Porque José Serra continuará calado
FRASE DO DIA
“O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a ideia de transformar empresas em repartições públicas. A governança tem que ser empresarial. Caso contrário, vira divisão entre partidos políticos.”
Fernando Henrique Cardoso

Escolhida a frase do dia pelo Blog de Noblat, ela constitui o paradigma do pensamento de FHC e parece condensar o “programa” gestionario do ideario tucano-liberal.
Podemos contrapor, sem exagero algum.
” O Estado tem que ser competente. Não se pode trazer de volta a idéia de transformar as repartições públicas em empresas privadas. A governança tem que estar a serviço do governo do povo, conforme à democracia, caso contrario vira divisão entre acionistas privados”.
A supor que FHC esteja certo na afirmação fantasiosa que o “lulismo” é a “república dos sindicatos ou do funcionalismo”, ninguém poderá admitir que a “república do opportunity” constitua uma alternativa verdadeiramente democrática.
Trocando em miúdos. Os ataques de FHC e Armínio, saudados como o soar das trompetes da oposição, pelos articulistas que desesperam do silêncio demo-tucano, colocam os holofotes exatamente onde os demo-tucanos gostariam de manter a escuridão: o programa liberal de direita, verdadeira cruzada pela “restauração” do neo-liberalismo que marcou os 8 anos de FHC.
FHC dá razão assim a Lula: a eleição presidencial em 2010 será plebiscitária, o confronto de dois balanços.
Precisamente o debate que os candidatos tucanos gostariam de evitar em público, para poder sonegar a claridade, no momento da escolha dos eleitores.
Por isso José Serra continuará calado.
LF
Tags: 2010, Favre, FHC, José Serra, Lula2 COMENTÁRIOS PARA "Porque José Serra continuará calado":
Mesmo que não concordando com uma linha do mais recente artigo do ex-presidente achei corajosa a postura de FHC de explicitar o que não é fácil esconder, sobre a tônica do pensamento tucano.
A propaganda kassabista pede por uma cidade mais ”justa e igualitária”, os ruralistas do DEM atacam de verdes e Serra faz malabarismo para parecer o pós-lula.
O Brasil precisa de debate aberto sobre os seus rumos e é bom que FHC , que não tem mais pretensões eleitorais próprias, apareça cada vez mais.
Pelo menos em 2006 a imagem príncipe no noticiário fez bem ao discernimento coletivo.
Provavelmente a frase de FHC, como ideário tucano de gestão de empresas públicas e de economia mista, se aplica também à Sabesp, Nossa Caixa e todas sob gestão da dinastia tucana de 14 anos no governo paulista. Não é?!