Serra recebe prêmio pelo trabalho na Saúde
Homenagem foi feita pela Organização Mundial da Família em solenidade em Genebra

Jamil Chade – O Estado SP
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), alertou ontem que o orçamento para a saúde no Brasil “não é suficiente” e que os próximos anos serão marcados por aperto fiscal diante da crise. Em uma sala da ONU em Genebra, Serra recebeu um prêmio de uma entidade internacional e fez um discurso em tom de campanha, enumerando os avanços que conseguiu como ministro da Saúde (1998 a 2002) e apontando como suas políticas de acesso os medicamentos genéricos, que hoje são “exemplos para o mundo”.
O prêmio foi dado pela Organização Mundial da Família, uma entidade internacional presidida por uma brasileira que resolveu homenagear o governador por sua gestão à frente da pasta da Saúde e suas políticas em relação à mortalidade materna e infantil. Serra, porém, deixou claro que o orçamento para a saúde no Brasil terá de aumentar. “A saúde precisa de recursos adicionais”, disse. Ele acredita que o setor conta com “o mínimo para continuar subsistindo”. “Teremos de ver isso no futuro”, afirmou.
Serra é hoje o favorito na disputa pela Presidência da República em 2010, segundo pesquisas de intenção de voto. O governador, entretanto, se recusa a falar de candidatura.
O governador disse acreditar que os próximos anos serão de queda na receita do Estado e aumento de despesas diante da recessão mundial. “Mas pelo menos a saúde está protegida de cortes que viriam num momento de crise”, disse.
A mensagem de Serra foi que os atuais recursos apenas estão sendo mantidos graças às suas políticas. “O financiamento foi central na nossa gestão”, disse, lembrando que os gastos com saúde eram um “verdadeiro colchão amortecedor das crises fiscais”. “Por isso, nos dedicamos à aprovação, difícil, mas bem-sucedida, de emenda constitucional que garantiu uma vinculação de recursos à Saúde.”
Ele criticou o fato de que, até hoje, não se aprovou a lei complementar que teria como função corrigir e monitorar os orçamentos para saúde em municípios e Estados.
Sem mencionar as eleições de 2010, Serra insistiu que o prêmio recebido é uma prova de que suas políticas tiveram um impacto internacional. “Com esse reconhecimento, você passa a ter consciência não apenas que fez uma política que deu certo, que é durável em seus efeitos, mas também uma política que teve uma influência internacional”, disse, lembrando que contrariou até o Banco Mundial para implementar sua estratégia no combate à Aids.
O ponto central foi o acesso aos medicamentos, avanços na saúde familiar e autorização para compra de genéricos. “Foi uma mudança no mercado mundial de medicamentos a partir do nosso trabalho no Brasil.”
Sobre o atual governo, Serra admite que nem todas as políticas de saúde caminharam na mesma direção. Mas foi diplomático. “Não quero criticar. Represento de certa maneira o Brasil aqui”, disse.
Serra foi escolhido entre mais de 200 pessoas. A Organização Mundial da Família também premiou a ex-primeira dama do Reino Unido, Cherie Blair, e a princesa do Kuwait, Sheikha Fariha Al-Sabah. Nenhuma das duas esteve ontem no evento. Serra estará hoje em Paris.
Atenção candidato repete manipulação já usada na campanha à prefeitura em 2004
A ONU não tem nada a ver com a premiação. No blog de Nassif aparece está referência sobre a ONG que decidiu premiar Serra:
A Presidente da WFO é brasileira (Dr. Deisi Noeli Weber Kusztra). O escritório da presidência fica em Curitiba.
Em 2004 montagem no programa eleitoral tucano mostrava imagens da ONU junto com um prêmio recebido pelo Serra, a voz em off proclamava: “eleito o melhor Ministro da Saúde do mundo”, evidentemente a ONU não têm feito nunca essa escolha e o prêmio não correspondia com o anuncio.
Itamar Franco já alertou contra a apropriação indevida do programa dos genéricos. O Programa Saúde da Família foi criado por Davi Capistrano e implementado na prefeitura de Santos.
O dinheiro para saúde aumentou durante o governo Lula e os tucanos derrubaram a CPMF, vinculada precisamente a saúde. Serra pode mostrar que de verdade defende o aumento nos gastos com saúde, começando pelo percentual gasto no Estado que ele comanda, não precisa aguardar o governo federal. Nada como dar o exemplo, não é?
Em 2002 a demissão dos agentes de combate a dengue alertaram para o descaso do ministro Serra sobre o assunto. O esquema de emendas, ambulâncias e desvio de dinheiro do Ministério remonta à época em que os tucanos comandavam a pasta.
Serra quebrou a patente de um remédio contra AIDS é merece reconhecimento por isto. LF
Tags: José Serra, ONU, prêmio, saúde SP4 COMENTÁRIOS PARA "Serra recebe prêmio pelo trabalho na Saúde":
A quebra de patente também é mais um factóide de Serra:
Decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva quebra a patente do medicamento anti-retroviral Efavirenz, usado por 75 mil pacientes de Aids da rede pública, possibilitando a importação de similar genérico e uma economia de US$ 30 milhões/ano.
Esta foi a 1ª vez que o Brasil quebrou a patente de um medicamento, tentada anteriormente na gestão de José Serra, ministro da Saúde de FHC, mas não efetivada.
A INVEJA JA FEZ CAIM MATAR A ABEL……..
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK….ISTO UM CONTRAPONTO AO PREMIO DO ESTADISTA LULA= QUE O PIG TENTOU IGNORAR!!! LULA ESTADISTA…. SOMENTE GETULIO O FOI….APESAR DO GOV AUTORITARIO DO ESTADO NOVO*
Patético.
Resumindo, como diz Ciro Gomes: “Serra é capaz de pisar no pescoço da mãe, pra conseguir o que quer”.
Portanto é normal que faça tudo que faz, manipule, copie, morra de inveja do Lula, mascare as estatísticas do crime no Estado de São Paulo, vá pra Genebra receber um prêmio, que poderia ser retirado em Curitiba.
O que não é normal, o que é doentio, o que é de se estranhar é que o povo vote nele e vote em quem ele indica.
Se tudo isso não é por ter a Rede Globo e A Folha do seu lado, então eu não consigo entender essa adesão do povo a alguém tão “do mal” quanto ele.