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	<title>Blog do Favre &#187; TURISMO</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<lastBuildDate>Tue, 24 Nov 2009 12:47:13 +0000</lastBuildDate>
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		<title>Brasileiros de baixa renda viajam mais</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 13:34:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[TURISMO]]></category>
		<category><![CDATA[Classe C]]></category>
		<category><![CDATA[Hotéis]]></category>
		<category><![CDATA[Luiz Barretto]]></category>
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		<description><![CDATA[Nos últimos dois anos, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem aumentou 83%, segundo levantamento do governo
Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP

O aumento da renda dos brasileiros contribuiu para a expansão do número de turistas dentro do País, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo governo. Segundo o levantamento, o número [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Nos últimos dois anos, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem aumentou 83%, segundo levantamento do governo</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Renato Andrade, BRASÍLIA &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20091105/img/4.35.imagem_sauipe.jpg" alt="" /></p>
<p>O aumento da renda dos brasileiros contribuiu para a expansão do número de turistas dentro do País, de acordo com pesquisa divulgada ontem pelo governo. Segundo o levantamento, o número de pessoas que fizeram pelo menos uma viagem nos últimos dois anos aumentou 83% em relação ao verificado em 2007. Para o ministro do Turismo, Luiz Barretto, os dados mostram que o turismo começa a fazer parte da lista de consumo dos brasileiros de menor renda, o que significa um novo desafio para as empresas do setor. &#8220;Temos que ter produtos para essa nova classe média&#8221;, disse.</p>
<p>De acordo com o levantamento, 58,8% dos 2.514 entrevistados pelo Instituto Vox Populi fizeram pelo menos uma viagem no Brasil entre 2007 e 2009. Na pesquisa anterior, esse porcentual era de 32%. O número de pessoas que não viajou e nem pretende viajar nos próximos dois anos caiu para 7,6%, ante 32% na pesquisa de 2007. Neste caso, a falta de dinheiro continua sendo o principal entrave. As entrevistas foram feitas em 11 capitais, entre 17 de junho e 7 de julho.</p>
<p>De acordo com a pesquisa, 15,8% das pessoas que recebem de um a três salários mínimos fizeram uma viagem nos últimos dois anos. Na faixa entre 3 a 5 salários mínimos, esse fatia sobe para 19,7%. &#8220;Esse número é expressivo&#8221;, disse Barretto. &#8220;O turismo era muito concentrado nas classes A e B, e a classe C tem entrado e contribuído para o alargamento da base&#8221;, acrescentou.</p>
<p>A pesquisa mostra ainda que a internet tem ganhado mais espaço como instrumento de pesquisa para definir roteiros de viagens. A rede mundial de computadores foi citada por 39% dos entrevistados como a principal fonte de informação, praticamente empatada com a tradicional consulta a amigos e familiares, ainda a melhor alternativa para 41% dos entrevistados.</p>
<p>O planejamento das viagens por conta própria também é outra característica do turista brasileiro revelada pela pesquisa. Da parcela de entrevistados que fizeram alguma viagem desde 2007, mais de 78% não utilizaram os serviços oferecidos pelas agências de viagem. Para Barretto, as empresas do setor devem buscar mais especialização e diversificação, para tentar atender aos diferentes perfis de turistas do País.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;">***</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Classe C viaja mais e turbina turismo no país, diz estudo</strong></span></p>
<p><strong>Pesquisa traça o perfil do turista; NE é destino preferido</strong></p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><strong> JOHANNA NUBLAT</strong> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span> DA SUCURSAL DE BRASÍLIA </span></p>
<p>O brasileiro viajou mais a turismo pelo país nos últimos dois anos, segundo indica pesquisa divulgada ontem pelo Ministério do Turismo. O percentual dos que fizeram pelo menos uma viagem interna passou de 32,4%, entre 2005 e 2007, para 58,8% nos últimos dois anos (variação de 83,7%).<br />
O estudo mostra ainda que  caiu de 32,5% para 7,6% o percentual de brasileiros que não  viajaram nos dois anos anteriores e não pretendiam viajar nos  dois seguintes.<br />
O gasto médio total dos que  viajaram, por outro lado, teve  uma queda de 9% no período.  Essa diminuição pode ser explicada em parte pela ampliação da base dos consumidores,  trazendo para o consumo pessoas com renda menor, diz  Márcio Nascimento, diretor do  Departamento de Promoção e  Marketing Nacional da ministério. Outra justificativa, segundo a pasta, é o barateamento de parte dos serviços.<br />
A presença maior das pessoas de renda mais baixa deve  fazer a &#8220;indústria do turismo  repensar o hábito do mercado&#8221;,  afirma o ministro da pasta, Luiz  Barretto. &#8220;Há uma nova classe  média com quem dialogar.  Mais de 60% de quem viajou  ganha até dez salários mínimos. A chamada classe C tem  um peso também no turismo.&#8221;<br />
Além desse fator, outros colaboraram para o aumento do  turismo nacional, como a crise  econômica e a gripe A (que diminuíram viagens para países  vizinhos), diz o governo.<br />
A pesquisa foi feita pelo Instituto Vox Populi, com 2.322  entrevistas entre junho e julho  deste ano em 11 capitais. Foram  ouvidos maiores de 18 anos, de  todas as classes econômicas. A  margem de erro é de dois pontos percentuais.<br />
O perfil traçado do viajante  brasileiro mostra que ele viaja  principalmente com a família,  para destinos no Nordeste e  por um curto período de tempo  (54,6% por até uma semana).<br />
A grande maioria (80,3%) se  desloca nas férias e um número  expressivo viajou nos feriados e  finais de semana prolongados  (66,8%) nos últimos dois anos  -a pesquisa anterior mostrava  um percentual menor, de 41%.<br />
O brasileiro também recorre  mais a dicas de conhecidos e à  internet para planejar sua viagem, buscando agências especializadas em viagens apenas  em 5,6% dos casos.<br />
As estradas são usadas pela  maioria das pessoas: 41,8%  usam normalmente o carro, e  23,8%, o ônibus. O avião é usado por 33,5% dos viajantes.<br />
Apesar de pensarem o deslocamento com certa antecedência, 19,9% dos viajantes pagam  a viagem em até sete dias da  partida. O pagamento é feito à  vista em 63,2% dos casos.<br />
Esses dados se referem ao  chamado cliente atual, ou seja,  o que viajou pelo menos uma  vez nos últimos dois anos. A  pesquisa mostra ainda as expectativas do cliente potencial:  o que demonstra interesse de  procurar destinos nacionais  nos próximos dois anos.<br />
Há diferenças entre esses  dois públicos, como a renda.  Enquanto 35,5% dos que viajaram têm renda familiar de até  cinco salários mínimos, 58,5%  dos que pretendem viajar nos  próximos anos pertencem a essa faixa salarial.<br />
Trabalhar esse &#8220;turismo social&#8221;, oferecendo produtos às  classes C e D, é um dos principais pontos da pesquisa que podem levar ao desenvolvimento  de políticas públicas e privadas,  explica Elisangela Machado, do  CET (Centro de Excelência em  Turismo) da UnB. Outro é a referência ao maior uso de hotéis.  &#8220;Se eu tenho mais brasileiros  viajando e vou ter um incremento ainda com a Copa, como  vou atender meu público interno e externo?&#8221;</p>
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		<title>Brasil: &#8220;Uma superpotência pronta para alimentar o mundo&#8221;</title>
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		<pubDate>Thu, 05 Nov 2009 12:29:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[EDUCAÇÃO]]></category>
		<category><![CDATA[MEIO-AMBIENTE]]></category>
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[
Toda Mídia &#8211; FOLHA SP


NELSON DE SÁ &#8211; nelsonsa@uol.com.br
Em progresso  



ft.com

Em destaque, a comemoração pelos Jogos e as entrevistas com Lula e Coutinho



  O &#8220;Financial Times&#8221; publica hoje e adiantou ontem  em texto e PDF um caderno especial de dez páginas  sobre investir no Brasil. Destaca longas entrevistas,  inclusive vídeo, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;"><span style="font-size: x-large;"><strong><span style="color: #000080;">Toda Mídia</span></strong></span> &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><span style="background-color: #ffff99;"><br />
</span></p>
<h2><strong>NELSON DE SÁ &#8211; <a href="mailto:nelsonsa@uol.com.br">nelsonsa@uol.com.br</a></strong></p>
<p><span style="font-size: large;"><strong>Em progresso</strong></span> <!--Fotografia/Auto/Inicio--> <!--FOTO--></h2>
<table border="0" width="320">
<tbody>
<tr>
<td>ft.com<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/tm0511200901.jpg" border="0" alt="" /></td>
<td valign="bottom"><em>Em destaque, a comemoração pelos Jogos e as entrevistas com Lula e Coutinho</em></td>
</tr>
</tbody>
</table>
<p><!--/FOTO--> <!--Fotografia/Auto/Final--> O <strong><a href="http://www.ft.com/reports/invest-brazil-2009">&#8220;Financial Times&#8221;</a></strong> publica hoje e adiantou ontem  em texto e PDF um caderno especial de dez páginas  sobre investir no Brasil. Destaca longas entrevistas,  inclusive vídeo, com Lula e o presidente do BNDES,  Luciano Coutinho, cotado para ser o presidente do  Banco Central. Ocupando metade da capa, um anúncio do Bradesco. Nas páginas internas, várias estatais,  mais Andrade Gutierrez e Votorantim.<br />
No enunciado da primeira página, &#8220;Louvor olímpico põe selo no progresso&#8221;. Na home page do caderno,  &#8220;Superpotência pronta para alimentar o mundo&#8221;. Ao  longo dos 36 textos, temas como o Bolsa Família que  &#8220;faz diferença de verdade&#8221;; a aspiração de ser destino  turístico global, mas também a violência no Rio; e o  &#8220;forte crescimento depois de breve queda&#8221;.</p>
<h2>Investing in Brazil</h2>
<p>05 November 2009 &#8211; FINANCIAL TIMES</p>
<div>
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<div><img src="http://media.ft.com/cms/761feafc-c8e3-11de-8f9d-00144feabdc0.jpg" alt="Ipanema" /></div>
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</div>
<div>
<p>Inside this issue</p>
<p>• A superpower that is ready to feed the world</p>
<p>• The aspiration to become a world-class destination</p>
<p>• Much must be done to be ready in time for the Olympics &#8211; -</p></div>
</div>
</div>
</div>
</div>
<h3>Content</h3>
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<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d16a27a6-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Olympic accolade sets seal on progress</a></h3>
<p>Jonathan Wheatley considers the strides that the South American giant has made and the pitfalls ahead</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/f71d9adc-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Banking: Quick recovery, enviable outlook</a></h3>
<p>The sector has prospered thanks to wide spreads and tight regulation, explains John Rumsey</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/f9607652-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Capital markets: Strong growth after slight dip</a></h3>
<p>It has been a good crisis but some are worried about the tax on inflows, reports Jonathan Wheatley</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/fbab5562-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Celebrity status in the field of IPOs</a></h3>
<p>A respected monetary policy and deep interest rate cuts have made the country an attractive option for emerging market equity investors, writes Samantha Pearson</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d8b8f78a-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Power generation: Amazon dam comes under close scrutiny</a></h3>
<p>Ed Crooks looks at a hydro-electric project in a fragile region</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e079f622-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Agriculture: Superpower is ready to feed the world</a></h3>
<p>Huge strides have been made in productivity, with scope for more, writes Jonathan Wheatley</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e82513b6-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Metals and mining: Government intent on more control</a></h3>
<p>The sector is facing pressure over policy decisions, writes Jonathan Wheatley</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e3587d6e-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Sugar and ethanol: A perfect storm of troubles</a></h3>
<p>Samantha Pearson on the predicament of an industry striving to transform itself</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d626f4f6-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">IT: Culture of hi-tech and hustle fosters world-leading ambitions</a></h3>
<p>Brazil is rapidly becoming a new world centre for IT and BPO, writes Dom Phillips</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d8cbd8a2-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Telecoms: A sweet spot for mobiles</a></h3>
<p>In Brazil, more people have mobile phones than bank accounts, writes Dom Phillips</p></div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/ea98ebfe-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">The north-east: Still trying to catch up</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/c968e88c-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Santo Antônio: Project Financing</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d118cd90-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Business life in Rocinha favela</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/07d0ce58-c8da-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Irrigation helps the drylands bear fruit</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/ecfae2e4-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Walmart cuts retailing cloth to suit fast-growing local customers</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e33c4a60-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Retail: The battle for consumers heats up</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e5cf609e-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Oil and gas: Sunken treasure is ticket to the world’s VIP energy club</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/cba458fc-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Embraer: The worst may be over </a></h3>
</div>
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<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/cec32a40-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Hotels: An Olympian effort may be required</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/de6cbfec-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Housing profile: Tenda sees benefit of home-building programme</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d39b1604-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Franchising: Golden opportunities, but choose your partners wisely</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/dbd1258e-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Shoemaking: A prized industry has travelled north-east</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/f4d3fcda-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Education: Expanding economy discovers it lacks the skills it requires</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/ef70e74e-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Bolsa Família scheme: Income support makes a real difference</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/033033c0-c8da-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Housing programme: Support for affordable housing and construction sector</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/00d92910-c8da-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Environment: Masses of trees and soon to be a big oil producer</a></h3>
</div>
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<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/d603e1ee-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Infrastructure: Too little for too long, but PAC may put things on track</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/fdffc82a-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Aspiration: World-class destination</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/f22eac5a-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Coconut water takes on the world</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/e0ebf8aa-c8dc-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Tourism profile: Brazilian Beach House exploits gap in villa rental market</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/057b6ff0-c8da-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Business of fashion: The sexy Brazilian touch goes down well in Russia</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/de0d718e-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Olympics: Rio’s glossy sell belies a litany of troubles</a></h3>
</div>
<div>
<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/db53bab6-c8d9-11de-8f9d-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">The beautiful game: malfeasance and goalposts</a></h3>
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<h3><a href="http://www.ft.com/cms/s/0/dff486e2-c92c-11de-b551-00144feabdc0,dwp_uuid=72323b5a-c8e0-11de-8f9d-00144feabdc0.html">Interview with Luciano Coutinho, president of the development bank, the BNDES</a></h3>
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		<title>Para Lula, empresários decepcionaram na crise; leia íntegra da entrevista</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 11:02:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Alan Marques/Folha Imagem

O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília


da Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar
 
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da Folha, Kennedy Alencar. Leia abaixo íntegra da entrevista:
FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Alan Marques/Folha Imagem<br />
<img src="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/images/n2210200901.jpg" border="0" alt="" /><br />
O presidente Lula dá entrevista à Folha, no CCBB, em Brasília</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">da </span><strong><span style="background-color: #ffff99;">Folha de S.Paulo &#8211; Kennedy Alencar</span></strong></h2>
<h2><strong> </strong></h2>
<p>O presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu entrevista para o repórter especial da <strong>Folha</strong>, <strong>Kennedy Alencar</strong>. Leia abaixo íntegra da entrevista:</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É correto classificar de marolinha uma crise que gerou desemprego, redução de investimentos e derrubou o crescimento da economia de 5% ao ano para 1% em 2009 no cenário mais otimista?</strong><br />
<strong>LUIZ INÁCIO LULA DA SILVA</strong> &#8211; Foi correto. Temos que separar a crise em dois momentos. Até setembro de 2008, discutíamos a crise do subprime quando ainda não havia o problema dos bancos. Até esse momento, o Brasil sentiria muito pouco a crise por várias razões. A economia estava sólida. Havíamos diversificado nossas exportações. Os bancos brasileiros tinham maior solidez e havia maior controle do Banco Central. Quando veio o Lehman Brothers [quebra do banco americano de investimentos em setembro de 2008], aconteceram duas coisas graves. O dinheiro desapareceu. Uma empresa como a Petrobras passou a pegar empréstimos na Caixa que seria destinado a pequenas empresas brasileiras.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ali não houve um tsunami?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As coisas não aconteceram aqui como em outras partes do mundo porque nós tomamos medidas imediatas. Liberamos R$ 100 bilhões do depósito compulsório para irrigar o sistema financeiro. Fizemos com que o Banco do Brasil e a Caixa agilizassem mais a liberação de crédito. Fizemos o Banco do Brasil comprar carteiras de bancos menores que estavam prejudicados. Fizemos o Banco do Brasil comprar a Nossa Caixa em São Paulo e comprar 50% do Banco Votorantin. Era preciso que os bancos públicos entrassem em outras fatias do mercado, em que não tinham expertise, como financiar carro usado.</p>
<p>Nos debates com empresários, a minha inconformidade é que houve no mês de novembro e dezembro uma parada brusca desnecessária de alguns setores da economia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Em outubro de 2007, o sr. disse que tinha aprendido que era importante governar também para a burguesia, que possuía uma visão diferente de quando era dirigente sindical, pois tinha um lado claro. Como presidente, precisava governar para todos, pobres e ricos.</strong></p>
<p><strong>Disse também que a burguesia brasileira era a &#8220;burguesia que sempre foi, a burguesia que está sempre querendo mais&#8221;. Falou ainda: &#8220;Da minha parte, não existe preconceito. Tenho consciência de que estão ganhando dinheiro no meu governo como nunca&#8221;.</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Durante a crise econômica internacional, o que o sr. achou do papel do empresariado brasileiro?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Alguns setores empresariais resolveram colocar o pé no breque de forma muita rápida, a começar do setor automobilístico, que seguia a orientação das matrizes, que estavam em situação muito delicada. Tinha um estoque razoável. Estavam numa situação privilegiada de produção e venda de carros. De repente, a indústria automobilística parou. Quando ela para, para uma cadeia produtiva que representa 24% do PIB industrial brasileiro. E outros setores que já tinham empréstimos assegurados com o BNDES pararam porque ninguém sabia o que ia acontecer.</p>
<p>Aí, fizemos desonerações, liberação de financiamentos, o Meirelles colocou dinheiro das reservas para facilitar nossas exportações. Depois, descobrimos outra coisa grave, os derivativos, feitos por empresas que não pareciam que faziam derivativos. Foi outro problema. Tivemos de conversar com empresa por empresa. Discutir como financiar, como evitar que algumas quebrassem, e colocamos o BNDES em ação.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; No auge da crise, os bancos privados secaram o crédito. A Vale e a Embraer demitiram de imediato. Foi um comportamento à altura do país naquele momento?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não foi. Foi precipitação do setor empresarial, que deveria ter tido tido a tranquilidade que o governo teve. Deveriam ter ouvido o pronunciamento de 22 de dezembro em que fui à TV contraditar a tese de que as pessoas não iam comprar com medo de perder o emprego. Fui dizer que iam perder emprego exatamente se não comprassem.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. comprou algo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico. Comprei geladeira nova.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a sua opinião hoje sobre a burguesia, pós-crise?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não utilizo mais a palavra burguesia.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Sobre o grande capital nacional?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem setores diferenciados. Não pode colocar todo mundo no mesmo barco. Tem o setor automobilístico que é dinâmico, mas depende de orientação da matriz. Como a matriz, estava numa situação muito delicada, a orientação recebida aqui era para colocar o pé no breque. Tinha o setor siderúrgico, com 60% da produção para exportação, que, de repente, minguou. A Vale exportava quase tudo o que produz de minério. Na hora em que caiu a demanda da China, houve um breque. O que me deixou decepcionado é que as pessoas deveriam ter tido a paciência para ver o tamanho do buraco. Quando dizíamos que o Brasil seria o último a entrar na crise e o primeiro a sair, nós estávamos convencidos do potencial do Brasil e do mercado interno. Há anos venho dizendo: o problema do Brasil não é o custo final do carro, o problema é saber se a mensalidade que o trabalhador vai pagar cabe no seu holerite.</p>
<p>Hoje é um fato consagrado no mundo inteiro: o Brasil hoje é o país mais bem preparado e o que melhor enfrentou a crise.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. vai prorrogar a isenção de IPI para a linha branca? Total ou parcialmente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Essas coisas a gente não diz sim ou não com antecedência. Se eu disser agora que vai ser prorrogado, as pessoas que iam comprar agora deixam de comprar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. tem simpatia pela prorrogação?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tanto que tenho simpatia que fiz a desoneração.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com o dólar no patamar de R$ 1,70 e juros ainda altos na comparação com outros países, o sr. não teme viver uma crise cambial em 2010 ou deixar uma bomba-relógio para o sucessor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca trabalhei com juros altos tendo como parâmetro outros países.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas os juros no Brasil são altos, e o sr. reclama.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Sei. Mas trabalho na comparação com o que era. Em vez de ficar achando que a calça do outro é apertada, eu vejo a minha de manhã. O Brasil tem a menor taxa de juros de muitas décadas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A taxa básica não poderia estar menor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Poderia. Mas, descontada a inflação, temos 4%, 4,5% de juro real. Há muitas décadas o Brasil não tinha esse prazer. O problema hoje é o spread bancário, que ainda está alto, e o governo tem trabalhado para reduzir.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), tem uma crítica&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Deixa eu falar do câmbio. Depois respondo à crítica do Serra, que é menos importante para mim, para você e para o povo brasileiro. O câmbio sempre foi uma preocupação nossa. Se um dia você for presidente da República e sentar naquela cadeira, vai entrar na sua sala uma turma reclamando que o dólar está baixo, porque ele é exportador e está perdendo. Quando sai, entra a turma dos compradores, importadores, que acham que o dólar está maravilhoso, que é preciso manter assim. Aí entra o ministro da Fazenda, o presidente do Banco Central e dizem que é maravilhoso o dólar baixo porque controla a inflação.</p>
<p>Agora, antes que aconteça, uma superentrada de dólares no Brasil, reduzindo muito o valor do dólar em relação ao real, criando problema na balança comercial, e com algumas empresas exportadores tendo problema, nós demos um sinal com o IOF [Imposto sobre Operações Financeiros, que passou a ser cobrado no ingresso de capitais]. Demos um sinal para ver se a gente equilibra.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Especialistas dizem que o IOF será inócuo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se for inócuo, mudamos. Há uma disputa. O setor produtivo totalmente favorável, e o financeiro totalmente contrário. Isso é importante, porque significa que o governo está no caminho do meio, e aí é mais fácil a gente acertar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A crítica básica do Serra é a seguinte: o Banco Central jogou fora na crise um bilhete premiado, que seria a oportunidade de baixar mais os juros sem custo. Agora, a crise acabou, a taxa está alta, pode ter que aumentar e jogou fora o bilhete premiado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vivi os dois lados. Quando se é oposição, você acha, pensa, acredita. Quando é governo, faz ou não faz. Toma decisão. O Serra participou de um governo oito anos. Tiveram condições de tomar decisões e não tomaram. Obviamente, qualquer um que for presidente, tem o direito de tomar a posição que bem entender. É como jogador bater pênalti. Brincando todo mundo marca gol. Na hora do pega para capar, até pessoas como o Zico e o Sócrates perderam pênalti.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Uma crítica de especialistas e da oposição é o aumento dos gastos públicos no segundo mandato. Além da elevação temporária de gastos na crise, há despesas permanentes que pressionarão o caixa no futuro e tornarão mais difícil baixar os juros. O sr. estaria deixando uma herança maldita.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; As contas do governo nunca estiveram tão boas na história deste país. A política anticíclica na crise fez com que o governo deixasse de arrecadar uma enormidade de dinheiro. Mas é o preço que a gente tem de pagar. Compare o que colocamos de dinheiro na crise, com desoneração, com o que os países ricos tiveram de colocar. Foram trilhões de dólares colocados para ajudar o sistema financeiro, coisa que não precisamos fazer.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Saiu barato?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Eu acho. Em setembro, recuperamos os empregos que perdemos na crise e muito mais. Vamos chegar a um milhão de empregos no final do ano. Veja o mundo desenvolvido.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é a sua previsão de crescimento do PIB para este ano?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Positivo, entre 1% e 1% e pouco. Se não houvesse a brecada brusca entre dezembro e janeiro, poderíamos ter crescido 2,5%, 3% com certa tranquilidade. O importante é o sinal para 2010.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aquela brecada do empresariado sacrificou crescimento econômico?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O empresário brasileiro foi vítima de uma circunstância. O pânico criado no mundo fez com que todo mundo acordasse de manhã achando que ia acabar o mundo. O pânico precipitou decisões de recuo de setores empresariais. Eu chamei empresários, disse que tínhamos de aproveitar a crise, que tínhamos dinheiro no BNDES, que as empresas com dinheiro em caixa tinham de fazer investimento agora porque, quando a crise acabasse, estaríamos preparados para ocupar outro patamar no mundo. O momento não é de medo, é de investir. Eu jamais demoraria o tanto que foi demorado nos Estados Unidos para salvar a GM.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Aécio Neves ataca o inchaço da máquina e diz que o sr. faz um governo para a companheirada. Como o sr. responde?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Tem duas concepções de ver o Brasil. Tem pessoas que governam o Brasil para o imaginário de uma pequena casta. E tem pessoas que governam pensando em envolver 190 milhões de brasileiros. Quebramos o preconceito de primeiro tem que enxugar a máquina, fazer o país crescer e, então, dividir. Vivi isso durante quatro décadas. Quando resolvemos fazer política social, dissemos que era possível crescer concomitantemente e criamos uma nova casta de consumidores que está ajudando a indústria e o comércio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. recuou no envio de um projeto para cobrar IR de poupança acima de R$ 50 mil e mandou normalizar a devolução da restituição do IR. A lógica eleitoral, com temor de desgaste, autoriza a conclusão de que o sr. não pretende tomar medidas impopulares até o final do governo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos). Não faça injustiça, querido. Não adiamos o envio do projeto de lei. Decidimos o que íamos fazer em março, por unanimidade. A oposição que imaginava pegar a poupança como cavalo de batalha, ficou sem discurso. Em vez de a Fazenda mandar em março, como era algo que só valeria para 2010, esperou para mandar agora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Vai enviar ao Congresso?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vai mandar. Obviamente, poderemos discutir outras bases. Vai mandar, vai mandar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E sua ordem para normalizar o pagamento da restituição do IR?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não havia nada de anormal. No Brasil, já tivemos momentos em que a devolução atrasou. No nosso governo, tivemos momentos em que adiantou.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O ministro da Fazenda disse que estava atrasado, e o sr. deu a ordem para acelerar.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico, porque tem que pagar. Nós precisamos de consumo. Precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. Falei com o Guido [Mantega]: Guido, nós precisamos que o povo tenha dinheiro para comprar. O povo tem de ter o dinheiro em dezembro.</p>
<p>*</p>
<p><strong>&#8220;No Brasil, Jesus teria de fazer aliança com Judas&#8221;</strong></p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. escolheu Dilma como candidata, uma cristã nova no PT e pessoa que nunca disputou eleição, sem fazer uma discussão no partido e levar em conta os nomes de governadores, como Jaques Wagner (BA) e Marcelo Déda (SE), e de ministros, como Patrus Ananias (Desenvolvimento Social) e Tarso Genro (Justiça)?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não estava em discussão quem era PT mais puro sangue, menos puro sangue. Era uma questão de viabilidade política. Dilma é a mais competente gerente que o Estado brasileiro já teve. A capacidade de trabalho da Dilma, a competência, o passado político e o presente, me faz garantir que a Dilma é uma excepcional candidata a presidente da República.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. nunca havia sido gestor, era político, virou presidente e faz um governo bem avaliado. Seu argumento não é muito tucano, essa coisa de gerente.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é tucano, não. Além de extraordinária gestora, a Dilma é um extraordinário quadro político. Tem firmeza ideológica, tem compromisso, tem lealdade, sabe de que lado está.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. a acha preparada para presidir o Brasil?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito preparada.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Já há faixas na rua dizendo que Dilma eleita equivale ao terceiro mandato de Lula.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É exatamente o contrário. Uma mulher que tem a personalidade que a Dilma tem. Conheço bem a personalidade dela. Isso vai exigir que eu tenha o bom senso de quando elegi o Jair Meneguelli presidente do sindicato de São Bernardo, o José Dirceu presidente do PT. Rei morto, rei posto. A Dilma no governo tem de criar a cara dela, o estilo dela, o jeito dela de governar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do estilo, ela é retrata por pessoas do governo como muito dura no trato pessoal, que falta habilidade política, que massacra algumas pessoas. Isso não é ruim para um presidente?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O Brasil já teve muitos governantes maleáveis, e não deram certo? Você tem de ser bom, afável, duro, em função de cada circunstância. Uma mulher por si já tem a necessidade de ser mais retraída, pelo preconceito que existe contra a mulher. A Dilma vai surpreender esse país. Quem pensa que a Dilma é uma mulher grosseira, é uma mulher dura, está errado. Na sua casa, se você for com uma gracinha para o lado de sua mulher, ela vai lhe dar um tranco. Se a conversa for séria, não vai dar. E a Dilma tem toda a clareza disso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Dilma precisará refazer sua imagem, tomar um banho de loja, semelhante ao que o sr. fez em 2002?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; (Risos) Por esse aspecto, não precisa. Não mudei minha cara. Comprei apenas um terno novo para 2002. Não é possível mudar a cara. A pessoa pode aprimorar. Em 2002, fizemos uma pesquisa em que 85% diziam que a reforma agrária tinha de ser pacífica. Levei mais de 15 dias para que minha boca pudesse proferir reforma agrária tranquila e pacífica. Essas mudanças têm de ter. Algumas que a gente fala, pensando que está agradando, não batem com o que povo pensa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. defende uma coalizão e uma disputa plebiscitária. Se a coalizão é tão importante, por que faz tanta questão que o candidato seja do PT e não de um partido aliado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Porque seria inexplicável para grande parte da sociedade brasileira o maior partido de de esquerda do país, que tem o presidente da República atual, não ter um sucessor. Apenas por isso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Fechou ontem a aliança ontem com o PMDB?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Patrocinei uma reunião de líderes do PT com o PMDB, que fizeram uma nota. Haverá um acordo nacional, e a chapa será PT-PMDB.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Michel Temer é o nome para vice?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não posso dar palpite. Quem discute vice é o candidato a presidente.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. ainda tem o desejo de que Ciro seja vice de Dilma e que o PMDB apoie?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Um presidente não tem desejo. Faz o que é possível.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É possível?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Na política, tudo pode acontecer. O Ciro tem todas as condições de ser candidato a presidente. Sou um homem feliz. Feliz desse país, que tem o Ciro, a Dilma, o Serra, o Aécio, a Marina, a Heloísa Helena. Nesse espectro, não tem ninguém de extrema-direita ou conservador ao extremo. Todos tem história. Não acho que é mérito meu, não. Fernando Henrique Cardoso tem importância nisso, pelo fato de ter feito comigo uma transição excepcional.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Ciro se mantiver emparelhado ou à frente de Dilma em março, quando o sr. e ele combinaram de tomar uma decisão final, que argumento o sr. pode usar para convencê-lo a desistir da Presidência e concorrer em São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não vou tentar convencê-lo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. patrocina a articulação para ele ser candidato a governador de São Paulo.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não é verdade. Não patrocino. O Ciro pertence a um partido pelo qual tenho profundo respeito. O PSB tem os mesmos direitos do PT. Sou o único cidadão que não tem autoridade moral para pedir para alguém não ser candidato. Fui candidato a vida inteira. Só cheguei à Presidência porque teimei. Muita gente achava que eu tinha de desistir. Jamais farei isso [pedir para Ciro desistir].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Como o sr. explica ter um governo popular e a oposição liderar nas pesquisas sobre sucessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ainda não temos candidatos</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Os motivos? Recall?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Lógico que é recall. O fato de ter um candidato da oposição que é governador de São Paulo, já foi candidato a presidente, que já foi senador, que já foi ministro, tem uma cara muito conhecida no Brasil inteiro.</p>
<p>Obviamente, a transferência de voto não é como passe de mágica. Vamos trabalhar para que a gente possa transferir todo o prestígio angariado pelo governo e pelo presidente para a nossa candidatura.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que ainda não há candidatos. Mas todo dia a Dilma aparece com o sr. no noticiário, viajando. O presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes, classificou de vale-tudo as viagens que viram comícios.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Você passa o tempo inteiro plantando a sua rocinha. É justo que, quando ela ficar no ponto de colher, você vá colher. Foi grande o sacrifício que fizemos para o Brasil voltar a investir em infraestrutura. A gente não tinha dinheiro. Se olhássemos o saldo de caixa do governo para fazer o PAC, a gente não teria feito. Foi uma decisão de faríamos e arrumaríamos dinheiro onde fosse necessário.</p>
<p>A Dilma trabalha das oito, nove da manhã às três da manhã. Quando era ministra das Minas e Energia, ela ficava, às vezes, três e meia da manhã, ficava comendo lanche com os assessores para fazer as coisas andar. Ninguém pode ser contra a Dilma ir às obras comigo. Até porque, se ela for candidata, a lei determina quem tem prazo em que ela não poderá mais ir. Até chegar lá, ela é governo. É um debate pequeno.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mendes disse que o governo testa o limite da Justiça Eleitoral.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um debate pequeno. Cada brasileiro, seja ele presidente da suprema corte ou o mais humilde, tem o direito de falar o que bem entender, mas tem uma lógica. Nós vamos continuar inaugurando obra. Tudo que a oposição quer é mostrar na TV tudo o que eu não fizer. O que eu fizer eu tenho obrigação de inaugurar, porque sei qual foi o sacrifício para chegar aonde chegamos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. teme uma chapa Serra-Aécio?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não [com voz firme].</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. pediu a Aécio para não ser vice de Serra?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Riso] Não, não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não subestimou Marina, que deixou o PT para, segundo ela, construir uma nova utopia no PV?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se ela acredita nisso, não sou que vou desmentir. Nunca subestimei a Marina, porque a adoro como pessoa humana. Tenho carinho por ela. Fomos militantes juntos por 30 anos. Ela me pediu demissão em janeiro do ano passado, eu não dei. Na medida em que quis sair do governo e do partido, é um direito dela. Só tenho que desejar sorte, que Deus ajude. É uma pessoa boa.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Por que o sr. não abandonou Sarney na crise do Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Por uma razão muito simples. O PT teve candidato a presidente do Senado, derrotado [Tião Viana, do Acre]. Não entendi porque os mesmos que elegeram Sarney, um mês depois, queriam derrubá-lo. Coincidentemente, o vice não era uma pessoa [Marconi Perillo, do PSDB de Goiás] que a gente possa dizer que dá mais garantia ao Estado brasileiro do que o Sarney. A manutenção do Sarney era questão de segurança institucional. O Senado está calmo. Está funcionando. Qualquer cidadão pode perder a cabeça, um presidente da República não pode perder a cabeça.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Se Sarney caísse, acabaria sua sustentação política no Senado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A queda do Sarney era o único espaço de poder que a oposição tinha. Aí, ao invés de governabilidade, iam querer fazer um inferno neste país. Foi correta a decisão de manter o Sarney no Senado.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Falando do seu papel como presidente da República, o sr. chegou a dizer que Sarney não poderia ser tratado como um cidadão comum. Não é incorreto numa democracia, onde ninguém está acima da lei? Um presidente falar isso não transmite mensagem ruim?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É verdade que ninguém está acima da lei, mas é importante que a gente não permita a execração das pessoas por conveniências eminentemente políticas. Sarney foi presidente. Os ex-presidentes precisam ser respeitados, porque foram instituições brasileiras. Não pode banalizar a figura de um ex-presidente. O que vem depois da negação da política é pior do que a gente tinha. O mundo está cheio de exemplos.</p>
<p>A negação do socialismo, feita pela Gorbatchov, deu quem? O que tomava vodca lá, o [Bóris] Iéltsin. A relação com a política tem de ser mais séria. Não adianta falar mal do Congresso Nacional, porque ele é a cara do que foi votado pelo povo. O importante é que a democracia garante que a cada 4 anos haja troca.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. apoiou Sarney, reatou relações com Collor, é amigo do Renan Calheiros, do Jader Barbalho e recebeu o Delúbio Soares recentemente na Granja do Torto. Todos eles são acusados de práticas atrasadas na política e até de corrupção. Ao se aproximar dessas figuras, o presidente não transmite ideia de tolerância com desvios éticos?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O dia que você for acusado, justa ou injustamente, enquanto não for julgado, terá de ser tratado como cidadão normal. Não tenho relações de amizade, mas relações institucionais. As pessoas ganharam eleições e exercem seus mandatos.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O cidadão que admira o Lula e o vê abraçado com essas figuras&#8230;</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O cidadão que admira o Lula tem de saber que essas pessoas foram eleitas democraticamente. E o eleitor dessas pessoas é tão bom quanto ele.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. trabalhou tanto pela reabilitação política de Palocci. O episódio do caseiro não é insuperável do ponto de vista eleitoral para um candidato majoritário?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estranho a malandragem da pergunta: &#8220;O sr. trabalhou pelo Palocci&#8221;. Deixa eu lhe falar uma coisa, desejo que todos os que foram acusados, e acho que tem muita gente acusada injustamente, que todos sejam julgados. Palocci teve um veredicto. Não tem mais nenhuma pendência com a Justiça. Portanto, o Palocci pode ser o que ele quiser ser.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E [pendência] perante o eleitorado?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Aí terá de ser construído.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ele pode ser candidato a governador de São Paulo?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Ele tem inteligência suficiente para saber se o momento é de ter uma candidatura ou não.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Qual é sua opinião?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho opinião. Se fizer a pergunta em março, terei opinião. Palocci pode reconstruir a vida dele. Durante os primeiros anos do meu governo, ele era considerado a pessoa mais respeitada no mundo empresarial, no mundo financeiro. Ele está quase perto de ser um gênio político e vai saber tomar a decisão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Seu aliado Ciro Gomes diz que há &#8220;frouxidão moral&#8221; na hegemonia da aliança PT-PMDB, da qual o sr é o principal avalista. Sobre o encontro com o PMDB, disse: &#8220;Espero que o PMDB entregue o que prometeu. E espero que os argumentos dessa aliança sejam confessáveis publicamente&#8221;. Como o sr. responde a essas críticas?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A aliança com o PMDB e os demais partidos permitiram uma governança muito tranquila. Tive a governança mais tranquila que FHC e Sarney. Se for confirmada a aliança com o PMDB, será feito um documento público explícito para saber qual são os compromissos assumidos. Pra mim, as coisas têm de ser explícitas.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; E a frouxidão moral?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É um conceito do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não quer responder.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Estou respondendo. É uma opinião do Ciro.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não o incomoda?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. O Ciro esteve no meu governo. A única que não tem aqui é frouxidão moral.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ciro disse que o sr. e FHC foram tolerantes com o patrimonialismo para fazer aliança no Congresso. Ou seja, aceitaram a prática política de usar os bens públicos como privados. &#8220;No governo Lula, vi um pouco de novo a mesma coisa&#8221;, ele disse em entrevista em fevereiro de 2008. Como responde a essa crítica?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Qualquer um que ganhar as eleições, pode ser o maior xiita deste país ou o maior direitista, ele não conseguirá montar o governo fora da realidade política. Entre o que se quer e o que se pode fazer, tem uma diferença do tamanho do oceano Atlântico. E o eleitor escolheu seus representantes. Quem ganhar a Presidência amanhã, terá de fazer quase a mesma composição, porque este é o espectro político brasileiro. Não é o espectro do Ciro, do Lula, do FHC, do Serra, da Dilma. Coloque tudo isso na frigideira e perceberá que são os ovos que a galinha botou. São com eles que terá de fazer o omelete.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Nunca se sentiu incomodado por ter feito alguma concessão?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Nunca me senti incomodado. Nunca fiz concessão política. Faço acordo. Uma forma de evitar a montagem do governo é ficar dizendo que vai encher de petista. O que a oposição quer dizer com isso. Era para deixar quem estava. O PSDB e o PFL (hoje DEM) queriam deixar nos cargos quem já estava lá. Quem vier para cá não montará governo fora da realidade política. Se Jesus Cristo viesse para cá, e Judas tivesse a votação num partido qualquer, Jesus teria de chamar Judas para fazer coalizão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; É isso que explica o sr. ter reatado com Collor, apesar do jogo baixo na campanha de 1989?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Minha relação com o Collor é a de um presidente da República com um senador de um partido que faz parte da base da base. Os senadores do PTB têm votado sistematicamente com o governo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Do ponto de vista pessoal, não o incomoda? Não lhe dá aperto no peito?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho razão para carregar mágoa ou ressentimento. Quando o cidadão tem mágoa, só ele sofre. A pessoa que é a razão de ele ter mágoa vive muito bem, e só ele sofre. Quando se chega à Presidência da República, a responsabilidade nas suas costas é de tal envergadura que você não tem o direito de ser pequeno. Tem de ter as atitudes de chefe de Estado. Fico sempre olhando quando a Alemanha e a França resolveram criar a União Européia. A grandeza daqueles dirigentes políticos, ainda com o gosto de sangue da Segunda Guerra Mundial.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. cobrou um esclarecimento da ex-secretária da Receita, Lina Vieira. Ela achou a agenda e a data, 9 de outubro, em que teria se encontrado com Dilma e ouvido o pedido para acelerar as investigações da Receita sobre Sarney. A ministra e o governo não devem esclarecimentos que o sr. mesmo cobrou?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É fantástico. O engraçado é que quando se levanta uma tese, essa tese fica sendo martelada todo santo dia para ver se ela vinga. Ora, o governo mesmo disse que a Lina tinha vindo aqui em outubro. Isso foi nós que dissemos. Acho estranho tirar tantos dias de férias para depois encontrar sua agenda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Não é preciso mais explicações da Dilma?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não tenho dúvida nenhuma. Também não tenho dúvida de que a Lina também deve ser uma grande funcionária pública. Muitas vezes as pessoas são vítimas de uma palavra a mais ou a menos. Quando as pessoas viram vítimas de utilização política, quando fulano procura alguém, e ninguém fala diretamente, sempre alguém fala por eles, aprendi a não levar muito a sério.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha que Lina está sendo usada?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A dona Lina é dona da sua consciência. A dona Dilma é dona da sua consciência.<br />
p(star). *</p>
<p><strong>&#8220;Papel da imprensa não é fiscalizar, é informar&#8221;</strong></p>
<p><strong>LULA</strong> &#8211; Não faz mal porque aprendi, ao longo da minha vida, cair e levantar, cair e levantar. A pesquisa de opinião pública é como medir a pressão.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Quando o Rio foi escolhido para sediar as Olimpíadas de 2016, o sr. disse que simbolizava a entrada do Brasil no primeiro mundo político e econômico. O episódio de derruba de um helicóptero no último sábado não mostra que aquele Rio vendido lá é fantasia e que seu discurso é irrealista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Pelo contrário. Disse que o Brasil tinha conquistado sua cidadania internacional. E reafirmo. Foi um momento glorioso ter a maior votação que um país já teve na história das Olimpíadas. Não foram escondidos os problemas sociais do Rio.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O secretário da Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame, diz que &#8220;o Rio precisa que o governo federal assuma a responsabilidade legal pelo combate à droga&#8221;. Empurrou a responsabilidade para o governo federal.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; O governador [Sérgio Cabral] contraditou o secretário. O secretário é uma figura da Polícia Federal muito respeitada, muito amigo do diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa. Em momentos de medo, de insegurança, as pessoas falam qualquer coisa. Converse com o governador para ver a parceria na área de segurança que estamos construindo.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. assistiu ao filme &#8220;Lula, o filho do Brasil&#8221;?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não. Estou sendo convidado. Quinhentas ofertas. Quero sentar com a minha família e ver o filme.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Com financiamento de grandes empresários e ajuda das centrais sindicais na distribuição, não é um instrumento de propaganda personalista?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Se isso prevalecer, não sei o que fazer. Vou entrar numa redoma de vidro, mandar cobrir e não apareço mais em lugar nenhum. Tem um livro sobre a minha vida que é pública. O cidadão resolve fazer um filme. A única condição que impus foi não ter dinheiro público, e eu não quero que fale do governo. Do governo, só quando acabar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. não teme a repercussão negativa entre os judeus do encontro com o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Muito pelo contrário. Não estou preocupado com judeus nem com árabes. Estou preocupado com a relação do estado brasileiro com o estado iraniano. Temos uma relação comercial, queremos ter uma relação política, e eu disse ao presidente Barack Obama (EUA), ao presidente Nicolas Sarkozy (França) e à primeira-ministra Angela Merkel (Alemanha) que a gente a não vai trazer o Irã para boas causas se a gente ficar encurralando ele na parede. É preciso criar espaços para conversar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Ações recentes da política externa na América Latina foram de contraponto a Washington. O Brasil tem de ser um contrapeso à força dos EUA na região?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não quero ser um contraponto a Washington. Quando propus a criação do Conselho de Defesa e de combate ao narcotráfico, tinha duas coisas na cabeça. Nós precisamos nos transformar numa zona de paz. E, enquanto América do Sul, a gente assuma a responsabilidade de combater o narcotráfico. Porque aí vai permitir que os países consumidores cuidem dos seus consumidores.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Zelaya completou completou um mês na embaixada brasileira fazendo política interna. Não foi longe demais?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Só tem um exagero em Honduras. É o golpista.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. diz que a imprensa internacional elogia o Brasil e a nacional puxa o Brasil para baixo. Nos EUA, o Obama apanha da imprensa, e é elogiado na imprensa internacional. Isso não acontece porque a imprensa nacional conhece o país melhor?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; [Risos] Quisera Deus que fosse verdade. Estou convencido de que a imprensa nacional conhece melhor o país, até porque tem obrigação de conhecer. Mas, às vezes, vejo um comportamento de um setor da imprensa muito ideologizado. Sou amante da democracia e da liberdade de imprensa. A maior alegria que tenho é que os leitores, ouvintes e telespectadores são os únicos censuradores que admito nos meios de comunicação. Portanto, cada um paga pelo que faz.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Um dos papéis da imprensa é fiscalizar o poder. O sr. não está incomodado com a imprensa cumprindo o seu papel?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não incomoda.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. disse que tem azia quando lê jornais.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Como presidente, nunca fico incomodado. Não acho que o papel da imprensa é fiscalizar. O papel é informar.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; A imprensa não tem de ser fiscal do poder?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Para ser fiscal, tem o Tribunal de Contas da União, a Corregedoria-Geral da República, tem um monte de coisas. A imprensa tem de ser o grande órgão informador da opinião pública. Essa informação pode ser de elogios ao governo, de denúncias sobre o governo, de outros assuntos. A única que peço a Deus é que a imprensa informe da maneira mais isenta possível, e as posições políticas sejam colocadas nos editoriais.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; O sr. acha legítimo o governo interferir na gestão de uma empresa privada como o sr. faz em relação à Vale?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Não interferi na Vale.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Houve interferência pública.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; É preciso parar com essa mania de entender que só o presidente da República tem responsabilidade com o Brasil. Os 190 milhões têm. E, mais ainda, os empresários têm. E aqueles que receberam benefício do governo têm mais ainda. O que eu disse ao companheiro Roger foi pedir para a Vale colocar todo o seu poder de investimento em investimentos internos. Não apenas na exploração de minério, mas também na transformação desses minérios em aço.</p>
<p>Os trabalhadores da Vale sabem do carinho que tenho por ela. Tenho feito esforço em vários países do mundo, ajudando a cavar espaço para que a Vale seja empresa multinacional. Agora, não pode acontecer, quando deu um sinal de crise, mandar tanta gente embora como mandou. O Roger já sabe que houve equívoco nisso.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Na fusão da Oi com a Brasil Telecom, o sr. mudou a regra para favorecer um negócio em andamento de um empresário que é seu amigo e contribui para suas campanhas, Sérgio Andrade. Foi um benefício do Estado a um grupo privado. Isso não ultrapassa o limite ético?</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; Vocês são engraçadíssimos. Temos uma agência reguladora.</p>
<p><strong>FOLHA &#8211; Mas o sr. assinou um decreto mudando a regra.</strong><br />
<strong>LULA</strong> &#8211; A legislação brasileira permite que a agência faça a regulação que melhor atenda ao mercado brasileiro. Estou convencido de que foi correta a decisão do governo.</p>
<p>*</p>
<p><strong>Lula elogia Dunga e diz quem tem vaga garantida na seleção</strong></p>
<p>O presidente Lula diz ser &#8220;excepcional&#8221; o saldo de Dunga na seleção brasileira. Acha que o Corinthians não tem mais chance de ganhar o Campeonato Brasileiro. O título, crê, está em disputa entre Palmeiras, São Paulo, Atlético Mineiro e Flamengo, que vem &#8220;despontando&#8221;.</p>
<p>Fala que Robinho &#8220;faz motocicleta&#8221; em campo. &#8220;Nem bicicleta é.&#8221; Conta que aconselhou Ronaldo a se preparar para ser convocado. Recusou-se a escalar seus onze titulares, mas opinou sobre quem teria vaga garantida para a Copa de 2010 na África do Sul.</p>
<p>&#8220;Dunga ganhou o que a gente não imaginava que ele ia ganhar&#8221;. Diz que o técnico foi &#8220;demonizado&#8221; como jogador em 1990, com &#8220;o fracasso da seleção&#8221; na Alemanha. Mas saiu como &#8220;herói&#8221; na Copa de 1994, nos Estados Unidos. &#8220;É casca de ferida.&#8221;</p>
<p>Falou que, se a seleção jogar a Copa de 2010 com &#8220;o espírito&#8221; da Copa das Confederações, &#8220;já está bom&#8221;. &#8220;Ganhar a Copa ou não, é consequência. Para o torcedor, o que é a gente quer, além de ganhar, é muita raça&#8221;, disse.</p>
<p>Para ele, Luís Fabiano &#8220;está excepcional&#8221; e será titular. Os outros titulares seriam Júlio Cesar, Maicon, Lúcio, Júan, Felipe Melo, Gilberto Silva e Kaká.</p>
<p>Apesar da irregularidade, Lula levaria Robinho para a África do Sul: &#8220;Às vezes, o cara é convocado porque o técnico tem afinidade com as pessoas que cumprem as tarefas do técnico. E o Robinho é aquele moleque de explosão. Tem dia que a gente fica nervoso porque ele não faz nada. Tem dia que a gente vê ele fazer lá uma motocicleta, nem bicicleta é, e marcar um gol espetacular&#8221;.</p>
<p>O presidente colocaria no grupo André Santos, Daniel Alves e Nilmar. &#8220;Se fosse técnico, levaria o Nilmar. Tenho de convocar 22 e só vou colocar 11 em campo. O Nilmar é um moleque de uma explosão extraordinária. Muito esperto, muito ligeiro&#8221;, opina.</p>
<p>Conta que disse a Ronaldo para se preparar fisicamente para &#8220;ser convocado&#8221; e ser reserva de Luís Fabiano. &#8220;O Ronaldão é sempre o Ronaldão&#8221;. Sobre Gilberto Silva, diz; &#8220;Sinto que é uma das figuras de confiança do Dunga&#8221;.</p>
<p>*</p>
<p><strong>PINGA FOGO</strong></p>
<p><strong>Vale, a maior empresa privada do país</strong><br />
A cara do Brasil lá fora.</p>
<p><strong>Roger Agnelli, presidente da Vale</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Eike Batista, o homem mais rico do Brasil</strong><br />
Grande executivo.</p>
<p><strong>Dona Lindu, mãe</strong><br />
Junto com a Marisa são as duas melhores mulheres do mundo.</p>
<p><strong>Sr. Aristides, pai</strong><br />
Tenho boa lembrança do meu pai. Quando era pequeno, tinha muita bronca, porque ele era muito severo. Depois que fiquei politizado, tenho compreensão do motivo de meu pai ser rude.</p>
<p><strong>Frei Chico, irmão</strong><br />
Figura excepcional</p>
<p><strong>Lurdes, primeira mulher, que já morreu</strong><br />
Extraordinária</p>
<p><strong>Marisa Letícia, primeira-dama</strong><br />
Uma das responsáveis pelo que eu sou</p>
<p><strong>José Alencar, vice-presidente</strong><br />
O melhor vice do mundo</p>
<p><strong>José Sarney, presidente do Senado</strong><br />
Grande republicano</p>
<p><strong>Mahmoud Ahmadinejad, presidente do Irã</strong><br />
Não conheço bem</p>
<p><strong>Barack Obama, presidente dos EUA</strong><br />
Grande esperança. Um bem para os EUA e para o mundo</p>
<p><strong>Michele Obama, primeira-dama dos EUA</strong><br />
Muito simpática</p>
<p><strong>Nicolas Sarkozy, presidente da França</strong><br />
Surpreendentemente extraordinário.</p>
<p><strong>Carla Bruni, primeira-dama da França</strong><br />
Sei que é muito bonita</p>
<p><strong>Cristina Kirchnerr, presidente da Argentina</strong><br />
Grande presidente. Vai terminar fazendo grande governo</p>
<p><strong>Michelle Bachelet, presidente do Chile</strong><br />
Muito competente</p>
<p><strong>Angela Merkel, primeira-ministra</strong><br />
Figura séria. A Alemanha está em boas mãos</p>
<p><strong>Lula</strong><br />
Sempre procuro me comportar com a maior humildade possível. Gosto de falar com o povo. Odeio intermediário com o povo. Esse negócio de gente falar por mim, eu não gosto. Por isso, falo muito.</p>
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		<title>Preservando a memória e gerando emprego e renda</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 17:54:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<title>Crescimento do NE precisa ir além da alta do consumo</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 16:32:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Leo Pinheiro/Valor

 Jair do Amaral Filho, da Universidade Federal do Ceará: &#8220;Estamos crescendo, e isso é ótimo. Mas ninguém discute como esse crescimento está acontecendo&#8221;


João Villaverde, do Recife &#8211; VALOR
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Conjuntura: Evento do Centro Celso Furtado debate modelo para região</strong></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Leo Pinheiro/Valor<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002366/imagens/foto19bra-jasir-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> Jair do Amaral Filho, da Universidade Federal do Ceará: &#8220;Estamos crescendo, e isso é ótimo. Mas ninguém discute como esse crescimento está acontecendo&#8221;</em></span></p>
<p><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">João Villaverde, do Recife &#8211; VALOR</span></h2>
<p>A retomada do crescimento econômico brasileiro, que já aponta elevação de 5% do PIB em 2010, tem sido sustentada pelo mercado interno. Para isso, programas de transferência de renda e elevação do emprego nos segmentos ligados ao setor de serviços foram decisivos para contrabalançar a retração da indústria, que sofreu com o corte do crédito e o fechamento do mercado externo. O modelo de crescimento do Brasil pós-crise pode ser simbolizado pelo Nordeste, o maior beneficiado pelas transferências sociais de renda e o principal impulsionador do comércio varejista.</p>
<p>Nos primeiros sete meses do ano, as vendas do varejo na região aumentaram 5,6% sobre o mesmo período do ano passado, e um ponto percentual acima do crescimento verificado pelo setor no país. O setor industrial, mais concentrado na produção de alimentos e bebidas, sofreu menos no Nordeste que no resto do país. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), alimentos e bebidas representam cerca de 25% da produção industrial na região. Assim, o crescimento do consumo contribui para que a queda no setor seja menor. Dados de setembro do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho, dão conta que quase 40% dos empregos formais gerados no último mês do terceiro trimestre ocorreram no Nordeste &#8211; ao todo, 100,4 mil postos. No entanto, este modelo de crescimento não é o ideal, avaliam economistas e cientistas sociais que participaram do seminário Desenvolvimento Regional do Nordeste, realizado em Recife pelo Centro Celso Furtado, na semana passada.</p>
<p>&#8220;Estamos crescendo, e isso é ótimo. Mas ninguém discute como esse crescimento está acontecendo&#8221;, afirma Jair Amaral Filho, economista da Universidade Federal do Ceará (UFCE). Os setores que mais empregam na região, segundo Amaral, são comércio varejista e administração pública, além da indústria produtora de alimentos e bebidas. Segundo dados do Caged, metade dos postos criados no setor industrial em setembro no país atendeu o setor de produtos alimentícios e bebidas (62,7 mil), tendo os Estados nordestinos à frente.</p>
<p>Boa parte da renda que tem sustentado o crescimento constante do setor de serviços na economia é oriunda de transferências promovidas pela União. Os Estados e municípios do Nordeste receberam no ano passado quase US$ 40 bilhões por meio de transferências orçamentárias como Cide, Fundeb, Fundo de Participação dos Estados (FPE) e Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Neste ano, com a desaceleração econômica, que achatou as receitas, e políticas de isenções fiscais, como a redução do IPI para montadoras e para eletrodomésticos da linha branca, as transferências orçamentárias serão menores. Mas este efeito, dizem os analistas, será compensado pela elevação do salário mínimo &#8211; que também corrige dois terços dos benefícios previdenciários &#8211; e programas sociais como Bolsa Família e Benefício de Prestação Continuada (BCP).</p>
<p>Segundo Amaral, fatores antes criticados na região, hoje são apontados como contribuidores do crescimento mais acelerado. &#8220;O Nordeste estava se beneficiando pouco das altas nas commodities antes da crise, além da menor importância da indústria exportadora em comparação a outras regiões&#8221;, afirma. Além disso, o corte nas alíquotas do IPI beneficiou o comércio atacadista e varejista.</p>
<p>O maior receio entre os acadêmicos da região é que se consolide entre as empresas e o governo federal o modelo de crescimento atual, que vê os Estados do Sul e Sudeste com uma política de desenvolvimento industrial e o Nordeste com uma política de consumo de massas. Para Amaral, a política promovida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de fortalecer empresas nacionais por meio de empréstimos para fusões e aquisições &#8211; política de &#8220;campeãs nacionais&#8221; segundo o banco &#8211; poderia incluir empresas da região, e não apenas as sediadas em Estados do Sudeste.</p>
<p>Segundo o chefe do departamento regional do BNDES para o Nordeste, Paulo Ferraz Guimarães, não se trata de uma questão de &#8220;exclusão regional&#8221;, mas de distribuição estrutural da indústria, historicamente concentrada no Sudeste. &#8220;Estamos interessados no desenvolvimento, não há regionalização do financiamento&#8221;, afirma.</p>
<p>De janeiro a agosto deste ano, o BNDES liberou R$ 15,3 bilhões para companhias nordestinas. Segundo Guimarães, esse valor deve alcançar R$ 18 bilhões até o fim do ano. Há maior número de operações também &#8211; 20.300 mil, o equivalente a 91% mais que no mesmo período de 2008. &#8220;Talvez a participação do BNDES na região nunca tenha sido tão boa&#8221;, diz. Estaleiros portuários em Suape (PE) e Pecém (CE) e projetos federais como a rodovia Transnordestina &#8211; que deve integrar sete Estados do Nordeste &#8211; apontam a direção do que o banco pretende fazer na região.</p>
<p>&#8220;O setor de serviços, o maior empregador, é o que necessita de trabalhadores menos instruídos e o que paga os salários mais baixos&#8221;, afirma Lena Lavinas, economista da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Mesmo diante dos avanços na diminuição da pobreza e da miséria nos últimos anos, o Nordeste continua com os piores indicadores sociais. Segundo Lavinas, o Nordeste apresenta os índices mais elevados de indigentes &#8211; 16 milhões de pessoas &#8211; e de pobres que vivem apenas com renda do trabalho &#8211; 48,8%. &#8220;Não é possível sustentar uma família de quatro pessoas com um salário mínimo, por mais que ele tenha se recuperado nos últimos anos&#8221;, afirma a economista.</p>
<p>Para Lavinas, as transferências de renda devem ser ampliadas a fim de garantir eficiência total, uma vez que mesmo sendo o maior receptor dos programas sociais, 42,7% dos moradores pobres do Nordeste ainda não recebem o Bolsa Família. Segundo Tania Bacelar, economista da UFPE, mais de um terço dos que vivem em regiões rurais da região são analfabetos. &#8220;O problema é sério também nas capitais. Metade dos moradores do Recife estão vivendo em favelas&#8221;, afirma. Para a economista, após a dissipação das turbulências financeiras mundiais, a retomada econômica brasileira permite uma &#8220;rediscussão&#8221; quanto ao modelo de crescimento. &#8220;A questão a partir deste último trimestre não é mais sobre o crescimento, já recuperado, mas a maneira como ocorrerá o desenvolvimento, que deve diminuir as desigualdades regionais&#8221;.</p>
<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Efeitos do Bolsa Família dividem acadêmicos</span></strong></p>
<p>Numa região em que os níveis de mortalidade infantil ainda são os mais elevados do Brasil &#8211; 34,4% do total &#8211; e com produção industrial pouco diversificada, programas de transferência de renda como o Bolsa Família são uma forma de monetizar comunidades carentes, gerando demanda por bens de consumo. Segundo o Ministério de Desenvolvimento Social, 50,07% dos beneficiários do Bolsa Família vivem no Nordeste. &#8220;O programa é importantíssimo para garantir que um mínimo de dinheiro alcance municípios pobres do interior, onde, historicamente, a circulação de moeda é rara&#8221;, afirma Marcos Costa Lima, professor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). Para ele, o Bolsa Família é crucial para entender a melhora econômica da região, uma vez que, ao proporcionar meio de troca a comunidades carentes, promove o incremento da produção de itens básicos, como alimentos e vestuário, que sentem o fortalecimento do mercado interno na região.</p>
<p>Francisco de Oliveira, sociólogo da Universidade de São Paulo (USP), critica o modelo de desenvolvimento baseado no varejo, mas, diferentemente dos outros analistas, não acredita que programas sociais possam elevar o comércio. &#8220;O Bolsa Família aumenta a compra do quê? De arroz, feijão e farinha? Ele é importante, mas não garante comércio de massas&#8221;, avalia. Para Oliveira, o programa é importante por aliviar a miséria, mas não transcende o assistencialismo, ficando restrito à transferência de dinheiro.</p>
<p>Segundo Amélia Cohn, socióloga da USP que pertenceu à equipe do Ministério de Desenvolvimento Social no começo do Bolsa Família, é preciso avaliar o impacto do programa na renda familiar. &#8220;Em várias regiões do Nordeste o valor mensal do programa é maior do que o que uma família pobre ganha em 12 meses. Isso impulsiona o comércio na região, que estava natimorto&#8221;, diz.</p>
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		<title>Turismo: Apesar da crise, recorde de viagens no Brasil</title>
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		<pubDate>Sun, 11 Oct 2009 14:19:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[
Paraty &#8211; RJ

Guerra entre empresas aéreas leva a recorde de pessoas transportadas
Marianna Aragão &#8211; O Estado SP
Os prazos longos de financiamento e a guerra tarifária entre as companhias aéreas estão fazendo com o que o setor de turismo já comemore o ano de 2009. Mesmo com a crise e a queda do dólar, as viagens [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.ilhaverde.net/iv/paraty.jpg" alt="http://www.ilhaverde.net/iv/paraty.jpg" /><br />
<em>Paraty &#8211; RJ</em></p>
<p style="text-align: center;">
<p><strong>Guerra entre empresas aéreas leva a recorde de pessoas transportadas</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Marianna Aragão &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p><img class="alignleft" src="http://www.arcruise.com/cms/uploads/NOVOS/turismo%20MPA.jpg" alt="http://www.arcruise.com/cms/uploads/NOVOS/turismo%20MPA.jpg" width="189" height="184" />Os prazos longos de financiamento e a guerra tarifária entre as companhias aéreas estão fazendo com o que o setor de turismo já comemore o ano de 2009. Mesmo com a crise e a queda do dólar, as viagens domésticas devem crescer 10% este ano, enquanto as internacionais cairão 5%, segundo previsão da Associação Brasileira das Agências de Viagens (Abav).</p>
<p>Dados do Ministério do Turismo mostram que o número de brasileiros transportados este ano é recorde. De janeiro a agosto, foram 35 milhões de passageiros viajando dentro do País, 20% mais que o mesmo período de 2008 e o melhor resultado dos últimos 40 anos.</p>
<p>A CVC, maior operadora de viagens do Brasil, prevê alcançar a marca de 2 milhões de turistas transportados em 2009 &#8211; 300 mil a mais que no ano passado. A movimentação deve fazer a companhia ter o melhor faturamento de sua história, 16% acima do registrado em 2008.</p>
<p>Para o presidente da CVC, Valter Patriani, o segundo semestre aquecido compensou o primeiro, quando a insegurança trazida pela crise global atrapalhou o setor. &#8220;O dólar baixo barateou as viagens internacionais e atiçou o mercado doméstico. Ninguém quer perder mercado.&#8221; Ou seja, para competir com os destinos internacionais, hotéis e agências de viagens tiveram de reduzir suas tarifas.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a disputa entre as empresas aéreas esquentou, com novatas como Azul e WebJet tentando conquistar mercado. O resultado foram promoções e descontos em todas as companhias. Na Ocean Air, por exemplo, é possível comprar passagens para cidades do Nordeste e o Rio de Janeiro em 12 parcelas de R$ 5 a R$ 10. A Gol também apostou no financiamento &#8211; está oferecendo pagamento em 10 vezes, sem juros &#8211; e a Azul tem pacotes especiais, como o que permite viajar, pagando R$ 499, para o máximo de cidades possíveis no prazo de 30 dias.</p>
<p>Para o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi Júnior, a guerra das tarifas foi um dos motivos que animou os turistas a viajar pelo Brasil. Ele estima que os preços das passagens aéreas nacionais tenham caído 20% este ano, em relação a 2008.</p>
<p>Além disso, a gripe suína, que acabou desestimulando passeios para destinos populares entre brasileiros, como Argentina e Chile, e a grande quantidade de feriados no ano também ajudaram o setor. &#8220;Quando as viagens internacionais começaram a se recuperar da subida do dólar, no início do ano, veio a gripe&#8221;, explica.</p>
<p>&#8220;Foi um excelente ano para o turismo doméstico&#8221;, antecipa-se o secretário nacional de Políticas de Turismo do Ministério do Turismo, Airton Pereira. A expectativa oficial é chegar ao fim de 2009 com 52 milhões de desembarques nacionais, que superaria o recorde de 2007, de 50 milhões de passageiros.</p>
<p>Pereira acredita que a concorrência entre as companhias aéreas, que estimulou esse resultado, veio para ficar. &#8220;As perspectivas para o ano são boas, com a continuidade das promoções, os feriadões e o próprio crescimento da economia.&#8221;</p>
<p>Os cruzeiros marítimos, que caíram no gosto do brasileiro nos últimos anos, também entrou na onda das promoções. Já é possível embarcar em um minicruzeiro (de três a quatro dias) pagando 10 parcelas de R$ 35. &#8220;O turismo é um setor em que não vender é perder dinheiro. É preferível, então, receber em dez vezes do que não ter nada&#8221;, diz o diretor da Abav.</p>
<p>MAIS CEDO</p>
<p>Segundo a Associação Brasileira de Representantes de Empresas Marítimas (Abremar), o número de turistas embarcados em navios nas próximas férias será 66% maior que o do ano passado. Um dos motivos é a antecipação do período da temporada, que este ano começou em outubro. A entrada de novos competidores &#8211; como a espanhola Ibero Cruzeiros, do Grupo Costa Cruzeiros, maior do setor na Europa &#8211; também devem esquentar a competição no setor nos próximos meses.</p>
<p>&#8220;Muita gente deixou para viajar no fim do ano&#8221;, aposta o presidente da CVC. Porém, ele acredita que a festa dos preços promocionais não deve se estender até lá. &#8220;Setembro e outubro são um momento muito particular do setor, de baixa temporada. As promoções diminuem à medida que as datas de embarque no fim do ano se aproximam.&#8221; O parcelamento, porém, continua. &#8220;Para o brasileiro, é fundamental que a viagem caiba no bolso.&#8221;</p>
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		<title>Quem sabe faz a hora</title>
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		<pubDate>Thu, 08 Oct 2009 14:45:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Heloisa Magalhães &#8211; VALOR
O presidente Lula, a partir de sexta-feira passada, em Copenhague, ficou muito mais confortável com a afirmação de Barack Obama de que ele é &#8220;o cara&#8221;. Mas o grande vitorioso na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não foi ele ou o Rio de Janeiro, mas o país.
O Brasil venceu. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.pantanalnews.com.br/gerenciador/uploads/IC_37174_CONTENT_A.jpg" alt="http://www.pantanalnews.com.br/gerenciador/uploads/IC_37174_CONTENT_A.jpg" /></p>
<h2><img class="alignleft" src="http://www.valoronline.com.br/imagens/colunistas/COL-HELOISA_MAGALHAES.jpg" border="0" alt="Colunista" /><span style="background-color: #ffff99;">Heloisa Magalhães &#8211; VALOR</span></h2>
<p>O presidente Lula, a partir de sexta-feira passada, em Copenhague, ficou muito mais confortável com a afirmação de Barack Obama de que ele é &#8220;o cara&#8221;. Mas o grande vitorioso na disputa pela sede dos Jogos Olímpicos de 2016 não foi ele ou o Rio de Janeiro, mas o país.</p>
<p>O Brasil venceu. Apresentou proposta bem estruturada e convenceu ao apresentar as garantias dos investimentos necessários para realização dos jogos. E apresentou uma fotografia de uma nação confiável, com bons indicadores econômicos avançando no crescimento. Mas em meio a tantos bons propósitos o Brasil ainda está longe de saltar o fosso da desigualdade social. A pobreza urbana, aninhada nas grandes cidades, mostra um jovem, entre os de baixa renda, com pouca perspectiva de futuro e melhoria na qualidade de vida. A mobilidade social ainda é um privilégio de poucos. A maioria dos brasileiros que nasce pobre morre pobre.</p>
<p>Foi nesse calcanhar de Aquiles que o próprio presidente tocou em seu discurso na capital da Dinamarca. Certamente, a perspectiva de contribuir para mudar esse cenário pesou na decisão de trazer os jogos, pela primeira vez, para a América do Sul.</p>
<p>Lula mostrou que um evento da dimensão de uma Olimpíada, além da criação de novas oportunidades, tem todas as condições de instaurar um novo ambiente de esperança. Pode tornar-se uma das molas propulsoras para criar um movimento de formação de crianças e jovens a partir de novas oportunidades de educação, trabalho e esporte.</p>
<p>Para os cariocas, os ganhos com os investimentos com infraestrutura com viés ambiental são fundamentais. O Rio precisa despoluir a Baía da Guanabara, as lagoas, as praias, criar novo sistema de transportes. Com o esvaziamento econômico, a cidade ficou com áreas degradadas. A região portuária é um destaque. Ao recuperá-la, como propõe a prefeitura, e torná-la parte da sede do evento, crescem as perspectivas para revitalização de uma região que pode tanto voltar-se para habitação popular ou centro de negócios, turismo e lazer.</p>
<p>Para esses mesmos cariocas que convivem com o ambiente carente das favelas, com o banditismo presente no dia a dia, uma grande expectativa está sendo a da cidade beneficiar-se de forma ainda mais ampla do momento para antes e depois da Olimpíada. Além do benefício material, o intangível tem tudo para ser o maior legado dos jogos, não só no Rio como em todo Brasil, lembra Edson Menezes, ex-esportista e hoje presidente do Banco Prosper. Ele é o diretor-financeiro do comitê executivo do projeto pró-Rio 2016.</p>
<p>Anos atrás, Menezes defendia a criação de um espaço para crianças e jovens dedicarem-se ao esporte. Ajudou a montar a proposta do que é batizado de Centro Olímpico de Desenvolvimento de Talentos. Seria em Deodoro, subúrbio do Rio. Sem conseguir levantar os recursos, a área acabou abrigando o Estádio Olímpico João Havelange, popularizado como Engenhão. Construído para os Jogos Pan-americanos, em 2007, ficou sem uso. Está arrendado pelo Botafogo Futebol e Regatas.</p>
<p>Menezes diz que a ideia da proposta original agora tem tudo para ser recuperada. O Comitê Olímpico Brasileiro desenvolveu e o próprio Ministério do Esporte já aprovou projeto, que prevê investimentos de R$ 12 milhões e centro para treinar 2,5 mil crianças. A proposta é oferecer de oito a dez modalidades esportivas diferentes na área do Parque Aquático Maria Lenk, na Barra da Tijuca. Também construído para os Jogos Pan-americanos, hoje está subutilizado. Nestes dias, as piscinas, construídas há dois anos, estavam com vazamento. Agora recebem novos azulejos, pois precisam ficar prontas para uma competição.</p>
<p>Por que não replicar o modelo em áreas carentes do país? A questão é atuar para tirar proveito do momento que promete investimentos e ações, não só de governo, mas que também irão atrair a iniciativa privada. O economista Andre Urani, do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), lembra que teremos tempo para sincronizar ações das diferentes esferas de governo, do setor privado e da sociedade civil em torno de objetivos comuns.</p>
<p>&#8220;É importantíssimo aproveitar a onda positiva e ter foco, centrar no que interessa. O importante é eleger prioridades assimiladas e aceitas pela população para que sejam incorporadas por anos e anos&#8221;, diz. Estudioso da cidade, Urani há anos vem batendo na tecla que o Rio precisa buscar um processo de recuperação estruturado. &#8220;Barcelona deu um show, aprendeu a costurar ações de forma concatenada e foi capaz de repetir várias outras em diferentes momentos. A loucura de todas as grandes cidades de correr atrás da Olimpíada deve-se ao fato de poderem se expor para o mundo&#8221;, pondera.</p>
<p>Ele lembra que a maioria das grandes metrópolis, seja o Rio, seja Londres, a sede dos jogos de 2012, enfrentou esvaziamento com a descentralização industrial, o que &#8220;deixou um rastro de destruição, com desemprego e transformando os subúrbios em desertos industriais, com aparecimento da violência&#8221;, diz ele.</p>
<p>Londres está se renovando. A construção da infraestrutura da Olimpíada está sendo fundamentalmente na área degradada, no sudeste da cidade. &#8220;O que quero dizer é que os jogos são uma oportunidade de reinventar a razão de ser da cidade, revocacionar para o século 21. Precisamos analisar com cuidado as experiências que mudaram cidades como a de Barcelona, Turim e a própria Londres, onde os jogos ainda não aconteceram, mas o foco está sendo preparar para uma nova realidade&#8221;, diz.</p>
<p><strong>Heloisa Magalhães é chefe da Redação no Rio</strong></p>
<p><strong>E-mail: heloisa.magalhaes@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Setor de transportes deve receber US$ 5,5 bilhões</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 13:51:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Antonio Lacerda / EFE

 O estádio do Engenhão, no subúrbio do Rio, abrigou o Parapan-americano em 2007 e será usado na Olímpiada de 2016 &#8211; mas a malha de transportes deve ser reforçada para levar atletas e turistas até lá




Chico Santos, Francisco Góes e Ana Paula Grabois, do Rio &#8211; VALOR
Os investimentos totais previstos pela [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em>Antonio Lacerda / EFE<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002357/imagens/foto_05emp-engenhao-a18.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: xx-small;"><em> O estádio do Engenhão, no subúrbio do Rio, abrigou o Parapan-americano em 2007 e será usado na Olímpiada de 2016 &#8211; mas a malha de transportes deve ser reforçada para levar atletas e turistas até lá</em></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<p><span style="font-size: xx-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Chico Santos, Francisco Góes e Ana Paula Grabois, do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os investimentos totais previstos pela candidatura vitoriosa do Rio de Janeiro a sede dos Jogos Olímpicos de 2016 somam US$ 14,4 bilhões, dos quais US$ 11,1 bilhões serão destinados a obras de infraestrutura com recursos públicos e privados, embora haja ceticismo entre analistas quanto ao tamanho da participação privada. Um dos maiores desafios será expandir e aperfeiçoar o sistema de transporte de massa, hoje baseado no uso de ônibus. Mas, em paralelo, há grande otimismo nos setores de construção e de hotelaria com as perspectivas de negócios.</p>
<p>Só em transportes estão previstos investimentos de US$ 5,5 bilhões, incluindo ferrovias, metrô, ônibus e aeroportos. O secretário de Transportes do Estado, Julio Lopes, disse que um dos eixos da proposta do Rio é implantar faixas exclusivas de ônibus articulados. O objetivo é desenvolver duas linhas: uma da zona sul até a zona oeste e outro dali até a zona norte. Segundo Lopes, a construção da linha 4 do metrô, que ligaria bairros da zona sul (Ipanema, Leblon e Gávea) até a Barra da Tijuca, na zona oeste, não foi incluída como compromisso oficial.</p>
<p>&#8220;Se quis mostrar algo que fosse possível de entregar, o que nos permitiu ganhar credibilidade para a candidatura&#8221;, disse Lopes. &#8220;Mas na verdade vamos entregar mais do que o contratado, uma vez que há o compromisso do governo do Estado de fazer a linha 4 do metrô para a Copa de 2014&#8243;. A linha 4 vai exigir investimentos de cerca de R$ 3 bilhões. A estimativa é de que essa linha permita transportar mais 240 mil passageiros por dia.</p>
<p>Joubert Flores, diretor de relações institucionais do Metrô Rio, concessionária do sistema metroviário carioca, defendeu o projeto da linha 4 do metrô, cujo modelo de construção e operação, em estudo pelo governo do Estado, ainda não está fechado. Ele disse que a implantação de duas linhas de ônibus com faixas exclusivas só se justifica se não houver capacidade de criar a nova linha do metrô. A ideia de levar o metrô da zona sul do Rio até a Barra da Tijuca existe há mais dez anos. Agora a ideia seria mudar o traçado da linha 4, ligando-a à estação do metrô em Ipanema, a ser inaugurada em dezembro, o que garantiria quase o dobro de passageiros.</p>
<p>Amin Murad, presidente da Supervia, a concessionária de trens metropolitanos do Rio, disse que na proposta do Rio para os jogos estão previstos, até 2015, a compra de 120 novos trens, a reforma de outras 94 unidades e a remodelação de 89 estações. Esses investimentos vão permitir atender 1,5 milhão de passageiros por dia. Hoje o sistema de trens urbanos do Rio transporta 500 mil passageiros por dia útil.</p>
<p>O presidente do Sindicato da Indústria da Construção do Rio de Janeiro (Sinduscon-RJ), Roberto Kauffmann, disse que os Jogos Olímpicos deverão gerar para o setor investimentos adicionais de R$ 2 bilhões por ano até a realização do evento. Segundo cálculos da entidade que Kauffmann preside, para cada R$ 2 bilhões, 84 mil novos empregos no setor serão gerados, mas eles não serão necessariamente cumulativos, dependendo do tempo de execução de cada projeto. Kauffmann disse que R$ 2 bilhões por ano representarão aproximadamente de 25% a 30% do que o Estado do Rio de Janeiro receberá este ano em investimentos na construção com recursos da caderneta de poupança e do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), calculados em cerca de R$ 7,5 bilhões (cerca de 15% dos R$ 50 bilhões que serão investidos, segundo ele, em todo o Brasil).</p>
<p>Para o presidente do Sindicato Nacional da Construção Pesada (Sinicon), Luiz Fernando Reis, a herança do Pan-Americano de 2007 em termos de equipamentos esportivos, somada ao que será feito para a Copa do Mundo de 2014 vai fazer com que a maior parte dos investimentos em construção para 2016 seja em obras de infraestrutura. &#8220;Será a última oportunidade de se fazer uma grande reforma urbana no Rio de janeiro&#8221;, disse. Para ele, obras como uma linha do Metrô da zona sul à Barra da Tijuca (zona oeste), a despoluição da Baía de Guanabara e a revitalização do porto tornam-se &#8220;obrigatórias&#8221;.</p>
<p>A Olimpíada de 2016 no Rio vai fomentar investimentos da ordem de R$ 3 bilhões somente na criação de novas unidades hoteleiras, segundo o diretor da Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (Abih), Alexandre Sampaio.</p>
<p>Segundo estimativa da organização da Olímpiada, há a necessidade de 12 mil novos hoteis para suprir a demanda de turistas na cidade durante os jogos. Atualmente, a cidade do Rio de janeiro possui 32 mil.</p>
<p>Até 2016, o setor pretende ofertar entre 8 mil e 10 mil novas unidades em hotéis e entre 3 mil e 5 mil quartos em navios de luxo. Sampaio cita que 11 empreendimentos parados atualmente por problemas de contrato, de crédito ou judiciais, poderiam ajudar a criar nova oferta. É o caso do Hotel Nacional, fechado desde os anos 1990 e cujo leilão deve ocorrer novamente em novembro.</p>
<p>&#8220;A prefeitura, que havia obstruído o leilão anterior, vai abrir mão do IPTU atrasado&#8221;, disse o diretor da Abih. Ele avalia que o planejamento da expansão hoteleira deve ser coordenada com a atração de grandes eventos culturais ou esportivos para que os hotéis não fiquem vazios após a realização dos jogos. &#8220;A hotelaria está preocupada em não haver demanda para depois. Precisamos de um calendário de eventos mensais&#8221;, disse Sampaio.</p>
<p>O setor já conversa com o BNDES para modificar algumas regras de financiamento, como o alongamento do prazo de financiamento e o pagamento do crédito de acordo com a sazonalidade da ocupação. O setor negocia com o banco um crédito de R$ 5 bilhões para a construção de hotéis em todo o país. O valor equivale a 80% do investimento previsto em termos nacionais, mas Sampaio projeta que 50% do crédito será usado em empreendimentos cariocas. A rede Windsor, com nove hoteis na cidade, planeja mais cinco.</p>
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		<title>The Observer: Com Rio 2016, país do futuro vive o presente</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Oct 2009 14:21:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[&#8220;O renascimento incipiente do Rio espelha o boom nacional que, nas expectativas do governo brasileiro, deve transformar o país em uma das potências políticas, econômicas e petrolíferas mundiais&#8221;, diz o Observer

Portal O Globo &#8211; BBC

A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é &#8220;a última prova de que para o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;O renascimento incipiente do Rio espelha o boom nacional que, nas expectativas do governo brasileiro, deve transformar o país em uma das potências políticas, econômicas e petrolíferas mundiais&#8221;, diz o Observer</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://www.maisacao.net/blog/wp-content/uploads/2007/07/rio-2016.jpg" alt="http://www.maisacao.net/blog/wp-content/uploads/2007/07/rio-2016.jpg" /></p>
<p><span style="background-color: #ffff99;">Portal O Globo &#8211; BBC<br />
</span></p>
<p>A escolha do Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016 é &#8220;a última prova de que para o Brasil, um dos países mais glamurosos e carismáticos do mundo, os bons tempos estão começando&#8221;, de acordo com uma elogiosa reportagem publicada neste domingo pelo semanário britânico The Observer.</p>
<p>&#8220;Tão frequentemente descritos como pertencentes a um &#8216;país do futuro&#8217;, os brasileiros viram-se vivendo o presente neste fim de semana&#8221;, escreveu o correspondente Tom Phillips, do Rio de Janeiro.</p>
<p>A reportagem do Observer destaca a importância da escolha do Rio para todo o Brasil, mas principalmente para a própria Cidade Maravilhosa, &#8220;após anos de abandono e violência urbana&#8221;.</p>
<p>O jornal afirma que os investimentos estão voltando ao Rio, que estaria vivendo um &#8220;boom econômico e cultural que já levou à recuperação de áreas dilapidadas do centro da cidade&#8221;.</p>
<p>A reportagem também destaca a importância dos Jogos Olímpicos do Rio para a auto-estima dos brasileiros, citando palavras do presidente Luiz Inácio Lula da Silva:</p>
<p>&#8220;O Brasil saiu do patamar de país de segunda classe e entrou no patamar de país de primeira classe.&#8221;</p>
<p>Governo Lula</p>
<p>O jornal elogia ainda a situação privilegiada do Brasil, após meses de crise econômica mundial, destacando o crescimento nas exportações do país, o aumento no preço de commodities e as políticas sociais do governo Lula, &#8220;que ajudaram milhões de brasileiros pobres a deixar a pobreza desde que o líder de esquerda assumiu o poder&#8221;.</p>
<p>&#8220;O renascimento incipiente do Rio espelha o boom nacional que, nas expectativas do governo brasileiro, deve transformar o país em uma das potências políticas, econômicas e petrolíferas mundiais&#8221;, diz o Observer.</p>
<p>&#8220;Em 2007, a sua fortuna recebeu um potencial forte empurrão com o descobrimento de enormes reservas de petróleo na costa, que podem ajudar a tornar o país um peso ainda mais pesado no cenário internacional.&#8221;</p>
<p>O jornal britânico vai mais longe ao ressaltar a crescente força da diplomacia brasileira, afirmando que como integrante do G20, &#8220;que ofuscou o G8&#8243;, o Brasil &#8220;está começando a mostrar os seus músculos&#8221;.</p>
<p>O semanário também credita a virada na política diplomática brasileira ao governo Lula, &#8220;que abriu o caminho para vários presidentes sul-americanos cada vez mais influentes, que estão ajudando a pôr o chamado &#8216;continente esquecido&#8217; no mapa&#8221;.</p>
<p>No entanto, a reportagem lembra que em meio à crescente importância econômica, política e ambiental, &#8220;o Brasil ainda tem vastos exércitos de pobres.&#8221;</p>
<p>&#8220;O país ainda tem um dos níveis de desigualdade mais altos do planeta, com os 10% mais ricos em posse de metade da renda do país, enquanto menos de 1% dela pinga para os 10% mais pobres&#8221;, afirma o Observer.</p>
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		<title>Um projeto a altura do desafio</title>
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		<pubDate>Sat, 03 Oct 2009 14:12:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
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		<category><![CDATA[Rio 2016]]></category>

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		<description><![CDATA[

Projeto ambicioso e caro para celebrar o momento histórico
Serão 33 instalações para as disputas (10 já estão prontas e 8 vão passar por reformas ) US$ 508 milhões serão destinados para equipamentos esportivos.  O custo total deve ficar em torno de R$ 30 bilhões

Bruno Lousada &#8211; O Estado SP


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O projeto do Rio para os [...]]]></description>
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<h3 style="text-align: center;"><img src="http://2.bp.blogspot.com/_nccM5oA5gYI/SFrQGEsZzaI/AAAAAAAAAC8/STzrQ6-Q6qU/S1600-R/headernovo-rio2016.jpg" alt="http://2.bp.blogspot.com/_nccM5oA5gYI/SFrQGEsZzaI/AAAAAAAAAC8/STzrQ6-Q6qU/S1600-R/headernovo-rio2016.jpg" width="555" height="190" /></h3>
<h3>Projeto ambicioso e caro para celebrar o momento histórico</h3>
<p>Serão 33 instalações para as disputas (10 já estão prontas e 8 vão passar por reformas ) US$ 508 milhões serão destinados para equipamentos esportivos.  O custo total deve ficar em torno de R$ 30 bilhões</p></div>
<div>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Bruno Lousada &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p id="ctrl_texto"><span id="tm04" style="color: #155e91;" onclick="sizeFonts(14),selectedFonts('tm04'); return false"><br />
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<p><script type="text/javascript">// <![CDATA[
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<div id="corpoNoticia">O projeto do Rio para os Jogos de 2016 é ambicioso e caro. A Olimpíada contará com 33 instalações, dez já prontas. Oito vão passar por reformas, 11 serão construídas e quatro estruturas serão temporárias. O comitê Rio-2016 estima gastar com equipamentos cerca de US$ 508 milhões (em torno de R$ 900 milhões). O custo total deve superar R$ 30 bilhões.</p>
<p>A exemplo do Pan-Americano de 2007, a Barra da Tijuca, na zona oeste, será o &#8220;coração&#8221; dos Jogos Olímpicos. O bairro vai concentrar 56% das instalações e abrigará 20 modalidades. Vão ficar lá o Parque Olímpico, a Vila Olímpica, as duas Vilas de Mídia, o Centro Principal de Imprensa (MPC), o Centro Internacional de Rádio e Televisão e o hotel oficial do Comitê Olímpico Internacional.</p>
<p>Segundo o Comitê, todas as competições serão realizadas dentro dos limites urbanos da cidade. Assim, o tempo de deslocamento da Vila Olímpica para os locais de disputa deve levar de 5 a 10 minutos para 50% das instalações e de no máximo 30 minutos para 80% dos equipamentos.</p>
<p>&#8220;O projeto Rio-2016 está sendo lançado com mais da metade das instalações esportivas testadas e utilizadas nos Jogos Pan-Americanos Rio 2007&#8243;, disse o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman. Depois do Pan, alguns equipamentos ficaram às moscas.</p>
<p><strong>Esportes aquáticos</strong></p>
<p>O estádio vai abrigar competições de natação e nado sincronizado. A instalação será construída no Núcleo do Parque Olímpico do Rio, com 18 mil assentos temporários em uma estrutura permanente</p>
<p><strong>Vila Olímpica</strong></p>
<p>A Vila Olímpica contará com 32 prédios de 12 andares e capacidade para 17.700 leitos. Metade dos atletas alojados no local estarão a menos de 10 minutos, a pé, de seus centros de competição</p>
<p><strong>Parque Olímpico do Rio</strong></p>
<p>O Parque Olímpico vai abrigar competições de ginástica, ciclismo, desportos aquáticos, basquete, judô, taekwondo, lutas, handebol, hóquei e tênis. Vai ser erguido no Autódromo de Jacarepaguá</p>
<p><strong>Estádio do Maracanã</strong></p>
<p>Inaugurado em 1950, o Maracanã vai receber partidas de futebol e a cerimônia de abertura e de encerramento da Olimpíada. O estádio vai passar por reforma para a Copa de 2014</p>
<p><strong>Arena de Copacabana</strong></p>
<p>Erguida na areia da Praia de Copacabana, a Arena vai receber jogos de vôlei de praia masculino e feminino na Olimpíada de 2016. A instalação temporária ficará próxima ao Hotel Copacabana Palace</p>
<p><strong>Estádio de Remo</strong></p>
<p>O Estádio de Remo, na Lagoa Rodrigo de Freitas, vai receber 26 modalidades de remo e canoagem. Contará com deque de madeira e arquibancada móvel para aumentar a capacidade de público</p>
<p><strong>Centro Olímpico de Tênis</strong></p>
<p>O equipamento vai ser erguido para receber competições de tênis nos Jogos de 2016. Dezesseis quadras serão construídas numa área de 10 hectares. Arquibancadas temporárias vão ser utilizadas</p></div>
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