Petrobras desmente atraso na distribuição de diesel menos poluente
Diesel com baixo teor de enxofre – respostas ao jornal O Globo e portal UOL
8 de julho de 2009 / 23:55
O Globo – Gostaria de saber o que a Petrobras tem a comentar sobre a notícia que foi veiculada hoje em alguns jornais de que a Prefeitura de SP estaria entrando com uma representação na OEA contra o governo brasileiro por conta do atraso na distribuição de um diesel menos poluente.
Portal UOL – Gostaria de saber a posição da Petrobras sobre a decisão da prefeitura paulista e entidades ambientalistas de entrarem com uma representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) por desrespeito aos direitos humanos e violação de pactos internacionais por ter postergado a distribuição de diesel menos poluente para abastecer a frota brasileira..
A Petrobras não tem conhecimento de qualquer representação contra o governo brasileiro na Organização dos Estados Americanos (OEA) referente à questão do diesel. Não é verdadeira a afirmação que a Companhia “postergou a distribuição de diesel menos poluente.”
A Petrobras reafirma que nunca descumpriu a Resolução 315 do Conama, que determinava limites para as emissões veiculares. Por meio de um acordo negociado pelo Ministério Público Federal e diversas entidades, com a orientação do Ministério do Meio Ambiente, ficou acertado, em outubro de 2008, um cronograma para a distribuição de diesel com baixo teor de enxofre.
Dessa forma, a partir de janeiro de 2009, os ônibus urbanos da cidade do Rio de Janeiro e de São Paulo passaram a receber o diesel 50, com baixo teor de enxofre. Em maio, o combustível foi fornecido para todos os veículos a diesel das áreas metropolitanas de Fortaleza, Recife e Belém. Em agosto, será a vez de Curitiba ter o combustível para suas frotas de ônibus. Em janeiro de 2010, o combustível será fornecido para os ônibus urbanos de Porto Alegre, Belo Horizonte, Salvador e da região metropolitana da Cidade de São Paulo. Em janeiro de 2011, o diesel S-50 estará disponível na região metropolitana do Estado do Rio de Janeiro.
Em janeiro de 2011, o combustível será fornecido também aos ônibus urbanos das outras três regiões metropolitanas do Estado de São Paulo (Baixada Santista, Campinas e São José dos Campos).
É importante ressaltar que não é apenas o diesel que influencia a qualidade do ar. Primeiro, porque o enxofre impacta somente o material particulado. A qualidade do ar é afetada por vários outros fatores. Além disso, o diesel de 50 ppm de enxofre só é efetivo quando utilizado em motores com tecnologia avançada. Os benefícios em termos de material particulado ainda são pequenos nos motores atuais.
Assim, mesmo sem as tecnologias automotivas mais eficientes ambientalmente, a Petrobras começou a distribuir o diesel S-50 para o mercado brasileiro,desde janeiro de 2009. Os motores com a nova tecnologia somente estarão disponíveis a partir de janeiro de 2012.
Blog da petrobras
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Petrobrás besunta Mausoléu de Sarney
8:56 | 09/07/09 | Rodrigo Alvares
“Fundação de Sarney dá verba
da Petrobrás a empresas fantasmas (Estadão)
Foto: ABr
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“Não vem querer sentar na janelinha, Suplicy. Eu que vou cantar para o Sarney”
Fundação José Sarney – entidade privada instituída pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), para manter um museu com o acervo do período em que foi presidente da República – desviou para empresas fantasmas e outras da família do próprio senador dinheiro da Petrobrás repassado em forma de patrocínio para um projeto cultural que nunca saiu do papel.
Do total de R$ 1,3 milhão repassado pela estatal, pelo menos R$ 500 mil foram parar em contas de empresas prestadoras de serviço com endereços fictícios em São Luís (MA) e até em uma conta paralela que nada tem a ver com o projeto. Uma parcela do dinheiro, R$ 30 mil, foi para a TV Mirante e duas emissoras de rádio, a Mirante AM e a Mirante FM, de propriedade da família Sarney, a título de veiculação de comerciais sobre o projeto fictício.
A verba foi transferida em 2005, após ato solene com a participação de Sarney e do presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli. A Petrobrás repassou o dinheiro à Fundação Sarney pela Lei Rouanet, que garante incentivos fiscais às empresas que aceitam investir em projetos culturais. Mas esse caso foi uma exceção. Apenas 20% dos projetos aprovados conseguem captar recursos.
O projeto de Sarney foi aprovado pelo Ministério da Cultura em 2005 e está em fase de prestação de contas na pasta. Antes da aprovação, o próprio Sarney chegou a enviar um bilhete ao então secretário executivo e hoje ministro da pasta, Juca Ferreira, pedindo para apressar a tramitação.
Em 14 de dezembro, o ministério comunicou que o projeto estava aprovado e, no dia seguinte, a Petrobrás anunciou a liberação do dinheiro. Procurada pelo Estado, a Petrobrás informou que a fundação foi incluída no programa de patrocínio como ‘convidada’ e por isso não teve de passar pelo processo de seleção.
O objetivo do patrocínio, que a fundação recebeu sem participar de concorrência pública, que a estatal faz para selecionar projetos, era digitalizar os documentos do museu. ‘Processamento técnico e automação do acervo bibliográfico’, como diz um relatório de contas.” (…)
A Folha de S.Paulo de hoje publicou reportagem quase igual. Não entendi por que o Blog da Petrobrás não publicou as perguntas dos jornalistas desta vez. Devem ter cometido a audácia de telefonar para a assessoria da estatal, ao invés de enviar e-mails.
Patrocínio à Fundação José Sarney
Fundacao Sarney
Sobre as matérias publicadas na imprensa hoje (9/7), em relação ao patrocínio da Petrobras à Fundação José Sarney a Companhia esclarece que:
O contrato teve vigência de 13/12/2005 a 17/10/2008 no valor total de R$1,34 milhão. O patrocínio à Fundação foi feito via Lei Rouanet, portanto com recursos oriundos do incentivo fiscal. Em projetos que utilizam a Lei, cabe aos patrocinados prestar contas ao Ministério da Cultura, incluindo notas fiscais de despesas realizadas com o projeto e recibos referentes aos recursos recebidos.
É importante ressaltar que cabe à Petrobras somente a verificação do cumprimento de contrapartidas estabelecidas em contrato como menção à Companhia em qualquer divulgação na mídia regional e nacional, direito de uso de imagem do projeto em campanhas publicitárias por tempo indeterminado, exposição da empresa em eventos do projeto, inserção da logomarca da Petrobras no catálogo e no site da Fundação, entre outras. A Fundação Sarney comprovou o cumprimento das contrapartidas citadas.
A destinação de recursos foi feita em três parcelas. A primeira logo após a assinatura do contrato – dia 26/12/2005; a segunda após a comprovação da utilização dos recursos pagos na primeira parcela – 03/10/2007; e a última após a aprovação do relatório final de contrapartidas – 17/09/2008.
O projeto foi contemplado pelo Programa Petrobras Cultural (PPC), na área de Preservação e Memória, por estar relacionado à conservação de acervo histórico, um dos pilares do Programa.
Para conhecer mais sobre o trabalho da Fundação José Sarney, clique aqui
Que vergonha..quando uma empresa da capacidade da Petrobrás,chega no nível tecnologico como o de hoje,fica com sua imagem exposta na Imprensa de seu país tão PEQUENA…FUTIL…IMPRODUTIVA.ACORDEM POLÍTICOS E JORNALISTAS BRASILEIROS NÓS POVOS,COMO VOCES SEMPRE QUISERAM CHAMAR,APÓS ESTE GOVERNO DE ABERTURA,TEMOS NA CONCIÊNCIA O PODER DE COBRANÇA E ESCOLHA QUE TEMOS.ELE VEIO PARA O SUDESTE..DE QUÊ MESMO?????QUEM ENTENDER SABE A RESPOSTA.