20/07/2012 - 19:01h La Bayadère


La Bayadère – Minkus

18/06/2012 - 07:41h Hollande faz maioria e enfrenta ajuste fiscal

VALOR

O presidente François Hollande e seu Partido Socialista conseguiram obter a maioria absoluta no segundo turno das eleições legislativas na França, reforçando sua posição também na Europa por políticas de crescimento.

O PS e seus aliados ganharam 348 das 577 cadeiras da Assembleia Nacional, segundo estimativas. Os socialistas controlarão o Executivo, o Senado e a Assembleia Nacional pelos próximos cinco anos, na maior vitória da esquerda francesa desde 1981.

François Hollande está em posição de força para abordar soluções para a crise do euro, priorizando medidas para reforçar o crescimento e pacote de estabilidade financeira. Paris propõe um pacote de medidas de € 120 bilhoes para investimentos no continente, a ser discutido na cúpula europeia do dia 28. Parte desse dinheiro viria de melhor uso de fundos estruturais e de uma taxação sobre transações financeiras.

Mas o principal parceiro europeu, a Alemanha, governada pela conservadora Angela Merkel, está em outra direção. Merkel pela primeira vez criticou publicamente a França por estar perdendo competitividade, sugerindo assim que o país é mais uma dificuldade do que uma ajuda para resolver os problemas da zona do euro.

Hollande sabe que, para manter a credibilidade na Europa e enfrentar Merkel, precisará tomar medidas duras. A questão agora é qual plano de rigor a esquerda prepara na França. O governo insiste que o ajuste das finanças públicas se fará com “justiça” e não com “austeridade”, mas precisa de € 10 bilhões para fechar as contas. A desaceleração da economia diminui a receita fiscal e eleva o numero de desempregados. Mesmo com a coleta de alguns bilhões de euros com o imposto de solidariedade sobre fortunas, o governo socialista francês terá de apertas despesas.

O Front Nacional, de extrema-direita, conseguiu entrar no Parlamento com pelo menos dois deputados. Um deles é a neta do fundador do Partido, Marion Le Pen, de 22 anos de idade.

A derrota mais comentada na França foi a da ex-candidata presidencial e ex-companheira de Hollande, Ségolène Royal, que tinha pretensão de ser presidente da Assembleia Nacional.

18/05/2012 - 08:35h A última chance de resgate do euro

Philip Stephens – Financial Times – VALOR

Os líderes da Europa deveriam parar de brincar no parque infantil. O debate do euro tornou-se uma algazarra infantil a respeito de uma série de escolhas ilusórias: austeridade fiscal versus crescimento; os cortes de gastos “contra” a criação de empregos; reformas de mercado ou inclusão social. Isso beira a insanidade e a certeza de desintegração da moeda única.

O relógio agora mostra um minuto para a meia-noite. A Grécia provavelmente está além da salvação. Os primeiros sinais de corrida aos bancos na Espanha e em outras economias periféricas indicam que o vírus do contágio consolida-se mesmo antes de Atenas decidir-se sobre a realização de uma segunda eleição geral. As autoridades políticas têm menos tempo do que imaginavam há apenas alguns dias.

A eleição de François Hollande na França vem sendo vista amplamente como uma ameaça à coerência da região do euro. Em vez disso, o reequilíbrio da relação entre Berlim e Paris deveria ser visto como a última chance para uma conversa adulta. Com ou sem a Grécia, a região do euro precisa de uma nova estratégia – uma grande negociação, se você preferir. Os ingredientes vitais necessários são clareza e credibilidade.

A redução de déficits depende do crescimento, mas o crescimento é sustentável apenas no contexto de uma disciplina fiscal pré-programada. Pensar em escolhas binárias é autodestrutivo: quando a discussão se torna Keynes versus Hayek, o jogo está perdido.

Em busca da clareza, os governos deveriam começar concordando publicamente sobre o que de fato podem concordar. Todos, supostamente, podem aceitar a ideia de que déficits e dívidas devem ser reduzidos a níveis sustentáveis. Todos deveriam poder admitir que restaurar a competitividade das economias periféricas exigirá violentas reformas estruturais. Também é autoevidente que, sem crescimento econômico, as dívidas e déficits vão continuar altas e que o consenso político vai se evaporar. Não é preciso ser keynesiano para reconhecer as armadilhas do endividamento. Por fim, uma melhora no comércio exterior das economias mais fracas da região do euro exige superávits menores nas economias mais fortes.

Angela Merkel, da Alemanha, está certa ao dizer que os países da Europa não podem sair dos problemas por meio da captação de mais empréstimos. Não se pode contradizer Hollande quando ele diz que o crescimento é essencial para recuperar a sustentabilidade fiscal. Mario Monti, o outro membro central da troica de líderes europeus, está no caminho certo quando diz que deve haver uma dimensão pan-europeia tanto para os investimentos em estímulos ao crescimento quanto para as reformas estruturais com base nos mercados. A Alemanha poderia dar a partida, abrindo seu setor de serviços para a concorrência do resto do continente.

Os políticos precisam enfrentar outra simples verdade. Nos últimos séculos, a Europa determinou os termos de seu engajamento com a maior parte do resto do mundo. Suas estruturas sociais e econômicas foram ajustadas de acordo com isso. A ascensão do resto virou essa suposição de cabeça para baixo. Isso não significa que se deve jogar fora o modelo social europeu. Isso exige, no entanto, uma remodelação radical.

O ponto central – gritantemente óbvio, mas que se perdeu em meio à cacofonia – é que o importante é a combinação e o ordenamento das políticas escolhidas. A redução de déficits depende do crescimento, mas o crescimento é sustentável apenas no contexto de uma disciplina fiscal pré-programada. Pensar em termos de escolhas binárias é autodestrutivo: quando a discussão se torna Keynes versus Hayek, o jogo está perdido.

Como, então, conseguir a combinação correta de políticas? É aqui que entra a credibilidade. O começo da sabedoria está em reconhecer aqui que a credibilidade é um alvo móvel. Há um ou dois anos, tudo parecia fácil e natural: a crise financeira deixou como legado gigantescos déficits e dívidas governamentais e criou uma realimentação letal entre a solvência dos bancos e a capacidade creditícia dos captadores soberanos. A única forma de restaurar a confiança era via queda nos gastos públicos, elevação nos impostos e redução de déficits.

Era o que parecia. Vale dizer que isso não se trata de alguma trama da Alemanha para tomar o controle da região do euro. Por estar fora da união monetária, o Reino Unido não precisa aceitar sermões de Berlim. A primeira decisão tomada pela coalizão de David Cameron, no entanto, foi acelerar os planos para acabar com o déficit estrutural britânico. Sem esse compromisso, declarou, a credibilidade iria se evaporar e as taxas de juros, decolar. Pelo que me lembro, a estratégia foi aplaudida pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) e Fundo Monetário Internacional (FMI).

Esta semana viu a confirmação de que grande parte da região do euro está atolada em um recessão. O Reino Unido está no mesmo barco. Os cortes de gastos e aumentos de impostos não trouxeram os declínios esperados nos déficits. Como resultado, os mercados vêm reconsiderando qual seria a estratégia mais confiável. Por sinal, é o que também vêm fazendo especialistas do FMI e OCDE. Até em Berlim, vem ocorrendo uma sutil mudança de tom. Inexplicavelmente, apenas Cameron parece determinado a pregar-se, seja como for, na cruz da austeridade.

A implosão dos principais partidos na Grécia adicionou o risco político à equação da confiança. O fortalecimento fiscal só pode ser confiável se tiver consentimento do eleitorado. Na ausência de crescimento econômico, por quanto tempo os eleitores espanhóis, portugueses, irlandeses e italianos vão tolerar as aflições de um aperto fiscal? As políticas de austeridade arquitetadas para sustentar a credibilidade agora começam a ter precisamente o efeito contrário.

Não será nada fácil encontrar uma combinação que recupere a confiança dos investidores. Os líderes europeus tornariam a tarefa menos complicada se oferecessem concessões políticas contrárias às que costumam defender. Hollande poderia dizer que os esforços para sustentar a economia europeia vão ser acompanhados na França por sérias reformas estruturais. Merkel poderia prometer que os compromissos blindados de disciplina fiscal vão ser acompanhados por uma Alemanha liderando os esforços de promoção do crescimento.

Isso ainda deixaria argumentos de sobra por discutir: o tamanho e alcance dos “muros de proteção financeira”, a ampliação do papel do Banco Central Europeu (BCE), a mutualização das dívidas, o formato da união fiscal e todo o resto. O que se precisa primeiramente, no entanto, é uma clareza que traga credibilidade. Sem esses ingredientes, todo o resto pertence à esfera acadêmica. (Tradução de Sabino Ahumada)

Philip Stephens é editor e comentarista político do FT.

09/03/2012 - 22:00h Boa noite


Cinema Paradiso – Yo Yo Ma e Chris Botti

21/01/2012 - 22:00h Boa noite


George Roberts – Bass Trombone (Medley)

30/12/2011 - 17:45h Amores perros

Por: Mirko Lauer – La República

Con el fin del año ha llegado a Lima una extraordinaria novela. El hombre que amaba a los perros, del cubano Leonardo Padura (Tusquets, Buenos Aires, 2011) le da un giro contemporáneo a la conocidísima historia del asesinato de León Trotsky en México a manos de un agente infiltrado en su círculo íntimo por José Stalin, 1940.

Parte del giro está en que el narrador es un cubano que vive en La Habana, presenta al lado del relato histórico su propia vida diaria en la dictadura burocrática contemporánea de los hermanos Castro, y expresa una suerte de simpatía objetiva hacia el lado humano de Trotsky, la víctima de esta historia.

El otro giro es que se trata de una obra de tema político deliberadamente escrita en la forma de una novela de serie negra policial. Padura no omite los contenidos de la enemistad Stalin-Trotsky, pero el tema central es la cacería misma, evocada desde los años 80 como un secreto peligroso, acaso por estar el narrador en Cuba.

El último cubano célebre que narró el asesinato de Trotsky fue Guillermo Cabrera Infante. Su novela Tres tristes tigres (1964) presenta una parodia de cómo tratarían el tema diversos escritores cubanos. Entonces evocar los crímenes de Stalin era una provocación en la isla, aun si el XX Congreso desestalinizador del PCUS había sido ocho años antes.

Hoy las cosas son diferentes. El autoritarismo del régimen cubano nunca ha podido, y en verdad tampoco querido, ni remotamente competir con la vesania del alcohólico Stalin y sus ejecutores. Padura se las ingenia para reconocer esto y a la vez para tender un largo arco de relación entre el horror soviético y las playas tropicales.

Es inevitable que el lector llegue a la conclusión de que todo sistema staliniano, radical o moderado, necesita uno o varios Trotskys para mantener las cosas en su sitio. Los hermanos Castro se libraron de sus críticos y detractores muy temprano, con eficacia y sin la truculencia del colega georgiano. Pero la comparación llegará tarde o temprano.

El libro tiene el ritmo y la estructura de las policiales modernas, y esok inevitablemente influye en nuestra percepción del célebre asesinato. Lo que suele ser presentado como una pugna ideológica aquí aparece sobre todo como la conspiración de un asesino compulsivo, que empieza devorando fichas y termina comiéndose el tablero mismo.

Por eso si bien hay en el texto un Stalin infame, no hay en cambio un Trotsky heroico (el tiempo de la novela empieza después de su caída en desgracia). La naturaleza de la víctima rara vez es relevante en el discurso de la serie negra; es la mentalidad del protagonista lo que nos hace avanzar en la lectura.

24/12/2011 - 23:56h Felizes festas

Felices fiestas
Joyeuses fêtes
Happy christmas

04/11/2011 - 22:00h Boa noite


Vladimir Horowitz – Sonata para piano N° 2 de Chopin

14/10/2011 - 12:50h Humala podría extender luna de miel en Perú pese crisis

REUTERS

jueves 13 de octubre de 2011 18:51 GYT

LIMA (Reuters) – Con un nuevo estilo de gobernar en Perú, Ollanta Humala disfruta de una luna de miel más dulce de la que muchos auguraban y podría prolongarla si logra aumentar el gasto y concretar programas sociales pese al impacto de la crisis global.

El nacionalista, que hasta hace poco era catalogado por el “establishment” conservador como un radical inexperto, está próximo a cumplir los primeros 100 días más exitosos para un gobernante peruano en varias décadas, alcanzando una aprobación del 65 por ciento, inusual para el país.

El militar retirado se ha adueñado del espectro de centroizquierda que fue mayormente abandonado en los últimos 20 años con una receta que busca llegar a los pobres y restablecer la confianza de los inversores para que el dinero siga fluyendo hacia la economía local.

La mezcla no es nueva en Latinoamérica.

En Chile la ejecutó la coalición Concertación que gobernó durante 20 años y el Partido de los Trabajadores de Luiz Inácio Lula da Silva hizo lo propio en Brasil.

Lo que sí ha sorprendido a muchos es la rapidez con la que el estilo conciliador de Humala está dando réditos en Perú, que este año vivió una de las elecciones más polarizadas de su historia y donde los líderes suelen sacar ronchas.

También ha llamado la atención su bajo perfil. A Humala es más fácil verlo entrenando con la selección peruana de fútbol que hablando sobre un tema de coyuntura. Algo que dista de la verborrea que caracterizó a su predecesor, Alan García.

“Creo que ese nuevo estilo está funcionando”, opinó Alfredo Torres, director de la encuestadora Ipsos Apoyo.

“Sí, puede perder aprobación con los problemas económicos y sociales, pero mi impresión es que la luna de miel va a ser prolongada”, agregó.

Una muestra fue la marcha el miércoles de miles de personas por varias ciudades del país para respaldar a Humala, en una manifestación histórica a favor de un Gobierno y organizada por sindicatos de izquierda que parecen resurgir en el país.

Humala ha seducido a los que sienten que las grandes reformas promercado de la década de 1990 dejaron un Estado débil e incapaz de distribuir la bonanza de los precios de las materias primas entre el tercio de peruanos que aún es pobre.

Sin contratiempos, el presidente logró la aprobación en el Congreso de leyes que prometió durante la campaña electoral.

Tres normas elevaron las regalías e impuestos al lucrativo sector minero y otra dio más voz a las comunidades indígenas frente a la aprobación de proyectos mineros y energéticos.

Asimismo, su primer ministro, el empresario Salomón Lerner, logró calmar este mes los ánimos de pobladores y autoridades del sur de Perú que habían convocado a una paralización para protestar por un millonario plan de expansión de la cuprífera Southern Copper.

Lerner se convirtió durante la campaña en un brazo derecho de Humala -considerado por algunos como la persona que más influye en el presidente después de su esposa Nadine- y es quien ha logrado un engranaje entre el sector privado y el Gobierno.

NO TODO ES MIEL SOBRE HOJUELAS

El próximo gran paso para Humala será concretar los programas sociales y contrarrestar el impacto de la crisis económica mundial.

El mandatario deberá poner en marcha el segundo tramo de una prometida alza del salario mínimo, duplicar la cobertura de un programa para las familias pobres y otorgar una pensión a los mayores de 65 años.

Ese mayor gasto no arriesgaría el superávit fiscal de Perú, afirmó el ministro de Economía, Luis Miguel Castilla.

En el Congreso, Humala no afrontaría en el corto plazo una fuerte resistencia a sus planes.

“Ha formado un bloque que le da una mayoría holgada por ahora, creo que no van a tener problemas este primer año en sostener esa mayoría, después, no lo sé”, dijo el legislador de oposición Carlos Bruce.

Hacia adelante, Bruce sostuvo que habrá que ver si Humala logra pasar en el Congreso una postergada ley laboral con la que buscaría impulsar la formalización en el sector.

Y en el frente social, el Gobierno también intenta aplacar los más de 200 conflictos que abruman a la nación y que empañaron el segundo mandato del ex presidente García.

“Hemos iniciado algo que pensamos estaba un poco abandonado que son las relaciones con los gobiernos regionales y locales”, dijo recientemente el primer ministro Salomón Lerner.

“Tenemos un cambio de actitud frente a las relaciones laborales y estamos trabajando en una nueva relación de diálogo con las diferentes poblaciones”, afirmó.

Las comunidades rurales suelen protestar en medio de temores a que el desarrollo de los recursos naturales afecten su medioambiente.

Hasta el momento, el mandatario ha esquivado las protestas.

Sin embargo, no debe bajar la guardia debido a que por sus raíces izquierdistas las comunidades tienen altas expectativas.

“El surgimiento de Humala se da mucho con el sustento popular, entonces el que no logre entregar lo que ha ofrecido significaría una tensión social quizá más fuerte de lo que hubiese significado con (Alan) García”, dijo Juan Lorenzo Maldonado, analista de Roubini Global Economics.

Y existe el riesgo de que si “hay tensión social muy fuerte, él decida recurrir nuevamente hacia una posición un poco más radical que hacia una posición ortodoxa”, agregó.

(Reporte de Patricia Vélez y Terry Wade. Editado por Silene Ramírez)

DATOS-Promesas clave del presidente peruano Humala
jueves 13 de octubre de 2011 18:52 GYT

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LIMA (Reuters) – El presidente peruano, Ollanta Humala, llegará próximamente a sus primeros 100 días en el poder, con el cumplimiento de varias promesas de campaña y el reto de poner en marcha ofrecidos programas sociales en medio de las turbulencias económicas globales.

A continuación algunas de las promesas de campaña del militar retirado en frentes claves:

POLITICAS SOCIALES:

* Duplicación de la cobertura (número de hogares) del programa “Juntos” orientado a familias en pobreza extrema y madres solteras en situación de necesidad.

* Aumento del salario mínimo a 750 soles (unos 275 dólares). Más incrementos futuros de acuerdo con la evolución de la productividad y del costo de la canasta de consumo.

* Programa “Cuna Más” para la primera infancia, principalmente en distritos con mayor índice de pobreza.

* Programa “Pensión 65″ de 250 soles focalizado y con financiamiento del Tesoro público para personas mayores de 65 años que no tienen protección social.

POLITICAS MACROECONOMICAS:

* Mantener el régimen actual de política monetaria basada en metas de inflación y respecto a la independencia y autonomía del Banco Central.

* Implementar una política fiscal responsable y efectivamente contracíclica, que asegure el financiamiento de las políticas sociales con la respectiva recaudación tributaria.

* Promover la inversión en infraestructura mediante inversión pública y privada nacional y extranjera.

* Impulsar el desarrollo del mercado de capitales en moneda local para el financiamiento competitivo de la inversión privada nacional.

* Promover la generación de valor y los encadenamientos productivos aprovechando los recursos naturales.

POLITICAS TRIBUTARIAS:

* Se garantizará el cobro de regalías, buscando el mutuo acuerdo con las empresas mineras y asegurando el respeto de la estabilidad jurídica.

* La tributación minera será competitiva sin desalentar la inversión, haciendo que la carga fiscal total aumente cuando la rentabilidad se incrementa y disminuya cuando cuando la rentabilidad decrece, asegurando gravar las “sobreganancias” mineras teniendo en cuenta la competencia internacional.

Fuente: Hoja de ruta de Ollanta Humala durante la segunda vuelta electoral.

(1 dólar = 2,731 soles)

(Compilado por Patricia Vélez. Editado por Silene Ramírez)

14/10/2011 - 12:32h Perú: aprobación de Ollanta Humala continua alta

El margen de error de la encuesta Datum es de casi 3 puntos para más o para menos. Los analistas no llevan en cuenta esto para establecer sus conclusiones y sus conjeturas acaban viciadas muchas veces por ignorar este factor estadístico. Otro elemento es que el margen de error aumenta a medida que se desdobla la encuesta por sector pues el numero de cuestionarios disminuye.

Es con esto en mente que deben ser analizados los resultados de la encuesta Datum publicada por Gestión, de Peru, hoy.

LF

14/10/2011 - 12:23h Mayoría de los peruanos no teme a otra crisis mundial

La percepción del poco efecto que tendría una nueva crisis mundial es alta incluso en los sectores populares (encima del 56%). En los sectores A y B supera el 77%.

LUIS HIDALGO SUÁREZ – GESTIÓN

lhidalgos@diariogestion.com.pe

MANUEL BURGOS

mburgos@diariogestion.com.pe

A pesar de todas las malas noticias que vienen de Europa, EE.UU., e incluso de China (sin contar las de Japón y Medio Oriente), el 57% de peruanos cree que una nueva crisis mundial los afectaría poco. Y si se suma a los que creen que no afectará, el porcentaje llega a 67%.

Entre los factores que pueden explicar esta percepción mayoritaria estaría el hecho de que los efectos de la crisis anterior (del 2008-09), que fue realmente fuerte no se sintieron a nivel de los bolsillos de la población. Sin embargo, la situación económica actual tanto interna como externa es diferente(ver páginas 16 y 17).

Situación económica

En cuanto a las expectativas sobre la economía del país, el panorama prácticamente no ha cambiado respecto a setiembre (89% cree que en un año estará mejor o igual) y algo similar ocurre con la economía familiar. La confianza es mayor en los sectores D (50%) y E (49%), lo que indicaría que la base popular de apoyo al Gobierno se mantiene.

Sin embargo, disminuyó (de 50% a 48%) el porcentaje de peruanos que tiene mucha esperanza en que el Perú estará mejor que ahora cuando finalice este gobierno.

otrosí digo

No saben. La aprobación del ministro de Economía no es mayoritaria (38%) y se ha mantenido de setiembre a octubre. Sin embargo, la desaprobación subió un poco. Lo más preocupante es que la mayoría (42%) no sabe o no opina. ¿No conocen la política económica o falta información?

Hablan los involucrados

Alfonso García Miró

Presidente Comex Perú

Equilibrio. “La percepción de la población está muy cercana a lo que las probabilidades dirían de cómo nos podría afectar la crisis. El problema de la crisis es que es tan dinámica y volátil que lo que hoy parece seguro, mañana puede ser incierto. En conclusión, lo que piensa la gente es lo que cualquier analista diría de lo que puede ocurrir en el Perú”.

Eduardo Morón

Economista, profesor Universidad del Pacífico

Cuidado. “Lo que se observa en la percepción de la población sobre cómo nos afectaría la crisis mundial es este optimismo frente al futuro que a los empresarios les cuesta mucho tener. Pero hay que tener cuidado con estas cifras porque pueden cambiar en función de cómo se vaya desarrollando la crisis. Hoy no se sienten localmente mayores impactos”.

Luis Salazar

Primer vicepresidente Sociedad Nacional Industrias

Optimismo. “Perú viene dando muestras de solidez por la demanda interna, ante el crecimiento del empleo y de los ingresos, así como por las exportaciones, debido a la diversificación de mercados que se ha generado en los últimos años a través de los TLC, lo que hace pensar en un impacto pequeño de la crisis mundial”.

Aprobación de Ollanta Humala cayó, pero subió en sectores A y B
Popularidad del mandatario se redujo de 70% a 66% a nivel nacional. En la región sur su respaldo pasó de 78% a 67%, según revela la última encuesta de Datum.

SANDRA ALVARADO

salvarado@diariogestion.com.pe

El presidente Ollanta Humala sufrió una baja en su popularidad. Del 70% que llegó a alcanzar en el mes de setiembre pasó a un 66% en octubre, según refleja la encuesta a nivel nacional realizada por Datum.

Del estudio se desprende que el descenso se registró principalmente en el interior del país. En el sur, uno de los bastiones del nacionalismo su aprobación se transformó, de un 78% en el mes pasado a un 67%. Mientras que en el norte obtuvo el apoyo del 62% contra un 71% de
setiembre.

No obstante, el jefe de Estado aún cuenta con un alto nivel de aprobación y esta vez el respaldo proviene de los sectores A y B donde se observa un incremento, pues hace un mes lo apoyaba el 51% y ahora lo hace el 56%.

De otro lado, la encuesta muestra la baja popularidad de líderes políticos como Alejandro Toledo y Keiko Fujimori con 57% y 50% de desaprobación, y una aprobación del 31% y 36%, respectivamente.

Sobre la popularidad de las autoridades (ver gráficos), en el caso de la ministra de Cultura, Susana Baca, su mayor aprobación proviene de los sectores C (53.8%) A y B (44.7%) mientras que el E le da un 36.5%.

el dato

Conozca el lunes. Gestión dará a conocer la percepción de los limeños sobre la labor de la alcaldesa de Lima, Susana Villarán, así como sobre cuál ha sido su mayor acierto y su mayor error.

la ficha

Encuestadora: Datum Internacional S.A.

Cobertura: Nivel nacional.

Tamaño muestral: 1,208 entrevistas efectivas.

Margen de error: +/- 2.9 con un nivel de confianza de 95%.

Técnica: Encuesta personal (cara a cara) en hogares.

Fecha de campo: Del 5 al 8 de octubre del 2011.

Página web: www.datum.com.pe

análisis

Un sueño, La Ausencia de oposición

Si bien el estudio refleja un descenso en la popularidad del presidente Ollanta Humala, cuenta con una aprobación alta, pues hablamos de un 66%.

La baja se debe principalmente al caso de la ministra de la Mujer, Aída García Naranjo, y, dicho sea de paso, si se observa la popularidad de las principales autoridades se ve que todas cuentan con cifras positivas, excepto la titular del Mimdes a quien desaprueba el 47%.

Se ve en el sector femenino que de un 66% de simpatía en el mes de setiembre pasó a 60%, y la causa está muy clara, es el fallecimiento de los tres niños. También se observa un descenso en el interior del país.

Un factor para la alta popularidad del mandatario es la ausencia de una oposición, que cuenta con una baja simpatía, a Alejandro Toledo lo desaprueba el 57% y a Keiko Fujimori el 50%.

El sueño de cualquier presidente es contar con una oposición con estas cifras
negativas.

Manuel Torrado

Director de Datum

02/10/2011 - 19:21h Dixit Dominus Tecum Principium


Philippe Jaroussky e Manuela Kriscak – Vivaldi – Dixit Dominus Tecum Principium

14/08/2011 - 12:05h Región sin barreras

‘Usaremos la vía del derecho y la razón”

Entrevista/Rafael Roncagliolo. Ministro de Relaciones Exteriores. El canciller precisa que la defensa de los intereses peruanos es prioritaria para este gobierno y anuncia un mayor énfasis en las relaciones interregionales entre los países de América Latina.

María Elena Castillo – LA REPÚBLICA

Al asumir el cargo usted anunció que habría cambios y nuevos énfasis. ¿Cuáles son?

Hay temas permanentes y uno de ellos es la defensa de la soberanía y los límites. La ratificación del embajador Wagner y el nombramiento del embajador García Belaunde como coagente anuncia la decisión de continuar con la defensa de los intereses y derechos del Perú por la vía del derecho y la razón.

¿Y qué cambiará?

Habrá nuevos énfasis y en ese sentido sí habrá cambios. Sin abandonar lo que hemos avanzado en materia internacional se pondrá más atención a la colaboración entre los países hermanos de América Latina, y en particular en este marco en que América del Sur está desarrollando una institucionalidad colectiva, que estoy seguro nos hará más fuertes, pues unidos tenemos una mayor capacidad de actuar.

Frente a la crisis económica…

Esto se ha vuelto más importante con la crisis económica que estamos enfrentando, porque tenemos que responder tanto con medidas internas como de cooperación interregional, como fortalecer el comercio entre nuestros países, fortalecer las respuestas colectivas. Justamente se reúnen en Buenos Aires los ministros de Economía de UNASUR para analizar cómo podemos enfrentar juntos la crisis. Esto es lo nuevo, pues UNASUR no es solo un foro de diálogo político y de cooperación sino en el que se puedan analizar medidas concretas.

Región sin barreras

¿Cuál es la propuesta peruana para la reunión de Buenos Aires?

Nosotros estamos por fortalecer los mecanismos de cooperación económica entre nuestros países, fortalecer el comercio interregional, que es muy importante, entre otras cosas porque es un comercio en que nuestras exportaciones tienen mayor valor agregado, y en segundo lugar porque es un comercio en el cual participan más activamente las pequeñas y medianas empresas y por lo tanto el comercio internacional favorece directamente las políticas de inclusión, que es el gran propósito del gobierno del presidente Humala.

Priorizando las relaciones con países latinoamericanos…

También proponemos mecanismos colectivos como el Fondo Latinoamericano de Reservas, la Corporación Andina de Fomento, que son mecanismos financieros propios de nuestros países. Por supuesto en este marco también hay que superar las barreras arancelarias y paraarancelarias que se dan en nuestros países y que son una traba para el comercio interregional Lo que queremos es constituir una zona donde haya el más libre tránsito de bienes, personas y servicios

Como si fuera un solo gran país, una sola región …

Como sucede en Europa. Claro que llegar a eso toma su tiempo, pero son procesos bastante largos.

Usted dijo que UNASUR es una instancia importante para propiciar la reducción de los gastos militares con el fin de invertir ese dinero en desarrollo…

Es una de varias iniciativas que existen en UNASUR, instancia que ha alcanzado un nivel de diálogo muy interesante. Una de las iniciativas es este consejo de defensa y seguridad, que coordina Perú desde el Ministerio de Defensa, pero también está el tema de salud, es decir, hay una amplitud de temas de cooperación, como el transporte, ya tenemos una carretera asfaltada desde el Atlántico hasta el Pacífico. Y ahora hay una idea interesante que vamos a conversar en Buenos Aires el día 24 los cancilleres, en el cual Perú puede dar un aporte crucial por su experiencia, y es la posibilidad de crear un Consejo que se dedique a temas de la promoción de la democracia y la observación electoral. Esta es una iniciativa nueva que nosotros respaldamos porque tenemos un compromiso con la democracia.

Libertad de expresión

La prensa es un pilar de la democracia, pero hubo roces con el presidente del Congreso. ¿Cómo será la relación con el Ejecutivo?

El presidente Humala ha afirmado en todos los foros posibles su voluntad de mantener la más irrestricta libertad de expresión, pero también los ministros tienen derecho a expresarse. Lo que me corresponde, como canciller, es tratar de mantener las mejores relaciones con los países amigos sin que ello signifique un menoscabo a la libertad de los medios a informar.

¿Entonces, por qué criticó la posición de un diario local sobre el presidente de Ecuador?

Por un tema de urbanidad, de cortesía. No me gustaría que al presidente de Perú lo recibieran en otro lugar con titulares de “repudio”.

Algunos piden que se pronuncie sobre las críticas del presidente Correa a la prensa peruana…

Estoy esperando un informe de la embajada peruana en Ecuador para conocer exactamente lo que dijo el presidente Correa, porque necesitamos una información exacta.

Usted dijo que los ministros tienen derecho a expresarse. ¿Le afectó la carta del premier limitándolos a declarar sobre su sector?

No. En todo gobierno hay un principio fundamental que es la división de funciones, lo mismo que en un periódico hay un periodista que hace deportes, otros que hacen política y otros internacionales.

Se ha cuestionado nombramientos como el de Eduardo Roy Gates, abogado de acusados por corrupción, como Rómulo León Alegría. ¿No fue un error?

No lo conozco, no quisiera pronunciarme al respecto.

“Lo de cuerdas separadas es un poco retórico”

¿Cómo será la relación con Chile? Se dijo que no seguirían las políticas de cuerdas separadas del gobierno anterior…

Lo de las cuerdas separadas es un poco retórico porque las relaciones entre los países son como las relaciones familiares: integrales. Uno no puede decir somos amigos en esto y en esto no. Hay una mirada conjunta a la complejidad de estas cosas. En el tema de La Haya vamos a entrar a la etapa oral y después la corte delibera y emite su sentencia. Y lo que queremos es llevar esta etapa sin factores de contaminación.

¿No es lo mismo?

Es mantener la cordialidad con que los países civilizados tratan este tipo de problemas, que se resuelven a través de la ley, la razón y no de la fuerza. Yo he tenido oportunidad de conversar personalmente y por teléfono con el canciller Moreno y de ambas partes existe la voluntad de no renunciar a su posición, pero también de aceptar la sentencia de la corte.

¿Fue una buena jugada del presidente de comprometer a su homólogo chileno a respetar la sentencia?

Yo no le llamaría jugada. Fue una buena ocasión para reiterar la posición peruana de una manera directa y cordial; lo mismo con la aceptación del presidente chileno.

12/08/2011 - 12:16h Perú: Puntos sobre las íes con Roncagliolo

COMENTARIO DEL EDITOR

Por: Juan Paredes Castro – EL COMERCIO

Viernes 12 de Agosto del 2011

Nada es tan bueno para un país como tener claro el rumbo de su política interna y muy bien definida, en ese mismo rumbo, su política exterior.

En busca de esta coherencia pude extraer ayer, de una amena conversación del canciller Rafael Roncagliolo con periodistas, algunos puntos sobre las íes respecto de dos cosas.

Primero, que a la pregunta de si estamos yendo a una política exterior con énfasis andino y sudamericano en detrimento de otra de mayor calado global, la respuesta es que la cancillería desplegará sus velas en todos los horizontes, sin reduccionismos de ninguna clase.

La aclaración de Roncagliolo es muy importante a la luz de recientes declaraciones suyas que parecían circunscribir la mirada del Ministerio de Relaciones Exteriores hacia un ámbito de vecindad fronteriza y de solidaridad sudamericana, que en cierta forma lo hacía excluyente de un radio de acción mucho más grande y sustancialmente vinculado al crecimiento económico y comercial del Perú en los últimos 10 años.

Segundo, que a la pregunta de qué distinguiría al actual gobierno en esa apertura globalizada, la respuesta es que no tendrá camisa de fuerza ideológica alguna y que ejercerá un núcleo básico disuasivo suficiente para que corrientes fuertemente ideologizadas como la venezolana, ecuatoriana y boliviana no pretendan hacer pasar al Perú por el aro de sus intereses.

En resumidas cuentas, complace saber que el Perú no va a estar corriendo por colgarse en ningunas de las órbitas que quisieran seducirlo: ni la de Chávez ni la de Correa ni la de Morales.

Son, pues, dos puntos sobre las íes que Roncagliolo y el Gobierno ponen como banderillas sobre ciertas percepciones de duda y recelo que circulan todavía en los corrillos diplomáticos de América Latina.

La ruidosa agresividad de Correa hacia la prensa ecuatoriana y latinoamericana tiene que ser, por ejemplo, un referente que advertir, en la medida que más temprano que tarde periodistas y medios de comunicación del vecino país del norte acabarán solicitando apoyo e inclusive asilo en la región, como en algún otro momento lo hicieron periodistas y medios de comunicación venezolanos perseguidos por Chávez.

En buena hora que nuestra cancillería sepa a dónde ir y con las antenas abiertas a los cuatro vientos y cuidando que en Torre Tagle nadie pase gato por liebre.

08/08/2011 - 19:24h Stride la vampa


Stride la vampa – IL TROVATORE- Dolora Zajick

25/07/2011 - 22:00h Boa noite

Mozart Symphony no. 39 K. 543

Wiener Symphoniker – Karl Böhm

08/07/2011 - 09:01h Poço de pré-sal já é o mais produtivo do País

Resultado recorde foi registrado em maio em poço de projeto-piloto na área do Campo de Lula, Bacia de Santos, informou a Petrobrás

Agencia Petrobras de Noticias–12/5/2009
Agencia Petrobras de Noticias–12/5/2009
Produção. Navio-plataforma em operação na Bacia de Santos


08 de julho de 2011

Sergio Torres / RIO – O Estado de S.Paulo

Pela primeira vez na história da Petrobrás a produção de um poço da camada do pré-sal superou a de todos os outros poços explorados pela companhia no pós-sal no acumulado de um mês. A façanha coube ao poço 9-RJS-660, no Campo de Lula, o primeiro a produzir comercialmente no pré-sal da Bacia de Santos (litoral de São Paulo).

A produção recorde foi registrada em maio, em projeto-piloto, informou ontem a companhia. A produção média do poço, de acordo com a divulgação da Petrobrás, alcançou 28.436 barris de petróleo por dia (bpd). Ainda conforme a companhia, em nota ao mercado, “esse resultado confirma o alto potencial dos reservatórios do pré-sal brasileiro”. “E, se considerarmos a produção de petróleo mais gás natural, o volume alcançou 36.322 barris de petróleo equivalente por dia (boed)”, acrescentou a Petrobrás no comunicado oficial.

Ceticismo. O otimismo manifestado pela petroleira nacional não é compartilhado pelo especialista Eduardo Roche, analista de energia do Banco Modal. “Não é uma realidade por enquanto. Há outras áreas do pré-sal com um processo mais longo de prospecção. Não sei dizer se essa produção se manterá, se será mantida nesse ritmo. É um teste, um projeto-piloto ainda”, afirmou Roche, referindo-se à produção recorde.

O Campo de Lula é o antigo Tupi, descoberto no final de 2007. Só ele produz óleo no pré-sal até agora.

Para a Petrobrás, segundo sua Assessoria de Imprensa, a tendência é que a produção do poço recordista se mantenha nos próximos meses, com a possibilidade de crescimento ainda neste ano.

Navio-plataforma, O poço está interligado ao FPSO Cidade de Angra dos Reis. É o primeiro dos seis poços de produção no campo a serem conectados ao FPSO, navio-plataforma utilizada no pré-sal.

Também já está conectado ao Cidade de Angra dos Reis um poço injetor de gás que, desde o início de abril deste ano, reinjeta no reservatório gás produzido pelo 9-RJS-660. A Petrobrás prevê ainda mais dois poços injetores – um de água e outro que alternará injeções de água e de gás.

A estatal divulgou a previsão de que o FPSO Cidade de Agra dos Reis estará produzindo cerca de 100 mil bpd ao longo de 2012.

Capacidade do poço. O consórcio que desenvolve a produção no bloco BMS-11, onde está localizado o Campo de Lula, é formado por Petrobrás (operadora com 65% de participação), BG Group (25%) e Galp Energia (10%).

Segundo divulgou a Petrobrás quando da inauguração do FPSO, a capacidade máxima de 100 mil barris por dia será atingida em 2012. A companhia estima que existam em Lula 6,5 bilhões de barris de óleo equivalente (BOE) de volume recuperável total.

Em fato relevante enviado ao mercado no ano passado, a Petrobrás anunciou que Lula “será o primeiro campo supergigante de petróleo do país”, com volume recuperável acima de 5 bilhões de BOE.

21/06/2011 - 18:43h Parlez-moi d’amour

PARLEZ-MOI D’AMOUR
Paroles et musique: Jean Lenoir

Parlez-moi d’amour,
Redites-moi des choses tendres.
Votre beau discours,
Mon coeur n’est pas las de l’entendre.
Pourvu que toujours
Vous répétiez ces mots suprêmes:
Je vous aime.

Vous savez bien
Que dans le fond je n’en crois rien
Mais cependant je veux encore
Écouter ce mot que j’adore.
Votre voix aux sons caressants
Qui le murmure en frémissant
Me berce de sa belle histoire
Et malgré moi je veux y croire.

Il est si doux,
Mon cher trésor, d’être un peu fou.
La vie est parfois trop amère
Si l’on ne croit pas aux chimères.
Le chagrin est vite apaisé
Et se console d’un baiser.
Du coeur on guérit la blessure
Par un serment qui le rassure.

29/05/2011 - 19:13h Tutto è sciolto…Ah perchè non posso odiarti


Vincenzo Bellini
LA SONNAMBULA

Amina – Natalie Dessay
Elvino – Juan Diego Flórez
Il Conte Rodolfo – Michele Pertusi
Lisa – Jennifer Black
Teresa – Jane Bunnell
Alessio – Jeremy Gaylon

Conductor – Evelino Pidò
Director – Mary Zimmerman

Metropolitan Opera, New York
March 21, 2009

25/01/2011 - 17:00h Sofia e seu ensaio sobre a solidão


Em Um Lugar Qualquer, La Coppola vasculha vidas sem sentido e motivação e mapeia o mundo do espetáculo

A.O. Scott, The New York Times – O Estado de S.Paulo

A abertura de Um Lugar Qualquer (Somewhere), o quarto longa de Sofia Coppola, que estreia no Brasil na sexta, um filme delicado, melancólico e ousado do ponto de vista formal, prepara o espectador para o que vem em seguida, de uma maneira sutil. Uma Ferrari preta circula por uma estrada deserta, entrando e saindo do campo coberto pela câmera, enquanto o ruído do motor também oscila entre um lamento distante e um profundo estrondo.

O carro dá mais voltas do que seria necessário, mas o que ela diz na realidade é: Prestem atenção e vejam o que acontece.

E ocorre algo maravilhoso: Um filme que não apela para as emoções do espectador e mostra uma história triste e tocante sobre a solidão de um pai e a devoção de uma filha. Mas assistir a Um Lugar Qualquer, rodadono Sul da Califórnia, é uma experiência que nos aproxima da leitura de um poema, o que constitui a evidência mais concreta da arte poderosa e sutil de Sofia.

Quem dirige o carro é Johnny Marco, um astro do cinema interpretado, entre a contenção e a catatonia, por Stephen Dorff. Johnny mora no Chateau Marmont, um hotel de Hollywood, o paraíso da fácil satisfação dos desejos ou o purgatório do desregramento das celebridades. Aparentemente, ele está terminando um filme e, ao mesmo tempo, trabalha na divulgação de outro, mas na maior parte do tempo fica perambulando, fumando, bebendo e fazendo sexo com mulheres que possivelmente estão no hotel para essa finalidade. A façanha de Sofia está em transmitir o vazio da existência de Johnny sem negar seu charme.

Somewhere é em parte uma comédia com um olhar de cumplicidade sobre o mundo do espetáculo, vida que Sofia conheceu em primeira mão. Mas ela ilumina desde o seu interior a bolha da fama e do privilégio, e mapeia seus contornos emocionais e existenciais com precisão desconcertante. Conhecemos então sua filha de 11 anos, Cleo, interpretada por Elle Fanning, que transmite ciúme, preocupação e, acima de tudo, a sabedoria e a inocência de uma pessoa que já assistiu ao mau comportamento dos adultos, em parte por ter um pai que nunca amadureceu.

Sofia expõe o seu domínio da arte, da sensibilidade e da descoberta de um vocabulário visual adequado à história e ao seu ambiente. Se prestarem atenção, Somewhere mostrará tudo isso. / TRADUÇÃO ANNA CAPOVILLA

30/07/2010 - 19:21h Aida


Aida, ópera de Verdi – prelúdio e ária Celeste Aida, cantada por Richard Tucker sob regência de Toscanini (gravação de 1949)

28/07/2010 - 09:10h Estremecidos

Panorama Político – O Globo

O candidato que faz a campanha de José Serra para a Presidência em Pernambuco, Jarbas Vasconcelos (PMDB), está uma fera com o presidente do PSDB, Sérgio Guerra. Eles não se falam mais. O PSDB local foi liberado para apoiar a reeleição do governador Eduardo Campos (PSB), que apoia Dilma Rousseff. “Aqui o PSDB tem uma aliança branca com o PSB. Dos 17 prefeitos tucanos, só três ainda estão com a gente”, relata um jarbista.

Calcanhar

Painel da Folha SP

Outra dor de cabeça na campanha tucana é a debandada de prefeitos e candidatos a deputado em Pernambuco. Em vez de apoiar Jarbas Vasconcelos (PMDB) ao governo, alguns têm anunciado ir de Eduardo Campos (PSB) -palanque de Dilma no Estado.

27/07/2010 - 19:00h Vestígios

Al-Berto

noutros tempos
quando acreditávamos na existência da lua
foi-nos possível escrever poemas e
envenenávamo-nos boca a boca com o vidro moído
pelas salivas proibidas – noutros tempos
os dias corriam com a água e limpavam
os líquenes das imundas máscaras

hoje
nenhuma palavra pode ser escrita
nenhuma sílaba permanece na aridez das pedras
ou se expande pelo corpo estendido
no quarto do zinabre e do álcool – pernoita-se

onde se pode – num vocabulário reduzido e
obcessivo – até que o relâmpago fulmine a língua
e nada mais se consiga ouvir

apesar de tudo
continuamos e repetir os gestos e a beber
a serenidade da seiva – vamos pela febre
dos cedros acima – até que tocamos o místico
arbusto estelar
e
o mistério da luz fustiga-nos os olhos
numa euforia torrencial

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Pierre-Paul Rubens, Héro et Léandre

19/07/2010 - 09:04h Em vez de buscar uma ocupação, eles vão para a escola

Graças ao aumento do emprego e da renda, em apenas 10 anos, número de matrículas no ensino superior cresceu 150%

Marcelo Rehder – O Estado de S.Paulo

Além da forte redução do crescimento populacional no Brasil, a queda na taxa de participação da população de 15 a 25 anos no mercado de trabalho acontece também devido ao aumento da presença do jovem na escola.

Em apenas dez anos, o número de matrículas no ensino superior cresceu 150% em todo o País. Os dados mais recentes do Ministério da Educação (MEC), referentes ao censo da educação superior, indicam 4,880 milhões de matrículas em 2007, ante 1,946 milhão em 1997.

Esse movimento é facilitado pelo cenário econômico mais favorável dos últimos anos. O aumento do emprego e renda tem permitido que um número crescente de jovens continue a estudar ou volte a frequentar salas de aula, em vez procurar uma ocupação para reforçar o orçamento familiar.

Apesar do crescimento econômico, que este ano deverá superar 7%, o ingresso de jovens no mercado de trabalho continua complicado.

A saída de 425 mil jovens do mercado de trabalho nos últimos seis anos fez cair a taxa de desemprego da faixa etária de 18 a 25 anos, de 21,3%, em maio de 2004, para 16,1% em maio deste ano. Mesmo assim, ainda é mais que o dobro da taxa de desemprego total nas seis principais regiões metropolitanas do País, de 7,5%.

Contudo, a escassez de mão de obra especializada e treinada no mercado tem levado um número cada vez maior de empresas a investir em estagiários. Só no primeiro semestre deste ano, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) já havia encaminhado 385 mil jovens para estágio em empresas paulistas e de outros sete Estados. É um volume semelhante ao recorde registrado em todo o ano de 2008 (400 mil jovens).

A estudante Eloísa dos Santos Rodrigues, de 20 anos, faz parte desse grupo. Cursando o terceiro ano de administração de empresas da Faculdade Anhembi-Morumbi, na capital paulista, ela é estagiária na SulAmérica Seguros e Previdência desde maio.

Pelos critérios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a estagiária não é ocupada nem desocupada. Ela recebe da empresa uma bolsa auxílio no valor de aproximadamente R$ 900 por mês, além de vale-refeição e transporte, entre outros benefícios.

Como obteve uma boa pontuação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), Eloísa conquistou bolsa de estudo integral do Programa Universidade para Todos (ProUni), do governo federal. Atualmente, mais de 443 mil universitários de baixa renda familiar são beneficiados pelo programa.

Filha de pais separados, a estudante mora com a mãe, que trabalha na cozinha de uma escola pública e ganha cerca de R$ 1,2 mil por mês. “Meus pais, que não terminaram os estudos, sempre me incentivaram a estudar”, conta. “Mas se eu não tivesse recebido a bolsa de estudos não teria como pagar os R$ 970 da mensalidade da faculdade.”

Eloísa é apenas um dos 189 estagiários da SulAmérica Seguros e Previdência. A companhia mantém o programa de estágio desde 1996. Já passaram pela empresa mais de 1,5 milhão de estagiários. “A média de efetivações no emprego após o término do período de estágio é de 70% a 75%”, diz a gerente de Recrutamento e Seleção da SulAmérica, Sonia Norões.


Mudança demográfica reduz pressão de jovens no mercado de trabalho
Com a queda do ritmo de crescimento da população brasileira, hoje existem 425 mil pessoas de 18 a 24 anos a menos no mercado do que há seis anos

Marcelo Rehder – O Estado de S.Paulo

Nos últimos seis anos, cerca de 425 mil jovens de 18 a 24 anos, ocupados ou em busca de ocupação, deixaram de pressionar o mercado de trabalho nas seis principais regiões metropolitanas do Brasil. A grosso modo, se quantidade semelhante de jovens estivesse no mercado, a taxa de desemprego metropolitano, hoje em 7,5% da população economicamente ativa (PEA), poderia ficar próxima de 10%.

A questão é que o ritmo de crescimento da população brasileira está diminuindo a uma velocidade maior que a esperada. Mais que isso, as dinâmicas são diferentes, e até opostas, entre diferentes grupos por faixas etárias. Enquanto a participação dos mais jovens na força de trabalho encolhe, a da população de mais de 50 anos é a que mais cresce, refletindo a forte expansão demográfica do passado.

Os jovens de 18 a 24 anos, que representavam 15,1% da população em idade economicamente ativa das principais regiões metropolitanas do País em 2003, passou a responder por 12,6% no ano passado. “Três pontos porcentuais é uma queda e tanto”, diz o gerente da pesquisa mensal de emprego do Instituo Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo. Nesse mesmo período, a fatia dos trabalhadores com 50 anos ou mais saltou de 24,9% para 30,2%.

A população está envelhecendo porque a taxa de natalidade tem caído num ritmo maior que o da mortalidade. Em pouco mais de 40 anos, da metade da década de 1960 até 2006, a taxa de fecundidade brasileira passou de 6,2 filhos por mulher para 1,8 filho, segundo dados mais recentes da Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde da Criança e da Mulher (PNDS), divulgados pelo IBGE em 2008.

De forma geral, a queda da fecundidade no Brasil é explicada pelas transformações ocorridas na estrutura socioeconômica do País. As mudanças incluem os processo de urbanização, industrialização, estabilidade monetária e a entrada da mulher no mercado de trabalho, além de avanços das políticas de ensino, saúde e previdência.

A mudança na composição da estrutura etária da população economicamente ativa tem diversas implicações econômicas e sociais. Para o professor da Escola Nacional de Ciências Estatísticas do IBGE, José Eustáquio Diniz Alves, uma PEA mais envelhecida significa uma força de trabalho com maiores níveis educacionais, com maior experiência e com maior produtividade.

Isso significa que a PEA pode contribuir com o desenvolvimento brasileiro e com o aumento da renda per capita. “A renda tende a aumentar com a idade”, diz o professor. Além disso, o País poderá contar com mais pessoas em idade produtiva e com menos razões de dependência. Ou seja, cada adulto terá um número menor de dependentes para sustentar.

“O grande impacto será na produtividade da economia brasileira”, observa o professor de relações do trabalho da Faculdade de Economia e Administração da Universidade de São Paulo (FEA/USP), José Pastore.

Escolaridade. A média de anos de estudo da força de trabalho brasileira hoje é de apenas sete anos, o que é muito pouco quando comparado com países com os quais o Brasil compete, como os do leste Europeu, onde essa média é de 11 anos. E chega a ser covardia comparar o grau de escolaridade do trabalhador brasileiro com o de países como Estados Unidos, Inglaterra e Alemanha, onde a média é de 13 a 14 anos de estudo.

A redução da taxa de participação do jovem no mercado de trabalho brasileiro também está relacionada ao aumento da presença nos bancos escolares, observa Marcio Pochmann, presidente do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (ver reportagem acima). “Na faixa de jovens, hoje a média de escolaridade já subiu para nove a dez anos”, diz Pastore. “Isso é ótimo, porque daqui a uns dez anos, essa vai ser a média dos chefes de família no País.”

O problema é que o período do chamado “bônus demográfico” não dura para sempre. Depois, segue-se o envelhecimento populacional, o que pode vir a ser um “ônus demográfico”.

Em 2050, o peso relativo das pessoas com 65 anos ou mais será expressivo na população brasileira, muito maior que jovens e adultos.

“Uma população envelhecida representa uma série de novos desafios e os mais evidentes são aqueles ligados à saúde pública e a questões previdenciárias”, diz o professor Alves

17/07/2010 - 22:00h Boa noite

Concerto para piano N° 1, de Tchaikovsky – 3ro. Mov.
Boris Berezovsky, piano

Leningrad Philarmonic Orchestra
Regente Yuri Temirkanov