28/08/2008 - 17:05h Descoberto gene de forma comum de cegueira

Estudo abre caminho para terapia contra degeneração da visão

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O Globo

Pesquisadores americanos descobriram um gene que, quando defeituoso, provoca uma das formas mais graves da degeneração macular. Essa doença é a principal causa de cegueira em pessoas com mais de 60 anos. No mesmo estudo, os cientistas identificaram ainda uma nova maneira de tratar a doença. Medicamentos que corrijam as alterações bioquímicas causadas pela mutação poderiam, no futuro, tratar ou mesmo prevenir a doença.

A pesquisa foi realizada por cientistas de várias instituições americanas e liderada por Kang Zhang, professor de oftalmologia e genética humana do Centro de Visão Shiley, da Universidade da Califórnia, em San Diego. No estudo, publicado na revista “New England Journal of Medicine”, os cientistas explicam como descobriram o primeiro gene associado à chamada degeneração macular “seca”, ou atrofia geográfica. Eles também mostraram que pessoas com uma determinada mutação nesse gene podem piorar e ficar cegas, se forem tratadas com uma terapia experimental desenvolvida para combater uma outra forma de degeneração macular.

Até agora, danos aos olhos são irreversíveis A equipe de Zhang também descobriu uma ligação entre a degeneração macular e uma molécula que alerta o sistema de defesa do organismo sobre a presença de infecções por vírus.

Essa molécula se chama TLR 3. Pessoas com uma determinada mutação no gene ligado à TLR 3 se tornam vulneráveis à degeneração macular. Por algum motivo, ainda não conhecido, a mutação faz com que a molécula acabe levando à morte das células da mácula.

A degeneração macular seca acontece quando células sensíveis à luz no centro da retina, ou mácula, começam a se romper, embaçando gradualmente a visão. Com o tempo, à medida que a mácula perde as funções, a visão central é perdida de forma irreversível. Nenhum tratamento até agora conseguiu impedir o avanço da doença.

Zhang destacou que testes genéticos poderiam identificar que pessoas têm a mutação que as torna suscetíveis a desenvolver a doença. A principal meta é prevenir o aparecimento da degeneração macular

28/08/2008 - 14:33h Estudo aponta elo entre incenso e câncer

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Segundo estudo dinamarquês, hábito diário de inalar a fumaça aumentaria risco de câncer no trato respiratório em até 8 vezes

Doença seria causada por substâncias cancerígenas, como benzeno; risco seria só para quem usa diariamente, por horas e durante anos

CLÁUDIA COLLUCCI - FOLHA SP

DA REPORTAGEM LOCAL

Inalar a fumaça de incenso diariamente pode aumentar os riscos de câncer no sistema respiratório, aponta um estudo dinamarquês publicado na edição on-line da revista científica “Cancer”. A suspeita é que a doença seja causada por substâncias cancerígenas, como o benzeno, presentes no incenso.

No entanto, médicos avaliam que o risco exista apenas para as pessoas que usam o produto diariamente, várias horas seguidas e durante anos.
Os pesquisadores acompanharam, por 12 anos, 61.320 chineses (homens e mulheres) com idades entre 45 e 74 anos, que viviam em Cingapura, e descobriram uma associação entre uso excessivo de incenso e cânceres respiratórios -como nasal, oral e de garganta.

No trabalho, foram excluídos outros fatores de risco, como tabagismo, dieta inadequada, abuso do álcool e tumores.

Segundo o médico Jeppe T. Friborg, do departamento de pesquisa epidemiológica do Statens Serum Institute de Copenhague (Dinamarca), que liderou os estudos, pesquisas anteriores já demonstraram a presença de substâncias cancerígenas em incensos, mas essa foi a primeira vez que se conseguiu relacionar o uso desses produtos com o aumento de risco para o câncer.

Após o acompanhamento, explica Friborg, 325 homens e mulheres desenvolveram câncer no trato respiratório. Segundo o médico, os chineses que usavam incensos diariamente tiveram até oito vezes mais chances de desenvolver câncer no trato respiratório em relação àqueles que não usavam o produto.
“O incenso deve ser usado com cautela. As pessoas devem evitar usá-lo em lugares sem ventilação e por horas.”
Outros 821 chineses desenvolveram câncer de pulmão, mas não se estabeleceu uma relação entre esse tipo de câncer e o incenso.

O pneumologista Norman Edelman, diretor da Associação Americana de Pneumologia, afirma que a entidade deve incluir o uso do incenso como um fator de risco para o câncer.

“Não chega nem perto do perigo de se fumar um maço de cigarro por dia, durante 20 anos, mas é perigoso”, disse à Folha.

O médico Ciro Kirchenchtejn, professor de pneumologia da Unifesp, afirmou que os resultados mostram que as autoridades públicas precisam estar mais atentas aos incensos comercializados no país.

“Precisamos ter segurança da qualidade. Há muita coisa feita em fundo de quintal”, diz.

Em março, a Pro Teste avaliou cinco marcas de incensos vendidos no Brasil e verificou que havia substâncias altamente tóxicas nos produtos.

28/08/2008 - 09:04h Transformação total

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Técnica altera células para tratar diabetes, derrame e infarto

Rob Stein Do Washington Post - O Globo

Cientistas transformaram um tipo de célula adulta diretamente em outro dentro de um animal vivo, num avanço que pode levar à cura de numerosas doenças. Por meio de uma complexa série de experiências em camundongos, pesquisadores da Universidade de Harvard descobriram etapas fundamentais que, quando combinadas, transformam células comuns do pâncreas nas muito mais importantes células produtoras de insulina, necessárias para tratar o diabetes.

O estudo, publicado na edição online da revista “Nature”, levanta a possibilidade de que não só diabéticos, mas também pacientes que sofreram derrames, ataques cardíacos ou outras complicações tenham suas próprias células reprogramadas e sejam curados, sem necessidade de remédios, transplantes ou outras terapias.

— É um tipo de plástica extrema nas células. A meta é criar células para substituir aquelas que são defeituosas ou inexistentes nos pacientes — disse Douglas A. Melton, co-diretor do Instituto de Células-Tronco de Harvard e líder do grupo de pesquisa.

O estudo impressionou os especialistas na chamada engenharia de tecidos, área que envolve o estudo de células-tronco.

— Estou impressionado. Essa pesquisa apresenta um novo paradigma para tratar doenças — disse Robert Lanza, diretor científico da empresa de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT), pioneira na pesquisa de células-tronco.

Opinião parecida tem George Q. Daley, do Hospital Infantil de Boston: — Os resultados preliminares são realmente espetaculares.

Melton e seus colegas, porém, advertiram que serão necessários anos de pesquisa até que sua técnica possa ser usada em seres humanos.

A equipe já começou a fazer experiências com células humanas e espera começar os primeiros estudos com pacientes diabéticos dentro de um ano.

— Em cinco anos podemos estar prontos para iniciar testes em escala maior — afirmou Melton

Vírus para alterar o destino das células

Outros grupos de estudo começaram a usar a mesma tecnologia para alterar tipos diferentes de células.

Um dos alvos é tratar lesões na medula óssea que causam paralisia.

Também há pesquisas com doenças neurodegenerativas, como o mal de Lou Gehrig.

— A idéia de transformar um tipo de neurônio em outro e com isso consertar o sistema nervoso é muito empolgante — salientou Paola Arlotta, do Centro de Medicina Regenerativa do Hospital Geral de Massachusetts.

A pesquisa é o desenvolvimento mais recente do promissor campo da chamada medicina regenerativa, iniciado com o estudo das células-tronco.

No entanto, a pesquisa de células-tronco tem sido atrasada por debates políticos e éticos.

O novo estudo é um desdobramento da tecnologia para produzir “células pluripotentes induzidas” ou IPS (na sigla em inglês), baseada na manipulação genética das células adultas, que são induzidas a se comportar como células embrionárias.

As células IPS podem ser cultivadas e estimuladas a originar certos tipos de tecido do corpo.

O grupo de Harvard conseguiu pular uma etapa, a das IPS, e transformar diretamente uma célula em outra. Para isso, os pesquisadores usaram vírus para levar genes de uma célula a outra. Ao ligar e desligar os genes corretos na hora certa, os cientistas conseguiram fazer com que uma célula assumisse totalmente a função de outra.

Melton frisou, todavia, que as pesquisas com células-tronco embrionárias continuam a ser essenciais.

— As células-tronco embrionárias oferecem uma janela única para compreender doenças humanas — declarou Melton.

25/08/2008 - 16:11h Estica e puxa

Alongamento suscita polêmica e especialistas ensinam como aproveitar melhor os exercícios

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Carlos Albuquerque - O Globo

Quando o alongamento está em questão, as respostas não são rígidas — são flexíveis. A prática faz mesmo bem? Ela serve para prevenir lesões? Pode ser feita a qualquer hora, em qualquer lugar? Deve ser feita antes ou depois de uma atividade esportiva? Alongar previne lesões? Melhora a performance de atletas? É bom também para as atividades do dia-a-dia? Há casos em que alongar é contra-indicado? — O alongamento ajuda a prevenir lesões, diminui a tensão muscular, evita a fadiga, aumenta a amplitude dos movimentos, melhora a performance das atividades de impacto, desenvolve a consciência corporal e diminui os níveis de tensão na coluna cervical e lombar — diz a professora de educação física Márcia Sardinha, que dá aulas, entre outros lugares, na academia Velox. — Mas é importante a pessoa saber quais são as suas próprias limitações. Cada uma tem um tipo de necessidade de se alongar.

Prevenção de lesões gera controvérsia

Embora pareça ser uma atividade simples e, ao mesmo tempo, fundamental, o alongamento é uma prática que tem alguns pequenos nós que a ciência ainda não conseguiu desatar. Um relatório encomendado por autoridades de saúde dos Estados Unidos, publicado na revista “Medicine & Science in Sports & Exercise” concluiu que todos os estudos feitos até hoje sobre alongamento não foram suficientes para esclarecer, de forma definitiva, algumas das maiores dúvidas sobre essa prática — como as que estão no primeiro parágrafo dessa reportagem.

— Sem dúvida, o alongamento é muito importante não só para o desempenho esportivo, mas também para a manutenção das tarefas diárias. As pessoas se machucam muito por falta de flexibilidade. Alongar é bom para a prevenção de quedas e vários tipos de lesões. — conta Eduardo Neto, coordenador técnico da rede Body Tech. — Ao mesmo tempo, é um tema que engloba tantas teorias e correntes que muitas vezes é difícil afirmar algo com convicção.
Por exemplo, alongar previne mesmo o surgimento de lesões? A resposta parece ser elástica, capaz de se esticar entre os próprios especialistas.

— Sabemos que alongar pode ser importante para prevenir algumas lesões, mas não há estudos que comprovem isso — reconhece Eduardo Neto. — Não há como dizer que o alongamento pode, de fato, proteger o organismo de lesões.
Para José Kawazoe Lazzoli, presidente eleito da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte, quem tem o hábito de fazer alongamento, corre menos risco de sofrer uma lesão na prática esportiva, tanto em alto nível como de forma recreativa.

— Isso pode ser explicado por uma máxima: músculos alongados equivalem a uma menor chance de lesões.
O professor de Educação Física Marcelo Costa, vice-presidente do Conselho Regional de Educação Física (CREF1), reconhece que há controvérsia em relação ao tema.

— Isso acontece principalmente por causa dos protocolos diferentes das pesquisas já feitas. Alongar previne lesões em quais situações? Em qual intensidade de treino? Muitas vezes, as lesões ocorrem mais por causa do excesso do esforço do que pela falta de flexibilidade.
Já a professora Márcia Sardinha se baseia em sua experiência pessoal para responder à pergunta: — Dou aula de alongamento há dez anos e posso dizer, pela prática, que ele ajuda a prevenir lesões.
Em tempo: a responsável pelo relatório americano, Julie Gilchrist, acredita que o alongamento, sozinho, não previne lesões.
De volta às questões elásticas. Após duas semanas de atividades olímpicas acompanhadas pela televisão, alguém pode se perguntar: o alongamento melhora o desempenho? A nadadora americana Dara Torres — que ganhou três medalhas de prata em Pequim aos 41 anos, em sua quinta Olimpíada — acredita que sim. Torres utiliza uma técnica chamada de alongamento de resistência, na qual os músculos ganham mais flexibilidade quando são contraídos e alongados ao mesmo tempo.

— Isso consiste num conjunto de movimentos corporais, com amplitude e ritmo, podendo ser aprimorados ao longo da prática — explica Márcia.
Segundo José Kawazoe Lazzoli, um nadador que faz muito alongamento, ganha mais amplitude para realizar os movimentos.

— Se ele tem uma musculatura mais alongada, recupera mais rapidamente a braçada.

Se tiver os músculos muito encurtados, o nadador vai ter que descolar mais o tronco pra fora da água para recuperar a braçada.
OK. Então alongar pode ajudar a melhorar o desempenho. Mas a prática deve ser feita antes ou depois dos exercícios? — Se o atleta fizer exercícios intensos de de alongamento antes de uma atividade que necessite de explosão, ele vai perder tensão, algo entre três a cinco por cento.

— explica Eduardo Neto. — Em termos de desempenho de alto nível, é a diferença entre conquistar ou perder uma medalha.
Mas na rotina dos atletas de fim de semana, como a clássica turma da pelada, a recomendação é outra.

— Mais do que o alongamento, o ideal é sempre fazer um aquecimento antes de qualquer atividade física, principalmente as esporádicas — aconselha José Kawazoe Lazzoli. — O alongamento até pode fazer parte do aquecimento, mas não substituí-lo. No futebol, quem não se aquece e alonga, pode se lesionar quando for esticar a perna.
Depois da prática, é importante fazer um alongamento confortável, para prevenir dores musculares.
E, por fim, quais são os casos em que o alongamento é contra-indicado? — Não existe uma contra-indicação absoluta — diz Marcelo Costa. — O que pode haver é uma contra-indicação relativa, uma lesão aguda que impeça a pessoa de se movimentar.
Uma hérnia de disco é uma situação em que o alongamento talvez não seja indicado.

“Alongamento é um tema que engloba tantas teorias e correntes que, às vezes, é difícil afirmar algo com convicção
Eduardo Neto, professor de educação física

A imagem “http://www.percorrere.net/alongamento.jpg” contém erros e não pode ser exibida.

24/08/2008 - 20:53h Alívio para as dores e o cansaço

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Novos tratamentos melhoram a vida de que tem doença reumática

Antônio Marinho* - O Globo

Há alguns meses, Natália Souza, de 35 anos, começou a se queixar de dores por todo o corpo e crises de enxaqueca; vivia cansada, desanimada, dormia mal e, sem qualquer motivo, sentia profunda tristeza. Depois de sofrer muito, passar por vários médicos e exames sem diagnóstico, deu sorte de achar um especialista. Soube que tinha fibromialgia.
Esta síndrome, cuja principal causa é o estresse e o estilo de vida moderno, é só uma das cem doenças reumáticas existentes, das quais a mais conhecida é a artrite. Para aumentar o conhecimento sobre essas doenças, a Sociedade Brasileira de Reumatologia lançou este mês uma campanha de esclarecimento à população.

Casos de difícil diagnóstico

Na campanha “Reumatismo é coisa séria”, a sociedade (www.reumatologia.com.br) quer incentivar o diagnóstico precoce e mostrar que as dores, em qualquer idade, têm alívio.
Um exemplo é a fibromialgia, que ataca 3% a 5% da população, com pico entre os 30 anos e 55 anos (80% mulheres) e afeta todo o corpo.
A maior dificuldade na fibromialgia é o diagnóstico. Uma cena comum é o indivíduo peregrinar por diversos médicos com dor generalizada. Ele gasta o que não tem com exames sofisticados e remédios, sem necessidade, segundo Evelin Goldenberg, doutora em reumatologia pela Unifesp e médica do Hospital Israelita Albert Einstein. O mal muitas vezes é acompanhado de depressão, inchaço, hábito de ranger os dentes no sono, problemas intestinais e dormência.

— Consultas rápidas baseadas em exames não têm qualquer valor. O diagnóstico é clínico.
Deve-se levar ouvir a história emocional e social desde a infância — diz Evelin, autora de “O coração sente, o corpo dói, como reconhecer e tratar a fibromialgia” (Ed.Atheneu).
Evelin já viu casos de pessoas com câncer e lúpus diagnosticadas com fibromialgia e vice-versa. Há pessoas que recebem tratamento para hérnia de disco, passam por fisioterapia e não melhoram porque seu problema é fibromialgia.
Geraldo Castelar, diretorcientífico da Sociedade Brasileira de Reumatologia, reforça que o diagnóstico é clínico, baseado em queixa de dor generalizada (pelo menos de 11 a 18 pontos do corpo), por mais de três meses.

— O tratamento deve envolver reumatologista, profissional da área da saúde mental, fisioterapeuta e professor de educação física — diz.
Às vezes, é preciso tomar remédios pelo resto da vida.
Não há pílula mágica, e o que funciona para um pode não ser bom para outro paciente.
Segundo o reumatologista Eduardo Sadigurschi, do Centro de Reumatologia e Ortopedia Botafogo, com o alívio da dor, o indivíduo tem boa qualidade de vida.
As dores no corpo podem ter outras causas, como, por exemplo, artrose e artrite reumatóide.
Na artrite, a inflamação pode começar numa infecção da articulação, como no caso da febre reumática.
Sem tratamento, cerca de 30% dos pacientes se tornam permanentemente incapacitadas em quatro anos. E chegam a perder 15 anos de expectativa de vida. Contra artrite os médicos receitam antiinflamatórios e analgésicos, mas a destruição do tecido continua.
Os maiores avanços são drogas biológicas que bloqueiam a atividade de substâncias envolvidas na inflamação, mas elas são caras. Há seis medicamentos desse tipo nos EUA e três em fase de aprovação.
Os resultados dos estudos com essas drogas parecem promissores. O americano Alan Moore, de 59 anos, sentiu os primeiros sinais da doença em 2001. Ele entrou num protocolo de pesquisa com uma droga biológica injetável e diz ter melhorado.

— Em alguns dias os sintomas praticamente desapareceram — conta Moore.
Segundo pesquisadores, em pacientes com doença moderada a grave a combinação de diferentes medicamentos pode ser a melhor opção. Em artigo na revista médica “Lancet”, o reumatologista Joel Kremer, frisa que é importante levar em conta o custo benefício.
O tratamento com agentes biológicos custa até US$ 18 mil por ano: — A abordagem inadequada da artrite reumatóide leva a cirurgias, causa baixa produtividade e perda de qualidade de vida, além de aumentar o risco de infecções e doença cardiovascular — afirma Kremer.
O tratamento da doença é mais eficaz quando iniciado no primeiro ano após os aparecimento dos sintomas, diz o especialista.

http://www.beliefnet.com/healthandhealing/images/FW00007.jpgSAIBA MAIS SOBRE AS PRINCIPAIS COMPLICAÇÕES

A causa exata é desconhecida. Cientistas afirmam que pessoas com artrite têm um sistema imunológico mais ativo, que produz em excesso proteínas normalmente encontradas no organismo e chamadas TNF-alfa (fatoralfa de necrose tumoral). Elas se acumulam nas articulações e causam a grave inflamação nas juntas, principalmente das mãos e dos pés, destruindo aos poucos a cartilagem e os ossos, causando dor, deformidades e limitando os movimentos, segundo a reumatologista Evelin Goldenberg. Atinge 1% da população mundial e a prevalência aumenta com a idade (de 5% em mulheres com mais de 55 anos).

SINTOMAS DA ARTRITE

Juntas rígidas como se estivessem enferrujadas, ao acordar pela manhã. Esta rigidez articular pode durar mais de uma hora. Fadiga inexplicável, inchaço e vermelhidão das articulações, principalmente das mãos, são outros sinais. Os pacientes têm erosão nas articulações rapidamente: 40% em 6 meses e 70% em dois anos.

PREVENÇÃO

Como não se conhecem as causas, não há prevenção, segundo Evelin. A artrite não é hereditária nem contagiosa.

TRATAMENTO
Apesar de a artrite reumatóide ser incurável, a pessoa pode ter boa qualidade de vida. De acordo com a gravidade, o médico pode receitar analgésicos, antiinflamatórios hormonais e não-hormonais, drogas anti-reumáticas modificadoras da doença e medicamentos biológicos (bloqueiam a atividade da TNF-alfa).

A FIBROMIALGIA

É uma síndrome dolorosa crônica, não inflamatória, caracterizada pela presença de dor músculo-esquelética difusa, ou seja, por todo o corpo e com múltiplos pontos dolorosos. O principal fator é o estresse, mas pode ser desencadeada por virose e até acidente traumático. É causada pelo aumento de compostos que produzem dor e diminuição de substâncias que aliviam o sintoma, como serotonina, noradrenalina e dopamina. O diagnóstico é exclusivamente clínico. O tratamento é sintomático e consiste no uso de medicamentos antidepressivos, anticonvulsivantes e analgésicos, associados a exercícios físicos, acupuntura e psicoterapia, dependendo da avaliação médica.

* Com o “New York Times”

22/08/2008 - 13:12h Um bafômetro contra o câncer

Bafômetro desenvolvido para o exame - imagem: revista Thorax

Israelense desenvolve aparelho que detecta células alteradas antes da formação de tumor

Renata Malkes Especial para O GLOBO • TEL AVIV

Uma técnica que promete identificar células cancerígenas antes mesmo da formação de um tumor levou o pesquisador israelense Hussam Haik, do Instituto Technion, em Haifa, Israel, à lista dos 35 jovens cientistas mais promissores do mundo, segundo relatório anual do Instituto de Tecnologia de Massachussets (MIT, na sigla em inglês).
Aos 33 anos, Haik ganhou destaque ao desenvolver o chamado “nariz eletrônico”, aparelho que detecta células cancerígenas no intestino grosso, nas mamas e nos pulmões após a análise de moléculas odoríferas. Basta o paciente soprar no aparelho, nos mesmos moldes do bafômetro usado para detectar a ingestão de álcool.
A técnica vem sendo desenvolvida em laboratórios de diversas universidades européias e americanas, mas a equipe liderada por Haik assumiu a liderança das pesquisas ao descobrir novos biopolímeros, substâncias feitas de diferentes moléculas orgânicas, que poderiam detectar um câncer e o estágio em que a doença está.
Como num bafômetro, a idéia é que o paciente sopre dentro de um tubo com os chamados biopolímeros.
Proteínas liberadas na respiração reagem com os compostos e indicam — ou não — a presença de células cancerosas através de um sensor eletrônico. A identificação da doença antes da formação do tumor pode levar as chances de cura para até 90%.

— Trata-se de um grande avanço, pois identificamos o processo inicial de formação do tumor. Com isso, podemos dar uma chance muito maior ao paciente. Já temos os biopolímeros necessários para identificar alterações nos seios, no intestino grosso e nos pulmões.
Nosso maior desafio agora é conseguir identificar com exatidão o estágio em que a doença se encontra, antes de estudar maneiras de detectar outros tipos de câncer — explicou Haik, um árabe-cristão nascido na cidade de Nazaré.
O trabalho do pesquisador ganhou impulso há dois anos, quando recebeu uma bolsa de US$ 2,2 milhões concedida pela União Européia para jovens cientistas, após concluir com sucesso um pós-doutorado no Instituto de Tecnologia da Califórnia. O dinheiro foi investido no laboratório e na contratação de mão de obra qualificada. A equipe de Haik trabalha com 20 pesquisadores, entre israelenses, alemães, chineses e indianos.
Os primeiros testes em seres humanos já estão sendo realizados no Hospital Rambam, no norte de Israel, com resultados satisfatórios.
Há expectativas de que o aparelho possa estar à disposição dos médicos já a partir de 2010.

— Estamos ainda em fase de pesquisa.
O aparelho final será portátil e, sobretudo, estamos trabalhando para que seja também acessível.
Quando chegar a fase de comercialização do produto, já pensamos em parcerias para que cada médico possa tê-lo em seu consultório. Não queremos que seu custo final ultrapasse US$ 1 mil — disse Haik.

22/08/2008 - 13:05h Novo “antibiótico” trata doença sem matar bactéria

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Brasileira nos EUA é co-autora de descoberta

 

 

IGOR ZOLNERKEVIC - COLABORAÇÃO PARA A FOLHA

Uma equipe de 15 pesquisadores publica hoje na revista “Science” a descoberta do que promete ser um tipo revolucionário de “antibiótico”. Entre aspas, porque, a rigor, a substância é um antiinfectivo.

“O nosso “antibiótico” não é tóxico para a bactéria”, explica uma das autoras do estudo, a brasileira Vanessa Sperandio, da Universidade do Texas (EUA). Em vez de envenenar bactérias, como todo antibiótico faz, as moléculas do estudo grudam na superfície delas, evitando que percebam que estão dentro de um organismo e que está na hora de atacá-lo.

Algumas bactérias são como cães; atacam quando “farejam o medo”. Elas percebem que estão dentro do corpo de um hospedeiro quando sentem a presença dos hormônios responsáveis pelo estresse, a adrenalina e a noradrenalina, que também controlam a imunidade.

“Já ouviu falar que quando estamos estressados é mais fácil ficarmos doentes? Quanto mais adrenalina e noradrenalina no corpo, mais rápido a bactéria produz suas toxinas ou penetra as células”, diz Sperandio. “Se a bactéria não sente os hormônios, o sistema imunológico consegue se livrar dela tranqüilamente.”

Esse “farejador de hormônios” existe em pelo menos 25 bactérias que atacam humanos. “São todas as bactérias que causam diarréias sanguinolentas”, explica Sperandio.

Ela investiga o mecanismo do “olfato” dessas bactérias desde 1997. Em 2003, Sperandio e seus colaboradores notaram que era possível “entupir o nariz” dos microrganismos com uma molécula apropriada.

Depois de três anos analisando 150 mil moléculas, uma por uma, encontraram a molécula chamada de LED209 -que “enganou” três espécies em laboratório. “Também conseguimos tratar animais -coelhos e camundongos- infectados com pelo menos duas das bactérias que estudamos”, diz.

O fato da LED209 impedir as bactérias de provocarem doenças sem eliminá-las é “um marco importantíssimo”, comenta a microbióloga Roxane Piazza, do Instituto Butantan.

Resistência

Segundo Sperandio, as bactérias resistem hoje a quase todos os antibióticos que existem. Isso por causa da maneira como agem esses remédios. “Suponha que um antibiótico mate 10 bilhões de bactérias do seu corpo, mas dez delas sobrevivam. Essas bactérias resistentes serão a maioria na próxima geração”, explica Sperandio.

“Passamos 40 anos sem fazer progresso em pesquisa de antibióticos, até concluirmos que precisamos usar mecanismos de ação diferentes.”

O LED209 também anima os pesquisadores porque não é tóxico às células de mamíferos. “É promissora para se usar em humanos”, diz Piazza. Ainda falta muito o que fazer, porém, para chegar a um novo remédio. Espera-se obter uma droga segura para testes clínicos em cinco anos. “Aí tem de vir uma indústria farmacêutica grande para tomar o projeto e levar para frente”, diz a brasileira.

21/08/2008 - 18:41h Coluna: estudo afirma que técnica de Alexander é eficaz para tratar dor nas costas

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EFE - O Globo

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LONDRES - A dor nas costas crônica, que afeta milhões de pessoas em todo o mundo, pode ser controlada pela técnica de Alexander. O método de reeducação postural, criado no século XIX, é precursor de outras práticas modernas como o RPG. A conclusão do estudo das universidades Southampton e Bristol, na Inglaterra, com mais de 500 pacientes foi publicada na última edição da revista “British Medical Journal”.

A técnica foi desenvolvida pelo ator australiano Frederick Alexander para tentar tratar seu próprio ronco, problema atribuído à tensão a que estavam submetidos seus órgãos vocais e o sistema neuromuscular. A técnica de Alexander ajuda a alinhar a cabeça, o pescoço e os músculos dorsais. Os praticantes afirmam que, além de melhorar a dor, o método alivia a tensão e o estresse.

Os pacientes que participaram do estudo disseram sentir menos dores que no começo do tratamento e asseguravam que sua qualidade de vida havia melhorado e que poderiam fazer coisas que antes a dor não lhes permitia.

Os voluntários foram divididos em grupos. Alguns receberam massagens corporais, outros foram submetidos a sessões de Alexander e um terceiro grupo participou de um programa de caminhadas diárias de meia hora. Algumas pessoas associaram os tratamentos.

As massagens apenas aliviaram as dores durante os três primeiros meses, mas seus efeitos não perduraram. Apenas aqueles que seguiram a reeducação postural apresentaram uma melhora geral. Os pacientes que conjugaram exercício físico a seis sessões da técnica tiveram experimentaram quase o mesmo benefício do qual se beneficiaram aqueles que fizeram 12 sessões. Os pacientes que combinaram a técnica de Alexander com exercício físico diário melhoraram entre 40% e 45%, segundo o professor Paul Little, da faculdade de Medicina da Universidade de Southampton.

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Certo e errado
Cuidados simples com a postura ajudam a manter a saúde da coluna e previnem dores

Maria Vianna, especial para O Globo Online

RIO - Aquela dor nas costas não vai embora mesmo com descanso e remédios? O problema pode estar em como você cumpre suas tarefas no dia-a-dia. De acordo com estatísticas da Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 80% dos adultos sentem dores na coluna, em especial na cervical e na lombar, pelo menos uma vez na vida. E está enganado quem pensa que os piores vilões são o computador e a cadeira do trabalho. Lavar pratos, passar a roupa, se vestir, usar salto alto, carregar sacolas pesadas e até ler deitado podem afetar a saúde das articulações. (Clique aqui para ver imagens de como preservar seu corpo nas tarefas do cotidiano).

- Nosso corpo é feito para lidar com o movimento. As dores costumam aparecer quando nos viciamos em certas posições ou gestos e alguns músculos deixam de ser usados. Quando a musculatura fica muito tempo sem ser solicitada ela acaba se atrofiando, e isso causa uma série de problemas - explica a terapeuta corporal Carla Folly.

Para o fisioterapeuta Francisco Miguel Pinto, coordenador da Escola de Postura Brasil, a modernidade e a vaidade são os principais inimigos da boa postura.

- Por causa da ansiedade e da falta de tempo, acabamos fazendo tudo rápido e sem dar a atenção adequada ao corpo. No caso das mulheres, a situação piora porque a elegância e a estética acabam falando mais alto que o conforto. Temos que lembrar que nosso corpo funciona como uma máquina, mas nossas ‘peças’ não são substituíveis - diz o especialista.
Pequenas mudanças fazem uma grande diferença

Se mudar a forma de fazer as coisas é praticamente impossível, alguns exercícios podem ajudar a deixar o corpo menos suscetível a dores.

- Recomendo a meus pacientes que façam um alongamento diário e que, no fim do dia, deitem por alguns minutos de costas para o chão. Isso ajuda a alongar a coluna e relaxa a musculatura do corpo. No caso das mulheres, que usam salto diariamente, indico uma massagem na sola do pé com bolinhas de frescobol. Cerca de 10 minutos pisando na bolinha já traz um alívio e ajuda a descomprimir as articulações dos dedos, do calcanhar e do tornozelo - ensina Carla.

Outra dica para sentir menos dor é observar como você costuma se movimentar e tentar agir de maneira diferente, mesmo que no começo a tarefa fique mais complicada.

- Se você passa o dia sentado, tente levantar de hora em hora. Se você é destro, use mais a mão esquerda para escovar os dentes, abrir torneiras e pentear o cabelo. E sempre tente manter os dois pés no chão. Apoiar o peso do corpo em apenas uma das pernas é um vício comum que acaba comprometendo as articulações do joelho, do quadril e da lombar - indica a terapeuta.
Evite se medicar por conta própria

Se a dor não melhorar após alguns dias, a solução é procurar um médico. Só o especialista pode indicar o melhor tratamento para o caso.

- Muitas vezes as pessoas passam a tomar analgésicos quase que diariamente sem a recomendação do médico. Isso acaba encobrindo um problema que pode se tornar mais sério se não for tratado no início. Não adianta ficar esperando a dor passar - alerta o fisioterapeuta.

20/08/2008 - 19:49h Sangue de laboratório

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Americanos produzem hemácias a partir de células-tronco embrionárias humanas

O Globo

Pela primeira vez, células vermelhas do sangue foram produzidas em laboratório. Cientistas americanos conseguiram desenvolver hemácias de proveta a partir de células-tronco embrionárias humanas. A experiência abre caminho para produzir sangue com facilidade e eliminar a necessidade de doações.
Publicado na revista científica “Blood”, o estudo é o primeiro em que hemácias funcionais são obtidas: as células de laboratório são plenamente capazes de transportar oxigênio.
O trabalho foi realizado por um grupo integrado por cientistas da empresa americana de biotecnologia Advanced Cell Technology (ACT) em parceria com a Clínica Mayo e a Universidade de Illinois.

— Você não teria mais que se preocupar com a falta de sangue para transfusões porque poderia criar quantas precisasse — disse o líder do trabalho, Robert Lanza, diretor científico da ACT.
Lanza tem trabalhos pioneiros em clonagem e células-tronco. Em 2001, o grupo dele produziu os primeiros embriões humanos clonados para a extração de célulastronco embrionárias.
A experiência abre caminho para a produção em massa de hemácias do tipo sangüíneo O negativo, doador universal porque pode ser usado em transfusões para pacientes com qualquer tipo.
Normalmente, esse tipo sangüíneo está em falta — estimase que apenas 8% dos brancos e só 0,3% dos asiáticos o tenham. No entanto, bastariam poucas linhagens de células-tronco embrionárias para desenvolver uma quantidade praticamente ilimitada de hemácias O negativo.
Na experiência, os pesquisadores chegaram a criar 100 bilhões de hemácias.
Outra vantagem é que o sangue de laboratório poderia ajudar a deter a propagação de epidemias. É muito mais fácil garantir que o sangue artificial, obtido de forma controlada, está livre de parasitas, vírus e bactérias.
O grande salto da experiência foi identificar que substâncias fazem as células-tronco embrionárias originarem hemácias. Células-tronco extraídas de embriões de poucos dias podem dar origem a qualquer tipo de tecido humano.
No entanto, o grande mistério é saber como obrigá-las a fazer o tipo de célula almejado.
No estudo da “Blood”, Lanza e seus colegas dizem ter cultivado as células-tronco extraídas de embriões com menos de dez dias num meio de nutriente e fatores de crescimento.
Esses últimos são compostos produzidos pelo próprio organismo humano para estimular as células-tronco a se diferenciar.
Numa primeira fase, os cientistas obtiveram hemangioblastos. Estes são células precursoras das células vermelhas. Os hemangioblastos então foram amadurecidos em laboratório. Um passo crítico foi conseguir que as precursoras das células vermelhas expelissem seu núcleo, pois as hemácias não têm núcleo.

— Muitos especialistas diziam ser impossível.
Por isso, ficamos muito surpresos quando conseguimos — afirmou Lanza à revista britânica científica “New Scientist”.
Testes mostraram que as hemácias artificiais podem transportar oxigênio com eficiência. Porém, mais experiências serão necessárias.

20/08/2008 - 12:40h Governo federal vai aprovar licença-maternidade de 6 meses, diz Mantega

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da Agência Brasil e da Folha Online

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu aprovar a extensão da licença-maternidade para seis meses, segundo informou hoje o ministro da Fazenda, Guido Mantega, em entrevista a emissoras de rádio do estúdio da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), no programa “Bom Dia, Ministro”.

“O presidente já decidiu que vai aprovar, não vai vetar esse projeto de modo que esse benefício seja estendido a todas as mulheres brasileiras.”

Mantega disse que teve de mostrar ao presidente “quanto custa o negócio”. Ele disse que é fácil aprovar uma lei que traz um benefício, mas a Fazenda tem de dizer quanto vai custar isso para a União.

“O custo disso é de R$ 800 milhões por ano. E eu sou obrigado, como ministro da Fazenda, a dizer ao presidente: ‘Olha vai custar isso e portanto temos que ter verba no nosso orçamento para viabilizar’”.

O projeto aprovado pelo Congresso prevê licença de 180 dias, mas os últimos 60 serão opcionais –a empresa pode, ou não, incluí-los nos período de afastamento da gestante. O pagamento também é feito pelas empresas, mas elas poderão abater do Imposto de Renda o salário bruto dos dois meses extras da licença.

Pela proposta, as empresas que aderirem à ampliação da licença-maternidade vão receber incentivos fiscais e o título de “Empresa Cidadã”. A medida vale tanto para a iniciativa privada como também para o setor público federal, estadual e municipal. A medida deverá entrar em vigor apenas em 2010.

As mudanças demorarão a ser efetivadas porque não haverá tempo para incluir as alterações, que informam sobre isenção e incentivos, na previsão de renúncia fiscal de 2009.

Atualmente, 93 municípios e 11 Estados, segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, já permitem que as mães desfrutem de seis meses de licença.

20/08/2008 - 09:16h Cacau estimula o cérebro

Substância produzida pela planta melhora o fluxo de sangue e preveniria doenças

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O GLOBO

Uma substância exclusiva do cacau pode melhorar o fluxo do sangue no cérebro.

Trata-se de um tipo especial de flavonóide. É o que revela um estudo publicado na revista “Neuropsychiatric Disease and Treatment”. De acordo com os pesquisadores, o composto pode ter impacto positivo nas funções cognitivas do órgão.

Ele poderia ser usado também em futuros tratamentos de casos de demência e derrames, por exemplo.

Presentes também no vinho tinto e em vários alimentos, os flavonóides são antioxidantes que reduzem os riscos das doenças cardiovasculares.

No entanto, o flavonóide do cacau parece ser único.

O chocolate amargo, feito do cacau puro e sem a adição das gorduras do leite, contém alto teor de flavonóides. Porém, antes de uma corrida às lojas, vale lembrar que a maioria dos chocolates vendidos no Brasil tem pouquíssimo cacau, substituído por gordura, açúcar e parafina.

Na pesquisa, realizada por cientistas da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, envolvendo voluntários entre 59 e 83 anos, foi descoberto que aqueles que tomaram uma bebida de cacau, rica em flavonóides, de uma determinada marca, tiveram um aumento de 8% no fluxo de sangue no cérebro depois de uma semana e 10% de aumento depois de duas semanas.

Os pesquisadores encontraram benefícios a curto e longo prazo para o cérebro no consumo de flavonóides do cacau, o que pode abrir novas frentes de tratamento para muitos idosos que sofrem de demência.

Uma das causas da doença entre os idosos é exatamente a diminuição progressiva do fluxo de sangue para o cérebro, causando danos estruturais no órgão. Especulase que manter ou recuperar esse fluxo poderia retardar o declínio das funções cerebrais.

— Esse trabalho reforça o conhecimento que tínhamos sobre as ligações entre os flavonóides do cacau e o melhor fluxo de sangue no cérebro — diz o pesquisador Harod Schmitz, que conduziu os estudos. — Embora seja necessário realizar mais estudos, as novas revelações levantam a possibilidade de se desenvolver produtos à base de cacau, ricos em flavonóides, para ajudar no declínio das funções cerebrais de idosos.

Planta teria ação anestésica

No estudo, os pesquisadores demonstraram que os efeitos vasculares dos flavonóides do cacau são independentes dos seus efeitos antioxidantes gerais, já relatados em numerosos outros trabalhos.

A pesquisa realizada pela Universidade de Harvard não somente reforça a idéia de que os flavonóides contidos no cacau podem ser úteis em diversas funções cardiovasculares, mas ressalta também que a substância pode ser direcionada para o tratamento dos problemas provocado pela diminuição do fluxo do sangue no cérebro.

Em 2007, em outro estudo realizado em Harvard, cientistas isolaram do cacau um composto com benefícios para a saúde que poderia rivalizar com os anestésicos e a penicilina em termos de impacto em saúde pública.

19/08/2008 - 19:17h Elucidação do mistério das Farmácias Populares em São Paulo

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Atualizado às 20 horas, com precisão nos dados.

Instigado pelo artigo de ontem do jornal O Estado de São Paulo e procurando desvendar a situação das Farmácias Populares na cidade de São Paulo, fui atrás dos dados.

No post de ontem eu formulava uma série de perguntas que permitiriam esclarecer a situação na principal administração demo-tucana do país, São Paulo. Saber se era verdadeira a acusação de discriminação, se existia qualquer demanda negada de financiamento ao governo federal para abertura de novas farmácias Populares na cidade. Enfim qual era a situação. (SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”)

Minha procura permite esclarecer alguns pontos, mas outros permanecem obscuros. Evidentemente se alguém, algum jornalista, perguntasse ao prefeito Kassab o mistério e os pontos escuros ficariam seguramente esclarecidos.

Primeiro fato aparentemente elucidado: existem 16 farmácias populares na cidade de São Paulo criadas na administração Marta Suplicy, nenhuma nova farmácia popular foi criada ou solicitada pela prefeitura demo-tucana entre 2005 e hoje. (existe ainda uma dúvida se Marta entregou só 15 e os demo-tucanos inauguraram a última no primeiro semestre de 2005).

Segundo dados esclarecidos pela contribuição do vereador Paulo Fiorilo: dos R$15.311.627,00 orçados entre 2005 e 2008 (4 anos) para Operação e Manutenção das Farmácias Populares foram empenhados um total de R$3.576.879,56 e efetivamente liquidados R$2.736.612,47, ao cabo de 4 anos (ou para ser mais preciso de 3 anos e 8 meses). (São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco).

Se repete com as Farmácias Populares o que o editorial do jornal O Estado de São Paulo tinha denunciado com relação ao SAMU. Nas Farmácias Populares a prefeitura demo-tucana gastou em 4 anos apenas 17% do total do dinheiro orçado para o manutenção e o funcionamento das mesmas.

Nos 4 anos que estamos analisando, segundo o Portal Transparência Brasil, do governo federal, a prefeitura de São Paulo recebeu para as Farmácias Populares um total de R$5.414.000,00.

Por último, segundo o NovoSeo da prefeitura, do dinheiro repassado, o equivalente a R$5.796.182,21, encontra-se no banco em aplicação financeira.

Surge aqui um novo mistério. Aplicando ano após ano os recursos do governo federal nos bancos, os demo-tucanos conseguiram lucrar os pouco mais de R$3 milhões que efetivamente usaram para as farmácias populares? Em todo caso podemos convir que a função da prefeitura não é transferir o dinheiro do SUS e do Ministério da Saúde alocado para as farmácias Populares, para os bancos e usar apenas 17% do total orçado ao cabo de quase 4 anos.

Tentando me aprofundar nas investigações sobre o mistério das Farmácias Populares na principal prefeitura demo-tucana do país, me deparei com o seguinte dado do NovoSeo da Prefeitura concernente ao ano de 2008 e a execução orçamentária do primeiro semestre do ano.

Dose Certa?

Na rubrica Receitas, Transferências de convênio dos Estados para o SUS, no item Convênio programa de Assistência Farmacêutica Básica do Estado de São Paulo - Dose Certa, a previsão orçamentária para 2008 é R$19.059.000,00 e para a Secretária de Saúde R$61.050.000,00, totalizando R$80.109.000,00.

O Estado de São Paulo repassou para a prefeitura estes R$80 milhões que a prefeitura orçou para saúde e o programa de Assistência Dose Certa?

Até agora, aparentemente não.

Esse dinheiro, o governo estadual também está aplicando em banco?

Ou esse dinheiro não foi repassado porque a prefeitura não sabe o que fazer com ele? (fora aplicações financeiras).

Ou ele foi efetivamente repassado para fazer frente às despesas do orçamento da prefeitura que prevê como Operação da Assistência Farmacêutica, despesas no valor de R$202.694.713,28?

Porque não perguntar?

Eu sei que cifras são áridas, mas peço paciência ao leitor.

Aparentemente, a gestão demo-tucana da prefeitura não teve qualquer interesse em desenvolver as Farmácias Populares e gastou com elas menos que o total recebido do governo federal (gastou apenas 17% do total orçado em 4 anos).

Mas qual é a situação em relação ao programa criado por eles mesmos, chamado Dose Certa e os demais gastos da verba estadual com saúde?

Vimos que a prefeitura prevê receber do Estado um pouco mais de R$80 milhões em 2008. Mas no primeiro semestre a prefeitura recebeu apenas um pouco mais de R$1 milhão (R$1.023.429,32) ou seja 1,28% do convênio orçado para 2008.

A própria prefeitura, por sua vez, prevendo gastar na Operação Assistência Farmacêutica um pouco mais de R$200 milhões, liquidou apenas R$29.907.865,08 no primeiro semestre de 2008 (14,76% do total).

Se repete aqui o que o jornal O Estado de São Paulo denunciara com relação ao SAMU. A prefeitura não investe e não aplica seu dinheiro, nem o dinheiro do governo federal, nem estadual (bem que deste último, não se sabe bem onde está o dinheiro) nas farmácias, nem no SAMU.

O dinheiro está no banco

Para se ter uma idéia, ao cabo do primeiro semestre de 2008 o equivalente a 18% de todo o orçamento da prefeitura estava aplicado no banco.

Kassab tinha fechado 2007 e iniciado 2008 com mais de R$4 bilhões em aplicações financeiras. Em junho 2008, Kassab tinha em caixa R$5,6 bilhões, dos quais R$4,2 bilhões em aplicações financeiras.

Será que as necessidades em SAMU, ambulâncias, pronto-socorro, farmácias populares, Dose-certa etc. estão bem resolvidas ao ponto de não precisar recursos, nem o resto da cidade investimentos?

Será?

Como se vê, tentando desvendar o mistério da reclamação dos demo-tucanos por supostamente não receberem recursos federais para as Farmácias Populares, acabei achando outros mistérios que deveriam se elucidados pelo próprio Prefeito.

Basta algum jornalista perguntar.

E perguntar não ofende, né?

Deixo aqui uma pergunta, para o próximo capítulo sobre o modo demo-tucano de governar.

O orçamento previsto para Operação e Manutenção do Programa Saúde da Família prevê um gasto de R$559.294.267,00 para 2008 e no primeiro semestre foi liquidado R$135.268.148,77, exatos 24,19%.

Onde está esse dinheiro, que até agora não foi usado no Saúde da Família?

Luis Favre

19/08/2008 - 09:30h Carta publicada no jornal O Estado de São Paulo sobre as Fármacias Populares

farmacia_popular.gifA carta do Ministério da Saúde indica que em 2008 os repasses para criar novas unidades das Farmácias Populares foram para 38 prefeitura, já para manutenção das Farmácias existente foram bem mais. Por exemplo este blog está em condições de afirmar que a prefeitura de São Paulo, a maior e mais importante prefeitura demo-tucana, não solicitou nenhum aporte novo para construir mais farmácias, mas recebeu sim o dinheiro federal para manutenção das 16 farmácias populares existentes no município. LF

Forum dos leitores- O Estado de São Paulo

FARMÁCIA POPULAR

cartas-mail2.jpgO Ministério da Saúde esclarece que a reportagem Prefeitos aliados têm mais verbas do Farmácia Popular no ano eleitoral (18/8, A4) contém dados equivocados, que distorcem a realidade e levam a uma interpretação que não condiz com a verdade, pondo em xeque a idoneidade de um dos principais programas da pasta. O Farmácia Popular do Brasil atende 2 milhões de pessoas por mês com a oferta de 107 itens de medicamentos a baixo custo. Ao contrário do que sustenta a reportagem, neste ano foram 33, e não 351, os municípios habilitados a receber recursos federais para instalar unidades do Programa Farmácia Popular. Os números verdadeiros mostram que os critérios adotados pelo Ministério são estritamente técnicos, desprovidos de favorecimento político-partidário: das 33 prefeituras que receberam verbas para instalação do Farmácia Popular neste ano, sete são do PSDB, cinco do DEM, três do PPS, três do PTB, três do PP, duas do PMDB, duas do PSB, duas do PT, duas do PDT, duas do PL, uma do PMN e uma do PSC. O Ministério reitera que todos os municípios com mais de 70 mil habitantes estão aptos a receber o Farmácia Popular. Para aderir ao programa basta que a prefeitura preencha e encaminhe ao Ministério da Saúde proposta de adesão e termo de compromisso, ambos com formulários disponíveis na internet.

Priscila Lambert jorge.vasconcelos@saude.gov.br

assessora de imprensa do Ministério da Saúde

Brasília

N. da R. - Em 2008, o Ministério da Saúde liberou R$ 26 milhões para a implementação e manutenção do Programa Farmácia Popular em 351 cidades. Em 73% dos casos, as cidades pertencem à base aliada.

Ver também aqui no blog

São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco

SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”

18/08/2008 - 20:47h O ritmo certo na caminhada e na corrida

Especialistas em medicina desportiva ensinam a tirar o melhor proveito da prática dos dois exercícios

A imagem “http://giselesilva.blog.ipcdigital.com/wp-content/uploads/2007/05/correr.JPG” contém erros e não pode ser exibida.

Antônio Marinho - O Globo

A seleção natural favoreceu os seres humanos que aprenderam a correr, habilidade importante para fugir de predadores e caçar. O homem desenvolveu características que lhe permitiram alcançar longas distâncias em menor tempo, destaca um estudo na revista científica “Nature”. Segundo os autores, isso foi essencial para moldar o corpo. E corrida hoje é uma ciência, foco de pesquisas que melhoram a performance de corredores.

Algumas serão apresentadas na Running Show 2008, de 21 e 24 de agosto, em São Paulo.

Novos acessórios para corredores ou caminhantes também serão lançados no evento.
Assim como os maiôs que estão fazendo a diferença na natação nos Jogos Olímpicos, eles aceleram os passos e proporcionam menor desgaste nas pistas. A caminhada é a primeira etapa antes de pensar em correr, mesmo pequenas distâncias. Este exercício mantém o peso adequado e reduz a pressão arterial. Renato Lotufo, especializado em medicina do esporte e fisiologia do exercício, diz que a prática protege contra cânceres de cólon e mama, diminui a dose de remédios em diabéticos.

Adaptação ao exercício exige planejamento Porém, é preciso manter um bom ritmo. Lotufo sugere caminhar de três a quatro vezes por semana, de 45 minutos a 1 hora. O treino deve ser intercalado com musculação, pelo menos duas vezes por semana, ou exercícios com base no pilates e de baixo impacto para fortalecer a musculatura articular.

— Uma pessoa de 70kg a 80kg gasta de 350kcal a 380kcal andando a 6km/h. Acima de 7km/h alguns não conseguem caminhar, dependendo de condições clínicas e tempo de inatividade — explica Lotufo, lembrando que antes de qualquer exercício devese passar por avaliação médica, teste ergométrico, ecocardiograma, exame de sangue e análise da pisada, e seguir orientação de profissional de educação física.

O personal trainer Miguel Sarkis, com experiência de 30 anos na preparação de corredores e atletas, diz que se o indivíduo não caminha há seis meses precisa levar em consideração o quanto aumentou de volume e de peso corporal, seu nível de estresse e seus hábitos alimentares.

Caminhar em 60% a 80% da freqüência cardíaca máxima melhora os sistemas cardiorrespiratório, ósseo, muscular, hormonal e metabólico. Sarkis indica 15 minutos, três vezes por semana, por três semanas, até não haver dificuldade.

— Planeje-se para alcançar 40 minutos ou 50 minutos. Podese eliminar gordura mantendo um ritmo moderado e dieta adequada — explica o personal, autor de “Andar ou correr?” (editora Referência).

Correr só quando bem preparado.

Segundo Sarkis, 70% das pessoas correm sem orientação. Pelo menos 60% das queixas em ortopedia são desse público, com sintomas de microfraturas que não se solidificam e problemas de tendão e ligamento. Uma pessoa caminhando produz 1,2 vezes o peso corporal no impacto da pisada. Ao correr, o impacto é de 2,5 vezes: — Deve-se correr em 70% a 80% da freqüência cardíaca máxima, diagnosticada em exame. Há pessoas que correm a vida inteira e continuam acima do peso, por falta de orientação, problemas emocionais e má alimentação.

Corredores que percorrem 10km em cerca de 60 minutos (6 min/km) têm boa carga genética e estão bem treinados.

Quem parou e quer voltar precisa tomar cuidados. O organismo pode ter perdido até 1,5% de condicionamento muscular ao dia sem que a pessoa perceba.

18/08/2008 - 19:44h São Paulo deixa recurso federal para farmácia popular guardado no banco

Recebi do vereador Paulo Fiorilo a seguinte nota em relação as Farmácias Populares na Prefeitura de São Paulo (ver também SAMU e Farmácia Popular: governo federal entra com a verba e a prefeitura de Kassab com o “trololó”)

NOTA

A imagem “http://www.ebal.ba.gov.br/novagestao/images/logo_farmacia_popular.gif” contém erros e não pode ser exibida.“Em matéria publicada nesta segunda-feira, 18 de agosto, o jornal O Estado de São Paulo afirma que prefeituras de partidos aliados do governo federal são privilegiadas no repasse de verba para o programa Farmácia Popular, ao contrário de municípios administrados pelo DEM e PSDB. Mas o acompanhamento da execução orçamentária da Prefeitura de São Paulo em relação a operação e manutenção de farmácias populares traz dados que indicam um péssimo aproveitamento dos recursos recebidos.

Entre 2005 e 2008, a gestão demo-tucana orçou em R$ 15 milhões os gastos com as farmácias populares. No entanto, até o dia 30 de junho, apenas R$ 2,7 milhões foram liquidados e quase R$ 6 milhões recebidos de repasses foram direcionados para aplicações financeiras, deixando de ser aplicados no programa. “É uma vergonha dizer que o governo federal não repassa o dinheiro, enquanto os recursos que chegaram ficam guardados no banco e a população tem dificuldade para adquirir os remédios”, afirma Paulo Fiorilo.

Com o subsídio, a farmácia popular disponibiliza para a população 96 medicamentos a preços bem abaixo dos de mercado e preservativos são distribuídos de graça.”

Paulo Fiorilo, Vereador do PT