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	<title>Blog do Favre</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>O santo tombo do JPMorgan</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 12:25:06 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
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		<description><![CDATA[Elio Gaspari &#8211; FOLHA SP
Jamie Dimon, o &#8216;rei de Wall Street&#8217; do século 21, perdeu em seis semanas a fortuna do maior banqueiro do 20
Até o mês passado, Jamie Dimon, do JPMorgan, era considerado o &#8220;rei de Wall Street&#8221;. Esteve no páreo para o cargo de secretário do Tesouro dos EUA e é um dos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Elio Gaspari &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p><strong>Jamie Dimon, o &#8216;rei de Wall Street&#8217; do século 21, perdeu em seis semanas a fortuna do maior banqueiro do 20</strong></p>
<p>Até o mês passado, Jamie Dimon, do JPMorgan, era considerado o &#8220;rei de Wall Street&#8221;. Esteve no páreo para o cargo de secretário do Tesouro dos EUA e é um dos queridinhos do companheiro Obama.</p>
<p>Talvez ele entre para a história da banca, mas por outra porta, a do desabamento da teoria segundo a qual o mercado financeiro deve ser deixado em paz, livre da má influência dos governos e dos políticos.</p>
<p>Dimon é o líder do combate à proposta de Paul Volcker, segundo a qual os bancos não devem arriscar os fundos de seus depositantes, garantidos pelo governo, em apostas especulativas. Quem vendeu ações da Apple em 1985 fez um mau negócio. Quem as comprou, ficou rico, mas a empresa produz coisas que podem ser embrulhadas. Outra coisa é apostar em operações incompreensíveis até mesmo para Dimon. Foi isso que o JPMorgan fez, tomando um tombo de US$ 2 bilhões.</p>
<p>Quando morreu, em 1913, John Pierpont Morgan deixou uma fortuna que, calculada em dinheiro de hoje, valeria US$ 2 bilhões. Em apenas seis semanas, Jamie Dimon e Ina Drew, a chefe do serviço de investimentos, perderam um Morgan.</p>
<p>Até aí, jogo jogado, porque o banco aguentou o prejuízo. Ela perdeu o emprego, mas Dimon continua no seu. Em 2011, a doutora levou para casa US$ 15,5 milhões em salários e benefícios. Segundo a revista &#8220;Fortune&#8221;, era a 8ª mulher mais bem paga do mundo. (Dimon recebeu US$ 23 milhões, ervanário equivalente ao patrimônio que Lord Keynes acumulou ao longo da vida lendo jornais e jogando na Bolsa.)</p>
<p>A Europa está convulsionada, 11 governos caíram, há outros na fila e os Estados Unidos se esforçam para sair da Grande Recessão, mas a banca acha que sabe tudo. Emprestaram dinheiro a governos que não teriam como pagar e pedem &#8220;austeridade&#8221; aos seus povos.</p>
<p>Há 30 anos, quando essa charanga tocou no Terceiro Mundo, foi possível dobrar os governos (inclusive o brasileiro), mas hoje o truque revela-se insuficiente acima do Equador.</p>
<p>Felizmente a crise de hoje tem no economista Paul Krugman, com seus artigos na imprensa, uma voz de alerta, crítica e frequente. Ele não é apenas mais um colunista, é um Prêmio Nobel de Economia.</p>
<p>Há anos Krugman defende a intervenção dos governos, a alta dos juros americanos e a proposta de Paul Volcker como o melhor caminho para equilibrar o mercado financeiro. Ele nunca acreditou nas mágicas do plano Merkozy (agora sem o sufixo).</p>
<p>Se depois da Primeira Guerra Mundial houvesse um Krugman informando que os barões da finança mundial não eram do tamanho que se pensava, talvez o desastre da Depressão pudesse ter sido evitado. Montagu Norman, o presidente do Banco da Inglaterra, era pancada. Julgava-se capaz de atravessar paredes. O presidente do Fed, Benjamin Strong, tinha saúde precária e vivia períodos na morfina. Hjalmar Schacht, do Reichsbank, tornou-se nazista por oportunismo, e sua mulher, por fé. Ela tinha uma suástica de rubis e brilhantes.</p>
<p>Ina Drew prestou um serviço ao debate. Ela usava em operações especulativas o dinheiro de correntistas de bancos que tinham saldos garantidos pelo governo. O que Paulo Volcker quer é separar o destino dos depósitos. Quem quiser que seu dinheiro entre nessa ciranda às vezes lucrativa, tudo bem. Quem não quiser estará protegido.</p>
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		<title>Saída grega do euro embute elevado risco de contágio</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:58:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[crise]]></category>
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		<description><![CDATA[
François Baroin, do Ministério das Finanças: saída da Grécia do euro custaria € 50 bilhões ao governo francês


Por Assis Moreira &#124; VALOR
De Genebra
A Grécia não é o único risco de romper a zona do euro na sua forma atual. Portugal tem um pacote de socorro que só dura até o final deste ano, e a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><img title="Chris Ratcliffe/Bloomberg / Chris Ratcliffe/Bloomberg" src="http://www.valor.com.br/sites/default/files/gn/12/05/foto16fin-201-contagio-c5.jpg" alt="Chris Ratcliffe/Bloomberg / Chris Ratcliffe/Bloomberg" width="483" height="251" /><em><br />
François Baroin, do Ministério das Finanças: saída da Grécia do euro custaria € 50 bilhões ao governo francês</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por Assis Moreira | VALOR</span></h2>
<p>De Genebra</p>
<p>A Grécia não é o único risco de romper a zona do euro na sua forma atual. Portugal tem um pacote de socorro que só dura até o final deste ano, e a ajuda à Irlanda também não dura muito mais que isso. Analistas duvidam das chances de Lisboa e Dublin serem capazes de se financiarem num futuro próximo.</p>
<p>Ao mesmo tempo, a barreira de proteção (&#8221;firewall&#8221;) de € 500 bilhões da Europa contra crise é considerada insuficiente para evitar o contágio de uma saída da Grécia a outros países. Se a situação piorar, analistas apostam que Espanha e Itália é que serão os focos a serem protegidos e não outros periféricos em crise.</p>
<p>A saída da Grécia da zona do euro se torna uma possibilidade admitida agora também pela diretora-geral do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. &#8220;Se os compromissos assumidos não forem respeitados, uma saída ordenada seria uma possibilidade, algo que seria extraordinariamente custoso e apresentaria grandes riscos, mas que faz parte das opções&#8221;, disse ela ontem.</p>
<p>Os eventos na Grécia demonstraram que mesmo a recente reestruturação da dívida e sucessivos pacotes de socorro não conseguiram atenuar as gigantescas dificuldades econômicas do país.</p>
<p>Também está claro que as ações de liquidez do BCE não resolvem problemas mais sérios de economias da periferia europeia, como a crônica falta de competitividade e o gigantesco endividamento.</p>
<p>No mercado financeiro, a impaciência cresce. E uma avaliação comum é de que o efeito direto, econômico e financeiro, de uma saída da Grécia da zona do euro não será catastrófico. O real perigo é mesmo o contágio.</p>
<p>O impacto econômico direto é considerado pequeno. A Grécia representa apenas 2% do PIB da zona do euro e é um mercado pequeno para as exportações dos outros países da união monetária.</p>
<p>As consequências financeiras são bem maiores. Primeiro, Atenas será levada a decretar calote da Grécia sobre grande parte dos € 110 bilhões de socorro fornecido por governos europeus e pelo FMI. O Banco Central Europeu (BCE) também sofrerá perdas por seus empréstimos e compras de títulos gregos.</p>
<p>Além disso, é provável o colapso de vários bancos gregos e o calote por parte de devedores no país, incapazes de honrar seus compromissos após uma forte desvalorização da moeda. E isso atingirá bancos da zona do euro, mesmo se eles vêm reduzindo sua exposição no país.</p>
<p>Ministro de Finanças da França até ontem, François Baroin exemplificou que a saída da Grécia do euro custaria € 50 bilhões ao governo francês, além dos títulos que bancos e seguradoras do país ainda carregam em seus portfólios.</p>
<p>O maior risco é o contágio. As atenções voltam-se para Portugal e Irlanda. Portugal continua enfrentando custos proibitivos para pegar recursos no mercado, pagando juros de 11% para títulos de dívida de dez anos.</p>
<p>Por sua vez, a Irlanda conseguiu baixar o prêmio sobre seus títulos, mas continua ameaçada. Após ter registrado o crescimento mais rápido na zona do euro no primeiro semestre de 2011, voltou em seguida a cair na recessão. Seu déficit público agora é de 10% do PIB, o maior da zona do euro.</p>
<p>Para certos analistas em Londres, que não cessam de apostar na degringolada da zona do euro, se a Grécia sair da união monetária em 2012, Portugal ou Irlanda poderiam segui-la em 2013 &#8211; dependendo da vontade política dos outros países de se comprometerem em salvá-los de novo.</p>
<p>&#8220;Assumimos que as autoridades [europeias] vão fazer de tudo para manter a Espanha e a Itália dentro da zona do euro&#8221;, diz Jonathan Loynes, economista chefe da consultoria Capital Economics.</p>
<p>Ocorre que a capacidade ampliada do &#8220;firewall&#8221; europeu, mesmo com recursos do FMI, para comprar títulos soberanos e injetar dinheiro nos bancos europeus, é suficiente apenas para cobrir necessidades de financiamento de Espanha e Itália até o final de 2014 &#8211; mas tem também a parte de rolagem de dívida soberana enorme.</p>
<p>É nesse cenário que a zona do euro poderá ter de examinar mais medidas, como planos de socorro maiores, reformas para impulsionar o crescimento e em direção da união fiscal completa. Mas o acordo fiscal negociado no ano passado, e que Angela Merkel reluta em alterar, não fornece um quadro para transferência fiscal. E os principais países tampouco parecem dispostos a colocar muito mais dinheiro em pacotes de socorro para as economias em crise.</p>
<p>Mas Merkel insistiu ontem, ao lado do presidente francês François Hollande, que o euro &#8220;é mais do que uma união monetária, é um projeto de união política&#8221;.</p>
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		<title>As amarras</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 11:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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		<description><![CDATA[Antonio Delfim Netto &#8211; FOLHA SP
O problema da taxa de juros acompanha a sociedade há ao menos 4.000 anos! Já no Código de Hamurabi, quase 2.000 anos antes da nossa era, encontramos taxas fixadas porque registravam grande variabilidade: 33,33% para empréstimos de cereais e 20% para empréstimos de prata -ambos, naquele tempo, exercendo a função [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Antonio Delfim Netto &#8211; FOLHA SP</span></h2>
<p>O problema da taxa de juros acompanha a sociedade há ao menos 4.000 anos! Já no Código de Hamurabi, quase 2.000 anos antes da nossa era, encontramos taxas fixadas porque registravam grande variabilidade: 33,33% para empréstimos de cereais e 20% para empréstimos de prata -ambos, naquele tempo, exercendo a função de meio de pagamentos.</p>
<p>Quinze séculos depois o juro foi estigmatizado por Aristóteles, que o condenou duramente porque ele era &#8220;moeda parida pela própria moeda&#8221;, um fato contra a natureza&#8230;</p>
<p>Apesar de condenado pelos canonistas medievais, nunca deixou de existir. O laxismo da igreja em relação à contradição de condenar o juro, mas aceitar que seus amigos, os banqueiros florentinos, enriquecessem com ele, levou Lutero a atacá-los para atingir o papa.</p>
<p>Foi só nos meados do século 19 que se reconheceu explicitamente -com o apoio da economia política nascente, que acreditava em leis naturais- que a lei dos homens é impotente para impor limite fixo permanente à taxa de juros.</p>
<p>O nível da taxa de juros real não é uma constante da natureza. Ela depende fundamentalmente das instituições que garantem a segurança do credor, da política monetária e do comportamento fiscal do governo.</p>
<p>O Brasil construiu condições para deixar de ter a taxa de juro real teratológica produzida pelo desespero de alguns momentos e que se perpetuou pela cômoda política monetária equivocada que a seguiu.</p>
<p>É por isso que devemos apoiar a firme decisão do governo de enfrentar o problema do juro real. Primeiro, com a mudança da política monetária e, agora, pela correção dos fatores impeditivos de sua livre determinação pelo mercado.</p>
<p>Ter como objetivo uma taxa de juro real parecida com a internacional é mais do que saudável, é absolutamente necessário para uma melhor e mais eficiente organização produtiva geradora do crescimento econômico. Isso não tem nada a ver com &#8220;guerra&#8221; contra banqueiro. Tem a ver com as restrições institucionais construídas pelo próprio governo e que hoje vão sendo superadas.</p>
<p>A coragem de enfrentar com firmeza o falso dilema das cadernetas de poupança com medidas cuidadosas e sem traumas, depois de ter resolvido o grave problema da aposentadoria do setor público, sugere a disposição do governo de prosseguir na superação das outras &#8220;amarras&#8221;.</p>
<p>Entre esses entraves estão: o aperfeiçoamento do sistema tributário, a efetiva criação de um mercado de capitais, a ampliação das concessões, o fortalecimento da liberdade dos trabalhadores para que a livre negociação de acordos coletivos prevaleça acima das leis sem violar os seus direitos constitucionais etc.</p>
<p>ANTONIO DELFIM NETTO escreve às quartas-feiras nesta coluna.</p>
<p>contatodelfimnetto@terra.com.br</p>
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		<title>O BC em busca de um novo equilíbrio</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 10:56:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[BC]]></category>
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		<category><![CDATA[inflação]]></category>
		<category><![CDATA[Juros]]></category>
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		<description><![CDATA[Por Cristiano Romero &#8211; VALOR
Nos últimos dias, o  Banco Central (BC) se comunicou à farta com a sociedade, tentando  esclarecer seus movimentos e antecipando como deve agir daqui em diante.  Algumas mensagens são muito claras. Uma delas é a de que, a exemplo do  que fizeram outros bancos centrais, como o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Por <strong>Cristiano Romero &#8211; VALOR</strong></span></h2>
<p>Nos últimos dias, o  Banco Central (BC) se comunicou à farta com a sociedade, tentando  esclarecer seus movimentos e antecipando como deve agir daqui em diante.  Algumas mensagens são muito claras. Uma delas é a de que, a exemplo do  que fizeram outros bancos centrais, como o da Turquia na crise de  2008/2009, o BC procura um novo equilíbrio para a economia brasileira,  baseado em juros baixos e taxa de câmbio menos apreciada. Em outro  recado importante, admitiu a convivência do país por um período maior de  tempo com uma inflação superior à meta de 4,5%.</p>
<p>A questão central da comunicação recente do BC diz respeito à taxa  básica de juros (Selic). Todas as mensagens dão conta de que o Banco  Central aproveitará o ambiente de crise nas economias avançadas, de  baixo crescimento no Brasil e de desaceleração da economia chinesa, com  reflexos desinflacionários no mundo e aqui, para testar novos patamares  de juros.</p>
<p>Neste momento, a Selic está em 9% ao ano. No próximo dia 30, se agir  com &#8220;parcimônia&#8221;, como sinalizaram o presidente do BC, Alexandre  Tombini, e o diretor de Política Econômica, Carlos Hamilton, o Comitê de  Política Monetária (Copom) deve reduzi-la para 8,5%, a menor taxa  nominal desde o início do Plano Real. O movimento de baixa não deve  parar por aí.</p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: large;"><strong><cite dir="ltr">Para Tombini, Brasil pode sair da armadilha dos juros altos</cite></strong></span></p>
<p>Não é de agora que Tombini defende a necessidade de um novo  equilíbrio para a economia brasileira. No auge da crise de 2008, quando  era diretor de Normas do BC, identificou oportunidade para redução  acentuada dos juros. Em outubro daquele ano, menos de um mês após a  quebra do banco Lehman Brothers, chegou a propor, sem sucesso, reunião  extraordinária do Copom para um corte imediato de três pontos na Selic,  então fixada em 13,75% ao ano.</p>
<p>A ideia subjacente de Tombini, defendida na ocasião também pelo atual  secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Nelson Barbosa, era a de  que, se o BC fosse obrigado a elevar os juros mais tarde por causa de  um possível repique da inflação, o faria a partir de um patamar mais  baixo. O presidente do BC reprisou esse argumento em entrevista ao  repórter Fernando Dantas, de &#8220;O Estado de S. Paulo&#8221;.</p>
<p>Se alguém tinha alguma dúvida, não deve ter mais: este BC vai reduzir  os juros a limites ainda desconhecidos da política monetária  brasileira. Fará isso, evidentemente, em discordância direta com as  expectativas de inflação dos agentes econômicos, que seguem se  deteriorando &#8211; IPCA de 5,22% para 2012 e de 5,53% para 2013.</p>
<p>No seminário que o BC promove anualmente sobre o regime de metas para  inflação, Tombini realçou o papel das medidas macroprudenciais (por  exemplo, o aumento do requerimento de capital por parte dos bancos em  determinadas operações de crédito) não apenas como instrumento para  assegurar a estabilidade financeira, mas também para ajudar a alcançar a  estabilidade econômica. Em português claro, significa dizer que o BC  não considera apenas os juros para moderar a atividade econômica e  segurar os preços.</p>
<p>Antes da crise de 2008, disse Tombini, prevalecia o entendimento,  especialmente nas economias avançadas, de que a regulação prudencial não  era um instrumento de política macroeconômica. Essa percepção está  mudando. A estabilidade de preços, observou ele, é condição necessária  para a estabilidade macroeconômica, mas não é suficiente.</p>
<p>Nas últimas décadas, os países ricos conviveram com inflação baixa e  pouca volatilidade do produto, caracterizando o período conhecido como a  &#8220;Grande Moderação&#8221;. Isso não impediu, entretanto, que essas economias  mergulhassem, a partir de 2007, numa crise profunda e longa.</p>
<p>A crise, de acordo com Tombini, mostrou que a adoção de forma isolada  de medidas microprudenciais para corrigir problemas no sistema  financeiro não tem alcance sistêmico. &#8220;E os riscos sistêmicos, quando se  concretizam, criam espiral negativa que pode levar instituições ou  mesmo o sistema à insolvência, com implicações macroeconômicas  desastrosas&#8221;, argumentou.</p>
<p>No Copom, Tombini começou a defender a adoção de medidas  macroprudenciais, em vez do aumento puro e simples de juros, desde os  tempos em que era diretor de Normas. &#8220;Mesmo que conduzidas com o foco em  objetivos distintos, as políticas monetárias e prudencial são  complementares. As ações de uma afetam os objetivos da outra no curto,  no médio e no longo prazo&#8221;, afirmou.</p>
<p>Tombini estuda as interconexões entre ambiente macroeconômico e  sistema financeiro desde os tempos de estudante. Sua tese de doutorado,  concluída em 1991 na Universidade de Illinois, desenvolve a ideia de  que, diante de crises provocadas por choques exógenos (as crises do  petróleo nos anos 70, por exemplo), os sistemas financeiros não são  neutros. Na verdade, amplificam os impactos desses choques.</p>
<p>No seminário, Tombini defendeu, também, a necessidade de os bancos  centrais se comunicarem de forma mais explícita, sem hermetismos. Isso  justificaria as novidades que o BC vem introduzindo em 2012, como a  sinalização de que a Selic cairia a um dígito e, depois, o anúncio de  que diminuiria a um nível próximo do mínimo histórico (os dois objetivos  foram abandonados).</p>
<p>A mudança constante de sinalização também é justificada. &#8220;Estamos  vivendo um período excepcionalmente complexo para a economia global: é  possível que estejamos nessa fase da crise com equilíbrios múltiplos e  com uma grande variância no cenário internacional. Basta observar a  rapidez com a qual se modificou nas últimas semanas a perspectiva de  crescimento nos EUA, a probabilidade de resolução da crise na zona do  euro ou até os dados, por vezes contraditórios, sobre o pouso suave na  China. Para quem projeta dados macroeconômicos a vida está mais difícil.  Por essa razão, todos os bancos centrais têm buscado fornecer  indicações e comunicações explícitas, acompanhadas com uma repetida  mensagem de que esses indicativos sempre estão condicionados ao conjunto  de informações disponível a cada momento. E se esse conjunto é mais  volátil, naturalmente isso se reflete na necessidade de ajustar-se mais  frequentemente aos desdobramentos do cenário existente&#8221;, disse Tombini.</p>
<p><strong>Cristiano Romero é editor-executivo e escreve às quartas-feiras</strong></p>
<p><strong>E-mail: cristiano.romero@valor.com.br</strong></p>
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		<title>Governo deve reduzir taxação da conta de energia elétrica</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 10:33:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[ECONOMIA]]></category>
		<category><![CDATA[eletricidade]]></category>
		<category><![CDATA[energia]]></category>
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		<description><![CDATA[Valor
De Brasília
O governo vai mexer nos impostos e encargos que aplica sobre a conta de energia elétrica. O recado foi dado ontem pela presidente Dilma Rousseff. São grandes as chances de que a União reduza os encargos cobrados sobre a conta de luz para viabilizar políticas públicas. A possibilidade é aguardada há anos pela indústria. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">Valor</span></h2>
<p>De Brasília</p>
<p>O governo vai mexer nos impostos e encargos que aplica sobre a conta de energia elétrica. O recado foi dado ontem pela presidente Dilma Rousseff. São grandes as chances de que a União reduza os encargos cobrados sobre a conta de luz para viabilizar políticas públicas. A possibilidade é aguardada há anos pela indústria. Segundo dados da Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia (Abrace), cerca de 10% da conta de energia está atrelada a encargos que financiam projetos sociais do governo. Só em 2011 foram arrecadados R$ 18,46 bilhões com a cobrança de taxas como a Conta de Consumo de Combustíveis (CCC), que subsidia a geração térmica na região Norte, e cujo custo anual para este ano foi estabelecido em R$ 3,2 bilhões. &#8220;Estamos muito otimistas porque governo realmente se sensibilizou com a questão&#8221;, disse Fernando Umbria, assessor da Abrace.</p>
<p>A União poderá mexer ainda na redução do PIS/Cofins, que hoje toma 9% da conta. Em outros setores, como o de tecnologia da informação, essa cobrança já foi zerada. A União deve procurar Estados para que haja uma redução do ICMS.</p>
<p>Atualmente, 50% da conta de energia está atrelada a encargos, taxas e tributos. Outros 21% são custo de distribuição, 5% ficam com o custo de transporte e, finalmente, 24% é o custo da energia.</p>
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		<title>Boa noite</title>
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		<pubDate>Wed, 16 May 2012 01:00:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Carlo Maria Giulini &#8211; Rossini: Stabat Mater &#8211; Ricciarelli, Raimondi, Gonzales, Valentini Terrani
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			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="403" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/pZ7k1fYIjPU?version=3&amp;hl=es_ES" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="403" src="http://www.youtube.com/v/pZ7k1fYIjPU?version=3&amp;hl=es_ES" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Carlo Maria Giulini &#8211; Rossini: Stabat Mater &#8211; Ricciarelli, Raimondi, Gonzales, Valentini Terrani</p>
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		<title>Prostrado e cheio de remorso</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 22:15:48 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[CULTURA]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bach]]></category>
		<category><![CDATA[Magdalena Kozena]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
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		<description><![CDATA[
Magdalena Kozena

Tief gebückt und voller Reue
Lieg ich, liebster Gott, vor dir.
Ich bekenne meine Schuld,
Aber habe doch Geduld,
Habe doch Geduld mit mir!
Deeply bowed and filled with remorse
I lie, dearest God, before Thee.
I acknowledge my guilt,
But have patience,
Have patience, I beg, with me.
Sir John Eliot Gardiner conducting the Monteverdi Choir and English Baroque Soloists
Magdalena Kožená &#8211; mezzo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="550" height="309" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="allowFullScreen" value="true" /><param name="allowscriptaccess" value="always" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/x2EG1x9qarE?version=3&amp;hl=es_ES" /><param name="allowfullscreen" value="true" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="550" height="309" src="http://www.youtube.com/v/x2EG1x9qarE?version=3&amp;hl=es_ES" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true"></embed></object><br />
Magdalena Kozena</p>
<p style="text-align: center;">
<p>Tief gebückt und voller Reue<br />
Lieg ich, liebster Gott, vor dir.<br />
Ich bekenne meine Schuld,<br />
Aber habe doch Geduld,<br />
Habe doch Geduld mit mir!</p>
<p>Deeply bowed and filled with remorse<br />
I lie, dearest God, before Thee.<br />
I acknowledge my guilt,<br />
But have patience,<br />
Have patience, I beg, with me.</p>
<p>Sir John Eliot Gardiner conducting the Monteverdi Choir and English Baroque Soloists</p>
<p>Magdalena Kožená &#8211; mezzo soprano</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Cartas de Baires: Durar não é o mesmo que viver</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 19:20:38 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[Argentina]]></category>
		<category><![CDATA[casamento igualitario]]></category>
		<category><![CDATA[Gisele Teixeira]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[morte digna]]></category>

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		<description><![CDATA[by Gisele Teixeira &#8211; Aqui me quedo

A Argentina – para um grande jornal brasileiro um país “parado no tempo” – avança a passos largos em temas muito contemporâneos.
Aprovou semana passada a chamada lei de “morte digna”, que permite ao paciente terminal ou em estado irreversível rejeitar tratamentos médicos que possam prolongar seu sofrimento ou &#8220;vida [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<h2><span style="background-color: #ffff99;">by <a href="http://giseleteixeira.wordpress.com/author/passaporteverde/"><span style="text-decoration: underline;">Gisele Teixeira</span></a> &#8211; Aqui me quedo</span></h2>
<p><a href="http://giseleteixeira.files.wordpress.com/2012/05/vc3b3eeu.jpg"></a></p>
<p>A Argentina – <a href="http://economia.estadao.com.br/especiais/parada-no-tempo-um-retrato-da-economia-da-argentina,168168.htmhttp:/economia.estadao.com.br/especiais/parada-no-tempo-um-retrato-da-economia-da-argentina,168168.htm"><strong><span style="text-decoration: underline;">para um grande jornal brasileiro um país “parado no tempo”</span></strong><span style="text-decoration: underline;"> </span></a>– avança a passos largos em temas muito contemporâneos.</p>
<p>Aprovou semana passada a chamada lei de “morte digna”, que permite ao paciente terminal ou em estado irreversível rejeitar tratamentos médicos que possam prolongar seu sofrimento ou &#8220;vida artificial&#8221;, conectada aos aparelhos.</p>
<p>Quem já viu uma pessoa querida sendo submetida a uma verdadeira tortura apenas para “durar” mais entende perfeitamente do que se está falando.</p>
<p>Aconteceu comigo em 2005, com a minha avó. Tive o privilégio – porque despedir-se de um ser querido o é – de estar com ela na véspera de sua morte, durante toda a noite, de mãos dadas.</p>
<p>Há dias ela não comia, por decisão própria, e isso foi causando uma série de falências em outros órgãos. Nessa reta final, ela não conseguia nem tomar água. Eu ficava molhando seus lábios com um paninho úmido para não ressecarem.</p>
<p>Sabíamos que ela tinha optado por não viver mais. Não estava doente, estava apenas cansada. Queria ir. Meu pai, que é médico, decidiu não interná-la. Seria cuidada em casa por ele e enfermeiras, rodeada do nosso amor.</p>
<p>Após esta noite de vigília, justo quando estava amanhecendo, ela abriu os olhos, olhou para o soro e me pediu: me desliga? Ela queria que eu tirasse a única coisa que a mantinha viva. Na hora me pareceu o mais certo a fazer, mas a gente não podia. Para nosso alívio, morreu naquela mesma manha.</p>
<p>A medida aprovada na Argentina permite isso e era pedida espacialmente por familiares de pessoas que se encontram em estado vegetativo. Játinha sido aprovado pela Câmara dos Deputados, e agora recebeu votação unânime do Senado.</p>
<p>A lei dá a palavra final ao paciente, que deve deixar por escrito uma autorização de suspensão destes cuidados (inclusive o soro). Um familiar próximo também está habilitado a autorizar a interrupção do tratamento, nos casos em que a pessoa hospitalizada não esteja consciente.</p>
<p>Mas a legislação também permite que o paciente ou o familiar possam voltar atrás, se mudarem de ideia e optarem pela continuidade do tratamento. A nova lei adverte, porém, que &#8220;fica expressamente proibida a prática de eutanásia&#8221; e inclui que nenhum profissional de saúde será punido por atender a vontade do paciente ou da orientação dada por um familiar da pessoa internada.</p>
<p>Este é apenas um dos temas considerados “delicados” que a Argentina resolveu encarar. Mas há outros. Além de ser um dos países pioneiros no matrimonio igualitário e na condenação de repressores da ditadura militar, aprovou esta semana uma lei que permite escolher livremente, sem intervenção médica ou judicial, a identidade sexual.</p>
<p><strong> O conceito de “desenvolvimento”, por sorte, não tem apenas o viés econômico.<br />
</strong></p>
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		<title>Gobierno descarta políticas tributarias que afecten a la clase media peruana</title>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:15:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[América Latina]]></category>
		<category><![CDATA[governo Humala]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Peru]]></category>

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		<description><![CDATA[Martes, 15 de mayo de 2012




Simposio. Ministro de Economía y Finanzas, Luis Miguel Castilla, expuso sobre la importancia de la minería para el desarrollo de los países de la región en el 10º Simposium del Oro.


Reajuste. Titular del MEF negó tajantemente que esta alternativa haya sido discutida en el Consejo de Ministros. Indicó que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Martes, 15 de mayo de 2012</p>
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<div></div>
<p style="text-align: center;"><img src="http://cdn.larepublica.pe/sites/default/files/imagecache/img_noticia_640x384/imagen/2012/05/14/imagen-12a.jpg" alt="Simposio. Ministro de Economía y Finanzas, Luis Miguel Castilla, expuso sobre la importancia de la minería para el desarrollo de los países de la región en el 10º Simposium del Oro. " width="529" height="317" /></p>
</div>
<p style="text-align: center;"><em>Simposio. Ministro de Economía y Finanzas, Luis Miguel Castilla, expuso sobre la importancia de la minería para el desarrollo de los países de la región en el 10º Simposium del Oro.</em></p>
<p style="text-align: center;"><em><br />
</em></p>
<p><strong>Reajuste. Titular del MEF negó tajantemente que esta alternativa haya sido discutida en el Consejo de Ministros. Indicó que se buscaría consenso con la sociedad y el Congreso.</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Carlos Bessombes &#8211; La República</span></h2>
<p>El fuerte rumor que corría desde la semana pasada en el que se presumía que el Estado gravaría con mayores impuestos a los trabajadores que ganen en promedio S/. 1.000 fue desmentido ayer categóricamente por el ministro de Economía y Finanzas, Luis Miguel Castilla Rubio.</p>
<p>De esta manera, Castilla descartó cualquier modificación que incrementen los impuestos que afecten los bolsillos de la clase media peruana, tal como se estableció en la Hoja de Ruta.</p>
<p>Si bien Castilla Rubio desmintió los trascendidos, precisó que el Ejecutivo, en este caso a través del MEF, siempre tiene la potestad de plantear una delegación de facultades en materia tributaria &#8220;pero en ningún momento se ha aprobado ni discutido nada en el Consejo de Ministros&#8221;.</p>
<p>Agregó que si bien se quiere aumentar la base tributaria no se busca incentivar la informalidad en nuestro país.</p>
<p>Asimismo, el titular del MEF aseguró que cualquier medida de política tributaria que se establezca en el país será fijada mediante el consenso tanto en el Congreso como en la sociedad.</p>
<p>Así lo señaló Castilla en el marco del X Simposium Internacional del Oro y II Foro de Plata, organizados por el Comité Aurífero de la Sociedad Nacional de Minería, Petróleo y Energía (SNMPE).</p>
<p>Debe mencionarse que durante la semana pasada trascendió que el Ejecutivo estaba evaluando un proyecto para modificar el IR con el objetivo de reducir el monto deducible anual de 7 UIT (S/. 25 mil) a 4 UIT (S/. 14 mil), con lo cual quedarían gravados con el IR los trabajadores con ingresos desde S/. 1.000 mensuales, con una tasa desde 5%, hasta ingresos de S/. 10 mil anuales.</p>
<p>Esta posición se suma a que días atrás el presidente del Consejo de Ministros, Óscar Valdés, ya había descartado que el Ejecutivo esté evaluando modificar el Impuesto a la Renta (IR).</p>
<p><strong>Distribución del canon</strong></p>
<p>Respecto a los nuevos mecanismos que se vienen evaluando para una mejor distribución del canon minero, el ministro de Economía, Luis Miguel Castilla Rubio, indicó que se estudia un plan piloto en el departamento de Apurímac, zona en donde se pueda adelantar ciertas obras públicas vía endeudamiento.</p>
<p>&#8220;Podría ser con cargo a los flujos futuros que va a generar un proyecto. Así podemos adelantar obras de forma tal que cuando se concrete el proyecto, es decir, la explotación misma, ya haya obras instaladas y los ciudadanos se puedan beneficiar. Los conflictos sociales recientes hacen pensar en adelantar los beneficios de la minería a favor de la población&#8221;, dijo.</p>
<p>Al respecto, Gonzalo Tamayo, socio director de Macroconsult, sostuvo que la minería representa el 20,8% de la inversión privada en el país, es decir, US$ 7.202 millones en el 2011.</p>
<p>&#8220;La minería representa el 59% de exportaciones totales (US$ 27.361), y es el principal contribuyente con más de 30% de renta de empresas y el principal financiador de presupuestos en departamentos mineros&#8221;, puntualizó.</p>
<p><strong>Claves</strong></p>
<p>El Ejecutivo presentó al Congreso un proyecto de ley que le delega la facultad de legislar en materia tributaria y aduanera por un plazo de 90 días calendario para modificar el Código Tributario y la Ley del Impuesto a la Renta y otros.</p>
<p>Castilla adelantó que el crecimiento del PBI podría estar por sobre el 6% en el primer trimestre del año.</p>
<p><strong>En cifras</strong></p>
<p>3.5 millones de trabajadores formales tiene registrados la Sunat.</p>
<p>500 mil contribuyentes se estima que tiene la Sunat.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Democracias polarizadas</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2012/05/democracias-polarizadas/</link>
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		<pubDate>Tue, 15 May 2012 14:04:52 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[MUNDO]]></category>
		<category><![CDATA[democracía]]></category>
		<category><![CDATA[desigualdade]]></category>
		<category><![CDATA[EUA]]></category>
		<category><![CDATA[governo Dilma]]></category>
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		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<category><![CDATA[Santiago Mariani]]></category>

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		<description><![CDATA[Martes, 15 de mayo de 2012
Santiago Mariani &#8211; La República
La concentración de ingresos en pocas manos, un fenómeno que agobia de manera creciente a los Estados Unidos desde hace cuatro décadas,  ha convertido a la democracia norteamericana en la más desigual entre los países desarrollados. Los multimillonarios amasan fabulosas fortunas en medio de una [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Martes, 15 de mayo de 2012</p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Santiago Mariani &#8211; La República</span></h2>
<p>La concentración de ingresos en pocas manos, un fenómeno que agobia de manera creciente a los Estados Unidos desde hace cuatro décadas,  ha convertido a la democracia norteamericana en la más desigual entre los países desarrollados. Los multimillonarios amasan fabulosas fortunas en medio de una sociedad donde millones de sus compatriotas tienen enormes dificultades para conseguir un mínimo aceptable de bienestar.</p>
<p>La fatal combinación entre riqueza para unos pocos y desesperanza de muchos coloca a la mayor potencia de la tierra a distancia del ideal democrático igualitario que se despliega en una sociedad donde las oportunidades son finalmente una realidad concreta para todos.</p>
<p>La solución a este galimatías de la desigualdad no aparece como algo cercano a la vista, ya que se trata de un fenómeno esencialmente político. La polarización social se retroalimenta de una inédita polarización política caracterizada por la imposibilidad de concertar y consensuar las políticas necesarias para solucionar los grandes desafíos que enfrentan como la ecuación de la desigualdad.</p>
<p>La imposibilidad actual de construir un consenso entre los partidos mayoritarios acerca de las acciones a tomar se debe, según manifestó recientemente el economista Paul Krugman en el New York Times, a la disfuncionalidad que genera un partido republicano conquistado por sectores extremos que no reconocen la legitimidad de la oposición política. Bajo esa premisa la cooperación se hace muy difícil pues el interés nacional queda relegado, por parte de uno de los grupos políticos dominado por el dinero y la influencia del sector que concentra los ingresos, a la imposición de una agenda propia y al triunfo en la arena política.</p>
<p>El costo que genera la polarización en una democracia, cuando un sistema político es paralizado y acosado por un sector que intenta imponer su agenda a costa del bienestar generalizado, es justamente el tema al cual se refirió el ex presidente Jimmy Carter en su libro “Nuestros Valores en Peligro”. Carter fue uno de los primeros políticos que señalaron, ya en 2005, las consecuencias que tendría una democracia polarizada para el bienestar y la convivencia en armonía al bloquear la posibilidad de afrontar en conjunto los problemas más acuciantes.</p>
<p>La experiencia pareciera indicar entonces que en una democracia que no polariza la convivencia política deja espacios para la construcción de consensos mayoritarios que posibilitan el impulso, fortalecimiento y perfeccionamiento de políticas públicas de largo plazo necesarias para el bienestar generalizado. Un ejemplo de ello podría ser la política social de Brasil originalmente concebida e impulsada por el gobierno de Cardoso y continuada y profundizada por Lula y ahora por Dilma.</p>
<p>En nuestra región, que tiene el triste récord de ser la más desigual del planeta y que ya ha aprobado el gusto amargo del desencuentro y la división, están apareciendo democracias que se alejan de la polarización política para dar lugar a una dinámica política virtuosa donde la pobreza y la desigualdad, nuestros mayores desafíos, se reducen de manera creciente.</p>
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