OCDE prevê países parados; Brasil é exceção
10 de agosto de 2012
NOVA YORK – O Estado de S.Paulo
A maior parte das grandes economias deverá perder força nos próximos meses, e somente o Brasil e, possivelmente, o Reino Unido, vão registrar um aumento moderado, de acordo com os indicadores antecedentes da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE)
A OCDE disse que o indicador antecedente dos 34 membros da organização caiu para 100,3 em junho, de 100,4 em maio, sugerindo “uma desaceleração da atividade econômica”.
O indicador antecedente para as economias em desenvolvimento também recuou, sinalizando “desacelerações” – ou crescimento abaixo da tendência da taxa de longo prazo, para a China, Índia e Rússia.
Entre o grupo da sete maiores economias desenvolvidas, o Reino Unido foi o único país a registrar uma alta em seu indicador antecedente, uma performace que, segundo a OCDE, “mostra sinais iniciais de uma recuperação da atividade econômica”. Junto com a Itália, o Reino Unido foi a economia mais lenta entre os países do G-7 (grupo que reúne as sete maiores economias do planeta) nos últimos três trimestres.
Outra exceção para a tendência geral de queda foi o Brasil, que obteve indicador antecedente de 99 em junho, mesma leitura de maio, após registrar um aumento constante desde o início do ano. A OCDE disse que isso era um sinal de que o crescimento da economia vai aumentar, mas com menos intensidade do que tinha sido previsto.
Entre as economias desenvolvidas, a zona do euro continua a ser o principal foco de enfraquecimento. Mas os indicadores antecedentes para os EUA e o Japão também diminuíram. / DOW JONES NEWSWIRES
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