<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Blog do Favre &#187; ECONOMIA</title>
	<atom:link href="http://blogdofavre.ig.com.br/category/economia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://blogdofavre.ig.com.br</link>
	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 16:00:52 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>&#8221;Fundo do pré-sal será para todos&#8221;</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:57:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Dilma]]></category>
		<category><![CDATA[estaleiros]]></category>
		<category><![CDATA[fundo social]]></category>
		<category><![CDATA[indústria naval]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[municípios]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[royalties]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16722</guid>
		<description><![CDATA[Dilma vê avanço no fundo social

Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP
Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Dilma vê avanço no fundo social</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" alt="http://fernaslm.files.wordpress.com/2009/09/lulidilma.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Julio Castro, SÃO PAULO &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Todos os 5.561 municípios brasileiros dos 26 Estados e o Distrito Federal serão beneficiados pelo fundo social com origem em recursos obtidos com a extração do petróleo no pré-sal. A afirmação foi feita ontem pela ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, em seminário sobre o tema na Assembleia Legislativa de Santa Catarina.</p>
<p>A iniciativa do seminário tem como objetivo discutir pontos da proposta do novo modelo regulatório de exploração e produção de petróleo, como a implementação do modelo de partilha e a atuação da Petrobrás como única operadora dos campos do pré-sal. Em entrevista coletiva antes de sua participação no seminário, Dilma disse que a partilha vai ser direcionada para a redução da pobreza, investimentos em ciência e tecnologia, meio ambiente e cultura.</p>
<p>Pelo menos 22% dos royalties obtidos com a exploração do pré-sal serão destinados àqueles Estados fora da faixa litorânea onde se encontram as bacias petrolíferas.</p>
<p>&#8220;Os royalties estão num contexto secundário. Os projetos ainda não são definitivos, mas o grande avanço é o fundo social&#8221;, argumentou Dilma. Ela ressaltou que caberá a cada Estado reivindicar sua parcela de lucro &#8211; os royalties &#8211; gerado pela exploração do óleo em suas áreas limítrofes.</p>
<p>A ministra garantiu que o Brasil tem os investimentos necessários à exploração do petróleo, citando a importância da Petrobrás e seu fluxo de caixa, a participação dos investidores privados nacionais e internacionais, bem como a inserção financeira dos bancos.</p>
<p>&#8220;Nós não temos estimativa do custo dessa extração, assim como também não temos certeza do potencial de nossas reservas nesses campos&#8221;, disse Dilma, citando a necessidade da operação constante de pelo menos 300 embarcações exclusivas para o transporte do produto.</p>
<p>Paralelamente aos royalties e aos recursos do fundo social do pré-sal, Dilma Rousseff citou dezenas formas de os Estados, entre eles Santa Catarina, se beneficiarem com os dividendos da exploração.</p>
<p>Uma cadeia produtiva, segundo ela, de subprodutos, como a instalação de estaleiros para a construção de navios especiais e até mesmo algumas indústrias (moveleiras e de metalomecânicas) poderá se beneficiar do processo de exploração por um longo período. Até 2013, ressaltou, a Petrobrás investirá, em vários setores, US$ 174 bilhões.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/fundo-do-pre-sal-sera-para-todos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Viagens de negócios aquecem mercado aéreo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/viagens-de-negocios-aquecem-mercado-aereo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/viagens-de-negocios-aquecem-mercado-aereo/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 14:21:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Aviação]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[GOL]]></category>
		<category><![CDATA[negócios]]></category>
		<category><![CDATA[TAM]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16725</guid>
		<description><![CDATA[Volta dos passageiros corporativos vem sendo fundamental para o crescimento do setor

Michelly Chaves Teixeira &#8211; O Estado SP
A ascensão das classes C e D abre às companhias aéreas perspectivas de negócios animadoras, mas foi a volta dos viajantes a negócios que mereceu destaque nos balanços financeiros da TAM e Gol. Parte da expansão de 26% [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Volta dos passageiros corporativos vem sendo fundamental para o crescimento do setor</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://aviacaocomercial.sites.uol.com.br/cabine_tam.jpg" alt="http://aviacaocomercial.sites.uol.com.br/cabine_tam.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Michelly Chaves Teixeira &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>A ascensão das classes C e D abre às companhias aéreas perspectivas de negócios animadoras, mas foi a volta dos viajantes a negócios que mereceu destaque nos balanços financeiros da TAM e Gol. Parte da expansão de 26% do mercado doméstico no terceiro trimestre, na comparação com o mesmo período de 2008, é atribuída pelas aéreas às viagens corporativas, que engrenam uma retomada neste cenário de reativação da atividade econômica.</p>
<p>Para o presidente da TAM, Líbano Barroso, este segmento deve manter o ritmo histórico de superar duas vezes e meia a expansão do PIB, estimada em 5% pelos economistas para 2010. Segundo ele, esse mercado reagiu de forma mais clara a partir da segunda quinzena de setembro. Até 15 de dezembro, a busca destes clientes por voos continuará &#8220;forte&#8221;, mas depois, até o fim de janeiro, entram em cena os viajantes a lazer. &#8220;A volta do viajante a negócios coincide com a percepção de melhora do momento econômico&#8221;, afirmou o executivo. Hoje, cerca de 75% dos passageiros da TAM viajam a negócios, enquanto a média do mercado ronda os 68%, diz Barroso.</p>
<p>A Gol também detectou um aumento no número de passageiros corporativos no terceiro trimestre, segundo Eduardo Bernardes, diretor comercial da empresa. Além da melhora na economia, contribuiu para a maior procura de usuários corporativos a integração da malha aérea com a Varig, além da possibilidade de os clientes da Gol acumularem milhas no programa de milhagem Smiles. Dos clientes que viajam pela Gol, 62% pertencem ao mercado corporativo. &#8220;Em 2001, quando a Gol iniciou suas operações, perto de 80% dos viajantes na indústria brasileira de aviação eram deste segmento&#8221;, diz.</p>
<p>As duas empresas disputam palmo a palmo os clientes pessoas jurídicas. Segundo os dados mais recentes da TMC Brasil (Associação das Empresas Administradoras de Viagens de Negócios do Brasil), no primeiro semestre a TAM tinha 52% das vendas nacionais de seis agências de viagens corporativas filiadas à entidade. Apesar da liderança, a participação é inferior aos 61,4% indicados nos primeiros seis meses de 2008. O grupo Gol/Varig, por sua vez, saiu de 34,2% para 40,7% no período.</p>
<p><strong>PREÇOS</strong></p>
<p>O consultor de Aviação da Bain &amp; Company, André Castellini, observa que o crescimento do mercado aéreo, seja com passageiros de turismo ou de negócios, não significou uma melhora nas tarifas na mesma proporção. Somente agora é que a perspectiva de recomposição dos preços das passagens começou a ocorrer. Dados da Associação Nacional de Aviação Civil (Anac) mostram que o preço médio das passagens aéreas em outubro subiu 16,6% nos voos nacionais, na comparação com setembro. O valor médio ficou em R$ 312,20 em outubro, ante os R$ 267,75 verificados no mês anterior.</p>
<p>Além da política agressiva de preços das empresas, Castellini diz que o excesso de oferta de assentos também dificulta a recuperação das receitas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/viagens-de-negocios-aquecem-mercado-aereo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Acelerada, economia do Nordeste atrai grandes empreendimentos</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 13:41:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[investimentos]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[shopping]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16715</guid>
		<description><![CDATA[Investimentos: Capitais e cidades do interior registram crescimento robusto de vendas

Leo Caldas/Titular/Valor

 Paes Mendonça: &#8220;Temos setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece ao consumidor o que há de melhor&#8221; 


Shirley Ribeiro , para o Valor, de Vitória
Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Investimentos: Capitais e cidades do interior registram crescimento robusto de vendas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
<span style="font-size: x-small;">Leo Caldas/Titular/Valor</span></em></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002391/imagens/foto24rel-norddeste-f12.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<em> Paes Mendonça: &#8220;Temos setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece ao consumidor o que há de melhor&#8221; </em></span></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p style="text-align: center;">Shirley Ribeiro , para o Valor, de Vitória</p>
<p>Os empreendedores do setor de shopping centers seguem com rigor a indicação das pesquisas de mercado e essas, atualmente, têm apontado a direção Nordeste como o rumo certo para bons negócios. A ampliação do poder de compra das classes C e D combinada com a maior capacidade de atração de indústrias são fatores que têm acelerado a economia nordestina, com efeito palpável no comércio.</p>
<p>&#8220;Estamos registrando taxas de crescimento de vendas com índices chineses&#8221;, diz Sérgio Gomes, do grupo cearense North Empreendimentos. &#8220;Em maio de 2009, os shoppings venderam 18% a mais do que no mesmo mês do ano anterior. Em junho essa taxa foi de 16%. Na média do ano, estamos com crescimento de 8% e isso pode ser superado se o Natal ficar dentro das expectativas&#8221;, afirma. O grupo administra, atualmente, três shoppings na região metropolitana de Fortaleza.</p>
<p>Para o presidente do Grupo JCPM, João Carlos Paes Mendonça, que comanda uma das mais bem-sucedidas carteiras de shoppings do Nordeste, esse aquecimento é resultado, também, do trabalho desenvolvido pelos empreendedores e lojistas nos últimos anos. &#8220;Hoje temos um setor mais profissionalizado, que utiliza as ferramentas de marketing com eficiência e oferece para o consumidor o que há de melhor no segmento de shoppings. Por isso, não ocorreu desaceleração nesse segmento no Nordeste em função da crise, e nós continuamos a crescer&#8221;, diz o empresário.</p>
<p style="text-align: center;">O presidente da Associação dos Lojistas de Shoppings do Estado do Ceará (Alshop), Abílio do Carmo, diz que os números são bons e vão ficar ainda melhores. &#8220;Eu não tenho dúvida sobre o potencial de crescimento de shoppings no Ceará e também em outros Estados do Nordeste. A classe C, que sempre foi muito grande na nossa região, melhorou de vida e foi às compras. E os shoppings são a melhor opção, porque são modernos, concentram muitas lojas e oferecem lazer&#8221;, analisa o dirigente. De acordo com ele, ainda há potencial para a instalação de novos empreendimentos na Grande Fortaleza, principalmente nos municípios de Eusébio e Aquiraz. &#8220;Os lojistas estão prontos para investir. É só abrir o shopping&#8221;, garante.<br />
<img class="aligncenter" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002391/imagens/arte24rel-nordeste-f12.gif" border="0" alt="Foto Destaque" /></p>
<p>O sucesso dos shoppings nordestinos impulsiona novos investimentos nas capitais e também em algumas cidades do interior e do litoral. Entre 2009 e 2012 serão inaugurados ou expandidos mais de dez, incluindo dois de grande porte que serão âncoras da criação de bairros em Salvador e São Luis. Sobre a oportunidade de novos investimentos, Paes Mendonça reforça a visão de que é preciso ter eficiência. &#8220;O mercado de shoppings é como coração de mãe, sempre cabe mais um. Mas isso não significa que todos darão resultados. Serão bem-sucedidos aqueles que forem adequados à demanda e souberem trabalhar para atender o público certo.&#8221;</p>
<p>Os planos do Grupo JCPM confirmam que há, sim, bastante espaço para novos investimentos. &#8220;Estamos construindo o nosso segundo shopping em Salvador, além de fazer investimentos na requalificação e modernização dos que já temos no Recife e em Aracaju. Outro plano é construir no Recife um shopping tão moderno quanto o Salvador Shopping&#8221;, resume Paes Mendonça. O Norte Shopping, novo empreendimento do grupo na capital baiana, será inaugurado até novembro de 2010, nas imediações do aeroporto, com uma área bruta locável de 41,4 mil metros quadrados.</p>
<p>O grupo North também não para de investir, encorajado pelos resultados do último investimento &#8211; o Via Sul, inaugurado em dezembro de 2008, em Fortaleza. &#8220;Estamos investindo na expansão do Shopping Maracanaú, que incorporamos em 2003, e na remodelação do Shopping Caruaru, que acabamos de adquirir&#8221;, conta Sérgio Gomes. Segundo ele, o Maracanaú terá sua área triplicada e vai se consolidar como shopping regional, atendendo a consumidores de diversas cidades no entorno da capital.</p>
<p>O projeto de investimento no empreendimento adquirido em Caruaru, cidade a cem km de Recife, já começou com o lançamento das promoções de Natal. &#8220;Há um grande potencial não explorado na cidade. Não tem nenhum cinema funcionando, por exemplo. Então, vamos colocar três salas de cinema modernas, lojas âncoras inéditas na região e opções de lazer&#8221;, antecipa o empresário. Ao mesmo tempo, o grupo tira do papel o projeto do Fortaleza Fashion Mall, primeiro shopping de atacado do Ceará. &#8220;Fizemos o lançamento no dia 7 de novembro e já temos 40% dos espaços vendidos&#8221;, diz Gomes, acrescentando que a previsão é de que seja inaugurado ainda no primeiro semestre de 2010.</p>
<p>Entre os diversos investimentos planejados para inflar o setor de shoppings do Nordeste, dois se diferenciam por representarem um conceito ainda novo na região: o empreendimento de uso misto, no qual os shoppings são âncoras de novos bairros.</p>
<p>O grupo Sá Cavalcante escolheu São Luís para realizar seu primeiro empreendimento misto no Nordeste. &#8220;A base do investimento é o Shopping da Ilha, que será o maior do Maranhão e terá lojas-âncora inéditas, como a Renner, a Centauro e a Etna&#8221;, afirma Leonardo Cavalcante, diretor-superintendente da SC2, empresa do grupo que administra a área de shoppings.</p>
<p>No entorno do shopping, implantado em uma área de 176 mil metros quadrados e com previsão de inauguração para abril de 2011, será construído um complexo imobiliário com 1.600 apartamentos e 2.900 salas comerciais. Localizado na avenida Daniel la Touche, que nos últimos anos tem se transformado em um corredor comercial, o empreendimento está com 70% da área de lojas já comercializados. &#8220;Tivemos uma receptividade muito boa para o shopping, o que confirma a nossa expectativa&#8221;, acrescenta o executivo.</p>
<p>Em Salvador, a iniciativa é do grupo JHFS, um dos pioneiros nesse tipo de investimento no Brasil. O Horto Bela Vista ocupará uma área de 340 mil metros quadrados, com 19 torres residenciais e três comerciais, um hotel, centro de convenções, uma escola e o Shopping Bela Vista. &#8220;Um dos fatores que nos levaram a investir em Salvador foi ter encontrado um parceiro local, experiente na área de shoppings, o Grupo Euluz, interessado em integrar o nosso projeto&#8221;, observa Robert Bruce Harley, diretor-executivo de shoppings da JHFS.</p>
<p>A primeira fase do projeto, que engloba cinco torres de apartamentos e o shopping, foi lançada em outubro do ano passado e cerca de 70% das unidades residenciais já foram comercializadas. O Shopping Bela Vista terá 57 mil metros quadrados de área bruta locável, sendo que na primeira fase, a ser inaugurada em 2011, contará com 200 lojas.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acelerada-economia-do-nordeste-atrai-grandes-empreendimentos/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Rio, os dois lados da moeda</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/rio-os-dois-lados-da-moeda/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/rio-os-dois-lados-da-moeda/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 13:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[SEGURANÇA]]></category>
		<category><![CDATA[Água]]></category>
		<category><![CDATA[CNM]]></category>
		<category><![CDATA[desenvolvimento urbano]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade social]]></category>
		<category><![CDATA[IBGE]]></category>
		<category><![CDATA[mortalidade]]></category>
		<category><![CDATA[Pnad 2008]]></category>
		<category><![CDATA[Rio de Janeiro]]></category>
		<category><![CDATA[saneamento básico]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16617</guid>
		<description><![CDATA[Estado está entre melhores do país em renda e educação; em saneamento e violência, entre piores

Regina Alvarez e Cássia Almeida &#8211; O Globo
Os contrastes que pontuam o cotidiano do Rio de Janeiro aparecem com nitidez nas estatísticas. Estudo inédito feito com base nas informações da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008) mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estado está entre melhores do país em renda e educação; em saneamento e violência, entre piores</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/10/10_MHG_RIO_cristo_1005.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/10/10_MHG_RIO_cristo_1005.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Regina Alvarez e Cássia Almeida &#8211; O Globo</span></h2>
<p>Os contrastes que pontuam o cotidiano do Rio de Janeiro aparecem com nitidez nas estatísticas. Estudo inédito feito com base nas informações da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008) mostra que o terceiro maior estado do país exibe indicadores socioeconômicos díspares na comparação com as demais unidades da federação. Ao mesmo tempo em que figura entre os primeiros do ranking em educação e renda, está muito mal posicionado no acesso a serviços básicos, como abastecimento de água, e nos indicadores relacionados à violência urbana.</p>
<p>A comparação, elaborada pela consultoria técnica da Confederação Nacional de Municípios (CMN), mostra que, em relação ao abastecimento de água — serviço básico e indicador essencial na aferição do nível de desenvolvimento regional —, o Rio aparece em 18º lugar no ranking dos estados, entre os dez piores índices de atendimento desses serviços no país. Dos 5,076 milhões de domicílios urbanos, 553,3 mil (10,9%) estão desassistidos neste quesito. Em São Paulo, o estado mais bem posicionado no ranking nacional, apenas 1% dos domicílios urbanos não conta com serviços de abastecimento de água. Já o estado de Rondônia aparece na pior colocação, com apenas 54% dos domicílios atendidos.</p>
<p>Outro indicador relevante é a coleta de lixo. Também neste caso o Rio está em uma posição desfavorável em relação aos demais estados. No ranking nacional aparece em 15olugar, com 89,7% dos domicílios urbanos atendidos. Neste caso, o mais bem posicionado é Tocantins, com 98,1% das residências atendidas, seguido de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.</p>
<p>O Rio aparece no topo de um ranking que não é motivo de orgulho.</p>
<p>Tem a terceira maior taxa bruta de mortalidade do país, com 7,35 mortes para cada 100 mil habitantes. Está atrás apenas de Pernambuco, o campeão em mortes (7,38 a cada 100 habitantes), e Paraíba (7,36). A análise das informações da Pnad relaciona esse indicador com baixas condições socioeconômicas, proporção de pessoas idosas na população, problemas no sistema de saúde e na prevenção de doenças e altos índices de mortalidade violenta — característica evidenciada no Rio por outras estatísticas. A média nacional de mortes a cada 100 mil habitantes é de 6,22 e o estado com o menor número é o Distrito Federal (4,33).</p>
<p>Desigualdade está na raiz da violência</p>
<p>O empresário Ulrich Rosenzweig, de 85 anos, foi uma vítima da violência no Rio. Em 27 de maio de 2008, foi assassinado com um tiro no peito, no Centro da cidade. A bisneta acabara de nascer e as quatro filhas ainda estão reorganizando a vida depois da morte.</p>
<p>— Meu pai estava chegando no prédio, junto com o boy que viera do banco. Ele se assustou com o movimento em torno do funcionário e o assaltante atirou no peito do meu pai. Ele estava em plena atividade.</p>
<p>Ele era o esteio de uma família de quatro filhas — afirma Evelyn Rosenzweig, filha do empresário.</p>
<p>Para o professor de Antropologia da UFF e coordenador do Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, Roberto Kant de Lima, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o problema da violência no Rio e no país começa na desigualdade jurídica, que oferece privilégios para políticos e dirigentes sindicais, criando cidadãos inferiores e superiores já na legislação.</p>
<p>— Os direitos são desiguais. Assim, a matança que vemos no Rio se naturaliza. Há uma cultura, mais arraigada no Rio do que em outras regiões do país, de que os criminosos não são cidadãos. Não têm direitos. E a maneira de repressão é o extermínio — diz Kant de Lima.</p>
<p>Também em relação à taxa de mortalidade infantil, o desempenho fluminense deixa muito a desejar. O Rio está em 10º lugar no ranking nacional, com 18,9 mortes por mil nascidos vivos. A taxa de mortalidade infantil é considerada um dos principais indicadores para medir a saúde, a qualidade de vida da população e o estágio de desenvolvimento de um estado. O melhor desempenho é do Rio Grande do Sul, com uma taxa de 13,1 mortes. O pior do ranking é Alagoas, com 48,2 mortes, enquanto a média brasileira é de 23,6 mortes por mil nascidos vivos.</p>
<p>Na educação, por outro lado, o Rio está muito bem, no segundo lugar no ranking que mede os anos de estudo da população. No Rio, 43,9% dos adultos com mais de 25 anos têm 11 ou mais anos de estudo.</p>
<p>Só perde para o Distrito Federal, onde 54,9% dessa faixa da população estão no mesmo patamar. Na média nacional, o indicador é 35,4%.</p>
<p>O estado lanterna é Alagoas, com apenas 21,5% da população adulta com 11 ou mais anos de estudo.</p>
<p>Rio é 5º com menor número de pobres</p>
<p>Em número de alunos matriculados no ensino médio, o Estado do Rio aparece em segundo lugar, abaixo apenas do Amapá, que tem o melhor indicador do país. No Rio, 88% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio, enquanto no Amapá o índice é de 89,2%. A média nacional é de 84,1%. O Rio tem também 98,2% das crianças de 7 a 14 anos na escola, o que coloca o estado em oitavo lugar em relação aos demais nesse indicador.</p>
<p>Para Rosiska Darcy, presidente da ONG Rio Como Vamos e doutora em Educação pela Universidade de Genebra, na Suíça, pela sua história e desenvolvimento econômico, o Rio deveria ter indicadores de educação ainda melhores.</p>
<p>— Nós já deveríamos ter universalizado o ensino fundamental e é preciso dar uma arrancada no ensino médio e infantil. Esses números são mais que assustadores para o Rio.</p>
<p>Ela afirma que a educação infantil é indispensável. Sem essa base, a criança entra em desvantagem no ensino fundamental: — Grande parte da desigualdade surge na escola. E a falta de educação infantil intensifica essa desigualdade.</p>
<p>O Rio é, ainda, o quinto estado do país com o menor número de pobres.</p>
<p>Apenas 13,7% das famílias têm renda per capita de até meio salário mínimo, contra uma média nacional de 22,6%.</p>
<p>No acesso a serviços e bens duráveis, o estado aparece em 4º lugar no ranking, reforçando os indicadores positivos de renda e educação.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/rio-os-dois-lados-da-moeda/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Ação de Lula afastou crise, apesar de erros do governo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acao-de-lula-afastou-crise-apesar-de-erros-do-governo/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acao-de-lula-afastou-crise-apesar-de-erros-do-governo/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 12:52:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[consumo]]></category>
		<category><![CDATA[Delfim Netto]]></category>
		<category><![CDATA[entrevistas]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[política fiscal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16627</guid>
		<description><![CDATA[ENTREVISTA DA 2ª &#8211; ANTONIO DELFIM NETTO
Para ex-ministro, papel pessoal do presidente ao estimular brasileiro a consumir foi decisivo e compensou políticas monetária e fiscal equivocadas
Leticia Moreira/Folha Imagem

Delfim Netto em seu escritório no Pacaembu (SP)
HÁ 50 anos o economista Antonio Delfim Netto publicou &#8220;O Problema do Café no Brasil&#8221;, sua tese de doutorado. Pelo uso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>ENTREVISTA DA 2ª &#8211; ANTONIO DELFIM NETTO</strong></p>
<p><strong>Para ex-ministro, papel pessoal do presidente ao estimular brasileiro a consumir foi decisivo e compensou políticas monetária e fiscal equivocadas</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Leticia Moreira/Folha Imagem<br />
<img class="alignnone size-full wp-image-16628" title="Delfim_Netto3" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Delfim_Netto3.jpg" alt="Delfim_Netto3" width="350" height="162" /><br />
Delfim Netto em seu escritório no Pacaembu (SP)</em></span></p>
<p>HÁ 50 anos o economista Antonio Delfim Netto publicou &#8220;O Problema do Café no Brasil&#8221;, sua tese de doutorado. Pelo uso da história na abordagem de um dilema de comércio agrícola, a obra virou um clássico do pensamento econômico brasileiro. Em entrevista à Folha, Delfim diz que, hoje, o texto nem seria publicado. &#8220;Não seria aceito em lugar nenhum. Estamos controlados por uma matemática bastarda. Há um domínio do brilhantismo, da técnica manipuladora sobre o realismo.&#8221; Aos 81 anos, o ex-ministro da Fazenda recupera-se de uma cirurgia para colocação de stents em duas artérias. &#8220;Aprendi a respeitar os médicos. São muito menos ortodoxos do que os economistas formados na visão única&#8221;, diz ele.</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">MARCIO AITH &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Delfim acha que o Brasil saiu da crise não exatamente por medidas técnicas originais, mas porque Lula, pessoalmente, dissipou o pessimismo. &#8220;Com incrível ousadia, ele pôs todo o seu patrimônio em risco pedindo aos brasileiros que consumissem. Deu certo.&#8221; O ex-ministro, no entanto, enxerga um problema sob a névoa da euforia reinante no país. Segundo ele, será difícil financiar o inchaço de gastos públicos irreversíveis, que se sedimentam &#8220;geologicamente&#8221; no Orçamento. &#8220;Está armado aí um enrosco da maior gravidade, pois temos a mais rápida redução da taxa de fertilidade no Ocidente.&#8221;</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Em um recente artigo, o  senhor tratou o aparelhamento do  Estado brasileiro como um defeito  comum a todos os governos, não  apenas àqueles com DNA sindical,  como o atual. O aparelhamento, então, não tem credo ou ideologia?<br />
ANTONIO DELFIM NETTO -</strong></em> Continuo com a convicção de que  sindicato mais política é igual à  corrupção. Essa fórmula, descoberta no século passado pelo  sociólogo alemão Robert Michels, continua válida. Eu só  quis dizer que cada governo  aparelha a seu modo, por motivos diferentes. Veja o caso de  Brasília. Na primeira leva, a cidade recebeu mineiros. Depois  vieram maranhenses, alagoanos e paulistas. Agora, sindicalistas. O grande drama desse  problema é que ninguém sai, só  entra. É isso. Se fizermos uma  análise geológica de Brasília, fatiagráfica, notaremos camadas  que se superpõem. E qual é a  regra do jogo? É a nova camada  respeitar cuidadosamente os  benefícios recebidos pela que  está sendo substituída.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual é o efeito desse acúmulo?<br />
DELFIM NETTO -</strong></em> Isso está levando  o Estado a uma situação de  quase insolvência fiscal. Está  armado aí um enrosco da maior  gravidade. O problema mais  grave é da sustentação do sistema da seguridade social e da  Previdência. Não é possível carregar um país onde o salário  médio do aposentado do Judiciário é mais de 30 vezes o salário do trabalhador aposentado  no INSS. No Legislativo, é 20  vezes; no Executivo, 12 a 14.  Uma casta se instalou em Brasília e, com as camadas de aparelhamento, aprofundou essa  divergência. Não há controle  sobre o serviço público.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual é a evidência de que  essa situação é insustentável?<br />
DELFIM NETTO -</strong></em> É simples. O Brasil vai ficar velho antes de ficar  rico. A população brasileira vai  começar a diminuir em 2035  ou 2040. Temos a mais rápida  redução da taxa de fertilidade  no Ocidente. A situação pode  parecer confortável hoje, mas,  olhando dez anos à frente, o  quadro muda. Há, também sob  o ponto de vista da análise demográfica, o risco do câmbio  real fora da posição. Se perdurar, essa disfunção vai alterar a  estrutura produtiva.<br />
O Brasil, daqui a dez anos, vai  ter 250 milhões de habitantes.  Vai ter que dar emprego razoável para 140 milhões de pessoas. Se essa gente não receber  oportunidades de emprego  com remuneração razoável,  não tem solução. Esses empregos não virão da agricultura. Só  a indústria e os serviços podem  dar conta disso. E o câmbio errado destrói esses setores.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o governo lida com  essas questões?<br />
DELFIM NETTO -</strong></em> Só agora o governo está se mexendo para resolver o problema do câmbio. Mas  ainda há aqueles que acham,  sem evidência empírica, que  não se pode atuar para consertá-lo. Uma imbecilidade. Quanto aos gastos públicos, o comportamento tanto do Executivo  como do Congresso é apavorante. Estudo feito pelo competente economista José Roberto  Afonso, ligado ao PSDB, aponta  que os projetos malucos em  tramitação no Congresso, além  das maluquices do Executivo,  representam uma despesa pública adicional de mais de R$  100 bilhões por ano.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas não é natural aumentar gasto público na crise? Não é disso que se trata a política anticíclica?<br />
DELFIM NETTO -</strong></em> No mundo inteiro a política anticíclica termina  quando a demanda privada volta ao nível anterior. Aqui ela  continua carregando o custeio  depois de terminado o ciclo. No  Brasil, política anticíclica nunca é anticíclica.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Mas e o sucesso do país no  enfrentamento à crise?<br />
DELFIM NETTO &#8211; </strong></em>O país se recuperou mesmo tendo políticas fiscais e monetárias erradas. O diferencial foi o bate-caixa do Lula. O presidente liderou o país ao pedir aos brasileiros que continuassem a consumir. Nenhum economista ousaria fazer isso. Seria considerado um louco heterodoxo. Além disso, o Brasil havia melhorado muito. Na verdade, a Constituição de 1988, apesar de seus exageros, de ter inventado gastos que não cabiam no PIB, criou uma estrutura institucional que está sendo seguida. O Brasil é o país com melhor situação institucional entre os Brics (Brasil, Rússia, Índia, China). Somos uma democracia constituída.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; E o risco de autoritarismo  popular apontado pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso?<br />
DELFIM -</strong></em> O Fernando é um sujeito extremamente inteligente, esperto, e não consegue viver sem um alto protagonismo  público. É um provocador  enorme. Ele se diverte com esse negócio. As pessoas imaginam que ele está empenhado  num estudo sociológico. Que  nada. Ele está empenhado numa diversão. E, quando o sujeito responde agressivamente ao  Fernando, ele está cumprindo  a missão que o Fernando impôs  a ele. Esse alerta que ele fez não  ajuda em nada.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Por que não ajuda?<br />
</strong></em>DELFIM &#8211; Se fosse ele o presidente, teria aceitado o terceiro  mandato e destruído a democracia. Essa foi a inteligência do  Lula. Resistir a um terceiro  mandato a despeito de tudo o  que fizeram para que ele aceitasse. Isso faz uma diferença.<br />
Outra injustiça do Fernando  é ignorar que o Lula teve um  papel decisivo na rápida superação da crise. Nenhum intelectual, nenhuma pessoa que  pretenda ter um conhecimento  maior de economia teria assumido o risco que o Lula assumiu. Todos pediram para encolher, para pisar no freio. Os  banqueiros privados foram os  primeiros. O Lula pôs todo o  seu patrimônio em risco dizendo: consuma, o desemprego só  virá se você não consumir.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Qual é o potencial de  transferência de votos do presidente Lula?<br />
DELFIM -</strong></em> A ministra Dilma é uma administradora competente. Quem duvidar disso vai se decepcionar. Mas a transferência de votos não é segura. Tivemos uma prova empírica disso com a última derrota eleitoral da Marta [Suplicy] em São Paulo (nas eleições municipais de 2008). O Lula passeou de mãos dadas com ela duas vezes na cidade, na zona leste. Na segunda vez, trouxe cinco governadores com ele. E qual foi o resultado? Muito pequeno. Talvez no Nordeste você tenha um efeito maior, mas, na verdade, onde conta, do rio Grande para baixo, o poder de transferência parece não valer tanto.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. avalia a cautela  do governador Serra em se atirar na  disputa?<br />
DELFIM -</strong></em> O Serra é sem dúvida  um grande administrador, tem  ideias próprias que são bastante razoáveis e está fazendo um  bom governo. É um competidor muito forte e está se cuidando. Seu problema é que o  PSDB não se decidiu. Tem o Aécio nesse processo, que não é só  um candidato &#8220;redoutable&#8221; [temível], mas um agente político  eficiente, um centrifugador.  Enquanto o PSDB não se decidir, os dois agirão com cuidado.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O que está em jogo nas  eleições do ano que vem?<br />
</strong></em>DELFIM &#8211; Acho que todos têm  que entender, inclusive a Dilma, que o próximo governo não  será uma continuação do Lula.  O próximo governo terá de enfrentar os problemas do século  21, que embute uma mudança  radical na estrutura produtiva.  Principalmente na maneira como vamos fornecer energia para o desenvolvimento.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Há 50 anos o sr. publicou  &#8220;O Problema do Café no Brasil&#8221;. Como seria recebido hoje um trabalho  econômico com a mesma abordagem histórica?<br />
DELFIM -</strong></em> Não seria aceito em  lugar nenhum. Hoje estamos  controlados por uma matemática bastarda. Há um domínio  do brilhantismo, da técnica  manipuladora sobre o realismo. Naquele tempo eu usava a  matemática de forma moderada. Não havia, como há hoje,  nenhum axioma que viola a  realidade. Não redigi o artigo  com lemas, pois a economia  trata de dilemas. A matemática  é que trata de lemas.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; Como essa visão matemática afeta a análise econômica?<br />
DELFIM </strong></em>- Em novembro de 2008, a rainha [Elizabeth 2ª, do Reino Unido] chegou à London School of Economics e disse: &#8220;A única coisa que eu quero saber é o seguinte: há um século os senhores estão aqui estudando. Como é que não previram essa crise?&#8221;. Vários grupos de professores, então, prepararam respostas a ela. Os neoclássicos detectaram problemas de cálculos, erros em fórmulas. Já aqueles de orientação mais keynesiana disseram simplesmente que os economistas haviam abandonado a economia. Substituíram-na por uma matemática exagerada. Esqueceram a história, esqueceram a filosofia, esqueceram a psicologia, a geografia. É isso mesmo.</p>
<p><em><strong>FOLHA &#8211; O sr. teve um problema de  saúde recente. Teve mais sorte com  médicos do que com economistas?<br />
DELFIM -</strong></em> Nunca tinha entrado  num hospital, nunca tinha feito  uma operação. Aos 81 anos,  costumo dizer, tive minha primeira experiência. Fiquei dois  meses baleado, mas estou bem,  estou voltando a trabalhar.  Aprendi a respeitar os médicos  muito mais do que respeitava.  O médico é muito menos ortodoxo do que um economista  formado na visão única.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/acao-de-lula-afastou-crise-apesar-de-erros-do-governo/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Plano de banda larga prevê nova empresa estatal</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/plano-de-banda-larga-preve-nova-empresa-estatal/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/plano-de-banda-larga-preve-nova-empresa-estatal/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 11:57:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[Banda Larga]]></category>
		<category><![CDATA[Internet]]></category>
		<category><![CDATA[Telebrás]]></category>
		<category><![CDATA[telecomunicações]]></category>
		<category><![CDATA[web]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16622</guid>
		<description><![CDATA[Serviço será oferecido por empresas privadas, usando rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã

Gerusa Marques &#8211; O Estado SP
Depois de dois meses de discussões e divergências públicas, serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico do governo para colocar em prática o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Serviço será oferecido por empresas privadas, usando rede estatal; projeto vai ser apresentado a Lula amanhã</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.comodismo.com/wp-content/uploads/2008/11/internet3.jpg" alt="http://www.comodismo.com/wp-content/uploads/2008/11/internet3.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Gerusa Marques &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Depois de dois meses de discussões e divergências públicas, serão apresentadas amanhã, ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, propostas que vêm sendo elaboradas por um grupo técnico do governo para colocar em prática o projeto de massificação da banda larga. Já está certo que o governo vai usar como base para esse projeto as redes ópticas de empresas estatais, como as da Petrobrás, Eletrobrás e Eletronet &#8211; empresa falida que tem a Eletrobrás como acionista.</p>
<p>A ideia é criar uma estatal da banda larga, que poderá ser administrada pela Telebrás, para atuar na transmissão de dados, ampliando a oferta de capacidade e estimulando a competição no setor, além de atender a comunicação do próprio governo. A proposta em estudo tem o objetivo de expandir a internet rápida para as classes mais carentes da população e para os pontos mais distantes do País.</p>
<p>As empresas da iniciativa privada, como as de telefonia e provedores de internet, operariam na ponta, fornecendo serviços ao cliente final.</p>
<p>Esse modelo híbrido, cuja notícia da criação foi antecipada pelo Estado em outubro, é fruto das negociações envolvendo técnicos de diversos ministérios, entre eles a Casa Civil, Comunicações e Planejamento.</p>
<p>A decisão final será do presidente Lula e, quando tomada, será criado um fórum, com a participação dos setores envolvidos, para acompanhar a implantação do Plano Nacional de Banda Larga.</p>
<p><strong>META</strong></p>
<p>O projeto terá 2014 como meta final. Os técnicos dos ministérios estão traçando diagnósticos com base nas diferenças regionais e econômicas do Brasil. O coordenador dos projetos de inclusão digital do governo federal, Cezar Alvarez, que participa das discussões, disse, na semana passada, que a banda larga no Brasil é &#8220;para poucos, concentrada, lenta e cara&#8221;, e que são esses os problemas que o governo quer corrigir.</p>
<p>Segundo ele, 80% dos acessos à internet em alta velocidade estão nas regiões Sul e Sudeste, sendo metade desse porcentual só no Estado de São Paulo. Alvarez lembra que o Brasil ainda considera como banda larga as conexões acima de 128 quilobits por segundo (kbps) enquanto, no mundo, a alta velocidade é acima de 1 megabit por segundo (Mbps).</p>
<p><strong>PARCERIA COM AS TELES</strong></p>
<p>O ministro das Comunicações, Hélio Costa, que desde o início defendeu uma parceria com as teles, vai apresentar uma proposta mais focada no atendimento da demanda do que na estrutura estatal.</p>
<p>O argumento dele é de que é impossível cumprir o objetivo de atender a toda a população sem usar a infraestrutura das teles, que soma 200 mil quilômetros de fibras e estará em todos os municípios brasileiros até o fim de 2010.</p>
<p>Assessores de Costa lembram que a rede do governo tem apenas 21 mil quilômetros. Desse total, 16 mil quilômetros são da Eletronet, que tem pendências na Justiça, o que poderia comprometer a implantação do projeto.</p>
<p>O Ministério das Comunicações fez estudos com as teles, considerando uma meta de chegar a 2014 com 80 milhões de acessos de banda larga, sendo 30 milhões pela rede fixa e 50 milhões pelas redes de telefonia celular. Hoje, o País tem pouco mais de 21 milhões de conexões.</p>
<p>Os estudos concluem que, se não houver incentivos, o Brasil chegaria a 2014 com 48 milhões de acessos, 32 milhões a menos que a meta. Para bancar a diferença, seriam necessários investimentos adicionais de até R$ 32 bilhões, segundo as estimativas de técnicos das empresas.</p>
<p>Cumprida esta meta, estariam alcançadas as classe C e D, que, segundo os mesmos técnicos, estariam dispostas a pagar até R$ 30 por mês.</p>
<p>Mesmo oferecendo um produto mais barato, as empresas sairiam lucrando porque ganhariam na quantidade. Para participar do projeto, as teles reivindicam desoneração tributária de produtos e serviços de telecomunicações e a liberação de recursos de fundos setoriais.</p>
<p>Alvarez já anunciou que serão liberados recursos recolhidos ao Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (Fust) a partir de 2009, que são em torno de R$ 1 bilhão ao ano. Desde 2001, já foram recolhidos pelas empresas mais de R$ 8 bilhões, mas os recursos não foram aplicados em nenhum projeto e vêm sendo usados para fazer superávit primário.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/plano-de-banda-larga-preve-nova-empresa-estatal/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Indústria prevê início de 2010 a todo vapor</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/industria-preve-inicio-de-2010-a-todo-vapor/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/industria-preve-inicio-de-2010-a-todo-vapor/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2009 10:55:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Câmbio]]></category>
		<category><![CDATA[crédito]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[estoques]]></category>
		<category><![CDATA[exportadores]]></category>
		<category><![CDATA[Indústria]]></category>
		<category><![CDATA[Investimento]]></category>
		<category><![CDATA[mercado interno]]></category>
		<category><![CDATA[PIB]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16590</guid>
		<description><![CDATA[Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre
Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP

A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: x-large;">Produção deverá crescer até 16,5% no primeiro trimestre</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marcelo Rehder &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091122/img/4.10.imagem_industria2.jpg" alt="" /><br />
A indústria iniciará 2010 embalada como não se via há muito tempo no País. Empresários e economistas projetam dois dígitos de crescimento da produção industrial no primeiro trimestre, período tradicionalmente fraco, marcado por férias coletivas e demissão de temporários. A consultoria MB Associados prevê expansão de 12,1% para a indústria no período. Já a LCA Consultores espera crescimento maior, de 16,5%.</p>
<p>Parte disso será efeito da base de comparação muito baixa. Basta lembrar que a indústria chegou a cair 17,2% no começo deste ano. Em compensação, as empresas estão diminuindo estoques rapidamente e, com a perspectiva de um bom Natal, o setor deverá chegar na virada do ano sem produtos acabados, o que ajudará ainda mais na reação, no começo de 2010.</p>
<p>&#8220;Isso sem falar dos efeitos de política monetária e fiscal acumulados ao longo do ano&#8221;, afirma Sergio Vale, economista chefe da MB Associados. &#8220;No caso da política monetária, pelas defasagens naturais de política, devemos ter um pico de impacto da redução dos juros no primeiro semestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A Vitopel, maior fabricante de embalagens plásticas flexíveis da América Latina, fechou o orçamento para 2010 com previsão de aumento de 13,7% na produção do primeiro trimestre. Para o ano todo, a expectativa é de 7%. &#8220;O ambiente é bastante positivo para os próximos cinco meses&#8221;, diz o presidente da Vitopel, José Ricardo Roriz Coelho. A empresa trabalha a plena carga desde agosto, e mesmo assim terá de cancelar as férias coletivas que normalmente concede entre 20 de dezembro e 5 de janeiro.</p>
<p>A Vitopel não está sozinha. Segundo Roriz Coelho, diretor do Departamento de Tecnologia e Competitividade da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a grande maioria das empresas que não dependem de exportação também trabalha neste fim de ano no limite máximo da produção e teve de recorrer ao cancelamento das tradicionais férias de fim de ano. &#8220;Os níveis de estoque nos diversos segmentos da indústria continuam muito baixos e os pedidos do varejo ainda não terminaram&#8221;, diz o executivo. &#8220;A logística vai ter que trabalhar muito para não faltar produtos nas lojas, porque este Natal promete ser um dos melhores dos últimos cinco anos.&#8221;</p>
<p>Fabricantes de eletroeletrônicos instalados na Zona Franca de Manaus trabalham em três turnos para dar conta das encomendas. Várias empresas, como a LG e a Philips, tiveram de reduzir ou suspender as férias coletivas. No setor de informática, a expectativa da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) é de que as vendas de PCs mantenham no ano o mesmo volume de 2008 (12 milhões de unidades), apesar da queda de 17% ocorrida no primeiro semestre.</p>
<p>Nesse contexto, quase não se ouve mais falar em crise, com exceção dos exportadores, que reclamam da valorização do real e da demanda fraca no mundo. &#8220;A economia brasileira voltou ao nível pré-crise nesse terceiro trimestre, que terminou em setembro&#8221;, diz o economista-chefe da LCA Consultores, Bráulio Borges.</p>
<p>A recuperação foi rápida (a crise durou quatro trimestres), comparada com outras recessões ocorridas entre 1980 e 2003, quando o País levava de oito a dez meses para retomar o crescimento. &#8220;Foi uma recuperação rápida, que ajuda a explicar por que as taxas de crescimento vão ficar ainda mais robustas no último trimestre deste ano e, principalmente, nos primeiros três meses de 2010&#8243;, afirma o economista.</p>
<p>Para Bráulio, a tônica da atividade nesse período será &#8220;os bancos privados pisando no acelerador do crédito para o consumo e para as empresas&#8221;. Hoje, segundo ele, já não há tanto receio de emprestar, porque a inadimplência do consumidor está em queda e a das empresas parou de subir. &#8220;Com os bancos privados voltando ao jogo do crédito, a gente pode esperar uma competição ferrenha pelo consumidor e pelas empresas, o que obviamente vai estimular a atividade econômica&#8221;, ressalta o economista da LCA.</p>
<p>No Bradesco, a inadimplência na carteira de crédito de pessoas jurídicas começa a sinalizar recuo, principalmente em grandes empresas. Nesse segmento, a taxa de inadimplência saiu de um nível de 0,5%, em dezembro de 2008, e atingiu o pico de 0,9% em setembro último.</p>
<p>&#8220;Não posso dar dados oficiais em números antes da publicação do balanço trimestral, mas nossos indicadores internos apontam para baixo&#8221;, conta o superintendente executivo do departamento de empréstimos e financiamentos do Bradesco, José Ramos Rocha Neto. &#8220;Os indicadores apontam para uma tendência de regularização no primeiro trimestre de 2010.&#8221;</p>
<p>A maior oferta de crédito no cenário atual de vendas aquecidas estimula as empresas a retomar investimentos engavetados por causa da crise. &#8220;Nossos números de outubro e novembro são muito positivos&#8221;, adianta o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto. Os dados serão divulgados na quarta-feira. Até setembro, o setor acumulava no ano queda de 24%.</p>
<p><strong>NÚMEROS</strong></p>
<p>12,1%<br />
é a previsão da MB Associados para o crescimento da indústria no primeiro trimestre de 2010</p>
<p>16,5%<br />
é a previsão da LCA Consultores</p>
<p>13,7%<br />
é a previsão da Vitopel para o aumento da produção no período</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/industria-preve-inicio-de-2010-a-todo-vapor/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Economia brasileira está em fase de &#8220;boom&#8221;, diz pesquisa</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/economia-brasileira-esta-em-fase-de-boom-diz-pesquisa/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/economia-brasileira-esta-em-fase-de-boom-diz-pesquisa/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 12:43:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[Bric]]></category>
		<category><![CDATA[Crescimento]]></category>
		<category><![CDATA[FGV]]></category>
		<category><![CDATA[ICE]]></category>
		<category><![CDATA[pesquisa]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16533</guid>
		<description><![CDATA[PESQUISA


DA FOLHA ONLINE
A economia brasileira passou &#8220;para a fase de &#8220;boom&#8221; e  se destacou entre as demais  da América Latina, com um  ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos em outubro, segundo pesquisa da  FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria  com o instituto alemão Ifo.  Em julho, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="color: #000080; font-size: xx-small;">PESQUISA</span></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">DA FOLHA ONLINE</span></h2>
<p>A economia brasileira passou &#8220;para a fase de &#8220;boom&#8221; e  se destacou entre as demais  da América Latina, com um  ICE (Índice de Clima Econômico) de 7,4 pontos em outubro, segundo pesquisa da  FGV (Fundação Getulio Vargas) elaborada em parceria  com o instituto alemão Ifo.  Em julho, o indicador estava  em 5,5 pontos.<br />
O Brasil também lidera entre os Brics (grupo formado  por Brasil, Rússia, Índia e  China). A Índia ficou com 7  pontos; a China chegou a 6,5  pontos e a Rússia foi para 4,7  pontos. O ICE mundial foi de  5,1 pontos.<br />
O ICE é composto pelo Índice da Situação Atual (ISA),  que trata do desempenho  econômico do país no momento da pesquisa, e pelo Índice de Expectativas (IE),  que aborda as previsões para  os próximos seis meses.<br />
O ISA no Brasil aumentou  de 4,3 para 6,4 pontos e o IE  passou de 6,6 para 8,4 pontos. &#8220;O Brasil se destaca por  apresentar os maiores índices da região, seja o de clima  econômico, situação atual ou  de expectativas&#8221;, informou a  FGV em comunicado.<br />
A sondagem é feita trimestralmente com especialistas  de cada país. Em outubro foram consultados 142 técnicos em 16 países.</p>
<p><strong>Moody&#8217;s</strong><br />
A Moody&#8217;s Economy.com,  uma divisão da agência de  &#8220;rating&#8221; Moody&#8217;s, projeta  um crescimento &#8220;&#8221;em torno  de 4,5%&#8221; para a economia  brasileira em 2010.<br />
A previsão faz parte de relatório divulgado ontem, onde consta também a expectativa de que a taxa básica de  juros não sofra ajustes &#8220;antes  do final do ano que vem&#8221;.<br />
Para 2009, o economista-chefe Alfredo Coutino calcula um crescimento do PIB  (Produto Interno Bruto) entre 0,5% e 1%.<br />
Em outro relatório, também divulgado hoje, a OCDE  (Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico) reportou que vê um  país ainda estagnado, mas se  recuperando com força em  2010 (crescimento de 4,8%)  e 2011 (4,5%).</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/economia-brasileira-esta-em-fase-de-boom-diz-pesquisa/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Novo poço do pré-sal tem óleo mais leve que em Tupi</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novo-poco-do-pre-sal-tem-oleo-mais-leve-que-em-tupi/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novo-poco-do-pre-sal-tem-oleo-mais-leve-que-em-tupi/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 11:40:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[gas]]></category>
		<category><![CDATA[Iracema]]></category>
		<category><![CDATA[óleo]]></category>
		<category><![CDATA[Petrobras]]></category>
		<category><![CDATA[petróleo]]></category>
		<category><![CDATA[poços]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>
		<category><![CDATA[Tupi]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16523</guid>
		<description><![CDATA[
Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR
A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.
Na avaliação do diretor financeiro da [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" alt="http://portalmie.com/net/wp-content/uploads/2009/10/petroleo.jpg" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Reuters, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A declaração de alta produtividade de mais um poço do pré-sal, divulgada pela Petrobras na noite de quarta-feira, pode levar a empresa a reduzir ainda mais o número de poços a serem perfurados para os sistemas de produção na região e, com isso, diminuir custos.</p>
<p>Na avaliação do diretor financeiro da estatal, Almir Barbassa, os resultados que vêm sendo obtidos confirmam cada vez mais o potencial da região, mas não se pode estender a informação para todos os poços do pré-sal. &#8220;Isso pode ter influência na determinação no número de poços, mas não se pode estender a informação para tudo, não quer dizer que todas as áreas vão produzir nessa ordem&#8221;, disse o executivo. &#8220;A área é muito grande, ainda temos muito trabalho.&#8221;</p>
<p>Na noite de quarta-feira, a Petrobras anunciou ter concluído dois testes de formação no poço 4-RJS-647, local conhecido como Iracema, na parte norte da área de Tupi, registrando elevado potencial de produtividade. Com base nos testes, a empresa estima uma produção inicial de 50 mil barris por dia quando o sistema for implantado. O poço revelou também óleo mais leve do que em Tupi &#8211;32 graus API em Iracema contra 28 na primeira descoberta do pré-sal. Quanto mais perto de 50, melhor a qualidade do óleo e maior seu valor comercial.</p>
<p>Em junho, a empresa estimava perfurar 30 poços para a produção de 120 mil barris/dia no pré-sal, sendo 20 para produção e dez para a reinjeção. Estudos posteriores reduziram o número de perfurações para 20, sendo 12 para produção e 8 para reinjeção. &#8220;Aquilo era com o conhecimento da época, agora testamos Iracema e Guará, que estão na faixa de 50 mil barris diários ou mais&#8221;, explicou, sem saber informar quantos poços seriam necessários agora. &#8220;O importante é que os poços que estamos fazendo até agora estão dando resultados melhores do que o esperado.&#8221;</p>
<p>Ruaraidh Montgomery, analista de &#8220;upstream&#8221; na América Latina da Wood Mackenzie , concorda com a visão de Barbassa. &#8220;O grande custo para esses campos são os poços, porque você tem que fazer uma perfuração profunda, mas os sinais são muito positivos&#8221;, disse o analista.</p>
<p>Para o consultor Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro de Infra-Estrutura, cada vez que uma notícia dessa é divulgada as dúvidas em relação à camada do pré-sal vão se diluindo. &#8220;Com certeza essas notícias mostram que o pré-sal é uma reserva bastante grande, e Iracema mostrou que é tem um óleo mais leve ainda que em Tupi.&#8221;</p>
<p>Pires destacou, entretanto, que, apesar das boas indicações, a declaração de comercialidade desses poços só virá em 2010. &#8220;Ainda existem muitas etapas para cumprir antes da declaração de comercialidade&#8221;, lembrou o consultor. &#8220;Mas o importante é que, naquela área, seja em Guará, Tupi ou Iara, estamos vendo perfurações acompanhadas de notícias boas.&#8221;</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/novo-poco-do-pre-sal-tem-oleo-mais-leve-que-em-tupi/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Brasil terá &#8221;tsunami&#8221; de gás em 2010</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-tera-tsunami-de-gas-em-2010/</link>
		<comments>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-tera-tsunami-de-gas-em-2010/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 10:50:42 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
		<category><![CDATA[gas]]></category>
		<category><![CDATA[gasodutos]]></category>
		<category><![CDATA[Plataforma de Mexilhão]]></category>
		<category><![CDATA[plataformas]]></category>
		<category><![CDATA[pré-sal]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://blogdofavre.ig.com.br/?p=16520</guid>
		<description><![CDATA[
Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia

Kelly Lima &#8211; O Estado SP


// 


O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="c">
<p><strong>Especialistas lembram que só a plataforma de Mexilhão vai produzir 10 milhões de m³ do combustível por dia</strong></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Kelly Lima &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
</span></p>
<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
Componentes.montarControleTexto("ctrl_texto")
// ]]&gt;</script></div>
<div style="text-align: center;"><img src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091120/img/4.20.imagem_gas2.jpg" alt="" /></div>
<div style="text-align: center;"></div>
<p>O Brasil está prestes a viver um &#8220;tsunami&#8221; de gás natural, alertam especialistas, diante da perspectiva de aumento da oferta nos próximos anos, antes ainda da produção maciça que deverá vir dos campos do pré-sal. Até setembro, o País já acumula uma média de 33 milhões de metros cúbicos (m³) por dia excedentes de acordo com dados do Ministério de Minas e Energia. Com os campos do pré-sal, a sobre oferta pode subir para até 80 milhões de m³ por dia.</p>
<p>Já no ano que vem, o excedente deve ser ampliado em pelo menos 10 milhões de m³ por dia, com a entrada em operação da plataforma de Mexilhão, que deixou ontem o estaleiro Mauá, no Rio de Janeiro, rumo à Bacia de Santos. Maior estrutura de aço já construída no País, a plataforma deve chegar ao destino em duas semanas. A entrada em operação está prevista para meados de 2010.</p>
<p>A unidade tem capacidade para produzir 15 milhões de m³ de gás natural por dia, volume que será atingido gradualmente, de acordo com o desenvolvimento do mercado. A última grande reserva de gás a entrar em operação no Brasil, Camarupim, no Espírito Santo, está hoje sem produção por falta de consumidores.</p>
<p>Para o diretor de gás e energia da Shell Cone Sul, Antonio Assumpção, a sobre oferta é fruto do atual modelo do setor elétrico, que não atrai investimentos em gás e energia. Para ele, o problema vai se agravar com o início da produção do pré-sal. &#8220;Teremos uma reserva excedente de pelo menos 50 TCFs (trilhões de pés cúbicos de gás natural, o equivalente a 1,8 trilhão de m³) para destinar para a exportação a partir de 2020, quando as áreas do pré-sal começarem a produzir.&#8221; Segundo ele, somente Tupi e Júpiter já teriam reservatórios suficientes para dobrar o volume total de reservas de gás no País hoje, de 15 TCFs (420 bilhões de m³).</p>
<p>Em contrapartida à oferta crescente, e ao contrário de poucos anos atrás, a demanda está deprimida. Aliado à crise econômica mundial, que reduziu as atividades da indústria, o consumo também foi reduzido porque as usinas térmicas não foram acionadas. O País passa pelo período mais úmido da sua história, com os reservatórios das hidrelétricas quase vertendo água num período em que era para ser seco.</p>
<p>O sistema elétrico nacional tem como base as usinas hídricas, que respondem por mais de 90% da energia gerada. Com isso, as termoelétricas só são ativadas emergencialmente em momentos de seca, onde há equilíbrio entre a falta de energia e o seu custo mais elevado. &#8220;Se estamos assim no fim do chamado período seco, agora que entraremos no úmido não há perspectiva de as usinas serem acionadas&#8221;, admite a diretora de Gás e Energia da estatal, Graça Foster.</p>
<p>Para ela, a demanda ao final de 2010 deverá ser a mesma de janeiro deste ano, na casa dos 40 milhões de m³, volume menor do que todo excedente junto previsto após a entrada em produção de Mexilhão. &#8220;Na prática, apesar de estarmos registrando uma retomada do consumo industrial nos últimos meses, vamos perder um ano em ritmo de crescimento da demanda em geral&#8221;, comentou, frisando que em nenhum momento houve queima de gás excedente. Segundo ela, as queimas que chegaram a bater recorde este ano, na casa dos 13,3 milhões de m³ em junho são &#8220;técnicas&#8221;.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/brasil-tera-tsunami-de-gas-em-2010/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
