Serra faz maratona em programas populares de rádio e televisão
Eleições: Nos últimos 40 dias, Serra foi entrevistado por Datena, Sílvio Santos, Ronnie Von e Ratinho
A dupla linguagem de José Serra mais uma vez se manifesta na questão do anuncio da sua candidatura. Cada vez que é questionado pelos jornalistas argumenta que está muito ocupado governando o Estado, mas sua agenda é uma permanente procura de alavancar sua candidatura multiplicando sua presença em rádios, jornais, revistas e programas populares de TV. E pensar que os mesmos acusam Dilma de fazer campanha antecipada, muito cinismo!
Este intenso trabalho de autopromoção, porem, não obtém os resultados que Serra e a oposição desejariam, o tucano continua desabando nas pesquisas. Motivo agravado de preocupação com os resultados do último levantamento da CNT-Sensus. Apesar de estar no ar a campanha partidária do PSDB, de uma intensa campanha publicitária do governo estadual abrangendo desde o teatro até o metrô, combinada com a da própria prefeitura, e da presença semanal de Serra em 200 estações de rádio e a maratona de programas de TV com aplausos encomendados, Serra continua caindo. LF
Gilberto Marques/Divulgação – 14/11/2009

Serra explica a Ratinho o que é governar: “A gente tem que ir pegando as coisas que deram certo e ir inovando”
Cristiane Agostine, de Brasília – VALOR
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), investe na participação em programas populares de televisão neste momento de sua campanha como pré-candidato a presidente pelo PSDB. Serra pretende deixar para o próximo ano o lançamento oficial de sua eventual candidatura à Presidência, apesar da pressão de dirigentes do PSDB, DEM e PPS para antecipar a decisão. Mas não está parado. Em entrevista ao vivo ao programa do Ratinho, do SBT, na terça-feira, Serra defendeu um dos programas mais conhecidos do governo federal. “Não vou tirar o Bolsa Família. De jeito nenhum. Vou mantê-lo e reforçá-lo”, declarou o governador paulista e pré-candidato do PSDB à Presidência, “Nós vamos vincular com o emprego. Nós vamos reforçar o Bolsa Família”, disse.
Na sequência, continuou: “O Lula pegou os programas que já existiam, o Bolsa Escola, o Bolsa Alimentação – que eu criei quando era ministro da Saúde – o Vale Gás etc. Juntou no Bolsa Família. Expandiu. Fez bem, correto. Ele pegou o negócio, melhorou. É o que eu vou fazer. Se eu for presidente, eu pego isso e melhoro. Solidifico.” Serra explicou, de forma didática, ao apresentador Ratinho, como é governar : “A gente tem que ir pegando as coisas que deram certo e ir inovando. O que está errado a gente vai refazendo.”
As declarações, ao vivo, ocuparam quase 15 minutos do programa popular que foi ao ar na terça-feira. O provável candidato do PSDB à Presidência apresentou também propostas que poderão compor um eventual programa de governo: a ampliação de mutirões de saúde, a construção de ambulatórios de especialidades médicas e a expansão do metrô em cidades com mais de 500 mil habitantes. Serra colocou em xeque a continuidade do projeto do trem-bala, que ligará Rio de Janeiro e São Paulo. “Acho um projeto ainda verde. Não está maduro. Pelos preços levantados até agora será uma fortuna, algo superior a R$ 40 bilhões, que poderiam ser investidos na Transnordestina, na Norte-Sul, no metrô do Rio, de Belo Horizonte, de São Paulo”, comentou.
Questionado por Ratinho se é candidato a presidente, Serra respondeu: “Eu posso vir a ser”, disse, depois de sorrir com a pergunta. O governador de São Paulo citou ao apresentador sua agenda do dia anterior: lançamento de obra de expansão do metrô até Cidade Tiradentes, na periferia da capital paulista, aula inaugural em um curso técnico de enfermagem e participação em um evento de ampliação de escolas técnicas. “Tudo isso faço como governador. Não vou parar de fazer isso para lançar a campanha, tão antecipadamente”, disse. O comentário gerou uma salva de palmas da plateia. “No ano que vem, quando faltarem seis meses para a eleição, a gente vai ver.” O programa de Ratinho é assistido, em média, por 330 mil telespectadores, segundo a assessoria do SBT.
Antes da entrevista com Ratinho, o governador havia concedido uma longa entrevista para a rádio Jovem Pan no mesmo dia. Só nos últimos 40 dias, Serra participou de uma série de entrevistas em programas populares, como o do apresentador Datena, da TV Bandeirantes, de Silvio Santos, do SBT, de Ronnie Von, da TV Gazeta, e do programa Manhã Maior, da Rede TV. Um dos temas mais recorrentes abordados por Serra é a atuação do governo paulista na área de transportes, onde estão as principais vitrines do tucano: a expansão do metrô e o Rodoanel.
No programa da Rede TV, que foi ao ar na semana passada, Serra destacou o Rodoanel. Em nenhum momento foi constrangido por perguntas sobre o desabamento, uma semana antes, de parte da obra do Rodoanel, que feriu três pessoas. Na entrevista, falou longamente sobre seu gosto por rock, pelos Beatles e seu vício pelo Twitter, uma espécie de microblog.
O próprio governador divulga sua participação nos programas populares de televisão. No twitter, ele indica esses programas aos seus seguidores, além de artigos que publica em jornais. Da entrevista ao apresentador Ratinho, um dos destaques de Serra foi a declaração de manutenção do Bolsa Família, sua possível cadndiatura à Presidência e sua atuação no governo paulista. Mais de 143 mil pessoas seguem o Twitter de Serra.
Serra investe também na divulgação de ideias que se contrapõem ao governo federal em um blog, cujo endereço eletrônico está em sua página no Twitter. No blog, o tucano divulgou um artigo em que critica a recepção do presidente Lula ao presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad. O governador paulista defendeu uma posição diferente em relação à política externa do governo e disse que é “desconfortável recebermos no Brasil o chefe de um regime ditatorial e repressivo”. O artigo foi publicado nesta semana no jornal “Folha de S.Paulo”.
Sob pressão de aliados, Serra reforça maratona midiática
Tucano grava participação de mais de uma hora em programa da Rede TV!
Julia Duailibi – O Estado SP

Um dia após ter participado de vários programas populares no rádio e na TV, o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), engrossou a maratona midiática e concedeu entrevista de mais de uma hora no programa Super Pop, da apresentadora Luciana Gimenez, na Rede TV!. Serra falou sobre suas principais iniciativas no governo do Estado e chegou a firmar compromisso, caso “um dia” seja eleito presidente.
Poupado de questionamentos políticos por Luciana, coube a um dos convidados do programa pôr Serra diante da questão eleitoral. O convidado – um cadeirante – perguntou se ele criaria um ministério para cuidar dos portadores de deficiências, caso fosse eleito presidente.
“Já vão falar que estou com plataforma de candidato”, disse o governador, para concluir: “Se um dia depender de mim, eu farei. Você não tenha dúvida. Aliás eu fiz na prefeitura e no Estado. Disse antes e fiz.”
COBRANÇA
A maior exposição do governador nos últimos dias foi interpretada por aliados como uma resposta sutil aos pedidos para que assuma logo sua candidatura. Principal nome da oposição para disputar a Presidência, Serra é contrário à antecipação do debate. Ele vem sendo cobrado em seu partido e principalmente por aliados, como o DEM, para que coloque sua candidatura na rua. Nesta semana, pesquisa CNT/Sensus, que mostra diminuição da vantagem do governador em relação aos adversários, fez com que os aliados voltassem a exigir maior exposição.
Na entrevista de ontem, Serra não falou de política, mas expôs projetos do Estado e discursou sobre sua gestão no Ministério da Saúde (no governo FHC). No programa, estava acompanhado da secretária estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Linamara Battistella.
Antes de gravar o Super Pop, que vai ao ar hoje, Serra esteve pela manhã, ao lado de Luciana Gimenez, no Instituto Lucy Montoro, ligado ao governo do Estado. Visitaram instalações e conversaram com pessoas que passam por reabilitação – um dos temas do programa foi acessibilidade para cadeirantes.
Na terça-feira, ele foi ao Programa do Ratinho, no SBT. Ao apresentador, disse que manteria o Bolsa-Família, caso eleito. Em entrevistas a emissoras de rádio também na terça, afirmou que não pretende acabar com projetos sociais instituídos pelo PT, se os considerar positivos.
Tucano testa discurso no rádio e na TV
ANÁLISE
José Roberto de Toledo * – O Estado SP
Pressionado pelo PSDB e pelo DEM a definir sua candidatura, José Serra intensificou o teste de seu discurso de campanha em entrevistas a programas de TV e rádio nos últimos dias. Para impor sua agenda, ele precisa comparar-se a Dilma Rousseff, não a Lula, convencer o eleitor de que manterá os programas aprovados pela população e tirar o governo Fernando Henrique do debate.
Ao mesmo tempo, os adversários fazem o oposto. O resultado será aferido por pesquisas quantitativas de intenção de voto e entrevistas com grupos de eleitores, as pesquisas qualitativas, encomendadas pelos partidos e comitês de campanha. Antes de avaliar a eficácia do discurso, dificilmente Serra se lançará candidato.
Como o governador testa seu discurso? Como anotou a repórter Julia Duailibi, no Estadão, Serra, sempre que pode, diz que o eleitor deve comparar o currículo dos candidatos. Mesmo sem se referir diretamente a Dilma, ele assim procura mostrar que sua adversária é a ministra, e não Lula. Numa comparação direta, ele levaria vantagem pela experiência e trajetória.
Enquanto governo federal e PT tentam fundir as imagens de Dilma e do presidente, colando-os em todas as oportunidades de aparição pública, o tucano procura agir como solvente. Até agora, a lenta mas constante evolução de Dilma nas pesquisas tem mostrado que essa cola é mais forte do que o discurso de Serra.
O governador precisa afastar os temas que favorecem a candidata da situação. Por ora, a economia é um deles. Serra descarta o crescimento como mote da eleição e volta ao discurso do “candidato mais preparado”, como ele deve aparecer nas pesquisas qualitativas do PSDB. Ainda sobre os temas que lhe são indesejáveis, qualificou a comparação dos governos Lula e FHC como “contrabando” na pesquisa CNT/Sensus.
Esta semana, Serra escolheu dizer à rádio cearense Verdes Mares, para alcançar a população nordestina, que, se eleito, manterá o Bolsa-Família, que tem forte aceitação e influência no Nordeste. Seu discurso é dizer que, como prefeito, manteve os programas sociais petistas em São Paulo e, segundo ele, melhorou-os.
O problema desse discurso é que ele cabe melhor na boca de um candidato da situação. O eleitor pode perguntar: se é para manter, por que mudar?
A grande lacuna é uma agenda própria que cative o eleitorado. Falta uma bandeira que mobilize os eleitores e paute os debates. Sem ela, a tendência, diante do grau de aprovação de Lula, é a campanha virar plebiscito contra ou a favor de seu governo – tudo que a oposição não quer.
* É jornalista especializado em reportagens com uso de estatísticas e coordenador da Abraji
Tags: 2010, Favre, José Serra, propaganda, PSDB, Tucanos, TV4 COMENTÁRIOS PARA "Serra faz maratona em programas populares de rádio e televisão":
NÃO ATOA O BLOG DO FAVRE ESTA NA ||REDE|BLOGO|||
OLha,o Serra ter que ir no programa dessa Ximenes (nome certo)vulgar é muita necessidade de voto
Tanto Dilma quanto Serra estão desrespeitando a legislãção eleitoral,ao antecipar a campanha, portanto, o cinismo é dos dois lados.
Fui ao cinema no ultimo sabado assistir ao filme 500 Dias com Ela e antes dos trailers duas propagandas do Governo do Estado. O cara tá no maior desespero!!!!