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	<title>Blog do Favre &#187; SAÚDE</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Sonhos são exercício para o cérebro</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:55:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CIÊNCIA]]></category>
		<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
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		<category><![CDATA[psicologia]]></category>
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		<category><![CDATA[sono REM]]></category>

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		<description><![CDATA[
Benedict Carey






Visões durante o sono podem servir de aquecimento




Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-16640" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha2.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p><span style="font-size: medium;"><strong>Benedict Carey</strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<table style="height: 87px;" border="0" width="482">
<tbody>
<tr>
<td>
<hr size="2" noshade="noshade" /><span style="font-size: x-large;"><strong><em>Visões durante o sono podem servir de aquecimento</em></strong></span></p>
<hr size="2" noshade="noshade" /></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p>Os sonhos são tão férteis e parecem tão autênticos que os cientistas presumem há muito tempo que eles devem ter uma finalidade psicológica crucial. Para Freud, os sonhos funcionam como campo de atividade da mente inconsciente; para Jung, o sonho é um estágio em que os arquétipos da psique representam temas primais. Teorias mais recentes afirmam que os sonhos ajudam o cérebro a consolidar memórias emocionais ou a trabalhar problemas atuais, como um divórcio ou frustrações no trabalho.<br />
Mas o que dizer da hipótese de que o objetivo principal dos sonhos não é de natureza psicológica?<br />
Em artigo recente no periódico &#8220;Nature Reviews Neuroscience&#8221;, o psiquiatra J. Allan Hobson, que pesquisa o sono na Universidade Harvard, argumenta que a função principal do sono REM (caracterizado por movimentos rápidos dos olhos) é de natureza fisiológica. O cérebro está aquecendo seus circuitos, preparando-se para as visões, os sons e as emoções do estado desperto.<br />
&#8220;Isso ajuda a explicar muitas coisas, como o porquê de as pessoas esquecerem tantos sonhos&#8221;, disse Hobson. &#8220;É como praticar corrida; o corpo não se recorda de cada passo dado, mas sabe que se exercitou. Ele foi aquecido e afinado. A ideia aqui é a mesma: os sonhos afinam a mente, preparando-a para a consciência desperta.&#8221;<br />
Hobson argumenta que o sonhar é um estado de consciência paralela que opera continuamente, mas que costuma ser suprimido durante a vigília.<br />
&#8220;A maioria [dos estudiosos] parte de ideias psicológicas previamente determinadas e tenta fazer os sonhos se encaixar nessas ideias&#8221;, disse Mark Mahowald, neurologista e diretor do programa de desordens do sono do Centro Médico Hennepin County, em Minneapolis (EUA). &#8220;O que me agrada nesse novo artigo é que ele não parte de nenhuma premissa prévia sobre a função dos sonhos.&#8221;<br />
O sono REM parece ser um desenvolvimento recente, em termos evolutivos; ele é perceptível em humanos, outros mamíferos e pássaros. E estudos sugerem que o sono REM aparece em fase muito precoce da vida: no caso dos humanos, no terceiro trimestre de vida do feto.<br />
Cientistas encontraram em estudos evidências de que a atividade REM ajuda o cérebro a construir conexões neurais, especialmente em suas áreas visuais. O feto em desenvolvimento pode estar &#8220;vendo&#8221; algo, em termos de atividade cerebral, muito antes de seus olhos se abrirem.<br />
Algumas pessoas são capazes de assistir a seus próprios sonhos como observadoras, sem despertarem. Conhecido como sonhar lúcido, esse estado de consciência é em si um mistério. Mas é um fenômeno real, e Hobson encontra nele um argumento forte em favor de sua tese de que os sonhos serviriam como aquecimento fisiológico.<br />
Em estudo publicado em setembro no períodico &#8220;Sleep&#8221;, Ursula Voss, de Frankfurt, liderou uma equipe que analisou ondas cerebrais durante o sono REM, a vigília e o sonho lúcido. O estudo constatou que o estado de sonho lúcido possui elementos do sono REM e da vigília -especialmente nas áreas frontais do cérebro, que ficam inativas durante o sonhar normal. Hobson foi coautor do artigo.<br />
&#8220;Vemos esse cérebro dividido em ação&#8221;, disse ele. &#8220;Isso me diz que existem esses dois sistemas e que eles podem, de fato, estar em ação ao mesmo tempo.&#8221;<br />
Ainda falta muito para os pesquisadores poderem confirmar essa hipótese. Mas os benefícios disso podem ir além de uma compreensão mais profunda do cérebro adormecido. Os esquizofrênicos sofrem alucinações de origem desconhecida. Hobson sugere que esses voos da imaginação possam estar relacionados à ativação anormal da consciência sonhadora. Como disse Jung: &#8220;Deixe o sonhador despertar, e você verá uma psicose&#8221;.</p>
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		<title>A merenda de Kassab continua cheirando mal</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:24:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[Corrupção]]></category>
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		<category><![CDATA[merenda]]></category>
		<category><![CDATA[merenda escolar]]></category>
		<category><![CDATA[Prefeitura SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas
Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;
Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP
Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><span style="font-size: xx-large;">Fornecedora de merenda de SP admite uso de empresas fantasmas</span></strong></p>
<p><strong>Alvo de procedimento do MPE, o próprio Geraldo Coan confessou irregularidade para &#8221;reduzir base de imposto&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bruno Tavares e Marcelo Godoy &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Uma rede de empresas fantasmas, laranjas e notas fiscais frias envolve uma das maiores fornecedoras de refeições prontas do País, a Geraldo J. Coan &amp; Ltda. Investigação feita pelo Estado descobriu que o imóvel onde deveria funcionar uma representante da Coan abriga uma igreja evangélica. Dados bancários indicam depósitos periódicos da Coan nas contas de empresas fantasmas. Tudo confirmado pelo Ministério Público Estadual (MPE) a tal ponto que a empresa se viu obrigada a admitir sonegação fiscal. Promotores, no entanto, desconfiam de que o esquema tinha outra serventia: disfarçar o pagamento de propina a autoridades municipais. A Coan tem contratos com diversas prefeituras paulistas, incluindo a da capital.</p>
<p>A investigação começou em 2008, quando uma denúncia levou a 2ª Delegacia de Crimes Fazendários a abrir inquérito sobre o caso. Insatisfeito com a atuação policial, o mesmo informante procurou o Estado em outubro de 2008. Trazia nomes, endereços e documentos que, segundo ele, levariam à descoberta de um grande esquema de fraude.</p>
<p>A reportagem confirmou os indícios de que duas empresas dessa trama seriam fantasmas: a Carsena Representação Comercial, que indica o endereço de uma igreja como seu escritório, e a CJM &#8211; Representação Comercial de Gêneros Alimentícios e Refeições Prontas, também registrada com endereço frio na Junta Comercial. Os promotores descobriram que a CJM havia mudado do endereço falso na Rua Barão de Itapetininga, no centro de São Paulo, para outro lugar inexistente. Dessa vez, a sede ficava em Belo Horizonte (MG).</p>
<p>O acesso a papéis da Coan, obtidos em operação conjunta do MPE com a Secretaria Estadual da Fazenda, confirmou a denúncia de que ela fazia pagamentos para as empresas que nada lhe forneciam. Exemplo disso é um recibo de R$ 54,7 mil da Coan para a Carsena, datado de 31 de julho de 2007. A nota fiscal de número 17, emitida pela Carsena, mostra pagamento de R$ 144,7 mil em 24 de junho de 2007. Entre setembro e dezembro de 2007, cerca de R$ 900 mil entraram nas contas da Carsena. Outro tanto circulou pelas contas da CJM.</p>
<p>Para se defender das acusações, há dois meses o empresário Geraldo João Coan apresentou ao MPE declaração de duas folhas em que assume que a CJM e a Carsena foram &#8220;utilizadas em transações que não correspondiam à efetiva prestação de serviço&#8221;. O documento isenta de responsabilidade as pessoas que emprestaram seus nomes e alega que o objetivo do esquema era diminuir a base tributável do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL). A Receita Estadual ainda não apurou quanto a Coan teria sonegado nem o valor da multa a que a empresa está sujeita.</p>
<p>A Coan e as demais fornecedoras de merenda escolar da capital estão desde o ano passado na mira do MPE. Elas são acusadas de terem formado um cartel para fraudar licitações e corromper agentes públicos. Atualmente, a Coan é responsável por fornecer merenda para o lote 3, que engloba as unidades municipais de ensino em Pirituba e Freguesia do Ó, nas zonas oeste e norte.</p>
<p>Em agosto, o MPE propôs ação civil pública para tentar impedir que as empresas sob suspeita participassem de novos pregões, mas o pedido acabou indeferido pela Justiça. O mérito da ação ainda não foi julgado.</p>
<p>Além da Prefeitura paulistana, a Coan mantém contratos com mais 20 municípios paulistas, além de hospitais e presídios do Estado. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) já julgou irregular os contratos com dois Centros de Detenção Provisória (CDPs), um hospital e oito prefeituras, como Piracicaba, São Caetano do Sul, Ribeirão Preto e Itu.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" alt="http://www.psolsp.org.br/capital/wp-content/uploads/2009/09/kassab-merenda-creches.jpg" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Merenda de Kassab mantém má qualidade</strong></span></p>
<p><strong>Após quatro meses da assinatura de novos contratos, vistoria acha alimentos vencidos e mofados nos refeitórios de alunos</strong></p>
<p><strong>Fiscalização vê falhas em 22 das 25 escolas; em 3 foram encontrados pombos nos refeitórios; prefeitura diz que erros &#8220;são pontuais&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">ALENCAR IZIDORO E JOSÉ ERNESTO CREDENDIO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Relatórios de fiscalização da merenda escolar de São Paulo revelam que a presença de pombos nos refeitórios onde os alunos comem, excesso de moscas, alimentos vencidos no estoque e ovos mofados são problemas que persistem na rede municipal de ensino.<br />
Falhas diversas, que vão da falta de higiene nas cozinhas à infraestrutura deficiente das unidades, foram flagradas neste semestre, mesmo depois de a gestão Gilberto Kassab (DEM) assinar novos contratos de fornecimento da merenda.<br />
As deficiências afetam inclusive empresas estreantes nesse segmento na capital paulista.<br />
A Folha acompanhou nos últimos quatro meses os balanços de vistorias realizadas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) -órgão oficial de fiscalização formado por pais, servidores e professores. Entrevistou agentes, consultou relatórios de visita e fotografias sobre parte dos problemas.<br />
Das 25 escolas fiscalizadas, foram encontradas falhas em 22 -em metade delas, já a partir da vigência dos novos contratos com quatro empresas estreantes e com quatro que já prestavam os serviços antes.<br />
Os problemas mais emblemáticos foram identificados em escolas atendidas pela Nuttriclass (nova, ligada ao grupo Puras) e pela Terra Azul (que já estava no contrato anterior).<br />
A cargo da primeira, por exemplo, os ovos embolorados e a &#8220;grande quantidade de pães vencidos&#8221; no CEU Parque São Carlos. Ou então, na EMEF José Lins do Rego, as moscas que dominam a cozinha sem telas de proteção de janelas e de portas e a presença de embalagem violada de peito de frango -dentro, havia uma parte diferente da ave, condição considerada suspeita pelos agentes.<br />
A fiscalização também verificou que algumas escolas atendidas não tinham a comprovação dos exames médicos das merendeiras -exigência contratual para evitar a manipulação de alimentos por quem tem alguns tipos de doença.<br />
<strong><br />
Granola</strong><br />
Em unidades atendidas pela Terra Azul, além das falhas de higiene (como fezes de pombo no refeitório e &#8220;pano imundo e mau cheiroso&#8221; em cima do fogão), dois problemas chamaram a atenção dos fiscais.<br />
Na EMEI Laura F. de Leceur, os membros do CAE constataram que havia uma única funcionária para fazer tudo -e que, por isso, não dava conta.<br />
Já na EMEI Enio Correia, as reclamações das crianças sobre a granola muito dura levou a fiscalização a recolher uma amostra. Resultado: a empresa dava aos alunos uma marca de cereal diferente da autorizada e aprovada pela prefeitura.<br />
Os relatórios do CAE apontam que, das 25 escolas, em 3 os conselheiros flagraram a presença de pombos dentro do refeitório dos alunos -justamente no momento da vistoria.<br />
Esse problema já havia sido detectado em visitas realizadas em meses anteriores pelo órgão -sinalizando uma situação que está longe de ser pontual.<br />
A gestão Gilberto Kassab afirma que os problemas identificados pela fiscalização não são generalizados.<br />
Embora admita os riscos, a prefeitura afirma que as empresas só podem ser punidas contratualmente se as aves estiverem na cozinha -e não no refeitório, cujo controle deve ficar a cargo dos próprios servidores. Ela diz orientar as escolas para evitar essa situação.</p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" alt="http://www.vermelho.org.br/blogs/renatamielli/files/2009/09/kassbmerenda.JPG" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Nutricionistas veem risco de contaminação</strong></span></p>
<p><strong>Para especialistas, a vistoria nas merendas das escolas municipais evidenciam uma falta de controle da prefeitura</strong></p>
<p><strong>Fiscalização também achou deficiências e infraestrutura precária em escolas onde a refeição é preparada pelos servidores municipais</strong></p>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL &#8211; FOLHA SP</p>
<p>Nutricionistas especializadas em alimentação escolar ouvidas pela Folha avaliam que as situações registradas pelo CAE (Conselho de Alimentação Escolar) apontam para riscos de contaminação da merenda dos alunos da rede municipal e devem ser objeto de um plano para corrigir as falhas.<br />
&#8220;Os problemas levantados pela fiscalização evidenciam uma falta de controle e oferecem algum risco de contaminação. Os pombos (localizados dentro do refeitório dos alunos), por exemplo, circulam em locais contaminados e suas próprias fezes são perigosas&#8221;, afirma Manuella de Souza Machado, agente do PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar).<br />
Segundo Manuella, há possibilidade de distúrbios intestinais e até doenças mais graves, como no caso do ovo podre. &#8220;O ovo é muito propenso, por si só já tem patogênicos de grande risco, como a salmonella&#8221;, diz.<br />
Para a professora da Unifesp Cristina Gaglianone, coordenadora do Cecane (Centro Colaborador em Alimentação e Nutrição do Escolar) da Região Sudeste, os casos citados mostram situações em que alunos podem ficar doentes.<br />
&#8220;Todos os problemas têm algum tipo de risco, maior ou menor, mas pode haver contaminação&#8221;, afirma Cristina.</p>
<p><strong>Por servidores</strong><br />
A fiscalização da merenda também constatou deficiências em escolas onde a refeição é preparada pelos próprios servidores (modelo chamado de autogestão). Nessas unidades, já houve diversos flagrantes de falta de uniformes e toucas das merendeiras, além da infraestrutura precária -como fogão em más condições.<br />
Numa vistoria no CEI Cidade 4º Centenário, no dia 21 de outubro, a fiscalização do CAE constatou falta de comida. Além do baixo estoque, não havia leite em pó nem macarrão. A prefeitura admite a falha pela falta do leite em pó (alega um problema no contrato de fornecimento), mas considera não haver motivos para a ausência do macarrão. E diz que os estoques da unidade foram reabastecidos dois dias depois.<br />
Os dois modelos de fornecimento da merenda (terceirizado e autogestão) são motivo de uma disputa de mercado entre empresas de cada segmento e constante troca de acusações entre elas.</p>
<p><strong>Receita alta</strong><br />
A disputa é por uma receita estimada em R$ 2 bilhões por ano no país. Na capital paulista, os contratos com as terceirizadas atingem R$ 35 milhões por mês. Com base em relatório da Fipe/USP, a Promotoria já tentou barrar na Justiça a continuidade do sistema terceirizado em São Paulo, afirmando que ele é mais caro e de pior qualidade -além de acusações de conluio entre as empresas.<br />
Essa avaliação é questionada pela prefeitura e pelas empresas terceirizadas -que alegam ser vítimas de uma campanha de atacadistas, interessados em vender só os alimentos, e não os serviços de preparo e distribuição da merenda.<br />
Numa ação trabalhista, um advogado que tentou barrar diversas licitações nos últimos anos disse que era pago por um grupo de 11 empresários atacadistas para fazer lobby contra a terceirização.</p>
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		<title>Rio, os dois lados da moeda</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 13:30:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
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		<description><![CDATA[Estado está entre melhores do país em renda e educação; em saneamento e violência, entre piores

Regina Alvarez e Cássia Almeida &#8211; O Globo
Os contrastes que pontuam o cotidiano do Rio de Janeiro aparecem com nitidez nas estatísticas. Estudo inédito feito com base nas informações da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008) mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Estado está entre melhores do país em renda e educação; em saneamento e violência, entre piores</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/10/10_MHG_RIO_cristo_1005.jpg" alt="http://oglobo.globo.com/fotos/2007/05/10/10_MHG_RIO_cristo_1005.jpg" width="555" height="355" /></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Regina Alvarez e Cássia Almeida &#8211; O Globo</span></h2>
<p>Os contrastes que pontuam o cotidiano do Rio de Janeiro aparecem com nitidez nas estatísticas. Estudo inédito feito com base nas informações da última Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad 2008) mostra que o terceiro maior estado do país exibe indicadores socioeconômicos díspares na comparação com as demais unidades da federação. Ao mesmo tempo em que figura entre os primeiros do ranking em educação e renda, está muito mal posicionado no acesso a serviços básicos, como abastecimento de água, e nos indicadores relacionados à violência urbana.</p>
<p>A comparação, elaborada pela consultoria técnica da Confederação Nacional de Municípios (CMN), mostra que, em relação ao abastecimento de água — serviço básico e indicador essencial na aferição do nível de desenvolvimento regional —, o Rio aparece em 18º lugar no ranking dos estados, entre os dez piores índices de atendimento desses serviços no país. Dos 5,076 milhões de domicílios urbanos, 553,3 mil (10,9%) estão desassistidos neste quesito. Em São Paulo, o estado mais bem posicionado no ranking nacional, apenas 1% dos domicílios urbanos não conta com serviços de abastecimento de água. Já o estado de Rondônia aparece na pior colocação, com apenas 54% dos domicílios atendidos.</p>
<p>Outro indicador relevante é a coleta de lixo. Também neste caso o Rio está em uma posição desfavorável em relação aos demais estados. No ranking nacional aparece em 15olugar, com 89,7% dos domicílios urbanos atendidos. Neste caso, o mais bem posicionado é Tocantins, com 98,1% das residências atendidas, seguido de Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte.</p>
<p>O Rio aparece no topo de um ranking que não é motivo de orgulho.</p>
<p>Tem a terceira maior taxa bruta de mortalidade do país, com 7,35 mortes para cada 100 mil habitantes. Está atrás apenas de Pernambuco, o campeão em mortes (7,38 a cada 100 habitantes), e Paraíba (7,36). A análise das informações da Pnad relaciona esse indicador com baixas condições socioeconômicas, proporção de pessoas idosas na população, problemas no sistema de saúde e na prevenção de doenças e altos índices de mortalidade violenta — característica evidenciada no Rio por outras estatísticas. A média nacional de mortes a cada 100 mil habitantes é de 6,22 e o estado com o menor número é o Distrito Federal (4,33).</p>
<p>Desigualdade está na raiz da violência</p>
<p>O empresário Ulrich Rosenzweig, de 85 anos, foi uma vítima da violência no Rio. Em 27 de maio de 2008, foi assassinado com um tiro no peito, no Centro da cidade. A bisneta acabara de nascer e as quatro filhas ainda estão reorganizando a vida depois da morte.</p>
<p>— Meu pai estava chegando no prédio, junto com o boy que viera do banco. Ele se assustou com o movimento em torno do funcionário e o assaltante atirou no peito do meu pai. Ele estava em plena atividade.</p>
<p>Ele era o esteio de uma família de quatro filhas — afirma Evelyn Rosenzweig, filha do empresário.</p>
<p>Para o professor de Antropologia da UFF e coordenador do Instituto Nacional de Estudos Comparados em Administração de Conflitos, Roberto Kant de Lima, ligado ao Ministério da Ciência e Tecnologia, o problema da violência no Rio e no país começa na desigualdade jurídica, que oferece privilégios para políticos e dirigentes sindicais, criando cidadãos inferiores e superiores já na legislação.</p>
<p>— Os direitos são desiguais. Assim, a matança que vemos no Rio se naturaliza. Há uma cultura, mais arraigada no Rio do que em outras regiões do país, de que os criminosos não são cidadãos. Não têm direitos. E a maneira de repressão é o extermínio — diz Kant de Lima.</p>
<p>Também em relação à taxa de mortalidade infantil, o desempenho fluminense deixa muito a desejar. O Rio está em 10º lugar no ranking nacional, com 18,9 mortes por mil nascidos vivos. A taxa de mortalidade infantil é considerada um dos principais indicadores para medir a saúde, a qualidade de vida da população e o estágio de desenvolvimento de um estado. O melhor desempenho é do Rio Grande do Sul, com uma taxa de 13,1 mortes. O pior do ranking é Alagoas, com 48,2 mortes, enquanto a média brasileira é de 23,6 mortes por mil nascidos vivos.</p>
<p>Na educação, por outro lado, o Rio está muito bem, no segundo lugar no ranking que mede os anos de estudo da população. No Rio, 43,9% dos adultos com mais de 25 anos têm 11 ou mais anos de estudo.</p>
<p>Só perde para o Distrito Federal, onde 54,9% dessa faixa da população estão no mesmo patamar. Na média nacional, o indicador é 35,4%.</p>
<p>O estado lanterna é Alagoas, com apenas 21,5% da população adulta com 11 ou mais anos de estudo.</p>
<p>Rio é 5º com menor número de pobres</p>
<p>Em número de alunos matriculados no ensino médio, o Estado do Rio aparece em segundo lugar, abaixo apenas do Amapá, que tem o melhor indicador do país. No Rio, 88% dos jovens de 15 a 17 anos frequentam o ensino médio, enquanto no Amapá o índice é de 89,2%. A média nacional é de 84,1%. O Rio tem também 98,2% das crianças de 7 a 14 anos na escola, o que coloca o estado em oitavo lugar em relação aos demais nesse indicador.</p>
<p>Para Rosiska Darcy, presidente da ONG Rio Como Vamos e doutora em Educação pela Universidade de Genebra, na Suíça, pela sua história e desenvolvimento econômico, o Rio deveria ter indicadores de educação ainda melhores.</p>
<p>— Nós já deveríamos ter universalizado o ensino fundamental e é preciso dar uma arrancada no ensino médio e infantil. Esses números são mais que assustadores para o Rio.</p>
<p>Ela afirma que a educação infantil é indispensável. Sem essa base, a criança entra em desvantagem no ensino fundamental: — Grande parte da desigualdade surge na escola. E a falta de educação infantil intensifica essa desigualdade.</p>
<p>O Rio é, ainda, o quinto estado do país com o menor número de pobres.</p>
<p>Apenas 13,7% das famílias têm renda per capita de até meio salário mínimo, contra uma média nacional de 22,6%.</p>
<p>No acesso a serviços e bens duráveis, o estado aparece em 4º lugar no ranking, reforçando os indicadores positivos de renda e educação.</p>
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		<title>Pesquisas associam taxas de colesterol a risco de tumores</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 17:35:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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 Altos níveis de HDL (colesterol &#8220;bom&#8221;) parecem proteger contra o câncer
JULLIANE SILVEIRA ENVIADA ESPECIAL A ORLANDO &#8211; FOLHA SP
Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol &#8220;bom&#8221;) e menor risco de desenvolvimento de câncer.
Entre os [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" style="cursor: -moz-zoom-in;" src="http://noolhar.files.wordpress.com/2009/05/colesterol_dieta.jpg" alt="http://noolhar.files.wordpress.com/2009/05/colesterol_dieta.jpg" width="323" height="373" /></p>
<p style="text-align: left;">
<strong> Altos níveis de HDL (colesterol &#8220;bom&#8221;) parecem proteger contra o câncer</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">JULLIANE SILVEIRA ENVIADA ESPECIAL A ORLANDO &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>Uma revisão científica de 21 estudos, que acessou dados de mais de 586 mil pacientes norte-americanos, apontou uma associação entre altos índices de HDL (o chamado colesterol &#8220;bom&#8221;) e menor risco de desenvolvimento de câncer.<br />
Entre os pacientes avaliados, 7.928 desenvolveram tumores malignos ao longo de cinco anos. A cada 10 mg/dl aumentado de HDL, a redução de incidência de câncer foi de 21%.<br />
O estudo foi realizado pelo Tufts Medical Center e apresentado no congresso da American Heart Association, em Orlando. &#8220;Constatamos que, nos estudos com pacientes com taxas mais baixas de HDL, a incidência de câncer foi maior&#8221;, disse à Folha Richard Karas, autor do estudo.<br />
Os mecanismos que levam à associação entre as taxas de colesterol e câncer ainda não foram bem estabelecidos. No entanto, os pesquisadores levantam algumas hipóteses para explicar a relação.<br />
Uma delas é o fato de que o HDL está relacionado a mecanismos inflamatórios. &#8220;O HDL pode ter um efeito no sistema imunológico, desempenhando um efeito anti-inflamatório. Um dos papeis desse sistema, em termos leigos, é procurar as células cancerosas e matá-las&#8221;, explicou Karas.<br />
A outra hipótese, segundo Karas, está no efeito antioxidante de uma proteína que compõe o HDL. Sabe-se que substâncias antioxidantes têm efeito preventivo contra o desenvolvimento de tumores.<br />
&#8220;É possível que o HDL atue em mecanismos inflamatórios do organismo e, por isso, contribua para reduzir as taxas de câncer. Mas não podemos deixar de lado o fato de que pessoas com níveis mais altos de colesterol &#8220;bom&#8221; geralmente apresentam melhores hábitos de vida, o que também influencia no aparecimento de câncer&#8221;, observa o cardiologista Antônio Carlos Chagas, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.</p>
<p><strong>Próstata</strong><br />
Um outro estudo realizado com mais de 5.000 homens pela Johns Hopkins Bloomberg School of Public Health, nos Estados Unidos, também mostrou que altos índices de colesterol total estão relacionados a maior risco de desenvolver câncer de próstata. Aqueles que tinham níveis totais de colesterol menores do que 200 mg/dl apresentaram 59% menos risco de desenvolver câncer de próstata agressivo.<br />
De acordo com os pesquisadores, as moléculas de colesterol podem interferir na sobrevida das células cancerosas. Dessa forma, os tumores podem fazer uso desse mecanismo para burlar o ciclo normal de vida e morte celular.</p>
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		<title>Só 1/3 dos homens faz toque retal no Brasil, mostra pesquisa Datafolha</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 18:47:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo
Apenas 32% dos brasileiros com idades entre 40 e 70 anos fazem o toque retal para detectar o câncer de próstata, o tumor que mais mata os homens acima dos 50 anos. Já o PSA (antígeno prostático específico) é feito por 47% dos homens. Os dois exames são indicados a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">CLÁUDIA COLLUCCI da Folha de S.Paulo</span></h2>
<p>Apenas 32% dos brasileiros com idades entre 40 e 70 anos fazem o toque retal para detectar o câncer de próstata, o tumor que mais mata os homens acima dos 50 anos. Já o PSA (antígeno prostático específico) é feito por 47% dos homens. Os dois exames são indicados a partir dos 45 anos &#8211;nos Estados Unidos, a recomendação começa cinco anos antes.</p>
<p>Os dados são de uma pesquisa Datafolha, encomendada pela SBU (Sociedade Brasileira de Urologia) e divulgada ontem. Foram entrevistados 1.061 homens de 11 capitais brasileiras e do Distrito Federal. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais, para mais ou para menos.</p>
<p>A pesquisa mostra que o índice de prevenção varia conforme a faixa etária e o nível socioeconômico. Até os 50 anos, 18% dos homens fazem o toque retal e 36%, o PSA. Dos 50 aos 59 anos, a taxa passa para 40% e 54%, respectivamente. Entre os 60 e os 70 anos, 53% fazem o toque e 65%, o PSA.</p>
<p>Nas classes D e E, 84% dos homens nunca fizeram o toque retal e 74%, o PSA. Já entre os das classes A e B, o índice ficou em 42% (toque) e 60% (PSA).</p>
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><em>Editoria de Arte/Folha Imagem</em><br />
<img class="alignnone size-full wp-image-16459" title="Cancer_Próstata" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/Cancer_Próstata.gif" alt="Cancer_Próstata" width="550" height="668" /></p>
<p style="text-align: center;">
<p>&#8220;Os homens preferem fazer o exame de sangue ao de toque. Mas é preciso ressaltar que os dois são complementares no diagnóstico do câncer de próstata e um não substitui o outro. Em até 20% dos casos, o exame de sangue pode ser normal em uma pessoa com câncer&#8221;, afirma José Carlos de Almeida, presidente da SBU.</p>
<p>Para 77% dos entrevistados, o preconceito é o principal fator para a não realização do toque retal. &#8220;Nós, urologistas, sempre pensamos que o medo fosse tão importante quanto o preconceito. Com essa pesquisa, o que pensávamos foi por água abaixo. Eles não fazem por constrangimento&#8221;, diz o urologista Aguinaldo Nardi, coordenador da pesquisa pela SBU.</p>
<p>Na opinião de Ernani Luis Rhoden, professor de urologia da Universidade Federal Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), os homens passam em média dez anos fugindo do exame. &#8220;Eles nos procuram mais por volta dos 55 anos, 60 anos. Mas, quando chegam, menos de 1% se sente constrangido com o exame&#8221;, diz.</p>
<p>Rhoden lembra que a distribuição geográfica dos urologistas (concentrados nas regiões Sul e Sudeste) e as dificuldades de se consultar com o especialista no SUS são fatores que também atrasam o diagnóstico precoce do câncer de próstata.</p>
<p>A pesquisa constatou em números o que muita gente já sabia na prática: 66% dos homens só buscam tratamento médico por influência da mulher.</p>
<p>Polêmica</p>
<p>O PSA, que identifica precocemente a probabilidade do desenvolvimento de câncer de próstata, tem sido alvo de polêmica por poder levar a diagnósticos e tratamentos exagerados. Não há consenso que o teste reduza a mortalidade.</p>
<p>Neste ano, dois estudos chegaram a conclusões diferentes sobre os benefícios do PSA: um, americano, concluiu que ele não salva vidas. Já outro, europeu, indica que existe uma redução de 20% nas mortes.</p>
<p>Em alguns pacientes, o tumor cresce mais rapidamente, o que reduz a sobrevida. Mas, em outros casos, o câncer progride lentamente e permanece localizado na próstata. Se ele não for considerado clinicamente significante, o tratamento poderá ser desnecessário. &#8220;O problema é que ainda não temos marcadores que nos digam qual será a evolução de determinado tumor. Por isso, é melhor prevenir&#8221;, diz Nardi.</p>
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		<title>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Nov 2009 18:08:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;
da Folha Online
Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.
Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignright" src="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" alt="http://portalexame.abril.com.br/arquivos/img_946/est_pesquisa.jpg" /><strong>Antidepressivo que não deu certo vira &#8220;viagra feminino&#8221;</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da Folha Online</span></h2>
<p>Um medicamento que foi originalmente desenvolvido como antidepressivo teve um surpreendente e positivo efeito colateral: as mulheres que o experimentaram relataram &#8220;significativa melhoria&#8221; em seu desejo sexual, divulgou nesta segunda-feira (16) o jornal britânico &#8220;The Independent&#8221;.</p>
<p>Mulheres que tomaram 100 miligramas do medicamento, chamado Flibanserin, uma vez por dia, indicaram mais relações sexuais &#8220;satisfatórias&#8221;, maiores níveis de desejo sexual e reduzido estresse associado a problemas sexuais.</p>
<p>&#8220;É essencialmente um remédio como o Viagra para mulheres, já que o libido ou desejo sexual reduzido é o problema sexual mais comum das mulheres, assim como a difunção erétil é o problema mais frequente para os homens&#8221;, disse o professor John Thorp, da Universidade da Carolina do Norte, em Chapel Hill, EUA.</p>
<p>O Viagra, que ajuda os homens a superar a impotência, também foi projetado originalmente com outro propósito: para tratar angina, uma dor no peito associada a doenças do coração.</p>
<p>Os resultados reunidos de três dos quatro testes clínicos em série do Flibanserin foram apresentados hoje no Congresso da Sociedade Europeia para a Medicina Sexual, em Lyon, França.</p>
<p>Um total de 1.946 mulheres a partir dos 18 anos até idade pré-menopausa foram tratadas com o Flibanserin ou com um placebo &#8211;cápsula inativa para controle&#8211; por 24 semanas.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diante de pais intoleráveis, o melhor é abandoná-los</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/15851/</link>
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		<pubDate>Mon, 09 Nov 2009 20:29:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
ENSAIO
RICHARD A. FRIEDMAN,
MÉDICO


Deixar de lado um vínculo daninho pode ajudar a preservar a saúde mental
Uma pessoa pode se divorciar de um cônjuge abusivo. Mas o que fazer se a fonte  do sofrimento são os seus pais?
É claro que os pais não são perfeitos. Mas, da mesma maneira que existem pais  comuns e bons [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignnone size-full wp-image-15850" title="newyorktimes_folha" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/newyorktimes_folha1.gif" alt="newyorktimes_folha" width="200" height="18" /></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong><span style="color: #000080;">ENSAIO</span></strong></span></p>
<p><strong>RICHARD A. FRIEDMAN,<br />
MÉDICO</strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><strong>Deixar de lado um vínculo daninho pode ajudar a preservar a saúde mental</strong></p>
<p>Uma pessoa pode se divorciar de um cônjuge abusivo. Mas o que fazer se a fonte  do sofrimento são os seus pais?<br />
É claro que os pais não são perfeitos. Mas, da mesma maneira que existem pais  comuns e bons em suas funções que misteriosamente geram filhos difíceis, há  algumas pessoas boas que sofrem o azar de terem pais intoleráveis.<br />
O assunto recebe pouca, se alguma, atenção nos manuais da disciplina ou na  literatura psiquiátrica, talvez como reflexo da concepção comum, e errônea, de  que os adultos, diferentemente das crianças e dos idosos, não estão vulneráveis  a esses abusos emocionais.<br />
Acredito que os terapeutas sintam inclinação demasiada a tentar salvar  relacionamentos, mesmo aqueles que podem ser prejudiciais a um paciente. Em  lugar disso, é crucial que tenham a mente aberta e considerem se manter aquele  relacionamento é realmente saudável e desejável.<br />
Da mesma forma, a suposição de que os pais estão predispostos a amar os filhos  incondicionalmente não é universalmente verdadeira. Lembro-me de um paciente, um  homem de 20 e poucos anos, que me procurou por sofrer de depressão e graves  problemas de autoestima.<br />
Não demorei a descobrir o motivo. Ele havia recentemente assumido sua  homossexualidade diante dos pais, profundamente religiosos, cuja reação foi  repudiá-lo. Posteriormente, em um jantar de família, seu pai o chamou para uma  conversa reservada e disse que teria sido melhor que ele, e não seu irmão mais  novo, tivesse morrido em um acidente de carro anos antes.<br />
Apesar de terrivelmente magoado e zangado, o jovem ainda tinha a esperança de  que seus pais aceitassem sua opção sexual e me pediu para organizar uma sessão  com a família.<br />
A conversa não foi bem. Os pais insistiam em que o &#8220;estilo de vida&#8221; do filho era  um grave pecado, incompatível com suas crenças. Quando tentei lhes explicar de  que o consenso científico era o de que os seres humanos têm tanto poder de  escolha sobre sua orientação sexual quanto sobre a cor de seus olhos, os dois  não se deixaram convencer. Pareciam simplesmente incapazes de aceitar o filho  como ele é.<br />
Fiquei atônito diante de sua hostilidade e convicto de que representavam uma  ameaça psicológica ao meu paciente. E, em função disso, era preciso que eu  fizesse algo que jamais havia contemplado como parte de um tratamento. Na sessão  seguinte, sugeri que, para preservar seu bem-estar psicológico, ele poderia  considerar, ao menos por algum tempo, abrir mão de seu relacionamento com os  pais.<br />
A esperança é a de que os pacientes venham a compreender os custos psicológicos  de uma relação daninha e ajam para mudá-la.<br />
Por fim, meu paciente se recuperou completamente da depressão e começou a  namorar, ainda que a ausência dos pais em sua vida sempre ocupasse seus  pensamentos.<br />
Não é de se admirar. Pesquisas sobre vínculos primários, conduzidas tanto com  seres humanos quanto com primatas não humanos, demonstram que estamos  predispostos a estabelecer essas conexões, mesmo para com aqueles que não nos  tratam assim tão bem.<br />
Também sabemos que, embora traumas de infância prolongados possam ser tóxicos ao  cérebro, os adultos mantêm a capacidade de reordenar o cérebro, posteriormente,  por meio de novas experiências, entre as quais terapia e medicação com  psicotrópicos.<br />
É claro que a terapia não permite reverter a História. Mas é possível curar  mentes e cérebros por meio de remoção ou redução do estresse. Às vezes, por mais  que isso pareça drástico, o processo pode requerer o abandono de contato com um  pai intolerável.</p>
<hr size="1" noshade="noshade" /><strong>Richard A. Friedman</strong> é professor de psiquiatria no Richard A. Weill Cornell Medical College, em Nova York</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Com medo do medo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/15781/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2009 18:59:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>
		<category><![CDATA[SAÚDE]]></category>
		<category><![CDATA[ansiedade]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
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		<category><![CDATA[psiquiatria]]></category>
		<category><![CDATA[síndrome do pânico]]></category>

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		<description><![CDATA[HISTÓRIA


A advogada Silvana Prado, 51, percorreu um longo caminho até encontrar uma resposta para suas crises de pânico e aprender a controlá-las; hoje coordena um grupo de autoajuda 
 



Caio Guatelli/Folha Imagem





A advogada Silvana Prado, 51, que superou as crises de pânico


  GABRIELA CUPANI &#8211; FOLHA SP

 DA REPORTAGEM LOCAL
A advogada paulista Silvana  [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: x-large;"><strong><span style="color: #000080;">HISTÓRIA</span></strong></span></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p><strong>A advogada Silvana Prado, 51, percorreu um longo caminho até encontrar uma resposta para suas crises de pânico e aprender a controlá-las; hoje coordena um grupo de autoajuda </strong></p>
<p><!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></p>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td>Caio Guatelli/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/h0811200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><em>A advogada Silvana Prado, 51, que superou as crises de pânico</em></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--> <span style="background-color: #ffff99;"><strong>GABRIELA CUPANI &#8211; FOLHA SP</strong></span></h2>
<p><strong><br />
</strong> DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>A advogada paulista Silvana  Prado, 51, não esquece seu primeiro encontro com o pânico:  estava com seus pais numa loja  de material esportivo quando,  sem nenhum motivo aparente,  começou a sentir um medo terrível. Seu coração disparou.  Tentava respirar e não conseguia, faltava-lhe o ar. Começou  a suar frio e a sentir tonturas.<br />
Ela já havia experimentado,  com menos intensidade, alguns  desses sintomas -sempre os  atribuía ao cansaço. Da mesma  forma súbita como começava, o  desconforto desaparecia.<br />
Silvana saiu da loja para respirar e decidiu ir até o carro na  tentativa de espantar a sensação ruim. Com os pais preocupados, foram todos embora.<br />
Em vez de diminuir, ao chegar em casa o medo se transformou em pavor. A advogada não  conseguia conversar, sentia um  aperto no peito. Deitada, a sensação piorou. Com as mãos geladas, a visão embaçada e os lábios dormentes, teve certeza de  que estava morrendo. Deitou  no chão e esperou pelo pior.<br />
A agonia durou 20 minutos e,  inexplicavelmente, desapareceu. A sensação tinha sido tão  devastadora que, ao final, Silvana mal conseguia andar.<br />
Passados 17 anos de seu encontro com o pânico, como diz,  ela ainda é capaz de se lembrar  dos detalhes daquele dia.<br />
Mãe de uma adolescente na  época, Silvana tinha acabado de  se mudar para os Estados Unidos em função de uma transferência de trabalho do marido.  Além de viver o estresse da  adaptação ao novo país, ela  convivia com uma tragédia recente: em dois anos havia perdido dois filhos com poucos  meses de vida, vítimas de uma  doença congênita rara.<br />
Silvana sobreviveu àquele  ataque de pânico, mas vieram  muitos outros. Era sempre a  mesma coisa: de repente, sem  motivo nenhum, o coração disparava, sentia-se sufocada pela  falta de ar, a cabeça parecia estourar, sentia náuseas, achava  que estava ficando louca.<br />
As crises também aconteciam à noite. &#8220;Acordava com o  coração disparado e as mãos  dormentes.&#8221; Chegou a ter três  ataques desses por dia.<br />
&#8220;O terror era meu companheiro constante. Depois da  primeira crise, ficou o pavor de  ter outra&#8221;, conta. &#8220;Quanto mais  medo sentia, mais fraca ficava,  mais alimentava o medo e mais  poderosa a crise se tornava.&#8221;<br />
As crises eram tão assustadoras que ela ficou três meses sem  sair de casa, com receio de sofrer um ataque na rua e de se  descontrolar. &#8220;Tinha medo de  ter medo. Eu, que antes era capaz de dirigir até Toronto [no  Canadá], não conseguia mais ir  ao supermercado&#8221;, diz.<br />
Como havia passado por um  &#8220;check-up&#8221; pouco tempo antes,  a advogada sabia que não tinha  problemas cardíacos. Sua médica, então, lhe receitou remédios contra depressão.<br />
Mas, há quase 20 anos, a síndrome do pânico era um enigma até para os médicos. A  doença não era tão estudada  nem estava tão em evidência.  Poucos especialistas sabiam  como diagnosticá-la e tratá-la.<br />
O tempo passava e Silvana  não sentia melhoras. Um dia,  folheando uma revista que falava da síndrome do pânico, a foto de uma mulher lhe chamou a  atenção. &#8220;Me identifiquei imediatamente com a expressão de  pavor de seu rosto. Ali descobri  qual era meu problema.&#8221;</p>
<p><strong>Por conta própria<br />
</strong> Silvana resolveu, então, buscar respostas por conta própria. Largou os remédios para  depressão e começou a frequentar bibliotecas e livrarias  em busca dos artigos mais recentes sobre o tema.<br />
&#8220;Eu tinha ouvido dizer que  pânico não tinha cura e pensei:  &#8220;Bem, vou ser a primeira a me  curar disso&#8221;. Fui criando meu  tratamento de maneira intuitiva. Li sobre os benefícios da atividade física e comecei a me  exercitar. Li sobre os benefícios  da meditação e comecei a meditar, a respirar corretamente. A  partir daí minhas leituras e estudos nunca pararam. Li tudo o  que havia nos Estados Unidos  sobre pânico, fiz entrevistas  com especialistas e vi que meus  passos estavam corretos&#8221;, diz.<br />
Silvana também usou técnicas da terapia cognitivo-comportamental. &#8220;Comecei a prestar atenção aos meus pensamentos, a analisar o que era verdadeiro ou não, usando pensamentos lógicos para corrigir as ideias distorcidas.&#8221;<br />
Foi assim, por conta própria,  que Silvana aprendeu que a síndrome do pânico pode ser desencadeada por um evento estressante, que se trata de um  transtorno de ansiedade e que  as crises podem ser controladas  com exercícios de relaxamento  e mudanças de comportamento, além dos remédios.<br />
&#8220;A maioria dos pacientes precisa de medicamentos, mas ela  parece ter descoberto, de maneira intuitiva, estratégias para  mudar pensamentos e crenças&#8221;, avalia o psiquiatra Acioly  Lacerda, da Universidade Federal de São Paulo. &#8220;Além disso,  por se tratar de um transtorno  de ansiedade, medidas que diminuam os níveis de tensão  servem como coadjuvantes.&#8221;<br />
A melhora foi surpreendente. Já na primeira semana as  crises noturnas sumiram. Em  seis meses, o problema estava  sob controle. &#8220;Mas nem todo  mundo melhora sem medicamentos&#8221;, enfatiza ela.<br />
Em 1999, de volta ao Brasil,  foi convidada a dar palestras  contando sua experiência. Ao  perceber o interesse de pessoas  que não tinham a quem recorrer, montou um grupo de autoajuda, o Apoiar, numa sala  emprestada pela igreja, em  Franca, no interior paulista.<br />
Na primeira reunião apareceram cerca de 50 pessoas, com  males como pânico, depressão  e ansiedade. &#8220;Logo estávamos  atendendo 600 pessoas por  mês. Uma equipe de voluntários, entre acupunturistas, professores de ioga e psicólogos,  trabalhavam para dar apoio a  essas pessoas, ensinando técnicas de relaxamento e respiração, entre outros.&#8221;<br />
Nesse meio tempo, lançou  um livro contando sua experiência e passou a editar um  jornal sobre saúde mental.<br />
Após quase dez anos de atividade, em outubro do ano passado o grupo encerrou os trabalhos por falta de recursos.  Atualmente, Silvana está negociando um acordo com uma  empresa que vai possibilitar a  retomada do trabalho.<br />
&#8220;Eu me curei e isso é possível  se você está disposto a dar os  passos necessários em direção  à recuperação&#8221;, diz.</p>
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		<title>Remédio para colesterol pode combater gripe, diz estudo</title>
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		<pubDate>Fri, 30 Oct 2009 17:23:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[vírus A H1N1]]></category>

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		<description><![CDATA[AE-AP &#8211; Agencia Estado
MILWAUKEE &#8211; Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">AE-AP &#8211; Agencia Estado</span></h2>
<p>MILWAUKEE &#8211; Pode haver um novo tratamento para a gripe suína que já está nas prateleiras das farmácias: as estatinas, remédios vendidos comercialmente com nomes como Lipitor e Zocor, usadas para diminuir os níveis de colesterol. Pesquisadores divulgaram hoje um estudo mostrando que pessoas que usam esses medicamentos e foram hospitalizadas por causa da gripe sazonal tinham duas vezes mais chances de sobreviver do que as que não tomavam esse tipo de remédio.</p>
<p>Isso não prova que as estatinas são a cura para a gripe, já que mais estudos ainda são realizados para verificar se essas drogas podem ser um bom tratamento. O estudo sobre as estatinas, apresentado hoje durante um congresso médico, envolveu 2.800 pessoas pesquisadas entre 2007 e 2008.</p>
<p>&#8220;O estudo é muito promissor&#8221;, disse a coordenadora, Ann Thomas, da Divisão de Saúde Pública do Oregon. A estatinas são conhecidas também por reduzirem a maioria dos problemas causados pela gripe, independentemente se for a sazonal ou a causada pelo vírus A H1N1, são as inflamações, uma reação exagerada do sistema imunológico enquanto luta contra o vírus.</p>
<p>Estudos prévios também descobriram que as estatinas podem ajudar as pessoas a superar a pneumonia e sérias infecções bacterianas do sistema sanguíneo. A nova pesquisa, patrocinada pelos Centros de Prevenção e Controle de Doenças, é o maior já feito nos Estados Unidos que analisa o efeito das estatinas contra gripe.</p>
<p>O tratamento é uma questão muito importante para a gripe suína, já que a vacina está demorando para chegar ao público em geral. Remédios contra a gripe como o Tamiflu têm sido reservados apenas para os pacientes mais graves. As estatinas são baratas, relativamente seguras e estão entre os remédios mais utilizados em todo o mundo.</p>
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		<title>Respiração boca a boca reduz chances de sobrevivência</title>
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		<pubDate>Tue, 27 Oct 2009 16:28:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<category><![CDATA[coração]]></category>
		<category><![CDATA[emergências cardiovascular]]></category>
		<category><![CDATA[enfarte]]></category>
		<category><![CDATA[Ilcor]]></category>
		<category><![CDATA[massagem cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[parada cardíaca]]></category>
		<category><![CDATA[respiração boca a boca]]></category>

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		<description><![CDATA[Diretrizes excluem procedimento da ressuscitação cardíaca e mantêm somente compressão no peito


JULLIANE SILVEIRA &#8211; FOLHA SP
DA REPORTAGEM LOCAL
Antes preconizada como parte importante da ressuscitação cardiopulmonar, a respiração boca a boca prejudica o procedimento e reduz as chances de sobrevivência do paciente com parada cardíaca.
Estudos apontam uma taxa de sobrevivência três vezes maior em pessoas submetidas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Diretrizes excluem procedimento da ressuscitação cardíaca e mantêm somente compressão no peito</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.primeirossocorros.com/imagens/paragem_cardiaca.jpg" alt="http://www.primeirossocorros.com/imagens/paragem_cardiaca.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">JULLIANE SILVEIRA &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>DA REPORTAGEM LOCAL</p>
<p>Antes preconizada como parte importante da ressuscitação cardiopulmonar, a respiração boca a boca prejudica o procedimento e reduz as chances de sobrevivência do paciente com parada cardíaca.<br />
Estudos apontam uma taxa de sobrevivência três vezes maior em pessoas submetidas apenas às compressões contínuas no peito até a chegada de socorro. Por esse motivo, a Ilcor (Aliança Internacional dos Comitês de Ressuscitação, na sigla em inglês), entidade que reúne as principais associações de cardiologia, mudará a partir de 2010 as diretrizes para procedimentos de emergência em parada cardíaca. De acordo com a nova orientação, somente a massagem cardíaca deverá ser aplicada pelo leigo.<br />
&#8220;É simples entender por quê. Quando o coração para, o mais importante é manter o fluxo sanguíneo com a compressão. A respiração boca a boca é uma das causas que levam a diminuição do fluxo,&#8221; afirma o cardiologista Sérgio Timerman, do InCor (Instituto do Coração).<br />
O consenso será publicado nos principais periódicos internacionais de cardiologia em outubro de 2010, mas já vem sendo discutido em vários países, incluindo o Brasil.<br />
O voluntário deve ficar ao lado do paciente e iniciar as compressões, pressionando a região entre os mamilos 4 cm para baixo e retornando à posição inicial até a ajuda chegar.<br />
&#8220;O leigo deve esquecer a respiração boca a boca e aplicar somente compressão a partir de agora. Essa é uma das maiores descobertas da emergência cardiovascular dos últimos tempos. Para médicos, a orientação é que a massagem deve ser prioridade, antes de se preocuparem com choque, medicamentos etc.&#8221;, afirma o cardiologista Manoel Canesin, coordenador do Centro de Treinamento em Emergências Cardiovasculares da Sociedade Brasileira de Cardiologia.<br />
Haverá mudanças também com relação ao uso do desfibrilador. A aplicação de choque pode ocorrer antes da massagem somente até cerca de quatro minutos após a parada do coração. Depois desse tempo, a compressão deve preceder o uso de desfibrilador. Isso porque, após esse período, há alterações metabólicas no organismo e o coração precisa ser preparado com a compressão antes de receber o choque.</p>
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