Aluna é vítima de assédio em massa
Ela foi acuada em universidade em São Paulo por um grupo de estudantes por causa do vestido que usava
Ana Bizzotto – O Estado SP

Uma estudante do 1º ano de Turismo do período noturno do câmpus ABC da Universidade Bandeirantes de São Paulo (Uniban), em São Bernardo do Campo, foi xingada e acuada por um grupo expressivo de estudantes no prédio onde estuda por causa do comprimento do vestido que usava. O fato ocorreu no dia 22 e ganhou repercussão nesta semana pelo YouTube, onde foram publicados vídeos que registraram o episódio. O conteúdo foi retirado a pedido da universidade.
Segundo as cenas e os depoimentos de presentes, o tumulto começou quando a aluna subia por uma rampa até o terceiro andar e os alunos começaram a gritar. Ela ficou trancada em uma sala e, com a ajuda de um professor e colegas, chamou a polícia, que a escoltou até a saída da universidade. A estudante, de 20 anos, pediu para que seu nome não fosse divulgado.
“Costumo usar vestidos curtos e calças apertadas, assim como outras meninas. Naquele dia, tinha pegado ônibus, andado na rua e ninguém disse nada”, contou a estudante. “Eles estavam possuídos, fiquei com muito medo”, relatou.
A Uniban, em nota, disse que instaurou sindicância. “Alunos, professores, seguranças e também a aluna estão sendo ouvidos individualmente”, informou. A universidade “pretende aplicar medidas disciplinares aos causadores do tumulto, conforme o regimento interno”.
O comandante da 2ª Companhia do 6º Batalhão da PM, capitão Cotta, informou que a polícia foi chamada porque a estudante “estava sendo impedida de sair da sala”. Quando os policiais chegaram, a aluna já estava com um jaleco branco que tampava a roupa que usava. “Ela não quis registrar boletim de ocorrência nem ir à delegacia, só queria ser acompanhada até sua casa. A Uniban também não solicitou ocorrência.”
“Ela veio com um vestidinho rosa da pesada, daqueles que se usa com calça legging, só que sem a calça”, disse o estudante de Matemática Pedro Adair, de 23 anos. “Os três andares da faculdade subiram atrás dela. O pessoal parecia estar no tempo das cavernas, só faltou arrastá-la pelos cabelos”, completou Pedro, que considera que o episódio foi uma “brincadeira que passou dos limites”.
Uma estudante de Pedagogia que se identificou como Simone estava no prédio na hora. “Eles ficaram gritando “puta” para ela. Fui lá ver também e até tomei spray de pimenta que a polícia jogou”, contou.
VIOLÊNCIA DE GÊNERO
Especialistas ouvidos pela reportagem disseram que, se tivesse ficado nua, a estudante poderia ter cometido crime de atentado ao pudor. “Mas nada justifica a reação exagerada. Isso retrata violência de gênero, culpar a mulher pela agressão”, afirma a coordenadora executiva da ONG Rede Mulher de Educação, Vera Vieira.
De acordo com Charles Martins, assessor de educação da ONG Plan Brasil, que estuda a violência nas escolas do país, “ainda que a estudante tenha quebrado padrões de conduta, não pode ser aceitável a agressão como resposta”.
O episódio motivou a criação de fóruns na internet. Entre comentários, pessoas dizem que a aluna foi vítima de intolerância.
Alunos relataram ainda que no início do ano uma outra confusão aconteceu no mesmo câmpus. Uma aluna teria sido agredida por não ter aceitado participar de um protesto contra a mudança nas avaliação da universidade.
”Linchamento” da estudante reflete problemas sociais
Fernanda Aranda – O Estado SP
O “linchamento moral” sofrido pela estudante da Uniban reflete dois problemas sociais, avaliam especialistas. O primeiro é o machismo que justifica a agressão contra a mulher por uma suposta falha. O outro é a invasão da violência nas instituições de ensino.
“O episódio pode mostrar a bagagem que estes alunos trazem da fase escolar”, acredita Charles Martins, assessor de educação da Plan, entidade internacional que trabalha contra violência nas escolas. “Toda forma de violência tem histórico e o nosso mostra que a quebra de valores começa na escola.”
A coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec), Eloísa de Lasis, também afirma que o caso da Uniban não pode ser encarado de forma isolada. “Enxergar e debater o ocorrido como um sintoma social pode nos ajudar a entender como um espaço de ensino se torna um espaço de violência”, conclui.
”Fiquei muito assustada, chorei, entrei em desespero”
Entrevista – Estudante, de 20 anos, do 1.º ano do curso de Turismo da Uniban
Afra Balazina – O Estado SP
O que aconteceu?
Eu estava com um vestido curto, que já havia usado outras vezes na aula. Sempre recebi elogios, nunca nada ofensivo. Quando estava na rampa e vi o pessoal assobiando e elogiando, fiquei com vergonha. Depois, quando fui ao banheiro, começou o tumulto. Cada vez chegava mais gente. Ameaçaram invadir a sala, chutaram a porta, quebraram a maçaneta. Tentaram passar a mão em mim, tiraram fotos e ficaram gritando que iam me pegar.
Como você se sentiu?
Fiquei muito assustada, chorei, entrei em desespero. Eles estavam possuídos. Fui ofendida por gente que nem me conhece e por meninas que moram perto de mim.
O que você pretende fazer agora?
Não estou indo à aula por medo, mas quero voltar – e de cabeça erguida. Quero ouvir o que a faculdade tem a dizer, porque eles não pensaram em nos proteger. Dependendo do que eles disserem, eu vou processá-los, sim.
Tags: assédio sexual, género, machismo, Mulher, sexismo, Uniban, violência3 COMENTÁRIOS PARA "Aluna é vítima de assédio em massa":
VEJA O QUE POLITICA INJUSTA E MAIS JUSTIÇA INJUSTA
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priscila 29 de Outubro de 2009
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Olá a todos,meu nome é Priscila do Nascimento,tenho 39 anos mãe de 3 filhos,resido atualmente em Jundiaí -SP,mas cresci em Itupeva ,e desde meus 7 anos que acompanho a vida pública de alguns Políticos,e em especial a do ex Governador Orestes Quércia.Bem minha mãe se filiou ao PMDB em Itupeva e se elegeu vereadora,depois foi trabalhar com a doutora Alda Marco Antonio na secretária do Menor na gestão do ex Governador.Passei a acompanhar mais ainda seu trabalho e assim também admira la.Minha admiração era tanta por ambos que toda vez que ouvia els fazerem seus discursos eu me emocionava,era como ídolos de lisura e caráter,cheguei até a mandar algumas carta ao ex governador pela doutora Alda,pois minha mãe tinha muito contato frequente com ela ,já que ambas eram sócias de um empreendimento aqui em Itupeva.
MAS EM 2003 durante quando meu filho de 6 anos foi assediado por uma professora e eu tentei provar que estava certa e de era tudo mentira os documentos e acusações que proferiram nos autos dos processos pelos conselheiros tutelares e pela própria vara da Infância da comarca de Jundiaí ,essa mesma Vara que está chamando de LATA DE LIXO DO ESTADO O CADEIÃO DE JUNDIAÍ E ASSIM MANCHANDO A IMAGEM DO GOVERNADOR HOJE PRÓXIMO AS ELEIÇÕES,eu não consegui devido o corporativismo entre os magistrados e demais autoridades.
E pior quando em 2004 eu tentei pedir ajuda para minha mãe para pedir ajuda para a doutora Alda que havia sido secretária do menor e conhecer bem essa area,foi daí que percebi que os interesses políticos não são de fundo verdadeiro,ou seja ninguém entra para vida pública para ajudar de fato os mais necessitados mas sim para auto se beneficiarem,principalmente partindo do pré suposto se a denuncia envolverem autoridades Públicas que possam lhe servir no futuro.
Tanto é que minha mãe me virou as costas por estar em campanha eleitoral e para não sujar a imagem de seu candidato do PMDB ,esse que a doutora apoiava mas que minha mãe sempre fez oposição ferrenha e assim permitiu que seu neto de 6 anos fosse prejudicado e sua filha fosse PRESA em uma audiência forjada e arranjada ,minha sorte que eu gravei a mesma se não estaria presa injustamente.
MAS PARA MINHA MÃE VALEU A PENA ELA CONSEGUIU UM EMPREGO PARA MINHA MÃE PELA 2ª VEZ NA PREFEITURA A PEDIDO DA ALDA AO PREFEITO,ESSE QUE MINHA MÃE ERA OPOSIÇÃO,DA MESMA FORMA QUE MINHA MÃE E IRMÃ ERAM FUNCIONÁRIAS FANTASMAS NA ÉPOCA DO BANESER .APARECIAM POR LÁ DE FEZ ENQUANTO ,MINHA IRMÃ PRECISAVA GANHAR BEM PARA PAGAR A FACULDADE E MELHOR NÃO PRECISAR IR TODOS OS DIAS.
E EU QUE RALEI NO CONCURSO DAQUI DE JUNDIAI FUI PERSEGUIDA E PREJUDICADA MAIS UMA VEZ POR QUESTÕES POLÍTICAS E PROFISSIONAIS,RALEI E PASSEI,MAS MAIS UMA VEZ MINHA MÃE E A DOUTORA ALDA ME DERAM AS COSTAS.
HOJE SEI BEM COMO FUNCIONA A POILITICA PODRE E SUJA DE NOSSO PAÍS,SE MINHA MÃE FOI CAPAZ DE PERMITIR TODAS ESSAS INJUSTIÇAS COMIGO,EM TROCA DE MIGALHAS A BASE DE SUJEIRA ,QUE ESTRANHO IRIA ME AJUDAR EM ALGO LICITO?:!
SINTO MUITO POR TER ME DESILUDIDO E POR SER SINCERA,MAS TIA ALDA E TITIO QUEQUE ,ERA ASSIM QUE EU OS CHAMAVA,MAS HOJE ME DOI PRINCIPALMENTE A DOUTORA ALDA.ABRAÇOS E QUE DEUS SAIBA O QUE PERMITE AOS HOMENS EM SEU LIVRE ARBÍTRIO.
Todo mundo sabe o nível de ensino oferecido pela Uniban e similares, todo mundo sabe que para se matricular nessas universidades(sic) basta deixar o RG cair na calçada da faculdade sem querer. Nada contra a democratização do ensino, mas essa banalização precisa ser vigiada, e a educação básica mais bem cuidada.
A garota se porta como se fosse a Rita Cadillac indo fazer um show na cadeia, e os alunos se dividem, metade age como se estivesse de fato recebendo uma visita especial na penitenciária, outra metade com tocha e garfo na mão, prontos para a caça as bruxas.
Lamentável.
BEM EM 2003 TAMBÉM FUI VITIMA EM MINHA CIDADE SO QUE AO DEFENDER MEU FILHO DE 6 ANOS QUANDO SOFREU ASSÉDIO MORAL POR PARTE DE UMA PROFESSORA,E O PIOR QUE TAIS AGRESSÕES PARTIRAM DAS AUTORIDADES PÚBLICAS.COM O INTUITO DE PROTEGEREM A IMAGEM DO PODER PÚBLICO.
AGORA NO CASO EM ESPECÍFICO FICA CLARO QUE VIVEMOS EM UMA ERA DE FALSO MORALISMO ,INVERSÃO DE VALORES,A PRÓPRIA MÍDIA VENDE MULHERES COMO OBJETO DE CONSUMO,PROPAGANDAS ONDE AS MULHERES SEMPRE ESTÃO SEMI DESNUDAS ASOCIADAS AO PRAZER QUE O PRODUTO PODE OFERECER COM O QUE OS HOMENS TEM COM UMA MULHER,COMO SE FOSSEM OBJETOS.CRIARAM UM ESTEREÓTIPO A SER ACEITO,MAS SÓ SE É ACEITO SE FOR UMA DAQUELAS QUE PERTENCEM AO CICLO DE PERSONALIDADES,ESSAS PODEM ATÉ ANDAR PELADA,BASTA VER AS ROUPAS QUE A SABRINA SATO VAI NÃO A FACULDADE MAS PIOR A UMA ORGÃO PÚBLICO QUE É O SENADO,O PLANALTO,E PIOR FAZ UMA BRINCADEIRAS QUE AO MEU VER NÃO APROPRIADAS PARA O RECINTO.OS CIDADÃOS MAL TEM ACESSO LÁ IMAGINE SE ESSA ALUNA CHEGASSE LÁ VESTIDA DESSA FORMA E TIVESSE AS MESMAS LIBERDADE QUE A SABRINA DO PÂNICO NA TV TEM ,SERA QUE NÃO SERIA PRESA POR DESRESPEITO A CASA. COM CERTEZA É FATO LAMENTÁVEL,AS LEIS E REGRAS NESSE PAÍS NÕ SÃO IGUAIS PARA TODOS,E A LEI DO MAIS FORTE.E O SERES HUMANOS SÃO HIPÓCRITAS ,E LEVIANOS AVALIAM UNS AOS OUTROS PELA APARÊNCIA,COMO SE A ÍNDOLE E O CARÁTER FOSSEM DETERMINADOS PELAS VESTES OU CONDIÇÕES SOCIAIS DE UM INDIVIDUO.POR ISSO JESUS NÃO FOI ACEITO E CONTINUA NÃO SENDO.