31/10/2010 - 22:00h Boa noite


Bachianas Brasileiras Nº 5 de Heitor Villa-Lobos, interpretadas por Amal Brahim Djelloul (soprano) Gautier Capuçon (violoncelo) Orchestre Du Violon Sur Le Sable (Les films Jack Febus)

31/10/2010 - 17:04h Mulheres de Atenas


Chico Buarque – Mulheres de Atenas

31/10/2010 - 11:40h Lula: ‘Serra sai menor desta eleição’

Tatiana Farah – O Globo


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva vota em São Bernardo do Campo – Reprodução

SÃO BERNARDO DO CAMPO (SP) – Apenas duas horas depois do início da votação neste domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse esperar que Dilma Rousseff (PT) faça mais pelo Brasil do que ele fez, e afirmou que o tucano José Serra, adversário da petista, sairá menor do que quando entrou na eleição. Lula concedeu entrevista coletiva logo após votar, por volta das 9h30m, na Escola Estadual João Firmino, em São Bernardo do Campo. Ele estava acompanhado da primeira-dama, Marisa Letícia, e do senador Aloizio Mercadante, candidato ao governo de São Paulo derrotado no primeiro turno. (Leia também: Dilma diz que, se eleita, buscará diálogo, mas governará com sua coligação )

- Serra sai menor desta eleição. Ele fez uma campanha agressiva contra a Dilma. Ela foi vítima do preconceito contra a mulher – disse Lula, pouco mais de uma semana após o senador eleito Aécio Neves (PSDB) afirmar que o presidente sai menor do que entrou nesta eleição.

” Serra sai menor desta eleição. Ele fez uma campanha agressiva contra a Dilma ”

Ainda neste domingo, Lula condenou a politização da religião nesta eleição. E criticou o uso das palavras do Papa sobre o aborto:

- A única novidade seria o Papa dizer que prega o aborto. O que houve foi o uso político das declarações do Papa – disse Lula. – O que aconteceu nesta eleição foi grave: a disseminação do ódio – completou o presidente.

Lula desconversou quando os jornalistas lhe perguntaram se ele voltaria em 2014, dizendo que “nem sei se vou estar vivo até lá”.

” Não existe nenhuma possibilidade de um ex-presidente participar de um governo, mas vou continuar conversando com Dilma. Ela é minha companheira ”

- Agora só penso em descansar – afirmou.

Para o presidente, na democracia o importante é “que se tem data para entrar e data para sair”. Ele disse estar numa situação “confortável” para deixar o poder, se referindo aos altos índices de aprovação de seu governo. Sobre eventual eleição de Dilma, Lula disse que não vê possibilidade nenhuma de participar do governo.

- Não existe nenhuma possibilidade de um ex-presidente participar de um governo, mas vou continuar conversando com Dilma. Ela é minha companheira.

Lula defendeu ainda o palhaço Tiririca, eleito com mais de 1,3 mihão de votos e também os políticos ficha suja, barrados pelo STF.

- O que estão fazendo com o Tiririca é uma cretinice. Ele foi eleito com 1,5 milhão de votos. Quem deveria fazer o teste (de que se sabe ler e escrever) é quem pediu o teste – disse Lula.

Ele defendeu ainda os candidatos barrados pela Lei da Ficha Limpa que participaram da eleição e agora não sabem se podem tomar posse.

- Então a Justiça não deveria deixar que eles participassem da eleição – disse Lula.

Ao chegar à escola em São Bernardo do Campo, Lula foi recebido por repórteres do programa humorístico “CQC”, da Band, que lhe entregaram um pijama e um par de chinelões, para que o presidente se prepare para quando deixar o poder em 31 de dezembro. Lula levou apenas quatro segundos para votar, e vai acompanhar a votação em Brasília.

31/10/2010 - 11:24h Vamos, com alegria nessa grande avenida


CHICO BUARQUE – VAI PASSAR

31/10/2010 - 10:49h Continuidade prevalece sobre retrocesso

Bolso prevalece sobre aborto, internet e o papa

José Roberto de Toledo – O Estado de S.Paulo

Campanha difamatória pela internet, denúncias de corrupção, ataques físicos e até um pronunciamento do papa. Houve de tudo no segundo turno da eleição presidencial. Mas, no fim, o que prevalece é mesmo o bolso do eleitor e seu desejo de continuar consumindo.

As pesquisas de véspera da eleição, a começar pela do Ibope, confirmam a tendência identificada ao longo das duas últimas semanas: Dilma Rousseff (PT) deve ser eleita com 10 a 15 milhões de votos de vantagem sobre José Serra (PSDB). A razão por trás disso? A boa avaliação do governo Lula e a identificação da candidata petista como uma espécie de extensão do mandato do atual presidente. Esse foi o motor de toda a eleição, embora nem sempre tenha sido o foco do noticiário sobre a campanha.

As pesquisas do Ibope mostram que quase metade dos eleitores dão nota 9 ou 10 à atual administração federal. É um recorde que se explica pela expansão geométrica do consumo que fez algumas dezenas de milhões de brasileiros ascenderem para a classe C.

Após muito repetir o nome de Dilma, Lula conseguiu clonar sua imagem na candidata. Dilma transformou 4 de cada 5 fãs do presidente em seus eleitores: ela tem 79% dos votos entre quem acha o governo Lula “ótimo”.

O fator religioso, responsável por levar a eleição ao segundo turno, foi neutralizado nesta reta final. Com o tema do aborto interditado para ambos os candidatos, boa parte dos eleitores religiosos que haviam abandonado a candidatura de Dilma voltou a declarar voto nela.

A petista chega à eleição com 55% de apoio entre os católicos, contra 39% do adversário. Nem a pregação do papa Bento XVI contra candidatos que defendem o aborto, usada pela campanha de Serra no rádio, fez cair a intenção de voto de Dilma entre os fiéis da Igreja.

As oscilações dos candidatos nas pesquisas de intenção de voto está correlacionada com as buscas mais populares sobre os candidatos no Google. Nas últimas duas semanas, diminuiu a procura por temas negativos associados ao nome de Dilma, como “terrorista” e “aborto”.

Ao mesmo tempo, aumentou a busca por termos ruins para Serra, como “aborto” e “bolinha de papel”. Ou seja, a campanha difamatória de lado a lado através da internet se equilibrou. Quando os fatores acessórios se equalizam, o bolso fala mais alto.

É ESPECIALISTA NO USO DE PESQUISAS

31/10/2010 - 09:52h Dilma lidera com 19 pontos de vantagem sobre Serra em MG

DataTempo/CP2.Levantamento mostra petista com 59,50% das intenções de voto contra 40,50% do tucano

Liderança é mantida no levantamento espontâneo com frente de 16,73 pontos

Publicado no Jornal OTEMPO em 30/10/2010

CARLA KREEFFT

http://www.otempo.com.br/otempo/fotos/20101030/foto_30102010000631.jpg

Pesquisa DataTempo/CP2 realizada em todo o Estado mostra vantagem da candidata do PT, Dilma Rousseff, de 19 pontos percentuais em relação ao seu adversário, o candidato do PSDB, José Serra. A petista registra 59,50% dos votos válidos (não são considerados os brancos, nulos e os indecisos) contra 40,50% do tucano.

Contabilizando todas as intenções de votos (brancos, nulos, indecisos), Dilma tem 52,53% da preferência do eleitorado contra 35,81% de Serra. São 16,72 pontos percentuais de frente para a petista. Afirmam que não sabem em quem votar ou não respondem 5,40% dos pesquisados. Dizem que vão anular o voto 4,14% e 1,54% pretende votar em branco. Afirma que não quer votar em ninguém 0,58% dos entrevistados.

Na comparação com a pesquisa DataTempo/CP2 divulgada em 20 de outubro, as intenções de voto em Dilma cresceram de 51,22% para 52,53% – variação abaixo da margem de erro, que é de 2,16 pontos percentuais. Já José Serra caiu de 38,37% para 35,81% – um pouco acima da margem de erro.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados os nomes dos candidatos aos entrevistados, Dilma Rousseff se mantém na liderança. Nessa situação, ela tem 50,80% das intenções de voto contra 34,07% de José Serra. São 16,73 pontos percentuais de diferença em favor da petista – praticamente a mesma vantagem verificada no levantamento estimulado.

análise
“O voto parece mais cristalizado”
A pesquisa publicada em 2 de outubro previa uma vitória de Dilma Rousseff no primeiro turno, o que não se confirmou nas urnas. Isso decorreu da intensa movimentação nos três últimos dias de campanha, que resultou no crescimento de Marina Silva. Na campanha do segundo turno, após o impacto inesperado, Dilma reage, enquanto Serra, que esboçou um crescimento no início, cai na reta final.

Agora não deverá ocorrer o mesmo o erro. O motivo? O voto parece mais cristalizado em decorrência da saturação do embate eleitoral.

Antônio de Pádua
Diretor do Datatempo/CP2

Dados
DataTempo/CP2
. Foram realizadas 2.062 entrevistas em Minas Gerais, de 26 a 28 de outubro. A margem de erro é de 2,16 pontos percentuais e o registro na Justiça Eleitoral tem número 3750/2010.

30/10/2010 - 22:00h Boa noite


Leonard Bernstein – Gershwin

30/10/2010 - 19:51h L’onore!


Tito Gobbi – “L’onore!” de Falstaff, Verdi

30/10/2010 - 09:03h Com recursos da Petrobrás, superávit das contas públicas bate recorde

Uso dos recursos da capitalização da estatal garantiu um saldo recorde de R$ 27,7 bilhões em setembro, o maior valor desde 2001

Fernando Nakagawa e Célia Froufe – O Estado de S.Paulo

O aumento de capital da Petrobrás foi uma verdadeira redenção para as contas públicas. Impulsionado pela venda de ações da estatal, setembro terminou com economia para pagar juros da dívida, o chamado superávit primário, na marca histórica de R$ 27,7 bilhões.

Esse foi o maior valor da série iniciada em 2001. Com o reforço de caixa bilionário, o governo voltou a ter saldos em 12 meses comparáveis aos vistos no início da crise, quando a turbulência ainda prejudicava pouco o País. Mesmo assim, o resultado está abaixo da meta para o ano.

Também turbinado pela venda de papéis da Petrobrás, o setor público consolidado – formado pelo governo central, estados, municípios e empresas estatais – terminou o mês passado com o melhor superávit nominal da história: R$ 11,7 bilhões. Isso quer dizer que o governo conseguiu pagar integralmente a conta de juros aos credores e, mesmo após essa despesa, o caixa terminou no azul.

Cálculos feitos pela LCA Consultores mostram que, se não houvesse a operação da Petrobrás, o Brasil teria amargado déficit primário de cerca de R$ 4 bilhões no mês passado. Ou seja, o governo terminaria setembro sem ter economizado nenhum real para pagar a dívida. Ainda que o resultado recorde das contas públicas tenha sido gerado por uma série de artifícios contábeis, o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, avaliou a transação da Petrobrás como “dentro do normal”.

PIB. Normal ou não, a estatal melhorou as contas públicas no acumulado em 12 meses. Nesse período até setembro, o esforço para pagar juros somou 2,96% (R$ 102,3 bilhões) do Produto Interno Bruto (PIB), o maior patamar desde janeiro de 2009, quando as contas ainda começavam a sentir o efeito mais pronunciado da crise. “Com a Petrobrás, o governo marca gol aos 45 minutos do segundo tempo e salva a meta de superávit primário”, compara a economista-chefe da Rosenberg & Associados, Thaís Zara.

Mas, mesmo com a manobra, o governo ainda está abaixo da meta de superávit primário de 3,3% do PIB para 2010. Otimista, Altamir Lopes reafirmou que é possível atingir o patamar. “O resultado abre boa possibilidade de cumprir meta cheia”, afirmou, ao lembrar que a receita tem crescido e, por 2010 ser ano eleitoral, o governo tem restrições para aumentar ainda mais os gastos.

Antecipações. Com o caixa recheado de reais, o governo conseguiu antecipar alguns compromissos e a dívida líquida caiu para o correspondente a 41% ( R$ 1,415 trilhão) do PIB, no mais baixo patamar desde maio de 2009. A Petrobrás, porém, afetou negativamente a dívida bruta – que considera todos os títulos emitidos pelo Tesouro, inclusive os destinados ao próprio governo como o BNDES.

Como a operação da estatal trouxe bilhões de dólares ao Brasil, o BC acelerou as compras da moeda norte-americana no mercado. Ao efetuar a transação, o País entrega reais aos estrangeiros que trouxeram a divisa. Mas, para evitar que o maior volume de dinheiro em circulação aumente a demanda e pressione a inflação, o próprio BC recolhe parte dos reais em operações chamadas “compromissadas”. Para isso, paga juros.

Segundo o BC, o volume de novas operações desse tipo somou R$ 15,6 bilhões em setembro. Essas operações elevam o total da dívida bruta que atingiu 59,6% (R$ 2,057 trilhões) do PIB em setembro, maior que os 59,4% de agosto. “O patamar sobe por força das operações de mercado aberto. Tivemos compras expressivas de divisas no mês levando à necessidade de enxugamento”, diz o chefe do Departamento Econômico do BC.

30/10/2010 - 08:07h Programa de Serra confirma: Tucanos querem privatizar o pré-sal

Candidatos divergem sobre marco para pré-sal

Serra fala em reavaliar a criação da PPSA e Dilma diz que rival quer ”privatizar filé mignon”

Nicola Pamplona e Patrícia Campos Mello – O Estado de S.Paulo

O programa de governo do candidato do PSDB à Presidência, José Serra, sinaliza uma revisão dos planos do governo atual a respeito do marco regulatório do pré-sal. Embora não faça referência direta aos contratos de partilha propostos pelo PT, o texto critica o novo modelo e fala em “reavaliar a criação da Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) à luz das reais necessidades do setor e dos interesses nacionais”.

O programa indica que, em um eventual governo tucano, poderia ser mantido o modelo atual usado nas áreas fora do pré-sal, no qual o setor privado e a Petrobrás disputam para ganhar as concessões. O marco regulatório do atual governo dá à Petrobrás exclusividade da operação no pré-sal, obrigando as empresas privadas a terem parceria com a estatal.

A PPSA é peça fundamental na mudança de modelo contratual, uma vez que o governo precisa de uma estatal que o represente nos contratos de partilha: a empresa seria sócia da Petrobrás e de empresas privadas nos campos de exploração do pré-sal, recebendo parte da produção de petróleo. O programa de Serra diz que a mudança de modelo “representa um voto de desconfiança na Petrobrás, retarda a exploração do pré-sal e traz insegurança para o setor”.

Os contratos de partilha estão atualmente em avaliação na Câmara dos Deputados. Atualmente, o Brasil usa contratos de concessão de áreas petrolíferas, no qual as concessionárias pagam royalties a União, Estados e municípios para ter direito a explorar o petróleo. Lula diz que o novo modelo traria maior ganho ao governo, fato contestado por especialistas.

Sobre os royalties, o programa tucano defende a redistribuição da arrecadação com o pré-sal entre todos os Estados, mas com parcela diferenciada a Estados produtores. O tema também está em debate no Congresso, por meio de uma emenda que prevê a redistribuição de toda a arrecadação dos royalties.

O programa tucano fala ainda em retomada dos leilões da Agência Nacional do Petróleo, suspensos desde 2008, sob o risco de redução no ritmo de crescimento da produção. Além disso, prega maior autonomia da agência, “com foco na transparência e experiência técnica para garantir o exercício do poder regulatório”. No que diz respeito à Petrobrás, o texto critica acordos internacionais de viés “ideológico-partidário” assinados pela companhia.

Defesa. No debate da Rede Record, segunda-feira, Dilma Rousseff acusou Serra de querer “privatizar o filé mignon” da exploração do petróleo. Ela se referia a uma entrevista concedida à Folha de S. Paulo pelo tucano Luiz Paulo Vellozo Lucas. Ele afirmou que “a Petrobrás não tem como explorar sozinha as gigantescas reservas de petróleo do pré-sal e o governo deveria trabalhar para atrair grupos estrangeiros”.

Em seu programa, a candidata se limita a dizer que “as descobertas do pré-sal, além de apontarem para a transformação do Brasil em grande potência petrolífera, tem e terão impacto direto na industrialização do País”, sem se referir a marco regulatório.

O QUE DIZEM OS PRESIDENCIÁVEIS SOBRE O PRÉ-SAL

José Serra

O programa de governo do tucano critica o modelo do marco regulatório e fala em “reavaliar a criação da Pré-Sal Petróleo SA”. Sobre os royalties, o candidato do PSDB defende a redistribuição da arrecadação com o pré-sal entre todos os Estados, mas com parcela diferenciada a Estados produtores. Para os contratos vigentes, a distribuição permaneceria como a atual, sem benefício a regiões não-produtoras. O programa fala ainda em retomar os leilões da Agência Nacional do Petróleo (ANP), suspensos desde 2008

Dilma Rousseff

O programa de governo do PT não fala sobre o marco regulatório. Mas durante a campanha eleitoral a candidata petista usou o pré-sal como uma das maiores fontes de recursos do País e prometeu usar o dinheiro da exploração do pré-sal para erradicar a pobreza, além de distribuir os recursos para outras áreas, como meio ambiente, tecnologia, cultura, educação e saúde

Serra finaliza , mas não registra seu plano

Coordenador das propostas de governo diz que um dos motivos para não divulgá-las é que o PT “copia” ideias

Boa parte do compilado ataca a gestão no setor energético do governo, área que esteve sob a gerência da adversária

FOLHA SP

DE SÃO PAULO

Após passar dois meses sendo revisado, a campanha de José Serra (PSDB) à Presidência finalizou anteontem um programa de governo que não será apresentado aos eleitores nem registrado oficialmente.
O calhamaço com 280 páginas está dividido em 20 temas e contém 118 propostas. Foi entregue para Serra no dia 1º de setembro. Desde então, o tucano vinha fazendo revisões nas propostas.
“Foi uma opção do marketing da campanha. Por mim, lançava antes”, disse Xico Graziano, ex-secretário do governo Serra em São Paulo e responsável pela coordenação do programa.
Segundo Graziano, outro motivo para que o programa detalhado não tenha sido divulgado antes foi o fato de a campanha de Dilma Rousseff (PT), segundo ele, “copiar” propostas tucanas.
O texto faz um compilado de propostas apresentadas pelo candidato nos programas de TV e dedica boa parte do espaço a atacar a gestão do setor energético do governo, especialmente da Petrobras, área que esteve sob gerência da adversária.
Serra afirma que “a Petrobras vem sendo utilizada pelo governo do PT para atender vieses ideológico-partidários, por meio de acordos internacionais prejudiciais à empresa”. Diz ainda que há “direcionamento de seus investimentos para agradar padrinhos políticos”.

PRÉ-SAL
A campanha tucana fala em rever a criação da Pré-Sal Petróleo. “O governo do PT propôs mudar o marco legal de exploração do petróleo simplesmente para fortalecer um discurso vazio e ideológico. O modelo proposto representa um voto desconfiança na Petrobras, retarda a exploração do pré-sal e traz insegurança para o setor.”
No segundo turno, uma das principais linhas de ataque de Dilma foi o discurso de que Serra pretende privatizar a Petrobras se eleito, o que ele nega.
A petista foi presidente do Conselho de Administração da Petrobras de 2003 até o início deste ano.
O programa de Serra sugere mudanças estruturais na Petrobras, como a revisão do plano de cargos e salários dos funcionários e combate ao aparelhamento político.
Também há críticas à gestão do setor elétrico em outras frentes, como o acordo com o Paraguai sobre compra de energia de Itaipu e o que chama de “matriz elétrica cada vez mais suja”.
“No setor elétrico, os descalabros vividos nos últimos anos implicarão, sob distintas óticas, em altos custos para o país”, diz.
Foi desse calhamaço que Serra pinçou duas de suas principais promessas de campanha: reajustar o valor do salário mínimo para R$ 600 a partir de janeiro e conceder aumento de 10% para aposentados e pensionistas.
O texto também enfatiza outras propostas apresentadas por Serra durante a campanha, como a criação dos ministério da Segurança e da Pessoa com Deficiência. Propõe ainda uma pasta para logística, no âmbito do Ministério dos Transportes e da Secretaria de Portos.
Fala também na utilização de um auxiliar para cada professor no 1º ano do ensino fundamental, na ampliação do Bolsa Família -além de instituir um 13º no programa- e na retomada dos antigos mutirões da saúde.
Em diversos trechos, Serra diz que pretende acabar com loteamento político de cargos, como em estatais, no Incra e nos Correios, este alvo de crise recente.

30/10/2010 - 06:35h Debate TV Globo: Serra apenas empatou. Para Dilma empate é goleada

Analistas comentam o debate no jornal O Estado SP


Dilma e Serra se cumprimentam nos estúdios da TV Globo – Foto: Gabriel de Paiva

Para candidata do PT, empate é goleada

Carlos Melo, Análise

Um processo longo e entediante: dez encontros, dois turnos. Candidatos que pouco inovaram, abordando questões de forma superficial. O debate da Rede Globo, último e mais importante em razão da grande audiência, não destoou disto, agravado pelo modelo que inibe o confronto direto e o contraditório. Foi um pouco “água de batata”, morno e insípido.

Em toda a campanha, chama atenção o quase nada que se falou de economia e o nada a respeito do sistema político, disfuncional e arcaico. Foi uma eleição despolitizada, protagonizada por candidatos de perfil técnico e igualmente despolitizados que talvez tenham preferido não tocar em temas com poder de agitar, de verdade, a eleição. Relevou-se o “que fazer” e o “como” fazer. Quem não se sentia esclarecido, continua na mesma.

Mas, ao contrário do que se apostava há alguns meses, Dilma não cometeu deslize comprometedor. Por novata, saiu-se bem: decepcionou adversários e surpreendeu aliados. A Serra caberia derrotá-la de modo cabal, ao menos neste último encontro. Por mais uma vez, apenas empatou. Nesta altura do campeonato, para Dilma empate é goleada.

É CIENTISTA POLÍTICO


Serra ficou à vontade e Dilma, na defensiva

Leonardo Barreto, Análise

O formato do debate foi interessante porque pôde trazer aos candidatos questões cotidianas, formuladas pelos próprios eleitores. Ao mesmo tempo, isso prejudicou um pouco Dilma Rousseff. As perguntas formuladas tratavam de problemas que as pessoas estão vivendo no dia a dia, trazendo com elas uma crítica à candidata da continuidade do atual governo.

Quando são os eleitores que formulam as questões, eles trazem mais credibilidade. Dilma acabou se prejudicando no sentido de ter, a todo momento, de falar que o problema já está sendo resolvido, o que ficou um pouco contraditório. No caso de José Serra, ele ficou muito à vontade. O candidato tem mais experiência em termos de debate, tem mais traquejo e se saiu melhor em boa parte das perguntas.

Como a crítica à atual gestão já vinha na questão, para ele marcar um gol ficava mais fácil. Nesse sentido, o formato favoreceu o candidato do PSDB. Dilma ficou mais na defensiva e Serra teve a oportunidade de desenvolver melhor seus argumentos. Mas isso é eleição. Quem está no governo sempre tem de se defender, faz parte do jogo.

É CIENTISTA POLÍTICO


Um happy hour, só faltou o champanhe

Marcus Figueiredo, Análise

Os candidatos estavam muito parecidos. Na maior parte do debate, concordavam com o diagnóstico dos problemas em questão e com a solução. As diferenças neste caso eram puramente tópicas, sem nenhum confronto, principalmente no que se refere a saúde, segurança, educação e geração de empregos.

As divergências só apareceram quando se falou de trabalho, carga tributária e financiamento da agricultura familiar. E essas diferenças ficaram claras pela opção de Dilma Rousseff pela linha de fortalecimento das micro e pequenas atividades em todas as áreas produtivas.

Em contraposição, José Serra respondeu, sobre o mesmo tópico, com questões macro, destacando o volume de impostos cobrados no País. Infelizmente, não entraram no debate as questões candentes, como pré-sal, privatização e posição do Brasil no cenário internacional.

Finalmente, os candidatos se diferenciaram sobre as respectivas posições para gerir o Brasil. Enquanto Serra enfatiza a sua capacidade individual, Dilma apresenta um projeto coletivo partidário. Só faltou o Bonner oferecer o champanhe.

É CIENTISTA POLÍTICO

29/10/2010 - 22:00h Boa Noite

Rigoletto em Mantova – abertura

29/10/2010 - 19:20h Rigoletto

Quarteto de Rigoletto – Netrebko, Vargas, Tézier, Garanca

29/10/2010 - 10:38h Crescimento econômico impulsiona inovação tecnológica no País, diz IBGE

Porcentual de empresas investigadas que são inovadoras em processos ou produtos chegou a 38,6% em 2008

Jacqueline Farid, da Agência Estado

RIO – A inovação tecnológica aumentou no Brasil nos últimos anos, inclusive na indústria. Pesquisa de Inovação Tecnológica (Pintec) relativa ao período 2006-2008 divulgada pelo IBGE mostra que a taxa de inovação – porcentual de empresas investigadas na pesquisa que são inovadoras em processos ou produtos – chegou a 38,6% em 2008, ante 34,4% na pesquisa anterior, relativa a 2005.

Na indústria, segundo a Pintec, houve um forte incremento da inovação tecnológica nesta década. Se em 2000 a taxa de inovação no setor era de 31,5%, em 2005 atingia 33,5% e em 2008, subiu para 38,1%. A gerente da pesquisa, Fernanda Vilhena, atribui o crescimento a “um momento econômico muito favorável”.

Segundo ela, os indicadores macroeconômicos relativos a Produto Interno Bruto (PIB), investimentos, consumo das famílias, importações e exportações registraram bons resultados no período pesquisado, o que tem efeitos positivos sobre a inovação.

Fernanda explica que as inovações estão diretamente relacionadas ao desempenho da Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF). “Hoje no Brasil permanece o padrão de fazer inovação modernizando o parque industrial, com compra de máquinas e equipamentos, ou lançamento de novos produtos que também dependem da compra de novas máquinas, daí a ligação estreita entre investimentos e inovação”, disse ela.

A Pintec investigou 106 mil empresas e, dessas, 100 mil são empresas industriais. A pesquisa aborda empresas do setor industrial e de serviços (incluindo edição, telecomunicações, informática). Fernanda disse que os destaques de inovação nas indústrias em 2008 ficaram com o setor farmacêutico (por causa da fabricação de medicamentos genéricos), indústria química (com inovação de processos, inclusive em meio ambiente), além de produtos com “alto componente tecnológico) como TV Digital e produtos de informática, como notebooks.

Alimentos

Outro segmento industrial destacado por Fernanda é o de alimentos que, segundo ela, não tem alta intensidade tecnológica, mas inovou com a fabricação de produtos light e diet e também funcionais (iogurte com fibras, maionese sem colesterol). Ela citou ainda a indústria automobilística, tanto pelo desenvolvimento de novos modelos como peças e acessórios.

A Pintec também mostra os gastos com inovação, em relação ao faturamento das empresas, permaneceu estável em quatro anos, o que, segundo Fernanda, mostra que o patamar de despesas nessa área aumentou. Em 2005, as atividades inovadoras foram foco de gastos equivalentes a 2,8% % do faturamento das empresas. Em 2008, a fatia era praticamente similar, de 2,85%.

“Os dados apontam uma estabilidade, mas é importante ressaltar que, como esse foi um período de crescimento econômico e elevação do faturamento das empresas, o gasto inovativo cresceu no mesmo ritmo da expansão da receita, o que não é pouco”, disse a gerente da pesquisa. O investimento total das empresas em atividades inovativas alcançou R$ 54,1 bilhões em 2008, R$ 12,8 bilhões a mais que em 2005.

Segundo o IBGE, a Pintec tem o objetivo de fornecer dados para a construção de indicadores das atividades de inovação tecnológica das empresas brasileiras nos setores industrial, de serviços selecionados (edição, telecomunicações e inofrmática) e de pesquisa e desenvolvimento. A série da pesquisa teve início no ano 2000 e o levantamento sempre aborda um período de três anos. A Pintec divulgada hoje refere-se ao período de 2006 a 2008.

Internet

A Pintec revelou que o uso da Internet como “fonte do processo inovativo” foi citado por 68,8% dos estabelecimentos no setor industrial entrevistados, “caracterizando-se como o principal instrumento de inovação”. Nos serviços , o porcentual foi ainda maior, de 78,7%. Os técnicos da pesquisa destacam que a Internet não havia sido apontada como principal fonte de inovação em nenhuma das três edições anteriores da Pintec, ocupando no máximo a quinta posição em 2005.

A pesquisa mostrou também que crescimento do porcentual de empresas inovadoras que utilizaram pelo menos um instrumento de apoio governamental, passando de 18,8% em 2005 para 22,3% em 2008. Ainda segundo a Pintec, o crescimento da taxa de inovação não evitou que o número de empresas com dificuldades ou obstáculos tenha aumentado de 35,2% do total de empresas investigadas em 2005 para 49,8% em 2008. A falta de pessoal qualificado é apontada por 57,8% das empresas como um dos principais obstáculos à inovação.

De acordo com a Pintec, em 2008 as oito atividades que apresentaram maiores taxas de inovação foram automóveis, camionetas, utilitários, caminhões e ônibus (83,2%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (63,7%), outros produtos eletrônicos e ópticos (63,5%), produtos químicos (58,1%), equipamentos de comunicação (54,6%), equipamentos de informática e periféricos (53,8%), máquinas e equipamentos (51,0%) e componentes eletrônicos (49,0%).

Segundo a pesquisa, as taxas de inovação alcançadas pelos serviços entre 2006 e 2008 “estão entre as mais elevadas”, incluindo desenvolvimento e licenciamento de programas de computador (58,2%), telecomunicações (46,6%), outros serviços de tecnologia da informação (46,1%), edição e gravação e edição de música (40,3%) e tratamento de dados, hospedagem na internet e outras atividades relacionadas (40,3%).

29/10/2010 - 09:42h “Gente, meu nome foi colocado, indevidamente, no manifesto do Serra. Como já disse, me decidi ontem. Dilma”

Sandra de Sá escreveu a frase no seu Twitter. Ela votou em Marina e disse ter optado pela petista ao concluir que “pessoas ligadas ao Serra” votaram contra questões que beneficiam a causa negra.

Fonte O Estado SP – artigo “Lista pró-tucano inclui nomes sem autorização. Escritor Afonso Romano Sant’Anna e cantores Ivan Lins e Sandra de Sá foram citados, mas não apoiam o candidato”

29/10/2010 - 08:52h Lula vira marca de poços da Petrobras em Santos

Cláudia Schüffner e Rafael Rosas | VALOR

Do Rio

O entusiasmo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pelo pré-sal uma homenagem da Petrobras. A estatal anunciou ontem que batizou de “Lula” uma marca gráfica comum a todos os poços perfurados no pré-sal da bacia de Santos. A marca gráfica é uma identificação geológica que, no caso brasileiro, possui nove elevações, cada uma delas chamada de dedo. Trata-se, segundo o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, de um perfil de raio gama semelhante a um eletrocardiograma.

A “marca” aparece em todos os poços perfurados em reservatórios do pré-sal brasileiro, o que segundo o diretor de exploração e produção, Guilherme Estrella, levou geólogos, geofísicos e outros técnicos da Petrobras a batizar o fenômeno com o nome do presidente, que tem nove dedos.

Lula, que participou ontem de mais um evento da Petrobras – o quinto evento da estatal que teve sua presença em outubro – adorou a homenagem. E se derramou em elogios à empresa. “Estou convicto que a Petrobras passa a ser o grande símbolo de orgulho do povo brasileiro”, disse o presidente, que participou ontem da cerimônia que marca o início da produção definitiva no campo de Tupi, na bacia de Santos.

Presente à cerimônia, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, foi adiante. Disse que o “marco Lula” servirá para “marcar oito anos de uma trajetória fantástica para o país”, em referência aos dois mandatos. Cabral tem sido outra presença constante nos eventos da Petrobras. O governador, que foi reeleito no primeiro turno, aposta todas as fichas em um veto do presidente Lula à emenda do senador Pedro Simon (PMDB-RS), que prevê nova divisão dos royalties do petróleo a Estados e municípios, redistribuindo inclusive valores referentes a campos já licitados e em produção, o que afeta diretamente a receita de estados como o Rio de Janeiro e o Espírito Santo.

Tupi ainda não teve declarada sua comercialidade, o que está previsto para 31 de dezembro, quando terá que ser formalizado junto a Agência Nacional de Petróleo um documento com estimativas de reservas, área exata e abrangência da acumulação de petróleo e gás, entre outros dados técnicos previstos no contrato de concessão. O reservatório – que virou um símbolo do pré-sal – começou a produzir 14 mil barris de petróleo por dia em maio do ano passado, em um evento no Rio que também teve a presença do presidente e de executivos das empresas BG e Galp, sócias da Petrobras.

Envolvida na disputa eleitoral nos últimos dias, a Petrobras também tem sido alvo de boatos que afetaram as ações da companhia na BM&F Bovespa. O boato mais estapafúrdio atribui à empresa uma descoberta de 68 bilhões de barris de petróleo no pré-sal – volume quase cinco vezes maior que as atuais reservas do país – que estaria sendo escondido a pedido do presidente Lula para divulgação na próxima semana, depois da eleição.

A notícia circulou na quarta-feira e foi considerada responsável pela forte alta dos papéis da empresa. “Existe um volume gigantesco de ações em negociação e os investidores estão ajustando carteiras. A flutuação é normal, é uma mudança normal num processo de ajuste”, disse Gabrielli, referindo-se à operação de capitalização da companhia, concluída no mês passado, que movimentou R$ 120 bilhões.

O diretor de exploração e produção da Petrobras, Guilherme Estrella, também foi direto ao ser questionado sobre o assunto. “Fala-se tudo”, disse.

Os executivos da companhia e até o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, fizeram brincadeiras por causa do volume mencionados no e-mail que propaga o boato, e se que se somou a uma notícia ontem, atribuindo reservas de 12 bilhões de barris à área de Libra, um reservatório da União no pré-sal que está sendo perfurado e tem estimativas que variam de 7,9 bilhões a 16 bilhões de barris de óleo recuperáveis. A ANP divulgará hoje a estimativa de reservas dessa área, mas ontem diretores da agência disseram desconhecer o volume mencionado.

29/10/2010 - 08:21h ANP deve anunciar hoje a maior descoberta de petróleo do País


Segundo fontes, o Poço de Libra, na área do pré-sal, deve ser maior do que Tupi, que tem entre 5 e 8 bilhões de barris confirmados

Wilton Junior/AE
Wilton Junior/AEInformação sai hoje. ‘Minha expectativa é que amanhã teremos novidades’, disse Haroldo Lima, diretor-geral da ANP


Kelly Lima, Nicola Pamplona RIO – O Estado de S.Paulo

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) deve anunciar hoje as estimativas de reservas do Poço Libra, que está sendo perfurado no pré-sal da Bacia de Santos. Segundo fontes, a expectativa é que seja a maior descoberta já anunciada no País, superior a Tupi, da Petrobrás, podendo chegar a 12 bilhões de barris, conforme revelou a Agência Estado.

“Minha expectativa é que amanhã (hoje) teremos novidades”, afirmou ontem o diretor-geral da ANP, Haroldo Lima, em rápida entrevista após a cerimônia no Rio que comemorou o início da produção de petróleo na plataforma Cidade de Angra dos Reis, instalada no Campo de Tupi. Lima não quis, porém, dar detalhes sobre o anúncio, alegando que a agência necessitava analisar as últimas informações.

A dois dias do segundo turno das eleições, o anúncio da ANP fecha uma semana intensa em eventos no setor de petróleo. Só a Petrobrás promoveu duas inaugurações, uma delas com presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e dois anúncios de patrocínios a projetos sociais e ambientais, provocando críticas sobre o uso eleitoral da empresa.

“Não tem nada a ver”, respondeu a diretora da ANP, Magda Chambriard, quando questionada se havia relação entre o anúncio do tamanho de Libra e as eleições. “O mundo não para por conta das eleições”, reforçou o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, em entrevista após a inauguração da plataforma de Tupi.

Segundo Lima, até o final da análise dos dados, a ANP mantém o cenário moderado elaborado há dois meses pela consultoria Gaffney, Cline & Associates (GCA), que projeta reservas em até 7,9 bilhões de barris. A própria GCA, porém, tem um cenário otimista no qual aponta até 16 bilhões de barris. Segundo fontes, é possível que o anúncio da ANP fique entre 8 e 12 bilhões de barris.

Indícios. O poço continua em perfuração, disse ontem Magda, o que não impede a agência de anunciar os primeiros resultados. Isso porque já existe uma boa definição do tamanho do reservatório no subsolo e basta confirmar se há petróleo. Uma fonte informou que o primeiro alvo, a 6,9 mil metros de profundidade, foi atingido anteontem e encontrou indícios líquidos.

Embora esteja sendo perfurada com apoio técnico da Petrobrás, Libra é um poço da União – ou seja, não está em nenhuma área concedida como bloco exploratório de petróleo. O objetivo do governo é leiloar o reservatório na primeira licitação de contratos de partilha para o pré-sal, caso o novo marco regulatório seja aprovado no Congresso. Nesse caso, a Petrobrás teria o benefício de operar a área, com uma participação mínima de 30% no consórcio.

Questionado sobre a possibilidade de operar as reservas, Gabrielli disse que ainda é cedo para comentários. “É um poço que pertence ao País, é um poço que pertence à União. Não podemos saber ainda o que a União vai fazer”, afirmou, em coletiva, também após a cerimônia de Tupi.

A área de Libra está localizada a 32 quilômetros do Poço de Franco, primeira descoberta do pré-sal feita pela ANP, que foi vendida à Petrobrás como parte do processo de capitalização. O novo poço está próximo aos blocos BS-4, operado pela Shell, e BM-S-45, operado pela Petrobrás em parceria com a Shell. Há grandes chances de a megarreserva se estender para esses dois blocos. Nesse caso, os concessionários de cada área terão de negociar a divisão do petróleo.

Na hora certa

MAGDA CHAMBRIARD
DIRETORA DA AGÊNCIA NACIONAL DO PETRÓLEO
“Não tem nada a ver (ao ser questionada se havia relação com o anúncio do tamanho de Libra e as eleições).”

JOSÉ SÉRGIO GABRIELLI
PRESIDENTE DA PETROBRÁS
“O mundo não para por conta das eleições.”

29/10/2010 - 07:51h Só fato de grande repercussão muda tendência pró-Dilma

Jose Roberto de Toledo – O Estado SP

A ampliação da vantagem de Dilma Rousseff (PT) na reta final do segundo turno dificulta muito a tentativa de José Serra (PSDB) de virar a eleição na última hora. O tucano briga contra a inércia do eleitorado. A esta altura, só um fato novo de grande repercussão lhe daria chance de mudar a tendência do voto.

A petista se distancia do tucano em praticamente todos os segmentos importantes de renda, escolaridade e faixa etária. Nas maiores regiões, ela consolidou a proporção de 2 votos para 1 no Nordeste, e aumentou para dez pontos sua diferença no maior colégio eleitoral, o Sudeste.

O fator religioso, principal responsável por levar a eleição para o segundo turno, foi neutralizado. Dilma tirou a vantagem de Serra entre os evangélicos, ampliou sua diferença entre os católicos e recuperou parte dos eleitores agnósticos, ateus e de religiões não-cristãs.

A recomendação do papa aos bispos para que atuem politicamente no Brasil contra quem defenda o aborto poderia ser o fato novo esperado pelos partidários do tucano?

Para surtir efeito eleitoral, a manifestação de Bento 16 precisaria chegar rapidamente aos seguidores da Igreja e com força suficiente para reverter a preferência de 55% dos católicos pela petista. No primeiro turno, Dilma perdeu quatro pontos entre os católicos nos últimos dias de campanha.

Uma queda nessas proporções entre os católicos agora implicaria diminuir de 14 para 9 pontos a vantagem de Dilma no total. Sem contar o eventual efeito inverso que isso poderia resultar entre os evangélicos e eleitores anti-clericais.

Com a questão moral de lado, o bolso voltou a ser soberano na eleição. No começo do segundo turno, os programas sociais do governo federal brecaram a queda de Dilma e impediram que o tucano empatasse.

Mas foi no eleitorado não-bolsista que ela cresceu nas últimas duas semanas. Ele tem sido o responsável por aumentar sua diferença sobre Serra. Hoje, segundo o ibope, 2 em cada 3 eleitores da petista não participam de nenhum programa federal.

E por que esse eleitor declara voto nela? Muito provavelmente pelo bom momento da economia, que expande o emprego, a renda e, principalmente, o crédito para o consumo. Um indicador indireto disso é a avaliação do governo Lula.

Entre o terço de eleitores que dá nota 10 à atual gestão, Dilma tem 78% do total de votos. Entre os 15% que dão nota 9, ela tem 2 em cada 3 votos. O divisor de águas é a nota 8, que compreende 23% do eleitorado.

Nela, Serra chegou a empatar com Dilma no começo do segundo turno: 47% a 47%. Agora, a petista voltou a abrir uma pequena diferença, e lidera por 48% a 43%. De 7 para baixo, o tucano vence por larga margem, mas esses eleitores são apenas um quarto do eleitorado.

29/10/2010 - 07:21h Média móvel das pesquisas na antevéspera da eleição: Dilma 57% X 43% Serra

por Jose Roberto de Toledo – VOX PUBLICA

Incluídas as sondagens concluídas nesta quinta-feira por Ibope e Datafolha, a média das pesquisas permaneceu em 57% a 43% para DIlma Rousseff (PT) sobre José Serra (PSDB), nos votos válidos. Estão também computadas nessa média os levantamentos do Datafolha concluído na terça-feira, e o do Sensus, fechado na segunda.

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(clique na imagem para ampliar)

Dilma chegou ao seu teto nesta eleição. Os 57% de votos válidos foram seu limite no primeiro turno e a partir de onde começou a cair. Na medida em que os indecisos se definirem, a vantagem da petista pode diminuir um pouco.

A dois dias da eleição, entretanto, apenas um fato novo de grande repercussão provocaria uma queda abrupta o suficiente para ameaçar a liderança de Dilma.

Vale notar que as diferenças entre os institutos estão todas dentro da margem de erro. No caso de Serra, ele tem entre 41% (Sensus) e 44% (Datafolha). Como a margem é de 2 pontos para ambas as sondagens, há um intervalo comum entre 42% e 43% dos votos válidos.

No caso de Dilma, ela tem entre 56% (Datafolha) e 59% (Sensus). Aplica-se a mesma regra, e encontra-se um intervalo comum de 57% a 58% dos votos válidos.

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(clique na imagem para ampliar)

O gráfico acima, com as buscas mais comuns no Google por palavras associadas aos nomes dos candidatos, mostra que os picos negativos de termos associados a Serra, como “aborto” e “bolinha de papel”, já esgotaram seu ciclo.

Já as buscas por associações negativas com Dilma (“aborto”, “terrorista” e “nem cristo”) ainda mostram resíduos, mas não nos mesmos níveis do final do primeiro turno, quando ela caiu na reta final e perdeu a maioria absoluta de votos válidos.

29/10/2010 - 06:58h Ibope: Dilma abre 14 pontos sobre Serra. Dos votos válidos, Serra tem 43% e Dilma 57%. Aprovam Lula 87%


Em uma semana, segundo o instituto, candidata do PT oscilou um ponto para cima, de 51% para 52% das intenções de voto, enquanto adversário caiu um ponto, de 40% para 39%; considerando apenas os votos válidos, petista tem 57% e tucano, 43%

Daniel Bramatti – O Estado de S.Paulo

A dois dias da eleição, a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, tem 13 pontos porcentuais de vantagem sobre o tucano José Serra. Em uma semana, ela oscilou um ponto para cima, de 51% para 52%, e ele, um ponto para baixo, de 40% para 39%, segundo pesquisa Ibope/Estado/TV Globo.

Levando-se em conta apenas os votos válidos (excluídos brancos, nulos e indecisos), a petista lidera por 57% a 43% – em relação ao levantamento anterior, concluído no último dia 20, sua vantagem subiu de 12 para 14 pontos.

O resultado já capta a repercussão dos atos de violência em uma caminhada de Serra no Rio de Janeiro, na semana passada, além do último debate entre os presidenciáveis, realizado pela TV Record na segunda-feira.

Como já havia ocorrido na semana passada, o principal avanço de Dilma ocorreu entre as mulheres, segmento em que sua vantagem passou de 7 para 12 pontos (50% a 38%) em uma semana. Na primeira pesquisa após o primeiro turno, há 15 dias, a candidata estava empatada com o adversário no eleitorado feminino (46% a 46%).

Depois de perder pontos entre os eleitores religiosos e contrários à legalização do aborto na reta final do primeiro turno – principal fator que levou a decisão para uma segunda rodada – Dilma conseguiu se recuperar nesses segmentos.

A primeira pesquisa após o primeiro turno mostrava que, na parcela da população contrária à legalização do aborto, os dois candidatos estavam empatados (48% para Dilma e 45% para Serra). Agora, nesse grupo, a petista abriu 13 pontos de distância (52% a 39%).

Regiões. A divisão geográfica do eleitorado mostra que Dilma ampliou sua vantagem no Sudeste, mas perdeu espaço no Sul.

Na região que concentra os três Estados mais populosos (São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro), a candidata governista abriu oito pontos de folga (48% a 40%), quatro a mais que na semana anterior. A petista lidera com larga margem no Rio e em Minas, e tem reduzido sua desvantagem em São Paulo, onde já há empate técnico.

No Sul, onde os dois candidatos estavam empatados, Serra abriu cinco pontos sobre a rival (48% a 43%). Os desdobramentos do Ibope por Estado – com margens de erro maiores, pois as amostras do eleitorado são menores – indicam que o tucano lidera no Paraná e está empatado tecnicamente com Dilma no Rio Grande do Sul, Estado onde ela venceu no primeiro turno.

A petista continua com mais que o dobro das intenções de voto do adversário no Nordeste (63% a 30%), seu principal reduto. No Norte/Centro-Oeste, onde estava em situação de empate técnico, a candidata tem agora dez pontos a mais (52% a 42%).

A segmentação dos eleitores por faixa de renda mostra que Dilma só não lidera isoladamente entre os que ganham mais de cinco salários mínimos, onde há empate técnico (47% para a petista e 46% para o tucano).

Entre os mais pobres, com renda de até um salário mínimo, a vantagem da petista é de 30 pontos (60% a 30%).

Dos eleitores da candidata governista, 88% afirmam que sua escolha é definitiva. No caso dos simpatizantes de Serra, 86% não admitem mudar o voto até o domingo.

Violência. O Ibope perguntou aos entrevistados quem foram os responsáveis por episódios de confronto entre partidários dos dois candidatos ocorridos nos últimos dias. Para 21%, a iniciativa do confronto foi de simpatizantes de Dilma. Para 13%, a responsabilidade foi de serristas. Outros 19% afirmaram que os partidários de ambos são culpados pelos episódios.

Nada menos que 40% dos entrevistados não souberam apontar os responsáveis pelos confrontos ou não tomaram conhecimento dos casos.

O instituto também procurou medir os efeitos dos três debates realizados no segundo turno. Para 39% dos entrevistados, Dilma se saiu melhor. Outros 31% viram o desempenho de Serra como superior.

A avaliação do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva indica que 80% da população vê a administração como boa ou ótima. Para 4%, a gestão é ruim ou péssima.

A nota média do governo como um todo, em uma escala de zero a dez, é de 8,1. Já o desempenho pessoal de Lula é aprovado por 87%.

28/10/2010 - 22:00h Boa noite


Franz Joseph Haydn, Te Deum n.2 in C – Coro de Câmara de Namur, La petite Bande, Sigiswald Kuijken

28/10/2010 - 19:29h Parsifal


Parsifal (Richard Wagner) Ato II Waltraud Meier (Kundry) Christopher Ventris (Parsifal) Kent Nagano (regente) Deutschr Symphonie-Orchester Berlin

28/10/2010 - 17:56h AS SEM-RAZÕES DO AMOR

Carlos Drummond de Andrade

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

28/10/2010 - 11:57h DESPEDIDA. A “Plaza de Mayo” no dia da morte de Néstor Kirchner

http://www.clarin.com/politica/DESPEDIDA-Nestor-Kirchner-Fernando-Orden_CLAIMA20101027_0201_7.jpg

DESPEDIDA. La Plaza de Mayo en el día de la muerte de Néstor Kirchner (Fernando de la Orden)

DESPEDIDA. La Plaza de Mayo en el día de la muerte de Néstor Kirchner (Fernando de la Orden)

DESPEDIDA. La Plaza de Mayo en el día de la muerte de Néstor Kirchner (Marcelo Carroll)

Vista aérea de la Plaza de Mayo colmada de gente para participar del homenaje al ex presidente Néstor Kirchner. (Télam)

DESPEDIDA. La Plaza de Mayo en el día de la muerte de Néstor Kirchner (AP)

Fonte Clarín, de Argentina

28/10/2010 - 10:29h Uma eleição para não ser esquecida

Maria Inês Nassif | VALOR

O novo presidente será conhecido já no domingo, tão logo contabilizados os votos das urnas eletrônicas. O novo Brasil político, no entanto, descortinou-se durante a campanha, é velho e conservador e merecerá certamente a atenção de especialistas depois do pleito. Os partidos, em especial os de oposição, conseguiram extrair da sociedade os seus mais primitivos preconceitos, por meio de uma agenda conservadora e religiosa. Qualquer que seja o resultado da eleição – e até esse momento não existem divergências entre as pesquisas dos institutos sobre o favoritismo da candidata Dilma Rousseff (PT) – o eleito terá de lidar com uma agenda de políticas públicas da qual foram eliminadas importantes conquistas para a sociedade como um todo, e na qual o elemento religioso passou a ser um limitador da ação do Estado.

A ação da igreja conservadora e de setores do pentecostalismo contra Dilma, por conta de sua posição sobre o aborto, é o exemplo mais gritante. No Brasil, a cada dois dias morre uma mulher em conseqüência de um aborto clandestino. A legislação brasileira ao menos conseguiu trazer mulheres que correm risco de vida em decorrência de um aborto que já foi malfeito para dentro do Sistema Único de Saúde (SUS) e garante que a rede pública faça com segurança os abortos aceitos legalmente – os de vítimas de estupro ou quando a gravidez coloca em risco a vida da mulher. Como assunto de saúde pública, o aborto não poderia ter ocupado o centro dos debates. Isso é uma questão de Estado. Como convicção moral, a mudança na legislação está na órbita do Congresso – e esses setores elegeram seus representantes. O debate eleitoral sobre o aborto, numa eleição para a Presidência, foi a instrumentalização política de um dogma – pelo menos dos setores religiosos conservadores – e excluiu do debate a maior interessada, a mulher. A eleição conseguiu retroceder décadas esse debate. O movimento feminista não agradece.

Campanha trouxe à tona preconceitos que pareciam abolidos

O país que se redemocratizou há um quarto de século e há 22 anos conseguiu entender-se em torno de uma Constituinte cujo produto final foi avançado politicamente, manteve uma reverência envergonhada aos atores políticos mais importantes do regime anterior – dos militares à Igreja conservadora – e um medo subjetivo de se contrapor de fato ao passado. Sem lidar com os seus fantasmas, tem reincorporado vários deles à vida política. É inadmissível que num país que viveu 21 anos sob o tacão militar, por exemplo, setores da sociedade (e os próprios militares) tenham reagido de forma tão desproporcional ao III Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), ou rejeitem de forma tão violenta o acerto com esse passado. Ao longo dos anos de democracia, determinados setores sociais passaram a reincorporar valores que pareciam ter sido abolidos do manual de como fazer política. Ao longo desses 25 anos que nos separam do último ditador militar, a direita, que se envergonhara no final da ditadura, lentamente desenterrou os velhos fantasmas e refez os preconceitos. Aliás, não apenas a velha direita. Uma nova direita, que se formou com atores que vinham também da resistência democrática, aceitou o caminho do conservadorismo ideológico para reaglutinar uma elite que ficou sem norte, e para a qual a emergência de grandes parcelas da população que estavam na base da estrutura social à classe média assusta – até porque a elite brasileira não tem historicamente experiência com realidades onde a disparidade de renda é menor e onde o aumento da escolaridade transforma pobres em cidadãos, e não em votos a serem manipulados.

Dentre todos os setores que atravessaram da esquerda para a direita nessas últimas duas décadas, o PSDB foi o que perdeu mais. Formado com um ideário social-democrático, mas sem experiência de articulação de política partidária e sem vocação para liderança de massas, chegou ao poder junto com o neoliberalismo tardio brasileiro, assimilou valores conservadores, incorporou-os ao seu tecido orgânico e sobreviveu, enquanto mantinha o governo federal, com a ajuda da política tradicional (e conservadora). Na oposição, não conseguiu voltar ao leito social-democrata. Deixou-se empurrar para a direita pelo PT, quando o presidente Luis Inácio Lula da Silva assumiu o seu primeiro mandato, e se aproximou tanto do PFL que as divergências entre ambos se diluíram ao longo do tempo, ao ponto de canibalizarem votos uns dos outros. Incorporou o discurso neoudenista, transformou-se num partido de vida meramente parlamentar, não reorganizou o partido para formar militância. O PSDB, hoje, é um partido que aparece como tal para apenas disputar eleições.

Isso é péssimo. O primeiro turno já compôs o Legislativo federal. O PT saiu das eleições mais forte. O PMDB, que é o partido que todos falam mal, mas do qual nenhum governo consegue se livrar, continua forte com a sua fórmula de funcionar como uma federação de partidos regionais e tende a incorporar o DEM, ex-PFL, e ficará mais forte ainda. Os demais, inclusive o PSDB, serão partidos médios – com a diferença que o PSB, por exemplo, é um partido médio em crescimento, e o PSDB terá que se reinventar para voltar a crescer, se não voltar a ser governo. O PT se acomodou no espaço da social democracia e o PMDB permanece no centro, se é possível atribuir a esse partido uma posição ideológica que não seja a da fisiologia. O espaço que o PSDB tem para se reinventar fora da direita é mínimo. O DEM e o PSDB deram muito trabalho ao presidente Lula, em oito anos de governo, mas carregaram no jogo neoudenista e se desgastaram demais. Além disso, a hegemonia paulista no PSDB permanece, o que obstrui caminhos de líderes não paulistas que poderiam reduzir o desgaste neste momento, como Aécio Neves (MG).

Não é arriscado apostar na emergência de um novo partido de oposição. O PSDB precisaria de lideranças muito hábeis para se reinventar, e de uma solidariedade e organicidade que nunca cultivou. E precisaria enterrar de vez os preconceitos e preceitos conservadores que têm desenterrado a cada nova eleição. Enfim, empurrar-se de novo para uma posição de centro. O passado do partido, todavia, não recomenda que se trabalhe com essa hipótese.

Maria Inês Nassif é repórter especial de Política. Escreve às quintas-feiras

E-mail maria.inesnassif@valor.com.br