Tucanos e metrô: Xangai, São Paulo… e Madri

Após publicação do artigo Xangai e São Paulo, (Xangai e São Paulo) a Folha recebeu a seguinte carta do governo tucano:

Metrô
“O artigo “Xangai e São Paulo” (Opinião, 21/9) merece alguns esclarecimentos. Comparar capacidade de investimentos na China e no Brasil é covardia: desde 1980 a economia chinesa cresceu 3,5 vezes mais depressa que a brasileira. Não se pode ignorar que o metrô de Xangai é bancado pelo governo federal, o que não acontece em São Paulo, onde a União nunca contribuiu com nenhum tostão. Nem esquecer que no Brasil as obras de metrô obedecem a rigorosas e demoradas licitações e a critérios ambientais e urbanísticos exigentes -e as desapropriações custam caríssimo. Esse não é o modelo da China, onde as terras pertencem de fato ao poder público. Por último, Vaguinaldo Marinheiro ignorou informações passadas por nós: somando Metrô e CPTM modernizada, São Paulo terá, em 2020, 574 km de linhas (e não 237 km) com atributos de metrô: qualidade de trens e de estações, confiabilidade, segurança e frequência.”
FABIO SCHIVARTCHE , coordenador de imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (São Paulo, SP)

Tem sido recorrente a utilização desses argumentos, depois que José Serra os formulou como justificação do fato que em 14 anos de governo tucano foram construidos apenas 12 Km de metro, do total de 61 Km que configuram a rede hoje.

Deixando de lado que durante 8 anos os tucanos governaram também o Brasil e que o governo Lula sim transferiu recursos para o metro de São Paulo, vale a pena tocar nos argumentos autojustificativos dos tucanos.

Primeiramente, o caso de Xangai não é o único exemplo de expansão do metrô. A região de Madri, na Espanha, invistiu na expansão do metrô e, entre 1995 e 2003, foram feitos 40 quilômetros – 20 deles entre 1995 e 1999. A Espanha não teve um crescimento econômico chinês e Madri investiu pesado, com desapropriações e leis ambientais.

Segundo o Estadão, do qual estes dados foram extraídos, “Para ampliar as linhas locais, esse metrô espanhol desembolsou, em média, US$ 42 milhões (R$ 71,4 milhões) por quilômetro, incluindo a compra dos trens – custo duas vezes e meia menor do que em São Paulo. ‘Os fatores que contribuem para o êxito de Madri são políticos, econômicos, de gestão e técnicos’, explicou o diretor da companhia madrilenha Aurelio Garrido. O projeto de expansão 2003-2007 ainda está em andamento. Estão previstos 81,3 km de novas linhas, ao custo de R$ 11,3 bilhões – R$ 139,1 milhões por quilômetro. O valor se refere à construção de 80 estações e à compra de dez equipamentos para escavar os túneis, os “tatuzões”. ‘Com planejamento, o custo da mobilidade por passageiro por quilômetro é mais baixo’, destacou Garrido.” (OESP 8/09/2009 -Se continuar do jeito que vai…).

Porque o custo é duas vezes e média menor que em São Paulo? pelo custo das desapropriações? Porque Madri pode construir 81,3 Km em 5 anos e São Paulo não?

Que tal então a Folha fazer um artigo Madri e São Paulo, para ver se os tucanos admitem o desprezo persistente no investimento em transporte público e particularmente no metrô?

Luis Favre

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5 COMENTÁRIOS PARA "Tucanos e metrô: Xangai, São Paulo… e Madri":

Comentado por Brenno Ferrari Gontijo em 23/09/2009 - 22:46h:

Denuncio o blog do Paulo Henrique Amorim por pratica de censura em seu blog, quando se faz criticas à TV Record.
O comentário censurado é do seguinte teor:
Acabei de assistir um jornal na televisão de um legitimo representante do PIG.
Ao exibir uma reportagem sobre a internet focou a Vila Brasilandia em São Paulo, para situar o bairro, afirmou-se tratar de local que parece uma favela do Rio, não obstante isso fez questão de mostrar uma Delegacia do Zé Pedágio que parecia as Delegacias da Suíça.
Ao repercutir a abertura da Assembléia Geral da ONU, só não ficou transparecendo que o Presidente Lula faltou, porque afirmou que este tinha um abacaxi para descascar por conta de Honduras. Não obstante destacou o encontro do Presidente Lula com o Presidente Iraniano.
Como os demais jornais dos representantes do PIG, não fez nenhuma referencia ao fato do Presidente Lula ter afirmado que o neoliberalismo estava morto e enterrado.
Esse jornal é o da TV Record.

Comentado por rafael j em 23/09/2009 - 22:57h:

Cidade do México e São Paulo, assim nem saímos da América Latina.

Comentado por Antonio Blanco em 24/09/2009 - 10:21h:

Prezados Favre e leitores
A questão é; os sucessivos governos tucanos não investiram no metrô, em compensação, investiram muito em propaganda.
Aliaram-se ao nefasto DEM do Kassab e o resultado é o seguinte: enquanto a gestão de Marta implantou mais de 220 km de corredores de ônibus e 10 Terminais de transferência, sem falar no Bilhete ùnico que arrumou a bagunça que era o transporte coletivo deixado por Pitta (companheiro de Kassab), as gestões do Prefeito Serra e do kassab, só choram que não tem dinheiro, não investiram em nenhum novo Terminal e só fizeram 8 km de corredores, mesmo assim com verba federal do BNDES. Mas destinam fortunas para a propaganda.
Kassab diz que transferiu 1 bilhão para o Metrô, mas não diz que 1 bilhão representa 3 km de metrô, É RIDÍCULO! Mas foi feito tanto marketing encima disto e no fim não fizeram 1 centímetro de metrô.
pois é!
SORRIA MEU BEM! SORRIA!

Comentado por Antonio Blanco em 24/09/2009 - 10:33h:

Com relação ao comentário, nada isento, do sr. FABIO SCHIVARTCHE , coordenador de imprensa da Secretaria de Estado dos Transportes Metropolitanos (São Paulo, SP), acho que nem ele acredita no que está dizendo, porém, por força do holerite tem que fazer este papel. Cabe ressaltar, que essas previsões para ano de 2020, são tão longíquas como impossíveis de se confirmar. Ademais, até 2020 tenho a esperança que São Paulo tenha se livrado dos DEMO-TUCANOS, definitivamente.
Eles são bons de papo, para fazer projetos de 30 anos, não fazer nada quando estão no poder, e limitar-se a se reeleger por meio de maciços investimentos em propaganda.
Sr. Fábio, passa amanhã!

Comentado por Eduardo Gomes em 24/09/2009 - 19:44h:

O m2 em Madrid é muito mais caro do que em São Paulo (mesmo após o estouro da bolha imobiliaria). Que tal comparar com o metro de Santiago do Chile? E o preço das passagens? A arrecadação bruta passa de 2 bilhões por ano. A despesa de custeio é tão pesada assim?

 

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