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	<title>Blog do Favre &#187; 2010</title>
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	<description>Cultura, Política, Economia, Mundo, Sociedade, Comportamento</description>
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		<title>Segundo pesquisa, 76% preferem governo Lula ao de FHC</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 17:58:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Sondagem da CNT também revelou a recuperação do otimismo da população em relação ao ano que vem
LEONARDO GOY - Agencia Estado
BRASÍLIA - A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus pediu aos entrevistados uma comparação entre o atual governo e o anterior. Para 76%, o governo Luiz Inácio Lula da Silva é melhor que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Sondagem da CNT também revelou a recuperação do otimismo da população em relação ao ano que vem</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">LEONARDO GOY - Agencia Estado</span></h2>
<p>BRASÍLIA - A pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) com o Instituto Sensus pediu aos entrevistados uma comparação entre o atual governo e o anterior. Para 76%, o governo Luiz Inácio Lula da Silva é melhor que o governo Fernando Henrique Cardoso. A sondagem também revelou a recuperação do otimismo da população. Segundo os dados apresentados nesta segunda-feira, em novembro 73,4% dos entrevistados disseram acreditar que 2010 será melhor do que 2009. No fim de 2008, o porcentual dos que acreditavam que o ano seguinte seria melhor era de 65,4%.</p>
<p><strong>Veja também</strong></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-da-cnt-mostra-alta-do-indice-de-aprovacao-de-lula,470699,0.htm"><strong>Pesquisa da CNT mostra alta do índice de aprovação de Lula</strong></a></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,pesquisa-mostra-dilma-rousseff-com-chances-de-crescimento,470726,0.htm" target="_self"><strong>Serra lidera, mas perde pontos para adversários</strong></a></p>
<p><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,mesmo-com-apagao-popularidade-do-presidente-lula-cresce,470717,0.htm"><strong>Mesmo com apagão, popularidade do presidente Lula cresce</strong></a></p>
<p><a href="http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,cntsensus-aponta-queda-na-diferenca-entre-serra-e-dilma,470726,0.htm"><img src="http://render.estadao.com.br/ext/selos/icone-bullet.gif" border="0" alt="link" /><strong>CNT/Sensus aponta queda na diferença entre Serra e Dilma</strong></a></p>
<p><span lang="EN-US"> </span></p>
<p><span lang="EN-US"> </span></p>
<p style="text-align: left;">Com relação a itens mais específicos, 62,9% das pessoas entrevistadas afirmaram que a situação do emprego vai melhorar nos próximos 6 meses e outros 61,6% avaliam que sua renda vai aumentar neste mesmo período. Com relação ao que será feito com o 13º salário, 25,6% responderam que irão pagar dívidas, contra 11,2% que vão comprar produtos para casa e a para a família, 7,4% que vão fazer poupança e 3,5% que pretendem viajar.</p>
<p style="text-align: left;">
<p style="text-align: center;">
<p style="text-align: center;"><object id="infografico" classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="555" height="358" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="align" value="middle" /><param name="Movie" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="Src" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="WMode" value="Window" /><param name="Play" value="0" /><param name="Loop" value="0" /><param name="Quality" value="High" /><param name="Menu" value="0" /><param name="AllowScriptAccess" value="sameDomain" /><param name="Scale" value="ShowAll" /><param name="DeviceFont" value="0" /><param name="EmbedMovie" value="0" /><param name="BGColor" value="FFFFFF" /><param name="SeamlessTabbing" value="1" /><param name="Profile" value="0" /><param name="ProfilePort" value="0" /><param name="AllowNetworking" value="all" /><param name="AllowFullScreen" value="false" /><param name="name" value="infografico" /><param name="bgcolor" value="#FFFFFF" /><param name="src" value="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" /><param name="quality" value="high" /><param name="wmode" value="Window" /><param name="allowfullscreen" value="false" /><embed id="infografico" type="application/x-shockwave-flash" width="555" height="358" src="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" name="infografico" allowfullscreen="false" allownetworking="all" profileport="0" profile="0" seamlesstabbing="1" bgcolor="#FFFFFF" embedmovie="0" devicefont="0" scale="ShowAll" allowscriptaccess="sameDomain" menu="0" quality="high" loop="0" play="0" wmode="Window" movie="http://www.estadao.com.br/especiais/2009/11/pesquisa_sensus_materia.swf" align="middle"></embed></object></p>
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		<item>
		<title>&#8220;Serra lidera intenção de voto e Dilma passa Ciro&#8221; ou tentando tapar o sol com a peneira</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 16:02:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.
A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.
Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Entre aspas acima a manchete da Folha Online. Como no G1, da Globo, sobre a pesquisa eleitoral CNT-Sensus de hoje.</p>
<p>A constatação procura ocultar a verdadeira notícia trazida pelos números da CNT-Sensus. Serra cai, ou melhor, continua caindo e Dilma sobe, continua subindo.</p>
<p>Segundo o presidente da CNT (Confederação Nacional dos Transportes), Clésio Andrade, Serra caiu em média 15 pontos percentuais desde o ano passado &#8211;quando a pesquisa chegou a registrar índices acima de 40% de apoio ao tucano na disputa com os demais candidatos: &#8220;Há queda acentuada do Serra se comparada com listas passadas. Há um ano, ele aparecia com percentuais que variavam de 45% a 49%.&#8221;</p>
<p>Hoje Serra aparece com 31,8% das intenções de voto. A ministra petista Dilma Rousseff (Casa Civil) aparece em segundo, com 21,7% das intenções de voto, seguida pelo deputado Ciro Gomes (PSB-CE), com 17,5%. Marina Silva (PV) tem 5,9% das intenções de voto. </p>
<p>Os resultados de Dilma estão acima das expectativas dos petistas, os de Serra bem abaixo dos desejos de parte da mídia e dos demo-tucanos em geral.</p>
<p>Serra é conhecido, foi candidato a presidente, a governador, a prefeito. Participou de numerosos pleitos eleitorais. Dilma nunca participou de uma eleição, nem é candidata até agora. mas a diferencia de intenção de votos entre eles é hoje pequena. </p>
<p>A candidatura Serra a presidente? Não sei não&#8230; Se continuar assim vai precisar de coragem para ser candidato, característica que poucos atribuem a Serra.</p>
<p>Não sei não&#8230;</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ardua tarefa</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 15:41:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.
O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.
Enquanto a política do governo federal mostra [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Pesquisa após pesquisa, começa a se desenhar um quadro favorável ao candidato do governo nas eleições de 2010.</p>
<p>O que em verdade as pesquisas traduzem é de fato uma avaliação geral sobre os diferentes atores da política no país e sua relação com as questões centrais do dia-a-dia da população.</p>
<p>Enquanto a política do governo federal mostra resultados extremadamente positivos em matéria de enfrentamento a crise, preservação do emprego e do crescimento das empresas; resultados reforçados pelo impacto dos programas sociais e do reconhecimento das organizações e da mídia mundial; a oposição mostra uma ausência total de programa, de propostas e  uma divisão interna, agravada pelos resultados medíocres das suas duas principais administrações, estadual e municipal de São Paulo.</p>
<p>Após um ano de paralisia no plano municipal, marcado pelo crescimento da sujeira, irregularidades em diversas licitações, aumento dos seus próprios salários e da carga tributária da cidade, trânsito caótico e transporte público sem investimento, a administração demo-tucana sob a batuta de Kassab enfrenta um descontentamento crescente de sua própria base eleitoral na classe média. O quanto este desgaste influencia as intenções de voto em seu padrinho e mentor, José Serra, não está claro ainda.</p>
<p>Como não está claro o efeito nas pesquisas das obras eleitoreiras apresadas de Serra, que atrapalham a vida dos eleitores, dos pedágios multiplicados e aumentados e do desabamento recente no Rodoanel.</p>
<p>Os intensos investimentos em publicidade e propaganda tanto de Serra, como de Kassab, não parecem surtir o efeito desejado, mesmo quando as empresas estaduais fazem propaganda em outros Estados para tentar alavancar a candidatura do governador paulista.</p>
<p>Acontece que nesta fase da disputa política os efeitos do marketing pesam bem menos que em período eleitoral, prevalecendo, na minha opinião, a apreciação geral que a população faz de sua própria situação e de suas perspectivas imediatas. Isto favorece sem dúvida o campo do governo Lula e é nitidamente desfavoravel a oposição demo-tucana.</p>
<p>Como todos os indicadores anunciam um 2010 bem melhor em matéria de emprego, renda e a economia em geral, a oposição dificilmente encontrará um terreno mais propício para se apresentar como alternativa a candidatura governamental.</p>
<p>Por isso ela aposta cada vez mais na idéia do que poderíamos definir como &#8220;estelionato eleitoral&#8221;. Utilizar a notoriedade de seu candidato para apresentá-lo como continuador da política de Lula, ocultando sua oposição aos programas sociais do governo, a sua política econômica, a sua defesa do Estado. Ou seja, tentar apresentar Serra como &#8220;garante&#8221; do Bolsa-família (já não mais bolsa-esmola); defensor do Estado no pré-sal e adversário de privatizações em geral (já não mais venda da Cesp e nem uma palavra sobre a Petrosal).</p>
<p>Um setor da mídia, FHC e uma parte dos eleitores demo-tucanos consideram errada essa estratégia. Isto ficou claro na intervenção pública de FHC sobre o &#8220;autoritarismo populista&#8221;, na posição assumida por Merval Pereira da Globo ou nos editoriais do Estadão. Eles defendem um posicionamento oposicionista claro, identificado com o programa neoliberal próprio dos tucanos, o que hoje implica ir contra a corrente da maioria do eleitorado.</p>
<p>Aécio Neves rejeita abertamente essa postura o que deixou pouco espaço para José Serra utilizar seu trololó de suposto candidato de esquerda. Ou seja ficou mudo.</p>
<p>Cada vez mais sua candidatura depende de combinar o &#8220;estelionato eleitoral&#8221;, com um apóio aberto e direto de Aécio aceitando ser vice na chapa de Serra. Poderiam assim combinar uma campanha misturando o &#8220;posLula&#8221; de Aécio, com um &#8220;posFHC&#8221; do próprio Serra. Esperando que o povo engula um candidato de direita embrulhado de progressista. Descontando o apóio da mídia para construir a biografia de um e desconstruir a de Dilma, a candidata de Lula.</p>
<p>Árdua tarefa tem Serra pela frente.</p>
<p>LF</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Enquanto aumenta o apoio a Lula e Dilma, após o blecaute; cai a intenção de voto no Serra, após desabamento no Rodoanel</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/enquanto-aumenta-o-apoio-a-lula-e-dilma-apos-o-blecaute-cai-a-intencao-de-voto-no-serra-apos-desabamento-no-rodoanel/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 14:41:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
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		<description><![CDATA[Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus
Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.
Diego Abreu Do G1, em Brasília
O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Serra lidera pesquisa para 2010, mas adversários crescem, diz CNT/Sensus</strong></p>
<p><strong>Presidente da CNT diz que apoio de FHC a Serra prejudica o tucano.<br />
&#8216;Fica clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio&#8217;, disse.</strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Diego Abreu Do G1, em Brasília</span></h2>
<p>O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), aparece em primeiro lugar na pesquisa estimulada de intenções de votos para a eleição presidencial de 2010, divulgada nesta segunda-feira (23) pelo CNT/Sensus. De acordo com o levantamento, no cenário mais provável Serra lidera com 31,8%, seguido pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff (PT), com 21,7%, e pelo deputado Ciro Gomes (PSB), com 17,5%. Em quarto lugar, aparece a senadora Marina Silva (PV), com 5,9% das intenções.</p>
<p>Na última pesquisa, divulgada em setembro, não aparecia o cenário com a presença de Ciro Gomes. No entanto, na primeira lista desenhada nesta pesquisa, com Ciro no lugar em que na pesquisa anterior aparecia a vereadora Heloísa Helena (PSOL), Serra registrou queda de 7,7 pontos percentuais, caindo de 39,5% para 31,8%. Já Dilma, subiu de 19% para 21,7%. Marina Silva, por sua vez, cresceu de 4,8% para 5,9%. Os dados apontam a tendência clara de segundo turno.</p>
<p>Já em um cenário em que o governador de Minas Gerais, Aécio Neves (PSDB), aparece no lugar de José Serra como o candidato tucano, Ciro Gomes levaria vantagem no primeiro turno, com 25% das intenções de voto. Dilma aparece com 21,3%, Aécio com 14,7%, e Marina Silva com 7,3%.</p>
<p>No quadro em que Ciro Gomes não é candidato e Serra o candidato do PSDB, o tucano lidera a pesquisa com 40,5%, seguido por Dilma (23,5%) e Marina (8,1%). Já sendo Aécio o candidato tucano, a ministra Dilma leva vantagem, com 27,5%. Na sequência, aparecem Aécio (20,7%) e Marina (10,4%).</p>
<p>A pesquisa aponta que 51,7% dos entrevistados votariam ou poderiam votar em candidato apoiado por Lula, enquanto 16% disseram que não votariam. Por outro lado, apenas 17,2% votariam em um político apoiado por Fernando Henrique, sendo que 49,3% responderam que não votariam no candidato de FHC.</p>
<p>O presidente da CNT, Clésio Andrade, avalia que houve uma “queda acentuada de Serra”. “Ciro entrando prejudica o Serra. Está muito claro isso”, disse. Outra observação de Andrade foi a de que Aécio e Dilma devem crescer muito.</p>
<p>“Fica muito clara a queda de Serra e o crescimento de Dilma e de Aécio”, avisou Andrade. “Serra cai com o apoio do ex-presidente Fernando Henrique”, acrescentou. Ele, porém, afirmou que não compartilha com a percepção da sociedade em relação ao ex-presidente FHC, que, ao apoiar Serra, pode estar aumentando o índice de rejeição em relação ao governador. Clésio considera que o tucano fez um bom governo.</p>
<p>&#8220;A Dilma aparecer na mídia está fazendo ela crescer. Se o Aécio continuar no páreo, ele também vai crescer mais&#8221;, avaliou o presidente da CNT.</p>
<p>A pesquisa CNT/Sensus também traçou um cenário de votos espontâneos. Nesse quadro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que não pode disputar a eleição de 2010, lidera a preferência dos eleitores com 18,1%. Na sequência, aperecem José Serra (8,7%), Dilma Rousseff (5,8%), Aécio Neves (4,2%), Ciro Gomes (2,6%), Heloísa Helena (1,4%) e Marina Silva (0,7%).</p>
<p><strong>Chapas<br />
</strong><br />
A pesquisa trouxeu uma novidade sobre o primeiro turno da eleição, ao apresentar aos entrevistados chapas compostas por candidatos a presidente e a vice. A chapa José Serra com Aécio como vice teria 35,8% das intenções de voto, seguida pela chapa Dilma com o presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP) como vice, com 23,9%. Em terceiro, ficaria a dupla Ciro Gomes e Carlos Lupi (ministro do Trabalho), com 16,1%, e em quarto lugar, Marina Silva com Guilherme Peirão Leal como vice, com 5,2%.</p>
<p>No cenário em que Áécio seria o candidato a presidente e Serra o seu vice, a chapa tucana também lidera as preferências como 31%.Na sequencia aparecem Dilma/Temer (22,6%), Ciro/Lupi (18,1%) e Marina/Guilherme (5,3%).</p>
<p>Já em um cenário com a dupla Aécio (presidente) e Ciro (vice), a chapa deles venceria o primeiro turno com 32,4%, seguidos por Dilma/Temer (26,6%) e Marina/Guilherme (8,3%). Na semana passado, Ciro Gomes disse que abriria mão de sua candidatura ao Palácio do Planalto caso Aécio seja lançado como candidato pelo PSDB.</p>
<p><strong>Segundo turno</strong></p>
<p>No cenário de um segundo turno entre Serra e Dilma, o tucano levaria vantagem, com 46,8% contra 28,2% da petista. Em um quadro entre Aécio e Dilma, a ministra venceria o governador com 36,6% contra 27,9%. Já em um possível segundo turno entre Ciro Gomes e José Serra, o tucano aparece com 44,1% frente os 27,2% do adversário. Se fosse entre Ciro e Dilma, a petista ganharia por 35,1% a 31,5%. Por fim, no improvável cenário de Ciro contra Marina, o deputado venceria com 44,8% contra 14,7%.</p>
<p>Quanto aos índices de rejeição, Marina Silva lidera a pesquisa com 38,4%, seguida por Dilma (34,4%), Serra (27,7%), Ciro (25,3%) e Aécio (22,8%). Quando perguntados se poderiam votar, 45,9% disseram que votariam em Ciro, 40,4% em Serra, 29,7% em Dilma, 29,6% em Aécio e 17,8% em Marina.</p>
<p>A pesquisa foi realizada entre os dias 16 e 20 de novembro. Foram entrevistadas 2.000 pessoas em 136 municípios de 24 estados. A margem de erro é de três pontos percentuais.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PT escolhe direção e congresso que definirá programa de governo</title>
		<link>http://blogdofavre.ig.com.br/2009/11/pt-escolhe-direcao-e-congresso-que-definira-programa-de-governo/</link>
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		<pubDate>Mon, 23 Nov 2009 10:43:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[José Eduardo Dutra]]></category>
		<category><![CDATA[Lula]]></category>
		<category><![CDATA[PED]]></category>
		<category><![CDATA[PED 2009]]></category>
		<category><![CDATA[PT]]></category>
		<category><![CDATA[PT SP]]></category>

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		<description><![CDATA[Paulino Menezes

 Lula: voto na direção do PT e reclamações contra diretórios que mantêm candidaturas contra o interesse da candidatura de Dilma; &#8220;cada um olha para seu umbigo&#8221;


Cristiane Agostine, Maria Inês Nassif, Paola de Moura e Sérgio Bueno, de Brasília, São Paulo, Rio e Porto Alegre &#8211; VALOR
No dia em que o PT fechou as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;"><em>Paulino Menezes<br />
</em></span><img src="http://www.valoronline.com.br/imagens/impresso/ed_0002390/imagens/foto23pol-pst-a6.jpg" border="0" alt="Foto Destaque" /><br />
<span style="font-size: x-small;"><em> Lula: voto na direção do PT e reclamações contra diretórios que mantêm candidaturas contra o interesse da candidatura de Dilma; &#8220;cada um olha para seu umbigo&#8221;</em></span></p>
<p><span style="font-size: x-small;"><em><br />
</em></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Cristiane Agostine, Maria Inês Nassif, Paola de Moura e Sérgio Bueno, de Brasília, São Paulo, Rio e Porto Alegre &#8211; VALOR</span></h2>
<p>No dia em que o PT fechou as urnas do seu Processo Eleitoral Direto (PED) como uma coroação do protagonismo que deverá retomar no processo eleitoral de 2010 e num governo de Dilma Rousseff, se a candidata vencer as eleições, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva votou de camisa vermelha e deixou registrado o seu desagrado ao ao comportamento dos diretórios regionais do partido que não cederam nas negociações de aliança eleitoral com o PMDB. &#8220;Eu não tenho mais ilusão quando se trata de disputas locais. Por mais que a gente oriente as pessoas de que o que deve prevalecer é o projeto nacional, normalmente o que tem acontecido é que cada um olha para o seu umbigo e prevalecem as questões dos Estados&#8221;, disse. &#8220;O que é importante é que se houver divergências dentro da base aliada nos Estados, que isso não seja impeditivo para a ministra Dilma ter dois ou mais candidatos apoiando sua candidatura&#8221;, relativizou.</p>
<p>Lula referiu-se aos casos de Estados como Minas, Rio e Bahia, que mantém decisão de candidatura própria apesar de isso poder resultar no fracasso da negociação nacional com o PMDB. O presidente votou ontem pela manhã, na sede nacional do PT, em Brasília, acompanhado de sua esposa, Marisa Letícia, e da ministra Dilma.</p>
<p>Em Minas, o PED tornou mais remotas as chances de o partido abrir mão de uma candidatura própria (ver matéria). No Rio, a eleição está polarizada entre os grupos do PT que querem a aliança com o PMDB já no primeiro turno da eleição de 2010 e os que pleiteiam uma candidatura própria a governo do Estado. A pré-candidatura ao governo que está na mesa é a do prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, que interpretou as declarações de Lula como reconhecimento de que partido não vai conseguir unificar todos os Estados.</p>
<p>Ao lado do presidente Lula na votação, a ministra e pré-candidata Dilma disse que o PT não pode &#8220;ser fundamentalista&#8221; na articulação de alianças com outros partidos nos Estados. A ministra, no entanto, afirmou que o que for decidido pelo Congresso do PT, em fevereiro, sobre as alianças deverá ser seguido nos Estados.</p>
<p>Embora pareça uma contradição, terminado o PED o PT deverá se envolver na construção do &#8220;protagonismo&#8221; reclamado por todos os candidatos a presidente durante a campanha que terminou ontem, com a provável vitória em primeiro turno do ex-senador e ex-presidente da Petrobras José Eduardo Dutra, candidato da tendência Construindo um Novo Brasil (CNB), que teve o apoio do grupo Novo Rumo, que tem na ex-prefeita Marta Suplicy uma de suas expoentes, e do PT de Lutas e de Massas, facção ligada à família Tatto que chegou ao segundo turno PED de 2009, na disputa pela presidência do PT. O resultado oficial deve ser proclamado na terça-feira.</p>
<p>Além de definir o presidente do partido e a composição do Diretório Nacional &#8211; que deverá escolher a Executiva &#8211; pelos próximos três anos, os filiados que compareceram ao PED escolheram também os delegados do congresso nacional que será realizado em fevereiro. Instância máxima do PT, tem o poder de definir as diretrizes partidárias, as políticas de alianças e normas de condução interna.</p>
<p>Com número de delegados proporcional à votação do PED, cada uma das oito chapas ao Diretório Nacional (que concorreram simultaneamente aos seis candidatos a presidente da sigla) terá condições de participar do congresso, que deve ter cerca de 1.300 delegados &#8211; um para cada mil filiados. &#8220;Por menor que os grupos sejam, eles têm sempre voz; se não disputarem, somem da dinâmica partidária&#8221;, afirmou o deputado José Genoíno, ex-presidente da legenda.</p>
<p>Durante o processo eleitoral, questões programáticas e de alianças foram intensamente debatidas e todos as candidaturas, mesmo as mais ligadas ao presidente Lula, concordam que num terceiro governo do PT, sem Lula, o partido terá de ter um protagonismo maior nas definições programáticas e nas decisões de governo. &#8220;O partido não tem que conceber políticas públicas apenas quando está na oposição&#8221;, afirmou o deputado federal José Eduardo Martins Cardozo (SP), candidato a presidente pela Mensagem ao Partido, que deve sair como a segunda força do PT dessas eleições, mesmo sendo uma tendência relativamente nova &#8211; foi criada após o escândalo do mensalão, em 2005. &#8220;A confusão entre partido e governo permeou a ação partidária, muitas vezes com os presidentes do partido agindo como porta-vozes do governo, e não do partido&#8221;, disse.</p>
<p>Eleitor de Cardozo, o ministro Tarso Genro defendeu, num eventual governo de Dilma Rousseff, um partido &#8220;mais organizado, mais vinculado aos movimentos sociais e mais integrado às grandes decisões políticas do governo.&#8221; Com a ressalva de que o atual presidente, deputado Ricardo Berzoini (SP), &#8220;desempenhou seu papel num momento difícil da vida do partido&#8221;, durante a chamada crise do Mensalão, a ex-prefeita Marta Suplicy, que apoiou a chapa de Dutra, disse que ele foi a &#8220;reboque&#8221; de Lula e de Dilma e o PT tende a retomar o controle nessas eleições.</p>
<p>Também há uma convergência nas questões programáticas e nas opiniões sobre políticas de alianças &#8211; embora os candidatos à esquerda, como Markus Sokol, da Tendência &#8220;Terra, Trabalho e Soberania&#8221; e Serge Goulart, da &#8220;Virar à Esquerda, Reatar com o Socialismo&#8221;, sejam contrários à aliança com o PMDB. As demais tendências, agrupadas em torno dos candidatos José Eduardo Dutra, Geraldo Magela, Iriny Lopes e Cardozo defenderam o fortalecimento do núcleo de esquerda na aliança eleitoral e numa eventual coalizão sem, no entanto, descartar uma aliança eleitoral com o PMDB. Essa confluência resulta também num entendimento generalizado de que programaticamente o PT pode caminhar para compromissos mais progressistas com Dilma do que nos dois governos de Lula. &#8220;Existem tarefas que agora podem ser realizadas; antes não podiam&#8221;, afirmou o ex-deputado e ex-presidente do partido José Dirceu. Ele aponta como temas o aprofundamento da distribuição de renda e reformas política, educacional, tecnológica e de gestão pública, além de questões ambientais no agronegócio e na agricultura familiar. &#8220;A sociedade espera um maior papel do Estado e não sei se isso é guinar à esquerda, porque não sei se o empresariado vai ser contra.&#8221;</p>
<p>Integrantes de tendências mais à esquerda do partido, no entanto, estão pessimistas quanto a possibilidade de o PT dar uma guinada à esquerda. Sokol disse que houve uma recomposição do antigo Campo Majoritário, que tinha ampla maioria no partido até o escândalo do mensalão. O dirigente e candidato defende o debate da atualização do índice de produtividade da terra e o aumento do controle estatal sobre as reservas de petróleo.</p>
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		<title>IPTU de Kassab: &#8220;considerando que o eleitor não tem boa memória, o prefeito tem agora os próximos dois anos para melhorar a imagem.&#8221;</title>
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		<pubDate>Sat, 21 Nov 2009 10:54:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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Para especialistas, prefeito dá munição a rivais, mas decisão vem na hora certa

Fernanda Aranda &#8211; O Estado SP
Ao propor o aumento do IPTU em até 60%, Gilberto Kassab (DEM) rasgou um pedaço da bandeira política que levantou durante o período eleitoral, afetou a maior parte dos eleitores tradicionais, ofereceu escudo para o PT se defender [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
Para especialistas, prefeito dá munição a rivais, mas decisão vem na hora certa</strong></p>
<h2 style="text-align: center;"><img src="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0810/26kassab_serra2.jpg" alt="http://n.i.uol.com.br/ultnot/0810/26kassab_serra2.jpg" width="500" height="267" /></h2>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Fernanda Aranda &#8211; O Estado SP</span></h2>
<p>Ao propor o aumento do IPTU em até 60%, Gilberto Kassab (DEM) rasgou um pedaço da bandeira política que levantou durante o período eleitoral, afetou a maior parte dos eleitores tradicionais, ofereceu escudo para o PT se defender de críticas históricas &#8211; a prefeita &#8220;Martaxa&#8221; é um exemplo &#8211; e os efeitos podem respingar na eleição presidencial de 2010, em que José Serra (PSDB), padrinho político de Kassab, é pré-candidato. Ainda assim, os mesmos analistas políticos ouvidos pelo Estado que fizeram essa lista de ressalvas acreditam que o prefeito também executou a &#8220;lição de casa&#8221; direito. Uma medida impopular, como a revisão de impostos, tem de ser feita no início da gestão, para ser amenizada até o fim do governo.</p>
<p>&#8220;Esse jeito de fazer política, de deixar toda a &#8220;maldade&#8221; para o início e dividir as bondades em prestações não é um jeito novo de governar. Maquiavel (o italiano Nicolau Maquiavel, pai da Ciência Política) já citava isso&#8221;, diz o presidente da Associação Brasileira dos Consultores Políticos, Carlos Manhaneli. &#8220;Nesse sentido, Kassab fez tudo certo, como manda a cartilha&#8221;, avalia. Professor da Escola de Sociologia e Política de São Paulo, José Paulo Martins Júnior também acredita que Kassab acertou o timing político. &#8220;Ele faz no momento certo. Não é logo em seguida às eleições, quando Kassab, em disputa com Marta (Suplicy, do PT), bateu no aumento de impostos, afirmou que iria reduzi-los e ainda sustentou que não iria aumentar as tarifas de ônibus&#8221;, lembra Martins Júnior. &#8220;Mas, considerando que o eleitor não tem boa memória, o prefeito tem agora os próximos dois anos para melhorar a imagem.&#8221;</p>
<p>Com o aumento de impostos, o prefeito paulistano mexeu no bolso de seu colégio eleitoral mais fiel, a classe média alta. A reportagem cruzou o mapa das isenções com o mapa do desempenho eleitoral de Gilberto Kassab no ano passado. Os distritos onde o então candidato do Democratas teve o melhor desempenho, com mais de 80% de votos (Jardim Paulista, Vila Mariana e Alto de Pinheiros), coincidem com os que sofrerão os maiores reajustes, justificados pela Prefeitura como locais onde seria necessária a execução de &#8220;justiça tributária&#8221;. &#8220;Essa mudança de posição com relação à questão tributária contradiz toda a temática de campanha de não onerar o cidadão&#8221;, afirma o professor de Ciência Política da PUC-SP Cláudio Couto. &#8220;Mostra também que as diferenças partidárias não são tão grandes.&#8221;</p>
<p>ELEIÇÕES</p>
<p>O cientista político da Universidade de Brasília (UnB) Ricardo Caldas lembra que seria necessário fazer uma pesquisa para saber o quanto a medida de Kassab respinga em Serra em possível eleição presidencial. Mas a hipótese de efeito negativo não é descartada por Manhaneli e Martins Júnior. Já o cientista político Rui Tavares Maluf acha difícil que haja impacto. &#8220;São eleições diferentes, o eleitor aprendeu a separar.&#8221;</p>
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		<title>PT vai às urnas</title>
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		<pubDate>Fri, 20 Nov 2009 14:03:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal
PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula
Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR
Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><img class="size-full wp-image-16526 alignleft" title="estrela_sobe" src="http://blogdofavre.ig.com.br/wp-content/uploads/2009/11/estrela_sobe.jpg" alt="estrela_sobe" width="166" height="200" />Partidos: Eleição do PT tenta manter hegemonia em 2010 com estratégia para fortalecer bancada federal</strong></p>
<p><span style="font-size: x-large;">PT vai às urnas na tentativa de sobreviver a Lula</span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Caio Junqueira, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Os filiados que o PT convoca para a eleição interna neste domingo vão, mais do que escolher a direção que conduzirá o partido na disputa de 2010, dar início à retomada do protagonismo petista num horizonte em que, pela primeira vez, Luiz Inácio Lula da Silva não é presidente ou candidato. A tentativa do PT é agregar a popularidade lulista e retomar a autonomia na relação com o Palácio do Planalto, que o partido pretende continuar ocupando a partir de 2011.</p>
<p>Sob o governo Lula, o partido cresceu. Passou de 828,7 mil filiados em 2002 para 1,35 milhão no Processo de Eleições Diretas (PED) deste domingo. No Executivo, passou de 174 prefeitos para 545 e de 3 governadores para 5. No Senado, de 7 para 10, mas minguou na Câmara Federal. Elegeu em 2006 seis deputados a menos do que em 2002.</p>
<p>O desafio de imediato é, a partir da candidatura da ministra Dilma Rousseff, impor a hegemonia do partido frente à aliança partidária que lhe dará sustentação.</p>
<p>A aliança com o PMDB e com outros partidos que não os históricos aliados à esquerda (PCdoB, PSB e PDT) é amplamente defendida pelos candidatos no PED, em diferentes escalas de maior ou menor simpatia. Nenhum deles, porém, abre mão das rédeas da elaboração do programa de governo de Dilma.</p>
<p>A mais do que provável eleição já em primeiro turno do ex-presidente da Petrobras e da BR Distribuidora José Eduardo Dutra é o retrato mais acabado desse momento do partido. Carioca de nascimento, foi senador por Sergipe entre 1995 e 2002, mas nunca teve grande atuação na máquina partidária petista. Os cargos que desempenhou no governo o aproximaram de Dilma e o PT conta com isso para que sua relação com ela difira da relação submissa que tem com Lula.</p>
<p>&#8220;Não adianta querer ser protagonista se não tiver voto, por isso a prioridade também é aumentar as bancadas&#8221;, afirma Dutra, que não acredita em grandes alterações na relação do partido com o Planalto no pós-Lula. &#8220;Será um governo de coalizão, assim como este&#8221;.</p>
<p>A ausência de Lula, porém, tem sido ventilada pelas hostes petistas. &#8220;É um cenário novo porque coloca em prova o que sempre defendemos: ter várias lideranças. Todo partido quer sempre ter mais presença, mas não há uma obsessão em crescer no governo&#8221;, afirma o presidente do PT, deputado Ricardo Berzoini.</p>
<p>O fato de a eleição ser dada como certa em 1º turno &#8211; a primeira desde José Dirceu em 2001 &#8211; explica-se por uma reaproximação de forças que não se compunham desde o mensalão, em 2005, e deixou em alerta as correntes adversárias.</p>
<p>O que ficou conhecido como Campo Majoritário, cujo núcleo de poder esteve na cúpula do governo e do partido no primeiro mandato de Lula &#8211; Antonio Palocci, Luiz Gushiken, José Genoino, Delúbio Soares e Dirceu -, hoje está rebatizado de Construindo um Novo Brasil (CNB) e lança Dutra presidente com o apoio de antigos integrantes: a corrente Novo Rumo, de Marta Suplicy, e a PT de Lutas e de Massas, de Jilmar Tatto. Juntos, os mais otimistas falam que o grupo pode chegar a 60% dos votos.</p>
<p>Para esses grupos, a aliança pró-Dutra é uma convergência em nome do projeto Dilma. Para as outras candidaturas, é mais uma tática eleitoral para manter a maioria que sempre deu as cartas no partido no momento em que se configura um futuro incerto sem a presença de Lula.</p>
<p>&#8220;Ninguém sabe qual será o impacto de Dilma presidente sobre a vida interna do PT. É evidente que os ex-integrantes do Campo Majoritário pensaram nisto quando buscaram montar uma chapa única para o PED: querem se fortalecer para atuar num ambiente desconhecido&#8221;, afirma o secretário de Relações Internacionais do PT, Valter Pomar.</p>
<p>Para ele, a melhor mostra de que se trata de uma tática eleitoral, e não de unidade, é a diferença entre os partidários de Dutra quanto a apoiar ou não a candidatura do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) ao governo paulista. Pomar integra a corrente Articulação de Esquerda, cuja candidata a presidente é a deputada Iriny Lopes (ES). A previsão é de que ela tenha 15% dos votos.</p>
<p>A vitória no 1º turno dependerá da mobilização dos filiados nos principais colégios eleitorais: SP, RJ, MG, BA, RS e BA. São nesses locais que a CNB tem mais força. Em se mantendo o patamar de votação de 30% das últimas eleições, a vitória é tida como certa. Mas o otimismo em demasia preocupa dirigentes. Muitos filiados, por acreditarem nisso, não vão votar.</p>
<p>Candidato pela segunda vez, o deputado José Eduardo Martins Cardozo (SP), da corrente Mensagem ao Partido -uma dissidência do antigo Campo Majoritário- avalia que há chances reais de 2º turno. &#8220;Estamos confiantes. E se houver, pode ter mudanças profundas no quadro&#8221;, diz.</p>
<p>Ao lado do deputado federal pelo DF e candidato pela corrente Movimento PT, Geraldo Magela, Cardoso concentra-se na crítica à forma como a CNB conduz o partido. As duas correntes avaliam que, em geral, a hegemonia do ex-Campo permanece, embora com &#8220;cara e jeito diferentes&#8221;. Integrantes do Movimento acreditam na possibilidade de chegar a 14% dos votos.</p>
<p>Havendo segundo turno, as chances de as correntes minoritárias terem maior participação interna aumentaria, embora a atual direção garanta que isso já ocorra. A candidata da AE, deputada Iriny Lopes (ES), aposta que o PT, qualquer que seja o resultado de sua disputa interna, deve focar a busca pelo protagonismo não apenas pelo poder, mas para comandar uma efetiva discussão programática.</p>
<p>&#8220;A importância do PT não será medida pelos ministérios, mas na articulação no Congresso e sobretudo na condução do programa de governo. O PT será fortalecido na medida em que tiver participação na construção do projeto vencedor numa terceira etapa&#8221;, diz.</p>
<p>Berzoini garante que essa terceira etapa terá a participação de todas as correntes. &#8220;É pouco relevante fazer mais de 50% dos votos. O que importa é valorizar todas as chapas&#8221;. Pode ser o prenúncio de uma nova fase do PT. Se Dilma vencer as eleições.</p>
<p><span style="font-size: x-large;"><br />
</span></p>
<p><span style="font-size: x-large;"><strong>Minas e Rio terão as disputas mais decisivas da legenda</strong></span></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">César Felício e Paola de Moura, de Belo Horizonte e do Rio &#8211; VALOR</span></h2>
<p>É em Minas Gerais e no Rio que o PT terá as disputas mais decisivas do Processo de Eleições Diretas deste domingo. A divisão entre os cerca de 40 mil filiados do PT mineiro aptos a votar é menor do que aparenta a inscrição de cinco candidatos a presidente do diretório estadual e 12 chapas locais. Em maior ou menor grau, todas as alas do partido defendem a candidatura própria ao governo estadual nas eleições do próximo ano e não há dissidência em relação ao apoio à candidatura presidencial da ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. A única disputa real é entre as candidaturas ao governo estadual do ex-prefeito de Belo Horizonte Fernando Pimentel e do ministro do Desenvolvimento Social, Patrus Ananias. Os aliados de Pimentel são os favoritos para vencer as eleições de domingo.</p>
<p>Pimentel já conta com o apoio do deputado federal Reginaldo Lopes, presidente do diretório estadual, e do dirigente Aluisio Marques, presidente do diretório municipal. Lopes deve ser reeleito e o vice-prefeito de Belo Horizonte, Roberto de Carvalho, um aliado de Pimentel, deve ganhar a eleição municipal. A vitória dos aliados do ex-prefeito é tão provável que sua estratégia é tentar converter a eleição de domingo em uma prévia da escolha do futuro candidato ao governo.</p>
<p>Em todos os últimos embates internos, ficou nítido que Patrus e seus principais aliados, como o secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, contam com mais sustentação na cúpula nacional petista, enquanto Pimentel é hegemônico em Minas.</p>
<p>A eleição direta do PT em Minas não deverá impedir a realização de prévias no próximo ano. Os aliados de Patrus já sinalizaram que o ministro permanecerá candidato independente do resultado da disputa interna. &#8220;Os colégios eleitorais da eleição interna e da primária não são idênticos&#8221;, afirmou o secretário nacional de Comunicação do PT, Gleber Naime, que concorre com o apoio de Patrus à presidência estadual da sigla. Um trunfo do ministro é o maior apoio entre os detentores de cargo eletivos, em movimentos sociais e em partidos aliados.</p>
<p>Patrus e Dulci estão em um grupo que conta ainda com o ex-secretário nacional de Direitos Humanos Nilmário Miranda, dois deputados federais, cinco estaduais e os prefeitos de Betim, Governador Valadares e Teófilo Otoni. Patrus ainda conta com a CUT regional. O ministro participa da mesma chapa nacional dos ex-deputados federais José Dirceu e Marta Suplicy, do secretário particular da Presidência, Gilberto Carvalho, e do deputado federal José Genoino.</p>
<p>O ministro tem a simpatia de lideranças de todos os possíveis aliados em 2010 em Minas, com a exceção do PSB, que prefere Pimentel. Mas o ex-prefeito tem cerca do dobro das intenções de voto a Patrus nas pesquisas. E conta com quatro deputados federais e três estaduais, entre eles Cecília Ferramenta que ao lado do marido Chico, comanda as bases de Ipatinga, cidade com o maior número de petistas.</p>
<p>No Rio, o PED reedita disputas históricas com a direção nacional. Parte do PT do Rio tenta novamente se insurgir e lançar candidatura própria ao governo do Estado. O prefeito de Nova Iguaçu, Lindberg Farias, lançou-se como um dos concorrentes do atual governador Sérgio Cabral e é apoiado por Vladimir Palmeira e pelo deputado Carlos Santanna. No entanto, o destino é quase certo: &#8220;Se a direção do PT não concordar, acabou&#8221;, afirma o líder do PT na Câmara, o deputado Cândido Vaccarezza (SP), que acrescenta que não existe PT do Rio ou de São Paulo, &#8220;só existe o PT nacional&#8221;.</p>
<p>No PED do domingo, dos cinco candidatos a presidente estadual, dois apoiam a proposta de Lindberg e um a da aliança com Garotinho. O prefeito alega que, para Dilma, uma candidatura independente seria o melhor dos mundos, já que, teoricamente, ela teria três palanques no Estado: PT, PMDB e PR de Garotinho. Com entusiasmo, Lindberg diz já ter o apoio do PDT, do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) e do PSC. &#8220;O PT está muito submisso, mendigando no pé do PMDB&#8221;, afirmou o prefeito.</p>
<p>Lindberg garante que ainda não foi pressionado pela direção nacional. &#8220;Lula até hoje não falou nada&#8221;. Mas admite já ter tido conversas com o deputado federal Ricardo Berzoini (SP) e com o ex-ministro José Dirceu. &#8220;Mas eles não me pressionam porque sabem que não adianta&#8221;. Aliado do prefeito na luta pela candidatura, Vladimir Palmeira, que, em 1998, após vencer a candidatura regional para governador, teve que abandonar o projeto e engolir uma aliança com o PDT de Brizola e Garotinho, acredita no projeto de Lindberg. &#8220;O Cabral não cumpriu nenhuma das cinco promessas que nos fez&#8221;, reclama Palmeira. Entre elas a de dar acesso ao núcleo do poder e de não fazer indicações na secretaria dada ao partido. Palmeira também acredita que o PT nacional desta vez não vai se intrometer. &#8220;Eles vão ter que brigar com o PT de Minas, do Rio Grande do Sul e da Bahia&#8221;.</p>
<p>Carlos Santanna, deputado federal mais antigo do PT no Rio, com cinco mandatos é mais radical: &#8220;O PT do Rio é um partido de cartório, que não participa da luta da sociedade. Temos que ter posição&#8221;. Santanna está otimista quanto à vitória do grupo que apoia Lindberg. &#8220;Nós vencemos duas vezes nas eleições para o tempo de TV&#8221;, referindo-se às votações na executiva e no diretório que deu ao prefeito direito a 30 das 40 inserções que o PT do Rio terá na programação dos canais abertos de TV a partir de quarta-feira.</p>
<p>Há, no entanto, quem discorde de Lindberg. O deputado federal Antonio Carlos Biscaia é a favor da aliança com o governador Cabral. &#8220;Vejo aspectos positivos no governo, mas não gosto do lado impositivo que não negocia a candidatura e diz que a chapa será Cabral, Pesão e Picciani&#8221;. No entanto, o deputado acredita que a aliança é melhor para o partido. Biscaia ainda levanta dúvidas sobre o projeto de Lindberg. &#8220;Mesmo que o grupo dele vença, temos que ver qual a real intenção. Pode ser que depois, queira negociar&#8221;, questionou. Biscaia, no entanto, afirma que a decisão do PT do Rio deve ser respeitada &#8211; &#8220;Não admito intervenção nacional&#8221;.</p>
<p>Vaccarezza, acredita que esta intevenção não vai ser necessária . &#8220;É apenas uma vontade do Lindberg. Tenho a sensação de que a aliança com Cabral sairá vitoriosa no domingo&#8221;, diz o deputado.</p>
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		<title>Constrangimento ao PSDB tem lucro eleitoral, irritação faz mal à saúde do impaciente</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:55:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas



 

Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR
Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span style="font-size: xx-large;"><strong>Acordo com Ciro constrange PSDB e irrita petistas</strong></span></p>
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<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong><br />
</strong></span></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: xx-large;"><strong> </strong></span><img class="aligncenter" src="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" alt="http://2.bp.blogspot.com/_3lgYdkCib-0/Sc-D6miW7OI/AAAAAAAAAds/EUVsSlwbbx4/s400/A%C3%A9cio+e+Ciro.bmp" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Raymundo Costa, de Brasília &#8211; VALOR</span></h2>
<p>Além de causar constrangimento entre os tucanos, o acordo de Ciro Gomes (PSB) com Aécio Neves (PSDB), para as eleições de 2010, provocou cobrança e insatisfação no PT. Em conversa na terça-feira, em Belo Horizonte, Ciro reafirmou o compromisso de retirar sua candidatura a presidente, se o nome a ser indicado pelo PSDB for o do governador de Minas Gerais. Na prática, isso significaria o afastamento de Ciro da candidatura oficial do governo, a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff.</p>
<p>Ciro já havia manifestado, em julho, a intenção de abrir mão de sua candidatura e apoiar Aécio Neves, na hipótese de o governador vir a ser o candidato do PSDB. À época, a declaração foi tomada apenas como provocação ao governador de São Paulo, José Serra, o mais provável candidato dos tucanos a presidente. Para Aécio, receber novamente Ciro em Belo Horizonte era mais um capítulo da disputa que trava com Serra. Mas a situação de Ciro mudou bastante desde julho passado.</p>
<p>Nesse período, Ciro manteve sua candidatura presidencial, apesar de um apelo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao PSB de apoio à candidatura única dos partidos aliados (Dilma), e transferiu o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, deixando em aberto a possibilidade de concorrer ao governo do Estado. A gestão de Ciro ficou a cargo do presidente do PT, Ricardo Berzoini, que coordena o Grupo de Trabalho Eleitoral (GTE) do partido. Em pelo menos duas ocasiões o presidente petista foi acionado para &#8220;conter&#8221; o deputado cearense.</p>
<p>Na primeira, Ciro exigia uma rápida definição do PT sobre sua eventual candidatura ao governo de São Paulo. Os petistas pediram tempo para aparar as arestas internas esperadas em decorrência do lançamento de um candidato (Ciro) de outro partido (o PSB).</p>
<p>O PT tem outros nomes que podem ser indicados, como o do deputado Antonio Palocci, ex-ministro da Fazenda, e de Emídio de Souza, prefeito de Osasco, por exemplo. A ex-prefeita Marta Suplicy também havia defendido a candidatura própria, tendo especificado o nome de Palocci, e precisava ser &#8220;conversada&#8221; para apoiar a estratégia do presidente Lula para São Paulo.</p>
<p>O tempo passou e o PT não se manifestou, como esperava Ciro. O deputado voltou a exibir sinais de impaciência com o partido, que preferiu então jogar o problema para o presidente Lula. A conversa do presidente com o ex-ministro da Integração Nacional não foi muito diferente.</p>
<p>Fontes do PSB, por outro lado, contam que o flerte de Ciro Gomes tem dois objetivos: jogar para dentro do PSDB, partido ao qual já foi filiado, a fim de demonstrar que Aécio é capaz de reunir mais apoios que o governador José Serra; e o segundo, estabelecer uma cabeça de ponte em Minas Gerais, o segundo maior colégio eleitoral do país. Se conseguir dividir o eleitorado mineiro, Ciro poderia anular a diferença a ser obtida por Serra em São Paulo.</p>
<p>Ao manter Ciro como pré-candidato, o PSB aumenta seu poder de negociação com o partido líder da aliança que atualmente apoia o governo. Também se resguarda em relação à possibilidade de que Dilma Rousseff não viabilize sua candidatura a presidente. O PT esperava resposta melhor da ministra nas pesquisas, devido a ampla exposição a qual foi submetida, após ter recebido alta hospitalar. Ciro, por seu turno, mantém-se à frente ou empatado tecnicamente com Dilma. O governador José Serra, líder nas pesquisas, acha que Ciro é mais candidato a presidente que a governador do Estado.</p>
<p>Entre as declarações que Ciro fez em Belo Horizonte, uma especialmente chamou a atenção dos petistas: a de que Aécio é o candidato que pode &#8220;convocar todos os brasileiros decentes, de todos os partidos, como faz em Minas, e celebrar um projeto de país que dê avanço ao que o presidente Lula representou&#8221;. Para o presidente Lula e o PT, o candidato descrito por Ciro Gomes tem um outro nome. Chama-se Dilma Rousseff. O governador Aécio, depois de ter dado um prazo para o PSDB se definir (15 de janeiro) abandonou o discurso do pós Lula e passou a atacar o governo, na expectativa de melhorar sua posição relativa entre os tucanos.</p>
<p>Ontem, em São Paulo, o governador José Serra evitou comentar a aproximação entre Aécio Neves e Ciro Gomes. Depois de vistoriar obras de ampliação do metrô de São Paulo, Serra negou-se a falar sobre política, mas disse aos jornalistas que eles poderiam fazer perguntas sobre o assunto, se quisessem. Porém, adiantou que não iria responder.</p>
<p>Questionado sobre o encontro de entre Aécio e Ciro, o governador paulista disse que não caberia a ele comentar. &#8220;Não tem nenhum comentário. O Aécio tem o direito de ver as pessoas que ele quiser. A mim não cabe comentar&#8221;, afirmou. (Com agências noticiosas)</p>
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		<title>Mostrando paixão agregadora e forjando biografia. Aécio e Serra travam duelo no rádio</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Nov 2009 15:07:14 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aécio Neves]]></category>
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		<category><![CDATA[José Serra]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>
		<category><![CDATA[Tucanos]]></category>

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		<description><![CDATA[2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções


Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR
&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;
É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>2010: Autoria polêmica de benefício e discurso agregador marcam inserções</strong></p>
<p style="text-align: center;"><img class="aligncenter" src="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" alt="http://muitopelocontrario.files.wordpress.com/2009/09/serra_x_aecio.jpg" /></p>
<p style="text-align: center;">
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Vandson Lima, de São Paulo &#8211; VALOR</span></h2>
<p>&#8220;Olá, sou Aécio Neves. Talvez, muitos de vocês não me conheçam. Há sete anos, governo Minas Gerais e faço isso de maneira apaixonada.&#8221;</p>
<p>É assim que o governador mineiro se apresenta, em uma das inserções do PSDB no rádio, que começaram a ser veiculadas nesta semana. São quatro programas de 30 segundos aproximadamente, tendo Aécio e o governador de São Paulo, José Serra, espaço igualmente dividido, com duas inserções cada, feitos de maneira separada e idealizados por seus respectivos marqueteiros.</p>
<p>Ao se apresentar ao eleitor, Aécio vende a imagem de agregador, ao dizer que política é &#8220;feita com sensibilidade, novas ideias, convocando as pessoas de bem desse país&#8221;. Na outra inserção a que teve direito, o governador mineiro nem sequer aparece. O personagem central é o seu vice e possível candidato ao governo mineiro, Antonio Anastasia.</p>
<p>Já Serra louva conquistas do governo Fernando Henrique Cardoso, do qual fez parte, citando a implantação dos medicamentos genéricos e o programa de combate à AIDS realizações da época em que era ministro da Saúde.</p>
<p>Sempre iniciadas por um locutor, Serra arremata o discurso com frases categóricas como &#8220;seriedade e planejamento, essa é a receita do PSDB para melhorar a saúde no Brasil&#8221;. A inserção do governador paulistano reaviva uma velha celeuma, ao vaticinar: &#8220;Foi durante o governo do PSDB que se criou o seguro-desemprego, maior benefício social do Brasil&#8221;. Na verdade, o seguro-desemprego foi instituído pelo decreto 2.283 de 27 de fevereiro de 1986, pelo então presidente José Sarney. O benefício foi inserido no decreto que criou o Plano Cruzado I. Na Constituinte, o tucano apresentou emenda que criava fonte de financiamento ao benefício.</p>
<p>Na campanha presidencial de 2002, ao citar sua proeminência na criação do seguro-desemprego, Serra foi contestado por Almir Pazzianotto, ex- ministro do Trabalho no governo Sarney.</p>
<p>Em mesmo número e duração, as inserções na tevê terão caráter menos personalista. Segundo interlocutores do partido, que participaram da elaboração dos programas, tanto Serra quanto Aécio tratarão de defender a tese de que o PSDB conta em suas fileiras com gestores competentes, sendo os dois pré-candidatos exemplos das bandeiras defendidas pelo partido. &#8220;Houve um clamor da militância para que mostrássemos nossa maneira de pensar o país, e que esses programas têm de demonstrar que ambos (Serra e Aécio) têm posições parecidas. Nas entrelinhas, tem que ficar claro que o partido está unido&#8221;, diz esse interlocutor.</p>
<p>Para o programa do dia 3 de dezembro, com duração de 10 minutos e ainda não gravado, o PSDB mantém as negociações em aberto. Aécio Neves foi apresentado ontem ao roteiro preparado por Paulo Vasconcellos. Serra deve receber a proposta de Luiz González por estes dias. Ainda que a hipótese de que os dois marqueteiros trabalhem conjuntamente não esteja descartada, ela se torna improvável, já que há dentro do PSDB grande insatisfação com González, em decorrência de manifestação pública do publicitário pela candidatura Serra.</p>
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		<title>O erro de Serra e Aécio é evitar a &#8220;contaminação&#8221;do governo FHC, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário, diz Merval Pereira</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Nov 2009 13:21:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Luis Favre</dc:creator>
				<category><![CDATA[POLÍTICA]]></category>
		<category><![CDATA[2010]]></category>
		<category><![CDATA[Aecio]]></category>
		<category><![CDATA[Ciro]]></category>
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		<category><![CDATA[PSDB]]></category>

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		<description><![CDATA[
Passo em falso
Merval Pereira &#8211; O Globo
A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong><br />
<span style="font-size: x-large;">Passo em falso</span></strong></p>
<h2><span style="background-color: #ffff99;">Merval Pereira &#8211; O Globo</span></h2>
<p>A insistência com que o governador Aécio Neves alardeia sua amizade pessoal e afinidade política com o deputado federal Ciro Gomes, candidato potencial do PSB à Presidência da República, e a repetição, por parte deste, da promessa de não se candidatar caso o governador de Minas venha a ser o escolhido do PSDB, é mais uma prova exemplar de como nosso sistema partidário é caótico, gerando governos eleitos sem uma mínima base parlamentar que lhes dê sustentação política efetiva.</p>
<p>Ciro foi de diversos partidos, inclusive da Arena no tempo da ditadura, mas teve sucesso político no PSDB, pelo qual chegou a ser ministro da Fazenda na transição do governo Itamar Franco para o primeiro governo de Fernando Henrique.</p>
<p>Esse período serviu também para que se tornasse adversário ferrenho tanto do ex-presidente quanto de José Serra, a quem, pela gana que tem, deve atribuir uma atuação decisiva para que não tenha continuado ministro da Fazenda.</p>
<p>A atuação de Aécio na tentativa de distender o ambiente político no pós-Lula tem sentido, mas ficou evidente que é uma tarefa quase impossível costurar alianças políticas com adversários figadais nesse período que antecede a eleição.</p>
<p>Ele já tentara uma aliança em Minas com o então prefeito petista de Belo Horizonte Fernando Pimentel para emplacar um candidato comum, Márcio Lacerda (PSB), e esbarrou na negativa do PT nacional.</p>
<p>Ao vetar a aliança na sua instância mais alta, depois que ela fora aprovada pelos diretórios regional e estadual, o PT mostrou que sua visão política é pragmática até certo ponto.</p>
<p>Aceita fazer acordos “até com o diabo”, mas não quer fortalecer uma eventual candidatura tucana à Presidência da República.</p>
<p>Aécio teve que se contentar com um apoio “informal” ao seu secretário, que acabou sendo eleito. Mas não ficou nada da aliança com o PT no estado.</p>
<p>Tanto que Pimentel é um dos coordenadores da candidatura da ministra Dilma Rousseff à Presidência e deve ser o candidato petista ao governo de Minas, com a tarefa de derrotar o governador Aécio, que pretende lançar seu super-secretário Antonio Anastasia.</p>
<p>Para aumentar as diferenças, a candidata oficial pretende ressaltar na campanha suas origens mineiras, embora tenha feito toda sua vida política e profissional no Rio Grande do Sul. Para não perder o controle político de Minas, caso não venha a ser candidato a presidente, Aécio terá que derrotar o petismo, que é forte no estado.</p>
<p>Mas, voltando à relação Ciro/ Aécio: é difícil acreditar que o PSB aceitaria sair da base petista para apoiar Aécio à Presidência, mesmo que Ciro assim o quisesse. Mais difícil ainda é aceitar que Ciro, desistindo do Planalto por Aécio, não se candidatará ao governo de SP, como quer Lula. E, candidatandose, não fará campanha agressiva contra Serra, que, nesse caso, seria candidato à reeleição.</p>
<p>Não é nem o caso de analisar as chances de vitória de Ciro em São Paulo, que são quase nulas em qualquer caso. Simplesmente os ataques de Ciro a Serra inviabilizariam o seu apoio a nível nacional a Aécio.</p>
<p>Portanto, essa estratégia do governador mineiro não serve para nada, a não ser para criar um ambiente de constrangimento dentro do seu partido.</p>
<p>A ideia central da candidatura de Aécio é a de que ele é mais agregador do que Serra, e que sua candidatura seria “mais ampla”, para usar as palavras do presidente do PSDB, Sérgio Guerra, que, de tão inábeis, podem ser tentativa pouco sutil de sinalizar a Serra que abra caminho para Aécio.</p>
<p>Mas, como vender essa imagem se ele não consegue conciliar em seu próprio partido? A busca de apoios em partidos que fazem parte da coligação governista, mas que são claramente peixes fora d’água, como PP e PTB, faz parte de um movimento correto para demonstrar sua suposta maior capacidade de agregar apoios.</p>
<p>Mas fazer provocação pública a seu concorrente e ao presidente de honra do PSDB, FH, em troca de nada, não parece uma estratégia adequada num momento capital como a definição da candidatura oposicionista.</p>
<p>É claro que deve haver alguma razão recôndita para que Aécio, um político experiente, tenha dado esse passo aparentemente em falso, quando encaminhava bem sua justa tentativa de ser escolhido pelo partido.</p>
<p>Talvez ele e seus assessores considerem que assim possa ser visto como um candidato desligado da história do PSDB, e que, por isso, não será apanhado na armadilha que o PT está armando, de comparar os governos de FH e de Lula.</p>
<p>Estaria incorrendo num erro que pode ser fatal, o mesmo em que incorreram Serra e Alckmin, os dois tucanos batidos por Lula: evitar a “contaminação” do governo FH, em vez de assumir suas virtudes e defender o programa partidário.</p>
<p>O mesmo erro Serra está cometendo novamente, na tentativa de se mostrar uma alternativa confiável para eleitores de esquerda que eventualmente possam estar insatisfeitos com a escolha de Dilma.</p>
<p>Até o momento, mesmo admitindose que exorbita de seu poder para tentar colocar em pé a candidatura de Dilma, é o presidente Lula quem está fazendo tudo certo, apesar de ser o PSDB que tem em José Serra o candidato preferido do eleitorado até o momento.</p>
<p>A indefinição do PSDB, e sua divisão cada vez mais clara, contrastam com a unidade governista, mesmo que a candidata oficial seja ruim de voto e não tenha traquejo político.</p>
<p>O que alimenta o apoio de um amplo leque de partidos à sua candidatura é a crença na capacidade de Lula transformar em votos para sua candidata sua grande popularidade.</p>
<p>O PT, com sua gana de poder e seu programa esquerdista reafirmado, deveria ser um empecilho a esse apoio por parte de partidos que confiam em Lula, mas não no PT.</p>
<p>Mas o PSDB teria que lhes dar alguma segurança. Até o momento, não tem nem candidato nem proposta alternativa.</p>
<p>A propósito de informação de que o PSDB gastou R$ 160 milhões na campanha presidencial de 2006, dada na coluna de sábado, “Plutocracia”, recebi o seguinte esclarecimento do vicepresidente executivo do PSDB, Eduardo Jorge Caldas Pereira: “A campanha do PSDB de 2006 custou cerca de R$ 83 milhões, e este número está na página do TSE. A confusão que leva ao erro pode ser a solicitação do TSE, que pediu ao PSDB para registrar, como doação do partido ao candidato, a parcela desses recursos que, segundo o TSE, deveriam estar explicitados como despesas específicas do candidato e não da campanha.</p>
<p>Assim, se trata de dupla contagem, pois o PSDB só arrecadou e só fez dispêndio na conta do Comitê financeiro”.<br />
<strong><br />
E-mail para esta coluna: merval@oglobo.com.br </strong></p>
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