cópias, os alunos têm sempre de copiar a matéria da lousa. No CEU Três Pontes (zona sul), a professora chegou a diminuir o tamanho da letra de uma prova que seria aplicada para não estourar a cota de impressão.

Manutenção
O desgaste das unidades foi outro problema constatado pela reportagem. Apesar das reformas feitas nas piscinas e ginásios de quase todas as unidades antigas, é comum encontrar paredes descascadas, rachaduras, infiltrações e vidros quebrados.

O caso mais grave é o do CEU Pêra Marmelo (zona norte), que tem grandes rachaduras em todo o prédio principal e na creche, onde as professoras manifestaram preocupação com os bebês, que dormem nessas salas. Com infiltrações, o piso de madeira do ginásio entortou e está há mais de um ano interditado.

A grana para a manutenção é baixa: cada CEU recebe, em média, R$ 6.000 por trimestre. Os gestores podem gastar como quiserem. Para obras maiores, no entanto, é preciso pedir verba extra. Mesmo com pouco dinheiro, alguns CEUs antigos conseguem manter um bom nível de conservação, como é o caso de Aricanduva, Campo Limpo, Cidade Dutra e Perus. O

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2 COMENTÁRIOS PARA "O demo Kassab não está nem aí para o CEU":

Comentado por José Rocha em 06/07/2009 - 12:19h:

Deveria ser possível uma nova eleição por estelionado eleitoral e descumprimento do programa de governo.

Comentado por Cida Perez em 09/07/2009 - 10:45h:

Imagine se inaugurassemos um CEU no governo Marta Suplicy sem estar pronto como o Kassab faz, seriamos manchete todo dia Uma biblioteca sem livros, um telecentro sem computadores…
Eles reduziram a proposta pedagógica do CEU ao cortar os tecnicos de esporte e os arte educadores. Hoje o Bloco Cultural é chamado de Gestão. gestão do que? virou condominio?
A educação para Kassab/Serra é restrita a ensinar a ler, escrever e fazer contas (decorando a tabuada, como disse o Gov. Serra) o minimo já que não monta as bibliotecas e não incentiva a leitura e nem agrega novos livros as salas de leitura existentes nas escolas.
municipais, diminui as saidas dos alunos aos museus, teatros etc.

Eles estão transformando o CEU – que em sua proposta original era um polo de desenvolvimento educaiocnal e cultural local em um escolão.

Cida Perez
ex-secretaria de educação Gestão Marta Suplicy

 

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