30/10/2009 - 15:23h Remédio para colesterol pode combater gripe, diz estudo

AE-AP – Agencia Estado

MILWAUKEE – Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por causa da gripe sazonal tinham duas vezes mais chances de sobreviver do que as que não tomavam esse tipo de remédio.

Isso não prova que as estatinas são a cura para a gripe, já que mais estudos ainda são realizados para verificar se essas drogas podem ser um bom tratamento. O estudo sobre as estatinas, apresentado hoje durante um congresso médico, envolveu 2.800 pessoas pesquisadas entre 2007 e 2008.

“O estudo é muito promissor”, disse a coordenadora, Ann Thomas, da Divisão de Saúde Pública do Oregon. A estatinas são conhecidas também por reduzirem a maioria dos problemas causados pela gripe, independentemente se for a sazonal ou a causada pelo vírus A H1N1, são as inflamações, uma reação exagerada do sistema imunológico enquanto luta contra o vírus.

Estudos prévios também descobriram que as estatinas podem ajudar as pessoas a superar a pneumonia e sérias infecções bacterianas do sistema sanguíneo. A nova pesquisa, patrocinada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, é o maior já feito nos Estados Unidos que analisa o efeito das estatinas contra gripe.

O tratamento é uma questão muito importante para a gripe suína, já que a vacina está demorando para chegar ao público em geral. Remédios contra a gripe como o Tamiflu têm sido reservados apenas para os pacientes mais graves. As estatinas são baratas, relativamente seguras e estão entre os remédios mais utilizados em todo o mundo.

27/10/2009 - 14:28h Respiração boca a boca reduz chances de sobrevivência

Diretrizes excluem procedimento da ressuscitação cardíaca e mantêm somente compressão no peito

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JULLIANE SILVEIRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Antes preconizada como parte importante da ressuscitação cardiopulmonar, a respiração boca a boca prejudica o procedimento e reduz as chances de sobrevivência do paciente com parada cardíaca.
Estudos apontam uma taxa de sobrevivência três vezes maior em pessoas submetidas apenas às compressões contínuas no peito até a chegada de socorro. Por esse motivo, a Ilcor (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação, na sigla em inglês), entidade que reúne as principais associações de cardiologia, mudará a partir de 2010 as diretrizes para procedimentos de emergência em parada cardíaca. De acordo com a nova orientação, somente a massagem cardíaca deverá ser aplicada pelo leigo.
“É simples entender por quê. Quando o coração para, o mais importante é manter o fluxo sanguíneo com a compressão. A respiração boca a boca é uma das causas que levam a diminuição do fluxo,” afirma o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração).
O consenso será publicado nos principais periódicos internacionais de cardiologia em outubro de 2010, mas já vem sendo discutido em vários países, incluindo o Brasil.
O voluntário deve ficar ao lado do paciente e iniciar as compressões, pressionando a região entre os mamilos 4 cm para baixo e retornando à posição inicial até a ajuda chegar.
“O leigo deve esquecer a respiração boca a boca e aplicar somente compressão a partir de agora. Essa é uma das maiores descobertas da emergência cardiovascular dos últimos tempos. Para médicos, a orientação é que a massagem deve ser prioridade, antes de se preocuparem com choque, medicamentos etc.”, afirma o cardiologista Manoel Canesin, coordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia.
Haverá mudanças também com relação ao uso do desfibrilador. A aplicação de choque pode ocorrer antes da massagem somente até cerca de quatro minutos após a parada do coração. Depois desse tempo, a compressão deve preceder o uso de desfibrilador. Isso porque, após esse período, há alterações metabólicas no organismo e o coração precisa ser preparado com a compressão antes de receber o choque.

26/10/2009 - 08:29h Droga para aids vai tratar hepatite

Ministério afirma que acordo entre farmacêuticas atrasou ampliação dos usos aprovados do medicamento

Lígia Formenti, BRASÍLIA – O Estado SP


O Diário Oficial da União vai estampar na sua edição de amanhã o desfecho de mais uma queda de braço entre governo e indústria farmacêutica. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publica uma autorização para que o medicamento Tenofovir, atualmente usado para aids, seja indicado também para portadores de hepatite B. A medida é resultado de uma ação inédita, adotada pelo Ministério da Saúde. Diante da demora da empresa fabricante, a Gilead, em pedir a autorização para uso do remédio no tratamento da hepatite, o próprio ministério decidiu fazer a solicitação à agência.

“A hipótese mais provável é a de que havia um acordo entre empresas, dividindo o mercado brasileiro”, afirma o ministro da Saúde, José Gomes Temporão, sobre a resistência da fabricante. Nesse trato, a Gilead, multinacional de origem americana, não entraria no mercado de tratamento de hepatites no Brasil, deixando espaço para outras fabricantes. Com a iniciativa do ministério, o possível acerto foi minado.

Além do Tenofovir, o governo tinha como escolha adotar uma outra droga, o Adefovir, produzido pela multinacional GSK. Mas há pontos desfavoráveis. “Além do problema de preço, há um risco maior de pacientes desenvolverem resistência ao medicamento”, conta a coordenadora do Programa Nacional de DST-Aids, Mariangela Simão, que liderou a organização de um novo protocolo de tratamento para hepatite B. O protocolo procura trazer uma padronização da terapia.

Pelas novas diretrizes, o Tenofovir seria usado como primeira opção de tratamento para portadores de hepatite B. A previsão é a de que, no primeiro ano, 2,5 mil pessoas recebam indicação para o remédio.

O Adefovir continuaria a ser usado por pacientes que já iniciaram o tratamento com a droga – graças às decisões judiciais em ações movidas para obtenção do medicamento. Há ainda um terceiro remédio, o Entecavir, fabricado pela Bristol, laboratório americano, cuja indicação é mais restrita.

Mariangela Simão conta que sua equipe mostrou à empresa fabricante do Tenofovir o interesse em comprá-lo para tratar portadores hepatite B. “Mas a empresa não esboçou nenhum movimento para fazer o pedido de registro à Anvisa.” Tanto na União Europeia quanto nos Estados Unidos, a droga já é usada para tratamento de hepatite.

O diretor-presidente da Anvisa, Dirceu Raposo de Melo, afirma que esta é a primeira vez que o próprio ministério requer a autorização do uso de um remédio para indicação diferente da que havia sido registrada.

NOVA POLÍTICA

Desde setembro, a política para tratamento da hepatite B crônica – uma das maiores preocupações em saúde pública – mudou. A coordenação do trabalho agora é feita pelo Programa Nacional de DST-Aids, que passou a se chamar Departamento de DST-Aids e Hepatites Virais.

Depois de sete anos sem alteração, o ministério lança amanhã um novo protocolo para tratamento da forma crônica da hepatite B. O documento inclui quatro medicamentos para distribuição gratuita aos portadores da doença, entre eles o Tenofovir. A incorporação de novas drogas ao protocolo deve reduzir o número de ações judiciais de pacientes que reivindicam o fornecimento de remédios que não estão na lista de distribuição gratuita do governo.

Para o presidente da Sociedade Brasileira de Infectologia, Juvencio Furtado, há ainda uma lacuna: a inclusão de exames de carga viral para portadores de hepatite B crônica.

19/10/2009 - 17:37h Relaxe, é apenas estresse

newyorktimes_folha

Se você acha que é estressado, considere o caso da morsa do Ártico. Enquanto seu hábitat de gelo marinho encolhe, as criaturas ficam cada vez mais amontoadas, o que faz a adrenalina e a ansiedade aumentarem a níveis perigosos. No mês passado, apontou reportagem do “New York Times”, os ânimos se exaltaram em uma colônia no Alasca, e 131 morsas foram esmagadas em um tropel aterrorizado.
As morsas não são as únicas a reagir exageradamente ao estresse. Seja em um ecossistema em mudança ou um mercado de trabalho que desmorona, os animais são programados para lutar ou fugir, conforme substâncias químicas do cérebro e hormônios reagem a ameaças reais ou imaginárias.
Infelizmente, os humanos têm um talento para exagerar as imaginárias.
Como escreveu Natalie Angier no “Times”, “os seres humanos às vezes pensam demais, vendo ameaças fantasmas em cada reunião de equipe ou baile de colégio”. O risco, diz ela, é que a reação ao estresse, tão eficaz em uma fuga repentina de um tigre dente-de-sabre, torna-se prejudicial se nunca se descontrair. Como ratos de laboratório apinhados em gaiolas, os humanos ansiosos correm o risco de desenvolver padrões de pensamento compulsivos e problemas físicos.
Alguns desses padrões compulsivos persistem durante o sono. Com a recessão econômica, dentistas americanos notam um aumento concomitante do bruxismo (ranger de dentes), atividade muscular subconsciente relacionada ao estresse. A maioria dos rangedores de dentes não nota o problema até que um dente se fragmenta, relatou o “Times”.
Mais uma vez, a culpa está tanto em nossos ancestrais primordiais quanto em nosso sistema financeiro moderno.
“O estresse, seja real ou imaginário, faz que os hormônios de fuga ou luta sejam liberados no corpo”, disse ao “Times” o dentista Matthew Messina. “Esses hormônios do estresse mobilizam energia e causam atividade isométrica, que é o movimento muscular —porque essa energia acumulada tem de ser liberada de alguma maneira.”
Com ou sem recessão, algumas pessoas que rangem os dentes podem ter sido “programadas para se preocupar” desde o nascimento, segundo a “Times Magazine”. Jerome Kagan, professor de psicologia na Universidade Harvard, estuda traços de personalidade de um grupo de pessoas desde 1989, quando todas eram bebês. Uma delas, conhecida como Baby 19, chamou sua atenção desde o início. Era nervosa e temerosa e se perturbava com qualquer tipo de mudança, fossem novos sons, visões ou pessoas. Como muitos outros bebês hiper-reativos que Kagan estudou, Baby 19 se transformou em uma jovem tensa, com uma sensação constante de catástrofe iminente.
Exames de imagens do cérebro dessas pessoas revelam hiperatividade na amígdala, o centro do cérebro relacionado às reações primitivas de lutar ou fugir, como se poderia suspeitar.
A boa notícia é que podemos desfazer os padrões compulsivos persistentes.
Ao contrário das morsas estressadas do Alasca, alguns dos sujeitos hiper-reativos de Kagan se beneficiaram da terapia cognitiva, que reorientou seus padrões de pensamento para longe do medo e da ansiedade constantes.
“As lutas internas me incomodaram durante anos”, escreveu um deles, com a sábia idade de 13 anos, “até que consegui simplesmente relaxar e me acalmar”.

Envie comentários para nytweekly@nytimes.com

19/10/2009 - 14:32h Crescimento do NE precisa ir além da alta do consumo

Conjuntura: Evento do Centro Celso Furtado debate modelo para região

Leo Pinheiro/Valor
Foto Destaque
Jair do Amaral Filho, da Universidade Federal do Ceará: “Estamos crescendo, e isso é ótimo. Mas ninguém discute como esse crescimento está acontecendo”


João Villaverde, do Recife – VALOR

A retomada do crescimento econômico brasileiro, que já aponta elevação de 5% do PIB em 2010, tem sido sustentada pelo mercado interno. Para isso, programas de transferência de renda e elevação do emprego nos segmentos ligados ao setor de serviços foram decisivos para contrabalançar a retração da indústria, que sofreu com o corte do crédito e o fechamento do mercado externo. O modelo de crescimento do Brasil pós-crise pode ser simbolizado pelo Nordeste, o maior beneficiado pelas transferências sociais de renda e o principal impulsionador do comércio varejista.

Nos primeiros sete meses do ano, as vendas do varejo na região aumentaram 5,6% sobre o mesmo período do ano passado, e um ponto percentual acima do crescimento verificado pelo setor no país. O setor industrial, mais concentrado na produção de alimentos e bebidas, sofreu menos no Nordeste que no resto do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alimentos e bebidas representam cerca de 25% da produção industrial na região. Assim, o crescimento do consumo contribui para que a queda no setor seja menor. Dados de setembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, dão conta que quase 40% dos empregos formais gerados no último mês do terceiro trimestre ocorreram no Nordeste – ao todo, 100,4 mil postos. No entanto, este modelo de crescimento não é o ideal, avaliam economistas e cientistas sociais que participaram do seminário Desenvolvimento Regional do Nordeste, realizado em Recife pelo Centro Celso Furtado, na semana passada.

“Estamos crescendo, e isso é ótimo. Mas ninguém discute como esse crescimento está acontecendo”, afirma Jair Amaral Filho, economista da Universidade Federal do Ceará (UFCE). Os setores que mais empregam na região, segundo Amaral, são comércio varejista e administração pública, além da indústria produtora de alimentos e bebidas. Segundo dados do Caged, metade dos postos criados no setor industrial em setembro no país atendeu o setor de produtos alimentícios e bebidas (62,7 mil), tendo os Estados nordestinos à frente.

Boa parte da renda que tem sustentado o crescimento constante do setor de serviços na economia é oriunda de transferências promovidas pela União. Os Estados e municípios do Nordeste receberam no ano passado quase US$ 40 bilhões por meio de transferências orçamentárias como Cide, Fundeb, Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Neste ano, com a desaceleração econômica, que achatou as receitas, e políticas de isenções fiscais, como a redução do IPI para montadoras e para eletrodomésticos da linha branca, as transferências orçamentárias serão menores. Mas este efeito, dizem os analistas, será compensado pela elevação do salário mínimo – que também corrige dois terços dos benefícios previdenciários – e programas sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BCP).

Segundo Amaral, fatores antes criticados na região, hoje são apontados como contribuidores do crescimento mais acelerado. “O Nordeste estava se beneficiando pouco das altas nas commodities antes da crise, além da menor importância da indústria exportadora em comparação a outras regiões”, afirma. Além disso, o corte nas alíquotas do IPI beneficiou o comércio atacadista e varejista.

O maior receio entre os acadêmicos da região é que se consolide entre as empresas e o governo federal o modelo de crescimento atual, que vê os Estados do Sul e Sudeste com uma política de desenvolvimento industrial e o Nordeste com uma política de consumo de massas. Para Amaral, a política promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de fortalecer empresas nacionais por meio de empréstimos para fusões e aquisições – política de “campeãs nacionais” segundo o banco – poderia incluir empresas da região, e não apenas as sediadas em Estados do Sudeste.

Segundo o chefe do departamento regional do BNDES para o Nordeste, Paulo Ferraz Guimarães, não se trata de uma questão de “exclusão regional”, mas de distribuição estrutural da indústria, historicamente concentrada no Sudeste. “Estamos interessados no desenvolvimento, não há regionalização do financiamento”, afirma.

De janeiro a agosto deste ano, o BNDES liberou R$ 15,3 bilhões para companhias nordestinas. Segundo Guimarães, esse valor deve alcançar R$ 18 bilhões até o fim do ano. Há maior número de operações também – 20.300 mil, o equivalente a 91% mais que no mesmo período de 2008. “Talvez a participação do BNDES na região nunca tenha sido tão boa”, diz. Estaleiros portuários em Suape (PE) e Pecém (CE) e projetos federais como a rodovia Transnordestina – que deve integrar sete Estados do Nordeste – apontam a direção do que o banco pretende fazer na região.

“O setor de serviços, o maior empregador, é o que necessita de trabalhadores menos instruídos e o que paga os salários mais baixos”, afirma Lena Lavinas, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mesmo diante dos avanços na diminuição da pobreza e da miséria nos últimos anos, o Nordeste continua com os piores indicadores sociais. Segundo Lavinas, o Nordeste apresenta os índices mais elevados de indigentes – 16 milhões de pessoas – e de pobres que vivem apenas com renda do trabalho – 48,8%. “Não é possível sustentar uma família de quatro pessoas com um salário mínimo, por mais que ele tenha se recuperado nos últimos anos”, afirma a economista.

Para Lavinas, as transferências de renda devem ser ampliadas a fim de garantir eficiência total, uma vez que mesmo sendo o maior receptor dos programas sociais, 42,7% dos moradores pobres do Nordeste ainda não recebem o Bolsa Família. Segundo Tania Bacelar, economista da UFPE, mais de um terço dos que vivem em regiões rurais da região são analfabetos. “O problema é sério também nas capitais. Metade dos moradores do Recife estão vivendo em favelas”, afirma. Para a economista, após a dissipação das turbulências financeiras mundiais, a retomada econômica brasileira permite uma “rediscussão” quanto ao modelo de crescimento. “A questão a partir deste último trimestre não é mais sobre o crescimento, já recuperado, mas a maneira como ocorrerá o desenvolvimento, que deve diminuir as desigualdades regionais”.


Efeitos do Bolsa Família dividem acadêmicos

Numa região em que os níveis de mortalidade infantil ainda são os mais elevados do Brasil – 34,4% do total – e com produção industrial pouco diversificada, programas de transferência de renda como o Bolsa Família são uma forma de monetizar comunidades carentes, gerando demanda por bens de consumo. Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, 50,07% dos beneficiários do Bolsa Família vivem no Nordeste. “O programa é importantíssimo para garantir que um mínimo de dinheiro alcance municípios pobres do interior, onde, historicamente, a circulação de moeda é rara”, afirma Marcos Costa Lima, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para ele, o Bolsa Família é crucial para entender a melhora econômica da região, uma vez que, ao proporcionar meio de troca a comunidades carentes, promove o incremento da produção de itens básicos, como alimentos e vestuário, que sentem o fortalecimento do mercado interno na região.

Francisco de Oliveira, sociólogo da Universidade de São Paulo (USP), critica o modelo de desenvolvimento baseado no varejo, mas, diferentemente dos outros analistas, não acredita que programas sociais possam elevar o comércio. “O Bolsa Família aumenta a compra do quê? De arroz, feijão e farinha? Ele é importante, mas não garante comércio de massas”, avalia. Para Oliveira, o programa é importante por aliviar a miséria, mas não transcende o assistencialismo, ficando restrito à transferência de dinheiro.

Segundo Amélia Cohn, socióloga da USP que pertenceu à equipe do Ministério de Desenvolvimento Social no começo do Bolsa Família, é preciso avaliar o impacto do programa na renda familiar. “Em várias regiões do Nordeste o valor mensal do programa é maior do que o que uma família pobre ganha em 12 meses. Isso impulsiona o comércio na região, que estava natimorto”, diz.

14/10/2009 - 16:09h Exemplo de luta contra a pobreza, de crescimento da classe média e de ascensão como potência. Brasil continua terrivelmente desigual

“Mencione o Brasil e vem a adulação”, abre o “Christian Science Monitor”. “Sua luta contra a pobreza, sua crescente classe média, sua ascensão como potência são estudadas como modelos.” Mas, reage o texto de dois correspondentes:
“Em uma área o país está muito atrás: desigualdade de renda. Num novo estudo, o Brasil está no fim da lista de 18 países da região, no pagamento a mulheres e minorias pelo mesmo trabalho de um homem branco”. Fonte Toda Mídia, de Nelson de Sá – Folha SP.

(Photograph)
Employees assemble computers at Positivo Computers, Brazil’s largest computer producer, in Curitiba on September 25. Men earn 30 percent more than women of the same age and education level in Brazil.
Cesar Ferrari/Reuters

Latin America’s worst wage gap for women and minorities? Powerhouse Brazil.

Men earn 30 percent more than women in Brazil, according to a new report from the Inter-American Development Bank. That gap is almost zero in Guatemala and Bolivia.

By Andrew Downie | Correspondent of The Christian Science Monitor
and Sara Miller Llana | Staff writer of The Christian Science Monitor

São Paulo, Brazil; and Mexico City – Mention Brazil today and adulation follows. Its fight against poverty, its growing middle class, and its emergence as an economic powerhouse are all being studied as models to be applied elsewhere. (Read our three-part “Brazil Rising” series for more.)

In one area, however, the country is far behind its peers: income equality. In a new study by the Inter-American Development Bank (IADB), released Monday, Brazil sits at the bottom of a list of 18 regional countries when it comes to how much women and minorities are paid for the same job a white man does.

Men earn 30 percent more than women of the same age and education level in Brazil. In Bolivia and Guatemala, that gap is essentially zero. Compared to Mexico, the other economic engine of the region, Brazil also stands out: Men in Mexico earn just 7 percent more than their female peers. The same gaping divide appears in Brazil when comparing wages for whites and minorities – a blow to a nation where half the population considers itself black or mixed race and prizes itself on being “color blind.”

“Brazil is regarded in gender and ethnic terms as a very equalizing country. Everywhere there is inclusion. This is what Brazilians like to think about themselves,” says Hugo Ñopo , an IADB economist and lead author of the study. “What the statistics show is that there are important gaps…. We think of it as an invisible wall.”

Women: majority of workers in Latin America

With trade liberalization, economic growth, and urbanization, women throughout Latin America have joined the workforce in droves in recent decades, today comprising about 52 percent of all workers. But fair income distribution has not caught up. In the 18 nations studied, men earn on average 17 percent more than women, when accounting for age and educational attainment levels. In most countries, the gap is biggest among those with the least education. Women’s participation in the informal sector, such as domestic work that typically is underpaid and without benefits, drives down their earning power.

But in Brazil, the gap is so high, Mr. Ñopo says, because women are absent from the highest levels of corporate hierarchies. According to Leila Linhares Barsted, executive coordinator of Cepia, a Rio woman’s rights group, gender gaps have closed over the decades and women now comprise 40 percent of the nation´s workforce – an all-time high, she says. Brazil has good social policies in place, giving women 120 days of maternity leave. That’s more than in the US.

But wage inequality looms large. “In spite of government campaigns for equality, there is a still a sector that discriminates, salary wise, against women,” Ms. Barsted says.

While old-fashioned discrimination is to blame in part for unequal wage distribution, there are other forces at play, says Ñopo. The study revealed the same gender income gaps for those who are self-employed – data that surprised the researchers and goes against long-held views that the employer is always to blame. “It’s the other way around. Self-employment is very attractive for females who have to take care of household responsibilities,” Ñopo says. “Having flexibility is invaluable for them. But the result is this flexibility that they look for in the labor market comes at a price.”

Brazil also at bottom for racial disparity

After Brazil, Uruguay and Nicaragua are the worst for wage inequality between genders. In Uruguay men earn 26 percent more than women and in Nicaragua, 20 percent more.

For minorities, Brazil is also is ranked at the bottom of the list at 30 percent disparity (followed by Guatemala at 24 percent and Paraguay at 22 percent).

The indigenous, who comprise about 10 percent of Latin America´s population, have made strides in countries such as Bolivia and Ecuador, reasserting their rights to resources and political inclusion. But in the seven countries where data was collected for the IADB study, ethnic and racial minorities earn 28 percent less than their white counterparts.

Mario Theodoro, a director at the government-sponsored research institute Ipea and author of a book on racial inequality in Brazil, says that Brazil’s emergence on the world scene has not included everybody.

“What we have shown is that in spite of the growth, in spite of a more diversified economy, in spite of more jobs and higher paying jobs, the difference between blacks and whites remain,” says Mr. Theodoro. “The classic economic instruments are not sufficient to resolve problems of racism that are historical and cultural. We need to use different methods.”

The government defends Brazil’s record. Edson Santos, the Special Secretary for Policies Promoting Racial Equality, says that President Luiz Inácio Lula da Silva has made it a point to address inequality.

“The gaps are high but they are being reduced over time, especially since Lula took power,” Mr. Santos says, adding that under Lula the income of the poor has risen by 10 percent while the income of the rich has risen 2 percent.

Ivanir dos Santos, the executive secretary of the Center for the Articulation of Marginalized Peoples, says that the country´s legacy of slavery has taken a toll and that affirmative action programs, such as those developed in the US, are crucial to promote real change. An optional quota for blacks in federal universities, for example, is a step forward but does not go far enough. The government needs to take more mandatory measures, Mr. Dos Santos says.

Compounding the problem, he says, is that Brazil’s Congress and the media are dominated by white men and blacks tend not to be in politics in Brazil, in large part because they are poor and uneducated. There is neither an influential lobby nor a thriving black middle class.

“Brazil is growing but the difference between blacks and whites remains the same,” says dos Santos. “More concrete measures are needed.”

10/10/2009 - 10:42h Desigualdade cai, mas continua alta

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Foto Tuca Vieira – Paraisópolis – cidade de São Paulo

O Estado SP

Em 2008, grupos dos mais ricos ganhavam 18 vezes a renda dos pobres, ante 20,2 em 2006

Em três anos, de 2006 a 2008, diminuiu muito rapidamente a distância entre os dois extremos de rendimentos da sociedade brasileira, o que reduziu a desigualdade social no País, apontou o estudo do IBGE. A melhoria na renda contrasta com dados referentes a bens e serviços: apenas 61% dos domicílios brasileiros tinham simultaneamente, em 2008, água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica.

Em 2006, a razão entre a renda familiar per capita dos 20% mais ricos e dos 20% mais pobres era 20,2, ou seja, o grupo mais rico ganhava 20,2 vezes a renda do mais pobre. No ano seguinte, essa relação caiu a 18,7, e em 2008, foi a 18. O nível ainda é alto – em países desenvolvidos, fica em torno de 4 a 6 -, mas já mostra redução na desigualdade entre os brasileiros, segundo Ana Lucia Saboia, coordenadora-geral do estudo.

O IBGE também apurou que caiu a proporção de pessoas com rendimento familiar per capita abaixo de 60% do mediano. Como foi estimado em R$ 415, os 60% eram R$ 249 em 2008 – essa medida serve para mensurar a pobreza dos grupos sociais. Em 2006, 37,3% ganhavam menos que essa fronteira; em 2007, 36,1%; em 2008, 33,8%. Também caiu o diferencial entre o rendimento familiar mensal per capita das famílias dos 10% mais ricos em relação aos 40% mais pobres. Em 2001, era 22,1 e em 2008, 16,8. Os números foram comemorados pelo diretor do Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas, Marcelo Néri. Ele lembrou que a queda começou em 2001 e se acentuou a partir de 2004, porque se associou ao crescimento econômico. “Não era mais como em 2001, quando o bolo caiu e a parte dos pobres caiu menos.”

Os problemas de distribuição de renda, porém, continuam. Enquanto o rendimento familiar médio ficou em R$ 720, metade das famílias vivia com menos de R$ 415 – salário mínimo vigente em setembro de 2008.

SERVIÇOS

Apesar de 40% das residências brasileiras não terem ao menos um serviço público essencial (água encanada, coleta de esgoto, de lixo e iluminação elétrica), o dado representa um avanço em relação a 1998. Naquele ano, o porcentual de unidades com os quatro benefícios ao mesmo tempo era de 56,8%, ante 43,2% desprovidos de pelo menos um deles. A região com maior acesso era o Sudeste (82,6% dos lares) e a com menor era o Norte (14,9%).

09/10/2009 - 09:57h Serra e Kassab cortam verbas importantes para a população e investem pesado em publicidade

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07/10/2009 - 08:54h Editorial da Folha SP: Kassab da prioridade à propaganda

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Editorial FOLHA SP

editoriais@uol.com.br

Prioridade à propaganda


A PRETEXTO de ajustar seus gastos a um orçamento mais curto, a gestão Gilberto Kassab (DEM) deu seguidas demonstrações de desorientação em suas prioridades.

O prefeito de São Paulo chegou a determinar cortes na varrição e na coleta de lixo. Depois de expostas as imagens do entulho que se acumulava pelas vias -e após um temporal que alagou e paralisou a capital-, Kassab recuou. Antes disso, a administração já desistira de suprimir uma das cinco refeições diárias dos alunos das creches municipais.

Que lógica, afinal, haveria por trás dos cortes anunciados? À primeira vista, obedeceriam a uma ação organizada de redução de custos, como consequência da crise econômica. Se a tesoura ameaçou cortar até a comida das creches, supõe-se que não haveria mais gordura para queimar. Aí começam as contradições.

A verba para publicidade oficial não sofreu cortes. Ao contrário, a previsão no início do ano era gastar R$ 31 milhões. Após sucessivos aportes, a despesa prevista até dezembro mais que dobrou e atingiu R$ 80 milhões. A título de comparação, a economia com a varrição e a coleta de lixo seria de R$ 3,5 milhões.

Agora Kassab anuncia gasto de R$ 105 milhões em propaganda em 2010, quantia recorde. É mais do que pretende destinar à construção e à reforma de corredores de ônibus. A administração alega que a verba publicitária atende a programas de interesse da população. Ampliar e melhorar corredores de ônibus, imprimir mais velocidade à limpeza das vias e das bocas de lobo, treinar professores e agentes de saúde…, há uma lista de despesas bem mais interessantes e prioritárias para os paulistanos.

É de estranhar, aliás, tamanho impulso nos gastos de propaganda quando o prefeito afirma que não será candidato no ano que vem. Se parece difícil vislumbrar o que Kassab ganhará com a operação, o certo é que a população paulistana sairá perdendo.

07/10/2009 - 08:33h Área social da cidade perde recursos no orçamento de Kassab para 2010

http://www.folhavp.com.br/vereadores/joao%20antonio.jpgNota do Vereador João Antonio, líder da bancada do PT na Câmara de Vereadores de São Paulo

Redução dos gastos nas áreas sociais e aumento das despesas com propaganda. Esse é o resumo da proposta orçamentária do município de São Paulo para 2010 que o prefeito Kassab enviou à Câmara Municipal. Apesar de projetar uma arrecadação de R$ 28,1 bilhões no ano que vem, a administração DEM/PSDB não amplia investimento em transporte público, adia mais uma vez obras aguardadas pela população e tira recursos do orçamento das 31 subprefeituras, que prestam serviço diretamente à população.
Os três hospitais novos (Parelheiros, Brasilândia e Vila Matilde) prometidos na campanha eleitoral de 2008 mais uma vez não sairão do papel. Os recursos para a construção dos equipamentos sofreram corte de 83% na comparação entre o orçamento de 2009 e a proposta para 2010: de R$ 30 milhões para R$ 5 milhões cada unidade, o que denuncia que os hospitais, tão aguardados pela população, não são prioridades da administração demotucana.
A previsão de gastos em habitação, saneamento e urbanização de favelas não acompanha o crescimento dessas demandas na cidade. O mesmo acontece com a ampliação da rede própria de creches – que enfrenta um crescente déficit de vagas – e as despesas com assistência e desenvolvimento social (Programa Renda Mínima e albergues), cujos orçamentos para o ano que vem praticamente repetem o que foi planejado para 2009.
No transporte, Kassab reduz para R$ 360 milhões (corte de 31%) a despesa com compensação tarifária, que é o dinheiro que subsidia o preço da passagem. Menos subsídio significa passagem de ônibus mais cara. Kassab não vai construir corredores de ônibus (nem o da Celso Garcia, prometido desde 2007) e na expansão do metrô, que tanto prometeu ajudar, o prefeito programou gastar apenas R$ 10 milhões. É bom lembrar que em 2008 ele havia prometido repassar R$ 1 bilhão para o metrô, mas só entregou R$ 275 milhões.
A redução de gastos só não afeta a área de propaganda, que vai dispor de R$ 105 milhões. Um aumento de 239% na comparação com os R$ 31 milhões inicialmente reservados para este ano (mas que até setembro já haviam atingido R$ 80 milhões, graças aos remanejamentos).
A gestão DEM/PSDB demonstra fragilidade para executar projetos esperados há anos pela população. O prefeito só sabe guardar o dinheiro da prefeitura nos bancos, não libera verba para obras necessárias. Ele não tem um plano para a cidade, toma decisões erradas e depois recua daquilo que anunciou, como vimos recentemente na sua tentativa de reduzir a merenda fornecida em creches e de cortar gastos com o serviço de coleta de lixo e varrição de ruas.

Ver. João Antônio
Líder da Bancada do PT
Câmara Municipal de São Paulo

06/10/2009 - 16:38h Dieta pode agir contra depressão

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Pesquisa com 10.094 espanhóis mostrou que cardápio mediterrâneo tem efeito protetor no cérebro

De acordo com o estudo, os voluntários com maior adesão a essa dieta tinham risco cerca de 30% menor de desenvolver o distúrbio


JULLIANE SILVEIRA – FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Fortemente relacionada à redução de risco para doenças cardiovasculares, a dieta mediterrânea mostrou efeito protetor contra a depressão em um estudo realizado com 10.094 pessoas. O trabalho foi publicado na edição de outubro do “Archives of General Psychiatry”, um dos periódicos da Associação Médica Americana.
Pesquisadores das universidades de Las Palmas de Gran Canaria e de Navarra (ambas na Espanha) avaliaram dados desses espanhóis, que preencheram questionários de 1999 a 2005 sobre a própria ingestão alimentar. Eles calcularam a adesão à dieta mediterrânea baseados em nove itens: maior ingestão de gorduras monoinsaturadas em comparação às saturadas, consumo moderado de álcool e laticínios, baixa ingestão de carne vermelha e alto consumo de legumes, frutas, oleaginosas (como nozes e castanhas), cereais e peixes.
Após acompanharem os voluntários por cerca de quatro anos, identificaram 480 novos casos de depressão -a maioria (324 ocorrências) em mulheres. Os que seguiram a dieta apresentaram risco 30% menor de desenvolver depressão. Para chegar aos resultados, foram ajustados outros fatores influenciáveis, como estilo de vida, estado civil, doenças crônicas e uso de antidepressivos.
“Algumas variáveis, como os que não desenvolveram depressão serem mentalmente mais saudáveis e mais propensos a aderir a uma dieta mais saudável, não foram medidas. Mas é um estudo benfeito, com metodologia adequada”, pondera a psiquiatra Andrea Feijó de Mello, da Associação Brasileira de Psiquiatria e pesquisadora da Unifesp.
Trabalhos anteriores mostram que populações que consomem altas quantidades de peixes apresentam menores índices de depressão. Uma das explicações é que o ácido graxo ômega 3 (presente em peixes de água fria, como o salmão) influencia na estrutura do sistema nervoso central e no transporte de neurotransmissores.
Os ácidos graxos ajudam na formação da membrana celular, tornando-a mais fluida. A fluidez das membranas dos neurônios contribui para uma melhor plasticidade cerebral (capacidade de os neurônios se comunicarem), fator importante para o equilíbrio emocional do paciente.
“Quando há empobrecimento da comunicação, há prejuízos na memória, fluência verbal, criatividade e iniciativa, que são sintomas da depressão, fazendo a pessoa se tornar mais vulnerável à doença”, diz Renério Fráguas Jr., supervisor da residência médica do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo.

Vitaminas
A dieta mediterrânea também oferece bons teores de folato e vitamina B12 (presentes em vegetais, peixes e ovos), nutrientes que participam como cofatores na sintetização de serotonina no cérebro, neurotransmissor relacionado às alterações no humor.
Segundo Fráguas Jr., alguns estudos mostram resultados significativos da suplementação em pacientes que têm depressão e não apresentam melhora com medicamentos.
“É um dos mecanismos para explicar a associação entre questões nutricionais e depressão. Na prática, já oferecemos suplementos, principalmente para idosos que podem ter uma diminuição na absorção desses nutrientes e podem ser mais vulneráveis à depressão.”

05/10/2009 - 08:30h Aumento da renda eleva IDH do Brasil

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País se manteve estável, no entanto, no ranking que compara o desenvolvimento humano de 182 nações, na 75ª posição

De 2006 para 2007, o IDH brasileiro passou de 0,808 para 0,813; valores acima de 0,800 representam “alto desenvolvimento humano”

ANTÔNIO GOIS – FOLHA SP

DA SUCURSAL DO RIO

Impulsionado mais uma vez pelo aumento na renda, o Brasil registrou uma melhora em seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), mas permaneceu estável no ranking de nações elaborado anualmente pelo Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento), na 75ª posição.
O IDH varia de 0 a 1 e tenta medir o desenvolvimento humano dos 182 países comparados a partir de três dimensões: saúde, educação e PIB per capita. De 2006 para 2007 (os relatórios sempre se referem a dois anos antes), o IDH brasileiro variou de 0,808 para 0,813. Um valor acima de 0,800 é considerado nível de alto desenvolvimento humano.
Neste ano, o tema principal do relatório foi migração. Para facilitar as análises sobre este tópico, pela primeira vez, o Pnud separou nações com IDH acima de 0,900 num grupo considerado de muito alto desenvolvimento humano.
Fazem parte desta elite, que concentra a maioria dos imigrantes, 38 países, liderados por Noruega (0,971), Austrália (0,970) e Islândia (0,969).
Na base do ranking encontram-se Níger (0,340), Afeganistão (0,352) e Serra Leoa (0,365). O Pnud destaca que uma criança que nascer hoje em Níger terá expectativa de viver apenas até os 51 anos, enquanto uma norueguesa deverá chegar aos 81.
“Muitos países testemunharam retrocessos nas últimas décadas devido às retrações econômicas, crises induzidas por conflitos e epidemias de HIV”, afirma a principal autora do relatório deste ano, Jeni Klugman.
Como os dados divulgados no relatório deste ano vão somente até 2007, ainda não é possível mensurar o impacto da crise econômica mundial, iniciada no fim do ano passado.
Alison Kennedy, chefe da equipe de estatística do IDH, no entanto, diz esperar que os efeitos não sejam tão grandes: “O PIB per capita de muitos países pode ter sido bastante afetado, mas os indicadores de saúde e educação não reagem tão rapidamente a crises, o que poderá fazer com que a oscilação não seja tão significativa.”

Brasil
Os indicadores brasileiros no IDH serão detalhados hoje pelo escritório do Pnud no país, mas, na comparação com o relatório de 2008, é possível verificar que o avanço se deu principalmente por causa do PIB per capita.
Educação e saúde também melhoraram, mas em ritmo menor, já que o analfabetismo adulto tem caído pouco no país e a expectativa de vida ao nascer (único componente do índice de saúde) não costuma sofrer oscilações bruscas de um ano para o outro.
Além do próprio IDH, o Relatório de Desenvolvimento Humano permite comparar outros indicadores.
É possível destacar, por exemplo, que apesar de ter registrado queda na desigualdade desde o início da década, o Brasil ainda permanece no grupo de dez países mais desiguais do relatório, atrás apenas de Namíbia, Ilhas Comores, Botsuana, Haiti, Angola, Colômbia, Bolívia, África do Sul e Honduras. No Brasil, os 10% mais ricos detêm 43% da riqueza nacional, enquanto os 10% mais pobres, apenas 1%.
Na Noruega, país que lidera o ranking, os 10% mais ricos concentram 23% da riqueza, enquanto os 10% mais pobres respondem por 4%.
Outro indicador em que o Brasil destoa dos líderes é o investimento público em educação e saúde. Noruega, Austrália e Islândia investem, respectivamente, 35%, 31% e 36% de seu gasto público nessas áreas.
No Brasil, a proporção é de apenas 22%. O maior desnível acontece na saúde, setor em que o Brasil investe 7% dos gastos, menos da metade do que Noruega (18%), Austrália (17%) e Islândia (18%).

02/10/2009 - 09:33h Kassab, as mulheres do Campo Limpo precisam ser tratadas com mais respeito.

Editorial do jornal AGORA

Descaso no Campo Limpo

A mamografia é o exame que detecta o câncer de mama, o tumor que mais mata as brasileiras. Recomenda-se que as mulheres entre 50 e 69 anos façam a mamografia a cada dois anos. Daí se vê como é um procedimento importantíssimo para a saúde da população.

É alarmante, portanto, que o Hospital Municipal do Campo Limpo, o maior da zona sul de São Paulo, esteja há três meses com o mamógrafo quebrado. De acordo com funcionários e pacientes, o aparelho deixou de funcionar no começo de julho e não há previsão para o conserto. Já a Secretaria Municipal de Saúde diz que o novo mamógrafo deve ser instalado até o fim do ano.

Mas o descaso com a saúde no Campo Limpo não para por aí. As mulheres que procuram o hospital para a mamografia são encaminhadas para a UBS (Unidade Básica de Saúde) Vila das Belezas. É só dor de cabeça: na UBS, depois de agendado o exame, a demora para o atendimento chega a três horas.

O hospital é gerido pela secretaria, mas os exames estão sob responsabilidade da OSS (Organização Social de Saúde) Fidi. Não dá para entender por que o aparelho ainda não foi trocado. O diagnóstico precoce do câncer de mama facilita a sua cura. As mulheres do Campo Limpo precisam ser tratadas com mais respeito.

01/10/2009 - 20:38h Bissexual?

Agnès Giard

En 1948, Alfred Kinsey, avance que nous sommes pratiquement tous bisexuels: “Le monde ne se résume pas à des oppositions binaires, explique-t-il. Tout n’est pas noir ou blanc.” Dans un essai coup de gueule, Karl Mengel en profite pour renvoyer dos à dos les hétéros-racistes et les homos-sexistes.

Osez-la-bisexualite

Hétéro, homo… Pourquoi vouloir à tout prix se définir? Alors que pour l’essentiel d’entre nous, la vérité se trouve ailleurs, dans une zone indéfinie, trouble et troublante, qui englobe des désirs polymorphes et des motivations obscures. Selon Alfred Kinsey, père de la sexologie, “la nature ne produit que très rarement des catégories parfaitement étanches. Il n’y a que l’esprit humain pour inventer des groupes, étiqueter le réel et forcer les faits à entrer dans de petites cases distinctes. Le monde du vivant est un continuum, dans tous ses aspects, un large éventail constitué d’un seul tenant. Plus tôt nous assimilerons cette idée en ce qui concerne la sexualité humaine, plus tôt nous parviendrons à une solide compréhension des réalités du sexe.

Dans son ouvrage Pour et contre la bisexualité, publié à La Musardine, Karl Mengel ajoute que dans le règne animal –“des punaises aux baleines et des cygnes aux putois, en passant par les lions, les libellules, les aigles, les girafes et les pieuvres”- quelque 1500 espèces jouent l’alternance, sans se préoccuper de savoir si elles sont à voile ou à vapeur: “Les hérissons se branlent mutuellement avant d’aller voir l’autre sexe, les escargots s’enfilent en longues chaines après l’accouplement reproductif de rigueur, les gentils dauphins vont et viennent (…) les cerfs adorent monter un semblable quand il est en train de se faire une biche et les éléphants trimbalent une bite de 25 kg dont l’encombrement les pousse, ne serait-ce que pour se reposer, à faire souvent semblant qu’ils se sont trompés de trou.

Les pulsions humaines n’échappent pas à cette joyeuse absence de règle. Rares sont les hétéros totalement insensibles à l’idée d’une relation homosexuelle. Après tout, eux aussi possèdent une prostate et, pour la majorité d’entre eux, cette prostate est une zone érogène. Les hétéros aiment donc la sodomie. Qu’elle soit faite à l’aide d’un gode ou d’un pénis n’est qu’une question accessoire. Le phallus des gays ne reste pas non plus de marbre devant les film porno-straights. C’est peut-être dérangeant pour eux, mais voilà: il y a des filles qui peuvent les exciter, ne serait-ce que par identification. Quant aux femmes, qu’elles soient hétéro ou homo, leur clitoris les rend aussi sensibles aux caresses venant de l’autre que du même sexe. Morphologiquement, les différences de genre n’ont aucune importance en matière de plaisir. L’anus est identique sous les jupes et les pantalons. Les langues, les doigts, les mots, les fantasmes et les envies sont également les choses du monde les mieux partagées. Une femme peut très bien avoir le même cul, la même libido et les mêmes mots qu’un gay. Un homme peut très bien avoir la même langue, les mêmes doigts et les mêmes envies qu’une lesbienne. Etc.

Sur le plan strictement physique, nous sommes tous ambivalents. C’est-à-dire capables de jouir –en fermant les yeux, en nous laissant aller au vertige– sans trop savoir qui est celui, ou celle, qui nous absorbe ou qui nous pénètre. Sur le plan érotique, bien sûr, chaque être ayant ses préférences, nous avons besoin de choisir nos partenaires. Il y en a qui préfèrent les hommes, d’autres les femmes, ou les trans ou les garçons manqués, c’est certain. Mais faut-il pour autant en déduire que les mots “hétéro” ou “homo” sont pertinents? Le mot “bisexuel” est-il lui-même pertinent? Dans Pour et contre la bisexualité, Karl Mengel dénonce l’usage de ce terme -“bi”- qui renvoie de façon réductrice à la norme binaire: “lorsque le sexe est entré dans le discours, les néologistes se sont mis en tête de jeter un pont (bi) entre deux chimères, dont l’une (hétéro) avait au préalable été créée comme un pendant artificiel à l’autre (homo), elle-même illusion langagière visant à cloisonner le champ sexuel au nom de la morale du moment.

Karl Mengel s’explique: le terme “hétérosexuel” n’a été inventé qu’après l’apparition de l’étiquette “homosexuel”. La première trace du mot homosexualität (”homosexuel”) se trouve dans la correspondance privée d’un certain Karl-Maria Benkert, en 1868. Cet “obscur mais néanmoins précoce défenseur de la liberté de baiser en paix s’est mis en tête de remplacer les multiples noms d’oiseau qui servaient jusqu’alors à désigner les amateurs du même”: il substitue aux termes cinaèdes, bougres, bardaches, culistes, pédérastes, gitons, uranistes, enculés, invertis, antiphysiques, pédés, pédales, folles et autres tantes un mot absurdement composé d’une racine grecque (homo: “même”) et d’une racine latine (sexus: “sexe”).

Résultat catastrophique: son invention est “immédiatement reprise à bon compte par les maniaques du rangement comportemental” qui en font non plus une catégorie mais une pathologie bientôt cernée par Krafft-Ebing dans son célèbre Psychopathia sexualis. Il s’agit pour Krafft-Ebing de recenser les perversions d’un point de vue médical et non plus religieux, afin de les guérir. “Le sodomite diagnostiqué homosexuel n’était donc plus coupable mais à plaindre –ce qui revenait en gros à échanger le bûcher contre –plus tard– le Sida” se moque Karl Mengel.

Le mot “hérérosexuel” n’apparait qu’après, comme pour conforter l’idée qu’il existe deux camps. Celui du bien et celui du mal, évidemment. “A la base, les censeurs  veulent une boîte commode où ranger ceux et celles qui vont et viennent librement entre la norme et l’anormalité constituée, nommée, donc sous contrôle.” Problème: les homosexuels eux-mêmes participent à cette “mise en boîte”: ils revendiquent leur filiation avec les grecs et les romains de l’antiquité ainsi qu’avec les samouraïs, et les féroces initiateurs-combattants d’Afrique, d’Océanie ou d’Amérique du sud, qui, pendant plusieurs siècles érigent l’amour mâle en modèle de vertu guerrière. Les homosexuels oublient cependant une chose: les soldats-amants de Thèbes ou de Sparte, les érastes (adultes) crétois, les bushi (guerriers) japonais, les binômes zaggalah, les mâles Keraki ou les hommes libres de l’Empire Romain n’étaient pas homosexuels. Ils étaient omnisexuels. Ils avaient des femmes et des amants. L’institution “pédérastique” (ensemencement viril d’un adolescent) allait de pair -obligatoirement- avec l’institution du mariage.

C’est ainsi que tous les personnages du passé qui avaient entre autres goûté aux joies du même, à une époque innocente où prévalait l’indifférenciation d’avant l’hétérosexisme, ont été pris en otage par un courant de pensée partisan qui les a maquillé en purs homosexuels” se plaint Karl Mengel. Et au diable l’anachronisme! Le militantisme gay a donc mis en place un mythe aussi schématique et grossier que ce dont pouvaient rêver les pères de l’Église: quiconque –par le passé– avait eu des relations homosexuelles est devenu homosexuel. Jules Cesar, David roi d’Israël, Alexandre le Grand, Casanova, Henri III, Ivan le terrible, Socrate, Richard Cœur de Lion, Cervantes, Michel-Ange, Pierre le Grand, Goethe, etc. “Évidemment, l’autre bord n’a pas levé le petit doigt (sic) pour s’opposer à la profanation, vu qu’il y trouvait parfaitement son compte: l’occasion était trop belle de laisser les “anormaux” se constituer en un bloc à la fois hermétique et distinct. Purger, sans se salir les mains, quelle veine.” Karl Mengel ajoute : “En réalité, ces illustres ancêtres n’étaient pas homos, ni hétéros, pas plus qu’ils n’étaient bi -même indépendamment du fait que ces notions n’existaient pas. Leur sexualité s’organisait autour de hiatus différents, et ses enjeux touchaient plus à la découverte de soi (en passant) par les autres qu’à la construction artificielle d’une identité reposant sur des choix instrumentaux.

Des deux côtés du poste-frontière établi entre les normes obligatoires, il y a donc des gens qui se méfient des autres (stigmatisés “bisexuels”)  et qui les traitent de “traitres”, d’imposteurs ou de menteurs. Il semble en effet louche que l’on puisse trouver du charme aussi bien aux hommes qu’aux femmes de nos jours, tellement les idéologues ont bien fait leur travail: les hommes viennent de Mars, les femmes de Venus, alors faites votre choix. Et pas question d’être dans l’entre-deux. Ce qui fait dire à Karl Mengel: “C’est un fait peu connu, mais Eros s’appelle aussi Metis dans la théologie orphique. La métaphore dit joliment l’évidence qui voit la sexualité réunir les opposés, cela à l’intérieur de soi. On a donc forcément un peu de l’autre dans le corps, qu’importe son genre, et le désir s’en trouve complexe, insaisissable mais infini.” La libido contient tous les possibles.

Pour et contre la bisexualité, Karl Mengel, collection L’attrape-corps, éd. La Musardine.

Osez la bisexualité, de Pierre des Esseintes, éd. La Musardine.

Fonte Les 400 culs

30/09/2009 - 11:03h A saúde de Kassab: Hospital não faz mamografia há 3 meses em SP.

Rubens Cavallari/Folha Imagem
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Hospital manda as pacientes para casa sem o exame


Mulher só conseguiu exame após escândalo em UBS


Aline Mazzo do Agora

A cabeleireira Edileuza Firmino Dantas, 52 anos, demorou quatro meses para conseguir fazer uma mamografia. Ela tentou marcar o exame no Hospital do Campo Limpo em junho, mas não havia vagas. Quando retornou, em julho, o aparelho estava quebrado.

“Eu fui mais de quatro vezes ao hospital e ligava todos os dias, mas as atendentes sempre diziam que não havia data para consertar o aparelho”, contou. A ginecologista solicitou o exame para Edileuza porque, durante uma consulta, detectou um cisto em um dos seus seios. “Se eu estiver com alguma coisa ruim, já passou o tempo de tratar”, queixou-se a cabeleireira.

Cansada, Edileuza foi à UBS Jardim Coimbra (zona sul de SP) e disse que só sairia dali com o exame marcado. “Briguei com todo mundo, fiz um escândalo, aí acabaram agendando [em outra UBS --algumas fazem o exame]“. A mamografia foi realizada na semana passada –o resultado demora cerca de 15 dias.

A dona de casa Silvana Ferreira Dias, 44 anos, também tentou agendar o mesmo exame no hospital, sem sucesso. Ela está com um nódulo em um dos seios e precisa do exame com urgência para que a ginecologista identifique se é um tumor ou um problema de menor gravidade. “Como ninguém diz aonde devo ir para fazer o exame, terei de voltar à UBS e ver se consigo marcar em outro lugar. Tomara que não demore.”


Hospital não faz mamografia há 3 meses em SP

Aline Mazzo do Agora

O Hospital Municipal do Campo Limpo, na zona sul da capital, está há três meses com o mamógrafo quebrado. As mulheres que procuram a unidade para fazer o exame, voltam para casa sem o diagnóstico. A unidade não as encaminha para outro centro de saúde e tampouco orienta em que lugar a mamografia –exame para detectar tumores nos seios– pode ser feita.

Apesar de o hospital ser gerido pela Secretaria Municipal da Saúde, os exames são de responsabilidade da OSS (Organização Social de Saúde) FIDI (Fundação Instituto de Pesquisa e Estudo de Diagnóstico por Imagem). Segundo o portal da prefeitura “De Olho nas Contas”, foram realizados apenas 49 das 1.396 (3,5%) mamografias previstas para serem feitas em pacientes que vivem na região sul da cidade no mês de julho. Procurada, a pasta não informou quantos desse exames seriam feitos no Hospital Campo Limpo.

O relatório da região sul vai na contramão do restante da cidade. Nas demais regiões, o número de exames realizados é sempre maior que a previsão, índice que mostra a alta demanda pelo exame.

Segundo funcionários e pacientes, o aparelho quebrou no começo de julho e não há previsão para o conserto. Ontem, a reportagem viu que as duas salas de mamografia do hospital estavam fechadas.

O exame de mamografia é a principal ferramenta para os médicos detectarem precocemente o câncer de mama, o tipo que mais mata mulheres. A partir dos 40 anos, a recomendação é que o exame seja feito anualmente.

“A mamografia ainda é o principal meio de rastrear o câncer de mama”, explica o chefe da disciplina de oncologia ginecológica da Unifesp, Sérgio Mancini Nicolau. O médico disse que um diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso no tratamento.

Além do mamógrafo, o aparelho que faz o teste ergométrico está quebrado há quatro meses, segundo os funcionários da unidade. O exame registra como o coração se comporta quando submetido ao esforço físico. Assim como o outro aparelho, não há prazo para seu conserto.

‘Outras unidades fazem’

A Secretaria Municipal da Saúde informou, por meio de nota, que os exames estão sendo encaminhados para outras unidades.

As mamografias são feitas na UBS Vila das Belezas, e o teste ergométrico, nas AMAs Jardim São Luiz e Capão Redondo, ambas na zona sul da capital. A secretaria disse que, assim, nenhum paciente deixa de realizar os exames.

Com relação ao baixo índice (3,5%) de realização das mamografias previstas para a região sul, a secretaria informou que não foi possível apurar a informação em tempo hábil após ser procurada pela reportagem ontem à tarde.

Segundo a pasta, será ainda instalado no hospital um novo aparelho de ressonância magnética mais moderno e com maior capacidade para realização de exames. A reforma da área física está concluída, mas ainda falta a instalação de um dispositivo de segurança. A expectativa é que o aparelho seja instalado até o fim do ano.

29/09/2009 - 14:18h Veja quem são os vencedores do Prêmio Jabuti 2009

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da Folha Online

A Câmara Brasileira do Livro divulgou hoje a lista com os três primeiros colocados de cada uma das 21 categorias do 51º Prêmio Jabuti. Os vencedores das categorias Livro do Ano Ficção e Livro do Ano Não-Ficção serão revelados durante a cerimônia de premiação, no dia 4 de novembro, na Sala São Paulo.

Tradução

1º lugar -”A Morte de Empédocles / Friedrich Hölderlin”, Marise Moassaba Curioni (Iluminuras).
2º lugar -”Satíricon”, Cláudio Aquati (Cosac Naify).
3º lugar -”Os Irmãos Karamázov – 2 Volumes”, Paulo Bezerra (Editora 34).

Arquitetura e Urbanismo, Fotografia, Comunicação e Artes

1º lugar – “Coleção Princesa Isabel – Fotografia do Século XIX”, Bia e Pedro Corrêa Lago (Capivara Editora)
2º lugar – “Árvores Notáveis – 200 Anos do Jardim Botânico do Rio de Janeiro” (livro e guia de bolsa), Andréa Jakobsson Estúdio Editorial (Andréa Jakobsson Estúdio Editorial)
3º lugar – “Tarsila do Amaral”, Lygia Eluf (Imprensa Oficial do Estado)

Teoria/Crítica Literária

1º lugar -”Monteiro Lobato: Livro a Livro”, Marisa Lajolo e João Luís Ceccantini (Editora Unesp / Imprensa Oficial)
2º lugar -”Pensamento e ‘Lirismo Puro’ na Poesia de Cecília Meireles”, Leila V. B. Gouvêa (Editora Universidade de São Paulo)
3º lugar -”Literatura da Urgência Lima Barreto no Domínio da Loucura”, Luciana Hidalgo (Annablume Editora)

Projeto Gráfico

1º lugar -”Fazendas Mineiras”, Marcelo Drummond & Marconi Drummond (Cemig)
2º lugar -”A História do Brazil de Frei Vicente de Salvador”, Maria Lêda Oliveira (Versal Editores)
3º lugar -”Isay Weinfeld”, Roberto Cipolla (Bei Editora)

Ilustração de Livro Infantil ou Juvenil

1º lugar -”O Matador”, Odilon Moraes (Editora Leitura) – BH
2º lugar -”De Passagem”, Marcelo Cipis (Schwarcz)
3º lugar – “Alfabeto de Histórias”, Gilles Eduar (Editora Ática)

Ciências Exatas, Tecnologia e Informática

1º lugar – “Introdução à Quimica da Atmosfera – Ciência, Vida e Sobrevivência”, Ervim Lenzi e Luzia Otilia Bortotti Favero (LTC – Livros Técnicos e Científicos Editora)
2º lugar – “Fundamentos de Metrologia Científica e Industrial”, Armando Albertazzi G. Jr. e André R. de Souza (Editora Manole)

3º lugar – “Mapa do Jogo”, Lucia Santaella e Mirna Feitoza (Cengage Learning Edições)

Educação, Psicologia e Psicanálise

1º lugar -”A Voz e o Tempo”, Roberto Gambini (Ateliê Editorial)
2º lugar -”Religiosidade e Psicoterapia”, Claudia Bruscagin, Adriana Sávio, Fátima Fontes e Denise Mendes Gomes (Editora Roca)
3º lugar – “Educação à distância: o Estado da Arte”, Fredric Michael Litto (Pearson Education do Brasil)

Reportagem

1º lugar -”O Livro Amarelo do Terminal”, Vanessa Bárbara (Cosac Naify)
2º lugar -”O Sequestro dos Uruguaios – uma Reportagem dos Tempos da Ditadura”, Luiz Cláudio Cunha (L&P Editores)
3º lugar -”1968 – o que Fizemos de Nós”, Zuenir Ventura (Editora Planeta do Brasil)

Didático e Paradidático

1º lugar – “História e Cultura Africana e Afro-Brasileira”, Nei Lopes (Barsa Planeta Internacional)
2º lugar – “Meu primeiro álbum de piano solo”, Dulce Auriemo (D.A. Produções Artísticas)
2º lugar – “Coleção cidade educadora – Diário de bordo do aluno 1 – Volume Amarelo”, Áureo Gomes Monteiro Júnior, Célia Cris Silva e Júlia Scandiuci Figueiredo (Aymará Edições e Tecnologia)
3º lugar – “Literatura Infantil Brasileira: um Guia para Professores e Promotores de Leitura”, Vera Maria Tietzmann Silva (Cânone Editorial)

Economia, Administração e Negócios

1º lugar – “Valores Humanos & Gestão. Novas Perspectivas”, Maria Luisa Mendes Teixeira (organizadora) (Editora Senac São Paulo)
2º lugar -”Estratégia e Competitividade Empresarial – Inovação e Criação de Valor”, Luiz Carlos Di Serio e Marcos Augusto de Vasconcelos (Saraiva)
3º lugar – “Meio Ambiente e Crescimento Econômico: Tensões Estruturais”, Gilberto Dupas (Editora Unesp)

Direito

1º lugar – “Introdução ao Pensamento Jurídico e à Teoria Geral do Direito Privado”, Rosa Maria de Andrade Nery (Editora Revista dos Tribunais)
2º lugar -”Execução”, José Miguel Garcia Medina (Editora Revista dos Tribunais)
3º lugar -”Código de Processo Civil – Comentado Artigo por Artigo”, Daniel Mitidiero e Luiz Guilherme Marinoni (Editora Revista dos Tribunais)
3ºlugar – “Atual Panorama da Constituição Federal”, Carlos Marcelo Gouveia (Saraiva)

Biografia

1º lugar – “O Sol do Brasil”, Lilia Moritz Schwarcz (Schwarcz)
2º lugar -”José Olympio, o Editor e sua Casa”, José Mario Pereira (GMT Editores)
3º lugar -”O Santo Sujo: a Vida de Jayme Ovalle”, Humberto Werneck (Cosac Naify)

Capa

1º lugar – Moby Dick”, Luciana Facchini (Cosac Naify)
2º lugar -”Jovem Stálin”, João Baptista da Costa Aguiar (Schwarcz)
3º lugar -”Introdução à filosofia”, Rex Design (Editora WMF Martins Fontes)

Poesia

1º lugar -”Dois em um”, Alice Ruiz S. (Editora Iluminuras)
2º lugar -”Antigos e soltos: poemas e prosas da pasta rosa”, Instituto Moreira Salles (Instituto Moreira Salles)
3º lugar -”Cinemateca”, Eucanaã Ferraz (Schwarcz)
3ºlugar – “Outros barulhos”, Reynaldo Bessa (edição do autor)

Ciências Humanas

1º lugar – “História do Brasil – Uma Interpretação”, Adriana Lopez e Carlos Guilherme Mota (Editora Senac São Paulo)
2º lugar – “Veneno Remédio”, José Miguel Wisnik (Schwarcz)
3º lugar – “A Aparição do Demônio na Fábrica”, José de Souza Martins (Editora 34)

Ciências Naturais e Ciências da Saúde

1º lugar – “Fundamentos de Dermatologia”, Marcia Ramos-e-Silva e Maria Cristina Ribeiro de Castro (Editora Atheneu)
2º lugar -”Oftalmogeriatria”, Marcela Cypel e Rubens Belfort Jr. (Editora Roca)
3º lugar – “Guia de Propágulos & Plântulas da Amazônia”, José Luís Campana Camargo et al (Inpa)

Contos e Crônicas

1º lugar -”Canalha! – crônicas”, Fabricio Carpinejar (Editora Bertrand Brasil)
2º lugar -”Ostra feliz não faz pérola”, Rubem Alves (Editora Planeta do Brasil)
3º lugar -”Os comes e bebes nos velórios das gerais e outras histórias”, Déa Rodrigues da Cunha Rocha (Auana Editora)

Infantil

1º lugar – “A Invenção do Mundo Pelo Deus-Curumim”, Braulio Tavares (Editora 34)
2º lugar -”No Risco do Caracol”, Maria Valéria Rezende e Marlette Menezes (Autêntica Editora)
3º lugar – “Era Outra Vez um Gato Xadrez”, Leticia Wierzchowski (Editora Record)

Juvenil

1º lugar -”O fazedor de velhos”, Rodrigo Lacerda (Cosac Naify)
2º lugar -”Cidade dos deitados”, Heloisa Prieto (Cosac Naify)
3º lugar -”A distância das coisas”, Flávio Carneiro (Edições SM)

Romance

1º lugar -”Manual da Paixão Solitária”, Moacyr Scliar (Schwarcz)
2º lugar -”Orfãos do Eldorado”, Milton Hatoum (Schwarcz)
3º lugar -”Cordilheira”, Daniel Galera (Schwarcz)

Tradução de obra literária Francês-Português

1º lugar -”O Conde de Monte Cristo”, André Telles e Rodrigo Lacerda (Jorge Zahar Editor)
2º lugar – “Topografia Ideal para uma Agressão Caracterizada”, Flávia Nascimento (Editora Estação Liberdade)
3º lugar – “A Elegância do Ouriço”, Rosa Freire D’aguiar (Schwarcz)

28/09/2009 - 14:51h Uso do narguilé equivale a consumo de até 100 cigarros

Natália Fernandjes
Narguilé
Muito popular entre os jovens, o narguilé será a responsável pelo aumento do número de dependentes de nicotina nos próximos anos


Da Redação Repórter Diário

Considerado por muitos como sendo algo inofensivo, o narguilé protagoniza uma séria discussão: segundo pesquisa do Inca (Instituto do Câncer) o instrumento se tornou a forma mais frequente de consumo de tabaco entre os jovens, depois do cigarro. Além disso, a jarra de vidro contendo uma mangueira com uma pipeta na ponta será a responsável pelo aumento do número de dependentes de nicotina nos próximos anos, segundo o coordenador do ambulatório de combate ao tabagismo da FMABC (Faculdade de Medicina do ABC), Adriano César Guazzelli.

Conforme explica o especialista, o narguilé é um inalador de tabaco queimado como o charuto, o cachimbo e o cigarro, por isso, causa dependência tanto quanto estes produtos. “A fumaça mais suave permite com que as pessoas inalem uma quantidade maior de toxinas sem perceber”, destaca.

De acordo com a OMS (Organização Mundial de Saúde), a fumaça gerada pelo instrumento contém inúmeras toxinas que podem causar câncer de pulmão e doenças cardíacas, por exemplo. Em uma sessão de cerca de uma hora do produto a quantidade de fumaça inalada corresponde a mesma de quem fuma 100 cigarros comuns. “Mesmo que o consumo seja ocasional, a intensidade desse consumo é muito superior do que a do cigarro comum”, indica Guazelli.

Para o administrador Jeferson Martinez, a diversão deve ser utilizada com precaução. “Acho que deve fazer mal sim, principalmente por não ter um filtro como o cigarro”, exemplifica. Martinez diz ter conhecido o narguilé há cerca de três anos e gostado da novidade, no entanto, acredita que utilizar o produto uma vez por mês é ideal para evitar problemas com a saúde.

Estatísticas
O cachimbo d’água, tradicional em países do Oriente Médio, aos poucos ganhou força no Brasil. Pesquisa do Inca sobre o tabagismo entre os jovens indica que 6% dos universitários fizeram uso de outros produtos de tabaco nos últimos 30 dias, destes, os mais consumidos são os cigarros de Bali (50%) e o narguilé (20%).

Um estudo britânico vai além ao constatar que as pessoas que fumam narguilé podem sofrer com os altos níveis de monóxido de carbono (CO). Os pesquisadores acreditam que uma sessão do produto (dez miligramas de tabaco durante 30 minutos) resulta em níveis de monóxido de carbono quatro ou cinco vezes mais altos do que um cigarro comum. (Colaborou Natália Fernandjes)

27/09/2009 - 20:33h Novo: EllaOne, a pílula do(s) dia(s) seguinte(s) -até 5 dias depois ela é eficiente- vai provocar uma revolução no planejamento familiar

Grand pas dans la vie des femmes après l’amour, EllaOne, la pilule du « surlendemain » sera fin septembre dans nos pharmacies.

Montage Yann Guégan.

Selon nos informations, le laboratoire français HRA Pharma présente EllaOne le week-end prochain à Rome en exclusivité mondiale : un nouveau contraceptif d’urgence, efficace à plus de 97% jusqu’au cinquième jour suivant le(s) rapport(s) sexuel(s). L’autorisation de mise sur le marché a été obtenue fin mai, ne reste plus qu’à attendre le denier feu vert de l’Agence européenne qui devrait arriver le 24 septembre.

Les boîtes contenant un unique petit cachet blanc seront alors immédiatement commercialisés. « Sauf si un pays européen qui ne se serait pas encore manifesté pose une nouvelle question, ce qui repousserait la mise en vente d’un mois », explique HRA Pharma.

Prochaine étape : la vente libre

Gros point noir pour le laboratoire et les professionnels de la contraception, il faudra en passer par une ordonnance. Les responsables de HRA Pharma ont bataillé au ministère de la Santé, en vain : « C’est un vrai retour en arrière par rapport au Norlevo [pilule du lendemain déjà commercialisée par ce laboratoire, ndlr] qui était en vente libre dès sa mise sur le marché » :

« Mais EllaOne est fabriquée avec une molécule complètement inédite, jamais utilisée pour aucune indication -l’Ulipristal- beaucoup plus efficace que le levonorgestrel que l’on trouve dans le Norlevo. Nos études cliniques -menées sur 4 000 femmes- montrent que c’est un produit génial, extrêmement efficace, aussi bien toléré que le Norlevo. Nous nous battrons pour qu’il soit en vente libre le plus vite possible. »

En revanche la procédure permettant le remboursement par la sécurité sociale « est en bonne voie ». Il vaut mieux pour tout le monde, car le prix d’EllaOne sera, selon nos informations, bien plus élevé que celui du Norlevo vendu à 7,60 euros et remboursé. Le laboratoire, qui n’a pas bouclé les négociations, assure tout de même que ça sera « en dessous de 50 euros ».

EllaOne peut être prise pendant les cinq jours suivant le(s) rapport(s) sexuel(s), contre trois jours pour le Norlevo. Elle semble beaucoup plus performante que le Norlevo, dont l’efficacité passait de 95% durant les premières 24 heures à 58% au bout de deux jours. Les essais menés avec EllaOne montrent une efficacité constante de 97,5% pendant 120 heures (soit la durée de vie des spermatozoïdes). De quoi se retourner et affronter plus sereinement tous les ponts (ascension, 15 août, jour de l’an, etc) de l’année.

De quoi réjouir les anti-IVG

Elisabeth Aubeny, gynécologue et présidente de l’association française pour la contraception, se réjouit de l’arrivée de ce produit et regrette, elle aussi, qu’il soit délivré uniquement sur ordonnance :

« Il s’agit plus d’un principe de précaution que d’une volonté de limiter son usage. Le temps des polémiques est révolu. Très franchement, les pouvoirs publics français sont au clair avec ces questions. Tout ce qui peut faire diminuer le nombre d’IVG est bon à prendre. Les anti-IVG devraient donc être les premiers à se réjouir de l’arrivée de ce produit dont on sait qu’il sera surtout utilisé par les femmes qui ont eu une relation occasionnelle. »

La question de la prescription médicale est centrale. Nathalie Bajos, spécialiste de la sexualité et de la contraception à L’Inserm (institut national scientifique de la santé et de la recherche médicale) estime que l’un des intérêts majeur de la contraception réside dans sa « démédicalisation ».

Très concrètement, EllaOne est à avaler en cas de risque de grossesse franc et massif, mais aussi en cas de gros doutes : pilule oubliée ou vomie, capote de travers, nuit d’ivresse amnésique. Pour toutes les femmes qui pratiquent la pilule du lendemain de façon répétée et délibérée, elle apportera encore un peu plus de souplesse. L’Inserm range ces dernières dans la catégorie des personnes ayant une « sexualité occasionnelle ou irrégulière » qui ne veulent pas s’imposer une contraception régulière (hormonale ou stérilet) et qui « se débrouillent ».

Dans une étude publiée par l’American journal of public health en 2009, Nathalie
Bajos et Caroline Moreau, spécialistes de la sexualité et de la
contraception à l’Inserm, montrent que la pilule du lendemain
correspond aux besoins d’une sexualité différente, irrégulière, non
prévue, parfois imposée ou menée en dépit d’un fort contrôle social et
religieux. Elle pousserait 8,4% des femmes adoptant un moyen de contraception à relâcher leurs habitudes.

A l’instar du Norlevo et de toutes les pilules, EllaOne ne protège pas des maladies sexuellement transmissibles, rappellent instamment les gynécologues. Trop évoquer les bienfaits de la contraception d’urgence pourrait remettre en cause ces deux acquis formidables que sont sa délivrance sans ordonnance et la gratuité pour les mineurs, ajoutent-ils. « Il suffit juste de répèter que les rapports sexuels avec des partenaires épisodiques sont les plus à risque, rappelle Elisabeth Aubeny. En terme de maladie et en terme de grossesse » :

« C’est typiquement le genre de grossesse où les patientes nous disent : je ne l’aimais pas, je n’imaginais pas que je pouvais me retrouver enceinte. »

La plus grande efficacité de EllaOne tient à son principe actif l’ulipristal acétate. Le Norlevo, lui, est à base de levonorgestrel. Tous deux ont été mis au point et commercialisés par HRA Pharma, pionnier dans la contraception d’urgence. André Ulman, son directeur général (et féministe) a bataillé à la fin des années 90 pour que le Norlevo soit mis en vente, puis en vente libre sans ordonnance. En juin 1999, la France a été le premier pays au monde à offrir cette liberté, sous l’impulsion de Martine Aubry et Bernard Kouchner. Entre 1,2 et 1,3 millions de comprimés de levonorgestrel sont vendus chaque année dans l’Hexagone, alors que les besoins en contraception d’urgence sont évalués à 25 millions.

Réhabiliter les déviantes et les débridées

Il existerait encore de rares pharmaciens et quelques médecins pour raconter aux trop bonnes clientes que la contraception hormonale d’urgence rend stérile (menace mensongère numéro un), qu’elle favorise ultérieurement les grossesses extra-utérines, donne des boutons, fait grossir.

La littérature médicale est formelle : il n’existe aucune complication ni contre-indication à la prise de EllaOne -sauf allergie à l’ulipristal- moins nocif aux yeux des spécialistes des maladies cardio-vasculaires, que la prise d’hormones à long terme avec la pilule classique. Nathalie Bajos expliquait dans l’hebdomadaire Elle les raisons de ces réticences :

« Il existe en France une norme extrêmement prégnante : une femme
doit planifier, contrôler sa contraception et sa sexualité, ne pas se
laisser déborder. Celle qui vient chercher la pilule du lendemain est
déviante, car elle a failli dans cette gestion raisonnable. Celle qui
la prend plusieurs fois de suite, elle est déviante de chez
déviante, elle est débridée. »

Pour les « débridées » comme pour les victimes de rupture de capote, le prochain combat sera donc celui de la vente libre de EllaOne. En attendant qu’arrive sur nos étals la Rolls des pilules, ainsi décrite par le docteur Elisabeth Aubeny :

« Un produit extrêmement efficace à prendre juste avant ou après le rapport sexuel. »

HRA Pharma travaille actuellement sur ce bijou avec l’aide d’un institut de développement américain.

Illustration : image détournée par Yann Guégan.

23/09/2009 - 14:37h Pnad 2008

Resultados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2008 publicado pela Agencia Estado. Veja os números

21/09/2009 - 19:12h A ciência do travesseiro

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http://versus.blogs.sapo.pt/arquivo/quinta%20feira.jpg

LENTE

Ao usar uma faixa especial na cabeça para dormir, relatou David Pogue no “New York Times”, um relógio marcará o tempo que você passa nos vários estágios do sono: leve, profundo ou de movimento rápido dos olhos (MRE). Depois, você pode enviar os dados para um site na web e obter uma nota da qualidade do seu sono.
“É realmente incrível, até um pouco assustador, ver todos esses dados sobre uma parte da sua existência da qual você nada sabia até agora”, escreveu Pogue.
Talvez você saiba pouco sobre o que acontece enquanto está dormindo, além de alguns sonhos bizarros. Mas os cientistas fizeram várias descobertas recentes sobre o terço das nossas vidas que passamos descansando, ou pelo menos tentando descansar.
Cerca de 5% das pessoas podem despertar totalmente descansadas, sem despertador, depois de um sono curto, escreveu Tara Parker-Pope no “Times”. Ying-Hui Fu, professora de neurologia na Universidade da Califórnia em San Francisco, e seus colegas encontraram uma mutação de um gene ligado aos ritmos circadianos em duas pessoas, mãe e filha, que naturalmente dormiam pouco -seis horas por noite. A mutação, a primeira já descoberta que se relaciona à duração do sono, poderá ser uma chave para a compreensão dos distúrbios do sono.
“Sabemos que o sono é necessário para a vida, mas conhecemos muito pouco sobre ele”, disse Fu. “Conforme aprendermos mais sobre o mecanismo do sono e seus caminhos, poderemos compreender melhor o que causa os problemas de sono.”
Se você fica virando na cama à noite, o aconselhamento on-line pode ajudar. Estudos nos EUA e no Canadá demonstraram que a terapia comportamental cognitiva baseada na web pode reduzir a insônia, escreveu Amanda Schaffer no “Times”.
“Eu gostei do fato de ser pela internet”, disse uma participante do estudo, Kelly Lawrence, 51, do Canadá, “porque quando você não dorme não quer se levantar e ter de ir a uma consulta”.
Se nada disso funcionar, faça como Albert Einstein, Winston Churchill ou Thomas Edison faziam: tire um cochilo. Um novo estudo mostra que os cochilos ajudam a solucionar problemas, escreveu Nicholas Bakalar no “Times”. Os participantes do estudo fizeram dois testes de associação de palavras. Os que tiraram um cochilo entre os testes que englobava sono MRE -o tipo que inclui sonhos- se saíram 40% melhor no segundo teste do que no primeiro.
“Os sonhos são engraçados”, disse a professora de psiquiatria Sara Mednick, que conduziu o estudo. “Eles incorporam ideias estranhas que você jamais teria acordado. No sono MRE, torna-se mais provável que as ideias se juntem em uma solução.”
Algumas perguntas sobre o sono ainda não foram respondidas. Por exemplo, por que as girafas dormem cinco horas por dia enquanto os morcegos dormem 20? Uma teoria, como escreveu Benedict Carey no “Times”, é que, para otimizar seu tempo, os animais dormem nas horas em que é mais arriscado encontrar comida. O morcego, por exemplo, se alimenta de insetos que saem à noite, e dormir durante o dia o mantém escondido de predadores com visão melhor.
Um corolário dessa teoria é que estamos mais despertos quando estamos inclinados a ser mais produtivos, segundo Carey. A incapacidade de dormir às 22h, portanto, talvez não seja sinal de um distúrbio. “Se o sono evoluiu como o administrador do tempo, então estar ‘ligado’ às 2h da manhã pode significar que existe um trabalho valioso a ser feito”, escreveu.
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