31/07/2010 - 22:00h Boa noite

Trio para Piano, Violino e Violoncelo K502, de Mozart – Primeiro movimento, Allegro

Violino: Anne Sophie Mutter.
Piano: André Previn.
Violoncelo: Daniel Müller-Schott.

31/07/2010 - 20:09h Malicioso

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Les Folles – Bernard Buffet

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Les Folles – Femmes aux chapeaux

Bernard Buffet

31/07/2010 - 19:20h Vissi d’arte


Angela Gheorghiu – “Vissi d’arte” da ópera ‘Tosca’, de Puccini. Regente Antonio Pappano.
(Film realizado por Benoît Jacquot)

31/07/2010 - 18:44h Navegamos

Talvez o corpo abrigasse
as fugas da melodia.


Poemas e Desenhos de Felipe Stefani

O acorde da noite
mais uma vez tombou
sobre meu corpo migrante,
e sendo a música a vastidão no instante,
deixei-me sonhar em volta dela.

Ela que me tocou na noite,
na correnteza de músicas estranhas,
como mar revolto entre as sombras dos naufrágios.

E navegamos,
sacrificando o mar, multiplicando as margens,
a infinita música dos presságios,
exilados nessa travessia,
onde somente as estrelas morrem por nós.

Eu vi o escasso tempo de malabarismos juvenis
A estalar a seiva acidentada da tarde,
A aurora pura entrelaçada ao meu próprio sono
Nos instantes precários de um segredo vago.

Na oblíqua solidez dos corpos
Abre-se a rosa inicial sem nome, turva e casta,
Impura como a brisa imaculada dos sonhos, da voz,
Em uma espécie de chamado.

Eu vi o estrondo de uma gloriosa infância,
A alegria que em mim eram crianças cintilantes,
Na tarde volúvel, onde o mar, em silêncio maior,
Faz dos corpos uma presença errante.

Devo amar calado o triunfo crepuscular da juventude,
Seus beijos ao mar e sua oferenda de mistérios,
Na rosa oblíqua de um chamado puro,
Na vastidão precária dos instantes.

Eu vi tudo isso e amei, sendo eu mesmo uma oferenda eclusa
Aos mistérios juvenis, que desafiam os segredos do mar.

31/07/2010 - 17:54h Procurando o caminho

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The missing man – Jack Vettriano

31/07/2010 - 12:58h Viver de sonhos e revoluções

Um dos principais convidados da Festa Literária Internacional de Paraty, o historiador americano Robert Darnton defende a criação de bibliotecas públicas com obras digitais com acesso liberado


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Ubiratan Brasil – O Estado de S.Paulo

O pesquisador americano Robert Darnton terá jornada dupla na Festa Literária Internacional de Paraty, que começa na quarta-feira: ele participará de duas mesas que tratam do futuro do livro. Não se trata de um exagero – diretor da biblioteca de Harvard, Darnton é autor de A Questão dos Livros (Companhia das Letras), “uma apologia descarada da palavra impressa e seu passado”, como escreve na introdução. Ou seja, busca conciliar a obra tradicional, em papel, com as novidades digitais. Mais que isso, defende a criação de uma biblioteca nacional de e-books, com acesso livre. Utópico? Pode ser, mas não o suficiente para frear esse colecionador de livros proibidos da França pré-revolucionária, que falou com o Sabático por telefone.

É possível comparar a revolução dos livros digitais com a de Gutenberg e a criação da imprensa?

Acredito que revoluções são coisas do passado. Podemos fazer uma lista de tudo o que é considerado revolucionário, desde novas formas de se vestir até táticas defensivas no futebol. Por isso que só uso essa palavra para algo realmente grandioso, como é o caso do livro digital, tão fabuloso como a revolução provocada por Gutenberg. Posso estar errado pois é preciso uma distância temporal muito grande para se avaliar devidamente o valor de uma transformação, mas, como vivemos, nos últimos 15 anos, mudanças decisivas na forma de comunicação que atingem nossa vida diária, o risco é seguro. Por outro lado, há quem não defenda como revolucionária a criação de Gutenberg: para alguns pesquisadores, como o francês Lucien Lefevre, a prensa retardou mudanças especialmente no tocante aos manuscritos que, ao serem adaptados ao formato de livro, perdiam muitas qualidades. Assim, segundo Lefevre, tal malefício não pode ser considerado revolucionário.

Mas o senhor concorda?

Não, acredito que Lefevre agiu como um provocador. Basta observar a evolução do papel, que atingiu níveis elevados um século antes de Gutenberg e que é mais importante que a própria invenção da prensa. Ou seja, é um assunto complicado. De uma maneira geral, acredito que a invenção da prensa trouxe mudanças menos dramáticas do que se imagina, mas, por outro lado, essas alterações são mais profundas do que se acredita.

Podemos concluir que o livro tradicional pode conviver com a versão digital, ao menos durante um tempo?

Sim, exatamente, esse é um dos principais argumentos do meu livro. Acredito que as pessoas ainda não entenderam quais são as mudanças provocadas por essa revolução. Comenta-se muito que vivemos na era da digitalização – é verdade, mas isso não significa obrigatoriamente a morte do livro tradicional. Ao contrário: ele se torna mais importante a cada ano. Basta conferir a quantidade de obras impressas que, a cada ano, ultrapassa a do anterior. Aproximadamente 1 milhão de livros a mais são impressos em todo o mundo em um ano, uma loucura.

Qual é o principal problema provocado pela migração de uma obra tradicional, em papel, para a versão digital?

Creio que você se refere à preservação dos textos digitais, um problema que preocupa a grande maioria dos bibliotecários de todo o mundo. Talvez seja esse nosso maior desafio – evitar o desaparecimento de textos extremamente frágeis. Por outro lado, o material impresso em papel resiste por décadas, especialmente o branco, utilizado a partir do século 19. Tal persistência não é ainda garantida no digital que, por conta da evolução tecnológica, tem diversos arquivos obsoletos, como aqueles guardados em disquetes, por exemplo. E um último problema está na dificuldade de muitas pessoas em coletar textos no ciberespaço, pois é preciso ter muitos detalhes desse arquivo para então encontrá-lo. Para piorar, as formas de descrição mudam com o passar dos anos, o que torna inviável hoje um caminho que antes era aconselhável. Assim, se você não dominar o método apropriado, provavelmente seu texto será perdido para sempre. Bem, colocando todos esses empecilhos em uma cesta, você estará criando uma colossal dor de cabeça, especialmente para alguém responsável por uma grande biblioteca como é meu caso, em Harvard. Para evitar isso, investimos pesadas somas de dinheiro para manter nosso arquivo digital, migrando de um sistema para outro quando surge uma nova tecnologia, ou ainda buscando lugares seguros, à prova de terremotos por exemplo, a fim de mantê-lo atualizado ou, melhor dizendo, vivo.

E quais mudanças o senhor observa em nossa noção de narrativa?

É uma boa questão. Para ser totalmente honesto, eu não sei. Mas suspeito que estamos mudando nossa forma de ler. Atualmente, os mais jovens criaram o hábito de ler pequenos blocos de texto e em grande velocidade, seja em Twitter, blogs, ou ainda na troca de mensagens recebidas em celulares e portáteis. Assim, a leitura de um livro tornou-se um ato pouco usual. Por conta disso, é possível acreditar que logo os livros serão adaptados a esse tipo de escrita, ou seja, uma prosa breve, segmentada. Isso vai influenciar decisivamente a forma de se apresentar personagens, descrever cenários, criar atmosferas, utilizar recursos narrativos. Tudo ficará achatado. É uma possibilidade. Ou ainda poderá existir um tipo de escritor que utilize a estratégia típica de um blog, por exemplo, para construir seu romance e assim capturar a atenção do leitor jovem. O fascinante é que a narrativa vai persistir, como vem acontecendo há séculos, período em que passou (e continuará passando) por transformações. Acredito que isso ocorrerá com facilidade no Brasil, por ser seu país muito aberto a novidades tecnológicas. E, como dispõem de grandes escritores, quem sabe se vocês, brasileiros, não acabarão ensinando o resto do mundo sobre novas formas narrativas?

O senhor acredita que, com a escrita digital, surgirão escritores clássicos do naipe de Dickens ou Capote?

Grandes escritores surgem independentemente da forma como é produzido seu texto, seja escrevendo com uma pena ou em um computador. O bom autor se molda com trabalho incessante e determinação, de intensa escrita e reescrita, além de uma boa dose de talento. A escrita digital, por sua praticidade, não confere naturalmente seriedade ao texto de seja qual for o autor. Mas é justamente essa praticidade que deverá modificar, no meu entender, a formação do escritor do futuro, que certamente será diferente do passado. Muitas novas ferramentas estão à disposição, o ato de escrever parece mais cômodo mas, volto a insistir, a determinação exigida há cem anos continuará necessária nos próximos cem.

Por que o senhor defende a criação de uma biblioteca de obras digitais?

É uma causa que tem tomado muito do meu tempo atualmente. Tudo começou quando o site de buscas Google decidiu digitalizar milhões de livros e torná-los públicos. Inicialmente, aprovei a ideia e a biblioteca de Harvard foi uma das cinco primeiras a liberar seu acervo. Mas o perigo do monopólio e da comercialização me fizeram repensar o caso e até a escrever um artigo a respeito. Como despertou uma série de protestos, o acordo acabou na Justiça por conta do risco de infringir as leis antitruste dos Estados Unidos. Admiro o trabalho dos diretores do Google, que prometem cobrar um preço moderado pelo acesso das bibliotecas ao seu banco de dados, mas quem estiver no comando daqui a dez anos vai manter a mesma posição? A ação é civil, não criminal, e vem sendo julgada em Nova York. Como deve se estender por um tempo, gostaria de aproveitar para incentivar a criação de uma biblioteca nacional de obras digitais, que ofereceria um acesso muito mais democrático, gratuito. O financiamento pode vir de fundações e o trabalho seria feito por pesquisadores de bibliotecas. Espero que outros países, como o Brasil, façam o mesmo, a fim de termos uma biblioteca mundial. Sei que é utópico, mas não podemos viver sem sonhos.

31/07/2010 - 11:15h A forra dos eunucos

Prosa de Sábado

Sergio Augusto – O Estado de S.Paulo

Na condição de jurado no recente Festival de Paulínia não podia falar dos filmes em competição, mas de cinema em geral, tudo bem; e foi por essa brecha que dois jornalistas de Campinas me pegaram para um tête-à-tête. Às horas tantas, a indefectível pergunta sobre o papel da crítica. Já era tempo de eu ter uma resposta engatilhada, tantas vezes me perguntaram sobre isso; mas, como nas outras vezes, só tirei banalidades do colete.

O assunto é espinhoso e de difícil cultivo no baldio de uma entrevista, vocacionalmente superficial. Fixei-me em duas certezas: 1) a crítica é um mal necessário; 2) ajudou à beça o cinema brasileiro. Toda vez que alguém reclama de uma suposta má vontade da crítica com o cinema brasileiro, tenho ganas de enfiá-lo numa máquina do tempo e despachá-lo para as décadas de 1940 e 1950. Naquele tempo, sim, nossos filmes e seus realizadores sofriam o diabo na mão dos críticos e jornalistas em geral.

Moniz Vianna, mestre da minha geração, tratava as chanchadas a chibatadas e chegou a recomendar a dois de seus mais prolíficos expoentes, Lulu de Barros e José Carlos Burle, que mudassem de profissão: para, respectivamente, pintor de parede (ou taqueiro) e acrobata. Anos depois, apelidou os gêmeos Renato e Geraldo Santos Pereira, ambos diretores, de irmãos Santos Besteira e irmãos Brothers.

Quem se habilita a compilar essas e outras espirituosas espinafrações? Afinal, elas também fazem parte do folclore do cinema brasileiro e tornaram-se inofensivas com o passar do tempo. Talvez apenas Paulo César Saraceni não tenha esquecido do apelido que o crítico Ely Azeredo deu a seu filme Porto das Caixas: “Aborto das Caixas”. Outro clássico: o fulminante comentário de quatro palavras que Jaguar fez, no Pasquim, ao filme A Batalha dos Guararapes, de Paulo Thiago: “Desta vez o Brasil perdeu.”

O crítico pode ser comparado a um eunuco no harém, mas quando o sultão broxa, ele vai à forra e se diverte.

Se uma crítica sóbria mas implacável é capaz de azedar uma amizade, outra, temperada de ironia ou galhofa, pode causar estragos maiores. As pedras reconhecem o valor de uma boutade; as vidraças, não.

Segundo Millôr, os humoristas não atiram para matar. Os críticos tampouco, a despeito do que falam da morte do poeta irlandês Yeats, suposta vítima de uma crítica arrasadora (e, se comprovada a suspeita, letal) publicada na Quarterly Review. Não saberia citar o nome de um crítico que tenha atacado um criador com outra arma que não aquelas sacadas do dicionário. A recíproca não é verdadeira. Vá a um centro espírita e pergunte ao Paulo Francis.

Não era por ser truculento ou maluco, mas apenas dadaísta, que o francês Jacques Vaché tinha o hábito de subir ao palco com um revólver na mão, para ameaçar com um tiro quem aplaudisse a peça que ele estava achando uma porcaria. Ficou sempre na ameaça. Já Saint-Beuve, o grande crítico francês do século 19, chegou a ser desafiado para um duelo; mas quando a furibunda vítima de seus comentários permitiu que ele escolhesse a arma de combate, Saint-Beuve sacou rápido: “Ortografia!”, e proclamou-se vencedor. Dispunha da melhor das munições, o humor.

Nenhum artista é imune à crítica e só espíritos superiores a tiram de letra por sabê-la circunstancial, passageira, e muitas vezes inócua. Consolem-se: até Shakespeare enfrentou resistências às suas peças, desapreciadas por Samuel Pepys, Alexander Pope, Lorde Byron e Voltaire. Machado de Assis foi pichado por Silvio Romero. Walt Whitman levou cascudos de Algernon Swinburne, o Saint-Beuve inglês. Mark Twain achava Poe e Jane Austen ilegíveis. Virginia Woolf disse as piores de Joyce. Henry James cansou de ser espinafrado por H.G. Wells e Oscar Wilde. “A primeira regra para um jovem autor”, aconselhou Wilde, “é não escrever como Henry James. A segunda e a terceira, também”.

Ao contrário do que muitos pensam, a posteridade não é bônus exclusivo das obras criticadas. Ninguém mais se recorda de um espetáculo teatral intitulado Wham! Nem os ratos da Broadway se lembram dele. Mas um bocado de gente sabe de cor a crítica que Wolcott Gibbs escreveu sobre Wham!, na revista The New Yorker: “Ouch!” Só isso. Interjeição com interjeição se paga.

Se Gibbs produziu a diatribe mais concisa de todos os tempos, a mais mordaz talvez tenha sido um privilégio de seu colega de ofício, George Jean Nathan. Famoso, acima de tudo, por uma tirada que Paulo Francis adotou como mantra (”Bebo para tornar as outras pessoas interessantes”), Nathan fazia picadinho dos fiascos teatrais nos anos 1930 e 1940 sem jamais perder a graça. Sua crítica a uma comédia idiota, intitulada Smile! Smile! Smile!, instantaneamente condenada ao ostracismo, não continha mais do que três palavras: “I didn”t! I didn”t! I didn”t!” Nathan não riu, mas seus leitores se esbaldaram.

Ao vivo, Nathan, o modelo de Addison De Witt, o personagem de George Sanders em A Malvada, também era um azougue. Na estreia no palco de White Cargo, aborreceu-se de tal modo com a vulgaridade e o inglês estropiado da protagonista, uma nativa chamada Tondelayo, que na cena em que ela se recusava a fugir de sua aldeia no Congo, aos gritos de “Me Tondelayo, me stay!”, levantou-se na plateia, berrou “Me George Jean Nathan, me go!”, e foi-se embora. Um espetáculo à parte.

Ok, Gibbs e Nathan não sabiam dirigir o carro, mas conheciam o caminho. E sabiam sacar quem era ruim de volante.

31/07/2010 - 10:14h Por que interromper já a elevação dos juros

ANTÔNIO CORRÊA DE LACERDA – O Estado de S.Paulo

“Quando a realidade econômica muda, minha convicção acadêmica também muda.” (John M. Keynes, 1883-1946)

A frase acima foi proferida por Keynes, considerado o mais brilhante economista do século 20, quando um interlocutor lhe questionou por que havia mudado de opinião a respeito de uma avaliação da economia e das medidas a serem adotadas. De fato, ao contrário das outras ciências nas quais fenômenos repetidos levam a uma mesma resposta, a Economia tem no seu bojo um grande grau de incerteza. Mesmo porque a realidade depende das reações das pessoas.

O episódio descrito ilustra o momento da economia brasileira. Na quinta-feira o Comitê de Política Monetária (Copom) divulgou a ata da reunião realizada na semana passada, em que decidiu por um aumento de 0,5 ponto porcentual (p.p.), elevando a Selic, a taxa básica de juros, para 10,75% ao ano.

Muitos questionaram a decisão e a divulgação da ata alimentou a discussão, visto que a maioria dos agentes do mercado financeiro esperava uma elevação de 0,75 p.p. Mais ainda, questionou-se a avaliação da situação da economia brasileira expressa na ata, que aponta menores riscos de um excesso de aquecimento da economia e menores riscos de aumento da inflação.

Menos mal que o Copom tenha mudado de opinião. Na verdade, para quem acompanha, como eu, por dever de ofício, o desenvolvimento da economia real não houve surpresa com o menor aumento, mesmo porque talvez nem fosse necessária elevação nenhuma na taxa de juros.

Como apontei em artigo anterior neste espaço (O mito do superaquecimento, 27/5), quando o Banco Central (BC) iniciou o processo de alta das taxas básicas de juros, o ritmo de crescimento da economia já era bastante inferior ao que apontavam os indicadores passados. O fim dos estímulos de redução de impostos em bens duráveis, assim como uma tendência ao esgotamento da ampliação do endividamento dos consumidores, por si sós já representavam importantes amortecedores do que aparentemente se mostrava como um crescimento muito elevado do consumo.

Vale ainda ressaltar que as comparações com o ano anterior tornavam os dados um tanto ilusórios, apontando um crescimento que, na verdade, decorria muito mais do efeito estatístico devido à base de comparação baixa, fortemente afetada pelos impactos da crise, principalmente no primeiro trimestre de 2009. Isso também apontava para um menor risco de pressão inflacionária de demanda. Houve uma elevação de inflação episódica no início do ano, mas decorrente de preços de alimentos e de serviços. Portanto, nada que exigisse uma elevação dos juros para desestimular a demanda e, com isso, reduzir o ímpeto inflacionário.

Apesar desses aspectos, o BC brasileiro já elevou em 2 p.p. a Selic, de 8,75% para 10,75% ao ano. Ao ampliar a diferença entre as taxas de juros domésticas e as internacionais, isso aumenta o espaço para arbitragem envolvendo a taxa de câmbio, o que traz enormes consequências negativas para a estrutura produtiva e de comércio exterior do País.

Juros mais altos também representam encarecimento expressivo do custo de financiamento da dívida pública. Dois pontos a mais na taxa básica representam um acréscimo de cerca de R$ 20 bilhões ao ano no custo da dívida.

Outro efeito importante que, ao encarecer o crédito e o financiamento, muitas vezes mais do que refrear o consumo, acaba desestimulando o investimento produtivo – mesmo porque se torna muito mais rentável, no curto prazo, aplicar no mercado financeiro do que investir na produção.

Não precisamos de juros ainda mais elevados, e o melhor a fazer seria interromper imediatamente a sua trajetória de elevação. Isso não vai remover os impactos já causados, mas vai evitar o agravamento das distorções decorrentes. Estarmos no topo do ranking dos países que praticam os maiores juros reais do planeta não faz parte de nossas ambições!

ECONOMISTA, É PROFESSOR DOUTOR DO DEPARTAMENTO DE ECONOMIA DA PUC-SP. E-MAIL: ACLACERDA@PUCSP.BR

31/07/2010 - 08:58h A rede tucana e sua mobilização

Panorama político – O GLOBO

O perfil da rede de mobilização do PSDB no Facebook recomenda a visita à página do Movimento Endireita Brasil, que defende “uma nova direita no cenário político brasileiro: liberal, ética e democrática”. O MEB questiona: “Por falar em Collor, há equívocos que se perpetuam na História: será que a geração cara-pintada foi espontânea?”. Um dos comentários exibidos na página do MEB diz: “Chega de terrorismo de esquerda, chega de Dilmas plastificadas e de Lulas autistas! Que saudade dos coronéis Ustra e Ubiratan. Morte ao comunismo e aos que o defendem! Viva a direita! Volta CCC (Comando de Caça aos Comunistas)!”.

31/07/2010 - 08:24h Petista cresce onde tucano faz mais campanha

Análise

José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Apesar de José Serra (PSDB) ter concentrado sua campanha no Nordeste nas últimas semanas, a vantagem de Dilma Rousseff (PT) na região aumentou. Em comparação à pesquisa anterior do Ibope, feita um mês atrás, a diferença pró-petista cresceu de 18 para 24 pontos porcentuais no eleitorado nordestino.

Ao fazer campanha na região, Serra deixa mais claro para o eleitor nordestino que ele é o candidato de oposição ao governo Lula. Por tabela, reforça a imagem de Dilma como a preferida do presidente. Uma hipótese a ser testada é que a campanha nordestina do tucano esteja provocando o efeito oposto ao esperado. É lá que Lula é mais popular. E é lá que Serra tem sua maior rejeição.

A intensidade do resultado de Dilma no Nordeste, onde chegou ao dobro da intenção de voto de Serra, é a principal responsável pela dianteira da petista no total do País. A grande frente aberta pelo tucano no Sul é compensada parcialmente por Dilma com os pontos de frente que abriu no Norte/Centro-Oeste. No Sudeste, onde o tucano tinha uma pequena dianteira, há agora empate técnico.

O resultado desfavorável a Serra no Ibope ocorre depois de o tucano ter intensificado as críticas ao governo Lula. Por influência do seu principal marqueteiro, o tucano passou a atacar pontos específicos da gestão petista, como a política exterior e a relação do PT com movimentos sociais que têm uma imagem negativa na classe média, como o MST.

A vantagem aberta por Dilma no Ibope pode ser apenas mais uma oscilação de uma parte do eleitorado que já foi para lá e para cá muitas vezes ao longo desta campanha. Um novo balanço do pêndulo. Mas há outros sinais negativos para Serra na pesquisa.

O principal deles é que cada vez mais eleitores acham que Dilma será eleita presidente, e cada vez menos apostam no tucano: 47% creem na vitória da petista, contra apenas 32% que jogam suas fichas em Serra. É um porcentual menor do que sua intenção de voto. Os eleitores de Serra estão menos confiantes do que os de Dilma.

É JORNALISTA ESPECIALIZADO EM ESTATÍSTICAS

31/07/2010 - 08:00h Ibope indica Dilma com 39% e Serra com 34% das intenções de voto


Sucessão. Petista, que subiu três pontos porcentuais em relação à pesquisa realizada no fim de junho, alcançou o adversário na região Sudeste e ampliou sua vantagem no Nordeste; em um eventual segundo turno, a ex-ministra venceria por 46% a 40%

Daniel Bramatti – O Estado de S.Paulo

A petista Dilma Rousseff lidera a corrida presidencial com cinco pontos porcentuais de vantagem sobre seu adversário mais próximo, José Serra (PSDB), segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo.

Dilma subiu três pontos porcentuais desde a última pesquisa Ibope, realizada no fim de junho, e tem 39% das intenções de voto. Serra oscilou dois pontos para baixo e aparece com 34%. A candidata do PV, Marina Silva, é a preferida de 7% dos eleitores.

A diferença entre Dilma e a soma dos adversários (41%) é de dois pontos, dentro da margem de erro da pesquisa. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa obter mais votos do que os concorrentes somados.

Em um eventual segundo turno entre PT e PSDB, Dilma venceria por 46% a 40% se eleição fosse hoje.

Mulheres. A vantagem da ex-ministra da Casa Civil chega a oito pontos (27% a 19%) na pesquisa espontânea – modalidade em que os eleitores manifestam suas preferências antes de ler a lista de candidatos.

Dilma tem 11 pontos a mais que Serra no eleitorado masculino (44% a 33%), e empata com o tucano entre as mulheres (35% a 35%). No levantamento anterior, o tucano tinha uma vantagem de sete pontos no eleitorado feminino.

Na divisão geográfica do eleitorado, a petista subiu de 32% para 37% no Sudeste e passou de uma desvantagem de cinco pontos para uma situação de empate técnico. O candidato do PSDB tem 35% no Sudeste, o maior colégio eleitoral do País.

No Nordeste, Dilma tem praticamente o dobro das intenções de voto do adversário (49% a 25%). Em um mês, sua vantagem na região se ampliou de 18 para 24 pontos.

No Norte/Centro-Oeste, houve uma inversão de posições: o tucano liderava por 41% a 33% e agora perde por 40% a 33%.

O Sul foi a única área em que Serra cresceu. Com 46% na região, sua vantagem sobre a adversária passou de 7 para 15 pontos.

Na simulação de segundo turno, o Sul é a única região em que Serra ficaria à frente (50% a 38%) se a votação fosse realizada hoje. Dilma colheria seu melhor resultado no Nordeste (55% a 32%) e ficaria com quatro pontos a mais que o rival no Sudeste e no Centro-Oeste. Com a distância de quatro pontos, os candidatos podem estar empatados no limite da margem de erro – dois pontos a mais em um caso e dois pontos a menos no outro. É um resultado possível, ainda que estatisticamente improvável.

Renda e rejeição. Na divisão do eleitorado por renda, Dilma tem vantagem maior entre os mais pobres. Ela lidera por 38% a 28% entre os eleitores cuja renda familiar é de até um salário mínimo. Na faixa de renda de cinco salários ou mais, a petista aparece com 40% e Serra, com 36%.

O tucano está à frente no quesito rejeição – 24% dos eleitores afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. No caso de Dilma, 19% dão essa resposta.

O Ibope também mediu a expectativa de vitória. Quase metade do eleitorado (47%) acha que a petista será a sucessora do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para 32%, o vencedor será Serra.

Governo. O índice de aprovação ao governo Lula é de 77% – soma do eleitorado que considera a administração boa ou ótima. No Nordeste, 86% dos entrevistados veem o governo como ótimo ou bom.

Já o desempenho pessoal de Lula é aprovado por 85%. A nota média atribuída ao governo, em uma escada de zero a dez, foi de 7,9.

Quase um quarto dos entrevistados disseram ao Ibope que seu poder de compra “melhorou muito” nos últimos dois anos. Outros 43% responderam que “melhorou um pouco”.

Em relação a quanto se paga de imposto no Brasil, 31% afirmaram que a situação piorou muito ou pouco, enquanto 26% disseram que houve melhora.

Em relação à saúde pública, 38% apontaram melhoras nos últimos dois anos. Para 32%, os serviços pioraram.

30/07/2010 - 23:09h Ibope: Dilma tem 39% das intenções de voto contra 34% de Serra e 7% de Marina

O Globo

Montagem de fotos de arquivo de Dilma, Serra e Marina.

RIO – Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira indica que a candidata do PT, Dilma Rousseff, abriu cinco pontos de vantagem à frente de José Serra (PSDB). De acordo com o Ibope, Dilma tem 39% das intenções de voto, e Serra 34%. A candidata do PV, Marina Silva, tem 7%. E os demais candidatos não pontuaram. A pesquisa contou com todos os nove candidatos à Presidência da República. ( Vídeo: Repórter comenta reação dos partidos )

De acordo com o Ibope, o percentual de eleitores que disseram votar em branco ou nulo é de 7%. Já os indecisos somam 12%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Para o segundo turno, Dilma tem 46% e Serra 40%. Bancos e nulos somam 6%. Os indecisos representam 8% dos eleitores.

Serra tem a maior rejeição entre os presidenciáveis, com 24%. E 19% dizem que não votariam na candidata Dilma e 13%, em Marina.

A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número 20809/2010. O instituto entrevistou 2.506 pessoas em 174 municípios, entre os dias 26 e 29 de julho.

Na última pesquisa Datafolha , divulgada no dia 24 de julho, Serra e Dilma estavam empatados tecnicamente. A petista aparecia com 36% das intenções de voto, contra 37% do tucano. Marina Silva tinha 10%. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa Vox Populi , divulgada um dia antes, mostrou Dilma com 8 pontos de vantagem.

30/07/2010 - 22:00h Boa noite


Julia Fischer (violino) e Daniel Muller-Schott (violoncelo) – Handel-Halvorsen, Passacaglia

30/07/2010 - 20:02h Hélio Costa lidera disputa para o governo em MG, aponta Ibope

Candidato do PMDB tem 39% das intenções de voto contra 21% do tucano Antonio Anastasia, segundo pesquisa contratada pelo ‘Estado’ e pela TV Globo

Jair Stangler, do Estadão.com.br

SÃO PAULO - O senador Hélio Costa (PMDB) lidera as intenções de voto para o governo de Minas Gerais, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O ex-ministro das Comunicações tem 39% contra 21% de Antonio Anastasia (PSDB). Vanessa Portugal (PSTU) tem 2%. Os candidatos Edilson Nascimento (PTdoB), Fábio Bezerra(PCB), Pepê (PCO), Professor Luiz Carlos (PSOL) e Zé Fernando Aparecido (PV) têm 1% cada um. Brancos e nulos são 8% e indecisos somam 25%.

Foram realizadas 1806 entrevistas no Estado entre os dias 26 e 29 de julho. A pesquisa está registrada no TRE/MG sob protocolo nº 54379/2010 e no TSE sob protocolo nº 20792/2010.O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

30/07/2010 - 19:58h Ibope aponta vitória de Eduardo Campos no 1º turno em PE

Atual governador registra 60% das intenções de voto, segundo pesquisa contratada pelo ‘estado’ e pela TV Globo; Jarbas Vasconcelos tem 24%

Jair Stangler, do Estadão.com.br

O atual governador de Pernambuco e candidato à reeleição Eduardo Campos (PSB) tem 60% das intenções de voto no Estado e venceria no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O senador Jarbas Vasconcelos (PMDB) está em segundo, com 24% das intenções de voto. Anselmo Campelo (PRTB) e Edilson Silva (PSOL) têm 1% cada e Jair Pedro (PSTU), Roberto Numeriano (PCB) e Sérgio Xavier (PV) não pontuaram. Brancos e nulos são 5% e 8% estão indecisos.

Foram realizadas 1806 entrevistas no Estado entre os dias 26 e 29 de julho. A pesquisa está registrada no TRE/PE sob protocolo nº 34524/2010 e no TSE sob protocolo nº 20803/2010.O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

30/07/2010 - 19:54h Ibope: Com 58%, Cabral seria reeleito no Rio; Gabeira tem 14%

RJTV; O Globo

RIO – O governador do Rio, Sérgio Cabral (PMDB), candidato à reeleição, seria reeleito se as eleições fossem hoje, segundo informações da pesquisa Ibope divulgada na noite desta sexta-feira. Cabral aparece com 58% das intenções de voto, contra 14% do seu principal adversário, Fernando Gabeira (PV).

Ainda de acordo com o levantamento, Eduardo Serra (PCB) tem 2%, e Cyro Garcia (PSTU) e Fernando Peregrino (PR) estão com 1%. Jefferson Moura (PSOL) não pontuou na pesquisa. Os entrevistados que não sabem quem escolher somam 11%, enquanto 12% pretendem votar nulo ou em branco. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

A pesquisa Ibope foi realizada entre os dias 27 e 29 deste mês. Ao todo, foram realizadas 1.204 entrevistas. A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) sob o protocolo nº 62.183/2010; e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo nº 20797/2010.

No último sábado, a pesquisa Datafolha apontou que Sérgio Cabral seria reeleito no primeiro turno. De acordo com a sondagem, Cabral tem 53% das intenções de voto, contra 18% de Fernando Gabeira (PV) – uma diferença de 35 pontos percentuais.

30/07/2010 - 19:37h Marta lidera Ibope para o senado em São Paulo e Alckmin venceria no 1º turno


Segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, petista tem 31%; disputa pelo segundo lugar mostra empate técnico entre quatro candidatos

Jair Stangler, Estadão.com.br

A candidata do PT para o Senado por São Paulo lidera a pesquisa Ibope/Estado/TV Globo, com 31% das intenções de voto. A disputa pelo segundo lugar revela um empate técnico: Orestes Quércia (PMDB) tem 20%, Romeu Tuma (PTB), 19%, Netinho de Paula (PCdoB) tem 18%, e Ciro Moura (PTC), 18%.

Foram ouvidos 1204 eleitores do Estado de São Paulo durante os dias 27 e 29 de julho. A pesquisa está registrada no TRE/SP sob protocolo nº 57764/2010 e no TSE sob protocolo nº 20791/2010.O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Alckmin venceria no 1º turno em São Paulo, aponta Ibope
Pesquisa contratada pelo ‘Estado’ e pela TV Globo mostra tucano com 50% das intenções de voto contra 14% de Mercadante (PT)

Jair Stangler, do Estadão.com.br

O ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), venceria a disputa pelo governo do Estado no primeiro turno, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo. O tucano lidera com 50% das intenções de voto. O candidato do PT, Aloizio Mercadante, aparece com 14% e Celso Russomanno (PP), com 9%.Fabio Feldman (PV), Paulo Búfalo (PSOL) e Paulo Skaf (PSB) têm 1% cada um. Luiz Carlos Prates, o Mancha (PSTU), Igor Grabois (PCB) e Anaí Caproni (PCO) não pontuaram. Brancos e nulos somam 10% e 13% estão indecisos.

Foram ouvidos 1204 eleitores do Estado de São Paulo durante os dias 27 e 29 de julho. A pesquisa está registrada no TRE/SP sob protocolo nº 57764/2010 e no TSE sob protocolo nº 20791/2010.O intervalo de confiança estimado é de 95% e a margem de erro máxima estimada é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.



30/07/2010 - 19:21h Aida


Aida, ópera de Verdi – prelúdio e ária Celeste Aida, cantada por Richard Tucker sob regência de Toscanini (gravação de 1949)

30/07/2010 - 19:00h Feitiço

Há qualquer coisa nas palavras. Em mãos habilidosas, manipuladas com perícia, elas aprisionam-nos. Enrolam-se em volta dos nossos membros como teias de aranha, e quando estamos tão enfeitiçados que não conseguimos mover-nos, perfuram-nos a pele, entram-nos no sangue, entorpecem-nos o pensamento. E uma vez dentro de nós, põem a sua magia a funcionar.

O Décimo Terceiro Conto, de Diane Setterfield

Fonte enfeitiçada

30/07/2010 - 18:24h Carlo Maria Mariani

Pintura é poesia silenciosa, e poesia é pintura que fala.

Simonides


Carlo Maria Mariani – Artodyssey

Mariani is a conceptual painter. His work is a meditation on perfection and harmony – past, present and future. It is not enough for him to present to the world simply a glimpse of his own private vision. Instead, he offers an alternative mode of thought, to be used by all who seek refuge from mass-media induced mediocrity and cynicism…
He uses his dazzling craftsmanship and mythological themes to address the most advanced aesthetic problems of today. His work involves complex issues including reconciliations of past with present, memory with loss, and life with death…In his work, Mariani strives for heightened consciousness, and for a greater understanding of the dimensions, not only of space, but also of time.”

-David Ebony, Art in America

Carlo Maria Mariani was born in Rome and studied in Italy at the Academia di Belle Arti. Mariani is a conceptual artist who uses painting as his medium. His work combines the language of both classical and contemporary imagery to express his personal vision and the hidden anxieties of our time. In 1998 he was awarded the prestigious Feltrinelli prize from the Academia dei Lincel in Rome for lifetime achievement in painting and has represented his native Italy three times in the Venice Biennale. He has exhibited worldwide Documenta, Museum of Modern Art, Los Angeles County Museum, Frye Museum in Seattle, Bologna Museum of Modern Art and his work is held in private and public collections in Europe and the United States, including the Guggenheim Museum in New York. The Earl Mcgrath Gallery is pleased to hold an exhibition of his paintings at our New York location in the spring of 2003. Mariani lives and works in New York City.

30/07/2010 - 17:31h Coloquei no lugar certo, mas não sou mulher

Blog Caravaggio à francesa e outras fantasias

Sobre a Vírgula


Muito legal a campanha dos 100 anos da ABI

(Associação Brasileira de Imprensa).

Vírgula pode ser uma pausa… ou não.
Não, espere.
Não espere.

Ela pode sumir com seu dinheiro.
23,4.
2,34.

Pode criar heróis..
Isso só, ele resolve.
Isso só ele resolve.

Ela pode ser a solução.
Vamos perder, nada foi resolvido.
Vamos perder nada, foi resolvido.

A vírgula muda uma opinião.
Não queremos saber.
Não, queremos saber.

A vírgula pode condenar ou salvar.
Não tenha clemência!
Não, tenha clemência!

Uma vírgula muda tudo.
ABI: 100 anos lutando para que ninguém mude uma vírgula da sua informação.

Detalhes Adicionais:

SE O HOMEM SOUBESSE O VALOR QUE TEM A MULHER ANDARIA DE QUATRO À SUA PROCURA.



* Se você for mulher, certamente colocou a vírgula depois de MULHER…

* Se você for homem, colocou a vírgula depois de TEM…

30/07/2010 - 17:20h Jazz

Um novo gadget aqui. Coloquei algumas músicas esperando que gostem. Se for o caso, continuarei a postar meu iphone musical uma vez por semana. Se não, colocarei novamente no meu bolso e sairei assoviando

30/07/2010 - 17:09h Carmen Novo

http://mail.mailig.ig.com.br/mail/?ui=2&ik=059ef31cd9&view=att&th=12a15726ad073044&attid=0.1&disp=inline&zw

A artista plástica Carmen Novo apresenta fotografias em preto e branco, instalação e vídeos na Galeria Quarta Parede, em São Paulo, desde ontem. Intitulado de O pequeno museu de mim e outras histórias, o projeto foi realizado durante sua participação na residência Écritures de Lumière, encerrada em março deste ano, com financiamento do Ministério da Cultura e da Comunicação e Mistério da Educação Nacional da França, país onde Carmen vive e trabalha desde 2003.

A mostra trazida para São Paulo é formada pelas fotografias do Pequeno museu de mim – a vida das coisas, uma instalação fotográfica intitulada de Para guardar nossas lembranças e retratos.

O pequeno museu… reúne narrativas e imagens de coisas importantes nas vidas das pessoas. É como se ela e o público se apropriassem dos significados afetivos que esses objetos adquirem ao se relacionar com seus proprietários. Para formar o “acervo”, Carmen convida (no presente, porque o projeto continua a crescer) voluntários a mostrarem algo que eles estimem e a contar o porquê desse valor. A artista, então, faz um ensaio fotográfico de cada peça e grava o depoimento, que entrará como voz em off nos pequenos filmes também presentes na exposição. O texto sobre esse trabalho é de Magda Ribeiro, mestranda em antropologia pela Universidade de São Paulo.

Para guardar nossas lembraças conta com pequenas latas metálicas onde estão pedaços de fotografias realizadas entre 2008 e 2009, algumas delas da região da floresta de Tronçais (Auvergne, França). É sobre essa região, um livro a ser publicado este ano que contará com fotos feitas artista.

Carmen também trouxe alguns retratos de crianças produzidos em 2009 e durante a residência Écritures de Lumière.

Esses trabalhos foram apresentados entre junho e julho numa individual de Carmen Novo na Orangerie do Château de la Louvière, em Montluçon; em maio, no CRDP (Centre Régional de Documentation Pédagogique d’Auvergne), em Clermont-Ferrand e devem fazer parte de uma exposição em comemoração ao ano da América Latina na França, no Centre Culturel La Pléiade, em Commentry.

O pianista francês Laurent Desforges teve uma participação especial durante o vernissage. Ele é integrante do grupo Embé Jass, que participa este ano do Festival de Jazz de Vienne, na França.

O pequeno museu e outras histórias – exposição de fotografias, instalação e vídeo de Carmen Novo.

Vernissage foi no dia 29 de julho.

Visitação dos dia 30 de julho ao 25 de agosto.
De segunda à quinta, das 14h às 18h; sábado, das 14h às 18h.
Local – Galeria Quarta Parede
Av Conselheiro Rodrigues Alves, 722
São Paulo, Brasil

GRÁTIS

http://carmennovo.pagesperso-orange.fr/

30/07/2010 - 11:25h Companheiro gay pode ser incluído no IR

É preciso união estável há 5 anos para deduzir gastos como dependente

http://oglobo.globo.com/fotos/2007/07/31/31_MHG_cult_gaycartoon.jpg

O GLOBO

BRASÍLIA. Casais homossexuais poderão declarar o companheiro ou companheira como dependente do Imposto de Renda (IR), desde que cumpram os mesmos requisitos estabelecidos pela lei para os heterossexuais com união estável, como vida em comum por cinco anos. A Receita Federal poderá notificar o contribuinte para verificar a informação.

A novidade será publicada na edição de hoje no Diário Oficial da União por meio de um parecer da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O documento foi aprovado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega. A expectativa é de que a Receita venha a público hoje para informar a partir de quando esse tipo de declaração será aceita.

O parecer resulta de uma consulta feita por uma servidora pública que desejava incluir como dependente sua companheira, isenta no IR. A consulta da servidora abriu precedente para outros casais de mesmo sexo em situação semelhante.

Baseado no princípio da isonomia de tratamento, o parecer destaca que, como a legislação prevê a inclusão de companheiros heterossexuais de uniões estáveis como dependentes no IR, o mesmo deve ser garantido aos parceiros homoafetivos.

“O direito tributário não se presta à regulamentação e organização das conveniências ou opções sexuais dos contribuintes”, diz o documento. “A afirmação da homossexualidade da união, preferência individual constitucionalmente garantida, não pode servir de empecilho à fruição de direitos assegurados à união heterossexual.” O Brasil não reconhece a união estável entre pessoas do mesmo sexo, mas a Justiça — e agora o Executivo — tem concedido a esses relacionamentos o mesmo tratamento legal dado aos casais heterossexuais.

No mês passado, a AdvocaciaGeral da União reconheceu que a união homossexual estável dá direito ao recebimento de benefícios previdenciários para trabalhadores do setor privado.

O Superior Tribunal de Justiça, em 2008, foi favorável à inclusão de um companheiro de mesmo sexo no plano de saúde do parceiro.

E, em abril deste ano, manteve a adoção de uma criança por um casal homossexual.

30/07/2010 - 10:22h Serra é contra o trem-bala, mas candidato tucano em SP apoia

“TUCANO DIVERGE DE SERRA E APOIA TREM-BALA”

Subtítulo da matéria da Folha SP sobre a sabatina de Geraldo Alckmin

Uma bala no trem de Serra. Alckmin declara na sabatina que apoia o trem-bala. Serra é contra o trem e agora engole a bala do “amigo” Geraldo. LF