Abricó
Rosa Pena
Chegará com uma hora de atraso de propósito ao encontro com Luiz Augusto Mendes Campos Carneiro de Sá. Nunca tinha saído com um cara com o sobrenome “de” e enorme. Será que o nome é proporcional, que nem número de sapato? Quer criar suspense e não quer que ele imagine que ela é do tipo que “dá” mole, do verbo transar e não o “de” do Sá. Resolve ir de forma classuda, vestido longuette sem decote, pouca maquiagem, cabelos presos num coque tradicional. Só vai falar, aliás, pronunciar como a nobreza faz, algo que cause impacto. Jules Renard, autor francês do século XIX, leu algo sobre este cara na revista de TV. Citará o Jules, a revistinha jamais. Célula-tronco também é sintoma de cultura. O cara é um industrial filósofo, um intelectual rico de esquerda, que adora pobre, mas não deve gostar de quindins, nem de guaraná. Vai pedir carpaccio com vinho. Instrumento? Violino. Tomates? Só secos, pois pega bem. Queijo? Ricota. Fruta? Figo. Profissão? Projetista de unhas, os sábios ricos vivem de projetos, manicure é de quem faz mobral. Sua casa terá varanda, quintal é coisa anticultural. Flor preferida será orquídea, rara e cara. Não falará gírias, nem palavrão. Finalmente, chegou seu momento de ascensão. Seu nome agora é Vânia Maria, Vaninha lembra cama. Ah! Bateu saudades do Ronaldo, bronco pra caramba, tronco sem célula, mas faz uma picanha como ninguém na churrasqueira e na cama também. Ela pode saborear tudo que adora, meter o dedo no rocambole, o bole-bole, o dedo, e até o ronca depois do bole! Ele nunca fica mole.
Só não abrirá mão do sapato vermelho cintilante com tirinhas. Naldinho goza só de olhar, e se o Luiz Carneiro de Sá Augusto Campo Mendes não gostar – será que o nome dele é esse mesmo?! – é boiola.
Longuette nunca lhe caiu bem, lycra que é o diabo. Lembrou novamente das compras do carrinho dele no supermercado no dia em que o conheceu. Licor de abricó é coisa de viado. Abricó!!! Vai que troca a vogal final?
Pegou o telefone e ligou pro Naldão.
- Traga a cerva e o violão. Tô só de combinação e com aquele sapato.
- E o conde D’Eu?
- Era gay, preferiu dar pro Jules Renard.
Rosa Pena (Rio de Janeiro-RJ). Professora e administradora de empresas. Especialista em recursos audiovisuais e artes cênicas. Trabalhou na Divisão de Multimeios da Educação na Secretaria de Educação e Cultura do Rio de Janeiro, com projetos ligados a cinema, teatro, música e literatura. Compulsiva para ler e escrever, considera a Internet a grande biblioteca contemporânea. Tem livros virtuais publicados e dois livros editados no papel: Com licença da palavra, antologia do grupo Pax Poesis Encantada (Editora Scortecci, 2003) e PreTextos, seu livro solo, onde reúne cem crônicas (Editora All Print, 2004). Mais em seu site
Tags: Abricó, arte, contos, escrita, escritoras, Literatura, Rosa Pena
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BLOG DO U: Existem Partidos e “Partidos”, o Partido dos Trabalhadores é e sempre foi à exceção a regra, no episódio do Mercadante na liderança do Governo mostra mais uma vez que quanto um Homem de verdade e um Partido de verdade estão junto nada o separa nem mesmo as maiores divergências, prova disso é que ao ouvir o apelo do nosso presidente Lula o nosso Senador de República por São Paulo Aloísio Mercadante abdicou da idéia de renunciar a liderança.
Prova que ele é um Homem de Partido do “Partido” que ele construiu junto com todos nós, mostra que alem de pai, Homem, senador e ser humano ele é um político com “P” maiúsculo, mostrando todo seu caráter sua postura ética diante do povo brasileiro.
Mostra que uma carreira política não se faz só com bônus também tem os ônus e que na altura que se encontrava a disputa no senado leia-se PMDB, PSDB, DEM e agregados o PT foi quem mostrou coerência e debates, disputa de idéia de projeto, não a mesquinhez de trocar por fisiologismo um apoio ou outra coisa do gênero.
Mostra que dentro do Partido dos Trabalhadores temos divergência e muitas, mas nada que apague o sentimento de construção única de um país mais justo e soberano ao povo brasileiro, mostra que somos políticos das políticas públicas dos menos favorecidos.
A divergência do Senador Mercadante com o Partido e o Governo foi debatida e serão temas de vários jornais, revistas, televisões, mas pode ter certeza que a grandeza do “tal erro” que a mídia nativa propõe hoje, será o grande acerto do amanha, pois quando chegarmos às pessoas mais humildes deste país e lhe perguntar quem é o Senador do PT, quem é o PT eles saberam dizer e certamente responderão.
- O PT é o partido que discute exaustivamente abertamente no palco da democracia aos olhos visto do povo, Mercadante é o Senador do POVO das lutas das discussões o Mercadante é o Homem que pensou no povo brasileiro quando não desobedeceu a seu partido honrou a sua história, e deu ao povo brasileiro uma aula de democracia escancarando todas as discussões para nosso povo.
O PT saiu deste episódio bem mais fortalecido que quando entrou, digo isso porque sei que o povo percebe que um político que não se esconde na coxia do palco para negociar seu voto, é um político com “P” maiúsculo.
Um partido que esconde suas diferenças para não mostrar sua fraqueza não pode governar um país, pois certamente esconderá seus erros debaixo do tapete com fez alguns partidos neste país.
O PT me orgulha e me dá uma sensação de alma lavada não porque o senador Sarney ficou na presidência, mas porque meu partido não entrou na paranóia de julgar e condenar, como por muitas vezes aconteceram com nossos políticos a ex: de Dirceu, Genoino, João Paulo Cunha etc….
Somos sabedores de que se o Sarney caísse o PSDB se juntaria com o PMDB, pois na nossa costa ficaria a pecha que fomos nós os traidores do PMDB, e aí sim a oposição que nunca pensou no país como fez o Nosso Senador Mercadante e nosso partido ao apoiar o Sarney, faria de nosso governo uma tortura para depois eles pegarem o poder e aí não preciso nem relatar para vocês o que aconteceria.
Tínhamos e temos um compromisso com o nosso povo, e não com as tramóias que se fizeram nas coxias do senado anos e anos enquanto estiveram no poder.
Se Deus escreve direito por linhas tortas, nosso partido hoje fez o mesmo, pois tenho certesa que os militantes deste país a fora estão muito mais orgulhosos e felizes com sua decisão e estará com você seja aqui em São Paulo e no Brasil.
Enfim tenho hoje o orgulho de dizer para todos que estão próximos de mim e que acompanham meu blog que se eu tivesse vivido só para ouvir o discurso de hoje do Mercadante já teria valido apena.
Tenho certeza que os homens e Mulheres de bens deste país terão sempre no Mercadante um exemplo de homem público.
Se eu posso expressar minha alegria digo lhe Parabéns meu valoroso companheiro de partido Mercadante, meus sinceros votos e quer Deus Lhe Abençoe.