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	<title>Blog do Favre &#187; Blog do Favre - Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
	<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 21:27:56 +0000</pubDate>
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		<title>&#8220;A política está reduzida ao noticiário policial&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 21:27:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Entrevista- Prof. Luiz Werneck Vianna - Iuperj
Agência Carta Maior
22/07/2008
Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial.  O pesquisador acredita que &#8220;os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso&#8221;. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img src="http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2005/fotosju299online/ju299pg07.jpg" alt="A imagem “http://www.unicamp.br/unicamp/unicamp_hoje/ju/agosto2005/fotosju299online/ju299pg07.jpg” contém erros e não pode ser exibida." align="left" /><strong>Entrevista- Prof. Luiz Werneck Vianna - Iuperj</strong></p>
<p>Agência Carta Maior<br />
22/07/2008</p>
<p>Em entrevista à revista eletrônica IHU On-Line, o professor Luiz Werneck Vianna fala sobre o caso Daniel Dantas e critica o recuo da política e sua redução a uma agenda policial.  O pesquisador acredita que &#8220;os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso&#8221;.  E que a solução virá &#8220;com mais política&#8221; e não com menos.  Para Werneck Vianna, o caso Dantas virou um &#8220;affair&#8221; midiático, com cortinas de fumaça.</p>
<p>IHU On-Line</p>
<p>Ao analisar os recentes episódios de corrupção no Brasil, a partir da prisão (ou da tentativa de) do banqueiro Daniel Dantas, o professor Luiz Werneck Vianna, do Iuperj, em entrevista concedida por telefone à revista eletrônica IHU On-Line, identifica apenas &#8220;o capitalismo operando&#8221;.  Para ele, o mal não está em figuras como a de Dantas ou de Eike Batista, &#8220;como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas&#8221;.</p>
<p>Ele garante: &#8220;Não vai melhorar.  A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais&#8221;, que são, na sua opinião, o crescimento econômico, a reforma agrária e a democratização da propriedade.  O pesquisador acredita que &#8220;os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso&#8221;.  E que a solução virá &#8220;com mais política&#8221;.  &#8220;O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua.  Não há política.  Está faltando sociedade organizada, reflexiva.  A política está reduzida ao noticiário policial&#8221;, explica.</p>
<p>Werneck Vianna é professor pesquisador do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj).  Doutor em Sociologia pela Universidade de São Paulo, é autor de, entre outros, A revolução passiva: iberismo e americanismo no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1997), A judicialização da política e das relações sociais no Brasil (Rio de Janeiro: Revan, 1999) e Democracia e os três poderes no Brasil (Belo Horizonte: UFMG, 2002).</p>
<p>Confira a entrevista.</p>
<p><strong>IHU On-Line - Personagens como Daniel Dantas e Eike Batista avançaram sobre nacos importantes do patrimônio do Estado brasileiro.  Quais foram as condições políticas e econômicas que permitiram o surgimento desses personagens?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - O Brasil é um país capitalista.  E esses são empresários audaciosos, jovens, e têm encontrado um terreno favorável a tratativas com o executivo no sentido de fazer negócios de interesse comum.  E nisso ambos parecem que têm se complicado muito.  No entanto, há uma zona de sombra que ainda precisa ser esclarecida.  Meu problema em relação a tudo é essa sucessão de intervenções espetaculosas da Polícia Federal, a mobilização da mídia, do Ministério Público, do Judiciário e da opinião pública para esses fatos.  As questões centrais não são essas.</p>
<p>Com essa cortina espetacular, o mundo continua como dantes.  Nada muda no que se refere à questão agrária, às políticas sociais.  A população anda desanimada, desencantada.  Além disso, o que aparece aqui, que é muito perigoso, é um espírito salvacionista.  Há um &#8220;Batman institucional&#8221; atuando sobre a nossa realidade.  Esse &#8220;Batman&#8221; é a Polícia Federal associada ao Ministério Público.  Há elementos muito perigosos aí, de índole messiânica, salvacionista, apolítica, que podem indicar a emergência de uma cultura política fascista entre nós.  Todos esses escândalos e espetáculos atraem a opinião pública como se dependesse da salvação de todos apurar os negócios do Eike Batista e do Daniel Dantas.  Não depende, isso é mentira!</p>
<p>Com isso, se mobiliza a classe média para um moralismo que não pára de se manifestar.  A política cai fora do espaço de discussão.  Enquanto isso, aparecem dois personagens institucionais, ambos vinculados ao Estado: o Ministério Público e a Polícia Federal.  Este caminho é perigoso, e a sociedade não reage a ele faz tempo.  A cultura do fascismo pode se manifestar com traços mais bem definidos, a partir da idéia de que nosso inimigo é a corrupção, especialmente aquela praticada pelas elites.  Então, a sociedade acha que se resolve esse problema colocando a elite branca na cadeia.  Desse modo, o país viveria numa sociedade justa.  Não vai, mentira!</p>
<p><strong>IHU On-Line - O que o senhor considera como as questões centrais na sociedade brasileira, que devem ser discutidas com mais ênfase?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - O tema do crescimento econômico, da reforma agrária, da democratização da propriedade.  Para isso ninguém mobiliza ninguém.</p>
<p><strong>IHU On-Line - Pode-se afirmar que os anos dourados do neoliberalismo brasileiro produziram uma nova burguesia nacional da qual Daniel Dantas e Eike Batista são hoje personagens centrais?  O que distingue essa nova burguesia da &#8220;velha burguesia nacional&#8221; do período desenvolvimentista?<br />
</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Eike Batista não é um homem das finanças, e sim um homem da produção.  O Daniel Dantas, não.  Ele é um homem do setor financeiro.  Este setor apresentou enormes possibilidades.  Esses executivos do setor financeiro não têm 40 anos.  Se examinarmos os currículos deles, veremos que são formados por boas universidades, com doutorado no exterior.  Apareceu um novo mundo para esses setores médios e educados da população, especialmente os economistas.  Se passa da posição de economista para a posição de banqueiro hoje muito facilmente.</p>
<p><strong><br />
IHU On-Line - Como o senhor interpreta essas relações aparentemente ambíguas que o banqueiro Dantas tinha, ao mesmo tempo, com o mercado financeiro internacional e os fundos de pensão do Estado do qual fazem parte sindicalistas?  Acabou-se a velha contradição capital - trabalho?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Essa questão dos fundos previdenciários existe em toda a parte, não apenas no Brasil.  E o controle disso tem sido em boa parte corporativo.  Quem mexeu com a questão e falou no surgimento de uma nova classe foi o Francisco de Oliveira.  Não sei se devemos concordar inteiramente com o que ele diz, mas, pelo menos, é uma alusão importante.  O capital hoje tem uma outra forma de circular, e isso não ajuda o mundo sindical a se reorganizar.  O que vemos é um sindicalismo inteiramente cooptado pelo Estado.  Dantas jogou com as oportunidades que viu.  Até agora, as únicas coisas concretas pelas quais ele pode ser pego são o suborno ao policial e seu problema com o Imposto de Renda.  Esse é o capitalismo operando.  Daqui a pouco vão querer &#8220;prender&#8221; o capitalismo.  E não creio que isso esteja na intenção da Polícia Federal.  O mal não está nessas figuras, como se a sociedade fosse melhorar se nos livrássemos delas.  Não vai melhorar.  A sociedade vai melhorar se organizando em torno das suas questões centrais.</p>
<p><strong>IHU On-Line - O banqueiro Dantas estabeleceu uma rede de conexões políticas tecida ao longo de três governos - Collor, FHC e Lula.  Como entender o poder de Daniel Dantas, sua capacidade de manipulação e envolvimento de tantas pessoas, de diferentes governos, nessa malha de corrupção?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Era necessário que nessa rede público-privada aparecessem personagens.  Essa rede não podia se montar sem pessoas concretas.  Dantas foi uma.  O ponto da privatização estabeleceu um caminho para que esses homens encontrassem a sua oportunidade.</p>
<p><strong>IHU On-Line - O senhor considera que o caso Dantas ameaça o conceito de República, ou se pode afirmar que efetivamente o Brasil nunca desfrutou do status de República?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Não ameaça nada.  Esse é um affair midiático, com cortinas de fumaça.  Os piores instintos da sociedade estão sendo suscitados com tudo isso.  Vejo as primeiras fumacinhas de uma síndrome fascista entre nós.  E isso deve ser denunciado, combatido, e com política, com mais política.  O que constatamos, ao longo desse episódio, é que a política recua.  Está faltando sociedade organizada, reflexiva, e a política está reduzida ao noticiário policial.</p>
<p><strong><br />
IHU On-Line - Como o senhor analisa a postura do Supremo Tribunal Federal nesse caso?  Como interpreta o comportamento do ministro Gilmar Mendes?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Interpreto bem.  O papel da Suprema Corte é defender a Constituição, as liberdades individuais, e também não deixa de incorporar essa preocupação com o testemunho do espetacular que essas operações policiais manifestam.  Uma outra questão vinculada a isso é a escuta telefônica.  Estamos indo para um estado policial?  E a sociedade aprende a apontar como culpado o &#8220;malvado&#8221; lá da ponta, responsável por todos os males, que, caso preso e execrado, vai fazer com que a sociedade melhore.</p>
<p>Num ano eleitoral, tudo se discute, menos a política.  Não podemos defender a idéia de que um grande inquérito, um grande processo pode resolver as máculas da nossa história, criar um novo tipo de um encaminhamento feliz para nós (e isso é feito pela polícia, pelos grampos telefônicos, pela repressão!).  Isso não lembra a linguagem do regime militar, quando ele se impôs?  De que o grande inimigo é a corrupção?  Só que agora tudo está sendo feito numa escala nova, imensa, com um domínio total dos meios de comunicação.  O próprio Congresso se tornou uma ampla comissão parlamentar de inquérito, apurando, investigando e não discutindo políticas e soluções para os problemas.  Além do mais, temos um grupamento novo na sociedade: a Polícia Federal é nova.  Ela foi extraída da classe média.  Seu pessoal é concursado, bem formado, com curso superior.  Seus integrantes estão autonomizados a ir para as ruas com esse sentimento messiânico, que aparece no relatório do delegado Protógenes, de que a Polícia pode salvar o mundo.</p>
<p><strong>IHU On-Line - Qual é a sua opinião sobre o combate à corrupção no Brasil?  Este episódio recente abre a possibilidade de mudanças?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Nesse processo, a ordem racional legal avança, se aprimora, se aperfeiçoa.  No entanto, o que tento combater é uma visão salvadora, justiceira, messiânica do papel policial para a erradicação dos nossos males, como se não devesse haver nenhum impedimento entre a ação da polícia e a sociedade, como se não devêssemos ter habeas corpus, como se as pessoas pudessem ser presas, retiradas das suas casas nas primeiras horas da manhã, algemadas, e tudo isso passando por câmeras de televisão&#8230; Não creio que isso seja um indicador de democracia.</p>
<p><strong><br />
IHU On-Line - Que tipo de sentimento esse episódio provoca na população brasileira?  Revolta, descrédito nas instituições?</strong></p>
<p>Luiz Werneck Vianna - Descrédito.  E também aprofunda o fosso entre a sociedade e a política, mantém a sociedade fragmentada, isolada, esperando que a ação desses novos homens, dessas corporações novas, nos livre do mal.  Talvez eu tenha dado muita ênfase à dimensão negativa de tudo isso, mas também vejo que esse processo pode ser corrigido se a ordem racional legal for defendida por recursos democráticos, sem violência, com respeito às leis, à dignidade da pessoa humana.  É possível se avançar na ordem racional legal, investigando a corrupção, prendendo seus responsáveis, mas sem que isso assuma o caráter de escândalo, de espetáculo, no qual parece que temos um agente de salvação em defesa da sociedade.  Isso sim é perigoso.</p>
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		<title>L&#8217;estaca</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 20:16:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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Lluís Llach, Concerto de 1985 no estádio do Barça lotado
Texto em Catalão e espanhol
Any 1985 - Recital Camp del Barça ple de gom a gom.
100,000 people in the Barcelona F.C. Stadium
LLETRA - LETRA - LYRICS
______________________________________
L&#8217;ESTACA
______________________________________
L&#8217;avi Siset em parlava
De bon matí al portal,
Mentre el sol esperàvem
I els carros vèiem passar.
Siset, que no veus l&#8217;estaca
On estem tots [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div align="center"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0" width="425" height="344"></p>
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<p align="center">Lluís Llach, Concerto de 1985 no estádio do Barça lotado</p>
<p align="left"><strong>Texto em Catalão e espanhol</strong></p>
<p>Any 1985 - Recital Camp del Barça ple de gom a gom.<br />
100,000 people in the Barcelona F.C. Stadium</p>
<p>LLETRA - LETRA - LYRICS<br />
______________________________________<br />
L&#8217;ESTACA<br />
______________________________________<br />
L&#8217;avi Siset em parlava<br />
De bon matí al portal,<br />
Mentre el sol esperàvem<br />
I els carros vèiem passar.<br />
Siset, que no veus l&#8217;estaca<br />
On estem tots lligats ?<br />
Si no podem desfer-nos-en<br />
Mai no podrem caminar!</p>
<p>Si estirem tots, ella caurà<br />
I molt de temps no pot durar :<br />
Segur que tomba, tomba, tomba !<br />
Ben corcada deu ser ja.<br />
Si tu l&#8217;estires fort per aquí<br />
I jo l&#8217;estiro fort per allà,<br />
Segur que tomba, tomba, tomba<br />
I ens podrem alliberar.</p>
<p>Però, Siset, fa molt temps ja :<br />
Les mans se&#8217;m van escorxant,<br />
I quan la força se me&#8217;n va<br />
Ella és més ampla i més gran.<br />
Ben cert sé que està podrida<br />
Però és que, Siset, pesa tant<br />
Que a cops la força m&#8217;oblida.<br />
Torna&#8217;m a dir el teu cant</p>
<p>L&#8217;avi Siset ja no diu res,<br />
Mal vent que se l&#8217;emportà,<br />
Ell qui sap cap a quin indret<br />
I jo a sota el portal.<br />
I mentre passen els nous vailets<br />
Estiro el coll per cantar<br />
El darrer cant d&#8217;en Siset,<br />
El darrer que em va ensenyar.<br />
______________________________________<br />
Español-Espanhol-Spanish:</p>
<p>LA ESTACA<br />
______________________________________<br />
El abuelo Siset me hablaba<br />
al amanecer, en el portal,<br />
mientras esperábamos la salida del sol<br />
y veíamos pasar los carros.</p>
<p>Siset: ¿No ves la estaca<br />
a la que estamos todos atados?<br />
Si no conseguimos liberarnos de ella<br />
nunca podremos andar.</p>
<p>Si tiramos fuerte, la haremos caer.<br />
Ya no puede durar mucho tiempo.<br />
Seguro que cae, cae, cae,<br />
pues debe estar ya bien podrida.</p>
<p>Si yo tiro fuerte por aquí<br />
y tú tiras fuerte por allí,<br />
seguro que cae, cae, cae,<br />
y podremos liberarnos.</p>
<p>Pero, Siset, hace mucho tiempo ya,<br />
las manos se me están desollando,<br />
y en cuanto abandono un instante,<br />
se hace más gruesa y más grande.</p>
<p>Ya sé que está podrida,<br />
pero es que, Siset, pesa tanto,<br />
que a veces me abandonan las fuerzas.<br />
Repíteme tu canción.</p>
<p>El viejo Siset ya no dice nada;<br />
se lo llevó un mal viento.<br />
—él sabrá hacia dónde—,<br />
mientras yo sigo bajo el portal.</p>
<p>Y cuando pasan los nuevos muchachos,<br />
alzo la voz para cantar<br />
el último canto de Siset<br />
el último canto que él me enseñó.</p>
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		<title>Inflação não voltará, podem tirar o cavalo da chuva, diz Lula</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/inflacao-nao-voltara-podem-tirar-o-cavalo-da-chuva-diz-lula/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 19:26:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>

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		<description><![CDATA[
BC surpreende e anuncia aumento maior dos juros, para 13% ao ano
EDUARDO CUCOLO
da Folha Online, em Brasília
O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) anunciou nesta quarta-feira um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros. Assim, em decisão unânime, a taxa Selic subiu de 12,25% para 13% ao ano.
A decisão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div id="articleBy">
<h1>BC surpreende e anuncia aumento maior dos juros, para 13% ao ano</h1>
<p><strong>EDUARDO CUCOLO</strong><br />
da <strong>Folha Online</strong>, em Brasília</div>
<p>O Copom (Comitê de Política Monetária) do BC (Banco Central) anunciou nesta quarta-feira um aumento de 0,75 ponto percentual na taxa básica de juros. Assim, em decisão unânime, a taxa Selic subiu de 12,25% para 13% ao ano.</p>
<p>A decisão surpreendeu a maioria dos analistas do mercado financeiro, que esperavam um <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u424686.shtml">aumento de 0,5 ponto</a>. Parte dos economistas, no entanto, já previa que o BC poderia acelerar o ritmo de alta dos juros para evitar uma disparada da inflação.</p>
<p><a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u425368.shtml">Entenda como a taxa básica de juros influencia a economia</a></p>
<p>&#8220;Avaliando o cenário macroeconômico e com vistas a promover tempestivamente a convergência da inflação para a trajetória de metas, o Copom decidiu, por unanimidade, elevar a taxa Selic para 13% ao ano, sem viés&#8221;, informou o comitê em nota após a reunião.</p>
<p><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/inflacao-nao-voltara-podem-tirar-o-cavalo-da-chuva-diz-lula/6370/" rel="attachment wp-att-6370" title="selic.jpg"></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/selic.jpg" alt="selic.jpg" /></div>
<p></a></p>
<p>Trata-se do terceiro aumento da taxa em 2008. No início do ano, a Selic estava em 11,25% ao ano. Com a alta da inflação, o BC iniciou uma nova série de aumentos dos juros para tentar segurar a escalada de preços. Foram dois aumentos de 0,5 ponto percentual.</p>
<p>Agora, os juros voltaram ao mesmo patamar de janeiro de 2007. O maior nível da taxa Selic no governo Lula foi alcançado no início do governo, em fevereiro de 2003 (26,5% ao ano).</p>
<p><strong>Novos aumentos</strong></p>
<p>Esse não deve ser o último aumento de juros neste ano. Os <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u424433.shtml">economistas ouvidos</a> pelo próprio BC esperam que a taxa básica termine 2008 em 14,25% ao ano.</p>
<p>O mercado espera uma nova alta para 13,25% na reunião do Copom no início de setembro; outra para 13,75% em outubro; e para 14,25% em dezembro &#8211;o Copom se reúne a cada 45 dias, aproximadamente.</p>
<p>Em janeiro de 2009, os juros chegariam a 14,75% e só voltariam a cair, na previsão do mercado, no segundo semestre, para terminar o ano em 13,75% a.a..</p>
<p><strong>Inflação acima da meta</strong></p>
<p>A alta dos juros é uma tentativa do BC de evitar que a inflação estoure o teto da meta para 2008. A meta definida pelo governo para o IPCA (indicador oficial de inflação medido pelo IBGE) é de 4,5% (centro da meta), com tolerância de dois pontos, podendo chegar a 6,5% (teto da meta).</p>
<p>O próprio BC prevê uma inflação de 6% para este ano e de 4,7% para 2009, ambas acima do centro da meta.</p>
<p>A instituição também já admite que há <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u416038.shtml">25% de chances</a> de a inflação estourar o teto da meta para este ano. Para os economistas ouvidos pelo BC, o IPCA vai terminar 2008 em 6,53%.</p>
<p>Apesar do discurso de parte do governo de que a inflação estaria restrita aos preços dos alimentos, o BC já admite que ela tem contaminado outros setores da economia.</p>
<p>Parte desse efeito será sentido nas tarifas e aluguéis reajustados pelos IGPs (Índice Geral de Preços), por exemplo, que devem fechar o ano acima de 12%, na previsão de mercado financeiro.</p>
<p><strong>Enquanto for necessário</strong></p>
<p>O próprio presidente do BC, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u422553.shtml">Henrique Meirelles, afirmou</a> que, mesmo tirando os alimentos da inflação, o IPCA acumulado em 12 meses já supera os 6%.</p>
<p>Na avaliação de Meirelles, os preços no Brasil estão sendo influenciados não só pelo aumento internacional dos alimentos, mas também pelo forte consumo interno e pelo aumento do crédito.</p>
<p>O <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dinheiro/ult91u415602.shtml">volume de crédito</a> país bateu novo recorde no mês passado, apesar do aumento dos juros. Mesmo assim, já se verifica uma desaceleração nos empréstimos das pessoas físicas.</p>
<p>Por isso, os diretores do BC vêm afirmando que para segurar a inflação, continuarão aumentando os juros &#8220;enquanto for necessário&#8221;.</p>
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		<title>Campanha suja em lista</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 19:18:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[MÍDIA]]></category>

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		<description><![CDATA[Alertado por Rafael, leitor deste blog, reproduzo a seguir a nota de Gilberto Dimenstein. A nota de Eliane Cantanhêde e meus comentários já foram publicados aqui. LF
Ficha suja está suja
   
    

Não há o menor problema na divulgação da lista de processos que envolvem os candidatos, acionados pelo Ministério Público. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Alertado por Rafael, leitor deste blog, reproduzo a seguir a nota de Gilberto Dimenstein. A nota de Eliane Cantanhêde e meus comentários já foram publicados <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/07/utilidade-publica/">aqui</a>. LF</em></p>
<h1>Ficha suja está suja<!--/TITULO--></h1>
<p><!--noindex--><!--PRINT:EXCLUDE--><!--PUBLICIDADE-->   <script language="javascript" type="text/javascript"><!-- folha_ads_show( "online.colunas" , "180x150" , "0" ) ; //--></script><script src="http://bn.uol.com.br/js.ng/site=folha&amp;chan=online.colunas&amp;size=180x150&amp;page=7&amp;expble=0&amp;conntype=0&amp;tile=66092883344007?" language="javascript1.1" type="text/javascript"></script><img src="http://bn.i.uol.com.br/1x1.gif" height="1" width="1" /><br />
<!--/PUBLICIDADE--><!--/PRINT:EXCLUDE--><!--/noindex--><!--/-->    <!--TEXTO--></p>
<div id="articleBy"></div>
<p>Não há o menor problema na divulgação da lista de processos que envolvem os candidatos, acionados pelo Ministério Público. Muito pelo contrário: o eleitor tem o direito de saber sobre a vida dos candidatos, a começar de suas pendências jurídicas. É ótimo para a transparência política e, mais ainda, para o cuidado com os recursos públicos. O problema é que, como foi colocada (e a mídia tem uma dose de culpa), a ficha suja nasce suja.</p>
<p>Quando se fala em ficha suja a suposição óbvia é de que quem está ali já está culpado. Ou seja, está sujo. E, claro, isso não é necessariamente verdade. É como se todos aqueles políticos fossem criminosos &#8211;e, pior, tivessem cometidos crimes semelhantes, na visão do cidadão. A visão geral é a de que todo político é ladrão, ainda mais se forem colocados numa lista feita por juízes.</p>
<p>Na prática é como se o indiciamento já fosse a sentença final &#8211;é, enfim, como se já tivessem sido condenados sem julgamento final. Duvido que qualquer magistrado, por mais desequilibrado, defenda a idéia de que alguém pode ser condenado sem julgamento. Fosse assim, nem haveria necessidade de juízes.</p>
<p>Do jeito como está colocado, um bom serviço à democracia &#8211;a divulgação da vida do candidato&#8211; mais pode confundir do que esclarecer, colocando num mesmo saco gente séria e larápios.</p>
<p><!--noindex--></p>
<div id="articleEnd"></div>
<div id="articleExtra"></div>
<p><!--/noindex--><!--/TEXTO-->  <!--/NOTICIA--></p>
<table class="biographicalFoot">
<tr>
<td width="60"><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0726963.jpg" height="50" width="50" /></td>
<td><span class="tagline"> <strong>Gilberto Dimenstein</strong>, 48, é membro do Conselho Editorial da <strong>Folha</strong> e criador da ONG Cidade Escola Aprendiz. Coordena o site de <a href="http://www1.folha.uol.com.br/folha/dimenstein/">jornalismo comunitário</a> da <strong>Folha</strong>. Escreve para a <strong>Folha Online</strong> às segundas-feiras.<strong>E-mail: </strong><a href="mailto:palavradoleitor@uol.com.br">palavradoleitor@uol.com.br</a></p>
<p></span></td>
</tr>
</table>
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		<title>A bomba e o biquíni</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:49:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[COMPORTAMENTO]]></category>

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		<description><![CDATA[O artigo conta a história da criação do maiô de duas peças, o biquíni e sua relação com a explosão da primeira bomba atômica no arquipélago das ilhas Biquíni (Bikini em inglês).
Bikini: l&#8217;érotisme qui fait boum
Le XXème siècle est marqué par l’invention la plus suicidaire de l’homme: la bombe nucléaire. Mais il compte -malgré tout- [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>O artigo conta a história da criação do maiô de duas peças, o biquíni e sua relação com a explosão da primeira bomba atômica no arquipélago das ilhas Biquíni (Bikini em inglês).</em></p>
<p><strong><font size="4">Bikini: l&#8217;érotisme qui fait boum</font></strong></p>
<p>Le XXème siècle est marqué par l’invention la plus suicidaire de l’homme: la bombe nucléaire. Mais il compte -malgré tout- un événement positif: la création du bikini.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/07/23/bikini1946.jpg" alt="Bikini1946" title="Bikini1946" border="0" height="100" width="400" /></div>
<p>Tout commence le 1er juillet 1946: une bombe est lachée à neuf heures du matin sur l’atoll de Bikini, situé dans le sud du Pacifique. La bombe, baptisée Gilda, reproduit l’image d’une femme au corps parfait. Quand elle explose, un gigantesque champignon de 10 000 mètres de haut s’élève dans le ciel paradisiaque, réduisant un atoll en poussière radioactive. <span style="font-style: italic">&#8220;</span><em>C’est le premier test atomique officiel depuis la fin de la seconde guerre mondiale,</em> explique <a href="http://www.amazon.fr/grande-histoire-Bikini-Ancien-Editeur/dp/1859957978">Patrick Alac</a>, journaliste de mode. <em>Quatre jours plus tard, le 5 juillet, un petit scandale apparemment anodin a lieu dans une piscine publique de Paris où avait lieu un concours de beauté…&#8221;<br />
</em></p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/07/23/bikinipinup.jpg" alt="Bikinipinup" title="Bikinipinup" border="0" height="99" width="400" /></div>
<p><em>Un créateur de mode, Louis Réard, profite de l’occasion pour présenter sa collection de  maillots de bain. Nombre de visiteurs avaient remarqué une femme extrêmement peu vêtue et cela déjà bien avant le résultat du concours. Lorsqu’elle est appelée à monter sur le podium des finalistes, un murmure s’élève alors parmi les spectateurs. Ni la beauté, ni la célébrité de cette femme ne sont la cause d’une telle exclamation, mais plutôt le maillot de bain spécial qu’elle porte</em>.» Deux rectangles avares de tissu couvrent les seins, retenus par un fil. Le bas, découpé devant en un petit rectangle laisse les hanches nues. Sommet de l’impudeur et de l’obscénité, seule une mince ficelle sépare les fesses ! Le scandale va durer presque 20 ans.</p>
<p>Michele Bernardini, une danseuse nue du Casino de Paris, est la personne toute désignée pour servir ce coup médiatique: elle n’a aucun scrupule à revêtir le mini-maillot. Quant au concours de beauté de la piscine Molitor, c’est le lieu idéal. Reste à trouver le nom du maillot. En ce mois de juillet, les événements politiques font la Une. Un peu avant Réard, le grand couturier Jacques Heim présente un modèle de maillot très osé appelé Atome.</p>
<p>Une actrice de l’époque (Rita Hayworth) est surnommée «<em>bombe atomique</em>» à cause de la chaleur sexuelle dont elle irradie. L’esprit du temps associe l’image d’une arme meurtrière et celle d’une fille séduisante dans un déshabillé provocant, le mélange d’un symbole d’amour et de mort… Réard s’inspire évidemment de l’actualité, pour porter un grand coup.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/07/23/annakournikova.jpg" alt="Annakournikova" title="Annakournikova" border="0" height="100" width="400" /></div>
<p>Le scandale du bikini est pourtant étouffé par la censure. Aucun magazine n’en parle. La presse fait un boycott. Le bikini n’est mentionné nulle part, ni le jour suivant, ni les semaines suivantes, ni les années suivantes: silence complet.</p>
<p>On ne parle, cet été 46, que du célèbre maillot Atome de Jacques Heim (maintenant totalement oublié). Sur les plage de la Côte d’Azur, des avions tirent une banderole «<em>L’Atome, le plus petit maillot du monde</em>». Réard conteste aussitôt cette publicité : «<em>Le Bikini – encore plus petit que le plus petit maillot du monde</em>» ! Mais en vain. Les gardiens des bonnes moeurs veillent au grain.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/07/23/pinup.jpg" alt="Pinup" title="Pinup" border="0" height="100" width="400" /></div>
<p>C’est seulement en 1948 que le magazine<em> Vogue</em> parle du premier deux-pièces, et encore du bout des lèvres… D’autres magazines comme <em>Fémina </em>citent Heim et le trouvent un peu trop «indécent». Un journaliste de<em> Elle</em> critique: «<em>Cet été, on ne se déshabille pas, on se dénombrilise !</em>».</p>
<p>Censuré par les médias, mis aux oubliettes, Réard se porte pourtant très bien: il habille les plus grandes stars du monde. Ses maillots ne peuvent être achetés qu’au 47 rue de Clichy, dans une boutique prestigieuse qui porte son nom. Son bikini n’a pas besoin de publicité, ni de presse. En 1965, il persiste et signe donc dans l’extrême en créant un bikini encore plus petit que le précédent: le sexy-bikini, précurseur du tanga brésilien.</p>
<p>Dès son apparition sur les plages, en 1949, le bikini est interdit par la loi: en Espagne, Italie et France, c’est la chasse aux sorcières ! En 1951, sous un flot d’injures, le journal du Vatican <em>Osservatore Romano</em> annonce que les Chevaliers de l’Apocalypse apparaitront sans doute en bikini. Les communistes disent que le bikini, en tant que marque de la bourgeoisie, attise la lutte des classes. Les féministes l’accusent de transformer la femme en objet de désir. Dans les piscines allemandes, le bikini reste interdit jusqu’aux années 70. Et pourtant…</p>
<p>Des centaines de magazines se mettent à couvrir l’élection de «Miss Bikini». Un journaliste américain affirme: «<em>Le bikini est un maillot de bain dans lequel chaque homme aimerait voir la femme de l’autre mais pas la sienne.</em>» En 1964, le «<em>styliste de la révolution sexuelle</em>», Rudi Gernreich invente le monokini, un maillot sans le haut qui laisse la poitrine nue. C’est à peine s’il est vendu à 3000 exemplaires dans les années 80, mais il permet au bikini de devenir un maillot presque bienséant. Du coup, les designers de mode s’en emparent.</p>
<p>On invente le bikini  en peau d’ours, en cheveux, en fleurs de plastique, en algue, en pelouse, orné de diamants ou taillé dans du métal… Plus excentriques encore apparaissent le bikini gonflable, l’insubmersible, le bikini robe de mariée, l’auto-adhésif (un patch rond collé sur les seins), le jetable, le bikini peint sur le corps et le bikini ventilateur fait d’hélices alimentées par l’énergie solaire. Certains bikinis ne peuvent pas aller dans l’eau. D’autres, créés par des physiciens de l’aérodynamique, sont trop lourds pour être portés. D’autres sont si précieux qu’il leur faut une escorte de police.</p>
<div style="text-align: center"><img src="http://sexes.blogs.liberation.fr/agnes_giard/images/2008/07/23/nikkisanderson.jpg" alt="Nikkisanderson" title="Nikkisanderson" border="0" height="100" width="400" /></div>
<p>Provocant et immoral, le bikini doit surtout son succès au cinéma. Des réalisateurs l’utilisent pour donner à leur film un parfum de scandale et… remplir les caisses. Dans <em>Et Dieu Créa la femme</em>, Brigitte Bardot fait un plongeon remarqué en bikini-vichy. L’été suivant, des milliers de spectatrices portent le même à la plage. Dans <em>Lolita</em>, la jolie Sue Lyon bronze dans le jardin en petite tenue. Des millions d’Américaines l’imitent. Peau lisse, muscles ambrés, cuisses galbées, des corps de celluloïd portent le bikini sur grand écran avec une fausse innocence ambigue: Marilyn Monroe, Ursula Andress, Jayne Mansfield, Raquel Welch, Bo Derek et d’innombrables James Bond Girl… Tout leur art: rester naturelles comme si elles étaient correctement vêtues, alors que seuls quelques centimètres carrés de tissus les protègent du regard…</p>
<p>Le bikini repousse la barrière collective de la pudeur en montrant qu’on peut rester maitresse de son corps tout en en livrant 90%, voire pire, à la lubricité des spectateurs. Le bikini se porte comme un uniforme. Il impose au corps des normes de maintien ultra-strictes: rentrez le ventre, tendez la poitrine! Pas si libérateur que ça (au fond), le bikini met fin au tabou de la nudité mais invente le tabou de la cellulite. Impossible d’en porter un sans avoir, au préalable, passé des heures en club de gymn et imposé une diète stricte à son estomac.</p>
<p>Avec le bikini, le corps devient un objet d’exposition. «<em>Culte du corps, obsession de la beauté et de la mode ont remplacé les aspirations intellectuelles et spirituelles de l’individu,</em> remarque Patrick Alac. <em>Ce corps soigné que l’on maintient en forme et que l’on décore de bikinis aussi minuscules que des bijoux n’est plus considéré comme l’enveloppe terrestre d’une âme immortelle mais il est devenu un but en soi</em>.»</p>
<p>Maintenant, le bikini ne choque plus personne. Il n’est plus synonyme de libération sexuelle mais d’aliénation au diktat corporel. Jésus portait-il un bikini sur la croix? On raconte qu’un bikini blanc porté par Pamela Anderson aurait provoqué une série d’accidents de la route suivi d’une vague de procès contre cette campagne publicitaire: les conducteurs, perturbés, déconcentrés, empruntaient la mauvaise voie ! D’autres freinaient brusquement pour mieux voir la top-modèle.</p>
<p>Le Bikini nous fait croire en un monde peuplé de mannequins idéales qui portent leur nudité en triomphe derrière un cache-fente et deux cache-tétons. Il transforme la plage en paradis de corps nus et heureux -un paradis artificiel, mais la magie est là: on l’aime ce bikini, malgré la bombe nucléaire, malgré l’auto-destruction. Le bikini cache et révèle à la fois. Un cocktail explosif.</p>
<p><span style="color: #333366">Un livre d’art débordant d’images alléchantes et d&#8217;infos: <a href="http://www.amazon.fr/grande-histoire-Bikini-Ancien-Editeur/dp/1859957978">La Grande histoire du bikini</a>, de Patrick Alac, éd. Parkstone, 18 €.</span></p>
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		<title>Ouviu falar do biscoito fino e a massa?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:43:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[O Biscoito Fino e a Massa entra em ferias. Ficamos chateados pela interrupção e aguardando a chegada do Biscoito ao seu destino, para acompanhar novamente os pratos saborosos do autor, seja no futebol como na política, na literatura ou na música. As massas ficamos no aguardo. Aqui vai seu último post, antes de decolar. LF

Pausa
O [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em><a href="http://www.idelberavelar.com/">O Biscoito Fino e a Massa</a> entra em ferias. Ficamos chateados pela interrupção e aguardando a chegada do Biscoito ao seu destino, para acompanhar novamente os pratos saborosos do autor, seja no futebol como na política, na literatura ou na música. As massas ficamos no aguardo. Aqui vai seu último post, antes de decolar. LF<br />
</em><br />
<strong><span id="titpost">Pausa</span></strong><br />
O Biscoito Fino e a Massa faz uma pequena pausa, enquanto o titular do blog pega um avião de Belo Horizonte de volta a New Orleans, para reassumir o batente do ano letivo. Foi bom demais estar em Terra Brasilis. Obrigado, Belzonte; obrigado, Rio, Sampa, Três Corações.</p>
<p>A partir de agora o blog deve se concentrar nas eleições americanas, mas sempre com um olho em Pindorama.</p>
<p>**************</p>
<p>Mandaram avisar que lá no Facebook está rolando uma <a href="http://apps.facebook.com/blognetworks/blogpage.php?blogid=16156">comunidade </a>do Biscoito.</p>
<p>**************</p>
<p>Em breve, o blog <s>declarará seu</s> <strong>justificará com mais detalhes</strong> o meu voto nas eleições para prefeito de Belo Horizonte, que é de Jô Moraes (PC do B). Como sabem os leitores do blog, <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/04/ah_esses_mineiros.php">não fui reácio</a> ao acordo Pimentel-Aécio em Minas Gerais. Mas pesquisando um pouco mais sobre quem é Márcio Lacerda, conversando um pouco mais com amigos de BH, investigando um pouco mais sobre como foi feito o acordo, acabei seguindo boa parte da base das últimas (muito bem-sucedidas) prefeituras de BH no apoio a Jô Moraes, que é, como sabem os memoriados leitores deste blog, a <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2006/10/a_angustia_do_batedor_na_hora_do_penalti.php">minha deputada federal</a>.</p>
<p>************</p>
<p>Na sua coluna na Folha desta terça-feira, Eliane Castanhêde declara nunca ter ouvido falar de Jô Moraes. Meu Deus, eu teria vergonha de escrever uma coluna sobre literatura no maior jornal brasileiro e declarar não saber quem é Antonio Candido.</p>
<p>*************</p>
<p>Por falar nisso, Mestre Candido fez 90 anos e o Biscoito ainda não prestou sua homenagem. <em>Shame, shame</em>.</p>
<p>*************</p>
<p>Em seu último post, o Paraíba tece <a href="http://www.rafael.galvao.org/2008/07/o-bom-o-mau-e-o-feio/">hiperbólicos elogios</a>. Mas ainda não aprendeu a história do futebol brasileiro: o fato básico de que em 1981 o time chapa-branca enfrentou o Galo três vezes e não ganhou nenhuma.</p>
<p>**************</p>
<p>Se você está na Zona Leste de Belo Horizonte e quer comer um espetinho de animal morto, o ponto é o Manoel do Espeto, ali perto da Feira dos Produtores. Mas, se for lá, avise ao cabra: é um crime colocar, num bar lindo &#8212; com bela varanda, cerveja gelada, espeto de primeira &#8211;, um par de cantores breganejos com aparelhagem de karaokê num laptop. É inaceitável. Bebi 5 quando poderia ter bebido 15 Bohemias. Não há nada mais irritante para alguém que gosta de música que ouvir um bate-estacas de péssima qualidade. É melhor ouvir o silêncio. O próximo que passar por lá, avise.</p>
<p>*************</p>
<p>Um leitor deste blog escreveu um dos melhores romances argentinos &#8212; ou seja, um dos melhores romances do mundo &#8212; dos últimos anos: Mariano Siskind escreveu o extraordinário <em>Historia del Abasto</em>, que devorei, faminto, entre São Paulo e Belo Horizonte. Alô, editoras brasileiras, atenção.</p>
<p>***************</p>
<p>Na quinta-feira à tarde, aterrizo no caldeirão de New Orleans. Tomem conta da bodega.</p>
<p><strong>Atualização</strong>: Veja o <a href="http://www.idelberavelar.com/archives/2008/07/pausa.php#c32930">belo email</a> que o leitor Tiago Mesquita escreveu ao Ombudsman da Folha acerca da insultante coluna de Eliane Castanhêde. Envie um você também <img src='http://blogdofavre.ig.com.br/wp-includes/images/smilies/icon_smile.gif' alt=':-)' class='wp-smiley' /></p>
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		<title>A sujeira da lista</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:25:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Blog Toda mídia de Nelson de Sá
A sujeira da lista
Folha e &#8220;Estado&#8221; abrem com a lista supostamente &#8220;suja&#8221;, entre aspas só na primeira _que destaca no enunciado a crítica dos candidatos à associação de magistrados que elaborou e postou a relação em seu site. Em São Paulo, a ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="background-color: #ffff99"><a href="http://todamidia.folha.blog.uol.com.br/arch2008-07-20_2008-07-26.html#2008_07-23_09_35_50-10987816-0"><strong>Blog Toda mídia de Nelson de Sá</strong></a></p>
<p><strong>A sujeira da lista</strong></p>
<p>Folha e &#8220;Estado&#8221; abrem com a lista supostamente &#8220;suja&#8221;, <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/brasil/fc2307200802.htm" target="_blank">entre aspas</a> só na primeira _que destaca no enunciado a crítica dos candidatos à associação de magistrados que elaborou e postou a relação em seu site. Em <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080723/not_imp210441,0.php" target="_blank">São Paulo</a>, a ação atinge Marta Suplicy e Paulo Maluf, em benefício de Geraldo Alckmin e Gilberto Kassab.</p>
<p>No Rio, o &#8220;Globo&#8221;, que fez campanha pela lista, apenas <a href="http://oglobo.globo.com/pais/eleicoes2008/mat/2008/07/22/ficha_suja_amb_comeca_divulgar_lista_dos_candidatos_nas_capitais_alvo_de_processos_na_justica-547357847.asp" target="_blank">registrou</a>. Sua manchete, com registro nos <a href="http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidian/ff2307200801.htm" target="_blank">jornais</a> <a href="http://www.estadao.com.br/estadaodehoje/20080723/not_imp210328,0.php" target="_blank">paulistas</a>, foi para a prisão do <a href="http://oglobo.globo.com/rio/mat/2008/07/22/milicianos_comandados_por_natalino_ja_faturaram_4_milhoes_por_mes_diz_policia-547368199.asp" target="_blank">&#8220;deputado de milícia&#8221;</a>, que é &#8220;do partido do prefeito&#8221; do Rio, aliás, o DEM.</p>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/globo.JPG" title="globo.JPG"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/globo.JPG" alt="globo.JPG" /></a><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/estado.JPG" title="estado.JPG"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/estado.JPG" alt="estado.JPG" /></a></p>
<div align="center"></div>
<p align="center"><a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/folha.JPG" title="folha.JPG"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/folha.JPG" alt="folha.JPG" /></a> <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/valor.JPG" title="valor.JPG"><img src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2008/07/valor.JPG" alt="valor.JPG" /></a></p>
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		<title>Anomalias e FLAP em São Paulo</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 18:06:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[CULTURA]]></category>

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		<description><![CDATA[ Anomalías y FLAP 2.0 08 por Alan Mills (blog Revolver)
{n} Siempre me he considerado un ser anómalo. Lo dije recién, en Guatemala, durante un conversatorio sobre la exposición Mundo Capitol y me quedé helado al ver a varias personas asintiendo desde el público. Ay. A veces esperas que te digan &#8220;no Alancito, usted es [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h3 class="post-title entry-title"> <a href="http://alanmills.blogspot.com/2008/07/anomalas-y-flap-20-08.html">Anomalías y FLAP 2.0 08 por Alan Mills (blog Revolver)</a></h3>
<p><span style="font-family: arial"><strong>{n} </strong>Siempre me he considerado un ser anómalo. Lo dije recién, en Guatemala, durante un conversatorio sobre la exposición Mundo Capitol y me quedé helado al ver a varias personas asintiendo desde el púb<a href="http://www.woostercollective.com/images/2006/03/senna3.jpg"><img src="http://www.woostercollective.com/images/2006/03/senna3.jpg" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 200px" border="0" /></a>lico. Ay. A veces esperas que te digan &#8220;no Alancito, usted es bien normal, mijito&#8221;. Pero no existe entidad más sincera que un público concentrado en lo que les estás hablando. Se los digo.</span></p>
<div>
<p><span style="font-family: Arial"><strong>{ñ}</strong> Entonces, el ser anómalo debe hablar de su anomalía, integrarla a su universo, a la comunidad. Así se va entendiendo, haciendo entender. Pienso.</span></div>
<div>
<p><span style="font-family: Arial"><strong>{o}</strong> Y tiene que conversar sobre otras anomalías, sus parientes, seres análogos, sus estímulos. Así se comunica. Intuyo.</span></div>
<div>
<p><span style="font-family: arial"><strong>{p}</strong> Este sábado 26 de 10:00 a 17:00 horas, en el espacio <a href="http://www.obarco.com.br/">B_arco </a>de arte contemporáneo en Sâo Paulo (rua dr. virgílio de carvalho pinto, 426), <a href="http://peixedeaquario.zip.net/">Ana Rüsche </a>y yo impartiremos el taller <strong><a href="http://www.obarco.com.br/cursos/literatura/ferias-anomalias/view">ANOMALIAS: la enfermedad na tradiçâo</a></strong>. Conversaremos sobre diversos exponentes de las artes pl<a href="http://www.artfacts.net/exhibpics/16724.jpg"><img src="http://www.artfacts.net/exhibpics/16724.jpg" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px" border="0" /></a>ásticas y la literatura contemporánea latinoamericana (de la década del 60 hasta hoy), obras que experimentan con elementos anómalos, híbridos, disonantes, cuyo impacto corroe las estructuras más previsibles, instalando un arte capaz de modificar su entorno. </span></div>
<div>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: arial"><strong>{q} </strong>Serán comentados: <a href="http://www.germinaliteratura.com.br/literatura_out05_robertopiva5.htm"><strong>El poeta Roberto Piva</strong> </a>(Brasil), voz de la locura y los inadaptados, un blasfemo contra la ciudad hipócrita y decadente, a la que le confiere polaridades celestiales e infernales; la producción de los años 70 y 80 del artista plástico <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Cildo_Meireles"><strong>Cildo Meireles</strong> </a>(Brasil), con la que ataca al régimen totalitario, construyendo obras en soportes &#8220;circulables&#8221;, como papel </span><span style="font-family: arial">moneda, botellas retornables de Coca Cola, cuestionando también la distribución del arte a la población; el proyecto estético del <a href="http://www.memoriachilena.cl/temas/index.asp?id_ut=colectivoaccionesdearte%28cada%29"><strong>CADA (Colectivo de Acciones de Arte)</strong>, </a>formado por Diamela Eltit, Raúl Zurita, Lotty Rosenfeld e Fernando Balcells, los cuales, entre 1978 e 1981, elaboraron propuestas artísticas interdisciplinarias desafiando la dictadura de Augusto Pinochet y ampliando de manera radical los limites de las artes; <strong><em><a href="http://www.youtube.com/watch?v=RfoXaR0sW5I">El tiempo principia en Xibalbá</a></em></strong>, novela de <strong>Luis de Lión</strong> (Guatemala). Se trata de la novela de una persona de origen maya, donde se desarrolla una visión extrema de la vida en una sociedad fragmentada y violenta, donde la sexualidad manifiesta toda su carga de poder y dominación; las crónicas de <strong><a href="http://www.letras.s5.com/archivolemebel.htm">Pedro Lemebel</a></strong> (Chile), registro fiel de su posición como artista queer, irónicas y feroces piezas que desmantelan la moral burguesa chilena. Fundador del colectivo Las yeguas del Apocalipsis, Lemebel realizó diversas intervenciones urbanas; Los cuentos de <a href="http://www.releituras.com/marcfreire_menu.asp"><strong>Marcelino Freire</strong> </a>(Brasil), escritor que desde los años 90 trabaja la oralidad <a href="http://www.ucm.es/info/especulo/numero37/purga_a.gif"><img src="http://www.ucm.es/info/especulo/numero37/purga_a.gif" style="margin: 0px 0px 10px 10px; float: right; width: 200px" border="0" /></a>de los que no tienen voz y de lo políticamente incorrecto, trazando en sus textos un lenguaje directo, que prescinde de ornamentos, discursos contradictorios, donde habla lo que no quiere ser escuchado; sobre los años 2000, serán presentados los trabajos de las artistas <a href="http://www.alessandracestac.com.br/nuanarua/nuanarua.html"><strong>Alessandra Cestac</strong> </a>(Brasil) y <strong><a href="http://www.bombsite.com/issues/94/articles/2780">Regina Galindo</a></strong> (Guatemala), que exploran el propio cuerpo como material poético, exponiendo sus distorsiones, dolores y la usurpación de lo femenino, la usurpación de lo humano. </span></div>
<div>
<p><span style="font-family: arial"><strong>{r} </strong>Están todos invitados, incluso los que se sienten así más normalitos, pa&#8217; que nos entiendan.</span></div>
<div></div>
<div>
<p><span style="font-family: Arial"></span><span style="font-family: arial"><a href="http://bp1.blogger.com/_LmHFClHL_nQ/SIdF-_ZZo6I/AAAAAAAAARM/MAiivzhsjWU/s1600-h/flap_ilustra.jpg"><img src="http://bp1.blogger.com/_LmHFClHL_nQ/SIdF-_ZZo6I/AAAAAAAAARM/MAiivzhsjWU/s200/flap_ilustra.jpg" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5226222841058927522" style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left" border="0" /></a></span></div>
<div>
<p><span style="font-family: arial"><strong>{s}</strong> Dentro de poco se dejará sentir una avalancha de sujetos poéticos (anómalos muchos de ellos) pelas ruas de Sâo Paulo. O festival latinoamericano de poesia, <strong><a href="http://flap2008.wordpress.com/">FLAP</a></strong> <strong>(1 al 8 de agosto),</strong> traerá a muchos amigos de América Latina para hacer lecturas y debatir sobre a poesia y los nuevos medios, cómo se transforma el habla poética en los nuevos soportes virtuales, el mundo de la web 2.0 y las relaciones entre poesía e mercado editorial, marketing y publicidad. A lingua oficial será o portuñol, el cual ya manejo a la perfección. Según <a href="http://www.digestivocultural.com/blog/post.asp?codigo=1961">la nota de Elisa Andrade Buzzo </a>&#8220;a programação inclui debates sobre música (&#8221;Zona Franca v: o rap atura a literatura (e vice-versa)&#8221;, se destaca a presença em massa de latinos, com mais de vinte escritores (<a href="http://www.offline.com.br/Edicoes/2/artigo77618-1.asp">Alan Mills</a>, da Guatemala; <a href="http://www.letras.s5.com/archivohhernandez.htm">Héctor Hernández Montecinos</a>, do Chile; Virginia Fuente, da Argentina; <a href="http://www.offline.com.br/Edicoes/2/artigo77618-1.asp">Ernesto Carrión</a>, do Equador; <a href="http://blogdofavre.ig.com.br/2008/03/estimado-cliente/">Rodrigo Flores</a>, do México, dentre outros), além dos convidados brasileiros, alguns deles já presentes em outros anos&#8221;. Por ahí andaremos, entonces, celebrando la palabra, again. </span></div>
<div><span style="font-family: arial"></span></div>
<div>
<p><span style="font-family: arial"><strong>{t} </strong><a href="http://br.youtube.com/watch?v=ujxUtJTcdS4">Viva la conexión!</a> Até mais, caras.</span></div>
<div></div>
<p><span style="font-family: arial"><strong>Imágenes:</strong> Alessandra Cestac, Cildo Meireles, ww.literaturaguatemalteca.org, fragmento de <em>Purgatorio</em> y afiche de la FLAP por Jozz.</span></p>
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		<title>Marta encontra representantes das empresas do setor da construção</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 16:05:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>

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		<description><![CDATA[
O repórter César Felicio, do jornal Valor, acompanhou a atividade de Marta com representantes do setor da construção civil e de habitação e publicou um artigo no Valor de hoje.
&#8220;A ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT à prefeitura paulistana, apresentou o seu plano de obras ontem, no auditório do Instituto de Engenharia, para empresários reunidos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<div style="text-align: center"><img src="http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,15134650-EX,00.jpg" alt="A imagem “http://g1.globo.com/Noticias/Politica/foto/0,,15134650-EX,00.jpg” contém erros e não pode ser exibida." /></div>
<p>O repórter César Felicio, do jornal <em>Valor</em>, acompanhou a atividade de Marta com representantes do setor da construção civil e de habitação e publicou um artigo no <em>Valor </em>de hoje.</p>
<p><strong>&#8220;A ex-prefeita Marta Suplicy, candidata do PT à prefeitura paulistana, apresentou o seu plano de obras ontem, no auditório do Instituto de Engenharia, para empresários reunidos pelas entidades do setor de construção civil (Sinduscon), habitacional (Secovi), construção pesada (Sinicesp), de empresas de arquitetura e engenharia (Sinaenco) e empreiteiros em geral (Apeop). Todos setores afetados pela paralisia econômica que marcou o final do governo de Marta e o início da administração de Serra.&#8221;</strong></p>
<p>Para que não pairem dúvidas sobre o que esconde o termo &#8220;paralisia econômica&#8221;, o repórter reproduz declarações de dirigentes do setor:<br />
<strong><br />
&#8220;&#8221;Não foi ela que postergou os pagamentos de uma maneira não usual, para se dizer o mínimo&#8221;, disse o novo presidente do Sinduscon, Sergio Watanabe. &#8220;A administração municipal não respeitou a ordem cronológica em 2005&#8243;, comentou Moura.&#8221;</strong></p>
<p>O artigo destaca entre as propostas de Marta, o pacote de obras anunciados na reunião:<br />
<strong><br />
&#8220;Marta prometeu um pacote de obras, sendo que o item mais vistoso é a aplicação anual de R$ 500 milhões em recursos municipais no metrô, órgão de responsabilidade estadual. Ao comentar o pacote o presidente da Apeop, Arlindo Moura festejou o discurso de tocadora de obras da prefeita, mas pediu que o passado não se repetisse. &#8221; O que se espera de um prefeito é que os recursos públicos da cidade não fiquem entesourados. E que os nossos mandatários cumpram a lei. É preciso cumprir a lei de responsabilidade fiscal: empenhar os recursos e pagar. Pagar. Isto é fundamental&#8221;, disse. &#8220;A gente não deve ter compromissos além do que a gente pensa que pode ser feito&#8221;, comentou a petista nos agradecimentos finais.&#8221;</strong></p>
<p>Quando se sabe que o atual prefeito mantém em aplicações financeiras quase R$ 5 bilhões apesar da cidade ter tantas necessidades e os investimentos em obras necessárias são também uma alavanca da geração de emprego, além de melhorar a infraestrutura do município, se entende a quem foi dirigida a frase do presidente da Apeop.</p>
<p>César Felicio, do seu lado, acrescenta:<strong> &#8220;No seu último dia útil como prefeita, Marta Suplicy cancelou R$ 548,2 milhões em empenhos não liquidados (despesas contratadas para serviços e obras que não chegaram a ser realizados) e inscreveu R$ 562 milhões como restos a pagar processados (com cobertura orçamentária). Logo ao assumir, o então prefeito José Serra acusou a antecessora de ter produzido um rombo de R$ 1,9 bilhão nas contas municipais. Neste montante, estariam até mesmo R$ 278 milhões para serviços executados sem empenho orçamentário, ou seja, sem nenhuma previsão legal.&#8221;</strong></p>
<p>Pena que o jornalista não aproveitou para lembrar também que o Tribunal de Contas do Município (TCM), a Câmara de vereadores com o voto dos vereadores de kassab e o Supremo Tribunal Federal concluíram sobre essa polêmica que Marta estava certa, respeitou a Lei de Responsabilidade Fiscal e suas contas foram aprovadas.</p>
<p>Esta polêmica já está assim superada, nada mais natural de concluir, como registrou o repórter:</p>
<p><strong><br />
&#8220;Na saída do evento, a ex-prefeita acenou com uma parceria administrativa com Serra, apesar da transição conturbada de 2005. &#8220;A conversa vai rolar tranqüilamente&#8221;, disse, afirmando que &#8221; os problemas de São Paulo são tão gigantescos que só uma instância não dá conta&#8221;.</strong></p>
<p>Pena que poucos deram destaque, fora <em>VALOR</em>, a este tema relevante para o eleitorado e para o debate das propostas dos candidatos. LF</p>
<p>O portal da Globo, G1,  deu conta do evento assim:</p>
<div class="materia-titulo">
<h1 class="entry-title">Marta propõe pelo menos R$ 490 milhões ao ano para o metrô</h1>
<p>Candidata formulou proposta em debate no Instituto de Engenharia de SP<br />
Para presidente do instituto, &#8216;é pouco&#8217;. Ela disse que pode rever cifra.</p></div>
<p>A candidata à Prefeitura de São Paulo pelo PT, Marta Suplicy, se         reuniu nesta terça-feira (22) com integrantes de entidades da         engenharia, da construção civil e da indústria imobiliária.</p>
<p>A ex-prefeita mostrou intenção, se eleita, de investir R$ 490         milhões por ano no Metrô durante sua gestão para preparar a         cidade para a Copa de 2014.  De acordo com o plano de Marta,         o governo estadual investiria outros R$ 980 milhões por ano e o         governo federal mais R$ 490 milhões por ano.</p>
<p>O presidente do Instituto de Engenharia, Edemar Amorim,         considerou o estudo adequado do ponto de vista técnico , mas         criticou o valor da proposta. &#8220;Acho que R$ 490 milhões é         pouco&#8221;, afirmou. Sem firmar compromisso, Marta se dispôs,         assim que ouviu a crítica, a rever a cifra a ser investida pela         prefeitura em sua eventual gestão. &#8221; Podemos ver porque         agora há mais orçamento&#8221;, disse.</p>
<p>Após o encontro, Amorim afirmou que a prefeitura precisa investir         &#8220;pelo menos o dobro&#8221; do que Marta previu por ano. De         acordo com ele, &#8220;o governo do estado precisa investir         também R$ 2 bilhões&#8221; e o governo federal precisa aumentar         sua participação, uma vez que a cidade contribuiu com         arrecadação &#8220;astrônomica&#8221; para os cofres federais.         &#8220;Isso tem que retornar porque sem Metrô a cidade pára.&#8221;</p>
<p>Amorim também afirmou que o próximo prefeito de São Paulo deverá         investir na formação de uma nova equipe de engenheiros na         administração municipal, porque atualmente há déficit de         profissionais e de projetos.</p>
<p>&#8220;Nestes últimos 30 anos, a Prefeitura sofreu diminuição da         qualidade de seu corpo técnico. Não tem gente para projetar,         fiscalizar e dar assessoria técnica. A gente tem que ter com         quem falar&#8221;, afirmou.</p>
<p>Durante sua exposição, Marta afirmou que São Paulo tem um         problema &#8220;crítico&#8221;, que é o trânsito, e três problemas         &#8220;crônicos&#8221;, que são a educação, a segurança e a         habitação. Entre as idéias para lidar com o problema crítico,         estão a integração da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET)         com a São Paulo Transportes (SPTrans) e a modernização dos         corredores de tráfego já existentes.</p>
<p>Na reunião, Marta comentou ainda o crescimento do         país e os reflexos para o setor de construção em São         Paulo.&#8221;Daqui a pouco, vamos estar como Pequim, cheia de         guindastes&#8221;, disse.</p>
<p>Entre os participantes estavam o empresário Sérgio Watanabe, que         assumirá em agosto a presidência do Sindicato da Indústria da         Construção Civil do estado de São Paulo (Sinduscon-SP); Romeu         Chap Chap, presidente do Conselho Consultivo do Secovi         (Sindicato da Habitação); e Marlus Renato Dall´Stella,         presidente do Sindicato da Indústria da Construção Pesada do         estado de São Paulo (Sinicesp).</p>
<p>O encontro, promovido pelo Instituto de         Engenharia, é primeiro de uma série. No dia 28, é a vez do         candidato Paulo Maluf (PP); no dia 6, de Geraldo Alckmin (PSDB);         e, no dia 13, de Gilberto Kassab (DEM).</p>
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		<title>Utilidade pública?</title>
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		<pubDate>Wed, 23 Jul 2008 14:36:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[&#8220;A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm &#8220;ficha suja&#8221; na Justiça nada mais é do o velho e bom &#8220;serviço de utilidade pública&#8221;. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>&#8220;A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm &#8220;ficha suja&#8221; na Justiça nada mais é do o velho e bom &#8220;serviço de utilidade pública&#8221;. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país.&#8221;</strong></p>
<p>Nesses termos começa o artigo de Eliane Cantanhêde na Folha Online. Ela acrescenta, na mesma linha de raciocínio :<br />
<strong><br />
&#8220;A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.&#8221;</strong></p>
<p>Mas como considerar que a própria frase do começo do artigo escrita pela jornalista -candidatos que têm <strong>&#8220;ficha suja&#8221;</strong>- não constitui uma opinião de <strong>&#8220;mérito&#8221;</strong>, não <strong>&#8220;embute discurso populista&#8221;</strong> nenhum e não <strong>&#8220;induz o eleitor</strong>&#8220;?</p>
<p>Se como diz Eliane Cantanhêde no seu artigo: <strong>&#8220;Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.&#8221;</strong> Qual pode ser o significado de apagar esta <strong>&#8220;conclusão óbvia&#8221; </strong>configurando uma lista em que todos os mencionados são ditos &#8220;sujos&#8221; por igual?</p>
<p>Em carta dirigida a AMB, Claudio Weber Abramo, Diretor executivo da ONG <strong>Transparência Brasil</strong><em>, </em>que já presta o serviço de utilidade pública que a jornalista reivindica, escreve:</p>
<p><strong>&#8220;Diferentemente de outros, a Transparência Brasil não publica “listas”. Publicamos, sim, em nosso projeto Excelências (www.excelencias.org.br), os links para os Tribunais de Justiça e de Contas em que se explicitam as ocorrências que afetem os parlamentares. Dessa forma, e em contraste com a mera publicação de “listas”, qualquer pessoa pode verificar por si mesma a natureza do fato que é mencionada, não precisando confiar em relações coletadas não se sabe como.&#8221;</strong></p>
<p>Que significado dar a expressão utilizada por Eliane Cantanhêde de <strong>&#8220;informações relevantes para que o eleitor vote consciente&#8221;</strong>? Como poderia um eleitor expressar &#8220;consciência&#8221; a partir de uma lista que põe de fato todos os casos como igualmente &#8220;sujos&#8221;?</p>
<p>Em democracia é normal que os partidos e seus candidatos destaquem o que consideram relevante para os eleitores, sobre si mesmos e sobre seus adversários. A mídia cumpre seu papel quando de maneira isenta informa sobre os políticos com questões relevantes para a sociedade. As informações relevantes estão a disposição de todos e da mídia particularmente. Ela informa sobre os processos, sobre as acusações e mostra caso a caso, candidato e candidato, para que o julgamento não produza amálgamas, simplificações e prejulgamento.</p>
<p>A lista em lugar de esclarecer desinforma, obscurece a compreensão e apresenta de forma reducionista o que exige de discernimento, do contraditório e de discussão. Como a própria jornalista reconhece a lista visa a influenciar o voto, supostamente consciente, proclamando uma suspeita de desonestidade para alguns e de &#8220;ficha limpa&#8221; para outros, sem que a justiça tenha dado seu julgamento.</p>
<p>Alguns invocam a necessidade de conhecer a vida pregressa dos candidatos para justificar a lista, como se o jogo democrático eleitoral não aportasse essa informação. Curiosamente nisto também a lista facilita o contrabando e &#8220;oculta&#8221; o que de relevante tem a vida pregressa. Como bem diz Eliane Cantanhêde <strong>&#8220;Marta não é Maluf&#8221;</strong>, mas nada impedira em nome da AMB que outros candidatos afirmem o contrário. Já Kassab, que estranhamente não aparece na lista, tem sua vida pregressa marcada pela associação política com o malufismo e foi secretário de planejamento de Pitta. Como se vê, nada melhor para ocultar a vida pregressa de um candidato que as listas simplificadoras.</p>
<p><strong>Luis Favre</strong></p>
<p>O processo pelo qual, segundo os jornais, o nome de Marta é incluído na lista da AMB é o mesmo em que José Serra é igualmente acusado. O processo Não teve julgamento ainda.</p>
<p><strong>A seguir o artigo de Eliane Cantanhêde </strong></p>
<h1>Apostem suas fichas!<!--/TITULO--></h1>
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<div id="articleBy"></div>
<p>A lista da AMB (Associação dos Magistrados Brasileiros) com os 15 candidatos a prefeituras de capitais que têm &#8220;ficha suja&#8221; na Justiça nada mais é do o velho e bom &#8220;serviço de utilidade pública&#8221;. A entidade não acusa ninguém, nem toma partido. Apenas divulga informações relevantes para que o eleitor vote conscientemente e tente melhorar a prática política no país. É bom ou não é?</p>
<p>Só não é bom, claro, para o próprio candidato carregado de processos, de correspondentes malas de dinheiro e doido para se encostar numa prefeitura e conquistar mil e uma novas oportunidades de&#8230; fazer o bem público?</p>
<p>Dos 15, num universo de aproximadamente 350 candidatos a prefeitos de capitais, o mais encrencado é &#8212; sem a menor surpresa &#8212; o nosso velho conhecido Paulo Maluf (PP), com o recorde de quatro ações penais que tramitam no Supremo e três ações de improbidade administrativa na Justiça de São Paulo.</p>
<p>Sua reação foi proporcional ao tamanho da encrenca: &#8220;Juízes não devem se meter em política&#8221;, esperneou. Só que os juízes não estão se metendo em política. O que há são suspeitos e réus que se meteram até o pescoço na política e não querem sair nunca jamais.</p>
<p>A lista dos magistrados não debate mérito, não embute discurso populista, não induz o eleitor a coisa nenhuma. Relaciona, pura e simplesmente, candidatos e processos. Assim, curto e grosso. Cada eleitor que leia e vote como quiser e conclua o que quiser.</p>
<p>Uma conclusão óbvia, aliás, é que há candidatos e candidatos, casos e casos.</p>
<p>Além de Maluf, a AMB listou Marta Suplicy (PT), candidata que lidera as pesquisas para a principal prefeitura do país, por responder a ação penal remetida do Supremo ao Superior Tribunal de Justiça, num caso de licitação de sua gestão anterior na mesma prefeitura.</p>
<p>Mas basta botar os olhos na lista da AMB para comprovar que Marta não é Maluf, assim como a ação contra ela não é como a penca de ações (inclusive com uma condenação em primeira instância) contra ele.</p>
<p>Além do trabalho da AMB evidenciar, o eleitorado sabe. Quem vota em Maluf está careca de saber em quem está votando. E todo mundo, principalmente quem vota em Marta, sabe que ela não tem absolutamente nada a ver com Maluf.</p>
<p>O importante é que todos tenham o maior número de dados para tirar suas conclusões. Informação de menos é que eterniza os males e bloqueia os avanços. Informação demais jamais será problema.</p>
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<table class="biographicalFoot">
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<td width="60"><img src="http://f.i.uol.com.br/folha/colunas/images/0726961.jpg" height="50" width="50" /></td>
<td><span class="tagline"> <strong>Eliane Cantanhêde</strong> é colunista da <strong>Folha</strong>, desde 1997, e comenta governos, política interna e externa, defesa, área social e comportamento. Foi colunista do Jornal do Brasil e do Estado de S. Paulo, além de diretora de redação das sucursais de O Globo, Gazeta Mercantil e da própria Folha em Brasília.<strong>E-mail: </strong><a href="mailto:elianec@uol.com.br">elianec@uol.com.br</a></p>
<p></span></td>
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</table>
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