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	<title>Blog do Favre &#187; CIÊNCIA</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Desacelerar depois da ginástica não é crucial</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 18:54:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[

Por GINA KOLATA
A importância da desaceleração gradual após os exercícios está enraizada na doutrina da ginástica. É citada nos livros de fisiologia, os personal trainers insistem nela, e revistas especializadas recomendam. Em equipamentos de academias, chega a ser algo automático: você digita o tempo que deseja se exercitar, e, quando o tempo termina, a máquina [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.gifs.net/Animation11/Sports/Track_and_Field/Strange_runner.gif" alt="http://www.gifs.net/Animation11/Sports/Track_and_Field/Strange_runner.gif" /></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/images/newyorktimes.gif" alt="" hspace="10" /></p>
<p><strong>Por GINA KOLATA</strong><br />
A importância da desaceleração gradual após os exercícios está enraizada na doutrina da ginástica. É citada nos livros de fisiologia, os personal trainers insistem nela, e revistas especializadas recomendam. Em equipamentos de academias, chega a ser algo automático: você digita o tempo que deseja se exercitar, e, quando o tempo termina, a máquina por si só reduz a carga e continua por mais cinco minutos, para que você desacelere.<br />
O problema, diz Hirofumi Tanaka, fisiologista do exercício da Universidade do Texas, Austin, é que praticamente não há base científica para esse conselho.<br />
Essa desaceleração é &#8220;um tópico subestudado&#8221;, diz. &#8220;Todos acham que é um fato estabelecido, então não o estudam.&#8221;<br />
Não está claro o que essa desaceleração deveria ser. Alguns dizem que basta continuar em movimento por alguns minutos. Outros afirmam que é preciso passar 5 a 10 minutos fazendo o mesmo exercício, só que mais lentamente. E há quem garanta que é necessário incluir alongamento.<br />
Tampouco está claro para que ela serve. Alguns dizem que alivia a dor muscular. Outros afirmam que evita a rigidez muscular ou que alivia a carga cardíaca.<br />
Os pesquisadores dizem que só há consenso acerca do possível risco de uma parada repentina. Durante exercícios intensos, os vasos das pernas se dilatam para levar mais sangue às pernas e pés, e o coração bate mais rápido. Se você para de repente, seu coração se desacelera, o sangue se acumula nas pernas e aos pés, e você pode ficar tonto e até desmaiar.<br />
Os melhores atletas são os mais vulneráveis, segundo o cardiologista e maratonista Paul Thompson, pesquisador do exercício do Hospital Hartford, em Connecticut (EUA). &#8220;Se você é bem treinado, seu ritmo cardíaco já é lento e se desacelera com ainda mais rapidez com o exercício&#8221;, disse.<br />
Esse efeito pode ser nocivo para alguém com uma doença cardíaca, disse o fisiologista Carl Foster, da Universidade de Wisconsin em La Crosse, explicando que, nesses casos, os vasos sanguíneos que chegam ao coração já estão mais estreitos, dificultando a passagem do sangue.<br />
Mas isso importa para o atleta comum, mediano? &#8220;Provavelmente não muito&#8221;, disse Thompson. E, de qualquer forma, a maioria das pessoas não fica parada como pedra quando a ginástica termina. Elas andam até o vestiário, até o carro ou até sua casa, beneficiando-se da desaceleração sem oficialmente &#8220;desacelerar&#8221;. A ideia da desaceleração parece ter se originado da teoria popular -hoje desmentida- segundo a qual os músculos doem depois do exercício por acumularem ácido láctico.<br />
Na verdade, o ácido láctico é um combustível. É uma parte normal do exercício e nada tem a ver com a dor muscular. Mas a teoria do ácido láctico levou à noção de que reduzir lentamente a intensidade da atividade permitiria que a substância se dissipasse.<br />
Segundo Tanaka, um estudo com ciclistas concluiu que, sendo o ácido láctico bom, é melhor não desacelerar depois de um exercício intenso. O ácido láctico era revertido em glicogênio, um combustível muscular, quando os ciclistas simplesmente paravam. Quando desaceleravam, era desperdiçado na alimentação dos músculos.<br />
E, quanto à dor muscular, a desaceleração não a alivia, segundo Tanaka. E a rigidez muscular? &#8220;Não há dados para apoiar a ideia de que a desaceleração ajuda&#8221;, disse Foster.<br />
Os pesquisadores do exercício dizem seguir os seus próprios conselhos. Thompson afirma que, se está fazendo uma atividade puxada em pista, caminha uma curta distância ao terminar, para evitar a tontura. Já Tanaka não desacelera nada. Ele joga futebol e diz que não vê uma razão específica para fazer nada após o exercício a não ser, simplesmente, parar.</p>
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		<title>Porco mostra sua vaidade e esperteza</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:58:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[animais]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisas]]></category>
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		<description><![CDATA[Natalie Angier



Inteligência suína tem relação com busca por alimentos 

Na atual edição da revista &#8220;Animal Behaviour&#8221;, pesquisadores apresentam evidências de que porcos domésticos podem aprender rapidamente como os espelhos funcionam e usar isso para investigar os arredores e localizar seu alimento.
Essa é apenas mais uma descoberta no nascente estudo da cognição suína. Outros pesquisadores já [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: medium;"><strong>Natalie Angier</strong></span></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/newyorktimes/images/newyorktimes.gif" alt="" hspace="10" /></p>
<p><strong>Inteligência suína tem relação com busca por alimentos </strong></p>
<p><img class="alignleft" src="http://3.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/Sr9Y7z6uzhI/AAAAAAAADeo/KpFPqj_aR2Q/s320/porco-758944.jpg" alt="http://3.bp.blogspot.com/_FK5QjE4gwZc/Sr9Y7z6uzhI/AAAAAAAADeo/KpFPqj_aR2Q/s320/porco-758944.jpg" width="231" height="221" /><img src="http://www1.bestgraph.com/gifs/animaux/cochons/cochons-43.gif" alt="http://www1.bestgraph.com/gifs/animaux/cochons/cochons-43.gif" width="182" height="243" /></p>
<p>Na atual edição da revista &#8220;Animal Behaviour&#8221;, pesquisadores apresentam evidências de que porcos domésticos podem aprender rapidamente como os espelhos funcionam e usar isso para investigar os arredores e localizar seu alimento.<br />
Essa é apenas mais uma descoberta no nascente estudo da cognição suína. Outros pesquisadores já descobriram que os porcos são brilhantes em lembrar onde a comida foi acumulada e o tamanho de cada esconderijo em relação ao resto. Eles demonstraram que o Porco A pode aprender quase instantaneamente a seguir o Porco B quando este indica saber onde um bom alimento está armazenado, e que o Porco B tentará enganar o porco perseguidor e afastá-lo do caminho.<br />
Os estudiosos descobriram que os porcos estão entre os animais mais rápidos para aprender uma nova rotina, que eles podem fazer muitos truques e que também demoram a esquecer.<br />
Recentemente, uma equipe internacional de biólogos divulgou o primeiro esboço do genoma dos porcos.<br />
Mesmo numa olhada superficial, &#8220;o genoma suíno se compara favoravelmente ao genoma humano&#8221;, disse Lawrence Schook, da Universidade de Illinois em Urbana-Champaign (EUA), um dos líderes da equipe.<br />
Schook está particularmente interessado em ver se os muitos paralelos fisiológicos e comportamentais entre porcos e humanos se refletem nos respectivos genomas. Há semelhanças nos corações, nos dentes, na forma de metabolizar drogas e, talvez, nos hábitos, segundo ele. &#8220;Olho para o porco como um grande modelo animal para as doenças [ligadas ao] estilo de vida humano&#8221;, afirmou. &#8220;Os porcos gostam de ficar deitados por aí, gostam de beber se tiverem a chance, fumam e assistem TV.&#8221;<br />
Richard Byrne, professor de psicologia evolutiva da Universidade de Saint Andrews, atribui a inteligência suína às mesmas pressões evolutivas que levaram à inteligência dos primatas: vida social e comida. Porcos selvagens vivem em grupos de longo prazo e fuçam em busca de alimentos.<br />
Como comprovadamente os macacos sabem usar espelhos para achar alimentos, Donald Broom, da Universidade de Cambridge, e seus colegas decidiram verificar isso em porcos. Começaram expondo sete porcos de 4 a 8 semanas de vida a períodos de cinco horas com um espelho e gravando suas reações. Os porcos ficavam fascinados, grunhiam, esfregavam o focinho na superfície, olhavam para sua imagem de diversos ângulos, examinavam atrás do espelho. No dia seguinte, quando o espelho era colocado em seu estábulo, os porcos o cumprimentavam com indiferença.<br />
Em seguida, os pesquisadores colocaram o espelho junto com uma tigela de comida que não poderia ser diretamente vista, mas cuja imagem estava refletida no espelho. E, então, compararam as reações dos porcos acostumados ao espelho com as de um grupo de porcos &#8220;ingênuos&#8221;. Ao ver a comida virtual pelo espelho, os porcos experientes se viravam e, após em média 23 segundos, encontravam o alimento. Já os porcos desacostumados ao espelho buscavam em vão a tigela fuçando atrás do espelho.</p>
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		<title>Sonhos são exercício para o cérebro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Benedict Carey






Visões durante o sono podem servir de aquecimento




Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-16640" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha2.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Benedict Carey</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<table style="height: 87px;" border="0" width="482">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><span style="font-size: x-large;"><strong><em>Visões durante o sono podem servir de aquecimento</em></strong></span></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos da psique representam temas primais. Teorias mais recentes afirmam que os sonhos ajudam o cérebro a consolidar memórias emocionais ou a trabalhar problemas atuais, como um divórcio ou frustrações no trabalho.<br />
Mas o que dizer da hipótese de que o objetivo principal dos sonhos não é de natureza psicológica?<br />
Em artigo recente no periódico &#8220;Nature Reviews Neuroscience&#8221;, o psiquiatra J. Allan Hobson, que pesquisa o sono na Universidade Harvard, argumenta que a função principal do sono REM (caracterizado por movimentos rápidos dos olhos) é de natureza fisiológica. O cérebro está aquecendo seus circuitos, preparando-se para as visões, os sons e as emoções do estado desperto.<br />
&#8220;Isso ajuda a explicar muitas coisas, como o porquê de as pessoas esquecerem tantos sonhos&#8221;, disse Hobson. &#8220;É como praticar corrida; o corpo não se recorda de cada passo dado, mas sabe que se exercitou. Ele foi aquecido e afinado. A ideia aqui é a mesma: os sonhos afinam a mente, preparando-a para a consciência desperta.&#8221;<br />
Hobson argumenta que o sonhar é um estado de consciência paralela que opera continuamente, mas que costuma ser suprimido durante a vigília.<br />
&#8220;A maioria [dos estudiosos] parte de ideias psicológicas previamente determinadas e tenta fazer os sonhos se encaixar nessas ideias&#8221;, disse Mark Mahowald, neurologista e diretor do programa de desordens do sono do Centro Médico Hennepin County, em Minneapolis (EUA). &#8220;O que me agrada nesse novo artigo é que ele não parte de nenhuma premissa prévia sobre a função dos sonhos.&#8221;<br />
O sono REM parece ser um desenvolvimento recente, em termos evolutivos; ele é perceptível em humanos, outros mamíferos e pássaros. E estudos sugerem que o sono REM aparece em fase muito precoce da vida: no caso dos humanos, no terceiro trimestre de vida do feto.<br />
Cientistas encontraram em estudos evidências de que a atividade REM ajuda o cérebro a construir conexões neurais, especialmente em suas áreas visuais. O feto em desenvolvimento pode estar &#8220;vendo&#8221; algo, em termos de atividade cerebral, muito antes de seus olhos se abrirem.<br />
Algumas pessoas são capazes de assistir a seus próprios sonhos como observadoras, sem despertarem. Conhecido como sonhar lúcido, esse estado de consciência é em si um mistério. Mas é um fenômeno real, e Hobson encontra nele um argumento forte em favor de sua tese de que os sonhos serviriam como aquecimento fisiológico.<br />
Em estudo publicado em setembro no períodico &#8220;Sleep&#8221;, Ursula Voss, de Frankfurt, liderou uma equipe que analisou ondas cerebrais durante o sono REM, a vigília e o sonho lúcido. O estudo constatou que o estado de sonho lúcido possui elementos do sono REM e da vigília -especialmente nas áreas frontais do cérebro, que ficam inativas durante o sonhar normal. Hobson foi coautor do artigo.<br />
&#8220;Vemos esse cérebro dividido em ação&#8221;, disse ele. &#8220;Isso me diz que existem esses dois sistemas e que eles podem, de fato, estar em ação ao mesmo tempo.&#8221;<br />
Ainda falta muito para os pesquisadores poderem confirmar essa hipótese. Mas os benefícios disso podem ir além de uma compreensão mais profunda do cérebro adormecido. Os esquizofrênicos sofrem alucinações de origem desconhecida. Hobson sugere que esses voos da imaginação possam estar relacionados à ativação anormal da consciência sonhadora. Como disse Jung: &#8220;Deixe o sonhador despertar, e você verá uma psicose&#8221;.</p>
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		<title>Pesquisas associam taxas de colesterol a risco de tumores</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 17:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Altos níveis de HDL (colesterol &#8220;bom&#8221;) parecem proteger contra o câncer
JULLIANE SILVEIRA ENVIADA ESPECIAL A ORLANDO &#8211; FOLHA SP
Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol &#8220;bom&#8221;) e menor risco de desenvolvimento de câncer.
Entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://noolhar.files.wordpress.com/2009/05/colesterol_dieta.jpg" alt="http://noolhar.files.wordpress.com/2009/05/colesterol_dieta.jpg" width="323" height="373" /></p>
<p style="text-align: left;">
<strong> Altos níveis de HDL (colesterol &#8220;bom&#8221;) parecem proteger contra o câncer</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">JULLIANE SILVEIRA ENVIADA ESPECIAL A ORLANDO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol &#8220;bom&#8221;) e menor risco de desenvolvimento de câncer.<br />
Entre os pacientes avaliados, 7.928 desenvolveram tumores malignos ao longo de cinco anos. A cada 10 mg/dl aumentado de HDL, a redução de incidência de câncer foi de 21%.<br />
O estudo foi realizado pelo Tufts Medical Center e apresentado no congresso da American Heart Association, em Orlando. &#8220;Constatamos que, nos estudos com pacientes com taxas mais baixas de HDL, a incidência de câncer foi maior&#8221;, disse à Folha Richard Karas, autor do estudo.<br />
Os mecanismos que levam à associação entre as taxas de colesterol e câncer ainda não foram bem estabelecidos. No entanto, os pesquisadores levantam algumas hipóteses para explicar a relação.<br />
Uma delas é o fato de que o HDL está relacionado a mecanismos inflamatórios. &#8220;O HDL pode ter um efeito no sistema imunológico, desempenhando um efeito anti-inflamatório. Um dos papeis desse sistema, em termos leigos, é procurar as células cancerosas e matá-las&#8221;, explicou Karas.<br />
A outra hipótese, segundo Karas, está no efeito antioxidante de uma proteína que compõe o HDL. Sabe-se que substâncias antioxidantes têm efeito preventivo contra o desenvolvimento de tumores.<br />
&#8220;É possível que o HDL atue em mecanismos inflamatórios do organismo e, por isso, contribua para reduzir as taxas de câncer. Mas não podemos deixar de lado o fato de que pessoas com níveis mais altos de colesterol &#8220;bom&#8221; geralmente apresentam melhores hábitos de vida, o que também influencia no aparecimento de câncer&#8221;, observa o cardiologista Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.</p>
<p><strong>Próstata</strong><br />
Um outro estudo realizado com mais de 5.000 homens pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, também mostrou que altos índices de colesterol total estão relacionados a maior risco de desenvolver câncer de próstata. Aqueles que tinham níveis totais de colesterol menores do que 200 mg/dl apresentaram 59% menos risco de desenvolver câncer de próstata agressivo.<br />
De acordo com os pesquisadores, as moléculas de colesterol podem interferir na sobrevida das células cancerosas. Dessa forma, os tumores podem fazer uso desse mecanismo para burlar o ciclo normal de vida e morte celular.</p>
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		<title>Berço e criação</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 21:57:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
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		<description><![CDATA[+Marcelo Leite &#8211; Folha SP






Determinismo genético saiu de moda na academia 




Saí do berço ouvindo que quem  herda não furta. Pode-se entender o provérbio em sentido jurídico, mas o contexto sempre apontava  outra coisa: não é crime parecer-se  com alguém. Algo como, para ficar nos  provérbios, &#8220;quem puxa aos seus não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-large;">+Marcelo Leite &#8211; Folha SP</span></strong></span></span></h2>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<table style="height: 98px;" border="0" width="500">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><strong><span style="font-size: large;"><em>Determinismo genético saiu de moda na academia </em></span></strong><br />
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Saí do berço ouvindo que quem  herda não furta. Pode-se entender o provérbio em sentido jurídico, mas o contexto sempre apontava  outra coisa: não é crime parecer-se  com alguém. Algo como, para ficar nos  provérbios, &#8220;quem puxa aos seus não  degenera&#8221;.<br />
A biologia é obcecada com o sentido  desse verbo, &#8220;herdar&#8221;. Debate-se há  séculos quanto de nossas disposições  gerais, em especial de temperamento,  são &#8220;causadas&#8221; por fatores herdados.  Para muita gente, isso significa deixar  de ter responsabilidade pelo que são, e  até pelo que fazem.<br />
A partir do século 20, o problema foi  enquadrado na moldura dos genes.  Começou-se a falar em genética do  comportamento, da violência, da  orientação sexual etc. Assim como o  escorpião da fábula explicou ao sapo  que ferroá-lo estava em sua natureza,  há quem acredite safar-se alegando:  &#8220;Está no meu DNA&#8221;.<br />
É a velha questão &#8220;nature X nurture&#8221;, que traduzo livremente do inglês  como berço X criação. A genética, turbinada pelo Projeto Genoma Humano, teria resolvido o dilema em favor  do primeiro termo. Até os anos 1980,  houve certo predomínio da psicologia  (ambiente, ou criação), logo substituída por explicações &#8220;mais científicas&#8221;,  genéticas (natureza, ou berço).<br />
Esse determinismo genético saiu de  moda há anos, na intimidade do meio  científico, mas tem apelo irresistível  no público e é tolerado por pesquisadores. Caiu em desuso técnico porque  é falacioso. Seu defeito está em confundir &#8220;genético&#8221; com &#8220;hereditário&#8221;  ou &#8220;inato&#8221;, pois nem tudo que afeta os  genes ocorre antes do nascimento.<br />
Mais um estudo que põe essa dicotomia em xeque foi publicado eletronicamente pelo periódico científico  &#8220;Nature Neuroscience&#8221; na semana  passada. Chris Murgatroyd, pesquisador do Instituto Max Planck de Psiquiatria, de Munique, mostrou que  experiências traumatizantes na primeira infância podem deixar marcas  duradouras na fisiologia e no comportamento que nada têm a ver com o  conteúdo dos genes, mas sim com a  expressão desse conteúdo.<br />
É o que se chama de epigenética,  anotações que a experiência vivida  deixa no genoma. Elas sinalizam quais  genes do acervo de mais de 20 mil podem e devem ser usados em cada circunstância. O grupo de Murgatroyd  investigou em camundongos o efeito  de estresse em filhotes separados da  mãe três horas por dia nos primeiros  dez dias de vida.<br />
A equipe descobriu que, já adultos,  os roedores estressados quando filhotes tinham níveis elevados de um hormônio, a vasopressina, associado com  o humor e, em humanos, com a química da depressão. Viu, ainda, que esse  aumento decorre de marcas indeléveis deixadas no DNA.  É óbvio que o mecanismo pode não  ser o mesmo em seres humanos, mas é  difícil de acreditar que não haja coisas  similares agindo dentro de nós. Somos o resultado não só do que está em  nossos genes, mas também do que se  superpõe a eles. Nem berço nem criação, mas berço-e-criação.<br />
Essa visão menos determinista nos  convida a investigar, ponderar e influir tanto no que está no DNA quanto  no modo como criamos nossos filhos e  jovens e como tratamos a nós próprios. Como já foi dito, somos o que fizermos do que fizeram de nós.  Incrível: descobri no Google que o  imortal Walter Franco tem uma música intitulada &#8220;Quem Puxa aos Seus  Não Degenera&#8221;. Nela se encontra a seguinte estrofe, que talvez nos inspire a  ser mais tolerantes com as feras criadas por aí: &#8220;Daí meu pai disse / Meu filho, espera / A inocência que há / No  olhar da fera&#8221;.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><span> <strong>MARCELO LEITE</strong> é autor de &#8220;Darwin&#8221; (série Folha Explica,  Publifolha, 2009) e &#8220;Ciência &#8211; Use com Cuidado&#8221; (Editora  da Unicamp, 2008). Blog: Ciência em Dia (<strong> <a href="http://cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br/">cienciaemdia.folha.blog.uol.com.br</a></strong> ).  E-mail: <strong><a href="mailto:cienciaemdia.folha@uol.com.br">cienciaemdia.folha@uol.com.br</a></strong></span></p>
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		<title>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;
da Folha Online
Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.
Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" alt="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" /><strong>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.</p>
<p>Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez por dia, indicaram mais relações sexuais &#8220;satisfatórias&#8221;, maiores níveis de desejo sexual e reduzido estresse associado a problemas sexuais.</p>
<p>&#8220;É essencialmente um remédio como o Viagra para mulheres, já que o libido ou desejo sexual reduzido é o problema sexual mais comum das mulheres, assim como a difunção erétil é o problema mais frequente para os homens&#8221;, disse o professor John Thorp, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA.</p>
<p>O Viagra, que ajuda os homens a superar a impotência, também foi projetado originalmente com outro propósito: para tratar angina, uma dor no peito associada a doenças do coração.</p>
<p>Os resultados reunidos de três dos quatro testes clínicos em série do Flibanserin foram apresentados hoje no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual, em Lyon, França.</p>
<p>Um total de 1.946 mulheres a partir dos 18 anos até idade pré-menopausa foram tratadas com o Flibanserin ou com um placebo &#8211;cápsula inativa para controle&#8211; por 24 semanas.</p>
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		<title>Fêmea de morcego da Ásia faz sexo oral, diz pesquisa. &#8220;Felação&#8221; ajuda a prolongar coito de mamíferos; ato só tinha sido registrado entre humanos e chimpanzés, e sua função ainda é nebulosa. (É isso mesmo, esta escrito nebulosa, não gostosa)</title>
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		<pubDate>Sat, 31 Oct 2009 17:28:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[Grupo sino-britânico observou o comportamento filmando casais em cativeiro
Universidade de Bristol/Reprodução

 Morcego da espécie &#8220;Cynopterus sphinx&#8221;




REINALDO JOSÉ LOPES &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Não é todo dia que a palavra &#8220;felação&#8221; vai parar no título de um artigo científico, principalmente quando a prática é adotada não por humanos, mas por morcegos. Pesquisadores chineses e britânicos descobriram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Grupo sino-britânico observou o comportamento filmando casais em cativeiro</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Universidade de Bristol/Reprodução<br />
</em><img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/d3110200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
<em> Morcego da espécie &#8220;Cynopterus sphinx&#8221;</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">REINALDO JOSÉ LOPES &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Não é todo dia que a palavra &#8220;felação&#8221; vai parar no título de um artigo científico, principalmente quando a prática é adotada não por humanos, mas por morcegos. Pesquisadores chineses e britânicos descobriram que as fêmeas do mamífero voador são adeptas do sexo oral -caso muito raro em espécies que não a humana.<br />
A função do comportamento ainda não está clara, mas uma coisa é certa: os machos da espécie Cynopterus sphinx gostam. Tanto que, em experimentos, apareceu uma forte correlação entre o tempo que durava o ato sexual e a frequência da felação. Ou seja, quanto mais a fêmea se dedicava ao sexo oral, mais demorada era a relação entre o casal voador.<br />
A pesquisa, coordenada por Libiao Zhang, do Instituto Entomológico de Guangdong, na China, está na revista científica de acesso livre &#8220;PLoS One&#8221;. O C. sphinx é um morcego comedor de frutas presente em várias regiões do sul da Ásia.<br />
Já se sabia que os machos da espécie costumam construir pequenas tendas feitas de folhas, para as quais atraem as fêmeas que formarão seu harém.<br />
Mais do que isso era difícil investigar, até porque os hábitos dos bichos, normalmente noturnos e tímidos, não ajudam muito. &#8220;É muito raro a gente conseguir algum vislumbre da cópula nas espécies aqui do Brasil&#8221;, conta a bióloga Susi Missel Pacheco, pesquisadora do Instituto Sauver (RS) e presidente da Sociedade Brasileira para o Estudo de Quirópteros (ou seja, morcegos).</p>
<p>Ninho de amor<br />
A equipe sino-britânica resolveu dar privacidade e vida mansa aos casais de morcegos. Capturaram uma batelada dos bichos e excluíram filhotes, fêmeas grávidas ou em fase de amamentação, ficando apenas com 30 pares adultos.<br />
Próximo passo: colocar cada casal em amplas jaulas, com folhas para os ninhos, água e banana a gosto. Câmeras digitais foram instaladas nos recintos, o que permitiu ao grupo monitorar os movimentos dos bichos sem perturbá-los demais.<br />
E o que eles observaram seria digno de figurar num Kama Sutra dos morcegos. De ponta-cabeça, o macho abordava a fêmea por trás. Durante a penetração, ela se contorcia e lambia gentilmente o pênis do parceiro, repetidas vezes. Isso, ao menos, nos casos mais bem-sucedidos: se a fêmea passava 40 segundos lambendo o pênis do macho, o sexo se prolongava por mais de oito minutos.<br />
Pacheco diz que o uso de &#8220;felação&#8221; para definir o comportamento talvez seja exagerado, e que a vida em cativeiro talvez tenha algum impacto sobre a cópula dos bichos. &#8220;Mesmo assim, é um trabalho muito intrigante, a começar pelo ineditismo e pelas curiosas semelhanças com primatas&#8221;, avalia.<br />
De fato, a única coisa mais ou menos parecida foi registrada entre jovens bonobos ou chimpanzés-pigmeus (Pan paniscus). Entre morcegos do Brasil, diz Pacheco, havia registros de fêmeas que tomavam a iniciativa no começo da cópula.</p>
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		<title>Remédio para colesterol pode combater gripe, diz estudo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 17:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[AE-AP &#8211; Agencia Estado
MILWAUKEE &#8211; Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">AE-AP &#8211; Agencia Estado</span></h2>
<p>MILWAUKEE &#8211; Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por causa da gripe sazonal tinham duas vezes mais chances de sobreviver do que as que não tomavam esse tipo de remédio.</p>
<p>Isso não prova que as estatinas são a cura para a gripe, já que mais estudos ainda são realizados para verificar se essas drogas podem ser um bom tratamento. O estudo sobre as estatinas, apresentado hoje durante um congresso médico, envolveu 2.800 pessoas pesquisadas entre 2007 e 2008.</p>
<p>&#8220;O estudo é muito promissor&#8221;, disse a coordenadora, Ann Thomas, da Divisão de Saúde Pública do Oregon. A estatinas são conhecidas também por reduzirem a maioria dos problemas causados pela gripe, independentemente se for a sazonal ou a causada pelo vírus A H1N1, são as inflamações, uma reação exagerada do sistema imunológico enquanto luta contra o vírus.</p>
<p>Estudos prévios também descobriram que as estatinas podem ajudar as pessoas a superar a pneumonia e sérias infecções bacterianas do sistema sanguíneo. A nova pesquisa, patrocinada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, é o maior já feito nos Estados Unidos que analisa o efeito das estatinas contra gripe.</p>
<p>O tratamento é uma questão muito importante para a gripe suína, já que a vacina está demorando para chegar ao público em geral. Remédios contra a gripe como o Tamiflu têm sido reservados apenas para os pacientes mais graves. As estatinas são baratas, relativamente seguras e estão entre os remédios mais utilizados em todo o mundo.</p>
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		<title>Relaxe, é apenas estresse</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:37:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Se você acha que é estressado, considere o caso da morsa do Ártico. Enquanto seu hábitat de gelo marinho encolhe, as criaturas ficam cada vez mais amontoadas, o que faz a adrenalina e a ansiedade aumentarem a níveis perigosos. No mês passado, apontou reportagem do “New York Times”, os ânimos se exaltaram em uma colônia [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-15013" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/10/newyorktimes_folha.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p>Se você acha que é estressado, considere o caso da morsa do Ártico. Enquanto seu hábitat de gelo marinho encolhe, as criaturas ficam cada vez mais amontoadas, o que faz a adrenalina e a ansiedade aumentarem a níveis perigosos. No mês passado, apontou reportagem do “New York Times”, os ânimos se exaltaram em uma colônia no Alasca, e 131 morsas foram esmagadas em um tropel aterrorizado.<br />
As morsas não são as únicas a reagir exageradamente ao estresse. Seja em um ecossistema em mudança ou um mercado de trabalho que desmorona, os animais são programados para lutar ou fugir, conforme substâncias químicas do cérebro e hormônios reagem a ameaças reais ou imaginárias.<br />
Infelizmente, os humanos têm um talento para exagerar as imaginárias.<br />
Como escreveu Natalie Angier no “Times”, “os seres humanos às vezes pensam demais, vendo ameaças fantasmas em cada reunião de equipe ou baile de colégio”. O risco, diz ela, é que a reação ao estresse, tão eficaz em uma fuga repentina de um tigre dente-de-sabre, torna-se prejudicial se nunca se descontrair. Como ratos de laboratório apinhados em gaiolas, os humanos ansiosos correm o risco de desenvolver padrões de pensamento compulsivos e problemas físicos.<br />
Alguns desses padrões compulsivos persistem durante o sono. Com a recessão econômica, dentistas americanos notam um aumento concomitante do bruxismo (ranger de dentes), atividade muscular subconsciente relacionada ao estresse. A maioria dos rangedores de dentes não nota o problema até que um dente se fragmenta, relatou o “Times”.<br />
Mais uma vez, a culpa está tanto em nossos ancestrais primordiais quanto em nosso sistema financeiro moderno.<br />
“O estresse, seja real ou imaginário, faz que os hormônios de fuga ou luta sejam liberados no corpo”, disse ao “Times” o dentista Matthew Messina. “Esses hormônios do estresse mobilizam energia e causam atividade isométrica, que é o movimento muscular —porque essa energia acumulada tem de ser liberada de alguma maneira.”<br />
Com ou sem recessão, algumas pessoas que rangem os dentes podem ter sido “programadas para se preocupar” desde o nascimento, segundo a “Times Magazine”. Jerome Kagan, professor de psicologia na Universidade Harvard, estuda traços de personalidade de um grupo de pessoas desde 1989, quando todas eram bebês. Uma delas, conhecida como Baby 19, chamou sua atenção desde o início. Era nervosa e temerosa e se perturbava com qualquer tipo de mudança, fossem novos sons, visões ou pessoas. Como muitos outros bebês hiper-reativos que Kagan estudou, Baby 19 se transformou em uma jovem tensa, com uma sensação constante de catástrofe iminente.<br />
Exames de imagens do cérebro dessas pessoas revelam hiperatividade na amígdala, o centro do cérebro relacionado às reações primitivas de lutar ou fugir, como se poderia suspeitar.<br />
A boa notícia é que podemos desfazer os padrões compulsivos persistentes.<br />
Ao contrário das morsas estressadas do Alasca, alguns dos sujeitos hiper-reativos de Kagan se beneficiaram da terapia cognitiva, que reorientou seus padrões de pensamento para longe do medo e da ansiedade constantes.<br />
“As lutas internas me incomodaram durante anos”, escreveu um deles, com a sábia idade de 13 anos, “até que consegui simplesmente relaxar e me acalmar”.</p>
<p><em>Envie comentários para nytweekly@nytimes.com</em></p>
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		<title>Produtividade de cana cresce até 50%</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/10/produtividade-de-cana-cresce-ate-50/</link>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:13:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
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		<description><![CDATA[
&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. 


TENDÊNCIA
A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-out;" src="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" alt="http://betebrito.com/wp-content/fgallery/academico/cana_de_acucar.jpg" /><br />
<em><span style="font-size: xx-small;">&#8220;CANA DE AÇÚCAR&#8221;, de Bete Brito. Tela painel 60&#215;60cm, óleo s/tela e textura acrílica. </span></em></p>
<p style="text-align: center;"><em><span style="font-size: xx-small;"><br />
</span></em></p>
<p><strong>TENDÊNCIA</strong></p>
<p>A introdução das primeiras variedades transgênicas de cana, o melhoramento genético clássico com a seleção de novas variedades e o desenvolvimento de tecnologias sofisticadas para orientar o plantio podem aumentar a produtividade da cana-de-açúcar entre 40% e 50% nos próximos 20 anos no Brasil. A avaliação &#8211; que reforça a posição do País como imbatível na produção de açúcar, álcool e energia renovável &#8211; é do diretor-superintendente do Centro de Tecnologia Canavieira (CTC), Nilson Boeta, feita durante o lançamento das novas variedades de cana da instituição de pesquisa, em Ribeirão Preto (SP). <em>Fonte O Estado SP</em></p>
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