Serra mistura futebol e política no caderno esporte do Estadão
Alertado por um leitor, descobri no caderno esporte do jornal O Estado de São Paulo, uma entrevista político esportiva do governador.
O caderno escolhido para atacar o Lula mostra a verdadeira índole de José Serra. Para ele não está certo misturar as coisas, por isso… as mistura!
Em lugar de falar de esporte, o caderno serve para ele fazer política e da pior mistura. Arvorando a bandeira de que ambas as coisas não deveriam estar juntas.
Uma aula de hipocrisia. LF

”Futebol e política não têm nada a ver”
Serra pede para não misturarem as coisas, mas nega crítica a Lula
Jamil Chade – O Estado de São Paulo
O governador de São Paulo, José Serra, disse, ontem, em Genebra, onde recebeu um prêmio, que “futebol e política não têm nada a ver” e pediu que as duas coisas não fossem misturadas. Sua declaração surge justamente no momento em que o nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva apareceu ligado ao Corinthians de forma frequente nas últimas semanas. Serra garantiu, no entanto, que não teve nenhuma intenção de criticá-lo.
Na segunda-feira, Ronaldo revelou que o presidente estaria mobilizando empreiteiras para ajudar o Corinthians na construção de um centro de treinamento. “O presidente Lula é quem mais está ajudando o Corinthians nessa fase. Ele está dando alguns contatos de empreiteiras que podem nos ajudar. O presidente está muito interessado no projeto do Corinthians. Ele é fanático, um corintiano roxo”, declarou o atacante.
Serra, palmeirense, optou por não comentar diretamente as declarações do Fenômeno. “Não soube da intervenção e nem soube do comentário do Ronaldo”, disse o governador. Mas não resistiu em fazer o alerta de que política e futebol devem caminhar separadamente.
Na semana passada, Lula recebeu parte da delegação corintiana campeã da Copa do Brasil. Seu envolvimento com o Corinthians não se limita à atual gestão. Em 2007, Lula enviou a Londres um representante para negociar investimentos do magnata russo Boris Berezovski no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Berezovski era um dos investidores da Media Sports Investment (MSI), empresa que mantinha parceria com o Corinthians.
O contato entre o governo e Berezovski foi feito depois de uma conversa entre Lula e o ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib. O russo ainda prometia construir um estádio para o time de Parque São Jorge.
CRÍTICAS À FIFA
Serra não se conteve ao falar da Copa de 2014. Ele criticou a Fifa e alertou que as exigências feitas pela entidade em relação ao Morumbi são “exageradas”. Serra é contra a construção de um novo estádio em São Paulo, alegando que a cidade não teria o que fazer com mais um palco após 2014. A Fifa vem se queixando da situação do Morumbi, um dos locais favoritos para a abertura do Mundial que ocorrerá no Brasil. A Fifa chegou a sugerir que a direção do São Paulo fechasse o estádio por algum tempo para realizar as mudanças.
Para Serra, não há motivos para tanto. “A Fifa tem feito exigências que, olhando para trás, podem ser consideradas como exageradas. Não digo em relação específica ao Morumbi. Mas em relação ao Brasil. Mesmo a Alemanha teve problemas.”
Serra acredita que a Fifa e os organizadores do Mundial terão de chegar a um entendimento sobre a situação do Morumbi. “Será preciso haver uma acomodação”, disse o governador. A Fifa afirmou ontem que não há uma elevação na exigência em relação aos estádios brasileiros em comparação ao nível de 2006 na Alemanha. “As orientações entre os dois torneios (2006 e 2014) são as mesmas, sem nenhuma grande diferença”, disse a assessoria de imprensa da Fifa.
Para Serra, a solução seria promover algumas das mudanças que a Fifa pede, e nem sequer pensar na construção de um novo estádio. “Não é nenhuma tragédia”, disse. Ele não acredita que há como deixar São Paulo fora da Copa ou do jogo de abertura do Mundial. Mas rejeita a tese da construção de um novo estádio. “Se for construir estádio, o que vai fazer depois. O Corinthians joga no Pacaembu, o Palmeiras no Palestra Itália, o São Paulo no Morumbi e a Portugesa no Canindé”, justificou Serra.
A reforma do Morumbi, de qualquer forma, não seria feita com dinheiro público. “Isso não cabe a nós.” Serra ainda garantiu que a cidade estará pronta para receber a Copa. “Na Fórmula 1, chegam a São Paulo 130 mil pessoas e ninguém percebe. Não temos problemas.”
Tags: esporte, futebol, José Serra
Cara mais hipócrita.