19/05/2009 - 15:08h Turismo: receita dos hotéis sobe. “Antes de o ano começar, tínhamos expectativas piores. Foi um primeiro trimestre bom e deve melhorar daqui para frente”

Hotelaria: Diárias cobradas pelas redes aumentaram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1

Ocupação cai, mas hotéis elevam tarifas e receita sobe no trimestre

Roberta Campassi, de São Paulo – VALOR

Os hotéis perderam hóspedes por conta da desaceleração econômica e mesmo assim aumentaram preços e receitas. Soa como um contrassenso, mas foi a estratégia usada pelo setor de hospedagem no primeiro trimestre e dá mostras de ter funcionado.

O movimento de retração da demanda e de elevação dos preços se aplica tanto aos empreendimentos de gestão independente quanto àqueles filiados a redes hoteleiras. Nesse segundo grupo, os hotéis perderam 5,6% dos seus clientes de janeiro a março e a ocupação média dos apartamentos caiu de quase 61% para 57%, em relação a igual período de 2008. Em compensação, as diárias subiram 10,1%, de R$ 152,6 para R$ 168,1. Assim, a receita gerada por cada quarto – vazio ou ocupado – cresceu 3,9%, para R$ 96,5. Os dados são do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e englobam 309 hotéis filiados a redes e 43 mil apartamentos no total.

No caso dos hotéis independentes – 18 mil no país com um total de 1,1 milhão de quartos, segundo a Abih, associação que representa o segmento -, não há indicadores de desempenho. Mas é possível ter uma ideia da oscilação dos preços com base na inflação medida pelo IPCA. O aumento de preços na categoria hotel foi de 4,35% no primeiro trimestre, bem acima da inflação geral do período de 1,23%.

“Antes de o ano começar, tínhamos expectativas piores. Foi um primeiro trimestre bom e deve melhorar daqui para frente”, afirma Rafael Guaspari, presidente do Fohb. Ele lembra que há diferenças relevantes conforme a categoria ou localização do hotel. Os empreendimentos econômicos, por exemplo, registraram aumentos percentuais de receita maiores do que os hotéis de categoria intermediária ou superior nos três primeiros meses de 2009. Já hotéis localizados em cidades como Rio e Recife tiveram crescimento ao longo de todo o trimestre, enquanto aqueles em praças como Vitória e Belo Horizonte amargaram retração em janeiro e fevereiro, recuperando-se em março.

Ronaldo Albertino, diretor geral da Hotelaria Brasil, administra sete empreendimentos em São Paulo e no Rio de Janeiro e diz ter obtido resultados bastante diferentes nos primeiros meses do ano, conforme a localidade dos hotéis. “Não tem muita coerência ou explicação: em cidades como Macaé e Campinas houve um forte crescimento e em Guarulhos e Osasco, queda acentuada”, diz. “Por enquanto, nenhum dos hotéis superou as metas estabelecidas, mas não é nenhuma desgraça.” Albertino pontua que a comparação entre 2009 e 2008 fica prejudicada porque o ano passado foi “espetacular” e seria de qualquer maneira difícil superá-lo.

Do lado das redes multinacionais presentes no Brasil, a avaliação é que as operações brasileiras estão reagindo melhor do que em outros países. Sebastián Escarrer, vice-chairman do grupo espanhol Sol Meliá, afirma que os hotéis administrados pela empresa no país estão sendo menos afetados. Já Ed Fuller, presidente da americana Marriott, diz que os hotéis brasileiros estão sendo beneficiados porque têm boa localização e “porque o turismo de negócios está ainda indo bem mesmo na crise”.

Se as redes, responsáveis pela administração dos hotéis, não reclamam, o que dizem os investidores que têm cotas nesses empreendimentos? “A crise retardou um pouco o processo de aumento das diárias e da ocupação dos hotéis, mas o setor continua se recuperando”, diz Guilherme Cesari, que gerencia o fundo Hotel Max Invest, com uma carteira de 585 “flats” em 50 hotéis na capital paulista.

Cesari afirma que, no primeiro trimestre como um todo, a renda obtida por apartamento foi apenas 2% superior à registrada no mesmo período de 2008. “Mas, se isolarmos o mês de março, o aumento foi de 10,3%”, diz. A projeção de Cesari é que a renda por apartamento mantenha-se em crescimento e, em 2009, acumule uma alta total de 10%.

É uma elevação bem menor do que a obtida em 2008, de 36%, ou em 2007, de 33%. Mas isso não quer dizer que o investimento nos “flats” deixou de ser atraente. “As diárias numa cidade como São Paulo ainda estão muito defasadas em relação a outras cidades brasileiras e internacionais. Elas devem continuar em crescimento e as taxas de ocupação permanecem altas, em torno de 70%”, afirma.

Guaspari, do Fohb, afirma que o principal impacto da crise se deu até agora sobre o volume de eventos realizados nos hotéis. “A queda foi de 20% a 30%”, diz o executivo.

No entanto, para a empresa Banco de Eventos, uma das maiores do setor, o primeiro trimestre não trouxe queda e sim um aumento pequeno nas vendas – 1,2%, para R$ 25,1 milhões. Segundo Andrea Galasso, diretora geral da companhia, 2009 já apresenta o segundo melhor desempenho dos últimos quatro anos. Mas no topo do ranking está 2008. “O ano passado foi totalmente fora da curva em termos de crescimento e acho que o que estamos vivendo hoje é, na verdade, o normal”, diz. (Colaborou Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis)

Accor prevê repetir desempenho de 2008 e mantém investimentos

Vanessa Jurgenfeld, de Florianópolis – VALOR

Marisa Cauduro/Valor

Bonadona, da Accor: foco está na bandeira Ibis, do segmento econômico

O presidente da Accor Hospitality na América Latina, Roland de Bonadona, tem feito revisões mensais das suas projeções para o ano. Com o cenário instável em função da crise econômica mundial, a cada mês traça as metas para os próximos três meses. Por enquanto, a previsão mais recente para o Brasil, principal mercado do grupo na América Latina, com 144 hotéis, é praticamente empatar o desempenho deste ano em relação ao do ano passado. “É o que podemos dizer, considerando o resultado dos quatro primeiros meses”, afirmou o executivo. No quadrimestre, o faturamento da rede cresceu 1% sobre igual período de 2008.

Há poucos meses, a rede esperava crescer entre 3% e 4% no país em 2009 e antes do estou da crise, em setembro, a previsão batia nos 10%. “(Antes) Os economistas previam 2% de crescimento do Brasil. Hoje, os mesmos economistas falam em taxas negativas de 1% ou 2%, e a nossa atividade é completamente atrelada à atividade econômica do país”, justificou Bonadona. “Empatar o resultado com 2008 já vai ser muito bom, considerando a situação de mercado”, afirmou.

Segundo Bonadona, o principal reflexo da retração econômica foi a redução de demanda nas bandeiras quatro estrelas grupo, como Novotel e Mercure. Por outro lado, as bandeiras mais econômicas, como Ibis e Formule 1, tiveram aumento de ocupação. “As empresas estão cortando despesas de viagens, reuniões e estadia. Isso afeta todo o mercado de turismo de negócios, mas afeta muito mais a hotelaria de cinco ou quatro estrelas do que a econômica. Muitas empresas reduziram as categorias utilizadas, migrando do quatro estrelas para hotéis três estrelas.”

Mesmo com a revisão para baixo das projeções, a Accor não alterou seus projetos para 2009. Serão abertos oito novos hotéis, totalizando R$ 110 milhões em investimentos. No ano passado, a rede abriu nove hotéis no Brasil. O executivo diz que um hotel a menos não significa menos apetite, mas é consequência de atrasos no cronograma de obras e em parte algum efeito da crise. Mas ressalta que logo no primeiro trimestre de 2010, contudo, já haverá abertura de 3 a 4 novos hotéis No total, segundo ele, serão pelo menos 20 novos hotéis no Brasil em 2010.

O principal foco do grupo é a marca Ibis. Dentre os novos hotéis previstos para 2009, metade será Ibis. O motivo, segundo ele, é a demanda maior nessa faixa de preço e a consolidação de uma aposta feita pelo grupo no fim dos anos 90, quando criou a bandeira, que hoje tem 47 unidades no país. “Temos liderança, expertise e marca. Hoje está todo mundo interessado em seguir nosso exemplo, então o que estamos fazendo é acelerar para não perder a liderança.”

Segundo ele, apesar do aperto do crédito em geral e das dificuldades de obtenção de capital, a maior parte dos projetos está ancorada em recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e segue em andamento.

Dentre os mercados prioritários para as aberturas de novos empreendimentos no Brasil, ele citou a cidade de São Paulo, as cidades do Rio de Janeiro e Macaé (pela pujança do petróleo) e Belo Horizonte. “Salvador e o Nordeste (como um todo) são mercados que estão perdendo um pouco de espaço. Não estamos sentindo tanta força nesses Estados como já sentimos”, afirmou.

Segundo Bonadona, 2008 foi um ótimo ano para a rede, com crescimento de 25% em relação a 2007, que já tinha sido bom em faturamento. O Brasil é o mais importante mercado do grupo na América Latina e representou 85% do faturamento na região, que foi de R$ 958 milhões em 2008.

22/02/2009 - 12:01h Turismo nacional resiste à crise

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Mas gastos de viagem e o tempo de estadia nos destinos estão menores

Ana Paula Lacerda e Rodrigo Petry – O Estado SP

O turismo no Brasil não sentiu ainda os efeitos da crise. O Ministério do Turismo trabalha com uma elevação de até 20% no número de turistas viajando pelo País nesta temporada. Segundo o coordenador de projetos de Turismo do Sebrae, Dival Schmidt, mesmo que a crise econômica esteja afetando a confiança do consumidor, os turistas têm mantido as programações de viagens. “A diferença é que agora os gastos e o tempo de estadia nos destinos estão menores”, observou.

Na CVC, principal agência do setor, as vendas de pacotes cresceram 15% em volume em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. O presidente da CVC, Valter Patriani, informou que, para manter as vendas aquecidas, a companhia optou por reduzir em 10% os preços médios dos pacotes em 2009.

A empresa não informou o desempenho em faturamento. “A sazonalidade também nos ajudou. Quando a crise ficou forte, no fim de 2008, já estávamos com a temporada toda vendida. Agora vem a baixa temporada, só vamos nos preocupar de novo se a crise chegar no próximo verão.”

Um levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH) aponta que a ocupação para esse carnaval deve ficar em 75%, acima dos 71% da última temporada. “Os brasileiros estão substituindo os turistas estrangeiros”, frisa o presidente da entidade, Álvaro Bezerra.

Principal destino de estrangeiros no carnaval, o Rio de Janeiro deve manter uma ocupação média da rede hoteleira em 90%, mesmo com a retração esperada de 20% no desembarque de estrangeiros. No carnaval passado a ocupação nos hotéis do Rio foi de 86%. Para Bezerra, os leitos deverão ser ocupados, principalmente, por paulistas e mineiros.

Na Costa do Sauípe, também houve uma queda brusca na presença de estrangeiros. “Eles estão com medo de viajar”, diz Alexandre Zubarán, presidente da Costa do Sauípe e da Resorts Brazil. “Porém, em janeiro tivemos quase 93% de ocupação, garantida pelos brasileiros.” Segundo ele, o complexo está com boa ocupação até abril.

O mesmo acontece no Rio Quente Resorts, em Goiás. A ocupação média anual em 2008 foi de 75% (era 62% em 2007), segundo o diretor de Marketing do grupo, Manoel Carlos Cardoso. “Estamos com vendas excelentes em 2009″, disse.

Até mesmo em São Paulo, a ocupação hoteleira subiu 5% em janeiro, ante o mesmo mês do ano passado. No Ceará a expectativa é de que a ocupação hoteleira cresça para 86%, alta de quatro pontos porcentuais na comparação com 2008. Enquanto na Bahia é esperado um crescimento de 5% na ocupação hoteleira.

PELO BRASIL

Parte da melhora no turismo interno, no entanto, foi às custas da redução do turismo internacional. De acordo com a Associação Brasileira das Agências de Viagem (Abav), no fim de 2008 os pacotes para o exterior caíram 25% e os dados de janeiro e fevereiro não apresentam recuperação. Já os pacotes domésticos crescem, desde o início da crise, na faixa de 15%. “A insegurança quanto aos rumos da economia leva o turista a optar por destinos mais próximos, dentro do País”, diz Leonel Rossi, diretor da Abav.

Segundo o ministro do Turismo, Luiz Barreto, assim que o dólar se valorizou, em setembro, o governo tomou a iniciativa de antecipar as campanhas de marketing de verão. Os aportes foram de R$ 6 milhões. “A ideia foi estimular o brasileiro a conhecer o Brasil”, explica.

Mesmo vinculadas à taxa de câmbio, as viagens em cruzeiros marítimos também devem se manter aquecidas, segundo a Associação Brasileira dos Representantes de Empresas Marítimas (Abremar). De acordo com a entidade, o número de turistas transportados pode atingir até 500 mil, uma alta de 25% ante a última temporada.

“As empresas que comercializam viagens em cruzeiros fixaram a cotação do dólar e facilitaram o pagamento para garantir as vendas”, informou a Abremar. Segundo agentes do mercado, o dólar está cotado na faixa de R$ 1,90 nas viagens marítimas.

Em pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), realizada em sete regiões metropolitanas, 82% dos entrevistados informaram a intenção de fazer alguma viagem nos primeiros seis meses de 2009, e 85% afirmaram que optarão por destinos domésticos.

23/11/2008 - 17:27h Recife tem campanha gay friendly

Com as cores do arco-íris

Recife adota campanha gay friendly / Foto: Divulgação Empetur

O Globo


Recife adota campanha gay friendly / Foto: Divulgação Empetur

RIO – A capital pernambucana se une à lista de destinos ‘gay friendly’ e aderiu a campanha “Pernambuco simpatiza com você”, lançada pelo Recive Convention & Visitors Bureau. Segundo o presidente do Recife CVB e da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH), José Otávio Meira Lins, Recife é o principal destino do Nordeste para esta faixa de público, que chega a registrar gastos 30% superiores aos realizados pelos clientes ‘hetero’. Com a campanha, se por um lado, o turista poderá identificar mais facilmente o estabelecimento adequado a seu perfil, por outro, os hotéis que aderirem à campanha terão cursos de capacitação para seus funcionários.

- Boa Viagem, Calhetas e Porto de Galinhas estariam entre os principais atrativos para o público GLS no estado e Recife se diferencia pela vida cultural e noturna agitada e pela comunidade gay atuante – acrescenta.
E você? Tem dicas para um roteiro gay friendly? Compartilhe

Recife adota campanha gay friendly / Foto: divulgação Os estabelecimentos que aderiram à campanha serão identificados com placas na recepção com as cores do arco-íris, símbolo internacional do público GLBTS. Por enquanto, cinco estabelecimentos da capital já aderiram à campanha: os hotéis Cult, na Praia do Pina; Jangadeiro e Hotel des Arts, em Boa Viagem; Pousada do Amparo (Roteiros de Charme) em Olinda e o flat Blue Tree, em Jaboatão dos Guararapes.

Para quem busca ainda um roteiro gay pela cidade vale conferir a Boate Metrópole e o Bar Mustang, no bairro Boa Vista; e o samba da Casa de Bamba, na Torre.
Hotéis terão curso de capacitação gratuita

Segundo Tatiana Menezes, diretora executiva do Recife CVB, os hotéis interessados em aderir à campanha poderão solicitar informações e credenciamento para a cessão de placas através do (81) 3328.8300.

“Estamos convidando os associados para aderirem à campanha. Em 2009, o Convention irá promover capacitação gratuita para os funcionários dos hotéis ‘friendly’”, ressalta.

27/06/2008 - 13:46h Turismo com vento em popa no Rio de Janeiro

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Mais incentivo ao turismo
Convênios para estradas e centros de convenções

O ministro do Turismo, Luiz Barretto, e o governador Sérgio Cabral assinam hoje no Palácio da Guanabara dois convênios no valor total de R$ 25,3 milhões. Parte dos recursos será destinada à elaboração de estudos de viabilidade técnica da construção de centros de convenções em municípios fluminenses. A maior parcela (R$ 25 milhões) será para a construção de estradas na região de Visconde de Mauá e da estrada-parque Paraty-Cunha. Os recursos para estudos e obras têm origem no Programa de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

Em abril o governo do estado apresentou carta-consulta no valor de US$ 187 milhões, sendo US$ 112 milhões para serem financiados pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o restante (US$ 75 milhões) como contrapartida do estado. O pedido de crédito do Rio foi aprovado pela Comissão de Financiamentos Externos (Cofiex) no início deste mês.

Cinco mil quartos para receber
Indústria hoteleira deve investir R$ 1 bi no Rio e em Niterói nos próximos 5 anos

Isabela Bastos – O Globo

Investimentos privados da ordem de R$ 1 bilhão serão aplicados, nos próximos cinco anos, na construção e reestruturação de pelo menos 18 hotéis na cidade do Rio e em Niterói. Dos empreendimentos licenciados, em processo de análise ou já em andamento, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Rio (ABIHRJ), nove ficam na Barra da Tijuca, cinco em Copacabana, um no Recreio dos Bandeirantes, um no Centro da cidade e dois em Niterói. Os empreendimentos devem agregar pelo menos mais cinco mil novos quartos à rede hoteleira, que já conta hoje com 38 mil unidades no estado, sendo 28 mil na capital.
O detalhamento dos investimentos do setor deverá constar do dossiê de candidatura do Rio às Olimpíadas de 2016, que será entregue ao Comitê Olímpico Internacional (COI) até 12 de fevereiro de 2009.
Apesar de a enxurrada de novos hotéis ter no horizonte distante as olimpíadas e a Copa de 2014 no Brasil, é no curto prazo que reside a maior motivação do setor. Segundo o presidente da ABIH-RJ, Alfredo Lopes, o boom hoteleiro se deve mais à demanda crescente provocada pelo desenvolvimento econômico do estado, que já responde por 60% da ocupação dos quartos.
De acordo com Lopes, a criação de pólos de desenvolvimento econômico — como o metal-mecânico de Resende, o siderúrgico de Itaguaí, o petroquímico de Itaboraí e o petrolífero de Macaé — vem atraindo para o Rio grandes empresas e, conseqüentemente, eventos de negócios que geram procura por hotéis.
Dados da ABIH-RJ mostram que o número de quartos no estado vem crescendo na razão de duas mil unidades por ano, sendo a metade na cidade do Rio.

— As Olimpíadas e a Copa são eventos temporários, e ninguém constrói quartos se a estrutura não se sustentar depois que tudo passar.

O COB (Comitê Olímpico Brasileiro) estimou a necessidade para 2016 em 39 mil quartos. Se com mil quartos ao ano no Rio não chegarmos lá, chegaremos muito perto. E o que faltar podemos suprir com a contratação de transatlânticos que seriam fundeados na orla — disse Lopes.

Maioria deverá ser de quatro estrelas

A maioria dos novos empreendimentos deverá ser de quatro estrelas, porte médio da hotelaria fluminense. O foco na Barra, diz o presidente da ABIH-RJ, é resultado da carência de espaços de grandes dimensões — capazes de abrigar empreendimentos de 300 a 400 unidades, padrão internacional para que os hotéis sejam viáveis economicamente — em outros trechos da orla.

— No mundo inteiro, os hotéis têm que ter um número elevado de quartos. A economia do turismo receptivo se desenvolve junto ao mar.

E a Barra é o único lugar com espaços ainda generosos para essa função — explicou Lopes.
Dos nove hotéis previstos para a Barra, segundo a lista da associação, seis ficam à beira-mar, na Avenida Lúcio Costa. Três deles nos números 5.210, 5.400 e 5.700, nas imediações do Condomínio Golden Green; outro no número 34.087, já perto do Recreio; um outro na Área de Proteção Ambiental (APA) de Marapendi; e um sexto que não teve a sua numeração divulgada. As outras áreas são a Avenida do Pepê 56; a Rua José Silva de Azevedo Neto 200, na entrada da Península; e a Rua Franco Zampari 100.
De acordo com a Secretaria municipal de Urbanismo (SMU), dos 16 empreendimentos do Rio, sete estão com o processo de licenciamento em fase de análise, sete já receberam licença — três já estão em construção — e um deverá ser licenciado até fevereiro de 2010. Um dos empreendimentos da lista da ABIH para a Rua Aires Saldanha 54, em Copacabana, não foi identificado pela SMU.
se concretizar da forma esperada pela ABIH. Isto porque a lista de hotéis previa inicialmente 19 empreendimentos e já teve baixa: um hotel da Brascan, num endereço na Barra não divulgado. Segundo a SMU, a empresa tem um licenciamento para hotel aprovado no Centro Metropolitano, na Avenida Abelardo Bueno, com 796 unidades. Mas a empresa informou ontem, através de sua assessoria, que desistiu de construir um hotel no local.
Outro fator que deverá criar empecilho aos planos do setor é a polêmica legislação urbanística da APA de Marapendi. Os parâmetros na área estão sub judice desde 2005, quando a legislação foi modificada pela Câmara dos Vereadores.
Naquele ano, a aprovação de um projeto de lei abriu precedente para a construção de centros de convenções, prédios comerciais e residenciais e hotéis com até cinco andares no local — onde só eram permitidos prédios de até três andares.
O projeto modificou ainda de 15% para 30% o percentual máximo de ocupação dos terrenos edificáveis.
Vetado pelo prefeito Cesar Maia na ocasião, o projeto teve esse veto cassado pela Câmara. Cesar entrou então com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (Adin) contra a lei. Segundo o prefeito, a Adin já foi julgada e a prefeitura perdeu parcialmente a causa, em relação ao chamado Lote 27, que fica na divisa da Barra com a APA. Enquanto a questão não se resolve, os processos estão parados.

— Estamos discutindo o alcance dessa decisão e entendemos que cabe uma indenização à prefeitura por impacto urbano. Espero que até o fim de julho tenhamos resolvido esta questão — disse Cesar.

Ainda em 2005, a APA chegou a ser tombada pela Alerj, mas o governador Sérgio Cabral acabou vetando o tombamento no ano passado, medida mantida pelos deputados.
Na semana passada, o presidente da Comissão de Meio Ambiente da Alerj, deputado André do PV, anunciou a criação de um grupo de trabalho para acompanhar os licenciamentos na APA.
Outra sombra sobre os projetos pode ser a própria Lei do Sombreamento, de 2000, que condiciona a aprovação de empreendimentos imobiliários a estudo prévio da Secretaria municipal de Meio Ambiente.
Apesar de os empreendimentos na orla da Barra poderem explorar um gabarito de até 15 pavimentos, fora cobertura e pavimento de acesso e serviços, esse parâmetro pode diminuir caso o estudo do sombreamento comprove que o empreendimento lançaria sombra sobre a areia e o calçadão da praia, o que é proibido por lei.

— No Pepê há um prédio que foi construído em forma de pirâmide por conta da Lei do Sombreamento.

Essa lei se sobrepõe ao gabarito da área — explica o advogado especialista em direito ambiental Rogério Zouein.

27/05/2008 - 09:44h Turismo e política industrial

NEGÓCIOS & cia

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Flávia Oliveira – O Globo

Fora da política industrial

O turismo ficou fora do programa de política industrial recém-lançado pelo governo federal. A ministra Marta Suplicy, às vésperas de deixar a pasta para concorrer à prefeitura de São Paulo, garante que é questão de tempo. O conjunto de medidas pró-setor produtivo passará por uma revisão em dois meses, diz. Nela, a indústria turística será contemplada. Marta conta que, pouco antes de a política industrial ser lançada, apresentou aos ministros Guido Mantega (Fazenda) e Miguel Jorge (Desenvolvimento) um projeto propondo desoneração tributária aos parques temáticos. Os empresários do setor, contudo, lamentam a exclusão e reivindicam um plano de redução tributária e estímulo às atividades exportadoras, o segmento receptivo.
Em 2007, o déficit da conta turismo cresceu 125%, somando US$ 3,25 bilhões, apesar de os gastos de estrangeiros no país terem chegado a US$ 4,9 bilhões, segundo pesquisa da FGV para a Embratur. A ministra e representantes da Abav (agentes de viagem) e da ABIH (hoteleiros) falaram a “Negócios&Cia” sobre o tema.

MARTA SUPLICY, ministra do Turismo: “Apresentei um projeto para desoneração de parques temáticos no país aos ministros Guido Mantega e Miguel Jorge poucas semanas atrás. Não há como renovar brinquedos e repor peças com os altos custos atuais. O Brasil tem imenso potencial para desenvolver o setor de parques temáticos e aquáticos, mas falta capital de giro para isso. O projeto será analisado. Há outros setores produtivos do país que, assim como o turismo, não foram incluídos na política industrial e que serão apreciados em dois meses. Existe a questão do câmbio, mas eu aprendi a não dar murro em ponta de faca. Não vai se mexer no câmbio para melhorar o desempenho do turismo. É preciso encontrar outros caminhos para garantir o crescimento do setor. É o que estamos fazendo com o Orçamento.”

CARLOS ALBERTO FERREIRA
, presidente da Abav: “Fomos pegos de surpresa pela não inclusão (do turismo) no plano. Com a criação do Ministério do Turismo pelo governo Lula, em 2003, confiamos que o setor havia ganho espaço definitivo na agenda nacional. De um lado, é preciso reconhecer que pode ter havido uma certa falta de articulação dos agentes de viagens para cobrar medidas de estímulo ao turismo. Mas é também fundamental que o governo trabalhe para garantir condições ao crescimento do setor. Nesse sentido, um projeto de desoneração tributária e incentivo à exportação é fundamental. Com a valorização do real, o Brasil virou um destino muito caro no exterior. E os brasileiros saem cada vez mais do país.
Para atrair estrangeiros, além de preço competitivo, precisamos de melhor infraestrutura aeroportuária.”

ALEXANDRE SAMPAIO
, diretor Financeiro da ABIH: “A hotelaria é geradora de divisas e grande empregadora no país.
Mas vem acumulando perdas com a queda do dólar. Ano passado, essas perdas garfaram 23% do faturamento dos hotéis brasileiros. Não esperamos que o governo anuncie um pacote cambial. Por isso, estamos num grande esforço para fazer com que o turismo receptivo seja reconhecido como grupo exportador. Há dois anos discutimos o assunto dentro da formulação da Lei do Turismo (que será tema de audiência pública hoje, na Câmara). O governo rejeita esse pleito. Diárias e pacotes para o mercado internacional são cotados em moeda estrangeira e têm preços defasados. Os grandes destinos de exportação, como Rio, Foz do Iguaçu e o Nordeste, estão perdendo competitividade para outros, internacionais.”

29/04/2008 - 15:14h Turismo Sustentável & Infância

turismo_sexual.jpgO papel do MTur, por meio do Programa Turismo Sustentável & Infância, é o de agir na prevenção e enfrentamento da exploração sexual de crianças e adolescentes nos equipamentos do turismo.

Somando as ações de 2006 e 2007, ao todo, foram sensibilizadas em todo o país, por meio de seminários e palestras, 57 mil pessoas da cadeia produtiva do turismo para agir contra a exploração, evitando que ocorram em suas dependências e denunciando casos para averiguação e devidas providências.

E o salto de qualidade que estamos dando à ação do MTur pode ser conferido na implantação do Projeto Piloto na cidade de Fortaleza, onde estão sendo qualificados 300 jovens em situação de vulnerabilidade social para inclusão no mercado de trabalho junto aos segmentos do turismo. Essa iniciativa faz parte de um convênio assinado entre o Ministério e Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH Nacional) e conta com 46 parceiros, entre governo, iniciativa privada, organizações internacionais e não-governamentais. O projeto em Fortaleza foi apresentado para representantes da Comissão de Turismo e Desporto da Câmara dos Deputados. Após a implantação na capital cearense, o projeto deverá ser expandido a outras cidades brasileiras.

O MTur também tem apoiado projetos dos estados em campanhas de comunicação que advertem a população e turistas que exploração sexual de crianças e adolescentes é crime, estimulando denúncias pelo Disque 100. No Amazonas, por exemplo, o MTur atuou, durante a Festa de Parintins, maior manifestação cultural da localidade. Também houve ações em festas regionais: Caruaru (PE), Campina Grande (PB) e Parada Gay (SP). Mais um trabalho se desenvolveu durante os Jogos Pan-Americanos (RJ).

E, por fim, informo que foram aprovados 28 Convênios, no exercício de 2007, totalizando R$ 4,4 milhões de investimentos em materiais informativos e campanhas de sensibilização nos estados. Houve trabalhos em comunidades, ações públicas de sensibilização, atuando junto a escolas e famílias. Também há pesquisas que hoje estão em andamento para diagnosticar a extensão da exploração sexual de crianças e adolescentes no turismo.

Assessoria de Imprensa do MTur

23/04/2008 - 00:04h Marta Suplicy: agindo com responsabilidade social no turismo

Discurso ministra Marta Suplicy

Evento: Entrega Prêmio Responsabilidade Social no Turismo
(destaques)

foto Gloria Flugel
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Boa tarde!

Obrigada pela presença e por prestigiarem aqueles que lutam contra os que exploram sexualmente as crianças e adolescentes brasileiras se autodefinindo como turistas. Nós sabemos que não são. São criminosos. Infelizmente, brasileiros e estrangeiros estão envolvidos direta e indiretamente nessa prática criminosa no nosso país. Nós não podemos – e nem queremos – fechar os olhos a essa realidade.

O Ministério do Turismo se associou aos que combatem esse crime e buscam alternativas de vida para essas crianças. Em 2004, o Presidente Lula lançou o Programa Turismo Sustentável & Infância, o TSI, como uma das engrenagens do Governo Federal para o combate a todas as formas de exploração e de violência contra crianças e adolescentes.

Meninas e meninos são sujeitos de direitos e assim devem ser respeitados. Cabe ao Ministério do Turismo promover o desenvolvimento sustentável do turismo. Entre nossas ações, estão as de sensibilizar e conscientizar empresários e profissionais, que atuam na cadeia produtiva, sobre o papel que crianças e adolescentes ocupam no cenário da sustentabilidade do turismo.

Infelizmente, é nessa cadeia que se organizam os aliciadores, os exploradores, os violentadores. Mas nós acreditamos que, com redes de proteção, nós teremos condições de combater as redes de exploração.

O Prêmio de Responsabilidade Social em Turismo é uma ação do TSI. Ainda na gestão do meu antecessor, o ministro Walfrido dos Mares Guia, em 2006, o MTur procurou a FGV com a proposta de se criar um observatório para avaliar e auxiliar nas suas ações. Em 2007, começamos o projeto numa tríplice parceria: MTur, FGV e Childhood Brasil. Foram criados grupos de estudos, formados por professores de universidades federais, no Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Amazonas e Brasília.

Nas discussões do Observatório, acabou surgindo a idéia de se criar o prêmio, que lançamos em julho, a fim de dar reconhecimento público a empresas e instituições que desenvolvessem projetos de enfrentamento da exploração sexual.

Nós sabemos que o tema da criança e do adolescente é objeto de ação de inúmeras empresas e organizações não governamentais no país desde o ECA. Mas o foco da exploração sexual ligada ao turismo é novo. Acredito mesmo, verificando o histórico da luta dos premiados hoje, que surgiu neste novo século. Ao criar o prêmio, fizemos o recorte do turismo para empresas e instituições se inscreverem. Tivemos 16 inscrições.

E hoje estamos aqui, premiando iniciativas pioneiras. O CIAF – Centro Integrado de Apoio Familiar, de Recife, em Pernambuco. A RESPOSTA – Responsabilidade Social Posta em Prática, de Natal, no Rio Grande do Norte. E a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, no Paraná, com extensão para cidades das demais fronteiras da Argentina e do Paraguai. Essas três instituições – duas do terceiro setor e uma do setor público – comprovam que o público, o privado e o terceiro setor podem direcionar o olhar para onde há situações de vulnerabilidade de crianças e adolescentes em atividades turísticas. A sociedade brasileira terá a oportunidade de conhecer, em detalhes, como essas instituições premiadas criaram e desenvolveram o trabalho. A expectativa do Ministério do Turismo é que essas experiências sejam replicadas de acordo com cada destino.

O programa Turismo Sustentável & Infância é o braço do Ministério do Turismo para essa luta. Por meio dele, o Ministério do Turismo, junto com parceiros, tem direcionado esforços para sensibilizar a cadeia produtiva sobre o mal que fazem a seus próprios negócios quando abrem as portas para os exploradores. Nos últimos três anos, o MTur somou investimentos nessas ações da ordem de 15 milhões e 200 mil reais. Só para este ano de 2008, os recursos previstos para o TSI somam oito milhões e 259 mil reais. No ano passado, foram firmados 28 convênios, totalizando mais de quatro milhões e 300 mil reais. Em 2006, o programa recebeu dois milhões e 560 mil reais. O que vale aqui não são só os recursos, mas os resultados.

Nestes anos, foram realizadas campanhas de sensibilização e seminários de capacitação. Em festas populares que atraem muitos turistas, o TSI se mostra às pessoas em materiais como banners, leques, desivos, cartazes, camisetas. E redes de hotéis filiadas à ABIH, Associação Brasileira da Indústria de Hotéis, e os Convention and Visitors Bureaux são parceiros firmes em muitos estados, como Pernambuco e Rio Grande do Norte. Nos anos de 2006 e 2007 foram realizados seminários em todos os estados e no Distrito Federal, para capacitação direta de mais de 30 mil pessoas.

A partir do ano passado, logo que entrei – gosto muito de coisa concreta – procuramos tentar algo diferente. E agora, em Fortaleza, já temos uma experiência (parceria com a ABIH, as Secretarias de Turismo do Estado e da capital e organizações não governamentais) que foi levada a meninos e meninas em situação de risco. De 700 famílias, fizemos uma triagem e, dentre estas, 360 com jovens com idade entre 16 e 26 anos, vão ser capacitados com o objetivo de atuarem no mercado de trabalho. E o interessante é que eles escolheram em que querem atuar: Cumin de Garçom – precisamos ensinar o que é um Cumim – Camareira; Assistente de Produção Para Eventos; Promotor de Vendas para Hotelaria; Recepcionista dos Meios de Hospedagem; e Ajudante de Cozinha. As famílias estão sendo colocadas no Bolsa Família. A gente tenta, nessa ação, alavancar a família inteira. Em um ano, saberemos resultados. De outra forma, sem incluir a família, continuaríamos enxugando gelo.

O Ministério do Turismo também continuará sensibilizando a cadeia produtiva a adotar o Código de Conduta Ética, conforme orientação da Organização Mundial do Turismo, de cujas reuniões temos participado ativamente para debater o tema. Apresentamos à OMT o novo projeto de enfrentamento da situação. Estamos em Florença, Itália, em consultas sobre tráfico e turismo sexual e na reunião do comitê organizador internacional para a realização do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes que será realizado, entre 25 e 28 de novembro de 2008, no Rio Centro, no Rio de Janeiro.

Em relação à América Latina, realizaremos um encontro com os países membros do Grupo Ação, em junho próximo, preparatório ao 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

O MTUr também apoiará e participará da 1ª Conferência Regional contra a Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes na Região da Costa da Mata Atlântica, em consulta ao 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

Participamos da organização do 3º Congresso Mundial de Enfrentamento da Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes. Apoiamos a agência organizadora do congresso nas negociações com o SindRio e ABIH/RJ, a fim de facilitar hospedagem aos participantes do evento. O apoio financeiro a este evento será de 280 mil reais.

O Ministério do Turismo não tem dúvida de que o enfrentamento desse problema que, infelizmente, existe em nosso país, precisa da união entre Governo Federal, governos estaduais, governos municipais, empresários do turismo e sociedade organizada. É bom destacar, contudo, que não temos carimbado a marca de destino de “turismo sexual”. Temos foco. Temos pobreza. E o que fazemos é deixar claro que “turismo sexual” destrói o lugar.

Por isso, o CIAF, em Recife; a RESPOSTA, em Natal; e a Itaipu Binacional, em Foz do Iguaçu, são exemplos, primeiro, de que as parcerias são possíveis, e, segundo, de que elas podem dar resultados para a vida de crianças e de adolescentes e de suas famílias e para os negócios do turismo.

A questão é complexa. Mas, com vontade política e persistência, continuaremos combatendo essa perversidade e acenando com um futuro de dignidade e respeito para os verdadeiros turistas, profissionais e empresários do turismo no Brasil.”

Fonte MinTur

06/04/2008 - 11:09h Um jornal online se interessou: Idosos terão desconto de 50% em meios de hospedagem em períodos de baixa estação

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O Globo Online

marta_viaja2.jpgRIO – Já está disponível para aposentados e pensionistas a extensão dos descontos do programa Viaja Mais Melhor Idade a meios de hospedagem. Com o programa lançado nesta sexta-feira pelo Ministério do Turismo, o público da terceira idade passa a contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por hotéis em todo o Brasil. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos 1.190 estabelecimentos já cadastrados no programa, distribuídos em mais de 280 cidades em todos os estados e no Distrito Federal. Como a adesão ao programa acontece diariamente, o ministério estima que até dezembro, mais de 2,5 mil meios de hospedagens estejam oferecendo o desconto ao público da terceira idade, foco do “Viaja Mais Melhor Idade.

A ministra Marta Suplicy, que esteve no Guarujá, na sexta-feira para o lançamento do programa, esclareceu que é critério de cada hotel se cadastrar no programa.

“O hotel é quem define quando é a sua baixa temporada”, disse a ministra à Agência Brasil.

Marta Suplicy ressaltou que com mais esse critério, os beneficiados pelo programa terão acesso a descontos o ano todo, diferentemente da primeira fase do Viaja Mais, quando eram oferecidos somente pacotes para viagens de março a junho e de agosto a novembro, ficando de fora os meses de janeiro, fevereiro e dezembro.

O acordo que permite o desconto de 50% para a melhor idade foi firmado em dezembro passado pelo Ministério do Turismo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS).

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados ao público da terceira idade e pensionistas.

“Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem”, disse a ministra ao acrescentar que essa ampliação “vai interessar e possibilitar muita gente a realizar o sonho que antes não conseguiu”.

Assim como na primeira fase, serão investidos R$ 5,2 milhões em propaganda do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem.

Indagada sobre o motivo de o Guarujá ser o cenário para divulgar a expansão do programa, a ministra Marta Suplicy disse que o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem poderia ser lançado em qualquer cidade. No entanto, foi na região que o programa conseguiu cerca de 80% das adesões dos estabelecimentos. Além disso, a ministra lembrou que São Paulo é o maior emissor e receptor de turistas.

“E também porque o Guarujá é uma referência na Baixada Santista”.

O turista da melhor idade pode procurar o estabelecimento que faz parte do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem pelo site www.viajamais.com.br. O turista também poderá ligar gratuitamente para o telefone 0800 77 07 202, em funcionamento a partir do dia 07/04 (segunda-feira), para saber quais meios de hospedagem estão cadastrados no programa. Haverá, ainda, um guia impresso com a lista de estabelecimentos cadastrados que será distribuído para o público-alvo – associações e clubes de melhor idade. Além disso, os meios de hospedagem cadastrados receberão um kit, que ficará exposto nas recepções, identificando que têm a tarifa para melhor idade.

05/04/2008 - 06:46h Nenhum jornal esta interessado: Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

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Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

Guarujá (04/04) - A ministra do Turismo, Marta Suplicy, lançou hoje, no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem, uma ampliação das ações para o público da terceira idade. A novidade é que, agora, essa parcela da população poderá contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa Viaja Mais Melhor Idade. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos estabelecimentos.

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, voltado ao público da terceira idade e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados. “Acredito que com essa oferta ampliamos a possibilidade de o idoso fazer a sua viagem”, disse a ministra ao acrescentar que essa ampliação “vai interessar e possibilitar muita gente a realizar o sonho que antes não conseguiu”.

Para a ministra Marta Suplicy, o programa Viaja Mais Melhor Idade tem tudo para atingir os 50 mil pacotes. Essa nova etapa, que garante 50% de desconto no custo da hospedagem, também deverá alcançar bons resultados. Assim como na primeira fase, serão investidos R$ 5,2 milhões em propaganda do Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem, que no lançamento hoje à tarde contava com adesão de 1.190 estabelecimentos.

As ações de venda de pacotes turísticos e de oferta de descontos na hospedagem para a terceira idade são meios para atingir objetivos contemplados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010: promover inclusão social e fortalecer o turismo no mercado interno, reduzindo impactos da sazonalidade no setor e, ao mesmo tempo, gerando mais empregos e renda.

Na Espanha existe um programa semelhante há 17 anos. De acordo com a ministra, lá a proposta sofreu muitos percalços, mas, hoje, movimenta cerca de 1 milhão de pessoas para diferentes destinos turísticos. “No Brasil temos a possibilidade de ter um turismo em massa e é isso que dará musculatura ao setor”, disse a ministra, ao lembrar que no país há 15 milhões de idosos, dos quais 9 milhões têm condições de viajar. “É esse público que temos que conquistar”.

A ministra destacou que os indicadores econômicos positivos permitiram ao brasileiro trocar aparelhos eletrodomésticos e carro. “Percebemos que tínhamos que colocar a viagem na cesta de consumo do brasileiro”, completou.

Para o público que prestigiou o lançamento do programa Viaja Mais Melhor Idade − cerca de 1.200 pessoas, entre autoridades, convidados e idosos − no Centro de Exposições do Hotel Casa Grande, no Guarujá, a ministra ressaltou que hoje, no Brasil, estamos vendo a diminuição da desigualdade de renda entre as classes sociais. “A maioria hoje está concentrada na classe C. As classes D e E diminuíram e as classes A e B estão no patamar de 15%. Isso significa que temos uma melhoria na qualidade de vida e esse movimento já é contínuo no país. Temos, portanto, condições de ofertar programas para brasileiros que não querem apenas viajar para ficar na casa de parentes, mas também para ir para um hotel. Queremos ajudar essas pessoas a conquistarem seus sonhos e desejos. Com isso, estamos fazendo com que o turismo interno ganhe musculatura no país”.

A ministra destacou também o papel do Ministério do Turismo como indutor do desenvolvimento do setor. “Fico contente em dizer que o orçamento do nosso ministério, que não é mais um apêndice de outro ministério, aumentou 47% este ano em relação a 2007. Tivemos no ano passado, um orçamento de R$ 1,8 bilhão e agora vamos contar R$ 2,6 bilhões. Isto é importante porque estamos fazendo investimento em infra-estrutura, o que representa melhor qualidade de vida para a população. Estamos investindo também em qualificação de mão-de-obra. E tudo isso é muito positivo para o setor turístico”.

O prefeito do município Farid Said Madi foi enfático ao elogiar a ministra e as relações com o governo federal. “Nunca tivemos uma relação tão próxima e positiva com o Ministério do Turismo na história do Guarujá”, ressaltou Madi. O Guarujá recebeu R$ 4,4 milhões de investimentos do MTur em 2007 para obras de infra-estrutura turística, dos quais R$ 4 milhões foram aplicados em obras no aeroporto.

Segundo Farid Madi, nos últimos três anos, a prefeitura tem se empenhado em recuperar o prestígio do Guarujá. Para ele, a escolha da cidade para o lançamento do programa Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem significa o reconhecimento do governo federal e do Ministério do Turismo da importância da Baixada Santista.

Indagada sobre o motivo de o Guarujá ser o cenário para divulgar a expansão do programa, a ministra Marta Suplicy disse que o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem poderia ser lançado em qualquer cidade. No entanto, foi na região que conseguimos cerca de 80% das adesões dos estabelecimentos. Além disso, a ministra lembrou que São Paulo é o maior emissor e receptor de turistas. “E também porque o Guarujá é uma referência na Baixada Santista”.

“A iniciativa representa um avanço muito grande para o setor. Quando existe aquecimento de uma parte da cadeia do turismo, seja transporte aéreo ou algum atrativo, toda a máquina funciona mais rápido. Essa medida pode contribuir para fazer uma revolução no mercado do turismo de lazer no Brasil”, ressaltou o presidente do Conselho Deliberativo do Instituto Marca Brasil (IMB), José Zuquim.

Em dezembro passado, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para implantar o desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade, durante a baixa ocupação na rede hoteleira.

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04/04/2008 - 07:14h Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem

Ministério do Turismo lança Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem Guarujá (04/04) - O Ministério do Turismo lança, às 16h de hoje, no Guarujá (SP), o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem. Na presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a ministra Marta Suplicy apresenta a ampliação das ações da Pasta para o público da terceira idade. A novidade é que, agora, essa parcela da população poderá contar com desconto de 50% na tarifa cobrada por meios de hospedagem credenciados no programa Viaja Mais Melhor Idade. O desconto será válido para o ano inteiro, vinculado à baixa ocupação nos estabelecimentos.

Na prática, o Viaja Mais Melhor Idade Hospedagem é uma ação que amplia os produtos do Viaja Mais Melhor Idade, programa lançado em 2007, voltado ao público da terceira idade e que oferece pacotes turísticos em períodos de baixa ocupação, com serviços diferenciados e a possibilidade de serem parcelados.

As ações de venda de pacotes turísticos e de oferta de descontos na hospedagem para a terceira idade são meios para atingir objetivos contemplados no Plano Nacional de Turismo 2007-2010: promover inclusão social e fortalecer o turismo no mercado interno, reduzindo impactos da sazonalidade no setor e, ao mesmo tempo, gerando mais empregos e renda.

Em dezembro passado, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou um acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRBS) para oferecer desconto de 50% no preço das diárias para o público da melhor idade, durante a baixa ocupação nos estabelecimentos.

Turismo está na direção das metas do PNT

Brasília (03/04) – Os esforços para alcançar as metas do Plano Nacional de Turismo 2007-2010 estão gerando bons resultados. É o que demonstrou, ontem (02), em Brasília, o secretário Nacional de Políticas do Turismo, Airton Pereira, durante a 20ª Reunião Conselho Nacional de Turismo (CNT). Airton, que também é secretário-Executivo do CNT, apresentou aos integrantes do Conselho indicadores positivos e em consonância com as metas do Plano. Entre elas a de criar 1,7 milhão de novos empregos e ocupações no turismo. “De 2006 a 2007 tivemos aumento de 19,66%. Isso significa que, em 2007, 280 mil pessoas estavam trabalhando no setor, contra 234 em 2006”, disse o secretário.Outro indicador positivo está relacionado à meta de gerar 7,7 bilhões de dólares em divisas por meio do turismo. Em 2007, US$ 5 bilhões ingressaram no Brasil e, em 2006, esse número foi de US$ 4,3 bilhões – um aumento de 15,85%. “A meta para o ano passado era de 5,1 bilhão. Podemos dizer que estamos cumprindo o que foi proposto”, afirmou Airton. Em 2007, o desembarque de turistas estrangeiros foi de 5,03 milhões.

A estruturação de 65 destinos turísticos também é uma meta cuja execução apresenta bons resultados. Nessas localidades, foram qualificadas, em 2006, 46 mil pessoas. Em 2007, houve um aumento de 175,81%, com a qualificação de 126,87 profissionais. Os serviços turísticos cadastrados no MTur também registraram aumento (15,62%). “Isso significa que os prestadores de serviços turísticos começam a perceber que trabalhar de acordo com as políticas do MTur é sinal de qualidade”, explicou o secretário.

A reunião do Conselho Nacional de Turismo é um espaço para que governo e representantes das entidades que compõem esse órgão colegiado possam debater temas em prol do desenvolvimento da atividade turística. No encontro de hoje, os conselheiros deliberaram, entre outras coisas, sobre a necessidade de apoiar iniciativas para a retomada do turismo rodoviário e sobre a adesão de mais uma entidade ao Conselho. O CNT acatou o interesse de a Associação de Marketing Promocional compor o órgão. Agora, em vez de 65 entidades, contanto com o MTur, o Conselho tem 66 representantes.

01/02/2008 - 15:39h Latem, Sancho, sinal que cavalgamos (2)


Destaque

Jornal VALOR:

“Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu.”


Receita com turista estrangeiro bate recorde


Cibelle Bouças – VALOR


A geração de divisas com turistas estrangeiros no país atingiu em 2007 o nível mais alto da história e ruma para novo recorde. O desempenho, no entanto, não foi suficiente para garantir maior ocupação nas redes hoteleiras. Levantamento da Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), baseado em dados do Banco Central, revela que o número de turistas se manteve estável em 5 milhões de pessoas, mas a receita aumentou 14,76%, para US$ 4,953 bilhões – o valor mais alto já verificado. Para 2008 a expectativa é de incremento de 9%, chegando a US$ 5,4 bilhões.

“O foco principal tem sido a entrada de divisas. O número de visitantes é importante, mas só vale se for multiplicado pelo gasto diário e o número de dias”, afirma Jeanine Pires, presidente da Embratur. O turista estrangeiro ficou em média dois dias a mais em território brasileiro, ou em torno de 18 dias. Os roteiros também se ampliaram em Santa Catarina e Rio Grande do Sul (sobretudo argentinos), Nordeste e Brasil Central (europeus).

O gasto médio diário aumentou 15%, para US$ 91,74, sendo que o turista europeu gastou em média US$ 1 mil por dia, conforme a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih-Nacional). Por essa razão, o público europeu é alvo de campanhas da Embratur e de grupos privados para atrair mais visitantes ao país. Segundo Jeanine, o número de espanhóis foi o que mais cresceu – 22%, para quase 260 mil.

Os espanhóis têm procurado mais a costa brasileira por dois fatores: o primeiro deles, segundo fontes do setor, é a saturação do turismo no litoral sul da Espanha. Outro fator é que o atentado terrorista do 11 de setembro nos Estados Unidos e o tsunami na Tailândia acabaram tornando a costa brasileira mais atrativa e segura para turistas estrangeiros, sobretudo o europeu.

Para Jeanine Pires, presidente da Embratur,
o número de visitantes só importa se é multiplicado pelos seus gastos

De acordo com Jeanine, as companhias aéreas já se prepararam para elevar a oferta de vôos vindos da Europa para o Brasil. “Com novos vôos da TAM e das espanholas Iberia e Aéreo Europa, o número de assentos ofertados chega a 12 mil por semana”, afirma Jeanine. Em 2007, a oferta foi de 8 milhões, com ocupação média de 78%.

O número maior de vôos permitirá que o número de turistas estrangeiros aumente de 5% a 8% e, com eles, a receita. Dados preliminares apontam para janeiro uma receita com turistas estrangeiros superior a US$ 550 milhões, ante US$ 469 milhões em dezembro – o maior valor registrado foi de US$ 484 milhões, em janeiro de 2007.

Os números impressionam, mas não são suficientes para garantir a lotação das redes hoteleiras, que nos últimos anos receberam fortes aportes – sobretudo de grupos estrangeiros – para a construção de novos resorts, hotéis e apartamentos de segunda residência. Na Bahia, o grupo espanhol Iberostar constrói dois hotéis com total de mil apartamentos. Uma fonte do setor afirma que parte dos hotéis na Bahia teve ocupação abaixo do esperada, em função do aumento do número de leitos e dos problemas provocados pelo caos aéreo no verão de 2007.

No Rio Grande do Norte, os grupos Sánchez (espanhol), Brazilian Development (norueguês) e Ultra Classic (francês) farão investimentos em resorts e hotéis que elevarão o número de leitos para turismo de 30 mil para 80 mil em 12 anos. “Nos últimos três anos, o número de leitos já dobrou em Natal. Como o número de hotéis cresceu mais que o total de turistas, a taxa de ocupação diminuiu em algumas redes”, afirma Fernando Fernandes de Oliveira, secretário de Turismo do Rio Grande do Norte.

Álvaro Bezerra de Mello, presidente da Abih-Nacional e presidente do conselho de administração da rede de hotéis Othon, observa que os efeitos da concorrência é notada na Bahia, no Ceará, em Pernambuco e no Rio Grande do Norte. “Há um número enorme de projetos de novos resorts e essa expansão preocupa”, afirma.

Ricardo Domingues, diretor executivo da Resorts Brasil – associação que congrega 46 empreendimentos em 16 Estados – diz que o problema não está nos resorts. Esses, inclusive, sofreram redução de 4 pontos percentuais na taxa média de ocupação, que ficou em 49% em 2007. As redes possuem juntas 10,25 mil unidades habitacionais. Do total de turistas que passaram pelas redes, 70% eram brasileiros e 30% estrangeiros.

“O dólar baixo fez muitos brasileiros procurarem destinos no exterior. E janeiro foi prejudicado pela crise aérea”, afirma. A queda da ocupação no verão passado, segundo ele, foi de 15 pontos percentuais e a receita obtida pelos resorts no período chega a 56% dos ganhos do segmento no ano. Ele garante, no entanto, que houve crescimento da procura pelas redes no quarto trimestre de 2007 e prevê, para este ano, um incremento na taxa média média de ocupação para 53%.

A Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav) confirma o cenário mais otimista para 2008. A entidade estima que, com a normalização do transporte aéreo, a perspectiva de crescimento da economia e a oferta de crédito ainda alta, o turismo, tanto de brasileiros no exterior como de estrangeiros no país, registre incremento entre 15% e 20% neste ano.

Pesquisa realizada pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com a Embratur revela que 30,5% dos brasileiros pretendem viajar nos próximos meses, 12,9% mais do que em janeiro de 2007. Do total, 82,2% deverão visitar destinos turísticos nacionais, 5,4% mais que no ano passado. O percentual de brasileiros interessados em viajar para o exterior se manteve estável, em 15%.

No ano passado, conforme a Abav, a procura por viagens internacionais aumentou 15% em 2007, enquanto que, no mercado doméstico, as vendas de passagens tiveram incremento menor, de 7,9%. Os dados da entidade casam com os números divulgados pelo Banco Central, que apontou no ano passado um crescimento de 42,5% no montante gasto por brasileiros no exterior, para US$ 8,211 bilhões – outro recorde histórico.

Bezerra de Mello, da Abih-Nacional, cita outro efeito colateral causado pela evasão dos turistas brasileiros: eles acabam ocupando boa parte dos assentos nos vôos internacionais quando voltam para o país. “É difícil para o turista estrangeiro conseguir vôos para o Brasil. Isso sem contar as dificuldades para a obtenção de vistos, principalmente no caso de americanos, australianos e canadenses”, afirma. A Polícia Federal divulgou recentemente que enfrenta dificuldades para atender à demanda para a emissão dos passaportes e que só há vaga para agendar entrevistas para emissão de passaportes a partir de janeiro de 2009.

De acordo com a Embratur, em 2007 a oferta total de assentos para vôos internacionais chegou a 8 milhões, com ocupação média de 78%. O número, segundo Jeanine, da Embratur, poderia ter sido maior, não fossem os problemas da Varig e a conseqüente redução do número de vôos fretados (charter) em 1,4 milhão de assentos no ano. “Mas com o aumento da oferta por outras companhias, tudo ficará mais fácil”, afirma Jeanine. (Colaborou Raquel Salgado, de Salvador)

01/02/2008 - 11:14h Carnaval: número de turistas deve crescer 15%

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Secretário de Turismo espera visita de 735 mil pessoas e a estimativa é que eles gastem R$ 870 milhões no Rio

Jacqueline Costa e Luiz Ernesto Magalhães

O GLOBO

Pelo menos no que se refere ao turismo, este carnaval será melhor que àquele que passou.
Segundo o secretário municipal de Turismo, Ruben Medina, 735 mil visitantes passarão a folia no Rio. Ainda de acordo com o secretário, em comparação a 2007, o número é 15% maior, principalmente por influência do turismo náutico. A estimativa é de que eles gastem US$ 500 milhões (cerca de R$ 870 milhões) por aqui até o fim da próxima semana.
De sábado a terça, dez transatlânticos vão passar pelo Rio de Janeiro. Mais de 39 mil pessoas movimentarão o Píer Mauá durante a folia e a expectativa de gastos só dos turistas marítimos na cidade gira em torno de US$ 17,4 milhões, o equivalente a R$ 24 milhões.
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11/12/2007 - 19:56h Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Marta Suplicy assina novo acordo com o setor da hotelaria e apresenta resultados da primeira fase do programa Viaja Mais Melhor Idade

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Brasília – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou hoje (11) acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS) para oferecer descontos de 50% no preço praticado nas tarifas cobradas do público da Melhor Idade, durante a baixa ocupação. “Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade”, afirmou Marta Suplicy.
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11/12/2007 - 19:48h Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade

Ministério do Turismo amplia benefícios para a Melhor Idade Marta Suplicy assina novo acordo com o setor da hotelaria e apresenta resultados da primeira fase do programa Viaja Mais Melhor Idade

Brasília – A ministra do Turismo, Marta Suplicy, assinou hoje (11) acordo com a Associação Brasileira da Indústria Hoteleira (ABIH), Associação Brasileira de Resorts (ABR) e Federação Nacional de Bares, Restaurantes, Hotéis e Similares (FNHRDS) para oferecer descontos de 50% no preço praticado nas tarifas cobradas do público da Melhor Idade, durante a baixa ocupação. “Nossa expectativa é que a partir de março de 2008, início do período de baixa ocupação, tenhamos a adesão de mil hotéis. A meta é chegarmos a setembro com mais 2,5 mil meios de hospedagens oferecendo vantagens para o público da terceira idade”, afirmou Marta Suplicy.

A tarifa 50% menor é um benefício que se somará aos já concedidos no Viaja Mais Melhor Idade, que será ampliado. O programa ultrapassou em 30% a meta estabelecida para a primeira fase, atingindo o total de 9 mil pacotes vendidos a pessoas com 60 anos ou mais, entre setembro e novembro, proporcionando um faturamento de R$ 7,65 milhões para o mercado de turismo no Brasil. O anúncio dos resultados foi feito pela ministra durante a abertura da 19ª reunião do Conselho Nacional de Turismo (CNT), realizada em Brasília.

Quando lançado, em setembro último, a expectativa inicial do Ministério do Turismo era de o mercado comercializar 7 mil pacotes no Viaja Mais Melhor Idade a preços reduzidos em períodos de baixa ocupação. Aposentados e pensionistas do INSS contaram com crédito consignado e juros abaixo de 1% para viajar a partir de São Paulo e Distrito Federal para 23 destinos. Em 2008, os benefícios do crédito consignado e dos juros baixos vão continuar, mas serão realizadas saídas a partir de 12 capitais.

As viagens do programa, a partir de março de 2008, terão origem, além de São Paulo e Distrito Federal, nos estados do Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Pernambuco, Bahia e Amazonas.

Para a ministra do Turismo, o programa veio para ficar e está cumprindo seus objetivos de aumentar a movimentação nos destinos turísticos nos períodos de baixa ocupação e promover a inclusão social dos idosos “O Viaja Mais é não é um programa de ocasião, ele veio para ficar. Programas de estímulo a viagens de idosos já existem em outros países e eles tiveram dificuldades durante a implantação. No nosso caso, tivemos sucesso muito rapidamente”.

Em 2007, o programa começou oferecendo 14 cidades como destinos para viagens, e passou, ainda na primeira etapa, para 23. A partir de março de 2008, serão 35 cidades, proporcionando mais diversidade de roteiros aos beneficiados das condições especiais do Viaja Mais.

O objetivo, para 2008, é vender 50 mil pacotes, o que representa um incremento de quase cinco vezes em relação ao total das viagens realizadas nos três primeiros meses do Viaja Mais Melhor Idade, neste ano. Com esse avanço, os próximos passos do programa vão proporcionar um acréscimo relevante no faturamento das empresas de turismo.

Considerando o preço médio das viagens na primeira fase, ao redor de R$ 850 (incluindo passagens aéreas e rodoviárias, hospedagem, passeios, deslocamento e seguro-viagem), o mercado em potencial na próxima etapa é estimado em R$ 42,5 milhões. Esse cálculo não contabiliza o impacto gerado no comércio em geral das cidades visitadas.

A ampliação do Viaja Mais Melhor Idade também resultará em maior participação da cadeia dos serviços turísticos no País. Em vez de 13 operadores, a segunda etapa contará com 25 empresas que organizam os pacotes turísticos para atrair os idosos. Da mesma forma, o número de agências, que comercializam as viagens junto ao consumidor final, saltará de 971, na primeira fase, para 2.500.

05/09/2007 - 11:28h Governo reduz impostos para setor hoteleiro

Incentivo ao turismo inclui ainda crédito para aposentado viajar

Isabel Sobral e Renata Veríssimo – O Estado de São Paulo (para assinantes)

O governo anunciou ontem medidas de incentivo fiscal ao setor hoteleiro e de estímulo ao turismo interno. Durante reunião do Conselho Nacional de Turismo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou a redução de 10% para 5% da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de fechaduras eletrônicas, o que diminui custos do setor, e a depreciação acelerada de móveis, utensílios e máquinas, o que amplia descontos no Imposto de Renda (IRPJ).

A Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (Abih) informou que, com IPI menor, o preço de uma fechadura eletrônica deverá cair de US$ 250 para US$ 170. Já a depreciação acelerada, segundo o presidente da entidade, Eraldo Cruz, possibilitará a redução do IRPJ pago pelo setor. A medida permite que as empresas acumulem créditos de PIS e Cofins à medida em que os equipamentos são usados e os abatam no IRPJ.

Os incentivos só vão valer para investimentos que forem feitos até 31 de dezembro de 2010.

Mantega explicou que equipamentos usados pelo setor hoteleiro, como ar-condicionado e geladeiras, não tinham direito a depreciação acelerada por não serem considerados bens de capital. Com a medida, disse ele, o custo dos investimentos no setor será reduzido.

Os empresários, entretanto, não ficaram totalmente satisfeitos e querem novas medidas de desoneração fiscal. O presidente da Abih disse que o setor quer a redução do IPI sobre bens como geladeiras, televisores e ar-condicionado e a depreciação acelerada de imóveis. ‘Não faz sentido o empresário pagar o mesmo que um consumidor comum por televisões e geladeiras e não é uma vergonha falar que o setor precisa de subsídios’, afirmou.

VIAGENS

Durante o encontro, a ministra do Turismo, Marta Suplicy, informou que terá início este mês, em São Paulo e no Distrito Federal, a venda de pacotes turísticos em condições facilitadas para aposentados e pensionistas do INSS. A idéia é incentivar o turismo interno nos meses de baixa temporada. Segundo Marta, 8 milhões de segurados têm condições de utilizar o programa.

Os segurados com mais de 60 anos terão acesso a empréstimos com desconto em folha com taxas de 1% ao mês. O crédito será de no máximo R$ 3 mil e as prestações não poderão comprometer mais que 30% da renda mensal do beneficiário. Os financiamentos serão de 12 meses, com até seis de carência.

‘O nosso cronograma inclui a extensão para mais oito capitais a partir de março e a todas as capitais até o fim de 2008′, disse Marta. Os empréstimos serão operados pela Caixa Econômica Federal e pelo Banco do Brasil. Os recursos iniciais, de R$ 50 milhões, são do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Informações sobre a compra de pacotes podem ser obtidas pelo site www.viajamais.com.br ou pelo telefone 0800-7707202.

31/07/2007 - 12:38h Hotéis do NE vêem queda de 30% com câmbio e crise aérea

Folha de São Paulo (para assinantes)

Diante de demanda abaixo da esperada durante as férias de julho, empresários do setor apontam risco de demissões

Rede hoteleira da Bahia registra ocupação de 55%, contra média de 70% no mesmo período do ano passado, diz associação

FÁBIO GUIBU
DA AGÊNCIA FOLHA, EM RECIFE

KAMILA FERNANDES
DA AGÊNCIA FOLHA, EM FORTALEZA

A rede hoteleira nos principais pólos turísticos do Nordeste registrou em julho um movimento até 30% abaixo do esperado. A desvalorização do dólar diante do real e o caos aéreo no país são apontados pelos empresários do setor como os responsáveis pela crise.

Na Bahia, o presidente da Abih (Associação Brasileira da Indústria dos Hotéis) estadual, Ernani Silveira Bettinati, vê risco de desemprego no setor. “Há uma queda acentuada no fluxo turístico desde o acidente com o avião da Gol, em setembro do ano passado”, afirma.

Segundo Bettinati, o problema se intensificou com a desvalorização do dólar e se consolidou após o acidente com o Airbus da TAM, no último dia 17.

“Não sei o que foi pior”, declarou, sobre o impacto do caos aéreo e da valorização do real no turismo local. Em julho, disse o dirigente baiano, o percentual de ocupação nos hotéis do Estado ficou em 55%, 15 pontos percentuais abaixo do registrado no mesmo período em 2006. Formada por 192 mil leitos em 72 mil estabelecimentos, a rede hoteleira da Bahia gera 600 mil empregos diretos e indiretos.

Em Pernambuco, o fluxo de turistas neste mês ficou cerca de 30% abaixo do esperado na região de Porto de Galinhas (a 60 km ao sul de Recife), principal destino dos visitantes que buscam lazer no Estado.

O presidente da Abih de Pernambuco, José Otávio de Meira Lins, responsabiliza principalmente a cotação do dólar pelo problema. “Para o turismo de lazer do Nordeste, a questão do dólar tem reflexos mais graves que o acidente aéreo”, afirmou. “Os turistas preferem viajar para o exterior ou embarcar em navios”, disse.

Para tentar compensar as perdas, afirmou Lins, os hoteleiros pernambucanos têm buscado ampliar o mercado regional, que já representa 47% do fluxo de turistas no Estado.

“Trabalhamos num raio de mil quilômetros de Recife. A estratégia é ampliar uma fatia do mercado que não está preocupada com o dólar e pode viajar de carro, se for preciso.”

Baixa ocupação
No Ceará, a baixa ocupação hoteleira em 2007 repete o desempenho de 2006, com 69% dos leitos ocupados. Em anos anteriores, no mês de julho a ocupação chegava a 95%.

Para o presidente da Abih do Ceará, Manoel Linhares, o problema está no setor aéreo. “Em 2006, era a Varig, que se dissolveu, reduzindo o número de vôos. Agora, o apagão aéreo”, afirmou. A entidade representa 80% da rede hoteleira do Estado, com 17.700 leitos.

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, reconhece a existência da crise. Na semana passada, afirmou que o governo já estudava medidas para compensar as desvantagens causadas ao turismo interno pela desvalorização do dólar.

Ela disse ter participado de reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e entidades do setor. Segundo ela, Mantega recebeu uma pauta de reivindicações que incluía, entre outros pontos, proposta de corte de impostos e a reestruturação da aviação regional.

31/07/2007 - 10:21h Rede hoteleira perde 25% de ocupação. Marta leva queixas do turismo ao Conac

O Estado de São Paulo (para assinantes)

Maior queda no período de férias, de 30% a 40%, foi no Nordeste

Márcia De Chiara

A rede hoteleira nacional encerrou as férias de julho com queda de 25% em média de ocupação, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH). A região mais afetada foi o Nordeste, onde o recuo oscilou entre 30% e 40%, seguido pela Região Norte, com queda de 22% a 28% e a Centro-Oeste, onde a retração na ocupação variou entre 10% e 12%. O menor índice de queda foi registrado nas redes hoteleiras do Sul e do Sudeste, de 8% a 10%.

“Há resorts do Nordeste que demitiram cerca de 20% dos seus quadros”, afirmou o presidente da ABIH, Eraldo Alves da Cruz. A entidade reúne mais de 2 mil hotéis que, juntos, têm disponibilidade para atender 150 mil apartamentos.

Cruz lembra que a crise no setor começou em julho do ano passado, com o colapso na Varig, e se agravou com o acidente da Gol, em setembro. De lá para cá, o caos aéreo se intensificou e atingiu o ápice com o acidente da TAM, no dia 17.

Na semana do acidente com o avião da TAM, a ocupação nos 62 hotéis da rede Atlantica Hotels caiu 20%. Na segunda semana após a tragédia, o recuo foi de 15% e agora a ocupação já está retornando ao patamar normal, diz o vice-presidente da rede, Rafael Guaspari.

Além da crise aérea, Cruz pondera que a concorrência dos navios de cruzeiros e a queda na cotação do dólar também são fatores que contribuíram para a redução da ocupação na rede hoteleira ao longo deste ano.

PACOTES

As agências de viagens confirmam a retração. De janeiro a julho, a queda nas vendas de pacotes nacionais foi de 25% em relação ao mesmo período de 2006, enquanto os pacotes internacionais registraram acréscimo de 10% a 15%, segundo a Associação Brasileira de Agências de Viagens (Abav).

“No Nordeste, o prejuízo foi muito grande”, afirmou o diretor de Assuntos Internacionais da Abav, Leonel Rossi Júnior. Ele argumentou que, para reverter a crise no setor, a ampliação das vendas de pacotes turísticos rodoviários é limitada.

A saída para as agências de viagens, segundo o executivo, é aumentar os negócios com pacotes internacionais e cruzeiros marítimos. “Cerca de 60% dos cruzeiros marítimos para o próximo verão já estão vendidos”, afirma.

Neste ano, virão para a costa brasileira 14 navios que devem transportar 350 mil passageiros durante a temporada. No ano passado, foram 11 navios e 300 mil passageiros.

CRISE
20% dos funcionários

de alguns resorts nordestinos foram demitidos, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH)

15% foi o aumento
nas vendas de pacotes internacionais de janeiro a julho, ante o mesmo período de 2006, de acordo com a Associação Brasileira de Agências de Viagens


Marta leva queixas do turismo ao Conac

Isabel Sobral

A ministra do Turismo, Marta Suplicy, levou para a reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac) a reclamação dos empresários do setor de turismo com relação às perdas de receita e faturamento, em razão da crise aérea, e também sobre a falta de respeito aos passageiros, nos aeroportos. A ministra admitiu que o segmento mais afetado, até o momento, é o de hotéis, particularmente no Nordeste, que informaram ter perdido no último mês 25%. Mas a ministra não soube precisar se essa perda é relativa a receita, movimento ou faturamento bruto. ‘O setor foi duramente afetado e temos de levar em conta que ele emprega 2 milhões de pessoas formalmente e outros 6 milhões informalmente.’

Na sexta-feira entidades ligadas ao turismo se reuniram com ela para repassar os prejuízos do setor, após o agravamento da crise aérea. Marta Suplicy destacou que houve uma ênfase dessas entidades com relação ao respeito aos horários nos aeroportos. ‘O setor prefere que haja menos passagens, se esse for o resultado da reestruturação da malha aérea, mas acredita que é melhor o passageiro ter a certeza de que embarcará no horário acertado em outro dia’, disse a ministra.